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segunda-feira, 6 de maio de 2024
Perseguidor implacável
Falcão sendo caçado por um Sentinela defeituoso que jazia num ferro-velho. Leiturinha básica num domingo chuvoso, resgatada no red label Os Heróis Mais Poderosos da Marvel Vol. 19: Falcão, da Salvat.
Quando moleque, lia e relia essa história na Capitão América #78, da Abril, reforçando em versão kaiju as fobias mecatrônicas plantadas no córtex pela face robótica de Yul Brynner em Westworld, pelas fembots de A Mulher Biônica e pelo aterrorizante braço cibernético de Geração Proteus. Brrr.
A ideia de ser perseguido por um robô assassino que se reergue dos escombros para continuar a sua caçada era combustível de pesadelos.
E mais uma para a extensa conta do James Cameron e seu O Exterminador do Futuro, de um ano depois.
A história fazia parte de uma minissérie em 4 capítulos e foi escrita pelo Christopher Priest na época em que ainda assinava como Jim Owsley. Os desenhos são do grande Mark D. Bright, recentemente falecido. Na trama, o pobre Sam Wilson passa um dobrado ao ser confundido com um mutante pelo Sentinela bugado.
O que não lembrava é que a aventura também incluía fortes comentários políticos e sociais – hoje, bem mais instigantes para mim do que eram em tenra idade. É justamente o que faz da mini uma excelente releitura.
Mas admito que rever aquele velho Sentinela A-7 me fez sentir como o Prefeito Marvin Kuzak reencontrando o robô Cain, em RoboCop 2...
quarta-feira, 6 de dezembro de 2023
“I bless the rains down in Africa...”
Notícia velha-para-os-padrões-atuais, mas relevante ainda. Quiçá para sempre.
Não que seja alguma surpresa – e não me surpreendi mesmo. É mais uma polaroid da velha Hollywood em plena ação. Em perspectiva, é tão imoral quanto fascinante. O mundo gira a mil: X-Men: O Confronto Final garantiu a presença VIP de Halle Berry, o delator Matthew Vaughn (e palmas para ele) acabou trabalhando na franquia ao dirigir X-Men: Primeira Classe – portanto, sob mordaça contratual – e todo aquele status quo foi para o vinagre quando a 21st Century Fox fez uma viagem só de ida para a Disneylândia. E adeus à mordaça.
Ou seja, o que importava muito, agora não importa mais nada. A metáfora da vida.
O pior é que o roteiro fake era de fato promissor. Além da ideia cativante (menos para o executivo escroque), mesmo batida para os quadrinheiros veteranos, era uma deixa para futuras abordagens da origem da Tempestade. Quando a internet ainda era mato, já se discutia sobre como a vida pregressa de Ororo Munroe daria um filmão ou uma puta série de TV pelos fóruns e grupos de e-mail que fervilhavam na esteira de X-Men (2000) e X2 (2003) – bons tempos de ócio laboral.
Um ótimo ponto de partida seria o período em que ela era uma jovem ladra nas ruas do Cairo, sendo treinada por Achmed Al-Gibar, mestre da Liga dos Ladrões. Alguns flashbacks dariam conta da trágica morte de seus pais e do trauma que gerou a sua claustrofobia. Nesse meio-tempo, seus dons mutantes começariam a aflorar. Pronto, plot entregue.
Esse background foi montado pela 1ª vez na The Uncanny X-Men #103, em fevereiro de 1977.
Chris Claremont e Len Wein com as artes dos fabulosos John Byrne e Dave Cockrum relaram nesta fase também na Giant-Size X-Men #1, em 1975, e na The Uncanny X-Men #117, em 1979. Salvo engano, nada muito além disso. Apenas levantaram essa bola para ser cortada anos depois, nas boas minisséries Ororo: Before the Storm, de 2005, e Tempestade, de 2006 – fora as referências pontuais ao longo do caminho.
É uma história e tanto. Digna de ser contada fora dos gibis. A Ororo merece.
O diretor Matthew Vaughn revela que deixou de dirigir 'X-Men 3: O Confronto Final', depois que os executivos escreveram...
Publicado por Taverna Marvel em Domingo, 15 de outubro de 2023
Não que seja alguma surpresa – e não me surpreendi mesmo. É mais uma polaroid da velha Hollywood em plena ação. Em perspectiva, é tão imoral quanto fascinante. O mundo gira a mil: X-Men: O Confronto Final garantiu a presença VIP de Halle Berry, o delator Matthew Vaughn (e palmas para ele) acabou trabalhando na franquia ao dirigir X-Men: Primeira Classe – portanto, sob mordaça contratual – e todo aquele status quo foi para o vinagre quando a 21st Century Fox fez uma viagem só de ida para a Disneylândia. E adeus à mordaça.
Ou seja, o que importava muito, agora não importa mais nada. A metáfora da vida.
O pior é que o roteiro fake era de fato promissor. Além da ideia cativante (menos para o executivo escroque), mesmo batida para os quadrinheiros veteranos, era uma deixa para futuras abordagens da origem da Tempestade. Quando a internet ainda era mato, já se discutia sobre como a vida pregressa de Ororo Munroe daria um filmão ou uma puta série de TV pelos fóruns e grupos de e-mail que fervilhavam na esteira de X-Men (2000) e X2 (2003) – bons tempos de ócio laboral.
Um ótimo ponto de partida seria o período em que ela era uma jovem ladra nas ruas do Cairo, sendo treinada por Achmed Al-Gibar, mestre da Liga dos Ladrões. Alguns flashbacks dariam conta da trágica morte de seus pais e do trauma que gerou a sua claustrofobia. Nesse meio-tempo, seus dons mutantes começariam a aflorar. Pronto, plot entregue.
Esse background foi montado pela 1ª vez na The Uncanny X-Men #103, em fevereiro de 1977.
Chris Claremont e Len Wein com as artes dos fabulosos John Byrne e Dave Cockrum relaram nesta fase também na Giant-Size X-Men #1, em 1975, e na The Uncanny X-Men #117, em 1979. Salvo engano, nada muito além disso. Apenas levantaram essa bola para ser cortada anos depois, nas boas minisséries Ororo: Before the Storm, de 2005, e Tempestade, de 2006 – fora as referências pontuais ao longo do caminho.
É uma história e tanto. Digna de ser contada fora dos gibis. A Ororo merece.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Era uma Vez no Noroeste
Publicada em Tex Platinum #4 (outubro/2016), a história "Em Território Selvagem" já é uma velha conhecida dos brasileiros. Saiu lá fora originalmente em Maxi Tex #5 (outubro/2001), foi editada pela Mythos em Tex Anual #4 (dezembro/2002), depois na Platinum e ainda pela Salvat, no volume 45 da coleção Tex Gold (março/2020). Nada mal. E merecido. Em pouco mais de 300 páginas, o roteiro de Mauro Boselli decupa a bem sucedida fórmula do ranger da Bonelli e experimenta perspectivas fora de seu contexto habitual.
Tudo começa com a descoberta de um cadáver portando uma enigmática mensagem para o Coronel Jim Brandon, da Polícia Montada Canadense. Para investigar o caso, o jaqueta vermelha vai até o extremo noroeste selvagem, onde desaparece sem deixar vestígios. Logicamente, seus velhos camaradas Tex Willer e Kit Carson partem em seu encalço numa jornada até os distantes territórios gelados, com ajuda do boa-praça Gros-Jean e da guia indígena Kathy Dawn.
Com essa premissa básica à Josey Wales, Boselli agrega vários elementos clássicos dos Texones a algumas inovações muito bem-vindas. Uma delas é a própria Dawn.
Devo admitir que a personagem balançou alguns sinos da minha memória juvenil. Durante toda a leitura visualizei a jovem Sydney Penny no papel. Certamente pela sua presença marcante em O Cavaleiro Solitário (Pale Rider, 1985), clássico Eastwoodiano da Sessão das Dez, como a contestadora guria Megan Wheele — por sinal, a minha 1ª "crush" de filmes (ass.: dogg, the millennial fake). Assim, a bela, carismática e invocada Dawn, envolvida em uma situação mortalmente ambígua, conquista um protagonismo poucas vezes visto em novatos(as) nos enredos dos pards.
O mesmo se aplica a Jim Brandon, cuja inspiração cinematográfica é destrinchada no ótimo prefácio de Júlio Schneider. Tipo de extra bacanudo que a Mythos sempre fez muito bem, que conste nos autos. Há sequências generosas dedicadas à odisseia solo do bravo Coronel (incluindo trips alucinógenas-Blueberryescas de dar gosto) que evidenciam todo o carinho de Boselli pelo cast de coadjuvantes. Difícil sair da leitura sem desejar um título solo do oficial canadense.
E claro que os vilões também mordem uma gorda fatia da trama. Os violentos indígenas Jericho, Ghost e Nathanael são retratados de forma rústica, mas tridimensional, enfrentando seus próprios desafios logísticos e de pessoal — como a inesperada elaboração do personagem Sombra-que-Foge, capanga nível Z que precisa se virar sozinho atrás das linhas "inimigas".
Isso também inclui o misterioso chefão Golden Eye, com um perfil Bondístico que vai além do pseudônimo. Opa, spoiler?
O genial Alfonso Font brilha nos desenhos como sempre, mas aqui, parece em estado de graça. Seus landscapes cobrindo os biomas congelados das montanhas, vales e florestas do Canadá e do Alasca são de tirar o fôlego. É a oportunidade perfeita para o espanhol voar baixo pelo chiaroscuro (repare o contraste entre as cenas noturnas e diurnas e testemunhe a explosão cerebral de Mike Mignola). Também é certeiro nas linhas duras pero flexíveis e expressivas dos personagens. Tex, em particular, está com um rosto tão sulcado e austero que parece ter saído de um épico de Sergio Leone.
Sem dúvida, artistas mais jovens, como Goran Parlov e Jacen Burrows, beberam muito nesta... Font.
(trocadilho infame na conta do efeito mescalina da arte maioral do Alfonso!)
Um aspecto sempre presente nos gibis do Tex é o dia a dia árduo e sofrido dos heróis retratado da forma mais realista e crua possível. Quanto mais difícil e extenuante, melhor e faz a expressão "o que vale é a jornada" ganhar contornos bem mais intimistas e imersivos. Aqui não é diferente — aliás, qualquer capa que tenha o Tex com neve até o joelho são um convite irresistível pra mim, pois já sei que os perrengues serão imensos e as reclamações do friento Carson maiores ainda...
Essa abordagem mais orgânica geralmente é limada dos comics de super-heróis, mas rende horrores em ambientações de época ou pós-apocalípticas. Funciona nas viagens do Conan pela Hiperbórea, funcionava nas tortuosas road trips de The Walking Dead (quem não lembra dos protagonistas matando a fome com ração canina e se apertando num trailer fedido a suor e mijo?) e funciona muito nas cavalgadas de Tex pelo Velho Oeste, onde a engenhosidade e as técnicas de sobrevivência são lei. Aqui ele chega ao despojamento de ter as roupas secando num varal enquanto faz uma pausa para lamber as feridas.
E que pausas. E que feridas.
Um equívoco comum é achar que Tex é um mocinho à moda antiga, daqueles que só atiram na arma ou no ombro dos inimigos. A fama de bom moço realmente o precede. E não descarto motivos como seu inabalável código de honra ou seu compromisso irrestrito com a lei, mas acho que a camisa amarela reluzente tem mais culpa nesse cartório. A verdade é que Tex Willer é um dos maiores carniceiros que já pisaram numa página de história em quadrinhos.
Em 1997, no livro Non Son Degno di Tex, o genovês Claudio Paglieri esmiuçou o body count do ranger, que passava da casa dos milhares. Em 2008, o autor fez uma recontagem atualizada e aterradora: até aquele momento, Willer havia levado 78 tiros (sendo 23 na cabeça!!) e despachado nada menos que 2.783 almas para o inferno.
Yippee-ki-yay, motherfucker!
Ao longo de "Em Território Selvagem", além das baixas em combate direto, o ranger manda vários evil-nativos para o além numa só tacada (ou, no caso, explosão) com uma frieza e profissionalismo de dar inveja a meninos como Frank Castle e Adrian Chase.
Será que um dia sai um "Old Man Tex", com o ranger amargando uma velhice à William Munny, de Os Imperdoáveis? Esse merecia...
TecaLibri: Non Son Degno di Tex
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
Departamento de promoções
O saldo final da Black Friday foi aquele já conhecido "bom-mas-podia-ser-melhor". O assombro das primeiras vezes já passou, de lá pra cá a Amazon dominou e é o que tem pra hoje. Ainda assim, consegui aproveitar e dar baixa em várias coisas de várias listas. No setor dos quadrinhos, resolvi o que tinha pra resolver com a Salvat, botei em dia algum material da Mythos, ri das promoções nonsense da Eaglemoss e recebi há pouco o pacote da Panini - não só o último da leva, como meu último pacote de gibis do ano.
Assim espero.
Justiceiro: Valley Forge é o 4º Deluxe do Caveirão. Um calhamaço de mais de 500 páginas que finaliza o espetacular run de Garth Ennis no título (depois assumido por Gregg Hurwitz) e trazendo complementos generosos: os one-shots The Cell (2005), The Tyger (2006) e The End (2004), além da mini solo completa do inesquecível vilão Barracuda - quem acompanha o blog, sabe que eu sou fã do rapaz. Um dos quadrinhos mais extremos, densos e complexos já feitos. Obrigatório é pouco.
Tinha adorado a capa de Mulher-Gato #1, mas ainda estava na dúvida. Há tempos não leio nada realmente empolgante da gatinha - desde Um Crime Perfeito, pra ser exato. E não conheço nada do trabalho prévio da desenhista e roteirista Joëlle Jones, mas uma googlada de reconhecimento me deu um belo cartão de visitas - além do fato da moça contabilizar três indicações ao Eisner. Em que pese também a parceria com a experiente Laura Allred, resolvi conferir o que essa Selina tem.
Já estava acompanhando a nova fase do Lanterna Verde por Grant Morrison, atualmente na edição #12 lá fora. Suas ideias e conceitos são, como sempre, lisergia pura - mas dessa vez, dando um barato do bom, sem bad trips. Porém, o que me fez sair do DC (++) e colaborar com a DC (Comics) foi o traço lindamente escalafobético do brit Liam Sharp, um dos melhores parceiros que o escocês voador já teve na vida. O homem está desenhando uma barbaridade. Pra daqui a 15 anos erguer essas edições e mandar a plenos pulmões (provavelmente pro espelho): "eu comprei isso na época!"
One-Punch Man é uma das coisas mais divertidas que já li na vida, mas aí vai uma pequena mea culpa: estacionei lá pelo vol. 12 ou 13 já há um bom tempo. O roteiro miniminimalista de ONE e os traços vertiginosos de Yusuke Murata mantiveram o nível tão alto e ainda tão refrescante que cultivei uma retranquinha antes de alguma (inevitável) queda de qualidade. Mas segui pegando e vou me atualizar assim que abrir uma brecha. O que, no caso do Saitama, é trabalho pra 10-15 minutos, no máximo. One-Punch read.
Surreal receber em mãos uma nova edição da Biblioteca Don Rosa pela Panini, no mesmo formato dos volumes da Abril e do ponto onde a coleção parou. Ainda tenho lá, "O Solvente Universal" cancelado na lista de desejos da Amazon. Virou o meu "Wilson". E hoje nós dois vamos tomar todas pra comemorar. Louco é a mãe.
E seguem mais dois volumes de A Espada Selvagem de Conan - A Coleção, as aquisições que mais me dão alegria atualmente. Parece até vingança pelas ESC da Abril nunca adquiridas em tenra idade ou um acerto de contas após décadas de quadrinhos com storytelling de videoclipe e personagens sem culhões (excetuando, claro, os sacudos da Bonelli). E até é, mas também dá uma olhada nas contribuições constantes nas capas. É Roy Thomas, John Buscema, Alfredo Alcala, Dick Giordano, Tony DeZuñiga e toda a sorte de demônios picto-filipinos com o fogo do inferno ebulindo a tinta de seus nanquins. Até o Necronomicon morre de inveja dessa coleção. Puta que o pariu.
Por enquanto é só, pessoal. E antes que eu me esqueça...
Senhor, agradeço por esse material que irei devorar assim que tirar do plástico. Em nome do Stan, do Kirby, do Steve Ditko, amém.
Assim espero.
Justiceiro: Valley Forge é o 4º Deluxe do Caveirão. Um calhamaço de mais de 500 páginas que finaliza o espetacular run de Garth Ennis no título (depois assumido por Gregg Hurwitz) e trazendo complementos generosos: os one-shots The Cell (2005), The Tyger (2006) e The End (2004), além da mini solo completa do inesquecível vilão Barracuda - quem acompanha o blog, sabe que eu sou fã do rapaz. Um dos quadrinhos mais extremos, densos e complexos já feitos. Obrigatório é pouco.
Tinha adorado a capa de Mulher-Gato #1, mas ainda estava na dúvida. Há tempos não leio nada realmente empolgante da gatinha - desde Um Crime Perfeito, pra ser exato. E não conheço nada do trabalho prévio da desenhista e roteirista Joëlle Jones, mas uma googlada de reconhecimento me deu um belo cartão de visitas - além do fato da moça contabilizar três indicações ao Eisner. Em que pese também a parceria com a experiente Laura Allred, resolvi conferir o que essa Selina tem.
Já estava acompanhando a nova fase do Lanterna Verde por Grant Morrison, atualmente na edição #12 lá fora. Suas ideias e conceitos são, como sempre, lisergia pura - mas dessa vez, dando um barato do bom, sem bad trips. Porém, o que me fez sair do DC (++) e colaborar com a DC (Comics) foi o traço lindamente escalafobético do brit Liam Sharp, um dos melhores parceiros que o escocês voador já teve na vida. O homem está desenhando uma barbaridade. Pra daqui a 15 anos erguer essas edições e mandar a plenos pulmões (provavelmente pro espelho): "eu comprei isso na época!"
One-Punch Man é uma das coisas mais divertidas que já li na vida, mas aí vai uma pequena mea culpa: estacionei lá pelo vol. 12 ou 13 já há um bom tempo. O roteiro miniminimalista de ONE e os traços vertiginosos de Yusuke Murata mantiveram o nível tão alto e ainda tão refrescante que cultivei uma retranquinha antes de alguma (inevitável) queda de qualidade. Mas segui pegando e vou me atualizar assim que abrir uma brecha. O que, no caso do Saitama, é trabalho pra 10-15 minutos, no máximo. One-Punch read.
Surreal receber em mãos uma nova edição da Biblioteca Don Rosa pela Panini, no mesmo formato dos volumes da Abril e do ponto onde a coleção parou. Ainda tenho lá, "O Solvente Universal" cancelado na lista de desejos da Amazon. Virou o meu "Wilson". E hoje nós dois vamos tomar todas pra comemorar. Louco é a mãe.
E seguem mais dois volumes de A Espada Selvagem de Conan - A Coleção, as aquisições que mais me dão alegria atualmente. Parece até vingança pelas ESC da Abril nunca adquiridas em tenra idade ou um acerto de contas após décadas de quadrinhos com storytelling de videoclipe e personagens sem culhões (excetuando, claro, os sacudos da Bonelli). E até é, mas também dá uma olhada nas contribuições constantes nas capas. É Roy Thomas, John Buscema, Alfredo Alcala, Dick Giordano, Tony DeZuñiga e toda a sorte de demônios picto-filipinos com o fogo do inferno ebulindo a tinta de seus nanquins. Até o Necronomicon morre de inveja dessa coleção. Puta que o pariu.
Por enquanto é só, pessoal. E antes que eu me esqueça...
Senhor, agradeço por esse material que irei devorar assim que tirar do plástico. Em nome do Stan, do Kirby, do Steve Ditko, amém.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2019
A Volta Selvagem de Conan
Recém agregadas A Espada Selvagem de Conan - A Coleção volumes 5 e 6. Agora sim acaba a vantagem das edições-teste da Salvat e começa a ESC clássica pela Panini pra mim.
Folheando rapidamente, eliminei as últimas dúvidas sobre embarcar na empreitada. Não é opção e, agora percebo claramente, nunca foi. Todos aqueles nomes creditados na parte inferior das capas não estiveram ali a passeio. É material de excelência. Não é só quadrinho, adaptação de livro ou cultura pop. É outro bicho.
E ver o cimério me encarando decidido e com sangue nos olhos após tantas frustrações e incertezas...


Crom!
Bonus tracks: meus primeiros Martin Mystère e Zagor.
Loiras...
Folheando rapidamente, eliminei as últimas dúvidas sobre embarcar na empreitada. Não é opção e, agora percebo claramente, nunca foi. Todos aqueles nomes creditados na parte inferior das capas não estiveram ali a passeio. É material de excelência. Não é só quadrinho, adaptação de livro ou cultura pop. É outro bicho.
E ver o cimério me encarando decidido e com sangue nos olhos após tantas frustrações e incertezas...
Crom!
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sexta-feira, 27 de setembro de 2019
A Coleção Definitiva do Homem-Aranha: saldo (quase) final
Entre mortos, feridos, formatinhos e uma lombada formando um The Thing
O Hulk e o Homem-Aranha sempre foram meus personagens de cabeceira. Comecei com eles e, suspeito, é com eles que vou terminar. Enquanto o catálogo BR do Verdão anda numa fase interessante, com a bem-sucedida Coleção Histórica Marvel e o revisionismo bacanudo de O Imortal Hulk, o Teioso já amarga alguns anos com uma atribulada grade de programações. Especialmente para os leitores que nunca saíram da velha escola, como este que vos rabisca.
Recentemente, a Edição Definitiva Vol. 1 reacendeu a velha faísca, mesmo prejudicada pelas polêmicas da 1ª tiragem mal editada. Tudo corrigido, resolvi apostar, sem garantia de continuidade e muito menos de ace$$ibilidade. Seja o que Tio Ben quiser.
O fato é que, há uns meses, tive uma epifania: preciso fazer uma coleção do Homem-Aranha antes de morrer. Ou morrer tentando. E quem me deu o primeiro estalo neste sentido foi a já descarrilhada A Coleção Definitiva do Homem-Aranha, da Salvat. Sem brincadeira.
Claro que essa coleção "definitiva" é dolorosamente irregular e nem em sonho (ou pesadelo) eu pegaria inteira. E ainda passei um punhado das edições legais: A Saga da Plaqueta Ancestral (vol. 30) tenho completa nas CHM's Homem-Aranha vols. 3 e 7, Homens sem Medo (vol. 39) tenho a aventura principal em Super-Heróis Premium Homem-Aranha #15, A Morte de Jean DeWolff (vol. 8) - nossa resenha da saga já completou 14 aninhos - junto com A Última Caçada de Kraven (vol. 35) tenho até em versão 4D com esguicho de água no rosto e cadeira sacudindo. Já o Gatuno Hobie Brown na capa de O Rapto de Mary Jane (vol. 24) apela aos meus sentimentos mais vermísticos, porém tenho problemas psicológicos com o traço do Todd McFarlane.
Em contrapartida, pude botar minhas patas em pérolas como Nada Pode Deter o Fanático! (vol. 26), A Saga Original do Clone (vol. 3, uma leve atualizada na coleção), o freakshow de A Marca do Tarântula (vol. 34), A Morte da Tia May (vol. 21 - ah, a arte do Keith Pollard!), a divertida A Vingança de Venom (vol. 40) e o icônico "erro estratégico" O Casamento (vol. 14). Tudo finalmente em formato americano, na íntegra e com papel gostoso.
Uma pequena-mas-charmosinha seleção. Contudo... ainda faltava um, Caça ao Aranha (vol. 22, mas o último lançado pela editora, vai entender). Então, por que comprá-lo, por que não comprá-lo, por que comprá-lo, por que não comprá-lo...
Revisitando meus formatinhos da Abril, lembrei que o arco Temporada de Caça traz uma narrativa decente para o bom e velho Spidey. E ainda aquele encontrão com o Tarântula Negra...
O Tarântula Negra - o argentino Carlos LaMuerto - é o Slade Wilson do Cabeça de Teia. Ou era pra ser. Sem mais.
Comprei-o-o.
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terça-feira, 9 de outubro de 2018
Dia das Crianças nada selvagem
E então, a Salvat anunciou aos assinantes da coleção A Espada Selvagem de Conan que a série mais uma vez será adiada. Ou seja, o que já era ruim, acabou por encher meu coração com sentimentos pouco humanitários.
Lá vão meus 5 cents: desde a suspensão da distribuição em bancas dos títulos da editora... que já não eram muito assíduos por lá... ficou evidente a possibilidade de adiamento e até de cancelamento da coleção. Colocando um pouco de lado as paixões e a sensação de bolada nas costas, é compreensível a decisão da Salvat - e também da Mythos, que foi igualmente ligeira em colocar o revólver de volta ao coldre.
Nenhuma empresa adotaria um prejuízo de estimação só pra fazer a alegria do público. E não há engenharia financeira no mundo que contorne este cenário de incertezas. Mas o didatismo da situação é gritante.
A implosão da Abril/Total deu uma aula sobre os perigos de um mercado mal-regulado, com baixa competitividade e vulnerável à ações de cunho monopolizante. E isso é o sintoma de um problema maior, mais complexo e muito mais grave do que ver o prazer de ler um gibizinho do bárbaro se esvaindo pelo ralo - embora, para mim, seja motivo mais que suficiente para um levante popular massivo exigindo Ragnarök-Já.
Pelo (não) visto, a aguardada reedição de A Espada Selvagem de Conan fica pra próxima. De novo. Se tivermos sorte. Ano que vem? Só Crom sabe.
Para um velho guerreiro cimério sobrevivendo em terraarrasada brazilis, esse é mais um assunto que pesará sobre a sua preocupada cabeça...
Ai, ai. Que dias.
Por obséquio, alguém poderia verificar se no último final de semana foi lido algum texto sumério escrito com sangue ou se abriram acidentalmente algum portal para o reino de Cthulhu?
Folheadão na quadra inicial e, talvez, final
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 1
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 2
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 3
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 4
Enquanto isso, nos Trumps Unidos da América...
Novo run de Savage Sword of Conan pela Marvel com escritos de Gerry Duggan (Deadpool: Meus Queridos Presidentes), desenhos de Ron Garney (habituée no Demolidor de Charles Soule) e, malditos cães pictos, cores de Richard Isanove (Marvel 1602). Independente do resultado, momento histórico por si só.
Lançamento programado para fevereiro de 2019. Lá tenho certeza que sai.
Lá vão meus 5 cents: desde a suspensão da distribuição em bancas dos títulos da editora... que já não eram muito assíduos por lá... ficou evidente a possibilidade de adiamento e até de cancelamento da coleção. Colocando um pouco de lado as paixões e a sensação de bolada nas costas, é compreensível a decisão da Salvat - e também da Mythos, que foi igualmente ligeira em colocar o revólver de volta ao coldre.
Nenhuma empresa adotaria um prejuízo de estimação só pra fazer a alegria do público. E não há engenharia financeira no mundo que contorne este cenário de incertezas. Mas o didatismo da situação é gritante.
A implosão da Abril/Total deu uma aula sobre os perigos de um mercado mal-regulado, com baixa competitividade e vulnerável à ações de cunho monopolizante. E isso é o sintoma de um problema maior, mais complexo e muito mais grave do que ver o prazer de ler um gibizinho do bárbaro se esvaindo pelo ralo - embora, para mim, seja motivo mais que suficiente para um levante popular massivo exigindo Ragnarök-Já.
Pelo (não) visto, a aguardada reedição de A Espada Selvagem de Conan fica pra próxima. De novo. Se tivermos sorte. Ano que vem? Só Crom sabe.
Para um velho guerreiro cimério sobrevivendo em terra
Ai, ai. Que dias.
Por obséquio, alguém poderia verificar se no último final de semana foi lido algum texto sumério escrito com sangue ou se abriram acidentalmente algum portal para o reino de Cthulhu?
Folheadão na quadra inicial e, talvez, final
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 1
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 2
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 3
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 4
Enquanto isso, nos Trumps Unidos da América...
Novo run de Savage Sword of Conan pela Marvel com escritos de Gerry Duggan (Deadpool: Meus Queridos Presidentes), desenhos de Ron Garney (habituée no Demolidor de Charles Soule) e, malditos cães pictos, cores de Richard Isanove (Marvel 1602). Independente do resultado, momento histórico por si só.
Lançamento programado para fevereiro de 2019. Lá tenho certeza que sai.
sexta-feira, 16 de março de 2018
Os editores da Salvat adiam o lançamento da Coleção “A Espada Selvagem”...
Pois é. Aquele silêncio estava mesmo esquisito.
A despeito do baque, a reação geral tem sido uma só: um $u$piro de alívio. Segundo o comunicado, a épica coleção ficou para o 2º semestre de 2018.
"Sabemos o quanto vocês estão ansiosos para a chegada de Conan, e estamos tão ansiosos quanto, mas essa adaptação na data foi necessária para garantir a produção e distribuição adequada da integralidade da obra."
Além da justa justificativa - particularmente a tal "produção adequada da integralidade da obra", copiaram tradutores e revisores salvatianos? - é engraçado acompanhar nos comentários a
Nunca vi uma empresa tão preocupada com o bem-estar financeiro do consumidor. Nem parece aquelas editoras que lançam coleções e extensões ao mesmo tempo e algumas até de surpresa.
Longe de mim reclamar. São alguns shillings a mais para gastar nas tavernas mais vagabundas da Neo-Hibórea. Aye!
Quadra inicial de volumes – 1as. impressões:
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 1
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 2
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 3
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 4
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Avante, Salvat!
Sabe aquele momento no programa do Silvio Santos em que um participante já ganhou uma boa quantia em espécie e, já pronto pra partir felizão pra casa, recebe do faustiano apresentador uma proposta que triplica/quintuplica/decuplica o prêmio num tudo-ou-nada irresistível?
Pois é. A editora Salvat é o Silvio Santos do mercado brasileiro de quadrinhos. Mah-oeee.
Eu, que já vislumbrava a 3ª idade da relação com os gibis, à base de Bonellis, linhas claras e bárbaros cimérios, me vi tragado de volta à singularidade adolescente e colorida do mainstream super-heróico. Ah, para, ô.
Mas tenho meus motivos.
Essa é nada menos que uma das melhores fases dos Vingadores, com a parceria clássica-sim-clássica de Kurt Busiek e George Pérez explorando a quintessência de uma super-equipe. É o suprassumo do super-heroísmo. Juro pelas pinups de Jordi Bernet: se já vi os Vingadores batendo a Liga da Justiça alguma vez em seu próprio território, foi aqui.
Segue a grade dos três tomos (1.136 omnibústicas páginas no total!), incorporando espertamente alguns títulos extra-Avengers adjacentes.
Tenho a maior parte desse run nos formatinhos e formatões derradeiros da Abril e a coisa toda digitalizada pela Marvel há alguns anos. E vai pra estante. Com a caixinha.
Só a edição 01 coletando, entre outras coisas, a descaralhante Grandes Heróis Marvel v2 #6 praticamente na íntegra (faltou o gibi #10 do Mercúrio) trazendo o inferno pessoal da minha adorada Carol Danvers, já me justifica esse desatino financeiro. Fora que lá vem Conan, Tex Gold, Vilões Mais Poderosos, extensões...
Por favor, alguém pare a Salvat.
Ps: a bem da verdade, só remanejei a verba dacancelada Black Friday da Mythos deste ano. Limões & limonadas...
Pps: SQN... a Mythos incorporou um 1º de Abril em novembro e mandou ver numa BF esticada!
Pois é. A editora Salvat é o Silvio Santos do mercado brasileiro de quadrinhos. Mah-oeee.
Eu, que já vislumbrava a 3ª idade da relação com os gibis, à base de Bonellis, linhas claras e bárbaros cimérios, me vi tragado de volta à singularidade adolescente e colorida do mainstream super-heróico. Ah, para, ô.
Mas tenho meus motivos.
Essa é nada menos que uma das melhores fases dos Vingadores, com a parceria clássica-sim-clássica de Kurt Busiek e George Pérez explorando a quintessência de uma super-equipe. É o suprassumo do super-heroísmo. Juro pelas pinups de Jordi Bernet: se já vi os Vingadores batendo a Liga da Justiça alguma vez em seu próprio território, foi aqui.
Segue a grade dos três tomos (1.136 omnibústicas páginas no total!), incorporando espertamente alguns títulos extra-Avengers adjacentes.
Marvel Edição Especial Limitada Ed. 01 - Os Vingadores: Avante, Vingadores!
Avengers (vol. 3) 1-11, Avengers Annual 1998, Captain America (vol. 3) 8, Iron Man (vol. 3) 7 e Quicksilver (vol. 1) 7
Marvel Edição Especial Limitada Ed. 02 - Os Vingadores: Ultron Ilimitado
Avengers (vol. 3) 0, 12-22 e Avengers Annual 1999
Marvel Edição Especial Limitada Ed. 03 - Os Vingadores: Lendas Vivas!
Avengers (vol. 3) 23-34 e Thunderbolts (vol. 1) 42-44
Tenho a maior parte desse run nos formatinhos e formatões derradeiros da Abril e a coisa toda digitalizada pela Marvel há alguns anos. E vai pra estante. Com a caixinha.
Só a edição 01 coletando, entre outras coisas, a descaralhante Grandes Heróis Marvel v2 #6 praticamente na íntegra (faltou o gibi #10 do Mercúrio) trazendo o inferno pessoal da minha adorada Carol Danvers, já me justifica esse desatino financeiro. Fora que lá vem Conan, Tex Gold, Vilões Mais Poderosos, extensões...
Por favor, alguém pare a Salvat.
Ps: a bem da verdade, só remanejei a verba da
Pps: SQN... a Mythos incorporou um 1º de Abril em novembro e mandou ver numa BF esticada!
terça-feira, 17 de outubro de 2017
CONCUBINAS DE ISHTAR!
Na conexão cimério-capixaba da vez, A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 4: O Conquistador. O volume compreende de Savage Sword of Conan #8 a #11 e deixa evidente o quão multifacetado era o título. Estão ali contos curtos, aventuras mais longas e sagas divididas em várias partes que se tornaram momentos essenciais para a compreensão da trajetória do bárbaro. Essa diversificação também era característica da seleção de artistas sob o comando de Roy Thomas - sem, logicamente, ofuscar o protagonismo do lendário John Buscema.
Olhando em retrospecto - e em tempo real, agora, com "A Coleção" da Salvat - fica difícil pensar num título mais complexo do que Savage Sword of Conan. Apesar de metódico e obsessivo, o criador Robert E. Howard não era exatamente um adepto da continuidade. Mapear e adaptar a atribulada vida do bárbaro em ordem cronológica sempre foi um verdadeiro desafio para editores, roteiristas, tradutores, etc. Fosse nos dias de hoje, cabeças rolariam entre as deadlines industriais da Marvel.
É aí que, lá pelas tantas deste volume ("Conan, o Conquistador - parte 5: A Estrada para Acheron", 1976), surge do nada a 1ª menção em SSC à Zenóbia, futura esposa do Conan-Rei de Aquilônia.
Zenóbia havia estreado dois anos antes, em Giant-Size of Conan #2, edição não coletada nesta série por razões óbvias. Mas para entender plenamente a relação entre os dois e a linha do tempo que levou o cimério à coroa, é imperativa também a leitura do conto "A Hora do Dragão", cuja adaptação para os quadrinhos começa na Giant-Size of Conan #1 anterior, vai até a #4 e segue aqui sob o nome "Corsários Contra Stygia" até o fechamento da saga "O Conquistador" - precisamente nestas SSC #8-10. Crom!
Um embróglio editorial difícil de desenrolar e que passa ao longe da jurisdição d'A Coleção salvatiana. E evidentemente uma bola levantada perfeitinha para a Mythos cortar impiedosamente com seu megaluxuoso Conan: O Conquistador. Ora, mas que diacho, hm?
Voltando ao quarto volume, temos novamente a trinca-padrão com a intro de Max Brighel, a galeria de capas e as minibios de Thomas & Buscema.
E arrisco afirmar que, se Buscema e Windsor-Smith não existissem, o Conan oficial dos quadrinhos seria o de Pablo Marcos. Em "A Maldição da Deusa-Gato", o cimério ronca e vomita fogo, como se um cometa explodisse dentro de um vulcão em erupção*, pronto responder a um simples "bom dia" com uma machadada na testa. Perto dele, os personagens de Hokuto no Ken fugiriam correndo para a aula de balé mais próxima!
* parafraseando meu personal Obi-Wan Berrah de Alencar!
Claro que não podia deixar de destacar a saga em seis partes "A Fortaleza dos Condenados". Essa foi realmente minha menina dos olhos deste vol. 4. Em sua maior parte pela química do traço de John Buscema com a arte-final soberba do filipino Yong Montano. O homem é um monstro do nanquim, um mestre nas sombras, detalhes, texturas e expressões. Ao mesmo tempo em que traz uma pegada densa e carregada, também turbina as sequências de Buscema com um dinamismo que poucas vezes vi.
Um espetáculo que rouba a cena até mesmo da histórica aventura-título. Obrigatório é pouco.
Junto com o volume, a Salvat incluiu uma cartinha bastante cordial agradecendo o apoio à "distribuição local avançada" e se disponibilizando para o ressarcimento dos valores gastos nos 4 volumes.
Obrigado, mas passo. So far, so good.
Então... será que finalizaram os testes? E qual terá sido o resultado?
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 1
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 2
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 3
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017
CROM E MITRA!
Dando sequência à saga do lendário bárbaro/capitão/pirata/rei cimério, a Salvat lança pelos circuitos setorizados A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 3: A Maldição da Lua Crescente. Em três edições pontualmente quinzenais, a editora deve ter tirado algumas lições preciosas com a recente distribuição de materiais com baixa tiragem. Ao contrário das coleções da Marvel em capas preta e vermelha, a regularidade aqui tem sido britanicamente impecável.
Da treta muito louca da Panini (parceira na empreitada) com a distribuidora Total-ex-Dinap, pelo visto, só chegou a "marolinha" - e vamos bater na madeira 3 vezes, por favor.
O que mudou? Não faço ideia, já que esse tipo de informação as editoras brasileiras guardam como se fossem códigos de ogivas nucleares. Me atenho aos fatos - e volumes - empíricos.
Por exemplo, a única grande mudança ardeu os olhos, mesmo já prévia e fartamente anunciada.
Já distante dos idílicos tostões que custearam os dois primeiros volumes, o preço real de 44,90 reais foi realmente de um choque de realidade. O que me leva a mais e melhores cálculos e à possibilidade concreta de dar um hiatão nesses posts E$pada $elvagem, além de repensar o timing da entrada de cabeça nas assinaturas do ano que vem. E o mais importante, tomar um remédio para verme extraforte.
Voltando aos fatos, o pacote bárbaro daqui pra frente não será mais pacote: só a edição lacrada.
Menos glamouroso, mais prático = Melhor assim.
Entre as histórias, Alfredo Alcala dá mais um show de finalização no clássico "A Cidadela no Centro do Tempo", o veterano dos gibis de terror Sonny Trinidad (ah, esses filipinos) deixa sua marca em "O Terror Dorme Sob a Areia" e até a arte estranha e vanguardista de Alex Niño (ah, esses filipinos²) combina bem com a história estranha e vanguardista de "O Povo da Escuridão". E claro que não poderia deixar de destacar o arco-título em oito capítulos onde Conan se vê às voltas com a linda e traiçoeira bruxa Salomé.
É nesse épico de Roy Thomas e John Buscema que acontece um dos momentos mais icônicos do personagem, transposto inclusive para o filme de 1982: a crucificação de Conan e a antológica sequência do abutre na "Árvore da Morte". Com certeza, uma das minhas aventuras favoritas do cimério.
Infelizmente, também é ali que a problemática digitalização da Dark Horse faz mais vítimas. Desta vez, foi a arte-final de The Tribe - o time de filipinos que finalizava artes para a Marvel e que tinha em suas fileiras o grande Tony DeZuñiga (ah!). Cheia de nuances suaves nos sombreamentos e tons de cinza e/ou aguados®, o acabamento orgânico e mundano da equipe levou um banho de água sanitária da editora do cavalo preto.
Detalhes de painéis mais trabalhados ficaram bem apagados, lembrando aquelas famigeradas impressões pixelizadas que ninguém gosta de lembrar. Basta comparar algumas das amostras com as respectivas artes originais. Em alguns quadros o nanquim vira um lápis. De lascar.
Friso, não é culpa da Salvat, os arquivos digitais já vieram assim, é o que tem pra hoje, etecétera e tal.
Felizmente, no restante da edição a parte gráfica segue em bom nível. O volume defende com tranquilidade o status de acervo histórico da série e, confesso, é algo emocionante ver A Espada Selvagem de Conan já atingindo seu #7 original bem adaptado, na íntegra e em capa dura.
Parece até que já estou vendo algo se formando no horizonte...
Sim, sim... estou vendo algo! Estou vendo algo!!
Só gostaria de ter uma casa maior ao redor dessa estante.
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 1
A Espada Selvagem de Conan - A Coleção vol. 2
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