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sábado, 11 de junho de 2011

As diferenças entre bombeiros, professores, médicos e o governador no Rio de Janeiro (foto-montagem)


Salvar vidas: 960 reais. Educar vidas: 728 reais. Cuidar de vidas: 1260 reais. Menosprezá-las: 17200 reais.

E não esqueça amanhã tem passeata na Praia de Copacabana. Concentração a partir das 10h na esquina da Av. Princesa Isabel com Av Atlântica.

No portal:

* Um tweet de ontem de @evandosanjos foi a base para esse arremesso.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Exigência incomum na Guarda Municipal do Rio

A Guarda do Rio de Janeiro colocou em seu edital de concurso uma exigência no mínimo inusitada. Exige-se que o candidato tenha, no mínimo, 20 dentes. Dez em cada arcada, é bom que se diga. “Exame Odontológico - será considerado INAPTO o candidato que possuir menos de 20 (vinte) dentes, sendo 10 (dez) em cada arcada;”, diz o edital.

Mas, ao contrário do que possa se imaginar, a Guarda não está pensando em trocar os cassetetes pelos caninos. Segundo a própria instituição, a medida é meramente “estética”. O certo é que a exigência gerou indignação. Segundo o próprio Ministério da Saúde, estima-se que, de cada 10 pessoas, 3 não possua nenhum dente.

Uma pessoa de classe alta possui, em média, 25 dentes. De classe média, 20. Já as pessoas de classe baixa possuem a média de 16 dentes.

Em tempo, o salário inicial de um Guarda Municipal no Rio é de R$ 541,55.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Falta de verbas causa caos no SUS

A crise no Sistema Único de Saúde (SUS) está em evidência em todo o país. A situação chegou a um limite insuportável, e até mesmo programas de televisão como o Fantástico, da Rede Globo, tiveram que mostrar a situação da saúde pública em toda sua crueza, como foi mostrado no último domingo, dia 19.

A maioria do povo brasileiro depende do SUS como única forma de atendimento de saúde, pois não tem dinheiro para pagar os convênios privados. A falta de verbas para financiamento do SUS, imposta pelos governos neoliberais como FHC e Lula, levou o sistema a uma situação de caos total, que explodiu agora em diversos Estados do país.

A quantidade insuficiente de verbas para a Saúde Pública tem como uma de suas consequências a defasagem da tabela do SUS, que é a tabela que determina os valores pagos por cada procedimento. A falta de correção nesta tabela faz com que muitos procedimentos importantíssimos sejam contemplados com valores irrisórios e completamente irreais. Esta situação está levando médicos da rede conveniada a paralisarem os atendimentos pelo SUS, o que está causando superlotação nos já abarrotados hospitais públicos. Isso está acontecendo neste momento em Fortaleza (CE), onde as cirurgias cardíacas não estão sendo mais realizadas pelos médicos da rede conveniada, o que está levando ao colapso o Hospital do Coração de Messejana, que está recebendo todos os pacientes não atendidos.

Em vários outros Estados do país, os médicos estão paralisando as atividades, devido às condições insuportáveis de trabalho, ao sucateamento total, a completa falta de recursos, e a grande defasagem em sua remuneração. Em alguns Estados já ocorreram pedidos de demissão coletiva de centenas de médicos. Em Alagoas já foi decretado Estado de Emergência na Saúde.

A situação neste momento é de explosão de um verdadeiros caos generalizado na Saúde Pública no país, e os responsáveis são aqueles que durante anos cortaram verbas para cumprir a cartilha neoliberal, e que continuam seguindo-a à risca, como o governo Lula.

Diante desta situação hedionda, ganha mais importância ainda a pergunta que fará parte do Plebiscito Popular de 1 a 7 de setembro:

"O governo deve continuar priorizando o pagamento dos juros da dívida externa e interna, em vez de investir na melhoria das condições de vida e trabalho do povo brasileiro?"

O governo gasta atualmente muito mais dinheiro pagando juros aos banqueiros e especuladores do que investindo na Saúde Pública. Para superar a crise do SUS, e garantir um sistema de saúde pelo menos razoável, seria necessário no mínimo dobrar o Orçamento destinado a área da Saúde. E dobrar as verbas do setor só será possível com a suspensão da sangria e da rapina das dívidas interna e externa. Só parando de encher os bolsos dos banqueiros e especuladores será possível oferecer ao povo um atendimento de saúde decente.