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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Temos o que merecemos...



Esta vergonha, foi reportada há uns dias no mural FB de um amigo..., só quem já sentou o dito cujo no banco de uma mota entende a plenitude desta aberração. 

Deixo ainda a legenda que o autor da foto decidiu publicar em anexo..., por ser claramente esclarecedora. "Não, isto não é em Katmandu, nem em Dar es Salam. É na rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa, talvez a rotunda mais movimentada da capital. Há uma zona cheia de areia, que já lá estava ontem, e onde por pouco não caí. Hoje à tarde voltei lá e tirei esta foto. Ainda lá está, agora com a zona de areia mais "abrangente". É esta a nossa capital. Obrigado ó Costa. Só temos de levar mais quatro anos contigo!"

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Então é este o nosso Salvador...

Faltam-me as palavras para descrever e caracterizar a cretinice que está a ser feita por Antonio Costa e pela sua trupe de imbecis no Marquês de Pombal.

Esta cavalgadura, eleita com os votos do costume – aqueles que passam a vida a “deitar” em lunáticos e que agora tanto se queixam da malvada austeridade – assume com clareza que “o principal objectivo” do hediondo crime que está a ser cometido ali “é a redução do tráfego automóvel”.

Ou seja, gastou-se uma pipa de massa para fazer um túnel que no final provou que melhorou substancialmente o trânsito naquela zona da cidade e agora isto. E isto é tão só a vingança final. Destruir de vez o que Santana Lopes melhorou. Sim, melhorou!

A Estação Fluvial do Marquês de Pombal… Tudo isto tem muita piada mas não tem graça nenhuma. Foi assim, é assim que os Patos Bravos Socialistas destruíram e destroem paulatinamente, com rigor metódico, o país onde vivemos e que alguns dizem amar.

É neste Midas do esterco – tudo o que Costa toca rapidamente em merda se transforma – que alguns acreditam. O profeta Costa; António o Salvador.

É ver a brilhante reportagem por favor.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Salva-nos Tony Soprano

Era este o aspecto, ontem, de uma das ruas próximas do Saldanha, no centro de Lisboa. Para meu espanto (deve ser só meu pois não vejo muito mais gente preocupada com a realidade) hoje algumas montanhas de merda tipo a da imagem estão maiores. O lixo acumula-se um pouco por todo o lado. Cheira a podre – ou será a Poder. Um odor nauseabundo que nos faz mudar de passeio. Só que neste passeio para onde mudámos o cenário é idêntico. Ou pior.

Não me interessa se a culpa é dos Sindicatos, da troika ou do raio que os parta a todos. Minha não é de certeza que não votei nem no Dr. Costa nem no Dr. Sá Fernandes. A responsabilidade é deles, os dois. Pelo estado lamentável em que se encontram as ruas da nossa querida cidade. Deles mas não só. Vossa também, daqueles em que neles votaram.


De repente…, parece que apenas um Tony Soprano qualquer nos poderá salvar – não me peçam para explicar como.

Que porcos. Uma vergonha!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Angry Corvus (III)



Num canto escuro, algures entre Telheiras e a casa de banho mais conhecida da cidade, mora um dos melhores grafiti de Lisboa.

Provavelmente não terá sido essa a intenção do seu autor, mas eu prefiro pensar que aquela parede tem varias leituras possíveis.

De qualquer das formas…, para quem acha estarmos perante Arte Urbana, esta imagem é sem dúvida uma pequena obra-prima.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Angry Corvus (I)

Parar é morrer, já dizia a minha avó. E este blogue não pode parar. Tem estado lento, é certo…, com os afazeres dos meus camaradas e com a minha falta de tempo, provocada por uma inibição de condução que teria dado pano para mangas e outras histórias; tivesse eu arranjado “saco”.

Parar é morrer, dizia eu, e hoje arranca esta nova rubrica, imaginada há muito tempo mas só agora dada à bloga. Não como a imaginei mas sim assim, auxiliada pelo estado da arte da “tecnologia móvel”.

Frames e outros momentos da cidade onde nasci, que amo e onde vivo. E dos arredores também.


“Teremos sempre luz ao fundo do túnel”, disse. Não sendo original a imagem ficou muito bem; entrei ali na estação de Metro do Campo Grande e choco frontalmente com o ardor primaveril tipicamente lisboeta. A luz encandeia, pego na camara e nisto passa uma miúda qualquer. Que fica aqui, para sempre, sem saber, a caminho da Salvação – ou apenas de casa ou da escola…

Gosto disto…, e do Instagram também.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Um desejo chamado eléctrico

Aqui fica um artigo que saiu hoje no Público, de que sou um dos subscritores:

UM DESEJO CHAMADO ELÉCTRICO

Um erro estratégico. Não temos outra forma de qualificar a decisão que, se vier a ser tomada, implicará consequências graves para a cidade: a extinção da carreira de eléctrico E-18, que faz a ligação entre a Baixa e a Ajuda.

E, como não seria a primeira vez, no que respeita às carreiras de eléctricos, que se decidiria pela extinção de percursos que hoje se mostram importantes ou mesmo imprescindíveis, e como podemos estar a assistir ao fim definitivo daquilo que já foi uma verdadeira rede de transporte colectivo, equilibrada e abrangente, exporemos de seguida, por “A+B”, o erro estratégico em que se incorrerá.

“A”. Uma decisão destas será tomada em contraciclo.

Não são hoje os transportes públicos não poluentes, ou quase, um must em termos de economia desejavelmente sustentável? Num país que não consegue cumprir os mínimos no que toca à Agenda 21? Um desiderato das economias dos países civilizados, com as quais Portugal se gosta de comparar? Fará sentido extinguir-se uma carreira de eléctrico, promovendo inelutavelmente o caos automóvel da cidade e em consequência a ineficiência do autocarro? Fará sentido extinguir-se uma carreira que liga a uma zona sempre ignorada pelo metropolitano de Lisboa?

Um dos argumentos próextinção do E-18 terá sido o de que há autocarros que fazem ou farão o mesmo percurso que aquele eléctrico faz, e que, portanto, quem o frequenta passará a frequentar o autocarro. Sem problema, ponto.

Ora este argumento é falacioso: em primeiro lugar, há relatórios internacionais que demonstram que o passageiro-tipo do metro não é o mesmo que utiliza transportes à superfície, pelo que não há redundância. Em segundo lugar, se assim não fosse, já se teriam encerrado carreiras de autocarro que passam pelas avenidas servidas pelo metro e, em terceiro lugar, com as características dos arruamentos em causa, um autocarro dificilmente será tão eficaz e eficiente quanto um eléctrico.
Ignorou-se – e pelos vistos continua a ignorar-se – o que tínhamos de bom e encerraram-se linhas e mais linhas de eléctrico.

Curiosamente, e uma vez chegados à inevitável insustentabilidade do primado do automóvel sobre tudo o que mexe, desde logo sobre o peão, o lisboeta é bombardeado em cada véspera de eleições autárquicas com um abrangente pacto de promessas sobre mobilidade sustentável do qual faz parte, como é da praxe, o “anúncio” da criação de um sem- número de linhas de… eléctrico, muitas delas decalcadas de linhas encerradas nas últimas décadas.

“B”. Do ponto de vista da Economia, propositadamente com “E”, não estará a tal recomendação que aponta para a extinção do E-18 manca, porque falha de externalidades positivas? Não é o eléctrico um símbolo de Lisboa? Não vai o E-18 da Baixa à Ajuda, percorrendo assim um eixo vital do ponto de vista turístico, que culmina no tão apregoado vector estratégico BelémAjuda, e para o qual, e bem, se pretende desenvolver uma série de investimentos de reabilitação urbana, recuperação e valorização de espaços e percursos ( jardins das Damas e Botânico, loteamento a sul do Palácio da Ajuda, Teatro Camões, pólo universitário)?

Em “economicês”, portanto, o E-18 garante uma série de externalidades positivas importantes que duvidamos que os autocarros garantam, pelo contrário!

Em conclusão, o fecho do E-18 (tal como a não reabertura – designadamente – do E-24, do Cais do Sodré-carmo/campolide), numa cidade em que a mobilidade é um exemplo de puro casuísmo, representa não só uma decisão em contraciclo, afastando-nos dos países mais avançados, como uma oportunidade perdida de, face à crise que atravessamos, fazer dela uma “janela de oportunidade” para dar um salto em frente na suavização da mobilidade, no combate ao estacionamento selvagem e nas ligações entre os bairros da cidade.

Por fim, uma atenção desassombrada à iniciativa privada permitiria a partilha de recursos e a diversificação de soluções no que toca à exploração das carreiras. Cruze-se isso com o turismo e com a cultura, e talvez seja mais fácil e saudável viver em Lisboa.

Estamos ainda a tempo de evitar um erro estratégico. Basta que haja a coragem de tomar a decisão certa: a da manutenção deste eléctrico que a cidade deseja.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Do nosso passatempo: adivinhas


Conseguem descobrir onde esta foto foi tirada ou que edifício está hoje em dia neste antigo descampado?
Dica: é de Lisboa que estamos a falar e o bonito edifício em segundo plano à esquerda, erguido há perto de cem anos, foi recentemente demolido…

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Distância: 34,87 Km.

Localidade: Lisboa;

Percurso: Daqui até ao Campo Pequeno e depois até à Graça; subir à Nossa Senhora do Monte, descer a Alfama; subir até ao Miradouro de Santa Luzia, descer até ao Martim Moniz; subir até ao Campo de Santana, passar pelo Torel e descer até ao Rossio; subir o Chiado, depois Santa Catarina e São Pedro de Alcântara; depois do Rato o Parque Eduardo VII; Corredor verde até Monsanto e depois Fonte Nova; dai até aqui;

O melhor: os jacarandás por essa cidade fora, com destaque para os que estão no lado ocidental do Parque Eduardo VII; o solitário no Principe Real e outro perto do Lago da Luz;

O pior: alguns bestiais (de besta) automobilistas que insistem tomar como lixo um indivíduo em cima de uma bicicleta;

O momento: a boca de uma velha muito velha em Alfama, “deixem passar o Laves Barbosa”;

No iPod: Vampire Weekend, LCD soundsystem e, essencialmente, The Drums;

A imagem: não há;

O balanço: muito cansado, mas feliz!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Jacarandás de Lisboa

Aqui (link), um post que eu gostaria muito de ter feito.

Ei-los em plena floração,
os jacarandás de Lisboa.
E mesmo os que o não estão
entram na festa quente e boa
que Maio espalha à toa
por praças, ruas e avenidas,
trazendo azul-lilás às nossas vidas
e derramando luz e alegria
sobre o cinzento do dia.

Torquato da Luz

sexta-feira, 26 de março de 2010

Eu hoje acordei assim...

Diz-se por ai, que uma tal Carbonara - Movimento Monárquico para as Massas (link), foi a autora do belo trabalho que as fotos documentam.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Lisboa Tropical

Acordar de madrugada nem sempre é mau sinal. Hoje, por exemplo, fui brindado com um fabuloso e quente amanhecer assim que sai de casa, bem antes das sete da manhã. Ao longe, rapidamente uma tempestade eléctrica se aproximava; para leste, filtradas pela luz, enormes colunas de chuva eram preceptiveis.
Consegui chegar ao trabalho sem ter apanhado gota d’agua – aspecto particularmente importante para quem circula de moto. Assim que pude subi ao topo do edifício onde trabalho e, por minutos, fiquei a admirar um estranho e belo espectáculo de raios que aleatoriamente se cruzavam no céu. Nessa altura já a chuva era intensa, lá ao longe o sol erguia-se compondo um cenário deslumbrante em pleno centro da cidade.
Agora, passadas que são poucas horas sobre este espectáculo tropical, Lisboa cheira intensamente a clorofila – odor que remete imediatamente a minha memória para o Rio de Janeiro –, a humidade é brutal e o sol começa a brilhar lá fora
Mais logo, deve estar uma bela tarde de praia.

[nota: sim, a imagem é da manhã de hoje; não de Lisboa mas sim de Setúbal – na margem Sul o espectáculo ainda foi maior]

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Campo de Santana

O Campo de Santana (ou Campo dos Mártires da Pátria com bem explica aqui Pedro Quartin Graça) para mim não é apenas um pequeno oásis no centro de Lisboa; é um local onde cresci, brinquei e aprendi. É uma memória; é uma referência.
Agora também é nome de blogue (link). E que o baptizou assim, foi mesmo muito feliz.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Condomínios fechados

Rui Moreira (sim, outra vez ele) escarnece da proposta do Bloco de Esquerda de propor a proibição da construção de novos condomínios fechados em Lisboa. Estranhando que o Bloco tivesse ido tão longe, fui à respectiva página na internet e pesquisei o programa de Luís Fazenda.
E não é que o que lá está é ligeiramente diferente?...
O programa defende
«a proibição – como princípio – de construção de novos condomínios fechados que promovam a ruptura com o tecido urbano envolvente»
Pois, o diabo está nos detalhes: só se os condomínios fechados se constituirem como ilhas no meio da cidade é que devem ser proibidos.
É possível que um condomínio privado seja aberto? Sim, claro, basta ver o exemplo, também em Lisboa, do condomínio Alto dos Moinhos.