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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Predadores de edições esgotadas


Resolvi fazer uma coleçãozinha dos Yautjas e Xenomorfos que têm saído pela Marvel/Disney. Tudo seguia tranquilamente com promos e cupons apoiando a causa, mas na zona de guerra que é o fim de ano, acabei deixando passar o Predador Versus Wolverine do ótimo Benjamin Percy com uma caçambada de artistas. Curto o quadrinho e também queria a versão física, mas, em se tratando da Panini, não poderia faltar aquele draminha de sempre.

A edição, lançada em setembro último, já estava esgotada há um bom tempo na loja virtual. O mesmo na Amazon e nos marketplaces oficiais da editora – a saber: Mercado Livre, Magazine Luiza, Americanas e Estante Virtual. A revista sumiu dos canais oficiais. E também de lojas online genéricas como Mundos Infinitos, Comic Boom! e afins, que dispõem de um estoque do tamanho de uma caixa de sapato. Comix virou um sebo virtual.

Daí para a corrida especulativa em torno deste item "raro" se espalhar pela web igual chato em casa de tolerância foi um pulo. Já vimos esse filme N vezes. Mas não custa recapitular a mágica de uma publicação recente com preço de capa de 39,90 ganhando um aumento de 300%, 400%, 500%!




É o Monte Rushmore da cara de pau.

Editorialmente, Predador Versus Wolverine é uma revista enxuta e simples, compilando as 4 partes da mini original em 140 páginas. Carta cartão e miolo com papel, vá lá, couché – em tempos idos, seria um belo de um LWC, o saudoso couché de pobre. Gibi como deve ser. Ou deveria.


Enfim, nada, nada mesmo que justifique a insanidade dessa precificação superfaturada.

A diferença é que os especuladores desta vez estão gozando antes mesmo de botar pra fora. Já na 1ª página do Google se encontra a HQ ainda disponível nas Livrarias Curitiba. E com um bom desconto!


Neste momento do post, a revista ainda está em estoque.*

* Só tive um pequeno contratempo relacionado ao endereçamento (“Não existem opções de entrega para esse CEP”, pfff), no que fui prontamente socorrido pela moça do SAC.

Questão resolvida. Espero que também ajude outros no mesmo barco.

E que se fodam os Mercenários Livres. De todas as plataformas.



Esse é um worst case scenario cada vez mais frequente em se tratando da Panini. Nem mesmo os medalhões parecem escapar disso. Medalhões que historicamente sempre ganharam tiragens elásticas. Mas quem já não passou perrengues idênticos com as populares Sagas do Batman, dos X-Men e do Homem-Aranha?

E pra quê Mefistos a Panini precisa de marketplaces que fatalmente canibalizariam o tráfego consumidor de sua loja virtual? Só porque seu sistema é lento, ineficiente e infestado de bugs? Nada. Simplesmente porque essas gigantes varejistas engolem sites Paninísticos no café da manhã. O alcance é absurdamente maior.

Somando 2 + 2, fica claro que houve uma mudança na política comercial na empresa. Toda essa confusão é resultante dessa nova estratégia que anda gerando anomalias dignas do Mundo Bizarro. Anomalias como assinantes e clientes de pré-vendas sendo os últimos a receber as edições, por exemplo. Ou como o esquisitíssimo caso da Supergirl da Bilquis.

Hoje, os lançamentos da Panini esgotam-reaparecem-esgotam do site em questão de minutos. Tudo por conta dessa reestruturação das tiragens para implementar a tal "Reserva do Site", o pesadelo 2.0 que antes atendia pelo nome de "Distribuição Setorizada". Isso bate com os insights certeiros do Ranieri, do bacanudo canal Nona Dimensão.

Bem-vindo ao caos.

Para desopilar de toda essa zorra (e aquecer para a leitura), nada melhor que rever o crássico embate entre o Yautja e o Carcaju no Super Power Beat Down.


Esses sim, são os melhores no que fazem.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

De Gálador com muito orgulho, com muito amor

Chega de farra, chega de festa... só que nãoooo! ROM está aqui!


ROM em modo Dirty Harry / Analisando se o display está correto... ah, espera, não é da Panini!

Finalmente consegui botar minhas patas pútridas no ROM da Marvel Legends. Sempre levei aquisições de hominhos com rédea curta, mas esse foi impossível deixar passar. Tanto pela porrada nostálgica na veia quanto pela qualidade absurda da peça. O design é fidedigno ao do herói dos quadrinhos de Bill Mantlo e Sal Buscema – inclusive se destacando do padrão da linha Legends com uma escultura quase toda feita do zero e poucas partes recondicionadas de outras action figures. Com o visual diferentão do Cavaleiro Espacial, não tinha como ser diferente.

A primeira coisa que salta aos olhos é que este ROM em escala 6" é um tanto maior que seus companheiros de linha. Tudo suave: nas HQs ele é realmente um ciborgão da porra.

A peça vem com dois pares de mãos, juntamente com o Analisador e o Neutralizador, idênticos aos dos gibis. De mimos, vem um effect de raio que serve para os dois dispositivos e uma miniatura emborrachada da edição de estreia do Cavaleiro, com a arte do Frank Miller.

No quesito articulação, o bonequinho dá um show – lembrando que ROM e seu design de geladeira antiga deveria ser inviável para os padrões atuais. Vários pontos de articulação, inclusive com articulação dupla nos cotovelos e joelhos e com o corte do giro das pernas escondido pelas botas (boa!). O teste de fogo foi mimetizar a pose de voo horizontal olhando pra frente, como nas HQs. E sim, é possível!

As juntas são bastante firmes (mas evidente que meu guri de 4 anos interior ficará acorrentado no porão durante os manuseios) e não há a menor dificuldade dele ficar em pé, por mais esdrúxula que seja a pose. Aliás, dá pra fazer todas as poses dos quadrinhos do ROM da Marvel – só não fiz ainda a basicona do corner box.

Em outras palavras, diversão para o infinito e além da Nebulosa Negra.



Lógico, podia ter vindo um effect para os retrofoguetes e um effect extra de raios – embora o ROM só use um equipamento por vez, materializado do subespaço, fica a vontade de vê-lo largando o raio pra cima da Espectraiada igual um mano.

Por último, faltou o Tradutor, pô. Item clássico.

Tudo isso é perdoável, afinal a Legends é uma linha de entrada, baratinha neste segmento de hobby playboy. Não dá pra ter tudo.

O mais importante é que eles entregaram. E reafirmaram uma velha certeza...


ROM é digno!!

Felicidade é mato com o ROM enfim 2.0. Mas paro por aí em termos de action figures.

(a menos que lancem também uns Espectros, o Híbrido, os Cavaleiros Hammerhand, Starshine, Terminator, Javelin...)

Ps: obrigado pela dica do ROM, $andro. Te odeio.

domingo, 4 de maio de 2025

Feio, forte e metal

A única IA que eu chamaria para tomar uma cerveja.


Esperei até os 49 do 2º tempo da pré-venda com desconto. A alteração da capa nesta reedição me travou (queria a anterior, por motivos de obsessão), mas no final das contas acabei preferindo a nova. É mais bacana mesmo.

Segundo o pessoal da Comix Zone, essa reimpressão é o pé na bunda do clássico de Tanino Liberatore e Stefano Tamburini na editora. Isso vai contra o conceito antigo e até meio romântico de quadrinhos adultos em edições caprichadas voltadas para o público que frequenta livrarias em vez de bancas e que por isso sempre estarão em estoque. A ideia era promissora quando se popularizou, lá pelo meio da década de 1990. E até funcionou por um tempo. Só duas pedrinhas no meio do caminho: bancas e livrarias nos estertores e a internet. Compre agora ou já era – como aconteceu comigo naquela 1ª edição. Ou pior.

Com a "modernidade", ficamos todos nivelados. Por baixo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Tempestades perfeitas


É preciso reconhecer a resiliência. Em meio ao sempre tempestuoso (ops) mercado de quadrinhos nacionais, a Editora Tundra chega ao 5º volume da espetacular série Storm Integral. Por aqui, a obra do influente quadrinista britânico Don Lawrence amargava num limbo editorial desde que foi publicada de forma incompleta pra Abril, ainda nos anos 80. Precisou uma modesta, mas valente, operação a quatro mãos – dos irmãos e sócios Luis Panigassi e Julio Cesar Panigassi – para assumir essa missão.

Missão aparentemente impossível, visto que o perfil de Storm tirava da jogada tanto as pequenas que se especializaram em bangue-bangue, thrillers e sci fi Bonellianos quanto as médias como Pipoca & Nanquim e Comix Zone, que preferem não se arriscar em séries longas. Com profissionalismo, tino editoral afiado e campanhas muito bem sucedidas, a Tundra se tornou o elemento fora da curva necessário para fazer acontecer. E aconteceu.

Até aqui, um trabalho irretocável.

Ok... pra não estragar a criança, só precisam ser mais realistas ao estipular a previsão de entrega. Desse jeito, está tão acurado quanto uma pesquisa eleitoral.

Ps: todas as edições estão disponíveis na loja virtual da editora.

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

O cliente ficou louco!


Fiz sexo com o meu cartão hoje. A maioria saiu por quase metade do preço na promocha da Panini acumulando com o cupom HQBARATA – até o momento, ainda tá valendo.

Deu pra enxugar um pouco daquela lista de candidatos à zona de rebaixamento (= reimpressão só na próxima era geológica). Mais uma nóia para o gibizeiro pós-moderno...

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Nunca diga Never

Eis que as minhas desconfianças se mostraram precipitadas...


...ainda bem.

O pessoal da editora Futuro seguiu o cronograma à risca e realmente entregou seu Nathan Never Volume 2 no prazo estipulado. Uma raridade em se tratando de projetos financiados via Catarse. Até onde lembro, só as editoras Figura, 85 e Tai conseguem tal proeza. Nesse quesito, 10, nota 10.

E não parou por aí.

O projeto editorial ficou bem próximo do Nathan Never Volume 1, da carbonizada Graphite. Que era um excelente trampo, diga-se. Aqui é tudo replicado, das dimensões e diagramação até a capa com verniz e orelhas (orelhões) e as imagens de fundo na guarda. A única exceção é o papel: sai o pólen bold amarelado, entra o offset clarinho. Ótimo negócio.

Com a campanha encerrada, a Futuro já disponibilizou a edição para compra direta no site. E também já começa a preparar o projeto de financiamento do 3º volume.

Parafraseando o Fry, shut up and take my money!


Minha coleçãozinha de Nathan Never da Graphuturo agradece.

domingo, 23 de junho de 2024

Departamento de antigos Devaneios


Realizado, falido e felizaço-aço aqui nas catacumbas. Só queria espalhar isso aos quatro ventos.

Câmbio, desligo.

Ps: como diria o Columbo, só mais uma coisa: FINALMENTE.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

De volta à terra do Never


Às vezes me sinto como aqueles cachorros que vivem perseguindo porcos-espinhos – e, invariavelmente, se dão mal.

Então, Nathan Never, o herói sci-fi da Bonelli, finalmente voltará a ser publicado no Brasil. E novamente via Catarse, só que desta vez pela editora Futuro. Editora esta, que, até 2ª ordem (ou 1ª publicação), é uma daquelas incógnitas.

A Futuro é ligada ao site Spider145 (você já deve esbarrado com ele por aí, divulgando lançamentos da Panini, Mythos, DarkSide, etc), cujo dono é Carlos Costa, o "Spider", da defunta e, nos seus estertores, malfadada editora HQM. O mesmo Spider que no ano passado tentou publicar Cerebus, do polêmico Dave Sim, sem sucesso.

E o mesmo Spider que, também no ano passado, rendeu um dos fios mais cortantes do X-Twitter, que carinhosamente apelidei de Fio da Navalha”. Segura minha cerveja, Sonia Abrão.

Olha... fiquei um tempão olhando para aquele Catarse antes de decidir apoiar. Foi um brainstorming psicótico no departamento mental de aquisições. A proposta da Futuro é dar continuidade ao volume da finada editora Graphite. Aquela, que foi ali na esquina comprar cigarros com a grana arrecadada no Catarse e sumiu no mundo sem dar satisfações (ai, minha Legs Weaver e meu Nathan Never Vol. 2). Mas é preciso reconhecer uma coisa sobre a Graphite: suas edições eram bacanas. Acabamento, diagramação, letreiramento, mimos, tudo uma uva. Até o tal papel pólen bold, do qual não sou muito fã, envelheceu bem.

Admito que essa impressão positiva residual foi um fator de peso. Isso, mais o plano da Futuro em seguir a numeração com quase os mesmos padrões de publicação – uma estratégia arrojada da velha escola, vide Tex na Vecchi-Globo-Mythos e as Coleções Don Rosa e Carl Barks na Abril-Panini. Outro detalhe importante é a parceria com as competentes editoras 85 e Saicã, que contribuem nos kits de recompensas. “Diga-me com quem andas...” é isso aí.

Mas o Voto de Minerva foi incontestável: a sensacional Lilian Mitsunaga no letreiramento. Essa desempata qualquer jogo.

Apesar disso tudo, o Catarse de Nathan Never Vol. 2 atingiu menos da metade da meta. Menos mal que a campanha era flexível. A previsão é que o trabalho de impressão comece hoje, 16/05/2024, e vá até 16/06/2024. Os envios começam em 17/06/2024.

Tomara que não vá morder outro porco-espinho desta vez. Oremos a São Bonelli. 🙏

segunda-feira, 11 de março de 2024

Uma gata perfeita

Olhei o descontinho de 42%, respirei fundo e fui.


Mulher-Gato por Ed Brubaker parecia inatingível e, mesmo assim, inevitável. Só conhecia os dois primeiros arcos, publicados pela Panini em Mulher-Gato: Um Crime Perfeito, e já tinha achado o melhor material que li da Selina. Coisas que só a dupla Ed BrubakerDarwyn Cooke faz por você.

Isso foi em 2008. Os tempos mudaram. E os preços também.

Desta vez, a fase está completa e trazendo um selecionado que vai de Mike Allred e Javier Pulido a Sean Phillips e Paul Gulacy. O irônico é que durante muito tempo, achava que o TPBzinho único cobria todo o material... Ignorance is bliss.

Mas que TPBzinho maravilhoso foi aquele.


Tal qual a anti-heroína, a edição era um charme: capa cartão com orelhas e reserva de verniz, papel couché, extras com capas originais, bios e pequenos mimos com informações. Um trampo editorial caprichado do Oggh.

Mesmo após 15 anos, o gibi nunca saiu do alcance da mão. Já o Omnibus-calhamaço de 1080 páginas não consegui nem levantar para a foto.


Na época, deve ter vendido meia dúzia de exemplares. Uma pena. Preferia mil vezes que o run fosse serializado assim.

domingo, 21 de janeiro de 2024

Depart... Corregedoria de aquisições


Quando foi publicada pela Panini em agosto de 2022, Supergirl: Mulher do Amanhã foi direto para a lista completa-carrinho – também conhecida como zera-frete. O que foi indigno e burro da minha parte, não precisa me informar. O megahit de Tom King e da talentosíssima Bilquis Evely não apenas varreu o mundo em velocidade warp, como será a base do filme solo da heroína no DCU do James Gunn. É uma Genki Dama de moral quadrinhístico.

Isso me deixou tranquilo para empurrar a aquisição com a barriga por mais uns bons 4 meses. Procrastinei por mais uns 2, com a mini ainda hypadaça e, teoricamente, hors concours no catálogo.

Até que um dia resolvi ensacolar e voilá:

Produto indisponível.

"Sem problema", pensei errado. "Vou à caça e resolvo rapidinho", permaneci no erro.

Da noite pro dia, o encadernado evaporou da web. Esgotou em todas as lojinhas e sebos online, varejistas, marketplaces e até nos maloqueiros deviantes da OLX. Na verdade, só encontrei um único exemplar à venda na Shopee por módicos 310 lulas + frete. Só 227% em cima do preço de capa – o anúncio continua lá.

O jeito foi ativar a notificação no site da Panini, sentar e esperar. Mesmo que isso tenha o efeito de uma supernova na bioquímica de um verme colecionador. E após as sagas homéricas para botar as mãos em O Evangelho Segundo Lobo, Hellboy: Edição Gigante e os dois John Constantine, Hellblazer da Denise Mina, isso seria só mais um passeio no parque. Bom... nem tanto.

Quase 1 ano de espera e nada. O departamento comercial da Panini claramente se inspirou na "estratégia" da HQM no auge da febre The Walking Dead. Mas pelo menos me deu a chance de acompanhar em 1ª mão uma dessas anomalias que testemunhamos de vez em quando em compras online.

Primeiro. nunca subestime a Estante Virtual. Já encontrei relíquias a preço de banana por lá e fui prontamente ressarcido em eventuais BO's. Sempre munido, claro, com a tal da paciência. É basicamente logar, fazer a busca do Graal e pressionar F5 ao menos umas duas vezes por dia. Mágicas acontecem. Dessa vez, não foi diferente.

Da noite pro dia², magicamente surgiram 20 anúncios de Supergirl: Mulher do Amanhã por quase a metade do preço original (94,90). E o mais interessante...


...pelo vendedor Editora Panini.

Ora, já comprei produtos esgotados no site da Panini até por sua conta oficial no Mercado Livre – o que ainda acho esquisito, por desviar tráfego de sua própria loja online e por se tratar de uma plataforma de vendedores, em sua maioria, informais. Mas nunca por preços abaixo de sua tabela. Essa já uma nova modalidade de esquisitice.

Antes mesmo que pudesse jogar o gibi no carrinho, outra reviravolta: o sininho de notificações dá notícias, após uma volta completa em torno do Sol.


Reiterando, isso aconteceu basicamente no mesmo minuto (lembra do F5 psicótico?). Que Olavo de Carvalho renasça das cinzas se eu estiver mentindo.

Respirei fundo e fechei a compra – na E$tante, lógico. Mas antes fiz uns prints para a minha própria sanidade mental. Aqueles 1.100 lulas (e 80 cents) não iriam passam batidos.

Após tantas kryptonitas pelo percusso, Kara chegou voando em Mach 5. Ficaram as dúvidas, mas cavalo (quase) dado não se olha os dentes. Mesmo que seja o Cometa.

E Supergirl: Mulher do Amanhã, neste exato momento, voltou ao seu status anterior. Sumiu da internet. Mais uma vez.


Como se tudo não tivesse passado de um sonho de verão. Realismo mágico é isso aí.

domingo, 26 de novembro de 2023

The Black Friday Journal


100 reais é o novo 50 reais, pelo visto. Peguei as 500 páginas do "Justiceiro do Jim Lee" da Panini com parcos 30% de alívio todo pimpão e com um sorriso besta na cara. Friday fraca. Ainda mais porque já tinha fechado uns carrinhos nos "Esquenta" da Mino e da Amazon ao longo do mês.

As primeiras 19 edições de The Punisher War Journal são provavelmente as melhores coisas que Jim Lee já fez na vida. A série pululou por aqui entre Superaventuras Marvel, Grandes Heróis Marvel e a breve revista solo do Justiceiro, onde seguiu até o #24 apenas com o roteiro e layouts do Carl Potts. Mas a sua parceria com o americoreano é o diamante (bruto) aqui.

Era o Jim Lee operário ultra-abnegado, talentoso, meio rústico, pré-Image, processando e regurgitando (eca!) tudo aquilo que assimilou dos estilos de John Byrne, Alan Davis e John Buscema. E mudou o curso dos quadrinhos.

Claro, o que veio depois é outro papo. Mas às vezes tenho que me lembrar que o Jim Lee é um grande artista.

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

O retorno do Bárbaro Vingador


Apoio no Catarse confirmado em novembro de 2021, previsão de entrega para abril de 2022 e, desde então, apenas alguns posts relatando problemas com gráficas e matéria-prima (papel, oras). Já havia estoicamente dado como perdido, mas eis que o Omnibus Tarugo de Brakan, de Mozart Couto, finalmente chegou. E só levou dois anos! Praticamente um passeio de barco na época dos descobrimentos.

Dá pra mandar o clichê: valeu a espera. A jovem editora Universo Fantástico fez uma grande curadoria. É um tomo de mais 500 páginas com 200 de material inédito, mais algum material publicado originalmente pela Opera Graphica e pela Atomic Books – e que, arrogantemente, tenho tudo.

O "Tarugo" (?) ficou muito bonito, incluindo os extras, estudos, prints e o pacote com pôster, bookplate e até um mini-álbum de figurinhas.

Nada menos do que o melhor para o mestre Mozart Couto.


Seria o 1º Omnibus de um personagem brasileiro. Mas as vicissitudes da vida indie são implacáveis e os pictos da Rua do Limoeiro chegaram antes...

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Nausicaääääääääää


1 ano. Esse foi o gap entre os dois primeiros volumes (de 7) de Nausicaä do Vale do Vento, pela JBC. O mercado editoral japonês é notoriamente minucioso, exigente e chato para um cacete com a republicação de suas propriedades. E a coisa piora muito quando se tem na conta um flop embaraçoso (alô, Conrad!). Especialmente daquele país lá, que não é sério.

Neste relançamento em particular, por si só miraculoso, a JBC vem ao menos tratando de colocar os pingos nos i's. Como se deve, aliás.

O probleminha – meu – é que há anos venho lutando contra aquele play maroto no longa animado de 1984, que nunca vi. Sempre prefiro conferir o material original antes da adaptação. Por isso não assisti The Boys até hoje. Só que, neste ritmo, a coisa deve encostar em Futurama.

Em contrapartida, o Nausicaä-filme também é uma obra do próprio mangaká. Então, o Honorável Sr. Hayao Miyazaki que me desculpe, mas estou pensando seriamente em trai-lo. Com ele mesmo.

Será que vou estragar/spoilerar muito a leitura?

Ps: só passando pra confirmar que esse é o típico post "só passando pra..."

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Giménez e os Defensores do Universo


Mestres da Aventura e Ficção é mais um lançamento espertíssimo da Tai Editora. Trata-se de uma antologia de histórias de, duh, aventura e ficção científica produzidas na Argentina durante os anos de chumbo. Apesar de Emilio Balcarce e Juan Zanotto responderem por 2/3 do compilado, dava para enxergar a presença do gigante Juan Giménez a parsecs de distância só pela capa.

E aí vem um momento confissão: decidi apoiar o projeto porque a arte me lembrou uma mistura de Prometheus com Masters of the Universe...

Ps: há pouco, a edição recebeu um recall da Tai. Parece que alguns exemplares saíram com a ordem das páginas trocada. A ver. Mas é assim que faz, editoras.
Pps: por aqui, tudo oquei, com a graça de Kirby.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Os Livros de Jô


“O prazer de comprar é quase tão grande, pra mim, quanto o prazer de ler o livro.”

Por muitos anos não entendi essa afirmação do saudosíssimo Jô Soares, em entrevista ao Roda Viva. Lembro que tentava reduzir a uma semântica involuntária, mais relacionada à objetificação da arte. Mas essa conta não fechava porque: 1 - Jô nunca foi ostentador; 2 - seu amor pela leitura era genuíno e escancarado. A verdade é que ainda não estava pronto.

Muitas compras e algumas leituras depois, entendi o que ele resumiu tão genialmente – e, craque, ainda matou no peito outra questão igualmente periclitante. Uma coisa independe da outra. São maçãs e laranjas.

Em situações mais extremas, isso pode ter relação com a bibliomania, a aquisição compulsiva de títulos em nome da coleção, sem que haja a real intenção de lê-los. Caso dos famosos lombadeiros – e peço 1 minuto de silêncio em homenagem àquele nosso amigo Salvático. Também pode ter relação com a FOMO, ou "fear of missing out" (medo de perder algo), síndrome ligada à ansiedade e gatilho frequente em se tratando de quadrinhos.

E quando o ritmo da aquisição de títulos ultrapassa a nossa capacidade de lê-los?

Nesse caso, o ensaísta e estatístico Nassim Nicholas Taleb cunhou o termo Antibiblioteca. Para ele, os livros não lidos que compõem essa Antibiblioteca são um lembrete constante de tudo o que desconhecemos. Um incentivo para continuarmos lendo, continuarmos aprendendo e nunca ficarmos confortáveis achando que já sabemos o suficiente.

Há quem diga que a Antibiblioteca não difere de uma biblioteca normal, onde também existe "uma coleção de livros não lidos por um extenso período de tempo". É o que diz Kevin Mims, do New York Times, que prefere o conceito do Tsundoku. Mais simplista e pragmático, significa, literalmente, a pilha de livros (ou gibis, revistas, etc) que você comprou e ainda não leu.

Gosto da ideia por trás da Antibiblioteca. Mas seria mais bacana (e honesto) afirmar que do meu home office tenho uma linda vista para uma paisagem Tsundoku...


* Neste post tentei emular o estilo do essencial Leituras do Dia, de Rodolfo S. Filho, que esteja descansando em bom lugar. Nunca chegamos a conversar, mas sempre me diverti e aprendi com as suas publicações. Era visita diária/semanal obrigatória há vários anos. Faz e ainda fará muita falta.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

A Saga Definitiva

A Saga do Homem-Aranha. Por que comprá-la, por que não comprá-la, por que comprá-la...



...comprei-a-a.

É Roger Stern e não posso passar as Sternadas em formato original. Essa fase foi formadora de caráter.

A pegadinha Paninesca da vez é que acompanho caninamente a Edição Definitiva, já no volume 11. O que se traduz como "caraio, as Definitivas estão agora na Amazing Spider-Man #166 e as Sagas começam a partir da #206, será que vai rolar repeteco?"

E nem boto na conta as Spectacular, as Annual e as Team-Up, igualmente compiladas nos dois títulos.

Já rodei por inúmeras caixas de comentários, vi turbas na mesma situação e a Panini fazendo ouvido de mercador. Porcos capitalistas. Sei que se vender mal, eles cancelam até um Big Numbers finalizado. O que não parece ser o caso das Definitivas, que, apesar do preço, exibe um fôlego notável. Mas será que chega lá?

Vou pagar pra ver. De novo.

Foda-se, Peter Parker.

terça-feira, 13 de junho de 2023

Era o cara mais PANK que eu já conheci


Só acreditei quando chegou. Enfim em mãos o trabalho mais anárquico (creio) do barcelonês Francesc "Max" Capdevila. Tirei do plástico, cheirei cocainômanamente, folheei e matei 1/3 da parada num gole.

Foi um golaço-surpresa da editora Comix Zone. A edição está um filé com a obra integral e socada de extras. Juro que toca Garotos Podres em algumas páginas.

Tranquem suas filhas. Peter Pank finalmente voltou dos bueiros da Terra do Nunca Punkilândia...