Esta imagem. É a síntese perfeita. Os olhos no chão, as lágrimas no rosto, o braço que ampara, a mão no ombro que embala o fado. O fado, o fadinho, o faduncho. A síntese perfeita, sim. Da lusa alma.
Sessenta e seis. O Rei faz hoje sessenta e seis anos. Ao ver este vídeo, que me deixa sem palavras e com mais de uma lagrima no canto do olho – pronto já passou… – pergunto-me o que terão sentido aqueles que como o meu tio e o meu pai, viveram de perto as emoções da bola aos pés do Rei. Como será ter um super-homem a comandar uma equipa de guerreiros, que contra os estigmas da época, derrotou um continente inteiro e colocou, para todo o sempre, o nosso querido clube no cume da Europa? Esqueçamos o triste presente. Eusébio da Silva Ferreira faz hoje sessenta e seis anos. Humilde, sempre humilde, disse há pouco à RTP, “a única coisa que soube fazer na vida foi jogar à bola”. E já foi muito querido Rei – quem nos dera a nós. A seguir, para as câmaras da TVI, humilde, sempre humilde, pediu como prenda…, uma vitória do seu, do nosso, querido clube, este sábado em Guimarães. Que prenda simples, Eusébio. Mas tão difícil de conseguir pelos rapazes que vestem hoje o teu, o nosso, manto sagrado. Deus te conserve com vida e saúde junto de nós por muitos e longos anos, querido Eusébio. Nem que seja para nos ensinar o melhor que a natureza humana tem: a humildade.
A mística do Benfica não se vê só nas vitórias. Também se vê nas derrotas. Ontem no Estádio da Luz, apesar do 3.º lugar, apesar da exibição "assim-assim" (contra um adversário que deixou jogar à vontade) e apesar de Fernando Santos, no fim o público aplaudiu.
Hoje, para começar a fazer o luto da época, comprei (25 euros!) uma réplica dos anos 60 do equipamento do Glorioso. É verdade, as coisas que encontramos no Continente...