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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Nosferatu de Henrik Galeen

Nosferatu parece trazer um Robert Eggers diferente de tudo o que ele mostrou até aqui. Ou talvez seja o trailer aplicando um corta-luz em quem esperava drops atmosféricos de slow burn.


Produção suntuosa, tomadas épicas, cenografia lindamente gótica, trilha histriônica na veia da velha Hammer. Um grande exercício de estilo, como Drácula de Bram Stoker foi há 32 anos.

Plus, as filmagens foram na República Tcheca, como convém, o tétrico Conde Orlok é personificado pelo Bill Skarsgård e o lançamento será em pleno Natal. Tudo muito promissor.

O clássico expressionista alemão está em boas mãos garras. Mas nada que ameace o reinado da melhor releitura de Nosferatu já feita.

Irônico ver o Willem Dafoe retornando aos domínios nosferatescos, só que desta vez do outro lado das presas...

domingo, 15 de maio de 2022

A Espada Selvagem de Amleth


A forja


Os ensinamentos


O massacre


O sobrevivente


Os algozes


O escravo


O guerreiro


A espada ancestral


A bruxa


O lobo entre os cordeiros


O condenado e suas companhias aladas


A vingança


A decapitação

Só Heimdall para desatar o emaranhado que as Nornes teceram caprichosamente neste trecho do destino. Ontem foi o quadragésimo outono de Conan, o Bárbaro, exatamente o dia em que o antecipadíssimo O Homem do Norte (The Northman, 2022) chegou ao alcance de uma maioria de desonrosos que não tombaram em batalha. Os paralelos entre os filmes são visíveis até das paragens mais longínquas da Bifrost. No decorrer de O Homem do Norte, assisti atônito a reedição não apenas da premissa, mas também dos aspectos estruturais eternizados pelo clássico bastardo de John Milius.

"Arquétipos", sei. Ou reflexo da lenda escandinava original.

Não é nada disso: é o timing desses arquétipos, da narrativa, do pacing. Mediocridade cinemática não é. Todos sabemos (sabemos?) do talento de Robert Eggers, um dos cineastas mais interessantes dos últimos tempos. E O Homem do Norte é um espetáculo assim mesmo. Mas por esse pequeno detalhe, o cinturão viking permanece com Nicolas Winding Refn. Odin seja louvado.

Melhor filme do ano?²³²³²³. Se acabar sendo, ótimo. Mas tomara que não.

Ps: cara, como amo a Björk. Ela já nasceu pronta, hm?