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domingo, 24 de dezembro de 2017

Bebendo com Nocenti


"Bebendo com o Demônio" é, de certo, um conto de Natal que passaria ao longe do know-how criativo do bom e velho titio Stan.

Publicada originalmente em Daredevil #266, num imperdoável maio de 1989, a história ganhou um melhor timing na edição nacional, em Superaventuras Marvel #115, da Abril. Era janeiro de 1992 e a ressaca natalina ainda batia forte. Assinada pela clássica dupla Ann Nocenti-John Romita Jr., "Bebendo com o Demônio" é uma desconstrução daquele clima de paz, amor e solidariedade despejado todo fim de ano em pacotes superficiais e efêmeros.

Com sua vida pessoal em frangalhos e recém-saído de um dos piores momentos - e surras - de sua trajetória de vigilante, o Demolidor estava sem rumo e imerso numa bad trip infernal naquele 24 de dezembro.

A premissa era minimalista: o defensor da Cozinha do Inferno atravessando a noite da maior festa cristã num pub em companhia dos figurantes, dos desajustados, dos caras pequenos, dos outsiders. De todos aqueles amigos da Geni.

Personagens mundanos como uma elegante senhora numa eterna espera romântica, um marido abusivo, um reacionário de meia-idade, dois irmãos que escondem profundas cicatrizes familiares. Todos, por um breve momento, sentindo o gostinho do protagonismo. Que pode ser bem amargo.

“Alguém mordeu a maçã! Ela apodreceu naquele dia!”

Aquele microcosmo impregnado de frustrações, mágoas, angústias e pequenas tragédias humanas foi praticamente um tapete estendido para os leões que rugem na escuridão. Um cenário sob medida para mais uma incursão do diabo-in-chief da Marvel. Na época, Matt Murdock andava às voltas com o insidioso Mefisto por conta do evento Inferno. Àquela altura, a megassaga já havia acabado, mas o rei das trevas não esqueceu.

Disposto a tudo para corrompê-lo psicológica e moralmente, Matt era o 2º grande troféu almejado por Mefisto (sendo o 1º Norrin Radd, o virtuoso Surfista Prateado). Até mesmo a forma assumida pela criatura foi uma pista do que Mefisto era capaz para alcançar seu objetivo - além de servir como alusão a um dos maiores pecados de Matt. Mesmo com a tensão subindo e ruindo tudo e todos ao redor, o vigilante seguia paralisado, inerte com a culpa católica vazando pelos poros.

Nocenti estava implacável com o Demônio.

“Eles se matarão continuamente... sem parar! Morderão as maçãs!
Irmão matará irmão! Continuamente... sem parar!”

É uma leitura marcante, no mínimo. Uma das minhas prediletas.

Sempre me pareceu que uma narrativa com aquele grau de intensidade só podia ser escrita por quem viveu aquilo tudo. Ao menos a versão realística de uma solitária noite de Natal rodeado de estranhos, mas em companhia apenas de seus fantasmas (ou demônios) particulares.

E foi realmente o que aconteceu.


Em 2014, Ann Nocenti contou ao site 13th Dimension como "Bebendo como o Demônio" foi inspirado em fatos reais - e bastante pessoais. Nas entrelinhas, um depoimento de como momentos potencialmente ruins podem se revelar experiências positivas, até mesmo rendendo bons frutos no futuro.

Não precisava disso pra ser uma releitura obrigatória de Natal. Mas que foi a assinatura que concluiu a obra, 25 anos depois, isso foi...


“Pra mim o mundo não tem mais jeito! A maçã está podre! 
Não tem mais volta!”

Feliz Natal e um ótimo 2018.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

domingo, 6 de janeiro de 2008

ONE MORE HATE


"O Homem-Aranha é da Marvel, não meu, e no fim do dia, por mais que eu não concorde com certas coisas, e por mais que eu tenha deixado bastante claro para todas as partes que eu não concordo, tenho de honrar suas decisões". Nos últimos meses, o roteirista J. Michael Straczynski tem passado por um inferno editorial que bem poderia ser obra de Mefisto, o belzebu 616, não fosse perpetrado por uma criatura ainda mais diabólica: Joe Quesada, editor-in-chief da Marvel Comics. O que vem acontecendo com esses dois à frente da cronologia do Homem-Aranha de muitas formas pode ser comparado a um clube de futebol. Tem o esquema de jogo, as escalações, o craque instável, o dirigente ganancioso. E tem o 'pequeno' elemento que os dois mundos esquecem, com freqüência: a torcida. O público.

Por "público" entenda-se não só os leitores assíduos, cinéfilos e os saudosistas, mas também os que têm voz na grande mídia. Para a unanimidade que é este personagem - o mais perfeito resultado dos conceitos criados por Stan Lee - isto proporciona um daqueles casos raros em que centenas de milhares podem gritar em uma só voz.

Na história recente do personagem, não faltaram motivos para que reações negativas tomassem corpo e revelassem uma desconsideração total pelos "fiéis seguidores". Na maioria das vezes, infelizmente, derivada de questões mercadológicas. A Marvel é uma major, antes de qualquer outra coisa. Todos entendem isto, ou deveriam. Incontáveis leões vivem naquela selva de pedra. Decisões difíceis têm de ser tomadas a toda hora, mas as que ficam na história são as erradas. Aquelas que, indubitavelmente, são escolhidas para ocultar a falta da principal matéria-prima daquele ramo: a criatividade.

Neste ponto, One More Day conseguiu seu lugar de honra.


Amazing Spider-Man #545, edição que conclui o arco em 4 partes, já é, com certeza, a mais controversa do personagem em anos. Bate de longe a saga do clone, o spider-totem, certas ressurreições, a identidade revelada e os filhos de Gwen Stacy. Na verdade, desde a morte de Gwen não havia tanta polêmica - com a diferença que, esta sim, foi uma jogada brilhante que marcou para sempre a vida do personagem. Mas Joe Quesada simplesmente ignorou qualquer precedente artístico. Há tempos ele bradava aos quatro ventos que considerava o casamento de Peter e MJ um erro editorial e que um dia iria consertar isso. Só esqueceu de avisar que ia "consertar" com outro erro, numa decisão unilateral visando apenas os balancetes do fim do mês. Prevendo o desastre, Straczinsky até tentou (sem sucesso) dar linha dos créditos e acabou fazendo um longo desabafo no Newsarama. Coitado.

Provavelmente por desencargo de consciência, ele foi poupado de maiores chamuscadas e ganhou até uma página de agradecimentos de notáveis como Bendis, Romita Jr., Mark Millar, o presidente da Marvel Studios Kevin Feige e, pasme, Stan Lee.

As reações críticas ao arco não poderiam ter sido mais funestas. "A pior revista da Marvel publicada em 2007", "o melhor exemplo de que a influência editorial pode ser horrivelmente errada", "egoísta e infantil", "um tapa na cara dos fãs" ou apenas "totalmente ridícula", foram algumas das impressões. Lucas Seigel, do IGN, lembra que Joe Quesada mantém uma política anti-tabagista nos heróis Marvel, para não incentivar crianças ao fumo, mas que ele não tem problemas com Peter fazendo um pacto com o demônio.

Segundo o rotundo editor, com One More Day, tudo na vida de Peter volta ao standard do início dos anos 70 (uau, é assim que se livra de um problema!), com o desenvolvimento natural daquele mesmo cenário sem qualquer grande mudança contextual. Tia May está viva, os lançadores de teia estão de volta, a identidade secreta está preservada e até Harry Osbourne retorna dos mortos. Como declarou o staff da Marvel, "isto é mágica, não temos de explicar".

A sensação de perda aumenta quando se vê a qualidade narrativa da edição. Muito bem escrita, com uma dinâmica espetacular entre os protagonistas e com os melhores desenhos já feitos por Quesada, Amazing Spider-Man #545 emociona. Talvez por mostrar, com incrível sensibilidade, tudo o que está sendo sacrificado naquele momento. É uma história de angústia, amor, culpa e arrependimento. Poucas vezes a arte seqüencial foi tão bem caracterizada quanto nos trechos das páginas 10 a 13. Qualquer um que ao menos já gostou de alguém na vida irá se identificar. Acredite, Peter e MJ jamais estiveram tão próximos quanto no fim.

Seria uma das grandes histórias da vida do Aranha, não fosse para selar a pior das idéias.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

O MELHOR DO TRIO TERNURA


Será que Mark Steven Johnson tinha idéia que o Coração Negro era deste jeito aí? > >

:-)

A história Corações Negros foi roteirizada por Howard Mackie, desenhada pelo abençoado John Romita Jr. e arte-finalizada por um colaborador de velha data, Klaus Janson. Publicada no Brasil em 94, trazia na premissa mais um esquema de Coração Negro para usurpar o trono infernal de seu pai, o mega-cramulhão-mor Mefisto. Para tanto, resolveu recrutar Motoqueiro Fantasma, Wolverine e Justiceiro, três badbad-guys da Marvel Comics que ninguém gostaria de topar num beco escuro. Claro que os três juntos formam uma química explosiva capaz de chamuscar o próprio capeta e a única coisa que Coração Negro arrumou ali foi encrenca.

Esta foi uma das raras ocasiões em que Coração Negro recebeu uma atenção especial por estes cantos, visto que a cronologia (já ralinha) do demoníaco vilão foi bastante depredada durante a era Abril Jovem. O personagem foi bem aproveitado por aqui em seus primeiros dias - na fase Ann Nocenti/Romita Jr. do Demolidor, publicada na saudosa Superaventuras Marvel - e após isto, apenas em participações pra lá de esporádicas e especiais en passant como este.

Lá fora, ele teve uma longeva story-line, publicada na revista Ghost Rider, que nunca viu a luz do dia por aqui, e mesmo lá sofreu com um impedimento na grande área. No fim dos anos 90, a última edição de GR, a #94, foi simbólica neste sentido. Cancelada pela Marvel por motivos de déficit financeiro (pendura mesmo), deixou de concluir toda a fase de Danny Ketch nos ossos do Motoqueiro, iniciar um novo plot com o motoca anterior Johnny Blaze (agora pai de família), e até fazer algumas revelações, como a verdadeira identidade de Black Rose, a satânica consorte de Coração Negro (era a finada Roxanne Simpson, ex-esposa de Blaze).

Com o caixa da Marvel já recuperado via cinemão roliúdiâno, a edição acabou sendo publicada no final do ano passado, com direito à desculpa esfarrapada, bônus e tudo. Mas aí o timing já tinha ido pro saco. De qualquer modo, obrigado pelos peixes.

E vamos ser justos... por anos, a Marvel operou às portas da concordata, cancelando títulos sumária e impiedosamente, levando em conta apenas a projeção de vendas. Complicado editar uma cronologia que, de uma hora pra outra, vira um total dead end. Na verdade, não faz o menor sentido. Claro que isto não justifica todas as derrapadas da Abril, mas é algo a se colocar na balança. A Panini mesmo nunca teve de encarar um pepino destes e já toma algumas decisões bem polêmicas.

O scan da edição nacional de Corações Negros está disponível na rede há um bom tempo, mas o arquivo que mais se propagou foi aquele no tenebroso formato pdf. Não é por nada, mas Acrobat Reader, pra mim, só serve pra ler edital. Então resolvi escanear no padrão gringo, dar aquele acabamento básico no Photochopp e subir pra ver se espalha por aí.

A HQ está linkada na imagem abaixo. Sem tarjas, marcas d'água ou senhas. Totalmente open-source e freeware.



Mirrors:
FileFactory
Badongo
Links off


Corações Negros também ganhou uma continuação em 94, até onde sei, inédita no Brasil.

Em The Dark Design, o Trio Ternura se vê novamente às voltas com o bastardo dos infernos Coração Negro, ainda conspirando contra seu progenitor Mefisto. Roteiro do mesmo Howard Mackie (expert em enxofre) e "Images" por conta de Ron Garney.

A narrativa traz muito pouco do clima de suspense anterior e aposta num package de ação semi-standard. É muito funcional no que propõe, mas os pontos altos são, de longe, o senso esperto de continuidade (os personagens não ignoram os eventos da primeira aventura) e um final realmente inesperado, pra dizer o mínimo.


Esta história está disponível nos links a seguir [em inglês] >>

The Dark Design
Mirror: FileFactory
Links off


"I'm rolling thunder, pouring rain... I'm coming on like a hurricane..."

domingo, 4 de março de 2007

DIRETOR FANTASMA


"Spawn was much much better than this". Essas palavras calaram fundo na minha mente quando li o review do Harry Knowles sobre Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider, 2007). E ele estava lá, desfiando passionalmente sua fúria fanboy-mor em cima de mais um suposto desperdício de um bom personagem dos quadrinhos. Analisando friamente, nada de novo até aí, visto que o diretor é o mesmo Mark Steven Johnson, do meio-médio-ligeiro Demolidor e responsável por uma nova enfermidade chamada transtorno obsessivo-compulsivo de Elektra*. O mal de Johnson é muito peculiar. Ele soa como se fosse um subproduto de Paul W. Anderson (de Aliens vs Predador), que por si só já é um subproduto de diretor-operário. A ironia é que Johnson tem boas idéias conceituais (Demolidor mesmo tem várias delas), mas as anula uma a uma impiedosamente em lances de absurda previsibilidade. Pra piorar, não parece ter a mínima intimidade com diálogos inspirados ou roteiros bem amarrados. E neste filme, além de dirigir, ele adapta e roteiriza... ou seja, Motoqueiro Fantasma é 100% Mark Steven Johnson, um cineasta 25%.

De qualquer modo, o filme é bastante fiel à premissa dos quadrinhos e condensa tudo que o Motoqueiro tem de melhor. Seu alter-ego é o motoqueiro Johnny Blaze com a roupagem e os poderes do motoqueiro Daniel Ketch. Nicolas Cage finalmente conseguiu o tão sonhado papel de super-herói e não faz feio no que lhe diz respeito. E a história é aquele mesmo causo faustiano contado na Marvel Spotlight #5, só que mais enxuto. O jovem Johnny (Matt Long) e seu pai, Barton Blaze (Brett Cullen), fazem um espetáculo com acrobacias em motos. Nas horas vagas, Johnny encara outro espetáculo, de nome Roxanne Simpson (Raquel hhhmmm Alessi). Um belo dia, ele descobre que seu velho pai tem câncer e está em fase terminal. É quando aparece o boitatá-de-Armani Mefisto (Peter Fonda), com um providencial contrato debaixo da asa. Sem maiores espiritualidades, Johnny vende sua alma pra aprender a tocar guitarra... digo, salvar a vida de seu pai do mal irremediável. Desse mal irremediável, melhor dizendo, pois o mesmo empacota na primeira manobra arriscada de sua apresentação, configurando aí uma autêntica sacanagem dos diabos.

Amargurado, Johnny cai na estrada e embarca numa carreira-solo bem sucedida, mas vazia. Os anos passam e ele reencontra seu antigo amor, Roxanne (já esculpida com as curvas de Eva Mendes), que, óbvio, virou jornalista. Como esmola demais o santo desconfia, Johnny também recebe a desagradável visita de Mefisto – o ser mega-satânico está reivindicando sua parte no contrato para conter a rebeldia de seu filho, Coração Negro (Wes Bentley).


Um grande mérito foi manter intacta não só a presença cavernosa do Motoqueiro, como também a enorme extensão de seus poderes - o personagem é muito poderoso, mesmo para os padrões super das HQs, e isto é claramente demonstrado aqui em diversas situações. Seu vozeirão gutural ficou ótimo, de meter medo em vocalista de death metal. Rola Crazy Train, do Ozzy. O maneiríssimo Olhar da Penitência está lá também. E quando seu "uniforme" fica totalmente caracterizado, com os vinte quilos de couro preto, corrente atravessada e espinhos metálicos, bate até um certo regozijo nerd. Nem o Homem-Aranha foi tão justiçado. Outra boa sacada foi o background sintético do Blaze pré-Motoqueiro. Ficou tudo mais ágil e marcante. Nos quadrinhos, a trajetória do rapaz (que era adotado) é um dramalhão texano daqueles. E uma vez mais, Johnson prova que, tirando alguns poucos Aflecks, é certeiro no que tange à escolha do elenco. Além do easy rider Peter Fonda, também tem meu tio Sam Elliott num papel que, fora ele, apenas meu outro tio, Clint Eastwood, poderia personificar com tal foderocitude, son. Rrrc. Cusp.

Parece bom, né. Mas não é bem por aí não. Johnson ainda continua matando seus bons rompantes com a frieza de um serial-killer, e a partir da segunda metade, ele o faz com talento ímpar. É aí que eu entendo melhor a fúria Knowlesca: o cineasta parece se esmerar para garantir que o produto final seja milimetricamente razoável e nada mais, mesmo com todas as condições favoráveis para deslanchar (o extremo oposto de Bryan Singer, na época do 1º X-Men). Johnson assume a ponta sem grandes dificuldades, mas aperta o freio bem no meio da curva. Essa atitude irrita mais do que se o filme fosse uma pilha de merda fresca.

Em Motoqueiro Fantasma existem momentos de puro vazio contextual. Não raro o personagem, com todo aquele visual dark hardcore, "trava" em cena e não diz a que veio, e quando diz não tem a menor importância - é impossível lembrar das falas do Motoqueiro segundos após as mesmas. Fonda e Elliott não passam de coadjuvantes de luxo – Elliott então, é praticamente despejado do filme em uma última cena cheia de buracos na lógica (não podia só ter pego carona na moto pra poder ajudar mais?). Já Coração Negro tem um poder com um efeito sinistrão, mas passa o filme inteiro se utilizando de seus assistentes – demônios buchas que representam as forças elementais. Cage, por sua vez, insiste em apontar o dedo em riste, ficar uma eternidade em silêncio pra finalizar dizendo alguma pasmaceira óbvia – maneirismo canastrão repetido ad nauseum (de quem terá sido a idéia...). Isso pra não falar na fixação do personagem por Carpenters e balinhas de jujuba (!!).

A apenas quinze minutos do final, eu imaginava se uma boa briga entre o Motoqueiro e Coração Negro não resolveria a parada. Sim, resolveria. Mas Johnson já tinha jogado a toalha há quarenta minutos atrás. Imagine o Deacon Frost, vilão do 1º Blade, com as mesmas motivações e planos para dominação do mundo, mas sem a luta final. Este é Coração Negro, que, por sinal, não tem nada demais em sua forma verdadeira, à despeito das declarações exageradas do diretor.

Um ano de pós-produção pra isto. Estou impressionado.


Parabéns Johnson, você conseguiu. Motoqueiro Fantasma é o filme mais mediano dos últimos tempos. Pelo menos rendeu aquela simulação em flash no site oficial.

Ah, mas eu não tenho webcam... tsc.


A propósito, um breve adendo:


Nicolas Cage já topou com um motoqueiro dos infernos, certa vez. Tal de Leonard Smalls, motoqueiro solitário do Apocalipse... ou algo que o valha.






Puxa vida, aquele cara era bem durão para uma metáfora.


Parabéns Eva Mendes. Beijão na boca!

domingo, 28 de janeiro de 2007

DIABOLE VERTSES EN UN VESES

"Who, in their right mind, could possibly deny the 20th century was entirely mine?"
John Milton (Advogado do Diabo, 1997)

E pelo andar da carruagem, o coisa-ruim anda fazendo uma senhora campanha de publicidade também no século 21. É um tanto desesperador que esta frase tenha sido cunhada numa época pré-11/9, pré-Afeganistão, pré-Iraque, pré-tsunami, pré-mensalão, e por aí vai. Certa vez, li uma teoria sobre o livro/filme O Exorcista que explicava que aqueles eram tempos de crise moral e política nos EUA, somadas aos horrores de uma guerra perdida, à escalada da violência urbana e à ausência geral de valores espirituais. Ou seja... o ambiente perfeito pro demo fazer a festa (começando por garotinhas indefesas). Longe de ser um expert nos aspectos técnicos das manifestações cramulhísticas, imagino que, sendo uma entidade abstrata em nosso plano, a sugestionabilidade coletiva é uma poderosa arma em suas garras. Não que o tinhoso seja o causador da merdaiada em que o ser humano vive se metendo. Seu 'trabalho' é muito mais discreto. Afinal, como profanou humildemente John Milton... "não sou titereiro... apenas preparo o cenário. Você é quem puxa suas próprias cordas".

Na cultura pop convencionou-se tornar a figura do belzebu em algo mais concreto e, nessa, o conceito do anticristo foi prontamente adotado. No cinema, ele aparece mais freqüentemente como uma força invisível e irreprimível (vide o Bzão O Príncipe das Sombras) ou como moleques assustadores com um "666" tatuado em algum lugar do couro (A Profecia, O Bebê de Rosemary). Mas isso é só no caso da paternidade ser do próprio Satan-in-chief. O esquema todo é cheio de regras e estratégias porque o livre-arbítrio, graças a Deus, tá na área.

Nos quadrinhos, essa burocracia infernal, bem mais complicada que uma "simples" possessão (à Etrigan/Jason Blood, da DC), pode ser contornada quando o cão em questão pertence à uma classe inferior - 1/3 dos anjos originais já é um número que demanda alguma pesquisa censitária. Nota-se também que um objetivo de vida mais modesto e não tão ambicioso, tal como "conquistar/destruir o mundo", é um facilitador do processo. Foi assim com o sacana Violador (arquiinimigo do Spawn), da Image, que, se não me falha a memória, é filho de um demônio jurássico old school com uma humana (é isto mesmo, Fivo?).

Já o sinistro Coração Negro, da Marvel, é um caso à parte.


Wes Bentley recebendo o exú Coração Negro: a forma humana do vilão

Criado por Ann Nocenti e John Romita Jr. em 1989, ele debutou numa história do Demolidor (Daredevil vol.1, #270 - publicada no Brasil em Superaventuras Marvel #122). Coração Negro é filho do super-capeta Mefisto, que o concebeu sem envolver qualquer miscigenação - o pequeno Coraçãozinho, além de 100% Negro, é 100% Cramulhão - detalhe que acho interessante. Ensaiando uma versão blasfema do Deus cristão, Mefisto envia seu único filho para a Terra em busca de uma espécie de redenção invertida. E para isto, nada melhor que vilipendiar os valores e ideais de alguma alma justa, incorruptível e altruísta - é ou não é a descrição per se do Demolidor (a.k.a Demônio Audaz)?

Em seus primeiros dias, Coração Negro é instinto puro. Através dos recordatórios, Ann Nocenti (mulher sensacional... ainda vou escrever muito, mas muito sobre ela) detalha minuciosamente cada sensação e etapa do aprendizado da infante criatura das trevas. O resultado lembra o texto de algum documentário estilo Desafios da Vida, com predadores famintos cercando filhotinhos desgarrados. A prosa de Nocenti é ágil e muito bem-sacada, o que impede o roteiro de se tornar pretensioso e enfadonho. Mesmo assim, ela aposta no seguro e suaviza ainda mais a atmosfera com uma participação especial do Homem-Aranha - outro herói sempre às voltas com dilemas éticos e ideológicos.

E Romita Jr., atravessando a primeira e definitiva re(/volu)formulação em seu estilo, insere em sua concepção visual o mesmo clima descomplicado das palavras de Nocenti. Fora que seu design para Mefisto, além de radical, é bem mais aterrorizante que o Conde Drácula cover habitual.


Provavelmente... nunca havia pensado nisso e nem sei se confere de fato... Romita Jr. tenha se reinventado de maneira tão efetiva visando a interação ideal com a narrativa de Nocenti. Acredito mesmo que ele tenha empreendido uma busca pela química perfeita entre suas imagens e o texto dela - deixando pra trás a influência paterna inicial (wow) para descobrir sua verdadeira ID artística, o que resultou numa das melhores parcerias dos quadrinhos, merecedora de TPB's, sketch-books e edições especiais ad nauseum (alô Panini!).

Segue abaixo a história da treta de Murdock e Parker versus o vilão de coração negro. Scans by me.


Peter Fisto: Easy Rider from hell
Sinceramente, tento não esperar muito da adaptação de Motoqueiro Fantasma - onde também estrearão na telona o papai Mefisto (ou Mefistófeles) e Coração Negro (Jr). Apesar dos ótimos previews, teasers e trailers, o figura Mark Steven Johnson sempre será o diretor do decepcionante Demolidor. Mas, olhando pelo lado positivo, grande parte das deficiências que deram as caras em Demolidor (sem trocadilho) serão contornadas pela natureza e poderes sobrenaturais do personagem-título. E o cast é bastante animador. Além de Nicolas "droga-eu-queria-mesmo-era-o-Superman" Cage, também tem o meu tio Sam Elliott, o sempre promissor Wes Bentley, a instituição harley-davidsoniana Peter Fonda e a explosively hot Eva Mendes.

E não sei até que ponto se pode confiar nas declarações do diretor, mas que elas são instigantes, isso são: "Coração Negro é mostrado no que eu considero sua 'forma humana' na maior parte do filme. Mas ao longo da história nós recebemos dicas do que existe debaixo desse disfarce. No clímax descobrimos seu eu verdadeiro - e ele é horroroso. Haverá um pouco do visual clássico da HQ adicionado de alguns elementos de horror".

Mefisto te abençoe, meu filho. Motoqueiro Fantasma estréia nos EUA em 16 de fevereiro. No Brasil, dizem que será em 02 de março.

Na trilha: Paradise Lost, One Second Live.

quarta-feira, 22 de setembro de 2004

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM


Sei lá o quê dizer. Vergonhoso? Revoltante? Acho que a palavra certa é "Capitalista". O cancelamento de O Justiceiro nos cinemas brasileiros foi, de certa forma, meio previsível. A estréia do filme estava marcada para 22 de outubro, seis meses após seu lançamento nos EUA, o que já era um verdadeiro absurdo.

Analisando mais friamente, a Columbia Pictures anunciou o seu cancelamento logo após a notícia de que as vendas americanas do DVD superaram as expectativas. Em apenas 5 dias, foram vendidas 1,8 milhão de unidades de DVD e VHS de O Justiceiro. Daí é fácil deduzir que alguma estatística econômica indicou que seria mais lucrativo para a Columbia ignorar a etapa brazuca nos cinemas e lançar logo a produção no cada vez mais rentável mercado de home-vídeo.

Enfim, não teve nada a ver com o filme, nem com o número de fãs que Frank Castle tem no Brasil. Trata-se exclusivamente de dinheiro... como sempre. Aí meu amigo, não tem cor, religião ou time de futebol que nos separe.


Esse aí é outro que eu já perdi as esperanças... O remake de O Massacre da Serra Elétrica foi lançado nos EUA em outubro do ano passado, e já teve tantas datas de estréia canceladas no Brasil (a última foi 13 de agosto), que quase alcança a marca de shows cancelados pelo Tim Maia.

Lá fora, o filme foi adorado pelo público e linchado pela crítica (como todo bom gore movie), mas foi bem nas bilheterias. E nada de estrear por aqui. Segundo a Europa Filmes, "uma nova data será estudada"... Bah! Sabem o que eu vejo? Eu vejo o vigia noturno do escritório dessa distribuidora revirando os rolos de celulóide das estréias, pegando o de Massacre e indo assistir na sala reservada. Estou pensando seriamente em enviar um currículo lá pra Europa Filmes pra trampar de vigia noturno. Acho que só assim pra eu poder assistir a nova versão de Massacre.

Sinceramente, após quase um ano de espera, eu duvido muito que o Leatherface ligue a sua motosserra em terra brazilis, ou pior... que eu nunca chegue a ver a deliciosa Jessica Biel correndo por aí de camiseta molhada.

PS: Eu gosto de ir ao cinema. Gosto de assistir aos filmes lá. Não sou de baixar filmes da net, prefiro esperar um pouco. Sou um cara que tenta contribuir com esse Sistema mal-agradecido. Aos poucos, estou mudando essa mentalidade, e Shaun of the Dead (Inglaterra/2004) é o primeiro de uma série. Baixei há pouco e vos garanto: filmaço!

Fuck the System!



O ESPÍRITO HELL ANGEL DA VINGANÇA


O 1º filme do Motoqueiro Fantasma ainda tem muito o que ralar pela frente, mas já dá sinais de algo promissor. Até agora, houveram poucas mudanças na line-up da produção, o que é sempre um bom sinal.

Mark Steven Johnson, por exemplo, ainda é o diretor. Não sei se isso é lá uma boa coisa, pois seu trampo anterior, a adaptação de Demolidor, poderia ter sido um filmaço e não foi. De qualquer forma, ele terá tempo de sobra pra trabalhar o personagem.

Já o (anti) herói ainda conta com Nicolas Cage no primeiro lugar da fila, o que pra mim é uma ótima escolha. Nic sempre foi doido por um papel com "super" no prefixo. Ele até quis ser o Clark, tempos atrás. Tsc, que bobagem. Talvez o mais atormentado - e com certeza o mais faustiano - dos personagens de quadrinhos, o Motoqueiro faz um paralelo perfeito com a aura psycho-hero de Nic. É só conferir as suas atuações insanas em filmes como Coração Selvagem (do "Mágico de Oz" David Lynch) e Vivendo no Limite (do domador de outsiders Martin Scorcese). Existem boatos sobre a participação de Jon Voight também, mas nada está confirmado.

Numa recente declaração, o diretor Johnson disse que será extremamente fiel ao conceito original do personagem, e ao seu visual também (essa parte não será muito difícil, visto que a vestimenta à Judas Priest do caveirão ainda hoje é atual). Nessa mesma entrevista, ele revelou que os vilões serão Mefisto e seu bacuri, Coração Negro. Apesar do lance alto (Mefizin é um puta personagem promissor!), já estava mais do que na hora de tirarem do armário todos aqueles demônios da Marvel. É só não errarem na mão, afinal, Mefizin é presença constante nas origens e aventuras de outros super-heróis também merecedores de filmes.

O nome Mefisto deriva de Mefistófeles, e vem do hebraico Mephir ("destruidor") e Tophel ("mentiroso"). Na hierarquia infernal, ele exerce as funções de porta-voz imperial, bibliotecário chefe, enviado diplomático e um tipo de diretor de marketing do inferno. É o mais perigoso dos demônios, abaixo somente do (putz, eu já ia escrever "fodão") Lúcifer. Essas e outras informações você pode conferir nessa matéria, escrita pelo Rodrigo "Piolho".

Agora, um "momento HQ"® de leve (Cag@mba's rights reserved). Mefisto e Coração Negro Jr. tramando a discórdia e a desgraça alheia, num momento terno e familiar. Imagino que Bush pai e Bush filho também tiveram uma conversa muito parecida com essa. Clique na imagem pra ler na íntegra.


Só pra registro: O Motoqueiro Fantasma apareceu pela primeira vez em 1967, na Marvel Spotlight #05. Johnny Blaze era um dublê profissional que fez um acordo com o demônio Mefisto para salvar Craig "Crash" Simpson (também dublê e seu pai adotivo), de um câncer terminal. A barganha ocorreu sem maiores problemas, mas um belo dia, Craig morreu durante uma performance. E Mefisto estava lá pra buscar a sua alma. Johnny tentou dissuadí-lo a libertar o espírito de seu padastro, mas Mefisto lhe disse que o acordo entre eles já havia acabado. Foi aí que Roxxane Simpson (filha de Craig e atual esposa de Blaze), apareceu e lançou sobre Mefisto uma maldição que havia aprendido em um livro de ocultismo. Mefisto foi obrigado a ir embora sem a alma de Craig, mas não deixou barato: ordenou a possessão da alma de Johnny Blaze por um demônio chamado Zarathos.

O detalhe é que Blaze não perdia a sua consciência durante os "picos" de sua possessão. Ele acreditava mesmo que essa nova personalidade demoníaca era um lado obscuro de sua própria. O processo de domínio se iniciava ao pôr-do-sol, deformava totalmente a face de Blaze, e lhe conferia certas "habilidades": força nível 10, o Olhar da Penitência (capaz de fazer o inimigo sentir a dor que provocou, só que multiplicada inúmeras vezes), magia pirocinética e o poder de transformar qualquer YBR numa Kawasaki Ninja incandescente. Após um tempo, e várias aventuras, Blaze conseguiu enganar o demônio Zarathos e prendê-lo em um cristal espiritual. Mas houve um retorno, claro.

Um adolescente chamado Danny Ketch e sua irmã, Barbara, descobriram as atividades ilegais de um figurão do submundo do crime. Perseguidos por assassinos profissionais, eles fogem, mas Barbara é assassinada. Acuado, Danny se depara com uma misteriosa moto... Daí pra ele se transformar no novo Motoqueiro Fantasma foi um pulo.

Johnny Blaze até chegou a enfrentá-lo, achando que se tratava da volta de Zarathos. Feitas as explicações, os dois ficaram amigos e juntos enfrentaram a demoníaca Lillith. A saga do Motoqueiro Fantasma ainda reservou uma reviravolta digna de um dramalhão mexicano: Danny descobriu que era adotado e que Johnny é o seu irmão verdadeiro...

Estes são alguns sketchs do ilustrador Bernie Wrightson, da equipe de programação visual de Motoqueiro Fantasma. Já dá pra ter uma idéia do Nic Cage se transmutando em uma caveira infernal. Clique nas imagens.

Apesar da declaração de fidelidade (eles sempre prometem isso), o filme deverá trocar ou mudar alguma coisa. No lugar do seu padrastro, Johnny vai se sacrificar pela sua amada Roxxane, ou coisa parecida. Só espero que o lado água-com-açúcar pare por aí, pois a mitologia do Motoqueiro é sinônimo de seqüências sanguinolentas de porradaria em alta velocidade. Além do quê, não dá pra fazer um filme bonitinho com um "galã" desses...

Mas a produção ainda tem um longo caminho a percorrer, afinal, estipula-se que o filme só vai estrear no longínqüo 2006. Pode ser um puta thriller de ação/horror, ou um sub-Spawn (que já não era lá essas coisas). Ou pode até ser engavetado (que Mefisto não permita!).


GOLFINHO DE SORTE


Confesso que eu já estava de olho nela desde aquela versão nova do seriado Flipper. Depois de A Mão Assassina (e da inesquecível seqüência só de underwear...) fiquei ainda mais instigado. Agora ela é a garota do momento em se tratando de adaptações de HQs. Jessica Alba, participa atualmente de duas produções do gênero, e não são personagens baseadas em qualquer tranqueira não. Tratam-se de Susan Storm, dos bastiões do Quarteto Fantástico, e Nancy Callahan, da aclamada Sin City de Frank Miller.



Esse é Quarteto Fantástico ideal, na minha opinião... e bota "fantástico" nisso...

Sinceramente, eu não sei como ela se sairá no papel da Susan, visto que isso depende de vários outros fatores, como a abordagem diferente (Sue está bem mais jovem) e, o mais preocupante, o diretor-incógnita Tim Story. Desejo toda a sorte para o pessoal do edifício Baxter em sua estréia nas telonas. Por enquanto, um fato é inegável pra mim: Jessikita envergou muito bem aquele colantezinho azul... :P

Já em Sin City a coisa é bem diferente. Se fosse um time de futebol, ele já entraria em campo com vinte gols de vantagem, com direito a empate. Todo mundo gostou do preview, e aquele breve strip da cowgirl Jessica ficou em modo replay por um bom tempo na minha memória (e na do meu HD).


Dá-lhe Jessikita...! Alguém tem cinco reais aê pra me emprestar?! :P

E já que isso aqui tá meio zoneado, vão aí umas antigüidades: duas páginas do seminal Dicionário Marvel, e em uma delas - aproveitando o hype - a ficha de Reed Richards, a.k.a. Senhor Fantástico (além de ser o sortudo que pega a Sue).


Clique nas imagens para aumentá-las... aham...

Certa vez, a entidade Eudes/OutZ (é um conflito) publicou umas páginas dessa relíquia. Se alguém aê tiver alguma dessas, favor me enviar. Tô retomando a minha coleção após 15 anos. :P


A PAIXÃO DE MATT MURDOCK


Se um dia adaptarem essa história para o cinema (quem dera!), minha indicação para o advogado cego iria pro Jim Caviezel. Em matéria de sofrer durante um filme inteiro ele manda bem.

A edição 97 da memorável Superaventuras Marvel trazia a história Sinais Vitais (Vital Signs, publicada originalmente em Daredevil #260), com o herói da Cozinha do Inferno atravessando uma verdadeira via-crucis.

Poucas vezes houve uma desmistificação tão crua do mito do herói invencível. Em outras palavras, nunca vi um herói apanhar tanto quanto o Demolidor nessa história. Parece até o personagem de Kevin Costner, no filme Vingança, de Tony Scott (que, por acaso, assisti ontem).

A mando do Rei, a febril Mary Tyfoid arma uma senhora arapuca para o Homem Sem Medo. Acaba agrupando um considerável número de inimigos do Demolidor (Bullet, Guerrilheiro, mais alguns punks) e, juntos, detonam o vigilante. O início idílico, com Matt passando pela melhor fase de seu relacionamento com Karen Page, contrasta maravilhosamente com a descida ao inferno das páginas seguintes. Mérito do texto esperto de Ann Nocenti e dos traços cirúrgicos de John Romita Jr (ê fase boa...).

Aliás, essa dupla é responsável por uma das seqüências mais ordinárias dos quadrinhos (ainda hoje). Trata-se de uma briga do Rei com a Mary. O que eu posso dizer é que ela não termina do mesmo modo que começa. Cara... Wilson Fisk é muito, muito sinistro... :D


(scan feito por mim mesmo em 2004, então já sabe!)


Uma HQ perfeita, onde até o Johnny Storm faz bonito.

E uma dica d'O Cara dos links (90% de aproveitamento da minha parte!): o Chico desenterrou esse link aqui, que tem uma pá de HQs disponíveis, em formato original - inclusive essa aí publicada pela SAM, e todas (ou quase todas) da brilhante fase Nocenti/Romita Jr. do DD. Como tudo que é bom dura menos do que deveria, se eu fosse vocês...


dogg, que tinha mais coisa pra escrever, ao som de Feedback, EP matador do Rush que coveriza covers.