Mostrando postagens com marcador diversão e arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diversão e arte. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de julho de 2023

80 são, 20 buscar


Parece um daqueles pôsteres fan made vindo das ideias de algum quarentão com Photoshop (culpado!). Mas o festival Darker Waves é bem autêntico. E um impressionante intensivão da década de 1980. Tem pra todo mundo, do sujão 45 Grave ao limpinho Tears for Tears. E todos no mesmo dia!

A fórmula é idêntica à do festival Cruel World (lembra dele?), que segue firme e forte. O revivalismo oitentista sempre esteve por aí, mas tomou um fôlego notável neste primeiro ano pós-pandemia, por motivos óbvios.

Inclusive, os ingressos para esta edição de novembro já estão esgotados. Para quem ainda quiser ir, resta preparar a carteira e recorrer a um tipo de profissional muito requisitado nos anos 80...

sábado, 22 de setembro de 2018

Saudações e desejos de maravilhosas bad trips aos bem-aventurados que testemunharão O Melhor Show da Terra deste ano no Brasil


O lendário, lendário, LENDÁRIO Killing Joke irá tocar pela 1ª vez no Brasil domingo, no Carioca Club (SP).

A formação permanece a clássica: a marcação tribal do baterista Paul Ferguson, a zaga subsônica do baixista Youth, o ataque abrasivo-percussivo do guitarrista Geordie Walker e a pessoa sui generis de Jaz Coleman, o puto mais imprevisível e carismático do pós-punk, gótico, industrial, noise, thrash, metal alternativo e tudo o mais que ele e seus companions influenciaram desde 1980.

Lógico que não vão tocar tudo (deveriam!). Mas grande parte dos cavalos de batalha estarão lá, conforme atestam os últimos setlists. É ir ao show e emendar com uma sessão de Altered States. Será perfeito.

Um excelente apocalipse (após-punkalipse?) para todos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O Enigma em setenta milímetros


Quem estiver passando de bobeira por Portland, OR, entre sexta e domingo que vem, pelamordeCarpenter não deixe de conferir a exibição de O Enigma de Outro Mundo no Hollywood Theater em toda a glória de seus raros 70 mm. Oportunidade única para juntar mais peças daquele quebra-cabeça. 1982 é no próximo final de semana!

A linda arte promocional foi feita por Dan Brereton (Batman - Pulp Fiction) com indisfarçável carinho pelo filme.

Fico me perguntando por que esse tipo de evento não ocorre com mais regularidade também por estas bandas (a rede Cinemark chegou a exibir alguns clássicos há um tempo). De preferência com todas aquelas pérolas - hits e/ou cult - que marcaram a década de 1980, como A Hora do Espanto, Noite dos ArrepiosConan o Bárbaro, Evil Dead, Mad Max, A Volta dos Mortos-Vivos, O Exterminador do Futuro, Re-Animator, Robocop, A História sem Fim, Blade Runner, O Clube dos Cinco, Miracle Mile (lógico!), A Lenda, Poltergeist, Top Secret!, Excalibur, Predador, Scarface, etc. e etecéra pra caramba.

Pra mim, isso é que seria uma maratona pop. Eu iria fácil.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Bienvenidos de vuelta... puta madres


Por essa ninguém esperava. Quando comentei sobre o então vindouro show do Ministry em São Paulo fiz questão de frisar que "essa será provavelmente a primeira e última apresentação do grupo por aqui". Baseado, lógico, no re-anunciado fim da banda e do fato de Al Jourgensen ser um notório pé na cova há pelo menos 20 anos. Pois o Tio Al resolveu surpreender e vai aportar suas máquinas do inferno mais uma vez no Brasil, dessa vez no Rock in Rio! - também esculachado por mim no referido post...

É oficial e já consta na line-up. Será uma apresentação conjunta com Burton C. Bell, frontman do Fear Factory e colaborador em alguns álbuns da entidade industrial-mor. No mesmo dia do Metallica, só que no palco Sunset, aquele menorzinho que o Rob Zombie se apresentou na edição anterior.

Ok, os tempos são outros e uma apresentação no palco principal poderia causar traumas irreversíveis em quem estará lá para ver o Mötley Crüe (!) ou nas mentes jovens e sensíveis que irão mais pelo aspecto McDonalds do evento.

Se eu fosse, seria pelo Ministry e pelo fantástico grupo francês Gojira. E pela possibilidade de ver um set mais clássico do Tio Al, com tudo que os fãs têm direito...


Afinal é um festival, lugar onde deveria ser proibido por lei tocar música nova.

terça-feira, 3 de março de 2015

A terra vai tremer...


Nessa sexta-feira, dia 6, São Paulo será palco de um teste nuclear: o Ministry vai tocar pela 1ª vez no Brasil. Al Jourgensen e sua quadrilha de cyborgs tarados irão desfilar a trilha sonora do fim do mundo no Audio, que por sinal está se saindo com uma semana no mínimo inspirada (The Sonics na quinta!). Pra deixar a coisa ainda mais instigante, essa será provavelmente a primeira e última apresentação do Ministry por aqui.

Não é de hoje que Jourgensen fala em pendurar os samples do Sgt. Hartman. Há alguns dias ele até anunciou um novo projeto. Com a morte do guitarrista Mike Scaccia e o estado geral do cara transparecendo a conta dos anos de excessos químicos, a coisa parece que vai mesmo por esse caminho. Mais uma vez. Então, a menos que você esteja empolgado com o Rock in Rio, não há dúvida de que esse será o evento musical do ano no país.

Imperdível...

...a não ser que se perca, como eu. Pois é. Fã de carteirinha desde que a banda foi apresentada pelo jornalista André Barcinski numa Bizz de tempos idos, vou deixar essa passar. Sem disposição pra morrer num valor triplicado (com sorte) de um ingresso já caro n'alguma excursão local salvadora e, até agora, inexistente. A recente aquisição de vários encadernados do Juiz Dredd no site da Mythos ajudou a remover qualquer esperança.


Eu não vou ao show, mas a minha filha foi e achou muito bom. Em termos de ação in loco, o Ministry é unanimidade até entre os críticos mais turrões. Em anos/décadas! de leitura de resenhas pro, alguns lugares-comuns parecem obrigatórios - som mais alto do que o humanamente suportável, clima de pesadelo apocalíptico e a capacidade de rearranjar e transformar até as músicas menos pungentes em Leviatãs sedentos por sangue. O show é um massacre físico e psicológico brutal, disputadíssimo lá fora e aclamado universalmente.

Pra quem vai, sugiro ir aquecendo os motores com os discos da trilogia anti-Bush (Houses of the Molé, Rio Grande Blood e The Last Sucker) e do último, From Beer to Eternity. As músicas desses álbuns compreendem uns 95% do atual setlist, segundo o, hã, Setlist. Os clássicos devem ficar mesmo no combinadão "N.W.O." - "Just One Fix" - "Thieves" - "So What".

Mas bem que eles podiam surpreender e montar um set mais old school. Sacumé, pra compensar a demora... Onde já se viu uma banda que tinha dois bateristas - fora a eletrônica - nunca ter pisado na terra das baterias, tambores, percussões e afins?

Duas dicas vêm do antológico registro ao vivo In Case You Didn't Feel Like Showing Up"Burning Inside", numa versão ainda mais delirante e febril do que em estúdio, ganhando uns gritos de filme de horror que são de gelar a alma; e "Stigmata", um tornado sônico de 10 minutos com synths, guitarras massivas e uma batida que ao vivo deve até quebrar costelas.





Outra excelente pedida seria a inclusão da música "Scarecrow", uma aterradora bad trip Sabbáthica do álbum Psalm 69. Na versão ao vivo do EP Just Another Fix, a simples adição de uma harmônica a transporta sem escalas para a blueseira heavy de "When the Levee Breaks", do Led Zeppelin. Sensacional.



Por fim... quem sabe... a incendiária "Jesus Built My Hotrod". Esse country-metal-eletrônico maníaco psicopata é o verdadeiro Graal do Ministry, sendo negligenciado nos shows desde sempre, com Al repetindo a mesma ladainha: "Gibby Haynes é o único que consegue cantá-la".

Mas parece que ele fez um esforcinho em 2004, na tour do Houses of the Molé...


Enfim, um excelente show para todos que vão.

E me contem tudo logo depois, se o estrago sensorial permitir!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

And in the other Metallica news...

O povo tem a oportunidade de escolher o setlist da próxima tour do Metallica...


...e escolhe as mesmas músicas que o grupo vem tocando de uns 15 anos pra cá.

Ai, meu São Mustaine.

Já não chega a banda ter feito show na Antártica e perder a oportunidade de tocar "Trapped Under Ice"...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Fofo e carniceiro


Clique para ampliar

Lindo e spoilerento pôster de Battle Royale ilustrado por Bryan Lee O'Malley, criador da série Scott Pilgrim. E para uma justa causa: trata-se de um promo para uma exibição do filme organizada via Tugg - uma excelente ideia que bem que poderia pegar por aqui.

Uma maravilha. Só senti falta do sensei Kitano, o assustador personagem do honorável Takeshi Kitano.

Chupa, Jogos Vorazes.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Feiticeira Nota 1000


Sensação-mor da MegaCon, em fevereiro último. E não estou me referindo ao simpático e imaginativo velhinho.

Não sei como a moça está respirando ali, nem quantas costelas ela mandou para o limbo, mas uma coisa eu sei: é o melhor cosplay de Feiticeira Escarlate que já vi. E olha que fazer uma Wanda decente sempre foi das missões mais difíceis.

Sério. Se eu fosse o Stan exigiria meus direitos de criador sobre esta criatura. Ali mesmo, no carpete.

Merece uma galeria Coelhinhas da Mansão Triple XXX, só pra ela (e alguns bicões). Primeiro live-action da série, alterando psiquicamente as probabilidades por uma boa causa.

Sneak peek aos 05:56 >>




Ps: quem souber o nome da vingadora, favor informar nos comentários. Pago em gratidão eterna e bons pensamentos. Ou quase.

O estranho mundo de Eli Roth


Bebidas, rock & roll, souvenirs macabros e, lógico, muito gore, perversões trash e até umas pitadinhas de grand guignol. É o Goretorium do maluco Eli Roth. Parece ser uma escala obrigatória em quaisquer férias que se prezem.

Mas tem que preparar o bolso: a bagaça fica em Las Vegas...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

GUERRA EXTRA-OFICIAL


Uma das declarações mais recorrentes de James Cameron sobre Avatar é que ele guardava o projeto há anos, apenas esperando pela tecnologia o tornasse possível. Talvez esse seja o maior preço a pagar por lançar técnicas inéditas e revolucionárias que transcendem, e muito, o standard de sua época. E pelo jeito a "espera" é um lugar-comum na carreira do cineasta. Terminator 2: Judgment Day - The Book of the Film compila todos os storyboards, propostas e estratégias de produção que ficaram fora de T2. A esmagadora maioria relacionada às sequências da guerra contra as máquinas no futuro.

Toneladas de material ficaram de fora por puro déficit orçamentário. E um material de primeira, com cenas completas de ação e drama, novos robôs e conceitos como a hybermatrix dos exterminadores. O que se nota é que Cameron já havia concebido toda aquela linha narrativa, suas particularidades e, possivelmente, até sua conclusão - a mesma suspeita que todos tinham de George Lucas e Guerras nas Estrelas antes dele voltar àquele universo dezesseis anos depois.

Com o terminatorverse sendo retomado por terceiros, dificilmente veremos essas ideias saírem do papel por intermédio do diretor. Alguns trechos:


PhotobucketPhotobucketPhotobucketPhotobucket
PhotobucketPhotobucket


Meu preferido é o bacanão HK-Centurion esmagando os rebeldes sob uma rocha e exterminando os demais humanos atrás das linhas defensivas... belo instrumento da destruição. Mas no livro devem haver bons lances rebeldes contra as torradeiras também. :)

Via io9 (com galeria)



Se qualquer hora você passar por Orlando, Hollywood ou Osaka - e tiver alguns dólares sobrando - não deixe de conferir T2 3-D: Battle Across Time, atração temática da Universal Studios. O show foi idealizado e dirigido por James Cameron, Stan Winston e John Bruno, funcionando como uma minissequência livre de Exterminador do Futuro 2. "Livre", pois traça uma narrativa que reaproveita os principais elementos do filme, mas desconsidera seus eventos finais.

O programa começa com uma apresentação promovendo os avanços da Cyberdyne Systems. Depois emenda num ato principal, que envolve animatronics e performances ao vivo de atores interagindo com um filme 3-D estrelado pelo cast central de T2 (Robert Patrick, Linda Hamilton, Edward Furlong e, claro, Schwarza). Custando a bagatela de 60 milhões de dólares, o filme tem uma produção bastante eficiente para o formato e expande os conceitos da guerra na visão de seu criador original - o único veículo onde isso já aconteceu.

Estão lá os HK's aéreos, unidades T-800 sem o "living tissue", alguns minihunters (os mesmos de Terminator: Salvation, só que armados com laser) e três novidades que me chamaram a atenção:


O brutamontes T-70, o neanderthal dos exterminadores e bisavô dos T-600 de Salvation, em toda a sua glória animatrônica (mais shots aqui);


O T-1000000 (!), também carinhosamente chamado de T-Meg., um robô aracnídeo gigante com a tecnologia de metal líquido do T-1000. É uma espécie de guarda-costas do CPU da Skynet;


E a central de processamento da Skynet, uma enorme pirâmide futurista, ainda com aquele perfil superhardware da era Cameron, antes do conceito software/ciberespaço adotado nos filmes seguintes.


Abaixo, a ótima sequência de perseguição no futuro com Schwarza e Furlong.




Impressiona a longevidade da atração, que foi lançada em 1996 e continua sendo um sucesso até hoje - mesmo com um plot defasadíssimo em relação à cronologia atual. Muito disso se deve ao impacto que T2 teve nesta geração, hoje trintona ou quarentona e com alguma bala na agulha. Quem foi, adorou.

[dica do Amadeu]


Recapitulando a guerra:
T1
T2
T3
T4

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Operação Festival: BABEL


Compaixão. Segundo um dicionário online, trata-se de dor perante o mal alheio; pena; comiseração; lástima. Segundo Alejandro González Iñárritu, trata-se do elemento que falta à humanidade para convivência pacífica. Pelo menos foi o que disse no palco do Odeon antes da premiére de seu filme no Festival do Rio. Ainda segundo o diretor, o filme trata também de fronteiras; aquelas que todos conhecemos e aquelas que são guardadas em nossas cabeças, que afloram quando tomamos posturas em relação ao próximo.


Um moleque no meio do deserto do Marrocos dispara um tiro. Quatro famílias em três continentes têm suas vidas afetadas por este evento. Esta é a sinopse de Babel (idem, 2006). Tentar encaixar esta sinopse nas palavras do parágrafo anterior parece, à primeira olhada, tão fácil quanto esbarrar com a Scarlett Johansson na porta da minha casa. Uma família no Japão, outra no Marrocos, uma terceira no México e uma quarta dividida nestes lugares. Cinco línguas, dentre elas a dos surdos-mudos. Um tiro. Vamos combinar que o plot não é simples, mas Iñárritu (pronuncia-se Inarritú - aprendi ontem quando a mestre de cerimônias o apresentou) mostra competência para contar esta estória de forma convincente e tocante, sem em nenhum momento resvalar no piegas. É mais um daqueles filmes onde não há protagonistas, todos coadjuvam, ninguém tem destaque sobre ninguém, mesmo que no elenco tenhamos um Brad Pitt, uma Cate Blanchett e um Gael Garcia Bernal contracenando com Adriana Barraza (Quem?), Rinko Kikuchi (Hã?) e Said Tarchani, o garoto marroquino que nem creditado no IMDB está, mas é quem rouba a cena a cada vez que aparece.



Iñarritu é um diretor cuja carreira é interessante. Não há muito no seu background para ser comparado, mas, do que ele já fez, pode-se afirmar que tudo preza pelo equilíbrio e uniformidade. Dirigia algumas produções da Televisa até realizar Amores Brutos e receber nomeação ao Oscar por melhor filme estrangeiro. Descoberto pela indústria dos EUA, realizou, sempre em parceria com o roteirista Guillermo Arriaga, 21 Gramas , que ganhou nomeações para melhor ator coadjuvante e atriz. E agora Babel. 3 filmes. Só. No entanto, percebo que ele, mesmo com filmografia tão discreta, já consegue aquilo que muita gente persegue e não alcança: fazer cinema autoral. Ver seus filmes dá a sensação de que a cada quadro temos uma assinatura no cantinho inferior mostrando quem está por trás da obra. Não à toa, seus dois trabalhos na grande indústria já lhe renderam a possibilidade de escalação de atores reconhecidamente seletivos quanto à qualidade do que estrelam. Indo além, ele não só consegue fazer cinema autoral na grande indústria com apenas três filmes, como também os classifica como uma trilogia, tipo de indulgência só possível para gente já conceituada (ou obra adaptada, vide SdA). O primeiro tinha um acidente de carro e um cachorro que interconectava 3 estórias. O segundo também tinha um acidente de carro que perpassava os dramas de núcleos distintos. Agora o acidente mudou, mas mudou também a força do tapa na cara. Antes os eventos eram focais. Ali no bairro, acontece com qualquer um. Página 8 do jornal. Até aí, muitos outros diretores já se arvoraram na mesma seara, com mais ou menos competência, sendo que antes esta competência era mais destacável pela segregação de culturas. Com as relações globais de hoje, mostrar o mesmo drama existencial exige outro tato e, de uma forma geral, este “tato” opta pelos mecanismos dos sistemas e corporações (vide Syriana), em detrimento dos mecanismos da alma. Em Babel, mesmo com as proporções intercontinentais, o filme não perde a característica de retratar o drama também das coisas pequenas, só que mostrando como estas individualidades são reflexos puros das tais fronteiras internas influenciadas por nossa imersão cultural, como falei no começo do texto.



Nesta linha, Babel também não perde a oportunidade de cutucar os EUA, assim como 15 entre 10 produções sérias vêm fazendo ultimamente, mas ao menos não se prende ao maniqueísmo dos “americanos maus” vs “resto do mundo bons”. Sim, em diversos momentos nos mostra como o americano é capaz de ser cruel com seus vizinhos, seja na relação pessoa x pessoa ou na relação governo x pessoa, mas mostra também que eles são cruéis até mesmo com seus próprios cidadãos, como no embate entre Pitt e os outros turistas do ônibus, ou quando o governo, no afã de arranjar uma justificativa para rotular o acidente idiota como terrorismo, impede o envio de uma ambulância para atender uma cidadã. Mas vemos também que o mundo tem bem mais tons de cinza do que os jornais costumam mostrar. Quando vemos a postura da polícia marroquina no tratamento de suspeitos, fica bem claro que a intolerância não é trademark yankee – e não estamos falando aqui de grupos radicais, mas de uma força policial integrante de um sistema de um país soberano. Em contraponto, temos também o drama da japonesa surda-muda; a retratação de seu mundinho silencioso que contrasta com as impressões visuais mais “ensurdecedoras” que conseguem ser, a juventude e os hormônios tentando arrombar a porta da sua sexualidade e esbarrando na angústia desesperada para ser aceita como mulher completa; as humilhações às quais se sujeita e o encontro da compaixão no ombro de um policial japonês, escolha esta interessante para polarizar as posturas policiais de um local e de outro, mas ambos orientais, mostrando que toda generalização é idiota. Esta sub-trama do filme é a que, numa tacada só, tem a menor e a maior ligação com o evento central da trama. É também o núcleo que me passou os sentimentos mais essencialmente humanos, em contraposição às questões mecanizadas que orientavam os outros 3 cenários. Em outra polarização, agora ocidental, Iñárritu coloca duas crianças americanas by the book no meio de um casamento mexicano. Por serem crianças, suas “fronteiras” ainda não estão construídas. Aquele ambiente seria visto como uma taverna de bárbaros se já estivessem institucionalizadas, mas transforma-se rapidamente num playground sem diferenças à medida que os preconceitos culturais são demolidos.



Iñárritu é muito competente. Dirigiu atores em cinco línguas diferentes e com todos desempenhando bem seu papel (deve ter algum significado isto, mesmo que japonês, para mim, seja um mero agrupamento de fonemas desconexos). E humilde. Não sei se foi apenas devido ao fato de ser uma premiére e pela presença do diretor no cinema, mas as palmas efusivas que seguiram os créditos mostraram que um pouco mais de compaixão contribuiria muito para um mundo mais agradável de se viver.

********************

Observações adicionais: Nunca fui numa premiére antes. Não uma destas. Sabia que o diretor do filme estaria presente, mas não imaginava que teria toda aquela pompa. Tapete vermelho, cinema lotado, gente sentada nas escadas nos dois andares do Odeon (aliás, lindíssimo... há tempos não colocava os pés lá). Dá um clima interessante ao evento, diferente de quando vamos ao cinema normalmente. Vem um sentimento de que tem alguém ali apresentando o trabalho dele para você, diretamente, submetendo-se à sua avaliação. Humildade. Muito interessante. Em sua apresentação, o diretor falou no espanhol mais português que ele conseguiu, de modo que todos entenderam tudo, além de ter passado pelos lugares comuns que todos passam quando aqui vêm: “A cidade mais bela do mundo”, “torço pelo Brasil na copa (depois do México sair na primeira fase)”, “tenho grande amigos brasileños” etc, até falar do que se tratava realmente o que estávamos por assistir. O que é bom, pois o cara está ali dizendo para você, momentos antes do filme, o que passou pela cabeça dele quando resolveu realizar aquilo. Simpatia pura.

Ah... teve os peitos da Danielle Winnits tb, mesmo cobertos, mas estes eu já tinha visto numa sessão especial de Homem Aranha no UCI.

sábado, 2 de julho de 2005

QUE SEMANA EXCRUCIANTE


A semana que passou foi realmente atípica. Depois que me senti abençoado pelo belzebu por ter visto um filme do Uwe Boll (foto acima), diversas outras notícias por aí mostraram que o cara deve ter algum tipo de relação profunda (com duplo sentido, por favor) com a mãe dos seus produtores. Só assim para conseguir tanta grana para torrar em besteiras assim. Ou isto ou o cara é parente de outra entidade que fez desta semana um tanto quanto especial: Vossa Excelência o safado féladaputa e mente do crime Robbie Jeff. O cara nos brinda com um olho roxo e mais algumas aulas de lábia, fazendo um bando de gente com rabo preso congratulá-lo e apoiarem o processo de canonização popular deste escroque. Em tempos em que TV Senado é a dona da maior audiência das TV's abertas, fechadas, e entreabertas, tenho que aproveitar o momento e capitalizar em cima: Vou fazer camisas com a cara dele estampada e com o texto "Eu acredito no Roberto Jefferson" embaixo. Vai vender na Uruguaiana que nem pão quente.

Frase da semana
"Aposentei o Cine Privé da Bandeirantes. Para ver putaria e ter auto-satisfação prefiro a TV Senado."
Agamenon Mendes Pedreira

Mas a semana não foi marcante apenas por isto, claro. Tivemos também o Doggma voltando a postar e, principalmente, aquele maravilhoso safanão que o Brasil deu na Argentina. Não é qualquer hora que dá para meter 4 x 1 naquele povo! Se eu tomasse ácido certamente teria a visão de um Lula dando uma porrada na cabeça do Kirchner ao som de "Pedala Robinho!".

E em homenagem aos nossos hermanos, o post de hoje, a partir daqui, será no más perfecto portuñol (o portullano, como usted desear). Seguro que esto lengua és más fácil de aprender con la cara llena de cerveza i hablando con señor Doggma (yo gostei mucho por su post sobre el hombre murciélago i su bat-coche) también encachaçado en el otro lado da internet, pero yo tengo que confiesar: estoy utilizando las canciones de la mui guapa chica llamada Shakira, para ajudar-me. Yo sei qui esto é una putarija, mas portuñol no és solamente difícil... és difícil para carajo! Seguro que Shakira no és argentina, por esto és mui gostosa. En hablando sobre mujeres guapas, realmente penso que la alegada guapa argentina llamada Keira Agostina deve ser hija de brasileños. Aquele bundón é mui grande! Esto perfección no puede ser daquela terra maldita!

I já que estamos hablando sobre mujeres, vamonos para más uno fantásticón (aprobieitando - arrrghhh... este foi fueda - el filme de los Quatro Fantásticos que estrea dia 7 de julio) e super brasileño:



Establicendo uno contra-punto às guapas del post anterior, todas con cuerpo saradón e capazes de enfiar-me a porradón si yo pisar fuera de la faixa, o post de hoy tien muchas muchachas trés femininas! Todas fueran dibujadas por el cartunista del jornal O Globo llamado Cruz. Él costuma dibujar para la columna del Carlos Alberto Teixeira (CAT) en lo cadierno de Informática que publican toda segunda, onde siempre tien uno gatón con una chica mui guapa en actitudes bastante interesantes.

A partir de agora é em português mesmo. Dá dor de cabeça inventar palavra. Bem... às vezes me pergunto se há crianças interessadas no caderno de informática, pois espera-se que os desenhos sejam sempre comportados, o que não acontece às vezes. Mesmo quando vestidas, as personagens estão em poses bem, digamos, elásticas, como este exemplinho aí ao lado.

Infelizmente a qualidade dos scans não é das melhores, já que foram feitas a partir de papel jornal, mas dá para ter uma idéia do que o cara é capaz. Diferentes dos desenhos de comics que estamos acostumados, suas pin ups são brasileiríssimas, com poses iguais às que imaginamos nossas vizinhas em casa e aquele quadril bem característico. Os rostos são caso à parte. Ele rivaliza com Maguire (JLA de Keith e Giffens) em expressões faciais. Se eu fosse fabricante de produtos de sex shop faria uma linha de bonecas infláveis inspiradas nos desenhos do Cruz. E como eu invejo o gato!


Primeira imagem: Ahhh o Natal...
Segunda Imagem: Ovinhos para impotência
.

Primeira imagem: fada madrinha de Michael Jackson pinochio.
Segunda Imagem: Virus!!

Primeira Imagem: Vem pro banho, vem!
Segunda Imagem: Bebaça!

Primeira Imagem: Demissão por email
Segunda Imagem: O Duende de Marrakesh

Primeira Imagem: Imagina um Ano Novo assim! Detalhe do cara com a chave correndo atrás da fechadura ao fundo
Segunda Imagem: Ameaça do Windows

Primeira Imagem: A perfeição Google!
Segunda Imagem: Fiscal de Calcinhas!

Primeira Imagem: Guerra contra o Spam
Segunda Imagem: Acesso pago!

Primeira Imagem: Esta é muito boa. Olha o corpo da garota, a cara do gato e a espada do anjo.
Segunda Imagem: É a melhor pose que pode-se conseguir numa cadeira de micro


Primeira Imagem: Presta atenção no que está na mão do gato
Segunda Imagem: Primavera Verã (...) primavera segundo Cruz

Todas as imagens foram escaneadas pelo owner do yahoo grupo "Sexybarefootbabyes", que tentei achar novamente para pegar seu nome mas não consegui.


***************************



Nesta semana fui assitir ao Espetáculo "" da Cia de Dança Déborah Colker. Gosto deste tipo de arte e recomendo o gasto dos vinte dinheiros de entrada. Já havia assitido o espetáculo anterior, Quatro por Quatro, e quando temos parâmetros pregressos, a comparação é inevitável. O anterior é bem melhor e jogaram minhas espectativas para este lá no alto, difíceis de alcançar, mas mesmo assim é um belo espetáculo, com a força e o erotismo que já lhe são peculiares. Mais recomendado ainda para quem nunca viu.

O espetáculo é dividido em dois atos, o primeiro com as cordas que dão nome ao todo e o segundo com uma vitrine que, dados os corpos e as cores predominantes, deve ter algo a ver com o Red Light District de Amsterdã. Gostei mais da primeira parte, onde os movimentos conseguiam mais inovação com as cordas do que com a caixa de vidro do segundo. Ainda no primeiro, a coreografia de todos os bailarinos e a ambientação deixaram-me com a impressão de estar vendo algo que remetia a algum tipo de savana e/ou floresta, com influências do conceito de arte que os doidões da MTV dão para suas vinhetas alucinógenas. Bem legal!

Só fiquei meio chateado por não conseguir ingresso para o Momix.. fazer o quê...

domingo, 14 de março de 2004

O SHOW DO SEPULTURA EM VITÓRIA!


Antes de mais nada, queria dizer que estou QUE-BRA-DO fisicamente. A última vez que fiz tanto exercício foi com a minha ex-namorada no aniversário dela, ano passado. E também estou rouco, muito rouco. Mal consigo atingir 2 decibéis de ruído. Ah e, principalmente, estou surdo. Mais surdo que o Pete Townsend, do The Who. Eu não ia no show não, apesar de curtir a banda desde 89. Acontece que ontem, 3 amigos meus da minha fase headbanger (na época da escola!), e os quais eu não via há tempos, me ligaram e me recrutaram para encarar essa missão. Então, vambora... de volta ao final da década de 80/início dos 90...


Andreas Kisser arrancando sangue da guitarra

Ontem, sábado, dia 13 de março, no ginásio Álvares Cabral, em Vitória, caiu uma bomba atômica. Eu já fui à muitos shows de rock/metal e, sem fazer gênero, posso afirmar seguramente: quem ainda não foi a um show do Sepultura não sabe o que é um show de rock pesado. Com a força, coesão e profissionalismo de quem já está na estrada há mais de vinte anos, a banda mostrou que o sangue quentíssimo ainda corre nas veias com a mesma intensidade da época da garagem. E daí se Max Cavalera rachou fora? Problema dele. O vocal rasta Derrick Green não deixou que ninguém sentisse a sua falta, agitando a galera e batendo a cabeça durante duas horas ininterruptas. O baixista Paulo Júnior definitivamente deixou pra trás os tempos de "músico meia-boca", se tornando um verdadeiro carniceiro no baixo. O guitarrista Andreas Kisser se destaca de maneira única na cena da guitarra heavy. Ao contrário da maioria (leia-se Kirk Hammett, Dave Mustaine, Yngwie Malmsteen e outros), o cara não faz somente aquele bê-a-bá do metal, que é a digitação e acordes altos, ele imprime uma boa dose de experimentalismo, ruído e... silêncio! Um mestre, sem exageros.


Igor Cavalera, literalmente espancando a bateria

Esse aí é um assunto em particular. Eu já vi vários shows do Sepultura em vídeos, na MTV e no MuchMusic, e pra quem também já viu e não foi ao show, um aviso: o cara é muito melhor do que se vê na telinha. Considerem a opinião de alguém que já viu o Neil Peart tocando de perto. Misturando uma técnica intrincada e irrepreensível com uma intensidade incrível nas batidas, Igor ainda arranja tempo de combinar ritmos tribais com linhas de percussão quebraçadas. É ao vivo que vemos músicas mais experimentais como Sepulnation e Apes of God fazerem todo o sentido do mundo.

Falar do set-list fica até difícil, já que a apresentação inteira manteve a pressão lá no pico. Mesmo pra quem não é apreciador desse estilo extremo, acharia incrível a interação público/banda, através de um som pra lá de dicotômico. Stress zero após o show. De qualquer forma, a banda inciou o assalto com uma sessão do novo Roorback (Come Back Alive e Godless), emendou com clássicos mais recentes (Propaganda e a arrasadora Biotech is Godzilla), mais umas novas e depois só as antigas. Aí foi festa. Claramente pra compensar o atraso da banda em tocar no ES, clássicos do metal desfilaram no ginásio lotado: Troops of Doom, Arise, Dead Embryonic Cells, Innerself, Mass Hypnosis e outras pérolas do cancioneiro thrash. Um breve intervalo e uma citação ultra-cool de Dazed and Confused (do Zeppelin) prepara o terreno para uma versão tonelada de Bullet in The Blue Sky, do U2. Com pernas, braços e pescoço pedindo arrego, encaramos ainda uma seqüência matadora: Territory, Refuse/Resist e a arrasa-quarteirão Roots Bloody Roots.

Não teve Orgasmatron, mas, sinceramente, eu já estava paralisado do pescoço pra baixo e com um enxame de abelhas zumbindo dentro da cabeça. ROCKAÇO!



Dead Fish - hardcore na veia!!!

A abertura ficou a cargo do excelente Dead Fish, verdadeira referência hardcore brasileira. Ao contrário de baboseiras românticas, como CPM22 e Detonautas, o DF é uma metralhadora giratória com alvo certo no "sistema". Com mais de dez anos de estrada (e que estrada!), a banda está 100% profissional, com um show realmente arrasador, nível Pennywise/Bad Religion. Confesso que sou suspeito, pois curto esse grupo desde a fase das fitas demo, lá por 92/93. É uma pena que eles estão de mudança pra São Paulo, a nossa Babilônia moderna. Tomara que eles se dêem muito bem por lá, por mais burguês que seja.


O DUELO DAS RUIVAS!


Pode não parecer, mas o COELHINHAS DA MANSÃO TRIPLE XXX ainda está ereto e pedindo mais! Aproveitando a ocasião da estréia nacional (finalmente!) da revista Battle Chasers, façamos uma mini-pseudo-enquete aqui. De um lado, uma das pin ups mais bem dotadas das HQs, a cavalaça Red Monika. Cria do artista Joe Madureira, a guerreira ruiva protagoniza cenas pra lá de picantes e ensaia posições pra lá de tentadoras... Mas também ela é quase que um tributo à outra guerreira veterana, que anda meio sumida das HQs: Red Sonja. No traço de Frank Thorne ela já fez muito marmanjo (eu) babar a gola da camisa, "entre outras coisas mais" (eu). Ela já teve inclusive um filme bem tosco, com a ultra tesuda Brigitte Nielsen no papel principal. Putz, a Sonja era muito gostosa!!

Enfim, agora é com vocês... quem é a mais gostosa e mais merecedora de um Especial Coelhinhas? Red Monika ou Red Sonja??


E ANTES QUE EU ME ESQUEÇA: FODA-SE, BLOGGER BRASIL!


Todo "foda-se" é pouco pra expressar o ódio que eu tenho do Blogger Brasil e sua equipe de urubus leprosos. Os caras bloquearam o BZ, ainda que ele estivesse de acordo com as suas novas regras (10 MB por blog). Pra piorar, ainda me colocam no endereço que "Este site foi bloqueado por não respeitar as Normas de Utilização do Blogger"! Putz! Quem lê isso, pensa que eu sou um traficante de armas ou coisa parecida! E a cambada de cornos me deu um prazo até sexta pra acertar tudo, depois me "devolviam" o blog. Deletei quase tudo, só deixei os últimos 2 ou 3 posts, mais umas coisinhas - deu uns 600 Kb - e até agora nada! Não dá nem pra copiar as imagens... e eu achando que estava tudo certo e que eu estava fora da malha-fina... o pior soco é aquele que a gente não espera.

De qualquer modo, rapei o template (deu tempo!), e botei aqui no Blogspot - que também usa os servidores do Blogger Internacional. Só que aqui a coisa é bem mais às claras: nada de uploads. E já que o reflexo no Brasil demora mas acontece, podem esperar que em breve o Blogger Brasil vai zerar os 10 MB pra não-assinantes também. PAU NO CU DO BLOGGER BRASIL!

Ah, e valeu pela força (e informações!), OutZ, Alcofa, .:Logan:., Conde Dookan e mais uma galera (vocês sabem).