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domingo, 8 de maio de 2011

Usar o nome de Gerônimo para invadir e assassinar é uma verdadeira ofensa


Na última quinta-feira, dia 05/05, o bisneto do lider apache Gerônimo, Harlyn Gerônimo declarou:
"Batizar uma operação para eliminar ou capturar Osama bin Laden com o nome Geronimo é uma distorção da história que é difamatória para um chefe índio-americano e um grande ser humano"
Não há como discordar da declaração de Harlyn. Gerônimo foi um dos principais "indios renegados" das Américas ao lado de Touro Sentado, Duas Luas, Cavalo Louco entre tantos outros guerreiros que travaram batalhas contra o exército estadunidense em defesa de suas terras. A história de Gerônimo como "nome maldito" ganha força a partir do massacre de 5 de março de 1851, quando uma companhia de 400 soldados invadiu um acampamento apache e assassinou entre tantos, sua mãe, esposa e três filhos. Desde então o lider indígena tornou-se inimigo de morte do exército, travando várias batalhas no que ficou conhecido como Guerras Apache. Em 1886, após mais de 30 anos de resistência, rendeu-se com seus últimos 24 guerreiros apaches e passou o resto de seus dias na cadeia.

Invadir o Paquistão e assassinar Bin Laden ou mesmo quem quer que seja é um ataque à soberania de todos os povos do mundo e merece repúdio incondicional. Associar o nome do lider apache a uma operação como essa torna tal ataque uma ofensa à história de todos os povos que se levantaram contra a tirania de todo e qualquer opressor.

Leia no site:

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Leia o comunicado de Megaron Tchucarramãe sobre Lula e Belo Monte

inimigopublico

No último dia 26 de abril os txucarramãe encaminharam comunicado à imprensa afirmando que seguirá a pralisação da balsa que atravessa o Xingu como forma de protesto contra a construção da usina de Belo Monte.

Nós lideranças e guerreiros estamos aqui em nosso movimento e vamos continuar com a paralisação da balsa pela travessia do rio Xingu. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva insistir em construir a barragem de Belo Monte, nós vamos continuar aqui.

Nós ficamos com raiva de ouvir o Lula falar que vai construir Belo Monte de qualquer jeito, nem que seja pela força!!!

Agora nós indios e o povo que votamos no Lula estamos sabendo quem é essa pessoa.

Nós não somos bandidos, nós não somos traficantes para sermos tratados assim. O que nós queremos é a não- construção da barragem de Belo Monte.

Aqui nós não temos armas para enfrentar a força. Se Lula fizer isso ele vai acabar com nós como vem demonstrando. Mas o mundo inteiro vai poder saber que nós podemos morrer, mais lutamos pelo nosso direito.

Estamos diante de um governo que cada dia que passa demonstra estar contra nós, índios.

Lula tem demonstrado ser inimigo número um dos índios e Marcio Meira, o atual presidente da Funai, tem demonstrado a ser segunda pessoa no Brasil contra os índios, pois a Funai não tem tratado mais de assuntos indígenas, não há mais demarcação de terra indigena, não tem fiscalização de terra indigena, não tem aviventação em terra indigena.

Os nossos líderes indigenas são empedido de entrar dentro do prédio da Funai em Brasilia pela Força Nacional.

O que está acontecendo com nós indios é um fato de grande abandono, pois, nós indios que somos os primeiros habitantes deste País estamos sendo esquecidos pelo Governo Lula que quer a nossa destruição. Essa é a conclusão que chegamos.

Lider indigena Megaron Txukarramãe
Aldeia Piaraçu, 26 de abril de 2010

sábado, 21 de junho de 2008

Conselho Indígena de Roraima divulga vídeo de pistoleiros atacando povos indígenas

raposaserradosol

O CIR - Conselho Indígena de Roraima - divulgou no último nesta sexta-feira, dia 20, video que registra o episódio do último dia 5, aonde pistoleiros a serviço de Paulo Cesar Quartiero, prefeito de Pacaraima pelo DEM, atacaram com bombas caseiras e armas de fogo um grupo de cerca de 100 indígenas.

O video pode ser assistido no portal da Survival International.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Índios: discriminação e obstáculo desde 1500

Por Edilberto Sena*

Quando os portugueses chegaram a Porto Seguro, em abril de 1.500, encontraram a praia cheia de indígenas. Era uma gente alegre, falavam entre si, embora os portugueses não entendessem nada. Os invasores estrangeiros, no entanto, ocuparam a terra, fizeram casas e mandaram de volta seus barcos lotados de tudo o que encontraram e acharam interessante.

Na primeira resistência dos nativos, mataram-nos sem a menor dor de consciência, assim como quem mata uma cobra venenosa. E assim, até com a bênção do Papa se apossaram das terras pindoramas.

Passaram-se 500 e poucos anos, evoluiu a ciência, a tecnologia, houve várias guerras no mundo, as nações reconheceram 30 direitos humanos universais. No entanto, apesar de tantas leis bonitas, inclusive as que dizem respeitar os direitos indígenas, em 2008 no Brasil, na Amazônia, no Pará, os indígenas continuam discriminados, considerados obstáculo ao crescimento econômico. O incidente que houve nesta semana em Altamira revela bem esta mentalidade colonial.

O estranho funcionário da Eletrotrobrás veio a uma assembléia sobre a controversa construção da hidrelétrica de Belo Monte, fez um discurso ofensivo aos índios e a todos os amazônidas que discordam dos planos do governo federal. Chamou um professor cientista da USP de mentiroso, chamou as populações da Amazônia de egoístas, mentiu dizendo que a barragem a ser construída de 400 quilômetros quadrados não irá prejudicar nenhuma terra indígena. (…)

E aí, quando os brios feridos levou um grupo de índios a reagir, a TV nacional que pretende ser objetiva mostra o invasor caído no chão, sangrando no braço, como uma pobre vítima indefesa agredida por ferozes Kaiapós.

Aí vem a polícia, vem a justiça e, provavelmente, os índios serão presos e julgados como criminosos. O governo federal aproveita a cena para justificar a construção da hidrelétrica que é um crime social e ambiental mil vezes maior do que um pequeno golpe no braço de um agressor.

Assim fizeram os portugueses, assim continua fazendo o “civilizado” Estado brasileiro. Em 1500 , índio não era gente; hoje, amazônidas são egoístas. Em 1550, o Papa abençoava a invasão; hoje, o governo federal impõe a destruição da Amazônia em nome da “solidariedade” com as multinacinais e as indústrias do sul, todos benefiados pelo PAC.
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* Santareno, é padre diocesano. Dirige a Rádio Rural AM e é pároco da igreja de N.S. de Guadalupe, no bairro de Nova República.

* A munição deste arremesso foi extraído do blog Língua Ferína, o blog do Cândido.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Amazônia, uma região de poucos

O Greenpeace adicionou em sua conta no YouTube um minidoc sobre a forma como Fazendeiros e políticos de Juína (MT) trataram seus ativistas, da OPAN e jornalistas que pretendiam visitar os Enawene Nawe. O vídeo chama-se "Amazônia, uma região de poucos".

sábado, 12 de maio de 2007

Video documenta luta dos Guarani em Passo Piraju

Em primeiro de abril de 2006, mais um assassinato nas terras indígenas envolvendo policiais. Só que dessa vez os mortos não foram índios.

O video é uma realização da Ação dos Jovens Indígenas e do GAPK (Grupo de Apoio aos Povos Guarani/Aruak). Ao final mostra o mapa do país e os nomes de várias lideranças assassinadas nos últimos anos. Nos solidarizamos com a luta dos povos indígenas em defesa da sua identidade e pelo seu direito à terra.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Dez anos da morte do índio Galdino, dez anos de impunidade

No dia 17 de abril de 1997 morria, em Brasília, o índio Galdino, brutalmente assassinado. Um grupo de filhos da alta classe média brasiliense ateou fogo no corpo de Galdino. O índio dormia num ponto de ônibus. Ele estava em Brasília lutando pela recuperação das terra de seu povo, os Hã-Hã-Hãe, da Bahia.

Os jovens confessaram o crime e "justificaram": haviam se confundido, achando que era "apenas um mendigo". A Justiça não aceitou a "justificativa", mas parece até que serviu como atenuante para a selvageria cometida contra Galdino.

Os assassinos Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves Oliveira, Max Rogério Alves e Antonio Novely Cardoso estão em liberdade condicional desde 2004. Um menor na época, Gutemberg Nader Almeida Junior, nunca chegou a ser internado. Mesmo quando estavam presos, em regime fechado, os criminosos tinham o privilégio de trabalhar e estudar fora do presídio. Eles foram vistos diversas vezes na noite brasiliense, bebendo tranqüila e impunemente.

Às 14h30 de hoje, os cerca de mil índios do Acampamento Terra Livre farão uma caminhada da Esplanada dos Ministérios até a praça onde Galdino foi morto. O ato também repudia a violência cometida contra os indígenas que lutam pela terra. Desde Galdino, já foram pelo menos 257 assassinatos.

As informações são do Conselho Indigenista Missionário, o CIMI.
A foto é de Antônio Cruz, da Agência Brasil, e mostra o monumento ao índio Galdino, construído no local em que morreu.