No último domingo, dia 7 de fevereiro, os trabalhadores e estudantes de Brasília lançaram o Bloco de Carnaval do FORA ARRUDA, com samba próprio e tudo! Escute e assista:
Quem vai ficar em Brasília no feriado, pode se divertir e protestar ao mesmo tempo. Veja a programação do bloco. E saiba mais no blog do PSTU Brasília.
Carnaval FORA ARRUDA
SÁBADO - MAMÃE TAGUÁ
Concentração às 17h na CNB 14 em Taguatinga
DOMINGO - PACOTÃO
Concentração às 11h na CLN 303 na Asa Norte
SEGUNDA-FEIRA - GALINHO
Concentração às 15h no SBS ao lado da Caixa
TERÇA-FEIRA - PACOTÃO
Concentração às 11h na CLN 303 na Asa Norte
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Samba do Arruda
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Elas não estudaram na Uniban
Por Luciana Candido, do Portal do PSTU
Soube do episódio da estudante Geyse Arruda pelo Twitter. É óbvio que não acreditei. Era muito absurdo. Mas, curiosa, fui checar. Quando me convenci que era verdade, de repente, me deu um estalo e lembrei de uma foto amarelada com a minha mãe num vestido muito curto nos anos 70. Até aí, nada demais – era moda. Mas aquela era bem específica, uma cerimônia de casamento. E ela estava ao lado do padre!

Resgatei as fotos. Estão ruins por conta do tempo, mas dá para entender. A moda da micro-minissaia, naquela época, foi fruto da chamada revolução sexual. Noeli Candido (minha mãe) busca na memória de onde vinham as ideias para os modelos: “A inspiração vinha de revistas de moda, de atrizes, de filmes, enfim, de anúncios, mas também como forma de comemoração por algumas conquistas das mulheres”.
Naquele casamento, ela tinha seus vinte e poucos anos. “Este vestido foi feito para uma ocasião bem formal. Usei na cerimônia religiosa de um casamento. Como madrinha! Todas as jovens, aliás, também usavam vestidos assim. E nem fomos apedrejadas! Nem mesmo pelo padre (risos).”
Ela também ficou chocada com a agressão na Uniban. “Que retrocesso! Hoje em dia se fala tanto em igualdade e, de repente, assistir a uma barbárie destas nos faz questionar até que ponto estes jovens podem ser chamados de seres sociais. Que tipo de formação estão recebendo? Que valores defendem? É assustador!”
Ela diz que dificilmente isso teria acontecido na época em que aconteceu este casamento, mesmo em plena ditadura. “Naquela época, todas as jovens e adolescentes usavam mini e microssaias e vestidos e nunca tive conhecimento de nada semelhante. A moda era eclética, mas o que predominava eram saias e vestidos muito curtos, inclusive para acontecimentos formais. Era visto com normalidade. Quem não gostava, não usava e pronto.”

Na foto acima, há outras mulheres, também com vestidos curtos. “Cada um usa a roupa que quiser. Não é pela roupa que você avalia o caráter de alguém. Lá em Brasília estão todos engravatados, no entanto...”, alfineta Noeli.
Evidentemente, não é uma saia curta que determina se uma mulher é livre. Apenas estamos tentando demonstrar o retrocesso. Contraditoriamente, era um período de uma dura repressão. A foto foi tirada nos anos de chumbo da ditadura militar. Ela conta, por exemplo, que antes “O Capital” fazia parte do currículo escolar.
Foi justamente neste período que as mulheres conquistaram liberdades sexuais, a pílula anticoncepcional, entre outras coisas. “Algumas mulheres conseguiram se sentir mais livres, mas a opressão era muito grande. Se hoje ainda é, imagine há quase 40 anos! Havia muita hipocrisia. Hoje tivemos avanços, apesar de ter muito mais ainda a se conquistar. Vejo uma liberdade meio irresponsável.”

“A juventude de hoje é mais atrasada porque deixou de pensar. E isto graças ao sucateamento da educação em defesa do poder para os nossos políticos.” Ela cita mudanças que foram acontecendo no ensino: “tinha-se aulas de Filosofia, por exemplo, que nos faziam refletir, formar nossas próprias opiniões, nos questionar”.
“Ainda temos muita luta pela frente. Infelizmente, vivemos numa sociedade machista e capitalista onde o homem ainda tem o poder. Tivemos muitas conquistas, mas ainda faltam outras tantas. A opressão ainda é muito grande. É preciso que todas as mulheres tenham acesso à educação e à informação e que os homens mudem a maneira de nos ver. Ainda somos usadas e vistas como mercadorias. É claro que temos exceções, mas temos muito que fazer ainda! Mas não vamos desanimar. Vamos à luta!”
Soube do episódio da estudante Geyse Arruda pelo Twitter. É óbvio que não acreditei. Era muito absurdo. Mas, curiosa, fui checar. Quando me convenci que era verdade, de repente, me deu um estalo e lembrei de uma foto amarelada com a minha mãe num vestido muito curto nos anos 70. Até aí, nada demais – era moda. Mas aquela era bem específica, uma cerimônia de casamento. E ela estava ao lado do padre!
Resgatei as fotos. Estão ruins por conta do tempo, mas dá para entender. A moda da micro-minissaia, naquela época, foi fruto da chamada revolução sexual. Noeli Candido (minha mãe) busca na memória de onde vinham as ideias para os modelos: “A inspiração vinha de revistas de moda, de atrizes, de filmes, enfim, de anúncios, mas também como forma de comemoração por algumas conquistas das mulheres”.
Naquele casamento, ela tinha seus vinte e poucos anos. “Este vestido foi feito para uma ocasião bem formal. Usei na cerimônia religiosa de um casamento. Como madrinha! Todas as jovens, aliás, também usavam vestidos assim. E nem fomos apedrejadas! Nem mesmo pelo padre (risos).”
Ela também ficou chocada com a agressão na Uniban. “Que retrocesso! Hoje em dia se fala tanto em igualdade e, de repente, assistir a uma barbárie destas nos faz questionar até que ponto estes jovens podem ser chamados de seres sociais. Que tipo de formação estão recebendo? Que valores defendem? É assustador!”
Ela diz que dificilmente isso teria acontecido na época em que aconteceu este casamento, mesmo em plena ditadura. “Naquela época, todas as jovens e adolescentes usavam mini e microssaias e vestidos e nunca tive conhecimento de nada semelhante. A moda era eclética, mas o que predominava eram saias e vestidos muito curtos, inclusive para acontecimentos formais. Era visto com normalidade. Quem não gostava, não usava e pronto.”
Na foto acima, há outras mulheres, também com vestidos curtos. “Cada um usa a roupa que quiser. Não é pela roupa que você avalia o caráter de alguém. Lá em Brasília estão todos engravatados, no entanto...”, alfineta Noeli.
Evidentemente, não é uma saia curta que determina se uma mulher é livre. Apenas estamos tentando demonstrar o retrocesso. Contraditoriamente, era um período de uma dura repressão. A foto foi tirada nos anos de chumbo da ditadura militar. Ela conta, por exemplo, que antes “O Capital” fazia parte do currículo escolar.
Foi justamente neste período que as mulheres conquistaram liberdades sexuais, a pílula anticoncepcional, entre outras coisas. “Algumas mulheres conseguiram se sentir mais livres, mas a opressão era muito grande. Se hoje ainda é, imagine há quase 40 anos! Havia muita hipocrisia. Hoje tivemos avanços, apesar de ter muito mais ainda a se conquistar. Vejo uma liberdade meio irresponsável.”
“A juventude de hoje é mais atrasada porque deixou de pensar. E isto graças ao sucateamento da educação em defesa do poder para os nossos políticos.” Ela cita mudanças que foram acontecendo no ensino: “tinha-se aulas de Filosofia, por exemplo, que nos faziam refletir, formar nossas próprias opiniões, nos questionar”.
“Ainda temos muita luta pela frente. Infelizmente, vivemos numa sociedade machista e capitalista onde o homem ainda tem o poder. Tivemos muitas conquistas, mas ainda faltam outras tantas. A opressão ainda é muito grande. É preciso que todas as mulheres tenham acesso à educação e à informação e que os homens mudem a maneira de nos ver. Ainda somos usadas e vistas como mercadorias. É claro que temos exceções, mas temos muito que fazer ainda! Mas não vamos desanimar. Vamos à luta!”
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