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quinta-feira, 4 de abril de 2024
Shalla Now
Em uma nova reviravolta no Universo Cinematográfico Marvel, a atriz Julia Garner será...
...Luminaris, arauta de Galactus!
E lá vamos nós de novo.
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domingo, 30 de abril de 2017
O Estranho das Filipinas
Na época do lançamento do filme do Dr. Estranho, ano passado, fiquei de mandar o foca rascunhar um breve-mas-charmoso texto para a ocasião. Como isso nunca aconteceu, o filme - que me surpreendeu positivamente, que registrem nos autos - acabou como acabaram tantos filmes-pipoca por aqui: passando batido. Felizmente agora, em meio à faxina/releitura sazonal da portentosa coleção de papiros da 9ª arte, o nobre Doutor-Mestre das Artes Místicas há de ganhar seu tributo nesta pocilga. Que belo timing, hm?
O universo particular do Dr. Estranho era um lugar de fato estranho, com traços pesados e uma atmosfera tão obscura que chegava a ser azul. O mago honrava mesmo as calças que vestia quando ainda estrelava Strange Tales, seminal antologia de horror e monstros da Marvel.
Aquelas eram as edições #20 e #22 originais do título Doctor Strange vol. 2, ou Doctor Strange - Master of Mystic Arts. O roteiro de Marv Wolfman não era dado a pirotecnias, mas deixava claro que aquele não era o quadrinho regular da Marvel. Algumas mortes eram de arrepiar - e aí entra o verdadeiro protagonista destas modestas linhas (mas que sacanagem com o discípulo-mor do Vishanti, você vai dizer, mas calma lá que é justificado): o veterano artista filipino Rudy D. Nebres.
A arte detalhista com painéis que lembravam um óleo sobre tela gótico trazia tons fúnebres, cenários surreais e um clima febril e perturbador que remetia a um pesadelo - nesse ponto lembrando uma cruza blasfema da mão pesada de Gene Colan com o traço estiloso de Neal Adams. Mal comparando, era como o Stephen Bissette, do Monstro do Pântano de Alan Moore, saído de uma missa negra chapado com chazinho de Santo Daime.
Nas duas histórias publicadas, "Xander, o Impiedoso!" e "Tomada pela Loucura", a arte de Nebres se destaca numa aventura, que, de outro modo, ou com outro desenhista, não passaria de divertida. Mas o que se vê aqui, em cada quadr(inh)o é grande arte.
Sem o título de Mago Supremo e com seus poderes diminuídos pelo Ancião (não me pergunte porquê), o Dr. Estranho encontra pela frente o vilão Xander. Durante a batalha, um revés: sua aprendiz Clea acaba possuída pela magia negra de Xander e sai por aí cometendo as maiores atrocidades.
A despeito de Nebres ter concebido a Clea mais sensual de todas, tenho algo a confessar: a cena que mais me causou arrepios nas HQs da época é quando a moça vai parar na cadeia e para se livrar de uma detenta ameaçadora, ela concreta a infeliz ainda viva.
Não satisfeita, Evil Clea sai pela cidade tocando o terror em termos bíblicos e Lovecraftianos, como qualquer minion from hell que se preze.
Tive alguns... "problemas" com essas cenas também, pela carga imagética/religiosa envolvida. Fazer o quê, sou um católico cheio de culpa que não sabe o que faz e que, na época, ainda tinha os devaneios apócrifos de Os Caçadores da Arca Perdida ecoando forte na cabeça.
Apesar de seu incrível talento, no Brasil a carreira do señor Nebres foi marcada por seus trabalhos como arte-finalista. Ele fazia a cobertura dos lápis de gente como John Buscema, Gil Kane e os citados Gene Colan e Neal Adams, notadamente nos gibis do Estranho, do Hulk e do Conan (em especial A Espada Selvagem). Sempre com uma proficiência e qualidade do nível de um Alfredo Alcala, se for pra mensurar a competência do homem. Mas também assinou muita arte original, conforme o compiladão do Comic Book DB - e que, por algum motivo, continua sepucralmente inédita por aqui em sua esmagadora maioria.
Ao que consta, após a produção em ritmo industrial que manteve nos anos 70 e 80 o artista se afastou dos quadrinhos para investir seus talentos em áreas mais comerciais. Reservado e sem reconhecimento pelo conjunto da obra, Nebres faz aparições esporádicas em convenções de pequeno porte nos EUA.
Pra mim ele sempre será o dono do traço mais bacana - e assustador - que o Dr. Estranho já teve.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2005
OSSOS DO MALDITO OFÍCIO
Fuck me. E não é que Jack Bauer matou mesmo o Chappelle?! Coagido pelo super-terrorista Stephen Saunders, o presidente David Palmer autorizou a execução de Chappelle para evitar que um vírus letal fosse disseminado e vitimasse milhões de cidadãos americanos. Aparentemente, Chappelle, que investigava o fluxo das contas bancárias de Saunders ao redor do globo, atingiu algum ponto sensível no esquema do terrorista. Seja qual for, foi embora com Chappelle, pois nem ele mesmo sabe do que se trata (Nota do "editor" do blog - agora eu já sei do que se trata!).
Ryan Chappelle é (era...) o diretor da CTU e exerceu um papel fundamental nas 3 primeiras temporadas de 24 Hs (até quando não aparecia e era apenas citado). Sisudo, Chappelle mantinha uma frieza inigüalável em momentos pra lá de tensos e críticos, e exigia mesma postura do resto da equipe. Foi isso que triplicou o efeito dramático do ocorrido. Assim que soube por Bauer de sua condição descartável, sua parede de profissionalismo quase desabou. Méritos para a excelente atuação de Paul Schulze (Mutação 2, O Quarto do Pânico), entre o austero e o patético. Mas o pior foi vê-lo indo para o matadouro voluntariamente (como não poderia deixar de ser, pois o algoz era o Jack Bauer... se correr o bicho pega, se ficar...) e resumindo a sua vida antes do inevitável ato final.
Meu amigo... eu não trabalharia na CTU nem que o salário fosse em euro.
Se elas soubessem aonde essa conversa vai dar...
Eu já comentei aqui sobre o brilhantismo de Brian Michael Bendis em Avengers Disassembled. Foi brilhante mesmo, uma pérola recente. Principalmente por um detalhe que eu não atentei na época. Não sei se foi intencional ou se foi pura felicidade inesperada, mas ele amarrou a série de forma soberba ao apontar a Feiticeira Escarlate como a grande vilã.
Relendo histórias antigas, notei que a Wanda sempre foi dona de um background bastante curioso. Dividida pelo desejo de ser mãe (lembra da analogia que fiz com Grace, de Os Outros?) e seu amor por Visão (que nem é humano, é um sintozóide), fica subentendido num roteiro imaginário o fato dela ter feito escolhas erradas e reprimido as certas - durante anos. Psicologicamente, isso tem o efeito de uma bomba nuclear instável, prestes a explodir à menor pressão. E foi o que aconteceu durante e no final de Disassembled.
Descobrindo por Agatha Harkness que tem um poder praticamente ilimitado
Detalhe: o primeiro exemplo é de 1987 e o segundo de 2000. E não são apenas esses. Várias aventuras e situações decorridas ao longo dos anos revelam que Wanda sempre esteve em contato com um certo "lado negro" (personificado pelas suas frustrações e pela sua incapacidade de dominar todo o seu poder sem enlouquecer no processo) e que algum dia esse caldo ainda ia derramar feio. Parece incrível, mas a impressão é de que tudo isso foi feito já tendo a Feiticeira insana de Disassembled em mente. Agora toda a história antiga que eu leio da Wanda me dá essa sensação de conspiração escarlate.
Loucura, não? Por isso que eu comentei que Bendis foi brilhante em Disassembled. Possivelmente sem querer, ele traçou o perfil psicológico definitivo da Feiticeira e conferiu conhecimento de causa em sentido reverso com um alcance histórico de, no mínimo, 25 anos de roteiros escritos contendo a personagem.
dogg, ouvindo uma mulher interessante cantar.
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