quarta-feira, 8 de junho de 2011
Maio, Nosso Maio: Animação brasielira conta a história do primeiro de maio
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Portal R7 divulga videos das manifestações do 1º de maio pelo mundo
domingo, 1 de maio de 2011
Relembrar os mártires de Chicago
Neste primeiro maio relembramos os 125 anos das grande greves em Chicago, nos Estados Unidos, pela redução da jornada de trabalho de oito horas que foram sufocadas pela dura repressão policial e pela execução dos líderes operários que ficaram mundialmente conhecidos como os "mártires de Chicago".
"Oito horas para o trabalho, oito para o sono, oito para a casa" era o lema das mobilizações de então contra a vontade de empresários e governos que impunham jornadas de até 18 horas, ou mesmo mais em "casos de necessidade". No dia primeiro de maio de 1886, oitenta mil trabalhadores marcharam em Chicago pelas oito horas. A burguesia em pânico não poderia permitir manifestação tão indigna e desrespeitosa. Uma dura repressão foi armada com milhares presos e feridos. Os principais lideres foram condenados à prisão perpétua e cinco deles ao enforcamento.
Neste primeiro de maio rendemos nossa homenagem aos mártires de Chicago.
sábado, 30 de abril de 2011
sábado, 1 de maio de 2010
May Day em Los Angeles: milhares tomaram as ruas
Dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Los Angeles neste sábado durante os chamados “May Day Rallies” impulsionadas pela lei de imigração aprovada no Estado do Arizona no início do mês de abril. A lei criminaliza os imigrantes permitindo que sejam abordados por qualquer policial que simplesmente suspeitar que se trate de um caso de imigração ilegal, podendo inclusive decretar a prisão imediata do imigrante. Estaremos diante de uma perseguição dos latinos em solo estadunidense nunca vista antes.
Vale destacar que o primeiro de maio não é feriado nos Estados Unidos e nem muito menos se celebra o Dia Internacional dos Trabalhadores no dia de hoje, coisa que vem mudando com a presença cada vez maior de trabalhadores latinoamericanos nas terras do tio Sam.
domingo, 5 de abril de 2009
1º de Maio de 1988
O vídeo foi gravado em 1988, em Buenos Aires, na Argentina, e mostra o ato público de 1º de maio organizado pelo MAS (Movimiento Al Socialismo), partido que na época era a seção argentina da LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional).
O ato, que reuniu milhares de pessoas no estádio do clube de futebol Ferro Carril, aconteceu pouco mais de um ano depois que o MAS havia perdido seu principal dirigente, Nahuel Moreno (fundador da LIT-QI), falecido em janeiro de 1987.
"Me parece... Que el socialismo cresce!"
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Mas que coisa feia LBI
A imagem acima é um detalhe de uma foto publicada no portal CMI. Nela se vê várias bandeiras da LBI durante o ato do primeiro de maio. Quem esteve no ato iria no mínimo estranhar a foto pois de fato não havia tantas bandeiras assim dos militantes da Liga. Mas até que isso poderia passar batido, não fosse por um pequeno detalhe: uma militante do PSTU (circulada por nós) que não estava segurando bandeira durante o ato, mais que de repente surge empunhando uma das bandeiras da LBI.
Para quem não conhece, a militante em questão é a companheira Lidiane, estudante de Direito da UFC. Abaixo um video gravado em 2007 com Lidiane falando sobre a então ocupação da reitoria da Federal Cearense.
Que a LBI utiliza de métodos condenáveis na luta de classes todo mundo já sabe, mas falsificação de fotos, pelo menos pelo que sabíamos, não estava no elenco de tais métodos.
No texto que acompanha a foto, lê-se "LBI INTERVÉM COM UMA POLÍTICA TROTSKISTA NOS PRIMEIROS DE MAIO". Caros "Bolcheviques Internacionalistas", não há como intervir com uma política trotskista utilizando métodos stalinistas como o da falsificação.
Chamamos a todos os ativistas honestos a condenarem tal falsificação grosseira.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Os mártires de Chicago
Há 122 anos, em 1886, iniciou-se uma greve geral pela redução da jornada de trabalho para oito horas diárias que teve seu desfecho com a morte de importantes dirigentes do movimento operário estadunidense, que ficaram conhecidos como os "mártires de Chicago".
A jornada de trabalho durava 12, 14, 16 horas diárias, em um nível de exploração terrível ao qual o movimento operário estadunidense respondeu com uma grande greve. No dia 3 de maio, seis trabalhadores foram assassinados pela polícia de Chicago e vários outros foram feridos ou presos. No dia seguinte, uma grande ato foi chamado em protesto ao atentado policial do dia 3. Ao final do ato, 180 policiais partiram para cima dos manifestantes, tendo como resposta uma bomba jogada contra os policiais matando vários e ferindo 60.
O Estado de Sítio foi decretado. Milhares foram presos. August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel, líderes do movimento, foram levados a julgamento.
No dia 9 de outubro Parsons, Engel, Fischer, Lingg e Spies foram condenados ao enforcamento. Fieldem e Schwab à prisão perpétua. Neeb a quinze anos de prisão.
Diante da condenação eis a declaração de Parsons:
"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo".
E eis a de Spies:
"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"
O movimento operário não foi destruido. Muitas faíscas foram apagadas no decorrer desses anos, mas o fogo da luta dos trabalhadores sempre se reanima e resurge.
Neste primeiro de maio, a luta dos mártires de Chicago segue ardendo em todos os que sonham e lutam por um mundo melhor.
Viva o primeiro de maio! Viva o dia internacional do trabalhador!
Maiakovsky: Meu maio
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
No portal: leia o artigo "Maiakovsky: revolucionário na vida e na obra" de Wilson Silva publicado em 15/04/2005.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Primeiro de maio vermelho (2)
Leia mais em 1° de maio em São Paulo reúne 3 mil, de Jeferson Choma.
Belo Horizonte: "A manifestação contou com 1.500 participantes e teve início às 11h, coordenada por Eliana Lacerda, da Conlutas, e Vanderlei Martini do MST/Via Campesina.Além das entidades participantes do II Encontro (Conlutas, Intersindical, Pastorais Sociais, MST e demais entidades que compõem a Via Campesina) também participaram da manifestação a Nova Central Sindical dos Trabalhadores e representantes dos movimentos dos sem-teto de BH e região. Estavam representados no ato o PSTU, PSOL, PCD, PCR e Refundação Comunista."
Leia mais em Participantes interrompem Encontro dos Movimentos Sociais Mineiros e realizam ato com 1.500 pessoas, de Cacau.
Fortaleza: "A praça do Colégio do Liceu, localizada no histórico bairro da Jacarecanga, concentrou centenas de pessoas que deslocaram-se de diversos bairros da Grande Fortaleza. Destaque para os operários da construção que, por volta das 7h, começaram a chegar à sede do sindicato para tomar o café da manhã do peão com muita fruta, pão, leite e café. Logo após o café da manhã, uma bela coluna vermelha, com cerca de 150 operários, saiu da sede do sindicato e chegou à praça do Liceu cantando: “Eu sou Conlutas, eu sou peão, a CUT é do governo e do patrão”."
Leia mais em Fórum Estadual de Luta realiza ato histórico em Fortaleza, de George Bezerra.
Rio de janeiro: "Sob os Arcos da Lapa, o ato classista do 1° de Maio reuniu cerca de mil pessoas, se constituindo no maior ato classista realizado nos últimos anos. Entre as organizações e partidos presentes estavam PSOL, PCB, PSTU, Conlutas e a Intersindical."
Leia mais em Mil pessoas fazem ato nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro.
Recife: "Na capital pernambucana, o ato reuniu cerca de 250 pessoas, que se reuniram na praça Maciel Pinheiro e saíram em passeata pelas ruas centrais do Recife. Além da Conlutas e diversos movimentos sociais, participaram o PSOL, PCB, PCR e o PSTU."
Leia mais em Passeata marca o 1º de Maio no Recife.
terça-feira, 1 de maio de 2007
Primeiro de maio vermelho
Também em todo o mundo o primeiro de maio foi tomado de manifestações. Em especial estamos todos atentos às manifestações dos trabalhadores imigrantes nos Estados Unidos que promoveram uma imensa manifestação em 2006 e que vinham organizando uma grande marcha para o dia de hoje. Ficamos na dívida de um arremesso somente sobre o "May Day" estadunidense. Enquanto isso vale assistir ao trailer do video Gigante Despierta sobre o "May Day" de 2006.
Mumia Abu-Jamal: "Viva May Day"
"On this May Day, a day sanctified for labor, how can we turn our backs on some of the hardest working people in America? Don’t alienate them; organized them. Bring them into the farm workers union. Draft them into a national carpenters union. After all, ain’t they workers? Celebrate May Day by building workers’ movements. On the move! Viva May Day! From death row, this is Mumia Abu-Jamal."Trecho da declaração de Mumia Abu-Jamal, gravada em 20 de abril de 2007.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Primeiro de maio classista em todo o país
Enquanto CUT e Força Sindical seguirão realizando festas ao lado de governos, prefeituras e empresários de todo o Brasil, o Fórum Nacional de Mobilização, nascido no Encontro Nacional do dia 25 de março, estará realizando diversos atos que além de recuperar a tradição classista e de luta do primeiro de maio, estará reforçando a campanha contra as reformas neoliberais de Lula.
Em São Paulo, o ato será realizado na Praça da Sé e contará com a participação da CONLUTAS, Intersidical, PSTU, PSOL, CSC, MST, MTST e Pastorais Operárias.
Todos estão convocados a engrossar as fileiras das manifestações em suas cidades. E após a participação nas mesmas, fica o convite a deixar aqui no blog o comentário de como foram os atos.
Não deixe de ler:
- O 1º de Maio e a luta contra as reformas, editorial do Opinião Socialista 296.
- Viva a luta pela revolução socialista internacional!, manifesto da LIT-QI por ocasião do primeiro de maio
terça-feira, 24 de abril de 2007
"Viva a luta pela revolução socialista internacional!"
Em "os objetivos e as perspectivas da luta operária" lê-se:
"Reivindicamos as principais premissas que foram construídas nessa longa história, mas que foram abandonadas pela maioria das organizações de esquerda: o papel decisivo da classe operária como força social da luta contra o capitalismo, o objetivo estratégico de uma revolução socialista internacional para terminar com a fome, a miséria e a exploração, e a necessidade de construir uma direção revolucionária internacional para dirigir esse processo."Em "a situação atual", as principais lutas que ocorrem por todo o planeta são apontadas e diante delas a Internacional toma uma posição clara:
"...estamos com os oprimidos, contra os opressores. Por isso, apoiamos os trabalhadores contra os patrões e seus governos; apoiamos a resistência no Iraque e no Afeganistão, para que derrotem os invasores imperialistas; apoiamos o povo libanês e o povo palestino contra Israel; apoiamos o povo haitiano para que expulse os capacetes azuis; apoiamos os imigrantes em sua luta pela obtenção de plenos direitos políticos, trabalhistas e sindicais; apoiamos as mulheres, os jovens e aqueles que têm opções sexuais diferentes, contra a opressão, a discriminação e a perseguição que sofrem sob o capitalismo.""As políticas do imperialismo" deixa claro que apesar das lutas, o imperialismo não se renderá "de forma mansa e cavalheiresca", muito pelo contrário:
"O câncer que destrói a humanidade só desaparecerá quando for definitivamente derrotado. Antes que isso ocorra, a realidade mundial estará marcada por uma luta entre os trabalhadores e os povos, por um lado, e o imperialismo e seusA nova situação na América Latina com as várias experiências de governos de colaboração de classe não passam despercebidas em "A armadilha da Frente Popular e dos governos populistas". E diante de Lula, Evo, Rafael Correa, Bachelet, Kirchner, Tabaré Vázquez e Chavez, afirma:
aliados, por outro. Uma batalha feroz entre a revolução e a contra-revolução."
"A luta contra os governos de frente popular e populistas é um dever de todos os revolucionários porque é a necessidade mais imperiosa das massas latino-americanas."E faz isso enfrentando-se com "o vendaval oportunista" que arrasou a maioria da esquerda mundial e indicando "a construção de uma direção revolucionária" como a "mãe de todas as batalhas".
E após apresentar um programa para a atualidade defendendo a necessidade da revolução socialista, o manifesto conclui:
Viva o 1º de Maio!
Viva a luta dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo!
Viva a revolução socialista mundial!
Pela reconstrução da IV Internacional!
Ao que nós adicionamos:
Viva a LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES!