A forja
Os ensinamentos
O massacre
O sobrevivente
Os algozes
O escravo
O guerreiro
A espada ancestral
A bruxa
O lobo entre os cordeiros
O condenado e suas companhias aladas
A vingança
A decapitação
Só Heimdall para desatar o emaranhado que as Nornes teceram caprichosamente neste trecho do destino. Ontem foi o quadragésimo outono de
Conan, o Bárbaro, exatamente o dia em que o antecipadíssimo
O Homem do Norte (
The Northman, 2022) chegou ao alcance de uma maioria de desonrosos que não tombaram em batalha. Os paralelos entre os filmes são visíveis até das paragens mais longínquas da Bifrost. No decorrer de
O Homem do Norte, assisti atônito a reedição não apenas da premissa, mas também dos aspectos estruturais eternizados pelo clássico bastardo de
John Milius.
"Arquétipos", sei. Ou reflexo da
lenda escandinava original.
Não é nada disso: é o timing desses arquétipos, da narrativa, do
pacing. Mediocridade cinemática não é. Todos sabemos (
sabemos?) do talento de
Robert Eggers, um dos cineastas mais interessantes dos últimos tempos. E
O Homem do Norte é um espetáculo assim mesmo. Mas por esse pequeno detalhe, o cinturão viking permanece com
Nicolas Winding Refn. Odin seja louvado.
Melhor filme do ano?²³²³²³. Se acabar sendo, ótimo. Mas tomara que não.
Ps: cara, como amo a Björk. Ela já nasceu pronta, hm?