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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bom, mau e feio


Os recentes trailers de Jonah Hex não negam. Vem aí mais um genérico de ação pop-sobrenatural aos moldes de Elektra e Motoqueiro Fantasma, com uma boa dose de As Loucas Aventuras de James West. Isso pode até soar pessimista demais, mas aquelas cenas "divertidas" e modernosas passam a semanas de cavalgada do anti-herói original, um elo perdido entre Bronson, Van Cleef e Eastwood e um dos primeiros badasses de fato dos quadrinhos.

Pois o velho confederado ganhou boas chances de atravessar esse hype tosco com alguma dignidade. Um curta animado do Hex será incluído nos extras do Blu-Ray/DVD de Batman: Under the Red Hood. Hip Hip Hooray!

Segue o release oficial da Warner Home Video:

The second DC Showcase animated short, “Jonah Hex,” will appear as a bonus feature on the Special Edition Blu-Ray and 2-Disc Special Edition DVD release of “Batman: Under the Red Hood.”

Scripted by renowned author Joe Lansdale and starring the voices of Thomas Jane (Hung), Linda Hamilton (The Terminator), Michelle Trachtenberg (Mercy, Buffy the Vampire Slayer) and Michael Rooker (Days of Thunder), the DC Showcase short is based on the award winning comic series. The short is rated PG-13.

In the DC Showcase story, the tough-as-nails bounty hunter Jonah Hex always gets his man – until someone else gets to him first – in this case a murderous madam who wants to steal more than just her bounty from Jonah Hex.

“Batman: Under the Red Hood,” the next entry in the popular ongoing series of DC UNIVERSE Animated Original PG-13 Movies, arrives July 27, 2010 from Warner Premiere, DC Entertainment and Warner Bros. Animation. The full-length film will be distributed by Warner Home Video.


É só um curta. Mas se mantiver o nível das animações da DC, já será o suficiente, filho. Rrrc... cusp.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

EXTERMINADOR, PARTE 2: A INDÚSTRIA


O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, de 1991, foi contido nas cenas da guerra contra as máquinas. Desta vez, não havia nenhum humano vindo do futuro com lembranças a serem vislumbradas em ocasionais flashbacks (ou seriam flashforwards?). Talvez pra não deixar todo mundo no vácuo, James Cameron optou por abrir o filme com uma sequência massiva de uma grande batalha no futuro. No fundo, ele apenas atualizou aqueles flashes do primeiro filme (até a cena da pick-up em fuga sendo atingida e capotando está lá), numa versão ainda mais poderosa, acelerada e grandiosa. Criou assim uma introdução absolutamente eletrizante, mesmo que apenas ilustrativa e sem ligação direta com o plot central.

Sempre achei curioso o fato de Cameron, quebrador de convenções que é, apenas reprisar o ponto de partida anterior. Nada de soldados invadindo uma base da Skynet, provavelmente em missão suicida, e enviando o T-800 hackeado momentos depois da partida do T-1000. Ah, essas sequências imaginárias...

Também especulei outras coisas de lá pra cá. Uma delas tem ligação direta com o promo teaser de T2. Esse explodiu bem na minha cara, numa desavisada tarde de sábado, durante o saudoso Cinemania, da Rede Manchete. Uma pequena obra-prima dirigida pelo mago Stan Winston - e a única vez onde foi mostrado o processo de construção dos exterminadores. Simples e antenado com a mitologia e com o clima de expectativa.




Sabe o que foi assistir esse teaser em 1989?



Cara, depois disso não sosseguei enquanto esse filme não estreou no cinema. Cinema lotado. Aliás, lotado não... super, hiperlotado. Fila quilométrica e não tinha lugar nem no chão. Bons tempos.

Desde essa época, fiquei chapado com o conceito de linhas de montagem de exterminadores e outras máquinas genocidas. Imensas áreas industriais criadas pela Skynet com tecnologia livre de questões humanas, evoluindo em horas o que levaríamos décadas para começar a compreender. Mas longe daquele visual dark biomecânico de 01, a capital das máquinas de Matrix, e sim algo mais próximo de uma central mecanizada clean, eficiente e produtiva. Projetada e construída do zero com high-tech brand new.

O que vai contra a info dada pela exterminadora Cameron, na série Terminator: The Sarah Connor Chronicles. Segundo ela, após os bombardeios nucleares, a Skynet reaproveita as bases militares humanas para adaptar suas fábricas. O que seria um belo retrocesso vindo de uma IA com aversão à espécie humana.

T2 ainda traz um bônus no final de sua acachapante abertura. Pela primeira vez, somos apresentados ao grande John Connor.


Não lembra em nada a jovialidade delinquente de Edward Furlong no mesmo filme, mas Michael Edwards tem uma puta expressão badass nessa cena. É o próprio líder de uma revolução armada (ainda mais com essa cicatriz à Tom Berenger, em Platoon). Foi o John Connor escolhido por James Cameron, portanto o que ficou eternizado no imaginário popular. Nunca saberemos se vingaria mesmo, já que Edwards evaporou em meados dos anos 90.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

EXTERMINADOR, PARTE 1: FUTURO EM CHAMAS


O Exterminador do Futuro: A Salvação é o filme mais importante da série. O maior clímax da saga desde a sua criação e toda a sua razão de ser. Em tese. Narrativamente, é ao redor de Salvação que os eventos dos capítulos anteriores foram estruturados. Todos os conceitos criados por James Cameron, junto com Gale Anne Hurd: o cenário de pesadelo apocalíptico, exterminadores e hunter killers esterilizando o planeta, a raça humana à beira da extinção e o último foco de resistência encontrando na figura de John Connor o seu messias. É a Caixa de Pandora da série, enfim escancarada.

Além disso, é o período onde todos os deslocamentos temporais convergem na forma de pontos de origem - com todas as motivações e situações tão citadas e nunca mostradas atreladas a cada viagem. Mas, o mais importante, é onde o loop/anomalia se inicia. Se John e Sarah Connor tivessem realmente salvo o mundo de uma guerra em T2, eles estariam condenando a existência de John, visto que seu pai veio daquele futuro caótico. Estava na cara o tempo todo: enquanto John Connor existisse, haveria guerra*.

* pra manter a conversa num nível são, vou pular o Gato de Schrödinger, altamente aplicável neste caso. Mas as pirações estão liberadas nos comentários.

Em geral, o ponto zero desses loops temporais é muito difícil de detectar, já que inverte todos os princípios da causalidade. Eu bem que já tentei, mas nem arranhei a lataria. A última temporada de Lost bate pesado nessa tecla. O excelente Los Cronocrímenes é todo sobre isso. Para esta situação hipotética pode até não haver alguma explicação lógica - ou filosófica, que seja -, mas ao menos em Salvação, ou a partir dele, há a chance de testemunharmos cada momento onde os filmes anteriores nasceram. Isso, mais uma vez, em tese.

Igualzinho ao resto da humanidade, não espero muito de um filme com McG na direção. Tenho evitado spoilers com destreza notável, dada a lista peçonhenta dos meus favoritos, mas 33% no Rotten Tomatoes se faz ouvir até no continuum espaço-temporal.

Pelas prévias, nota-se que o roteiro virtual desenhado nos três filmes anteriores foi ignorado em detrimento ao aspecto bélico do terminatorverse. O que não é nada mal também.


Esquecendo por um momento o vil metal que move tudo isso (e não estou me referindo ao exterminador). Basicamente, quem é fã da série, sempre quis ver aquela guerra. Lembro bem da primeira vez que assisti ao filme original e fiquei fascinado com os flashes daquele futuro aterrador. De repente, o plot principal search and destroy parecia apenas a ponta do iceberg. Os campos de extermínio citados por Reese, caveirões HK gigantescos e as unidades aéreas varrendo os escombros e explodindo guerrilheiros da resistência com raios laser púrpuras. Se você não fosse soldado, seria um moribundo agonizando em um bunker, devorando ratos como se fosse um banquete.

Isso sem falar da aterrorizante possibilidade de, a qualquer momento, alguém na multidão se revelar um exterminador, puxar um canhão de plasma e sair atirando em todo mundo - como o nosso amigo fantasmagórico aí em cima.

Às vezes, uma parte supera o todo. Eu simplesmente queria mais daquilo, muito mais. E o sentimento ficou em stand-by. Até hoje.

[trilha do Brad Fiedel aqui]


Nos extras do DVD do primeiro filme, há uma extensa galeria onde James Cameron mostra que, além de tudo, é um grande ilustrador. Os designs e concepções foram meticulosamente criados e desenhados por ele. Impensável nos dias atuais, onde existem equipes pra tudo (e talento inversamente proporcional). O material é de cair o queixo e bota muito desenhista famoso aí no chinelo. Três amostras:


Vamos descontar o terminator tentando pegar a Sarah com uma faca de cozinha. Todo mundo tem sua fase Stephen King.