Deve ser alguma conjunção astral promovida pelo Samhain, mas há exatos 4 anos
postei um vídeo que trazia a reação do público de uma sessão do clássico
Halloween, em 1979. Então, nada melhor do que escancarar as porteiras do além com o documentário
The Cultural Impact of The Exorcist, que também traz as reações do público de sua época.
Em tempos de vídeos
react, isto aqui deixa todo mundo no chinelo. Culpa dos
"Bills" William Friedkin e
William Peter Blatty.
É justo afirmar que
O Exorcista deixou muita gente com PTSD após a exibição. E é prova inconteste de que as famosas reações ao filme não eram apenas lenda urbana. Pessoas chorando, desmaiando e/ou se arrastando nauseadas para fora das salas no
meio do filme eram uma constante. Filas quilométricas dando a volta em quarteirões também. Policiais organizando as filas e funcionários dos cinemas preparados para dar os primeiros socorros não era algo que se via todo dia.
Mais do que isso, as multidões que esperavam horas debaixo de sol, chuva e neve
para assistir um filme é algo lindo de (re)ver – a
Warner precisou alugar mais salas em esquema
four walling emergencial para dar conta do povão disposto a pagar para sentir medo. É o poder da arte.
Outro aspecto curioso foi o intenso engajamento da comunidade afro-americana pelo filme, algo que ainda suscita
algumas boas teorias. No Brasil, a comoção foi similar, mas com
aquela gaiatice canarinho, claro.
Encontrei poucas informações sobre o doc. Apenas que foi transmitido originalmente pela TV em Westwood, California. Sua importância, no entanto, é de
acervo histórico. Está na
MUBI, inclusive.
Em dezembro,
O Exorcista completa jovens
50 anos de lançamento. Uma criança ainda. E possuída.