Mostrando postagens com marcador Porra Panini!. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Porra Panini!. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de janeiro de 2024

Depart... Corregedoria de aquisições


Quando foi publicada pela Panini em agosto de 2022, Supergirl: Mulher do Amanhã foi direto para a lista completa-carrinho – também conhecida como zera-frete. O que foi indigno e burro da minha parte, não precisa me informar. O megahit de Tom King e da talentosíssima Bilquis Evely não apenas varreu o mundo em velocidade warp, como será a base do filme solo da heroína no DCU do James Gunn. É uma Genki Dama de moral quadrinhístico.

Isso me deixou tranquilo para empurrar a aquisição com a barriga por mais uns bons 4 meses. Procrastinei por mais uns 2, com a mini ainda hypadaça e, teoricamente, hors concours no catálogo.

Até que um dia resolvi ensacolar e voilá:

Produto indisponível.

"Sem problema", pensei errado. "Vou à caça e resolvo rapidinho", permaneci no erro.

Da noite pro dia, o encadernado evaporou da web. Esgotou em todas as lojinhas e sebos online, varejistas, marketplaces e até nos maloqueiros deviantes da OLX. Na verdade, só encontrei um único exemplar à venda na Shopee por módicos 310 lulas + frete. Só 227% em cima do preço de capa – o anúncio continua lá.

O jeito foi ativar a notificação no site da Panini, sentar e esperar. Mesmo que isso tenha o efeito de uma supernova na bioquímica de um verme colecionador. E após as sagas homéricas para botar as mãos em O Evangelho Segundo Lobo, Hellboy: Edição Gigante e os dois John Constantine, Hellblazer da Denise Mina, isso seria só mais um passeio no parque. Bom... nem tanto.

Quase 1 ano de espera e nada. O departamento comercial da Panini claramente se inspirou na "estratégia" da HQM no auge da febre The Walking Dead. Mas pelo menos me deu a chance de acompanhar em 1ª mão uma dessas anomalias que testemunhamos de vez em quando em compras online.

Primeiro. nunca subestime a Estante Virtual. Já encontrei relíquias a preço de banana por lá e fui prontamente ressarcido em eventuais BO's. Sempre munido, claro, com a tal da paciência. É basicamente logar, fazer a busca do Graal e pressionar F5 ao menos umas duas vezes por dia. Mágicas acontecem. Dessa vez, não foi diferente.

Da noite pro dia², magicamente surgiram 20 anúncios de Supergirl: Mulher do Amanhã por quase a metade do preço original (94,90). E o mais interessante...


...pelo vendedor Editora Panini.

Ora, já comprei produtos esgotados no site da Panini até por sua conta oficial no Mercado Livre – o que ainda acho esquisito, por desviar tráfego de sua própria loja online e por se tratar de uma plataforma de vendedores, em sua maioria, informais. Mas nunca por preços abaixo de sua tabela. Essa já uma nova modalidade de esquisitice.

Antes mesmo que pudesse jogar o gibi no carrinho, outra reviravolta: o sininho de notificações dá notícias, após uma volta completa em torno do Sol.


Reiterando, isso aconteceu basicamente no mesmo minuto (lembra do F5 psicótico?). Que Olavo de Carvalho renasça das cinzas se eu estiver mentindo.

Respirei fundo e fechei a compra – na E$tante, lógico. Mas antes fiz uns prints para a minha própria sanidade mental. Aqueles 1.100 lulas (e 80 cents) não iriam passam batidos.

Após tantas kryptonitas pelo percusso, Kara chegou voando em Mach 5. Ficaram as dúvidas, mas cavalo (quase) dado não se olha os dentes. Mesmo que seja o Cometa.

E Supergirl: Mulher do Amanhã, neste exato momento, voltou ao seu status anterior. Sumiu da internet. Mais uma vez.


Como se tudo não tivesse passado de um sonho de verão. Realismo mágico é isso aí.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

“Tex! Ah - aaaa... He'll save every one of us!”*

* favor ler no ritmo da "Flash", do Queen.


Atualizações Texianas: pacote só da maravilhosa salve-salve Tex Platinum, edições #30 a #36 (mais 1 Ken Parker). Como estava saindo ora bimestral, ora trimestral, deixei acumular. A notícia ruim é que a Mythos descontinuou o título aí mesmo. A #36 saiu há quase um ano. Perdi o memorando.

A Platinum era uma delícia. Cada edição trazia um arco fechado da Tex Anual (dependendo, até dois). Praticamente um Best Of do Satanás e seus pards. E ainda tinha material pela frente. É realmente uma pena.

Como não faço as mensais, já que Tex procria na coleção mais rápido que uma maldita lebre no cio, só me restaram a Tex Edição de Ouro e a sumida Tex Edição Histórica (cancelaram também?), ambas selecionadas por um rigoroso olheiro Navajo-Vilavelhense. O critério varia, mas qualquer coisa que tenha os traços de José Ortiz, Stefano Andreucci, Alfonso Font (esse, muito, muito perto de fechar tudo), Pasquale Frisenda, Miguel Angel Repetto e os textos de Antonio Segura, Claudio Nizzi e, claro, do onipresente Mauro Boselli, já sai na dianteira.

Vamos ver como será daqui pra frente. Enquanto isso, a Platinum #35 já me aguarda, com o velho Willer enfrentando um... dinossauro.

E não foi a 1ª vez...

Atualizações Paninísticas: chegou em mãos o pedido-dado-como-perdido. 2 meses depois. O pack-faroeste da Mythos veio num galope só: 7 dias corridos. Vergonha, Panini. Ou melhor... Porra, Panini!®

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Panini que o pariu!


Duas comemorações em menos de uma semana é teste pra cardíaco.

Após 37 frias manhãs de desprezo, finalmente a Panini resolveu separar e manusear meu pobre pedido. É tetraaa! É tetraaaa!!

Ou melhor...


É trii! É triii!!

Provavelmente quando chegar no "Produto Enviado" já saberemos quem ganhou a Copa, o que aconteceu com o gado nas estradas, etc.

Parafraseando o Doc Brown, nos vemos no futuro!


⚡ ⚡ ⚡ ⚡ ⚡


Enquanto isso, a Mythos passeia livre pela grande área. Fechado hoje, faturado hoje, manuseado hoje, enviado hoje.


7 X 1 fácil em cima da Panini.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Panini, vai-te Qatar!


Setembro último, finzinho de mês. Cartão virado e uma suculenta promoção de descontos progressivos no novo site da Panini pipoca na minha timelinda. Parti pra cima igual o Coiote atrás do Papa-Léguas. Resolvi botar em dia todas as Sagas, Coleções Clássicas e títulos X numa tacada só, para aproveitar o desconto-teto de 30%. Já esperava por um montante impublicável. Não fechei um carrinho, fechei uma Kombi.

O primeiro indício de estranheza foi no pagamento com cartão. Três tentativas deram erro com direito a pop-up esquisitão. Após aquela rotina de ligar para o banco e constatar que não havia nada errado, concluí que o problema era com o site mesmo. Até pensei em desistir, mas com aquela listinha-update na promocha fritando no cérebro fica difícil dormir um sono tranquilo à noite.

Sentei o dedo nesta porra. Fui de Pix.

30 DIAS DEPOIS


Um mês e o pedido não saiu do "Processando". Pedido grande. Pago à vista.

Acabei descobrindo que na vida existem três certezas: morte, impostos e a Panini não atende ligações. O SAC da editora é um saco. Completamente inútil. Suas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter) parecem gerenciadas por estagiários-zumbi, inertes a qualquer tentativa de interação humana.

Aliás, é um quadro de horror acessar alguma delas e se deparar com centenas de comentários com problemas ainda maiores que o seu.

O disfuncional site novo dispõe de um formulário para abrir "chamados" sobre algum pedido. Abri um e, passados cinco dias úteis, não houve retorno. Como não estava fazendo nada mesmo, abri mais uns 15. E repliquei/trepliquei cada um pelo e-mail de confirmação. Floodei a caixa de alguém lá e, no dia seguinte, surgiu uma atendente.

Após alguns e-mails (sempre comigo suplicando por respostas), fui informado que um dos itens estava esgotado e que seria programado um estorno. E que ela avisaria quando os demais itens fossem para manuseio/envio. Enquanto isso, sigo no "Processando" preservado em carbonita.

Sempre fui um desconfiado profissional. Lá pelos idos de 2016, quando a então gloriosa Liga HQ! começou a demorar para despachar os gibizinhos, recebi uma última encomenda e suspendi novas compras. Logo em seguida, a loja (virtual e física) implodiu, deixando uma porrada de gente na fila do reembolso. Mesma coisa com a Saraiva. Usei muito o cartão de lá com seus descontinhos de 3% (na época era bastante, acredite). Quando as primeiras reclamações começaram a vir à tona, fechei a conta e passei a régua. Escapei do incêndio sem uma mísera chamuscada.

Por algum motivo, baixei a guarda com a Panini.

Já havia comprado na nova loja virtual duas vezes sem problemas, mas todos os indícios estavam lá, claros como as dicas da Morte na série Premonição. Site novo péssimo, o tsunami de denúncias no Reclame Aqui e é evidente que o Álbum de Figurinhas da Copa é um evento absurdamente gigantesco que monopoliza toda a estrutura interna da editora. Uma hora ia acontecer.

Dessa vez meu Ackbar interior não prevaleceu. Meu pagamentinho à vista não é nada perto da Copa do Qatar.

Salve-se quem puder na roleta russa da Panini.


Por último e não menos importante:

Porra, Panini!

🖕 🖕 🖕 🖕 🖕


Anexo 2 do Relatório de Prejuízos

Em abril antecipei aqui mais essa furada. A Graphite Editora (sic) abandonou todas as suas redes sociais e não atualiza seus projetos financiados no Catarse desde fevereiro. É o caso dos meus, agora platônicos, Legs Weaver, Nathan Never Vol. 2 e Martin Mystère & Nathan Never: Prisioneiro do Futuro.

Todos foram pro vinagre, bem como o meu suado dinheirinho.



De acordo com a coluna Enquanto Isso..., do Érico Assis, o Catarse baniu a Graphite "efetivamente da plataforma". Mas até este momento, a conta e os projetos continuam lá.

A pá de cal foi descobrir alguém na Shopee vendendo vários materiais da Graphite. Incluindo títulos e recompensas que nem os próprios apoiadores receberam...

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Antologia, eu quero uma pra viver


Sempre curti antologias. Material DC-Marvel adequado —fruto de seu zeitgeist, emblemático, antológico— tem de sobra. Estivéssemos em um cenário econômico minimamente decente, estaria me refestelando nas investidas da Panini pela linha. Mas já que a editora segue esnobando o apelo fácil das Archive/Epic gringas em favor do couché com capa dura deluxão de 150 minions, lá vai o infeliz aqui submeter boa parte do checklist a uma triagem de fazer inveja ao exército espartano. Tempos desesperados.

Vez ou outra surgem algumas surpresas, como a supimpa mini Batman/Huntress: Cry for Blood, de Greg Rucka, ensanduichada no meio da improvável Arlequina e as Aves de Rapina: Antologia. Vê se pode e que Deus abençoe o Guia dos Quadrinhos.

No caso da Liga da Justiça, renderia uma série de antologias, fácil. Em particular, da Liga pré-Crise, em sua maior parte ainda criminosamente inédita por estas bandas (os drops "clássicos" que fecham os volumes da salgadeira Eaglemoss não contam). Então, Liga da Justiça: Antologia serve sobretudo como um paliativo neste worst case scenario, além de um arquivo razoavelmente compreensivo. Claro que não dá pra mastigar e cuspir 60 anos de cronologia assim, na loucura. Mas é bem divertida a viagem de classe econômica desde a The Brave and the Bold #28 inicial, com breves escalas na Era de Bronze e na Liga tosca até os bad boys dos Novos 52 —sim, estou falando de você, Clark.

E esta Antologia também me trouxe um impacto pessoal extra: a inclusão da 200ª edição de Justice League of America, de março de 1982. Ou melhor, da "Superdimensionada, Estrelada 200ª Edição de... ★★★★★ Liga da Justiça da América ★★★★★", como se rasgavam na chamadinha de capa.

E que capa.


George Pérez é um dos filhos da puta mais talentosos que a indústria dos quadrinhos já pariu. E aqui, sua presença cheirava como a melhor novidade dos comics regulares desde sei lá quando. Nem era realmente uma novidade, mas Pérez finalmente desenhando a Liga da Justiça, apesar de já ter experimentado isso numa aventura dos Novos Titãs, pra mim, era como um big evento. E, inadvertidamente, era mesmo, já que aquele foi o canto do cisne do artista no título.

A própria Liga me soava como algo novo e excitante. Em 1986, ainda molequinho e já sem 1 tostão, tinha que escolher cuidadosamente o que iria levar da banquinha. Não era raro conhecer tardiamente alguns medalhões das HQs. Às vezes, o destino conspirava a favor e meu 1º contato pra valer com os Superamigos de papel foi em grande estilo: Super Powers #3, da Abril. Essa li e reli até gastar.

A aventura "Uma Liga Dividida" é hors concours em listas de melhores histórias da equipe em todos os tempos. E na minha também. Na trama, os novos integrantes da Liga são atacados pelos membros originais, que aparentemente não têm nenhuma memória sobre eles. Seu objetivo é reunir os sete meteoritos onde estão os candidatos à soberania de Appellax, planeta dos mesmos aliens que eles enfrentaram em plena Era de Prata (se morda de inveja, Grant Morrison) e que, olha o spoiler, agora os mantêm sob domínio mental. Os fragmentos estão espalhados ao redor do globo —Índico, Zimbábue, Irlanda, Itália, Ilha Paraíso— e aí tem início aquilo que mais fazia a alegria do povão nerd da época: super-herói versus super-herói. Yay!

Não era uma história complexa, tampouco original —é mais ou menos uma versão DC da clássica Vingadores X Defensores, de nove anos antes— e nem creio que este tenha sido o intento do roteirista Gerry Conway, àquela altura titular na Liga por 50 edições. Ao confrontar duas gerações de heróis, Conway exalta todo aquele simbolismo heróico/libertário/inspirador que a superequipe projeta como nenhuma outra, aspecto este que havia sofrido um desgaste natural com o passar dos anos. O foco era revitalização.

Naquele período, as edições comemorativas haviam se tornado um filão interessante para as editoras. E por mais que a Marvel tenha produzido especiais memoráveis como Fantastic Four #200 (nov/1978), Amazing Spider-Man #200 (jan/1980), Thor #300 (out/1980) e Avengers #200 (out/1980 —hmmm, essa talvez não...), ninguém sabia fazer uma festa como a DC. Em JLA #200, a editora reuniu um cast inacreditável para ilustrar as porradarias super-heroísticas.

Temos aí Pat Broderick fazendo Ajax/Caçador de Marte/J'onn J'onnz vs. Nuclear, Jim Aparo com Aquaman vs. Tornado Vermelho, Dick Giordano em Mulher-Maravilha vs. Zatanna, Gil Kane com Lanterna Verde vs. Elektron, Carmine Infantino em Flash vs. Homem-Elástico, Brian Bolland com Batman vs. Arqueiro Verde & Canário Negro e o mestre Joe Kubert desenhando Superman vs. Gavião Negro.

Como se vê, uma escalação privilegiando criadores, como Kubert-Gavião Katar Hol e Kane-Elektron/Lanterna Hal Jordan, e artistas regulares de longa data, como Aparo-Aquaman e Broderick-Nuclear. A exceção é o british Brian Bolland, recém-saído da 2000 AD, em seu 3º trabalho para uma arte interna da DC. A maior parte das artes-finais é feita pelos próprios desenhistas, menos Pérez, finalizado por Brett Breeding, os segmentos de Broderick, por Terry Austin, e de Infantino, a cargo do grande Frank Giacoia.

O resultado é o crème de la crème de la crème de la crème...





É a 1ª vez que essa história é republicada por aqui desde aquela jurássica Super Powers —sabe-se lá por que catso a Panini só incluiu o prólogo com a origem resumida da Liga na Coleção DC 70 Anos 5 de 6. Logo que bati o olho na seleção, meu coração pútrido e nostálgico quase saltou pela boca. Finalmente estava próximo de colocar minhas garras nessa história em formato integral. Aquele infame "chuunf" cocainômano pelas páginas pós-retirada de plástico estava mais próximo do que jamais esteve...

...ou quase.

Só pra não perder o costume, na 1ª tiragem do volume, a Panini chutou o pênalti direto pra Lua. Simplesmente confundiram a edição JLA #5 (maio/1997) constante no índice e nos créditos da contracapa com Justice League #5 (setembro/1987). A primeira é da fase de Grant Morrison e do Superman elétrico, enquanto a última é a Liguinha de Keith Giffen e J.M. DeMatteis, já representada no encadernado pela edição #1.

E lá fui esperar recall, mais uns meses até uma nova tiragem, solicitar o código de postagem-reversal russa, redigir cartinha explicando a peraltice da editora, empacotar tudo com cuidado, me dirigir até uma agência dos Correios e sentir a espinha congelando com a porrada que a atendente deu com o pacote na quina do balcão. E este foi mais um oferecimento do meu, do seu, do nosso...


★★★★★ Porra, Panini!® ★★★★★


Ainda tive que segurar a abstinência por mais algumas semanas até aquele chuunf restaurador (por isso não faço vídeo unboxing, seria quase tão constrangedor quanto manter um blog hoje). Mas enfim, a nova edição chegou corrigida brand new.

Agora posso viajar sem interferências TOCquísticas pelo desenho estrutural do Satélite da Liga. Melhor base.



E, claro, ver o que o Azulão (literalmente) contava de novo naquele restinho de século e com direito a Batzuada.



Por sinal, essa foi a estreia do Superômi 220V na minha coleção física. Demorei só o necessário.




No fim, tudo deu certo e o bem venceu o mal. Como na Justice League of America #200...

terça-feira, 16 de março de 2021

A Espada Selvagem de KKKonan

E falando da era hiboriana, foi justo de lá - mais precisamente, da era hiboriana brasileira - que veio um dos maiores bafafás da semana passada...


Versão original, de set/1978, versão da Abril, de 1539, e a versão da Panini, de 1540

Caso (ainda) não saiba, aí vai o delivery até o conforto da sua caverna: um administrador do grupo do Comix Zone no Facebook pescou um erro cthulhúlico no volume 11 de A Espada Selvagem de Conan - A Coleção, da editora Panini, levantando uma bolinha redonda para o dono do grupo/canal/editora cortar. Mais que um erro pedestre de tradução, a frase proferida pelo cimério na versão brasileira apela para um grito de ordem racista que destoa completamente da build up-punchline escrita por Roy Thomas no original.

O pior, se é que é possível, é que isso ocorre pela 2ª vez no curso editorial dessa história. Conforme apurado pelo administrador, a "tradução" de Jefferson Pereira foi copiada da versão publicada anteriormente, em A Espada Selvagem de Conan #19, da Abril, em maio de 1986. Tradução feita originalmente pelo sr. João Paulo Lian Branco Martins — mais conhecido como Jotapê pelos sofredores leitores da velha escola.

Resultado: a notícia se espalhou como fogovivo pelas planícies hyrkanianas e a Panini invocou os deuses atlanteanos para o controle de danos ASAP.


Fez o certo. A última vez que vi a editora com tanta pressa foi por intermédio do deus americano Gaiman. Isso deveria se tornar um hábito.

Me senti na obrigação de repercutir isso para registro. É um parágrafo fácil (pero constrangedor) no grande livro da louca trajetória das HQs no Brasil.

Alguns pensamentos:

⚔ Mal sabia o menino Jotapê, então com jovens 26 anos, que um dia tudo o que ele fez na Abril seria fuçado e perscrutado implacavelmente num holofote global;

⚔ Diferente de outros termos mais pueris usados até em músicas famosas e programas de televisão (como meu amado Os Trapalhões), o termo utilizado sempre foi muito ofensivo, mesmo na baixa percepção de racismo em geral da época;

⚔ Apesar da garoteada, não acho que Jotapê tenha sido racista — relapso e inconsequente definem;

Adendo Ctrl+Alt+JP (valeu, Luwig!):


De novo, relapso e inconsequente definem.

⚔ O caso serve para desmistificar a ideia de que A Espada Selvagem da Abril é a melhor versão do título em português. Se é pra ler o Conan do Roy Thomas com um texto inventado aqui, prefiro reler meus gibis do Brakan!;

⚔ E sem contar a falácia de que os diálogos tinham que ser adaptados para caber no balão... o formato era o magazine, pelamordeCrom. De quanto espaço era preciso para caber as letras? De um Wednesday Comics? Das pranchas originais do Príncipe Valente?

⚔ A quantidade de absurdos ainda não descobertos nas ESC da Abril não tá no gibi. Ou melhor...

⚔ Depois dessa, não contrataria o Jefferson nem pra traduzir "the book is on the table."

⚔ O quê, achou que ia esquecer do Jefferson?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Entes Feridos

A gente fica um dia afastado da internet e quando volta o mundo acabou. De novo.


Não estava adquirindo os bonitos e práticos encadernados de Sandman: Edição Especial de 30 Anos (sigo com minhas definitivas pra leitura marombeira mesmo), mas é impossível não se solidarizar com os bravos leitores que deram essa moral pra Panini – e acabaram de levar uma cimitarra na cacunda.

Sei lá o quê dizer depois dessa. Porra, Panini?

Porra, Panini!

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

😷 😷 😷 😷 😷 😷 Retrospec Setembro/2020 😷 😷 😷 😷 😷 😷

#DaveBautista said that "pathetic" supporters of fellow #WWE Hall-of-Famer #DonaldTrump should be "ashamed to call themselves Americans."
Publicado por Bleeding Cool em Terça-feira, 1 de setembro de 2020

1/9 – E o Prêmio Pergunta Retórica do Mês já é de Dave Bautista. É um novo recorde!

2/9DC contrata ex-chefe de marketing da Activision como o novo gerente geral. Claro, afinal gibis e games são tudo a mesma merda.

3/9¹Robert Pattinson está com COVID-19 e a produção de The Batman está mais congelada que a mulher do Sr. Frio.

3/9² – A Pipoca & Nanquim anuncia a reedição de Cannon com luva vertical e, na manha, varre o chão com a cara da Panini.

3/9³O Poderoso Chefão - Parte III é mais um a ganhar um director's cut. Segundo Francis Ford Coppola, a nova versão será a mais apropriada para concluir a trilogia e, e, e, eeeee, vai limpar a barra da Sofia.

3/94 – A dublagem brasileira é a melhor do mundo, mas também é a mais problemática e vitimou ninguém menos que Kamen Rider Black, suspensa da programação da Band após um dia de exibição.

3/95Mike Flanagan, diretor do surpreendente Doutor Sono, é doido pra adaptar A Torre Negra, de Stephen King. Pelo amor de Randall Flagg, alguém faça acontecer!

3/96Primal, a fabulosa e sanguinária série animada de Genndy Tartakovsky, volta para a 2ª temporada. Estreia já em 4 de outubro!

3/97 – Teieira, a Sony Pictures TV está desenvolvendo uma série live action da spider-heroína Silk. Que certamente terá um grande apelo entre o público cannábico por conta de seu codinome no Brasil.

163º DIA DA PANDEMIA | Hoje estréia a segunda temporada da série The Boys no serviço de streaming da Amazon Prime, e eu só queria uma série da nossa carismática e afiadíssima super-heroína prostituta, THE PRO 💜
Publicado por Image Comics Brasil em Sexta-feira, 4 de setembro de 2020

4/9 – Olha, A Pro seria mágico, mas o momento nunca esteve tão Marshal Law. Só acho.

7/9Superman: The Final Cut é uma espetacular versão expandida e remasterizada que a editora de efeitos chilena Kathryn Ross montou para o icônico filme de Richard Donner. Por expandida, leia-se "com dezenas de cenas excluídas extraídas de diversas fontes, editadas na ordem e totalizando 3 horas de filme"; e por remasterizada, um nitro nos efeitos com CGI na medida. Uma experiência inesquecível de redescoberta do velho/novo clássico. E agora, a talentosa editora revela que abraçou um desafio ainda maior pela frente!





8/9²Flea descobrindo Cannibal Corpse foi a melhor coisa hoje. A menos que... nah, foi a melhor coisa.


9/9¹ – Sei, sei, cada um gasta seu suado dinheirinho como bem entende. Mas, parafraseando Dave Bautista, quem caralhos é o otário que vai pagar por um meet & greet virtual?

9/9² – Foi eterno enquanto durou: Jaspion, Changeman e Jiraya rodam da programação da Band. Nosso catecismo tokusatsu dominical sucumbiu diante do blitzkrieg futebolístico.


9/9³ – Bom, sou de reclamar e essa lombada aí manteve o mais puro padrão Porra, Panini!


10/9 – Se vai Dame Diana Rigg, aos 82. A multipremiada atriz britânica iniciou sua carreira no fim da década de 1950 no teatro. Foram mais de 60 anos de carreira e uma lista incontável de trabalhos (literalmente – a maior parte das fontes apenas compila trabalhos "selecionados"), mas certamente já estaria eternizada por três papéis antológicos: a Condessa Teresa di Vicenzo, esposa de James Bond em 007: A Serviço Secreto de Sua Majestade, a sagaz Rainha dos Espinhos Olenna Tyrell, de Game of Thrones, e, claro, a irresistível espiã Emma Peel, da clássica série Os Vingadores (1965-1968), autêntica musa cult homenageada diversas vezes nas HQs. Estupenda Emma!


12/9¹Se vai Toots Hibbert, aos 77, devido a complicações relacionadas à COVID-19. Líder do lendário Toots and the Maytals, o multi-instrumentista jamaicano foi um dos pioneiros que elevaram o reggae e suas vertentes roots (ska, rocksteady) ao circuito internacional já na década de 1960. Um gigante da música.

12/9²Young Justice: Phantoms é o título da 4ª temporada da sensacional série da DC. A data da estreia ainda não foi divulgada e, ao que parece, terá 26 episódios.

14/9 – Contra todas as (minhas) expectativas, a Panini desdescontinua as séries Quarto Mundo e Liga da Justiça Internacional. Não há uma semana de tédio nessa editora, hm?

15/9Aquaman forma um team-up com Cyborg. Cara, mas afinal quê diabo Joss Whedon aprontou com o Ray Fischer no set de Liga da Justiça? Roubou o lanche dele?

Torpedo 1972 da JBraga Comunicação está pronto!!! A campanha do Torpedo 1972 no Catarse chegou ao final. Apesar de não...
Publicado por JBraga Comunicação em Quarta-feira, 16 de setembro de 2020

17/9¹O Catarse de Torpedo 1972 não atingiu a meta (seus putardos!), mas a editora JBraga Comunicação segue em frente e vai publicar assim mesmo. Hooray!!

17/9² – Após as novas versões de A Espada Selvagem de Conan e Conan, o Bárbaro, chegou a vez da King-Size Conan. E a Marvel finalmente resolveu montar um timaço de roteiristas.

Por diversos motivos (saúde, falta de tempo, Internet do notebook, entre outros) a página entrará em recesso. Todos os...
Publicado por Todo Dia Um Erro Nos Quadrinhos Diferente em Quarta-feira, 16 de setembro de 2020

17/9³ – Consumir quadrinhos no Brasil sem a página Todo Dia um Erro nos Quadrinhos Diferente é como estar no mato sem cachorro. E já que a ordem do dia nesse país é "passar a boiada", pode se preparar para o maior estouro de erros de revisão já visto nesta indústria vital...

17/94 – Nada de Gina Carano, o negócio é Orphan Green: Tatiana Maslany será a Mulher-Hulk na série da Disney+. Tatiana é, fácil, uma das atrizes mais versáteis e fascinantes dos últimos anos, mas a tarefa é pra lá de arriscada. Muito curioso pra conferir issaê...


19/9 – Se vai o mestre Lee Kerslake, aos 73. O legendário músico iniciou sua carreira na emergente cena hard/heavy inglesa do final da década de 1960 e ficou consagrado como baterista do Uriah Heep. Também participou de dois clássicos maiúsculos de Ozzy Osbourne – Blizzard of Ozz (1980) e Diary of a Madman (1981). Nos últimos anos, se tornou pública sua disputa judicial com a família Osbourne pelos direitos autorais de suas contribuições nos discos. Kerslake lutava contra um câncer na próstata desde 2018, mas ainda teve tempo para uma reconciliação com o Madman.

20/9 – A excelente Watchmen da HBO faz o rapa na 72ª edição do Emmy. E já estou a fim de remaratonar a série toda. De novo.


22/9¹ – Se vai Gérson Rodrigues Côrtes, o Gerson King Combo, aos 76. O cantor carioca foi um dos precursores do soul e do funk no Brasil e um dos astros do movimento Black Rio da década de 1970. Paralelo à trinca sagrada Tim-Cassiano-Hyldon, Combo ganhou notoriedade cult a partir dos anos 90, ao lado de nomes como Tony Bizarro, Lady Zu, Don Salvador, Carlos Dafé, entre outros grandes talentos do passado. Mas no visual, sem dúvida, King Combo era o nosso "Soul BRother Number One".

22/9²A Supergirl da CW será encerrada na sexta temporada, prevista para o ano que vem. A gracinha Melissa Benoist de Kara vai fazer falta. Tudo bem que só aguentei ver a 1ª temporada da série (muito "pelo poder da amizade" pro meu gosto), mas ainda quero ver os episódios com o elogiado Lex de Jon Cryer. Vai ser difícil olhar pra ele sem dizer "Saia da minha casa, Alan!".


23/9¹Sâmela Hidalgo, assistente editorial da Devir, dá uma overdose de pílulas vermelhas aos milhares de pseudo-machos alfa especialistas em edição de quadrinhos. Fofa demais. Provavelmente vai arrumar confusão.


23/9² – Claro que adorou. Setembro está sendo um mês trilegal pro Levi!

PEACEMAKER with John Cena and James Gunn is coming to HBO Max. On a scale of 1 to F#CK!, how excited are you?
Publicado por HBO Max em Quarta-feira, 23 de setembro de 2020

23/9³ – Quem diria, o novo filme do Esquadrão Suicida nem saiu e o Pacificador (O PACIFICADOR!) já descolou uma série via HBO Max. Antecipação é isso aí.

24/9¹Dan Slott viu o que Zack Snyder fez. Limpa o veneno que respingou no teclado, Slott.

24/9² – Para salvar o decadente mercado dos comics, o veterano quadrinhista Gerry Conway propõe uma reestruturação geral na criação de HQs, começando com a extinção da cronologia de todos os super-heróis. Não sei se daria tempo pra parar a contagem regressiva, mas gostaria muito de ver isso em vida...


25/9 – Depois ele dá uma tergiversada de leve. Mas finaliza com uma fincadinha de pé.

28/9¹A Dark Horse vai publicar os sketches que Mike Mignola fez na quarentena. Bom, salvei todos à medida que ele ia postando no Twitter. Acho que vou publicar também, Opera Graphica's style.

28/9²A Tumba do Drácula saindo completinha na Panini Espanha. E a Panini BR parou faltando uns dois volumes. Animem aí, fiotes.

29/9¹ – Lembra do roteirista e puta desenhista Aron Wiesenfeld? Aquele, que na década de 1990 fez umas coisinhas aqui e outras acolá, mas marcou mesmo com o bacanudo crossover Deathblow e Wolverine? Pois é, o quadrinhista evoluiu e hoje é um "artista ilusório".

29/9² – Modesto, ele nem sabia que era isso.

30/9¹ – Por essa ninguém esperava (e, honestamente, queria): a Netflix está desenvolvendo um projeto para Conan, o Bárbaro. Que tanto pode ser filme, série, live action ou animação. Ou tudo ao mesmo tempo. A sempre difícil Conan Properties vendeu a alma para os feiticeiros do streaming. Crom!


30/9²Se vai Joaquín Salvador Lavado Tejón, o grande Quino, aos 88. O cartunista iniciou a carreira na década de 1950 fazendo sketches publicitários e colaborando em revistas de humor argentinas. Mas Quino é praticamente sinônimo de "pai da Mafalda", a menininha observadora e questionadora famosa no mundo inteiro e elogiada por gênios como Charles Schulz. As tirinhas da Mafalda foram originalmente publicadas de 1964 a 1973. Depois disso, apenas figurou em algumas campanhas pelos direitos humanos. Uma genuína confirmação da atemporalidade da personagem – e, claro, do autor.


30/9³ – E esteve também na trilogia nova. O que deixa o nível do debate pior ainda!



Ê, 2020 que não acaba.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Retrospec Julho/2020


1/7¹ – Anunciada a edição Director's Cut de Midsommar. Fora os 23 minutos a mais e um livreto bacanudo (e paganudo) de 62 páginas, a distribuidora A24 promete que o opus de Ari Aster "ficará tão nítido em sua estante quanto no 4K Ultra HD". Amo trash talk. A partir do dia 20.

1/7² – Na crista do Snyder Cut de Liga da Justiça via HBO Max, Ray Fisher, o Cyborg, soltou os cachorros pra cima de Joss Whedon. Segundo ele, o comportamento do diretor no set pós-Zack Snyder era "nojento, abusivo, antiprofissional e completamente inaceitável". E ainda meteu o dedo nas caras dos produtores Geoff Johns e Jon Berg. Ave.

1/7³ – Rápido no gatilho tweet, Alan Tudyk, ator e amigão de Whedon por 17 anos, comentou que não consegue nem imaginar uma parada dessas.

1/74Jon Berg se defende das acusações de Ray Fisher e contra-ataca: Booyah!

Meus dois cents: como todo bom pedreiro, Whedon deve detestar terminar serviço dos outros. Mesmo assim, mandou a Warner depositar o cheque, #PartiuSet com uma puta má vontade e chegou tocando o terror à Alan Davis no BraZil. The end.


2/7¹ – Adeus à era Dark Horse: os quadrinhos dos Aliens e do Predador são assumidos pela Marvel. Tenho certeza que o Preddy será bem recebido na casa dos Kravinoff, mas os Aliens vão bater cabeça com a Ninhada. Em tempo... o David Finch é bom de xenomorfo, hein.

2/7² – O saudoso Daniel Azulay era dono de uma belíssima coleção de raridades em quadrinhos que agora estão indo a leilão. Os valores arrecadados serão doados para a instituição Pro Criança Cardíaca, conforme a sua vontade. Grande, gigante Azulay...


3/7Se vai Leonardo Villar, aos 96. A carreira do ator paulista teve início nos anos 1940, no teatro. Foi prolífico nos palcos, em inúmeras novelas e também no cinema – cuja estreia, aliás, não foi só um dos pontos altos de sua vida profissional, como uma das maiores projeções da arte dramática brasileira pelo circuito internacional: ele interpretou o inesquecível Zé do Burro, o obstinado protagonista do clássico O Pagador de Promessas (1962), até hoje o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro, em Cannes, além de outras premiações e uma indicação ao Oscar.


6/7¹Se vai Ennio Morricone, aos 91. O instrumentista, compositor, condutor e produtor italiano é um dos nomes mais importantes e influentes da história da música e do cinema. O impacto cultural de sua obra em todas as vertentes da cultura pop é imensurável – muito embora suas clássicas trilhas para a "Trilogia dos Dólares", de Sergio Leone, sejam as mais lembradas pelo público. Um dos últimos grandes gênios ainda em atividade.

6/7²Charlize Theron, aquela linda, ficou de coração partido com o fato do spinoff da Imperatriz Furiosa ser um prequel. Tadinha. Mas disse que toparia na hora um crossover da sua Atomic Blonde com o John Wick.

8/7¹Lavicia Leslie é a nova Batwoman da série homônima da CW. O alter ego da nova quiróptera será Ryan Wilder, personagem inédita nas HQs. Leslie assume o lugar da recém-saída Ruby Rose.

8/7²Halloween Kills e Halloween Ends respectivamente adiados para 15 de outubro de 2021 e 14 de outubro de 2022. Até o Michael Myers saiu xingando o corona.

8/7³ – De live em live, chegamos a um papo de boteco entre Art Spiegelman e Joe Sacco. Assim... não é um paaapo de boteco, mas é Spiegelman & Sacco trocando ideias sobre gibis, oras!


10/7¹ – O novo Sentinela da Hasbro é o Sentinela mais bacana que já vi. E o Molde Mestre também está espetacular!

10/7² – O quadrinhista croata Stjepan Šejić resolve dar um alívio para a moçada nesse período de ½ quarentena e libera de grátis os 6 volumes da sua HQ Sunstone. Material para adultos responsáveis e devotos de São Onan.


12/7 – Se vai Kelly Preston, aos 57. A atriz e modelo havaiana foi um dos rostos da juventude e jovialidade femininas no cinemão oitentista. Seus papéis em filmes como Christine, o Carro Assassino (1983), A Primeira Transa de Jonathan (1985), Admiradora Secreta (1985), SpaceCamp (1986), Enfeitiçados/Feitiço Diabólico (1988) e Irmãos Gêmeos (1988) a tornaram uma das atrizes mais reconhecíveis daquela geração – e por que não, uma das musas daquela década e além...

14/7 – Hoje é o aniversário de 40 anos da Cogumelo Records. Ou melhor, da revolucionária e a melhor gravadora de som pesado do Brasil Cogumelo Records. Parabéns a todos do selo e obrigado demais!

INVISIBLE WOMAN from Fantastic Four commission #invisible #susanstorm #suestorm #marvel #invisiblewoman #fantasticfour #commission
Publicado por Enrico Marini em Quarta-feira, 15 de julho de 2020

15/7¹Enrico Marini eleva o custo-benefício dos commissions a um novo patamar. Vai ser malandro assim na época do John Byrne.

15/7² – A clássica HQ Usagi Jojimbo vai ganhar série animada via Netflix. Produção executiva do onipresente James Wan.

Steele & Stone
Please HBO Max hear us out. We got an idea for a new show...
Publicado por Doom Patrol em Quarta-feira, 15 de julho de 2020

Robotman F**k Counter
RIP to the social media manager who had to count all of those…
Publicado por Doom Patrol em Segunda-feira, 29 de junho de 2020

15/7³ – O mkt de Doom Patrol é insano. E o bom e velho Cliff é um poço sem fundo de recursos.

15/74 – No release é assim: "A Universal Content Productions está lançando uma série de quadrinhos, UCP Graphic. A nova iniciativa se concentrará na publicação de graphic novels de novos talentos." Aí, a 1ª HQ será Proctor Valley Road, de Alex Child e... Grant Morrison?!


16/7¹Chucky vai ganhar série ano que vem. E por duas networks, USA e Syfy!


Perfil de Instagram da Panini Segundo a tradução do alfabeto de Krakoa a primeira palavra seria ANTQLQGIA e não ANTOLOGIA https://www.instagram.com/p/CCCRWdDgqdA/
Publicado por Todo Dia Um Erro Nos Quadrinhos Diferente em Sexta-feira, 17 de julho de 2020

16/7²Troglodita, a Panini erra até em krakoano.


16/7³Henry Cavill sensualizando a montagem de um PC (um puta PC, por sinal) me faz parecer o Capitão Caverna ao executar a mesma atividade. Em contrapartida, ele acabou colocando o cooler do processador de cabeça pra baixo e teve que desmontar e montar de novo. Vai, noob!

16/74 – Após meses de pandemia adentro, finalmente sai a confirmação: a CCXP 2020 será em edição virtual. Esse osso foi difícil de largar, hein?

17/7Keanu Reeves estreia nas HQs com BRZRKR, via Boom! Studios. Co-roteiro de Matt Kindt, desenhos de Alessandro Vitti e capa de John Romita Jr. Rafael Grampá.

18/7Robert Kirkman anuncia o relançamento de The Walking Dead em versão Technicolor e com material extra. Não! Deus! Não! Deus, por favor, não! Não! Não! Nããããoooooooo... ®


23/7¹ – Divulgados os dois minutos iniciais da novela do filme dos Novos Mutantes. Nem vi, mas a inabalável paixão do Bill Sienkiewicz pelo projeto chega a ser comovente. Alguém lance isso para o Bill, pelo amor do Kirby!


23/7²Se vai Sérgio Ricardo, aos 88. O músico, cantor, compositor, escritor, ator e diretor de cinema começou sua carreira profissional nos anos 1950, em rádios e tocando em bares e boates nas noites cariocas, onde fez amigos e parceiros musicais como João Gilberto, Miele, Tom Jobim, Nara Leão, Johnny Alf e Maysa. Mesmo com uma produção artística extensa, ele certamente entrou para a posteridade com seu histórico rompante no III Festival de Música Popular Brasileira, em 1967... Excellent!

24/7 – Então Tom King não curtiu a capa variante de Jae Lee para a sua Rorschach #1 e cornetou o coreano no Twitter afirmando que este era ligado ao Comicsgate, o infame movimento conservador antidiversidade mantido por profissionais da indústria de quadrinhos. Como isso não era verdade, King teve que pedir desculpas públicas. Seus tweets, aliás, foram todos deletados. Mas o post do Jae Lee no Instagram fulmina a questão – e também o cancelador precoce.

Meus dois cents: mas que Era de Merda vivemos, hein.


25/7¹ – Se vai Peter Green, aos 73. O veterano cantor, guitarrista e compositor britânico é um dos fundadores do grupo Fleetwood Mac. É autor de clássicos como "Black Magic Woman", "Albatross" e "The Green Manalishi (with the Two Prong Crown)", entre outros – e depois desses aí, nem precisaria de mais nada! Em outras palavras, um mestre da guitarra e do blues rock.


25/7² – Se vai John Saxon, nascido Carmine Orrico, aos 83. A extensão e variedade de sua carreira impressiona: começou já na década de 1950 em pequenas produções da Universal, enveredando por praticamente tudo o que a vida artística pode oferecer – de ídolo teen, a filmes ao lado de estrelas como Audrey Hepburn, Marlon Brando, Rex Harrison e Lana Turner, a giallos, a Bollywood (!), ao Operação Dragão de Bruce Lee (seu mestre de Jeet Kune Do, por sinal), a um vilão andróide em O Homem de Seis Milhões de Dólares, a Mercenários das Galáxias, dois A Hora do Pesadelo, etc, etc, etc e caramba. Impressionante mesmo.

27/7 – O mural do Alex Ross eleva a moral do Alex Ross.

RENATO BARROS AGORA É UMA ESTRELA NO CÉU! Nosso amado e muito querido cantor, compositor e guitarrista não suportou...
Publicado por Renato e Seus Blue Caps Original em Terça-feira, 28 de julho de 2020

28/7 – Se vai Renato Cosme Vieira de Barros, aos 76. O cantor, guitarrista e compositor carioca – e líder do Renato e seus Blue Caps – foi um dos expoentes do rock nacional e da Jovem Guarda. São de autoria dele clássicos como "Você Não Serve pra Mim", "A Primeira Lágrima", "Não Há Dinheiro que Pague", "Você Não Sabe o que Vai Perder" e "Devolva-me". Um talento sem par. Inesquecível.

29/7 – Com roteiro de Arthur Faria Jr. e arte de Moacir Rodrigues, o malandro Zé Carioca volta a ser produzido no Brasil, via Culturama. Olha, muito legal e tal... mas que tal estudarem o relançamento das histórias clássicas da dupla Ivan Saidenberg/Renato Canini? O delicioso livro de 2015 compilou a metade delas. Só falta a outra metade. Isso deveria estar lá em cima na lista das prioridades!

31/7¹ – Brigas, atrasos, drogas, motins e até sangue derramado: pelo visto, o comportamento caótico de Bryan Singer já se manifestava desde as filmagens de X-Men: O Filme.


31/7² – Se vai Alan Parker, aos 76. Um dos mais profundos e peculiares cineastas da História. Cresci assistindo, estudando, me apaixonando, brigando e me reconciliando com O Expresso da Meia-Noite (1978), Pink Floyd – The Wall (1982), Asas da Liberdade (1984), Coração Satânico (1987), Mississipi em Chamas (1988) e The Commitments (1991). E continuo. Nesse mês de despedidas tão difíceis de personalidades da cultura e das artes, esta partida foi um toque final especialmente melancólico...

Thank you for everything, Alan Parker!