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segunda-feira, 27 de março de 2023

Rápido & rasteiro: demônios, lobisomens, psicopatas e fembôs assassinas

Ao lado da pilha de livros e gibis, também há uma pilha de filmes empalando o firmamento. Então, nada como reativar a velha seção "Rápido & rasteiro" para despachar algumas impressões a jato, talvez expandidas mais pra frente em posts dedicados. Ou não.

Simbora!


NO EXIT (Damien Power, 2022) — Fugitiva de um rehab, jovem pega a estrada e, durante uma nevasca, acaba isolada num abrigo com mais quatro viajantes. Lá, ela descobre que há um sequestro em andamento, mas não faz ideia de quem está envolvido. Suspense tenso e engenhoso, funcionando em sua maior parte em dois cenários fechados. A iniciante Havana Rose Liu é um achado. E é bom demais rever o sumido Dennis Haysbert.


THE DARK AND THE WICKED (Bryan Bertino, 2020) — Dois irmãos retornam à fazenda onde cresceram para ajudar sua mãe a cuidar do pai moribundo. Logo eles percebem que alguma coisa descambou para o lado do tinhoso durante o tempo em que estiveram afastados. Slow burn com atmosfera densa e perturbadora, elenco afiado, sustos bem colocados e ao menos uma cena genuinamente arrepiante (a do padre). Promissor esse diretor e roteirista Bryan Bertino.


THE CURSED (Sean Ellis, 2021) — Em uma área rural da França no final do século 19, um assentamento cigano é massacrado a mando de um grupo de landlords. A sequência, diga-se, é de uma cinematografia tão brutal quanto genial. E lógico que, em meio à carnificina, rola aquela maldição vingativa contra os algozes. Terrorzão de época cruzando lobisomens, The Thing e Os Invasores de Corpos '78 (!) num mix bizarro, mas eficiente.


ANYTHING FOR JACKSON (Justin G. Dyck, 2020) — Casal sênior sequestra uma jovem grávida para um ritual satânico que trará seu netinho de volta à vida. A dupla de atores é ótima: Sheila McCarthy e o carismático Julian Richings, o "Morte", da série Sobrenatural. É bem inusitada a situação dos dois personagens: pragmáticos (e aparentemente ateus convictos) apelando para magia barra-pesada como crianças tentando dirigir um caminhão. É claro que só pode dar merda. Boa diversão, apesar da produção a toque de caixa ofuscar alguns momentos.


ALONE (John Hyams, 2020) — Thriller survival horror de John Hyams, filho do grande Peter Hyams. O primeiro ato é uma espécie de versão feminina de Encurralado, do Spielberg, mas em vez de um magrinho de óculos às voltas com um provável bully, é uma mulher às voltas com prováveis abusadores. O diretor consegue nos colocar atrás dos olhos da protagonista e é aterrorizante a sensação de medo, paranoia e impotência, mesmo em situações simples e cotidianas. A tensão me manteve engajado até o último segundo. Não conhecia o trabalho da atriz Jules Willcox e foi uma grata surpresa, bem como a presença assustadora de Marc Menchaca (o Russ Langmore, de Ozark). O filme está disponível na Apple TV, Telecine e Globoplay com o título Sozinha.*

* não confundir com outro Alone, também de 2020 e remake de um zombie movie sul-coreano com trama copiada de um dos segmentos mais bacanas de World War Z — o do carinha que fica ilhado em seu apê durante um apocalipse zumbi. Prefira o livro.


ORPHAN: FIRST KILL (William Brent Bell, 2022) — O caso do prequel que supera o original. O filme começa mostrando a primeira "adoção" da vilã eternizada pela ótima Isabelle Fuhrman e fecha a primeira metade seguindo o mesmo padrão do anterior (de 2009!). Quando você está prestes a bocejar, o roteiro te dá um carrinho criminoso e a história então se torna completamente imprevisível. Surpreendente. Daria até para elaborar a ideia e desenvolver uma temporada de uma série. Hmm...


M3GAN (Gerard Johnstone, 2022) — Atualização ChatGPT de Brinquedo Assassino. O filme traz algumas breves discussões sobre o uso indiscriminado da tecnologia no dia a dia e algumas referências pop (a boneca tocando a melodia de "Toy Soldiers" no piano vai passar despercebida pela molecada). O problema é que se limita a ser divertidinho. E é praticamente censura livre. Pouquíssimo sangue à mostra, para abranger audiência mesmo. Pena. Mas a dancinha já é icônica.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

O Lobisomem ataca!


1981 foi o ano licantropo do cinema. Num curto período, estreavam nada menos que Lobos (Wolfen, Michael Wadleigh), Grito de Horror (The Howling, Joe Dante) e Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London, John Landis), formando uma trinca antológica com os melhores filmes de lobisomem já feitos. Teria sido uma bela homenagem aos 40 anos da estreia desses clássicos se Lobisomem na Noite estivesse ainda na 1º leva de produções da Fase 4 da Marvel Studios. Mas entre os caprichos do destino e o timing perdido, reside uma produção bem resolvida e surpreendentemente divertida para os padrões atuais do gênero. E também para os padrões da Disney+. E até mesmo para os padrões do personagem nos quadrinhos.

Confesso que nunca fui muito com o focinho da criatura felpuda desenvolvida por Gerry Conway e Mike Ploog em cima de um plot criado pelo casal Roy Thomas & Jeanie Thomas. Uma besta fera que leva um couro de um segurança humano logo de saída não inspira muita confiança (e houveram outros algozes buchas mais pra frente). Sou mais o Homem-Lobo, o filho do J.J. Jameson com camiseta da seleção brasileira. Isso sem falar do meu predileto, o Jovem Lobisomem, da sensacional dulpa Antonio Krisnas/Allan Alex.

Mas, vamos lá, quais as chances de uma adaptação dessas vir à luz do dia? Ainda mais pela Disney?

Por esse prisma, Lobisomem na Noite saiu melhor do que a encomenda. E o fato de ser um "especial de TV" em formato média-metragem (50 min.) causou algumas micro-explosões dentro desta caixa craniana. A narrativa enxuta e eficiente serve perfeitamente para adaptar uma infinidade de outros personagens e conceitos da editora.

Nos quadrinhos dos anos 70, as histórias do Lobisomem traziam uma pesada carga de dramalhão familiar-novelesco que, ainda bem, foi completamente limada aqui. Na trama, um grupo com os melhores caçadores de monstros é reunido para disputar a posse da Pedra de Sangue, um poderoso artefato místico que está preso a uma criatura diferente de tudo o que eles já enfrentaram. Simples assim. E ótimo assim.

Gael García Bernal está em casa na pele (e nos pelos) de Jack Russell, alter ego do Lobisomem. E curioso como o filme aproveita a oportunidade para apresentar outros figurões do Universo Marvel até maiores que o "Werewolf by Night".

É o caso da caçadora Elsa Bloodstone, defendida muito bem pela irlandesa Laura Donnelly (de Outlander) — flagrante doppelgänger da Krysten Ritter/Jessica Jones até prova ao contrário. E, logicamente, do superstar Homem-Coisa, conduzido pelo gigante Carey Jones (o wookiee Black Krrsantan, de O Livro de Boba Fett) debaixo de toneladas de efeitos práticos e digitais. De longe, a... "coisa" mais legal do média, com uma fidelidade estética de marejar os olhos dos torcedores do Ted Sallis F.C. Quero mais daquilo com tanta paixão que farei uma sessão do "Mangue-Thing" com pipoca & guaraná e será uma festa sobre o cadáver do discernimento.

O diretor e trilheiro Michael Giacchino parece saber onde o galo cantou. Não duvido que seja dono de uma respeitável coleção de gibis antigos do Gene Colan, Bernie Wrightson e Richard Corben. Mesmo a ponta impagável do defunto falante Ulysses Bloodstone soa como algo bizarro que escapou da mente do Mike Mignola. Em que pese o fato do filme ser todo em preto & branco (excetuando a Pedra de Sangue e a cena final), Giacchino também sabe quando manter a dinâmica de ação moderna e quando subir o volume da homenagem ao cinema de horror clássico. E acaba executando algo cinematicamente mais sofisticado que, por exemplo, o início bacanudo da bomba Van Helsing e retro-movies como House of the Wolf Man.

É traição demais sonhar com a Warner tomando esse cara da Marvel para dirigir um longa do Comando das Criaturas?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Tom De Roy não morreu - ainda

Foi há 30 anos com sensação temporal de ontem à tardinha: eu passando em alguma banca, por mais vagabunda e caindo aos pedaços que fosse, pra comprar Histórias Reais de Lobisomem com o troco da padaria. O gibizinho era uma delícia de chinelagem e bizarrice criativa (no bom sentido), mas o carro-chefe era, com certeza, as aventuras de Tom De Roy, o Jovem Lobisomem.

Mulher pelada, gore e o Jovem Lobisomem enfrentando minotauros, leões humanoides, o Capitão Negro e o inesquecível Monge Louco de Okinawa (!). Os roteiros surreais do saudoso Antonio Krisnas e os traços efetivos do grande Allan Alex eram divertidos demais. Relendo as histórias recentemente, vi que são nonsense pra vida toda. E, com todo o respeito, dão uma carroçada no Werewolf by Night do Mike Ploog.

Pra variar, a saga de Tom De Roy - que começava da HRL #12 em diante - não teve conclusão, já que o título foi cancelado pouco depois. Parecia que nosso herói ia carregar sua maldição para toda a eternidade, mas eis que surge uma luz no fim do... Facebook.



Allan Alex está com Lancelott Martins.  6 h
Lendo uns PDF encontrados na internete(dica valiosa do amigo João Ferreira) das HQs de Tom de Roy, do "histórias Reais de Lobisomem"(aquele mesmo q um certo canalha andou espalhando q participou do roteiro, dentre outras patifarias perpetradas pelo dito cujo no decorrer de décadas) notei o quanto eram engraçadamente inocentes e extremamente grotescos aqueles tempos. Acho até q teria como fazer uma releitura do Tom de Roy sim, mantendo o ridículo do roteiro(q acho ser o charme da coisa), mas só um pouquinho mais dentro do tempo atual. Um dos dois grandes problemas pra se fazer isso seria q eu não teria tanto tempo livre assim entre "pagalugueis" e projetos em andamento. O outro é q teria q ser uma HQ tipo aquelas de fã, jã q não sou dono do personagem(talvez sejam os herdeiros da Bloch, ou os herdeiros de Edmundo Rodrigues, não sei). Mas seria algo divertido d se fazer. De repente, um dia, se eu não morrer antes eu faça sim algumas HQs(HQ de fã, sem fins comerciais) com Tom de Roy, Sargento York e etc, mais ou menos naquela linha, talvez numa fã page fechada, apenas para alguns dos amigos q vem me dando essa ideia. Nem tudo é trabalho, rsrs, o sujeito tem q ter lá seus momentos de diversão também. Vamu ver como corre 2019 depois q fechar o NCT e iniciar o Fera da Capoeira. Mas, com certeza, se rolar, acredito q a primeira HQ q eu revisitaria seria a do "Monge de Okinawa" q foi a primeira HQ q desenhei com o roteiro do antigo e saudoso parceiro e amigo Antonio Krisnas...se rolar.

Isso é o meu sonho de encadernado treidepeiperbéque brazuca - ao lado dos impagáveis Os Trapalhões, de Eduardo Vetillo, Bira Dantas, Sérgio Valezin, Genival Souza & Orlando Costa e da obra-prima do humor negro Hotel Nicanor, de Flavio Colin.

Se eu fosse milionário, provavelmente torraria tudo no licenciamento desses materiais (e sabe-se lá com que herdeiros esses direitos estão), criava uma editora e publicava tudo com toneladas de entrevistas e extras, finalmente em formato americ... ops, brasileirão.

domingo, 12 de junho de 2016

Just a fool to believe I have anything she needs


Dia dos Namorados, sensibilidade à flor da pele derretida num tanque de lixo tóxico.

A cena inesquecível do hit romântico oitentista RoboCop (1987) é daquelas tão marcantes que deixam qualquer ator inexoravelmente... hã, fundido a elas. E o caso em questão foi mesmo um marco na carreira de Paul McCrane.

Ele ainda foi presença constante em vários filmes e séries - inclusive com um personagem, digamos, muito íntimo do saudoso Jack Bauer. Mas para toda uma geração, não teve jeito: McCrane era o melting-man que fez a molecada em peso comprar ao menos mais uns oito ingressos para rever a cena no cinema.

Agora, antes disso, quem diria, ele gozava de um grande sucesso - no Brasil inclusive - como crooner de banquinho-e-violão.

Tudo graças ao mela-cueca "Is It Ok If I Call You Mine?", uma das três canções que compôs para Fama (1980), de Alan Parker, onde também atuou.

Em terras tupiniquins, a música ficou muito popular após virar trilha de um bucólico comercial de jeans.


Quem tem menos de 35 anos não lembra disso porque estava sendo concebido ao som dessa música.

Em 2011, McCrane fez uma pequena rendição a esse passado pré-Vingador Tóxico na série Harry's Law (A Lei de Harry).

Confesso, foi de arrepiar em qualquer baile da saudade.


Ah, meus 25 anos.

Mas revendo esses dias Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014) em busca de inconsistências e graves descaracterizações, em vão, tive um déjà vu que já havia sentido desde a 1ª vez que assisti ao filme no cinema.

A única mulher a figurar no conselho de segurança ultrassecreto do filme já havia aparecido em Os Vingadores (2012) e fez alguns sinos tocarem por aqui sempre que aparecia. Seja na forma de holograma, ao lado do Charles Widmore ou chutando rabos até se revelar como a Viúva-Natasha-Negra.




Eventualmente venci a inércia, puxei a ficha da meliante e minha vida mudou.

Jenny Agutter era uma das minhas paixonites de cinema dos anos oitenta... aliás, "paixonite" é estepe pra "crush", um termo que soa muito melhor, porém com perda total na tradução. Ser esmagado por algo é a última coisa que penso nessas horas, mas voltando ao assunto...

Jenny fez a doce e altruísta enfermeira Alex no filme Um Lobisomem Americano em Londres (1981). E que se apaixonou pelo próprio e com ele protagonizou aquele final...


Che bella.

Rapaz, como o tempo voa.

domingo, 25 de julho de 2010

Casa del Hombre Lobo


Na esteira da onda B/trash/exploitation de Robert Rodriguez e da atmosfera old school de filmes como O Lobisomem (aliás, o o aspecto que mais curti no remake), surge o combo retro-horror definitivo: House of the Wolf Man. Dirigido por Eben McGarr (do insano Sick Girl), o filme, além de um evidente tributo, é uma sequência virtual de dois clássicos monster mashes da Universal, House of Frankenstein (1944) e House of Dracula (1945). Tudo com o orçamento mais baixo conhecido pelo homem e a boa e velha canastrice de época registrada num preto & branco em toda a sua glória vintage.

A sinopse não poderia ser mais sucinta:

"Cinco estranhos são convidados pelo Dr. Bela Reinhardt a passar uma noite em seu castelo para determinar qual deles o ganhará como herança. Lá, o doutor orquestrará uma espécie de competição. E o vencedor será escolhido por... eliminação."

Isso sem falar no circo de horrores residente no local, desde o Drácula e o Monstro de Frankenstein até o Homem Lobo do título.



Um "detalhe" interessante é que o doutor maluco é interpretado por ninguém menos que Ron Chaney, neto de Lon Chaney Jr. (o Wolf Man original) e bisneto de Lon Chaney. Ênfase na linhagem nobre e à galeria de notáveis.


Mas o que eu quero ver mesmo é o "Frankenstone" saindo no braço com o Bicudo. A cena dele arrastando o bichano feito um cachorro pulgento já entrou pro hall da fama dos monstros da Universal!



O filme, lógico, é direct-to-DVD, será lançado em 28 de setembro e está em pré-venda na Amazon.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2005

THOR ESMAGA HOMEM-ROBÔ!


Yowza! Revistinha matadora essa #12 de Os Poderosos Vingadores...! Todo mundo falou, falou, e realmente é verdade. Quando começa uma certa comoção nerd por aí, pode crer que há um certo fundo de causa. Apesar de curtir muito a principal equipe da Marvel, nunca comprei sequer uma edição. Sinceramente, espero que as anteriores não tenham sido nesse nível, senão vou querê-las também!

Thor sempre foi sinistro. Ao lado dos Vingadores era sempre ele quem fazia a diferença contra adversários virtualmente invencíveis. Às vezes ele até topava com algum paredão (Hulk, Destruidor, Kurse), mas mesmo assim a treta era pau-a-pau. E finalmente aqui dá pra ver claramente o nível absurdo do Deus do Trovão, coisa que raramente foi feita a contento. Na revista, um jogo de maquinações levado à cabo pelo Dr. Destino coloca Thor contra a humanidade, e quem está lá para colocar juízo na cabeça do loirão? Homem de Ferro e Capitão América, seus ex-companheiros de Vingadores.

Sempre fui fã do traço classudo de Alan Davis. Nem sabia que era ele quem estava rabiscando os Vingadores, senão já tinha até comprado antes. Michael Ryan desenha a 2ª parte e também não faz feio. Pra falar a verdade, seu estilo lembra bastante o de Davis. Agora, o roteiro, dividido por Dan Jurgens, Mike Grell e Geoff Johns, é uma beleza de se ver. Principalmente na parte de Johns. Profissional é outra coisa. Simplista, ele realçou as características mais marcantes de cada personagem envolvido. Um bom exemplo é a seqüência dos soldados batendo continência para o Capitão América, contrariando ordens superiores.

Thor foi levado à um novo patamar. Suas responsabilidades como o senhor de Asgard, seu poder ampliado ainda mais, o conflito ideológico com os Vingadores... o Deus do Trovão cresceu e evoluiu, e agora trilha por caminhos muito promissores. E o Homem de Ferro. Muitos torceram o narigão pro mano a mano equilibrado entre ele e o deus viking. Injustificado, afinal ele estava super-equipado pra batalha (Stark não é trouxa). Sem contar que o latinha já bateu até o Hulk, certa vez. Tudo bem que a armadura travou logo depois e ele quase morreu asfixiado lá dentro, mas isso são detalhes...

Mas voltando, a edição #12 é pancadaria quase do início ao fim. Divertida ao extremo. Confira uns trechos abaixo. Clique nas imagens.





E depois disso, tem mais ainda. Quando parece que vai acabar, começa tudo de novo. Fazia tempo que eu não via uma HQ de pancadaria tão bacana quanto essa. Mais precisamente, desde a memorável Heróis da TV #85, onde os mesmos Vingadores enfrentaram a ira de um Conde Nefária ultra-bombado (essa HQ já esteve disponível no Alcofa Millenium).

Estou até vendo... essa edição arrasadora, mais tarde Disassembled ganhando sua versão nacional... Os Vingadores andam imperdíveis ultimamente. Mais uma revista regular a ser adquirida no mês que vem. Tsc... :)


GOTHAM ULTIMATE FIGHTING CHAMPIONSHIP


Esse aí é o Pantera, um dos 598 mestres do Bruce. A princípio, com "ajuda" desse visual... hã, esdrúxulo, ele parece uma bela bucha de canhão (da Estrela da Morte ainda por cima), mas a verdade é que o cara bate com força! Técnica? Sim, mas nada muito refinado: boxe, full-contact e briga sujona de rua. Ele não tem a mínima sensibilidade com a bandidagem. Bastante agressivo e selvagem, algo impiedoso, o Pantera lembra o Wolverine, e com o mesmo modus-operandi (i.e.: "vou, mato e volto"). É até estranho saber que ele foi um dos sansseis de Bruce, que é bem mais comedido e racional.

A revista Batman - Vigilantes de Gotham sempre foi bastante irregular, se revezando entre histórias fraquinhas e páginas a fio com a Mulher-Gato ou a Caçadora em poses porno-eróticas, mas às vezes até que acertava em sua tosqueira. A edição #27 é uma dessas. Na história, o Carcereiro e o gorilão Ernie Chubbs promovem lutas sanguinárias até a morte no submundo de Gotham. Para alavancar o público de snuff-movies (filmes de mortes reais), eles passam a usar vilões conhecidos nas lutas. Aliás, "conhecidos" em termos... só sub-vilões do universo do morcego. O tipo de gente que costuma freqüentar o Noonan's, aquele boteco vagabundo que o Hitman marca ponto.














A coisa começa a sair dos trilhos quando um dos lutadores mortos estava usando o mesmo uniforme do Pantera. Na verdade, tratava-se de um ex-aluno do vigilante, que logo parte pra vingança. Correndo por fora, o Batman, claro. E obviamente tem a obrigatória seqüência do mestre enfrentando seu antigo aluno, com a desculpa mais esfarrapada da história das desculpas esfarrapadas.

A trama, de Chuck Dixon e Beau Smith, é de uma nulidade sem tamanho, mas o legal mesmo é a pancadaria solta, que lembra qualquer filme que tenha "kickboxer" no título. Se tivesse um pouco mais de grafismo no traço de Sergio Cariello, seria perfeita. Tipo um John McCrea, mas sem ser caricatural demais.






Pantera rulz. Essa história daria um excelente fan film hardcore com o Sandy Collora na direção e o tough guy Clark Barthram fazendo o Pantera. E por falar neles... que fim levaram? Foi só acabar o hype que evaporaram do mapa?


Operação Resgate

Mary Marvel, Adão Negro, desenhos pré-Big Bang e garotinhas desaparecidas em combate...


ADÃO NEGRO E MARIA MARAVILHA


Depois do combo Giffen/deMatteis/Maguire e a sensacional Já Fomos a Liga da Justiça, hoje todo fanboy de nível humano médio (tsc, tsc... lixos humanos) já sabe quem é Mary Batson, a.k.a. Mary Marvel. Surpreendentemente, a ação do tempo só enriqueceu a personagem, que continua sendo aquela silly girl dos anos 40. Hoje, com um certo apelo teenager no visual, ela deixa os marmanjos babando, mas na época em que foi criada ela lembrava muito a Betty Boo...

Pelo visto, o conceito de beleza feminina é uma das coisas que mais mudam com o passar dos anos... Por outro lado, pin ups como Betty Page e Brigitte Bardot (nos áureos tempos, claro) são gostosas até para os padrões atuais.

Clique nas imagens para comparar as versões da Mariazinha Marvel. Lembraram até do chutinho que ela dá num malfeitor.


Black Adam é outro personagem bacanão do Universo Marvel (não confundir com Stan Lee e adjacências). Turbinado pelo mago ancestral Shazam, o egípcio Teth-Adam foi um Capitão Marvel que não deu certo. Tal qual Darth Vader, logo ele se bandeou para o Lado Negro da Força. Após a traição, o velho mago o deixou mudo (pra ele não pronunciar mais khazam!... digo, shazam!) e o mandou direto para o inferno, literalmente. Mas o jagunço Adam era mal mesmo e conseguiu retornar após fazer um acordo com a demoníaca Blaze.

O mais interessante é justamente essa origem dele. Da mesma forma que o Capitão Marvel, a versão original só precisou de uma página para contar como ele descolou seus super-poderes. Já a versão mais recente foi incrementada com mais alguns pormenores e umas enrolaçõezinhas de leve. Antigamente as coisas eram mais simples. Clique nas imagens para comparar.


E nesse clima de sarcófago, um viva em homenagem a clássica Editora Fawcett (que foi engolida pela DC) e seus Marvels inesquecíveis e narrativamente simplistas.


O próximo resgate foi patrocinado pelo Em Algum Lugar da Minha Memória. Nunca o nome desse blog foi tão feliz. E eu achando que era o único a ser assombrado pela imagem de um sujeito voando em um tornado...

JOHNNY CYPHER NA DIMENSÃO ZERO!


As poucas almas que lembram desse desenho estão nesta vida há pelo menos 26 anos. Naquela época, o que rolavam eram hits como As Aventuras de Cacá, Pirata do Espaço, Rei Arthur (versão animê), Speed Racer e Johnny Cypher... na Dimensão Zero. Apesar desse desenho ter sido exibido no Brasil na primeira metade dos anos 80 (não me lembro se na Manchete ou no SBT), ele é bem mais velho, pois estreou em 1967. Ao todo, foram 130 episódios, produzidos pela Oriolo Film Studios.

Seguem alguns screenshots para reativar a memória dos trintões. :)













Johnny Cypher era um brilhante cientista que adquiriu super-poderes que lhes davam a capacidade de viajar através do espaço-tempo e das dimensões (acho que é a mesma coisa, mas...). Foi então que ele passou a combater o mal na Via-Láctea. Como seus bravos ajudantes, o pequenino Rhom, um alienígena da Estrela Negra, e a bela Zena, uma loirinha-exocet que eu acho que ele comia.

Esse desenho é um dos menos lembrados por aí, mas na época ele bombava entre a gurizada. E se o seu cerebelo deu uma estremecida, mas mesmo assim você não recordou, vou ajudar. Mas tenha muito cuidado, pois é tratamento de choque: tente ouvir a singela musiquinha-tema sem querer destruir a placa de som do seu computador. É duro de acreditar, mas na época eu até cantava junto... :P


CAROLINE MARIE HENN



Nascida em 7 de maio de 1976 e mais conhecida como Carrie Henn, ela fez muito sucesso no papel de Rebecca Jorden - a Newt, do filme Aliens, o Resgate (1986). Sempre tive curiosidade em descobrir que fim levou aquela talentosa garotinha, e qual não foi a minha surpresa ao saber que Carrie nunca mais fez nenhum filme após a produção de James Cameron. É isso aí. Fora making of’s e especiais esporádicos sobre o clássico, esse foi o único filme que Carrie participou, infelizmente.

Apesar de jovem e inexperiente na época, Carrie fez de Newt uma das melhores personagens mirins de todos os tempos. Inteligente, corajosa e, ao mesmo tempo, carente e frágil, Newt passava ao largo da histeria e irritação comuns a maioria das crianças que se arriscam na telona. Muito pelo contrário... a menina Newt era absolutamente adorável. Carrie também conseguiu estabelecer com Sigourney Weaver uma relação emocional única, em um dos raros momentos de harmonia artística perfeita no Cinema. Empatia pura entre as duas. Foi uma atuação discreta e talentosamente natural de quem já nasceu com esse dom. E só lembrando que Aliens é um filme de ação...


Em 1995, Carrie concedeu uma entrevista muito interessante para a Empire Magazine. Lá, ela disse que jamais sentiu medo durante as filmagens (apesar da equipe sempre tentando lhe pregar algum susto), que sua família ficou um tanto preocupada com seu estado psicológico pelo fato do filme conter bastante violência e lingüagem pesada ("já ouvi coisas piores na escola", disse ela), e que ficou meio brava com o cruel destino de Newt, em Aliens³. Na época da entrevista, ela estava cursando a universidade e pretendia ser professora de jardim de infância.

Logo abaixo, duas imagens dela em uma convenção sobre o filme, no ano passado.




Fazer o quê né. Como bem lembrou o texto da Empire... "a vida continua".


SARAH PATTERSON


Essa é pra conhecedores. E sofridos, diga-se de passagem. Quem assistiu ao filme A Companhia dos Lobos (The Company of Wolves, 1984), dirigido por Neil Jordan, nunca se esqueceu da personagem de Sarah, a doce Rosaleen. O filme reconta a clássica história da Chapeuzinho Vermelho, do ponto de vista de uma pré-adolescente. Num belíssimo exercício de estilo, ele faz uso pesado de simbologia e metáforas ao fim da inocência, ao despertar da sexualidade e ao mito do animal selvagem que (sobre)vive em cada um de nós. Tudo isso embalado em um clima onírico, surreal, às vezes beirando o horror (o lobo-mau, p.ex., é um lobisomem). Um filmaço.

Contudo... é pra poucos. O filme do grande Neil Jordan não é difícil, apenas único, peculiar. Trata-se de uma obra autoral por excelência. Navegando na página que o Adoro Cinema! dedicou ao filme, me deparei com uma opinião hilária:

"Quer assistir a um filme sem pé nem cabeça? Então esse é o seu filme! Sinceramente, devo ser muito burro pois não entendi nada deste filme, cheio de sonhos e estórias sem explicação. E lobisomem que é bom só aparece 2 vezes e ainda parece de plástico! Terrível! A única coisa que se salva é a ambientação, uma pena!" - Eduardo R. Marcelino.

É pra poucos mesmo... mas que a crítica foi engraçada, lá isso foi. :D


A inglesinha Sarah Patterson é uma incógnita. Ela nasceu em 22 de abril de 1972, e estreou nas telas com A Companhia dos Lobos. Após esse, ela participou do filme Snow White (Branca de Neve... deve ter uma queda por fábulas infantis), de 1988, e, mais recentemente, de Do I Love You?, de 2002. Apesar da filmografia rala, há uma verdadeira legião de admiradores espalhados mundo afora, ávidos por novidades ou imagens mais recentes da atriz. Claro que esse sentimento de curiosidade foi alimentado, e muito, pelo status cult que A Companhia dos Lobos tem hoje, e pela aura sensual, sugestiva e quase libidinosa que ela conferiu à inocente Chapeuzinho.

E por quê da "incógnita"? Bem, pouco ou nada se sabe de Sarah hoje. Até mesmo suas imagens promocionais em A Companhia dos Lobos são raras. Depois de sua participação em Do I Love You? ela simplesmente sumiu do mapa. Segundo a página dedicada à ela no IMDB, Sarah hoje está "casada e feliz". Tudo bem, mas... casada com quem? E feliz aonde?

Sarah Patterson... WHERE ARE YOU?












E para não dizer que eu não consegui nada atual sobre a Sarah, segue uma imagem dela no filme Do I Love You?. Ela é a garota que está lendo, à direita.


Esses shots foram publicados originalmente nesse site, o melhor dedicado à Sarah que eu encontrei por aí. Aliás... isso é até interessante. Bruce, o mantenedor do site, tem uma banda chamada Turbulent Sky, e fez uma homenagem à Sarah na capa do disco Swathe. Belo trampo. Pelo visto, ele é tão apaixonado por ela quanto eu. :)


Clique na imagem para ampliar


A seção brief biography do site é mais intrigante do que elucidativa. Fala de várias suposições e boatos sobre Sarah, entre eles, que ela até publicou um livro chamado Distant Summer, mas que há a possibilidade de se tratar de outra Sarah Patterson (esse nome lá fora é uma espécie de "Maria da Silva" internacional... procure no Google e tome um susto com as toneladas de resultados).

Nessa mesma página da Amazon onde o livro está sendo vendido, um cliente alega que não é a mesma Sarah. Segundo ele... "Sarah Patterson, the author of this book, who was seventeen at the time it was published, is NOT the same Sarah Patterson who can be found on the web listed as an actress who appeared in the movie THE COMPANY OF WOLVES (79). The author Sarah Patterson was born in 1959 (verified through the Library of Congress Catalog of Publication Data - LC Number 76372791)".

Ele errou na data da produção do filme, mas pode ser que o resto seja verdade. Será...?

Mistério total!


Na trilha... Scream for me Brazil, ao vivo matador (apesar da capa horrenda) de Bruce Dickinson, gravado em São Paulo. Malditos sortudos!