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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Os EUA e a vontade do povo

Os movimentos populares crescem em território estadunidense, ocupando cada vez mais cidades. No país onde as autoridades se auto-proclamam as mais democráticas do mundo, a crise econômica arrasta o país para baixo e as contradições ficam cada vez mais expostas. Incapaz de se defender da crise, o Estado ataca a população, enquanto as autoridades máximas professam a mais pura hipocrisia. O documentário que postamos aqui, mesclando as declarações de Obama e Hillary com a ação da polícia em território americano, desnuda a farsa da democracia nos Estados Unidos.





sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Relato sobre a reintegração de posse na USP

Essa eu li ontem, quando já havia sido compartilhada por pouco mais de 2 mil pessoas no facebook. No momento dessa postagem, já são mais de 16.200 compartilhamentos. Vale muito a pena ler...

Desabafo de quem tava lá [Reintegração de Posse]

por Shayene Metri, terça, 8 de Novembro de 2011 às 23:10

Cheguei na USP às 3h da manhã, com um amigo da sala. Ia começar o nosso 'plantão' do Jornal do Campus. Outros dois amigos já estavam lá. A ideia era passar a madrugada lá na reitoria, ou pelas redondezas. 1) para entender melhor a ocupação, conhecer e poder escrever melhor sobre isso tudo. 2) para estarmos lá caso a PM realmente aparecesse para dar um fim à ocupação.

Conversa vai, conversa vem. O tempo da madrugava passava enquanto ficávamos lá fora, na frente da reitoria, conversando com alunos da ocupação. Alguns com posicionamentos bem definidos (ou inflexíveis), outros duvidando até das próprias atitudes. A questão é: os alunos estavam lá e queriam chamar atenção para a causa (ou as causas, ou nenhuma causa)...e, por enquanto, era só. Não havia nada quebrado, depredado ou destruído dentro da tão requisitada reitoria (a única marca deles eram as pixações). A ocupação era organizada, eles estavam divididos em vários núcleos e tinham medidas pra preservar o ambiente. Aliás, nada de Molotov.

Mais conversa foi jogada fora, a fogueira que aquecia se apagou várias vezes e eu levantei a pergunta pra alguns deles: e se a PM realmente aparecesse lá logo mais? Seria um tiro no pé dela? Ela sairia como herói? Os poucos que conversavam comigo (eram uns 4, além dos amigos da minha sala) ficaram divididos. "Do jeito que a mídia está passando as coisas, eles vão sair como heróis de novo", disse um. "Se ele vierem vai ter confronto e isso já vai ser um tiro no pé deles", disse outra. Mas, numa coisa eles concordavam: poucos acreditavam que a PM realmente ia aparecer.

Eu achava que a PM ia aparecer e muito provavelmente isso que me fez ficar acordada lá. Não demorou muito e, pronto, muita coisa apareceu. A partir daí, meu relato pode ficar confuso, acho que ainda não vou conseguir organizar tudo que eu vi hoje, 08 de novembro.

Muitos PMs chegaram, saindo de carros, motos, ônibus, caminhões. Apareceram helicópteros e cavalaria. Nem eu e, acredito, nem a maior parte dos presentes já tinham visto tanto policial em ação. Estávamos em 5 pessoas na frente da reitoria. Dois estudantes que faziam parte da ocupação, eu e mais 2 amigos da minha sala, que também estavam lá por causa do JC. Assim que a PM chegou, tudo foi muito rápido:

os alunos da ocupação que estavam com a gente sugeriram: "Corram!", enquanto voltavam para dentro da reitoria. Os dois amigos que estavam comigo correram para longe da Reitoria, onde a imprensa ainda estava se posicionando para o show. Eu, sabe-se lá por qual motivo, joguei a minha bolsa para um dos meninos da minha sala e voltei correndo para frente da reitoria, no meio dos policiais que avançavam para o Portão principal [e único] da ocupação.

Tentei tirar fotos e gravar vídeos de uma PM que estava sendo violenta com o nada, para nada. Os policiais quebravam as cadeiras no carrinho, faziam questão do barulho, da demonstração da força. Os crafts com avisos dos estudantes, frases e poemas eram rasgados, uma éspecie de símbolo. Enquanto tudo isso acontecia, parte da PM impedia a imprensa de chegar perto da área, impedindo que os repórteres vissem tudo isso. Voltando para confusão onde eu tinha me enfiado: os PMs arrombaram a porta principal, entraram (um grupo de mais ou menos 30, eu acho) e, logo em seguida, fecharam o portão. Trancaram-se dentro da reitoria com os alunos. Coisa boa não era.

Depois disso, o outro grupo de PMs,que impedia a mídia de se aproximar dessas cenas que eu contei , foi abrindo espaço. Quer dizer, não só abrindo espaço, mas também começando (ou fortalecendo) uma boa camaradagem para os repórteres que lá estavam atrás de cenas fortes e certezas.

"Me sigam para cá que vai acontecer um negócio bom pra filmar ali agora", disse um dos militares para a enxurrada de "jornalistas".

A cena era um terceiro grupo de PMs, arrombando um segunda porta da reitoria, sob a desculpa de que queria entrar. O repórter da Globo me perguntou (fui pra perto deles depois da confusão em que me meti com os policiais no início): "os PMs já entraram, não? Por que eles tão tentando por aqui também?". Respondi: "sim, já entraram. E provavelmente estão fazendo essa cena pra vocês terem algum espetáculo pra filmar"

A palhaçada organizada pelos policiais e alimentada pelos repórteres que lá estavam continuou por algumas horas. A imprensa ia contornando a reitoria, na esperança de alguma cena forte. Enquanto isso, PM e alunos estavam juntos, dentro da Reitoria, sem ninguém de fora poder ver ou ouvir o que se passava por lá. Quem tentasse entrar ou enxergar algo que se passava lá na Reitoria, dava de cara com os escudos da tropa de choque, até o fim.

Enquanto amanhecia, universitários a favor da ocupação, ou contra a PM ou simplesmente contra toda a violência que estava escancarada iam chegando. Os alunos pediam para entrar na reitoria. Eu pedia para entrar na reitoria. Tudo que todo mundo queria era saber o que realmente estava acontecendo lá dentro. A PM não levava os estudantes da ocupação para fora e o pedido de todo mundo era "queremos algo às claras". Por que ninguém pode entrar? Por que ninguém pode sair?

Enquanto os alunos que estavam do lado de fora clamavam para entrar, ouvi de um grupo de repórteres (entre eles, SBT): "Não vamos filmar essas baboseiras dos maconheiros não! O que eles pedem não merece aparecer". Entre risadas, pra não perder o bom humor. Além dos repórteres que já haviam decidido o que era verdade ou não, noticiável ou não, tinham pessoas misturadas a eles, gritando contra os estudantes, xingando. Eu mesma ouvi muitas e boas como "maconheirazinha", "raça de merda" e "marginal" .

Os estudantes que enfrentavam de verdade os policiais que faziam a 'corrente' em torno da Reitoria eram levados para dentro. Em questões de segundos, um estudante sumia da minha frente e era levado pra dentro do cerco. Para sabe-se lá o que.

Lá pras 7h30, depois de muito choro, puxões e algumas escudadas na cara, comecei a ver que os PMs estavam levando os estudantes da ocupação para dentro dos ônibus. Uma menina foi levada de maneira truculenta, essa foi a única coisa que meu 1,60m de altura conseguiu ver por trás de uma corrente da tropa de choque. Enquanto eu tentava entrar no cerco, para entender a história, a grande mídia já estava lá dentro. Fui conversar com um militar, explicar da JC. Ouvi em troca "ai, é um jornal da usp. De estudantes, não pode. Complica".

Os ônibus com os alunos presos saíram da USP. Uma quantidade imensa de outros alunos gritavam com a PM. Eu e os dois amigos da minha sala (aqueles da madrugada) pegamos o carro e fomos para a DP.

Na DP, o sistema era o mesmo e meu cansaço e raiva só estavam maiores. Enjoo e dor de cabeça, era o meu corpo reagindo a tudo que eu vi pela manhã. Alunos saiam de 5 em 5 do ônibus para dentro da DP. Jornalistas amontoados. Familiares chegando. Alunos presos no ônibus, sem água, sem banheiro, sem comida, mas com calor. Pelo menos por umas 3h foi assim.

Enquanto a ficha caia e eu revisualizava todo o horror da reintegração de posse, outras pessoas da minha sala mandavam mensagens para gente, de como a grande imprensa estava cobrindo o caso. Um ato pacífico, né Globo? Não foi bem isso o que eu vi, nem o que o JC viu, nem o que centenas de estudantes presenciaram.

Enfim, sou contra a ocupação. Sempre tive várias críticas ao Movimento Estudantil desde que entrei na USP. Nunca aceitei a partidarização do ME. Me decepciono com a falta de propostas efetivas e com as discussões ultrapassadas da maioria das assembléias. Mas, nada, nada mesmo, justifica o que ocorreu hoje. Nada pode ser explicação pra violência gratuita, pro abuso do poder e, principalmente, pela desumanização da PM.

Não costumo me envolver com discussões do ME, divulgar textos ou participar ativamente de algo político do meio universitário. Mas, como poucos realmente sabem o que aconteceu hoje (e eu acredito que muita coisa vai ser distorcida a partir de agora, por todos os lados), achei que valeria a pena escrever esse texto. Taí o que eu vi.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"Trégua" no Ceará?

No Ceará, depois de reprimir violentamente as manifestações de professores da rede estadual em greve, de usar o judiciário para decretar a ilegalidade da greve (que, com suor e, literalmente, muito sangue, já dura dois meses), o Governador Cid Gomes resolveu dar uma demonstração de sua "benevolência". Vai dar uma "trégua" até a próxima sexta-feira aos trabalhadores da educação. Na prática, uma ameaça velada. Se os professores não aceitarem a proposta de hoje, a partir de sábado o movimento vai precisar levantar barricada novamente. O chargista Latuff mandou bem! Nessa charge ele mostra o clima de paz do governo do Ceará.

domingo, 2 de outubro de 2011

Repressão em Wall Street

Na tarde deste sábado, a polícia de Nova Iorque prendeu cerca de 700 manifestantes - quase metade de um total de 1500 pessoas - que marchavam na Ponte Brooklyn, a duas quadras de Wall Street. Leia mais...

Se do lado do capital a repressão aumenta, do outro lado cresce o apoio aos manifestantes. No décimo quinto dia do movimento Occupy Wall Street, o sindicato nacional dos trabalhadores do setor siderúrgico (USW), com 1,2 milhões de filiados, anunciou sua solidariedade ao movimento, que alcança um número cada vez maior de cidades, entre elas Chicago e Los Angeles.

Na próxima quarta-feira, 5 de outubro, trabalhadores e estudantes preparam uma grande manifestação em Wall Street.

Abaixo os últimos vídeos postados pelo movimento, feitos no 11º e 12º dias de ocupação (dias 27 e 28 de fevereiro).



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Movimento de Mulheres em Luta lança nota sobre agressão da guarda municipal de Fortaleza à professoras em greve


Na terça-feira da semana passada, dia 07 de junho, Fortaleza foi palco de um espetáculo de brutalidade à categoria dos professores promovido pela guarda municipal de Fortaleza em frente à câmara de vereadores da cidade (veja aqui). O episódio foi marcado não só pela repressão mas também pela agressão verbal contra as professoras, que segundo o vereador Átila Bezerra, "são tudo raparigas".

Como Fortaleza é administrada por uma mulher, a reação de todos os que se revoltam contra os desmandos da petista muitas vezes sai da raia do aceitável e palavrões machistas são disparados em contra-partida.

O Movimento de Mulheres em Luta da CSP-Conlutas em Fortaleza, não aceitando a agressão física nem muito menos o machismo preparou uma nota que publicamos aqui:

Professoras de Fortaleza são agredidas por vereadores.

No Ceará 69 mulheres foram assassinadas só neste ano. Em um estado em que existem apenas 14 casas abrigos e 7 delegacias das mulheres para 184 municípios é demasiadamente difícil combater a violência machista.

Mulheres são mortas enquanto os governantes cruzam os braços e se negam a combater essa situação.

Alguns políticos vão mais além e agridem diretamente mulheres trabalhadoras, foi isso o que ocorreu no último dia 07 de junho na Câmara Municipal de Fortaleza. O vereador Átila Bezerra chegou a levantar o braço para agredir fisicamente a professora e não satisfeito gritou: “Está faltando homem para bater nesse povo” e “são tudo raparigas”.

É inaceitável que qualquer pessoa trate uma mulher desta forma, vindo de um parlamentar é ainda mais grave. Isso demonstra que este senhor não tem nenhum preparo para representar a população e que defende a violência machista em um país em que a cada duas horas uma mulher é barbaramente assassinada, vítima de agressão. Defender a violência às mulheres e praticá-la é o verdadeiro crime que se cometeu e por isso o vereador deve ser punido, como qualquer outro agressor.
 

Não à criminalização dos movimentos sociais. 
A luta dos trabalhadores por melhores condições de vida e de trabalho tem sido tratado pelos governantes como caso de polícia, foi assim no Rio de Janeiro com os corajosos bombeiros e também com os professores em Fortaleza. No entanto, os que defendem à violência e se recusam a cumprir as leis, continuam sem nenhuma punição.

Os trabalhadores fazem greve porque precisam defender sua qualidade de vida e de trabalho e não por questões pessoais ou porque gostam. Os responsáveis pela insatisfação das mulheres, trabalhadoras em geral, são os próprios governantes, como Luizianne Lins que fechou dezenas de creches impedindo que mães possam sair de casa e trabalhar para sustentar suas famílias.
 

Nós do Movimento Mulheres em Luta da CSP-Conlutas, opinamos que o fato de Luizianne do PT ser mulher não faz com que ela governe para as trabalhadoras, pelo contrário governa com os empresários, fechando os olhos para as áreas sociais, educação e saúde que neste momento também está em greve. Infelizmente a presidente Dilma segue o mesmo caminho, ao cortar 50 bilhões das áreas sociais, entre elas a educação.

Apesar disso, não achamos correto utilizar adjetivos machistas, os mesmos ou similares ao que o vereador utilizou, ao se referir à prefeita ou qualquer mulher.

Neste sentido, fazemos um pedido fraterno: não vamos reproduzir o machismo, o racismo e a homofobia, ideologias que não fortalecem a nossa luta. Não fazem parte do método de luta da classe trabalhadora, porque o machismo massacra a mulher trabalhadora e, portanto, fortalecê-lo divide a nossa classe. Nossas armas não são as mesmas que as deles, porque lutamos por um mundo diferente, onde mulheres e homens trabalhadores possam juntos governar sem opressão e sem exploração. 


quarta-feira, 8 de junho de 2011

O jeito petista de governar abusa do mesmo e velho jeito de sempre de reprimir

Os videos a seguir são de um programa policial da televisão cearense em que podemos assistir o deprimente e revoltante espetáculo da guarda municipal reprimindo os professores em greve há mais de 40 dias em Fortaleza pelo cumprimento da lei do piso. O episódio aconteceu ontem, dia 07 de junho, em frente à Câmara Municipal de Fortaleza.

A prefeita de Fortaleza é a ex-professora Luizianne Lins do PT e o presidente da câmara é o ex-presidente da CUT, Acrísio Sena também do PT.





* Agradecimentos ao nosso companheiro Cândido Cunha pela indicação dos videos.

domingo, 5 de junho de 2011

Charge de @CarlosLatuff para @CspConlutas sobre a repressão aos bombeiros no Rio

Carlos Latuff

"Estou me sentindo como se fosse um bandido" disse sargento Monteiro, um dos bombeiros presos

Aluizio Freire/G1
Sargento Monteiro é um dos 439 bombeiros presos durante a manhã deste sábado, dia 04/06, durante a desocupação violenta do quartel genteral promovida pelo BOPE do Rio de Janeiro contra os bombeiros e suas famílias. O portal G1 publicou ainda ontem matéria com declarações do sargento e de outros manifestantes sobre não só a ação violenta e descabido mas sobre os maus-tratos que estão sofrendo:
"Passei minha vida toda salvando vidas e agora estou me sentindo como se fosse um bandido. Estamos há mais de dez horas sem comer"
Leia aqui.

domingo, 29 de maio de 2011

Repressão contra #spanishrevolution não poupou sequer cadeirante. Veja foto.

Lembra da pancadaria do último dia 27 promovida pela policia contra os manifestantes que ocupavam a Praça Catalunha no centro de Barcelona (veja aqui)? Circula agora pela rede foto em que durante a ação um policial agride um cadeirante. Absurdo dos absurdos. Eis a foto:

terça-feira, 12 de abril de 2011

Um ato de rotina numa república democrática?

O texto abaixo foi enviado para o jornal O Globo, seção de leitores, mas não foi publicado. Reproduzimos, então, esse protesto e, ao mesmo tempo, uma homenagem aos 13 companheiros presos no Rio.


Um ato de rotina numa república democrática?

Isabel Gomide Freire D’Aguiar

Estava indignada e calada, mas quando li o texto do Daniel Aarão Reis, resolvi colocar para fora meu repúdio com o que aconteceu com os 13 presos políticos. Meu filho estava na passeata, protestando contra a vinda do presidente estadunidense. Estava exercendo seu direito de protestar, imbuído de suas crenças e verdades. Poderia ter sido preso. Ele teria sua cabeça raspada, seus direitos básicos negados e seria jogado num presídio junto com bandidos, como foram seus amigos. Ensinei a meus filhos que numa democracia sempre podemos lutar pelo que acreditamos. Apresentei as enormes diferenças sociais desse país e mostrei que temos a chance de mudar alguma coisa. Eles acreditaram nisso e escolheram o caminho da militância política. Admiro e respeito suas escolhas e não admito que esse país que se diz democrático, continue agindo como nos anos da ditadura militar. Prenderam e humilharam arbitrariamente para mostrar aos nossos visitantes estadunidenses como “cuidam” do país. Esses 13 estão sendo processados, pelo que mesmo? Por defenderem seus pontos de vista? Por carregarem bandeiras e faixas contra o presidente estadunidense? Por colocarem para fora o que pensam e acreditam? Ao contrário da grande maioria da população Brasileira que vive indignada com tudo, mas não faz nada, esse pessoal faz. Lutam pelo que acreditam e querem mudanças. O mundo está mudando, só não vê quem não quer. Fico muito feliz que ainda tenha gente com a capacidade de se indignar e protestar. Como cidadã e mãe, exijo o imediato arquivamento do processo que os 13 estão respondendo. Protestar não é crime, é direito.

segunda-feira, 28 de março de 2011

[fotos] Ato denuncia homofobia em São Paulo

O ato público de denúncia à agressão homofóbica sofrida pelo ativista GLBT e militante do PSTU, Guilherme Rodrigues, reuniu mais de 100 pessoas na tarde desse dia 28 de março em São Paulo. O protesto denunciou a violência e exigiu a aprovação de leis que criminalizem a homofobia.


Ato reuniu mais de 100 pessoas, em frente ao 4º Distrito Policial



Protesto reuniu ativistas do movimento GLBT, sindicalistas e estudantes



O ativista e militantes do PSTU, Guilherme Rodrigues, denuncia a homofobia



Guilherme fala durante o ato



Bandeira da ANEL-Livre com arco íris

segunda-feira, 21 de março de 2011

Fotos do segurança do Consulado: cadê o ferimento?

O site do Globo publicou uma seqüência de imagens do ato contra Obama no dia 18, em que 13 manifestantes foram presos após a repressão da PM.

Um detalhe chama a atenção. Foi amplamente divulgado pela imprensa que a repressão se deu após o lançamento de um coquetel molotov, que teria atingido um funcionário do Consulado. Também foi divulgado uma imagem do segurança, coberto por faixas, já na delegacia quando prestava depoimento.

No entanto, nas fotos do Globo, o segurança aparece momentos após o ato. Aparentemente sem qualquer ferimento. Confira:


Aqui vemos o segurança saindo da Embaixada



Outra imagem mostra o segurança mais de perto



Agora, na delegacia, coberto por faixas


Agui, a galeria publicada no site do Globo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Cenas da ditadura voltam à USP

No dia de hoje, 09 de junho de 2009, a Universidade de São Paulo (USP) relembrou os piores dias da ditadura militar.

A Polícia Militar do governador José Serra, que já havia invadido a Universidade desde a semana passada para tentar impôr um clima de terror sobre os funcionários em greve, na tarde desta terça-feira partiu para cima de estudantes e trabalhadores da USP com cacetetes e bombas de gás, dentro do campus! Os primeiros vídeos da agressão já estão no YouTube:



domingo, 1 de março de 2009

Resitência Coral impedida de prestar solidariedade a Palestina em estádio de Futebol

Essa nós estávamos devendo publicar há pelo menos duas semanas quando nossos "cúmplices" do Resistência Blog encaminharam pro portal a notícia.

A Ultras Resistência Coral é a torcida organizada do Ferroviário Atlético Clube, time de futebol cearense, que costuma unir a paixão pelo futebol com o engajamento político, motivo pelo qual normalmente é vítima de repressão policial nos estádios. Um de seu lemas, que inclusive consta nas faixas da Ultras é "Nem guerra entre torcidas, nem paz entre classes".

No dia 14/01 deste ano, a Resistência Coral levou ao estádio Castelão uma bandeira com a inscrição "Resistência Palestina", muito bonita por sinal. E adivinhem o que aconteceu? Receberam a ordem de recolher a bandeira por parte da polícia que fazia a segurança do estádio pois a mesma se tratava de uma manifestação política que não era permitida.

Eis a bandeira:

resistencia-palestina

A notícia está no blog da Resitência Coral.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Veja a repressão policial contra os trabalhadores da Mitsubishi venezuelana

Na última quinta-feira, 29 de janeiro, a polícia do estado de Anzoátegui disparou contra os trabalhadores da Mitsubishi que ocupavam a fábrica como forma de luta para garantir seus direitos, pagamentos de salários atrasados e estabilidade no emprego.

Dois trabalhadores foram mortos.

A UST, seção venezuelana da LIT, publicou uma declaração exigindo a punição dos respónsáveis. Leia a declaração no portal do partido ou no próprio portal da UST.

O video abaixo mostra o momento em que os policiais começam a disparar. Percebam que os trabalhadores estavam todos parados e a polícia simplesmente se aproxima e atira.

domingo, 25 de maio de 2008

Parada do orgulho gay reproduz vergonha da intolerância contra as diferenças

intolerancia-parada-sp

Carro da CONLUTAS foi impedido de participar da parada do orgulho gay em São Paulo. Intolerância da organização que se apropriou da parada e violência policial foram a marca deste dia 25, relembrando não a luta dos homossexuais de Stonewall mas a repressão usada contra eles.

Leia o artigo de Luciana Candido especial para a CONLUTAS e deixe seu protesto através de nosso portal.

domingo, 16 de março de 2008

Mais repressão na Sidor

A luta dos operários da siderúrgica multinacional Ternium-Sidor, na Venezuela, sofreu novamente uma forte repressão na última sexta-feira, dia 14 de março.

Os trabalhadores que se manifestavam pacificamente e faziam piquetes foram violentamente atacados pela Guarda Nacional com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Muitos trabalhadores ficaram feridos, alguns precisando ser levados a hospitais. Entre os feridos, dirigentes do sindicato.

Na ação repressiva, mais de 10 pessoas foram presas e levadas para a delegacia, onde tiveram que passar a noite. No sábado, dia 15, após uma grande assembléia convocada para a sede do sindicato, milhares de pessoas, incluindo trabalhadores, sindicalistas de várias empresas, e conselhos populares, protestaram em frente ao tribunal para onde foram levados os presos, que foram então liberados pelo juiz.

A repressão na Sidor mostra mais uma vez os limites do suposto "socialismo do século XXI" do chavismo, onde o Estado reprime os trabalhadores para defender os interesses da patronal.