Mostrando postagens com marcador Hellboy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hellboy. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Delboy nunca mais


Mike Mignola, uma garrafa de whisky e duas doses de amargura. Em entrevista ao Screen Rant, o criador do Hellboy fez uma turnê pelos natais passados: primeiro admitiu que ficou decepcionado com Hellboy II: O Exército Dourado (2008) e, depois, que as chances de Guillermo del Toro retornar à série original para fechar uma trilogia são quase nulas.

Num trecho particularmente tocante, fez uma DR bem intimista daqueles dias.
“Sendo capaz de olhar para trás agora, estou muito feliz com o tempo que passei com ele. Tivemos algumas aventuras, e eu acho que nós dois seguimos em direções diferentes. (...) É uma sensação muito estranha [onde] você simplesmente pensa, ‘Eu pensei que éramos amigos para a vida toda, mas eu nunca mais vou te ver de verdade’, e, infelizmente, eu acho que é meio que onde del Toro e eu estamos. Ele está em outro planeta. Estou muito feliz por conhecê-lo e trabalhar com ele quando trabalhar em um filme era com cinco ou seis caras, e não na carreira que ele tem agora.”
De fato, a atmosfera nos bastidores parecia transbordar brodagem.

Ainda assim, e por mais que tenha sido um divisor de águas para a sua maior criação, é melancólico ver o Mignola remoendo esse tópico mais uma vez. É meio um consenso geral que o Hellboy da versão do del Toro morreu há tempos. E isso não é necessariamente algo ruim.

Na entrevista, o quadrinista conta que ficou três meses trabalhando na pré-produção do 2º filme e que não viu nada daquilo no resultado final. Não surpreende, se "olhar para trás" com a sobriedade que só a idade traz.

Como aventura, o Hellboy 2004 batia na trave, salvo pelas boas caracterizações, produção esforçada e a transição daquele terror gótico dos quadrinhos. Uma transição a conta-gotas e com estética à Tim Burton, mas já era alguma coisa. O Exército Dourado, por sua vez, trocou esse aspecto por um clima de fantasia Tolkienesca. Tudo ficou suntuoso, onírico, inofensivo, fofo demais.

Cheguei à conclusão que del Toro fez aquilo que garantiu que nunca faria.


Lembro que escreveria uma resenha sobre o filme, mas fiquei com o editor de posts aberto por duas semanas sem conseguir redigir uma frase. Não queria falar mal, mas era impossível falar bem. Desisti.

Segui o conselho do velho monge de Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera (2003). É um bom conselho.


E serve tanto para coisas quanto para pessoas, viu Mignola?

domingo, 3 de dezembro de 2017

delBoy

Fábula onírica dark é comigo mesmo. Entre a ótima recepção da crítica ao novo do Guillermo del Toro, este Tim Burton do milênio, e a premissa remontando ao clássico da Sessão da Tarde Splash - Uma Sereia em Minha Vida (alô, quarentões: tamo junto), certamente vale a pena ficar de olho nesta pérola.


Mas fica a dúvida: com todas as evidências, seria mesmo um prequel secreto do Abe Sapien - com o mesmo Doug Jones por baixo das escamas - ou Mike Mignola vai ficar ainda mais fulo com o del Toro? Seja como for, só por colocar Michael Shannon e Richard Jenkins na mesma película já ganhou minha atenção.

A Forma da Água tem previsão de estreia por aqui em 11 de janeiro.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Quarteto Bombástico

Então a Marvel explodiu o novo Quarteto Cinematográfico.


E eu morri de rir.

Antes de tudo, sou da geração que ficou estarrecida com a falta de escrúpulos da Microsoft ao sabotar sistematicamente a Netscape, criadora do melhor browser do final dos anos 90. Parece que foi ontem. Tudo bem, sou mais velho que isso: que tal quando a ex-gigante do tabaco Brown & Williamson ameaçou quebrar a CBS por causa de uma entrevista comprometedora? E quando - esse já não é da minha época - a Detective Comics engoliu a pequena Fawcett por causa do Shazam!?

Histórias de canibalismo corporativo sempre causaram indignação geral. É o clichê de sempre - um Davi contra um Golias e um resultado invariavelmente ruim para o público. Sou o primeiro a receber o espírito do Meiaoito nessas ocasiões.

Mas existem exceções. E no caso The Walt Disney Company vs. 21st Century Fox torço sinceramente para que Mickey Mouse esmague seus inimigos, os veja caídos diante de seus olhos e ouça os lamentos de suas mulheres.


Recapitulando: a Marvel começou a chamar atenção quando omitiu o Quarteto Fantástico e os X-Men em um pôster de seu aniversário de 75 anos. Em seguida, veio o vazamento de um suposto memo onde a editora exorciza os 4 Fantásticos do nanquim de seus artistas. Entre uma coisa e outra, foi anunciado que o título do Quarteto será cancelado. E assim chegamos à ironia da explosão fantástica.

Não sou analista econômico nem nada, mas parece bem óbvio o que acontece aqui. É campanha de guerra. Ainda não chegou ao próximo nível, mas aguardemos.

Nos últimos meses li relatos e reações de todos os tipos. Grande parte repudiando tais manobras e cobrando uma conduta de fair play por parte da Marvel/Disney. E que "não é assim que se faz", "concorrência só traz benefícios", "a briga deveria ser pelo melhor filme", piriri, pororô. Tudo muito sensato e civilizado.

Só que é difícil continuar sendo sensato e civilizado enquanto transformam Victor Von Doom em Doom69, o rei das salas de bate-papo do UOL.


Claro que aí existe uma linha tênue que eu gostaria muito, mas muito mesmo, de não ultrapassar: a que separa gente normal de fanboys. Não sou nenhum iconoclasta... ainda... mas quanto mais velho fico, mais acho poucas coisas tão chatas quanto fãs incondicionais. Então não é um simples caso de protecionismo em relação ao meu querido Quarteto Fantástico.

Trata-se daquele tipo de revolta de quando se está diante da vandalização de algum patrimônio histórico ou alguma obra de arte em via pública. O sentimento é o mesmo. É dessa forma que vejo o Johnny Storm no sistema de cotas, a Sue adotada, o Doom@IronCock98cm, o Reed McLovin e os indícios claros de que decidiram pretensamente "melhorar" o material.

Sobre isso, Guillermo Del Toro já disse tudo o que precisava ser dito lá nos idos de 2002.


(categórico, ainda que ele mesmo tenha abandonado essa cartilha 1 Hellboy mais tarde)

Outro fato, inegável, é que a Marvel acabou sentindo a falta do Edifício Baxter em seu universo compartilhado. Já vimos chitauri, xandarianos e krees, mas não skrulls. Vimos até um Celestial, mas não Galactus. A grosso modo, todos os personagens da Marvel Studios são solitários ou renegados, não há laços familiares mais profundos ou alguém da ciência-pela-ciência. Nenhum geek adulto, nenhum Egon Spengler.

Mas o pior é que perdem-se aí 50 anos de referências, conexões e ideias que a Fox nunca poderá utilizar, já que tem em mãos um Quarteto isolado. Enquanto isso, os fracassos se acumulam. E cada erro desse me custa uns cinco anos de espera até o próximo frango.

O problema é que a partir dos 35 a vida vira uma planilha de prioridades. O dia é mais curto. Só quero saber do que pode dar certo. Não tenho tempo a perder. Após dois filmes meia-boca com bilheterias aquém do esperado, acho mesmo que a Fox devia:

1) Desencanar desse negócio de gibi e apostar tudo em um novo Predador com os retornos triunfais de Schwarza, Elpidia Carillo e John McTiernan;

2) Devolver o Quarteto e todo o seu canon para a Marvel com um pedido de desculpas;

3) Aproveitar o embalo e devolver os X-Men também, que já passou da hora - e olha que gosto dos filmes.

Tudo isso é só uma saudável especulação entre um cafezinho e outro. Apenas levei em consideração as alterações pavorosas em personagens clássicos da cultura pop. Mas o outro lado da moeda também precisa ser lembrado: o diretor e roteirista Josh Trank tem uma ótima reputação, mesmo entre os fanboys, via Poder Sem Limites (Chronicle, 2012). Talvez seja a única coisa que impeça uma turba de nerds furiosos com tochas e forquilhas em riste se aglomerando em frente ao seu castelo - ou n'alguma localidade virtual correspondente.

Dessa forma, como diria o Vigia, que provavelmente está preso à Fox também, "O que aconteceria se... 


...O Filme For Bom?"

Nó, isso seria péssimo.


Porque seria um filme bom de um supergrupo que não é o Quarteto. Lógico!

E eu juro que não sou radical.

sábado, 31 de julho de 2004

HELLB...





hã... HELLBOY


Aos poucos os super-heróis patrocinados pelo coisa-ruim estão saindo do inferno. Desde o filme do Spawn, no longínqüo 1997, que não vem uma única alma boa do reino das trevas pra salvar os indefesos traseiros humanos (excetuando o Ozzy, no final do Little Nick). No momento, estou em stand-by from hell, aguardando notícias do enrolado filme do Motoqueiro Fantasma (Nicolas Cage deve rezar todo dia pra ver se sai). E me parece que já houveram conversações à respeito de um longa com o Etrigan também. Tenho certeza de que um dia algum executivo de Hollywood (da New Line ou da Lions Gate, de preferência) ainda terá a grande idéia de adaptar Lúcifer - Estrela da Manhã, do Gaiman. O inferno será pop, se Deus quiser. E não esperem muito de Constantine. Tenho quase certeza que aquilo não vai vingar.

Mas por hora, curvem-se, súditos das profundezas... a malevolência quadrinhística a serviço de Hollywood ganhou um novo fôlego: Hellboy finalmente chegou à terra do Carnaval. E boas notícias: o filme é ótimo! Aêêê...!


Não é pra menos... O diretor Guillermo Del Toro é gente que nem a gente. Ele é fanático por HQs, Cinema (com ênfase no gênero Horror), enfim... é o meu melhor amigo dos que eu não conheço. E ele empreendeu uma verdadeira cruzada pra realizar esse filme, principalmente para manter o grande Ron Perlman no papel principal ("eles" queriam Vin "Riddick" Diesel) - para maiores detalhes, confira a ótima entrevista publicada no Omelete, o templo do timing.

Outro fator que somou vários pontos na qualidade da produção foi o respeito de Del Toro com o material original. Sabiamente, ele manteve o pai do personagem, Mike Mignola, perto da equipe criativa do filme. Em geral, diretores de adaptações não estabelecem conexão alguma com os criadores, o que é uma lástima.

Acho que numa altura dessas, todo mundo já conhece o background de Hellboy. Eu mesmo, já escrevi sobre isso várias vezes aqui e antes daqui também. Campanha de conscientização, saca.


Essa cena original da HQ também comparece no filme, intacta


Ainda sem o tratamento digital... o resultado ficou maravilhoso

"Gente... olha... o Hellboy é demais, é o que há. Sabem o Grigori Rasputin? É, aquele monge russo doido que fez a cabeça e a esposa do czar Nicolau II...? Então... na verdade ele não morreu em 1916... no fim da 2ª Guerra, ele, Dr. Karl Ruprect Kroenen e Ilsa Haupstein, tentaram abrir um portal para o inferno, a serviço do Fürher... mas foram impedidos por um destacamento Aliado e pelo dr. Trevor Bruttenholm, especialista em paranormalidade... durante a batalha houve uma enorme explosão e, em meio aos destroços, lá estava ele... Hellboy... um guri vermelho com uma enorme manopla de pedra no lugar da mão direita..."

Foi mais ou menos isso. Lembro que, na época, coloquei umas imagens cool e uns providenciais scans também. Inclusive tinha um todo azulado do então exaurido scanner do Eudes, ex-OutZ (aliás, fico me perguntando como é que ele respirava naquela época. Eram mais de mil HQs publicadas todos os dias... nem a FedEx trabalhou tanto).

Voltando ao filme, fica evidente o conhecimento que Del Toro tem sobre o universo do Hellboy e o feliz resultado de sua interação com Mignola. Por exemplo: para saber exatamente como são os 15 minutos iniciais do filme, é só conferir o começo da história Sementes da Destruição, roteirizada por John Byrne e publicada no Brasil pela Mythos. Até a lapidar sentença de Rasputin está lá: "Eu prometi um milagre a Hitler, e a promessa foi cumprida". Pô, ouvir isso live-action é uma maravilha. Dá vontade de gritar pra todo mundo da sala que você já leu isso há muito tempo.


Algumas das poucas alterações foram muito bem-vindas. Liz Sherman (a gatinha deprê Selma Blair), não tem aquele sex-appeal todo na HQ. Aliás, nos quadrinhos, ela é até bem feinha, não sei se de nascença ou se por causa do traço "caixotão" do Mignola (com todo respeito). E quando ela usa seus poderes pirocinéticos (criação e controle do fogo), é impossível não lembrar da Fênix Negra. Fico só imaginando as possibilidades visuais que X-Men 3 terá com essa personagem.

Já o veteranaço John Hurt exibiu um notável desempenho no papel do dr. Bruttenholm. Ele ficou igualzinho à HQ, é incrível. Mais incrível ainda foi a atuação de Kevin Trainor, na juventude do mesmo. As inflexões vocais e os tiques faciais dos dois estão totalmente sincronizados, e o resultado ficou perfeito.

Eu tinha algumas reservas em relação ao personagem John Myers (Rupert Evans), que não existe na cronologia das HQs. Mas ele não atrapalha, muito pelo contrário. Ele funciona como um contraponto sensato ao sempre insubordinado, sarcástico, agressivo e gente-fina Hellboy.


Talvez o Kroenen - vilão bacana por excelência - poderia falar uma ou duas palavras, como nas HQs, pois aqui ele entra mudo e sai calado. Contudo, sua habilidade com armas afiadas já faz valer o ingresso, assim como o momento em que a sua carinha linda é revelada.

A história em si, não tem nada demais. Fora a origem do Hellboy, é o tradicional "heróis tentando impedir que os vilões destruam o mundo". Mas sem nada que lembre aquela responsa incômoda que mutantes e adolescentes aranhudos têm de levar nas costas em suas incursões cinematográficas. Tudo aqui funciona tão harmoniosamente, tão fluído e despretensioso, que lembra até aquela época em que você ainda se impressionava com um filme de ficção/aventura.

Outra coisa: a trilha de abertura é muito show. Se eu não me engano, é do Marco Beltrami. Baixará-la-ei (sic?).


Agora, o trabalho de maquiagem foi realmente impecável. Hellboy tem uma das cabeças maquiadas mais legais do Cinema, ao lado do Escuridão (personagem tenebroso interpretado por Tim Curry no filme A Lenda, de 1985) e do hors concours Predador (Van Damme, durante uns 10 segundos, e depois Kevin Peter Hall).

Sem falar no trampo inacreditável que fizeram no Abe Sapien, mil vezes superior ao original. Foi um personagem que rendeu trabalho pra dois atores: Doug Jones na batera e David Hyde Pierce nos vocais. Um trabalho explêndido, que enche os olhos, e me faz pensar se eu não deveria ter prosseguido com a carreira de maquiador (brincadeira...).

E antes que alguém reclame que colocaram muito enchimento no peitoral do Hellboy, fique sabendo que aquele é o corpo do Ron Perlman de verdade. Só pintaram de vermelho. Quando eu chegar aos meus 54, vou comparar e tomar vergonha na cara.

Que venha Hellboy 2!

E Hellboy 3, 4, 5, 6... um por ano tá bom.

quarta-feira, 21 de abril de 2004

OS PRIMOS POBRES DO HOMEM-ARANHA



Fechando aquele papo que comecei no blog antigo (o último post antes daquele ablogalipse empreendido pelo Blogger Brasil), parece que já temos aí o resultado de duas das produções que comentei na ocasião - Hellboy e O Justiceiro. Confesso que daquela vez eu estava bem otimista com relação ao Hellboy, mas no caso do Justiceiro foi aquilo mesmo. Após uma visita ao Rotten Tomatoes (o principal termômetro da crítica cinematográfica norte-americana), acho que já dá pra tirar algumas conclusões.


Tomara que ele tenha acertado pelo menos esse alvo

A segunda chance do Justiceiro no Cinema foi recebida à pauladas pela crítica e não é pra menos. Pelos trailers já dava para enxergar uma certa estrutura padronizada de filme de ação, já bastante exaurida no cinemão americano. A maioria das pessoas com certeza não conhecem a caveira-símbolo do Frank Castle tanto quanto o “D” duplo do Demolidor, por exemplo. Pra quem vai ao cinema simplesmente atrás de um história original, deve ter sido decepcionante. E não adianta nem inserirem personagens cool, como o Russo, pois poucos conhecem a fundo a mitologia do (anti) herói. Colocar o diretor estreante Jonathan Hensleigh pra comandar a coisa toda também não ajuda. Isso é coisa pra um Robert Rodriguez ou um John Woo da vida... Resultado: o filme não pagou seu custo de produção e marketing, e está literalmente despencando nas bilheterias. A não ser que ele faça uma estréia mundial arrasadora, já era uma continuação com o Castle...

Por incrível que pareça, o Justiceiro ainda tem mais algumas sobrevidas. As ex-subestimadas vendas de DVD ao redor do planeta já livraram do anonimato certo vários candidatos à franquia cinematográfica (vide Hulk). Seja como for, O Justiceiro ainda vai demorar pra vingar (trocadilho infame), pois só a estréia no Brasil é 17 de setembro!

Reviews do Justiceiro publicados no Rotten Tomatoes



”Críticos? Prefiro a minha parte em dinheiro”

Na meia-contramão, temos a aguardada estréia de Hellboy, que não fez tanto barulho nas bilheterias, mas pode ser considerado um sucesso de crítica. Segundo o RT, 77% dela aprovou a produção. Isso é uma grande vitória, considerando que “filmes de super-herói” são, em sua maioria, mal-vistos pelos respeitáveis especialistas da 7ª Arte. Uma pena que o público foi bastante tímido, o que impediu a produção de se pagar logo. Mas faltou isso aqui pra chegar lá. De qualquer forma, ainda faltam várias estréias pelo mundo afora, o que deve garantir o retorno de bilheteria.

Aqui no Brasil, só vamos conferir o resultado do trabalho de Guillermo del Toro no longínqüo 30 de julho.

Reviews do Hellboy publicados no Rotten Tomatoes

O que nos resta agora é conferir a carreira dos outros candidatos a blockbuster pré-verão americano...



DESTRINCHANDO TRAILERS
(de novo)


TRÓIA


Ainda na onda de filmes épicos (Senhor dos Anéis, Gladiador e o vindouro Alexandre, O Grande) temos aí Tróia, candidato a detonar nas bilheterias. É sobre a lendária guerra entre gregos e troianos, em que uma disputa política teve como pretexto o rapto de Helena por Páris, o príncipe de Tróia. Essa produção da Warner é gigantesca em todos os sentidos. O diretor e produtor é Wolfgang Petersen e o elenco é estelar. Têm Orlando Bloom (como Páris), Brad Pitt (Aquiles), Eric Bana (o Bruce Banner de Hulk, aqui como Heitor), Peter O'Toole (Príamo) e Brian Cox (o cel. Stryker de , como Agamenon).

Pelas prévias divulgadas, o clima é de pancadaria old style, com uma história de amor e sacrifício por trás. Parece tudo muito bem coordenado (profissional é outra coisa) e as cenas grandiosas estão eletrizantes. O único fator preocupante mesmo é a presença do californian boy Pitt, que aqui parece mais galã do que aqueles ótimos sociopatas que ele costuma fazer.


Estilo "samurai-deixando-o-inimigo-agonizante-para-trás"


Indo pra guerra, dessa vez sem raios gama


Nós vamos invadir a sua praia...


Desembarque grego na Normandi... digo, em Tróia


Meio HQ essa cena aí...


Quem disse que agradar a gregos e troianos é fácil?

Curiosamente, algumas seqüências do último trailer (como essa última aí de cima) lembram bastante cenas da clássica HQ Os 300 de Esparta, de Frank Miller. Acho que os produtores de Hollywood já devem ter aposentado aqueles story-boards há muito tempo. É só passar na banquinha de revista mais próxima...


Tróia com um pé nos 300 de Esparta



O DIA DEPOIS DE AMANHÃ


Nova incursão do diretor Roland Emmerich (de Independence Day) no gênero ficção/aventura, dessa vez sem a costumeira parceria de Dean Devlin na produção. Emmerich é um diretor de altas apostas. Elogiado por Spielberg na época do ótimo (apesar da patriotada) ID-4, ele também foi responsável por Godzilla, que só tinha tamanho mesmo. Desta feita, o grande vilão é o desequilíbrio climático da Terra causado por décadas de superaquecimento global. New York que se cuide. Se fosse filme japonês o coitado seria Tokyo. E tomem tornados gigantescos em plena Time Square, tsunamis afogando a Estátua da Liberdade, terremotos apocalípticos e Manhattan se transformando na filial da Antártida. No elenco, o redivivo Dennis Quaid (no papel do "professor" da vez) e a demorada promessa Jake Gyllenhaal (do excelente Donnie Darko, aqui como o filho do "professor").

Após assistir o trailer: o filme é um mix de todos os filmes-catástrofe que envolvem a Natureza. Aqui têm elementos de Twister e Terremoto, passando por Limite Vertical até Impacto Profundo e O Destino do Poseidon. Com o diferencial dos efeitos ultramodernos é claro. Separem a grana da pipoca.


Tornado arrasando o letreiro de Hollywood - seria muita sorte


A Dama da Liberdade pegando jacarezinho


Pulando a 43 com a 44 da Time Square


Tornados muito nervosos em New York


Manhattan parecendo Brasil em dia de chuva grossa


Um puta ondão e só dá ráuli na área...

E pra confirmar que a grana aqui não foi pouca, a estréia será mundial: 28 de maio. Eu queria só 1% disso, que já tava bom. :)



A BATALHA DE RIDDICK


Vin Diesel, o ex-sr. "não-faço-continuações", estrela aqui a... aham, continuação de Eclipse Mortal, surpresa "B" de 2000, também dirigida e roteirizada pelo competente David Twohy. De famosos no elenco, temos a maravilhosa Judi Dench (o quê diabos ela faz aqui?), o rapper/dublê de ator Ja Rule e Thandie Newton, de Missão: Impossível 2.

Esse filme primeiramente foi tido como um prequel do anterior, mas pelo que parece, mudaram de idéia. O anti-herói Riddick agora é fugitivo (no anterior ele era prisioneiro de uma confederação de planetas qualquer), e se vê obrigado a enfrentar um vilão que quer escravizar toda a humanidade. Eeei, acorda aê! O filme anterior também não prometia!

Pelos trailers divulgados, não tem quase nada (ou nada) de alienígenas, que apareceram bem no filme anterior. Vin Diesel ainda é O Cara dos filmes de ação atuais, a produção está bem melhor, o clima continua sombrio e apocalíptico, com um bom jogo de sombras, e têm efeitos simples e bem interessantes, como um "fantasma" transparente, bem ao estilo Kittie Pryde e Visão. Separei poucos screens desse, pois há muitas cenas que "não funcionam" de forma isolada.


A 1ª aparição d'O Cara...


Parece a Lara Croft...


...mas né não...


Riddick com as faquinhas rasgando alguém


Os olhos sinistraços ainda estão lá...

E no trailer ainda aparece um monumento gigantesco, que lembra vagamente uma esfinge egípcia em pé. O curioso é que uma representação bem parecida também aparece no clip da música In The End, da banda Linkin Park.


A Batalha de Riddick estréia por aqui no dia 23 de julho, quase um mês após a estréia norte-americana. Não promete ser um blockbuster, mas tem cara que vai fazer uma boa carreira nas bilheterias.



VAN HELSING - CAÇADOR DE MONSTROS
(mais um pouco...)


Nos derradeiros dias do BZ lá no Blogger Brasil, eu comentei ad nauseum sobre essa produção. Falei do Hugh Jackman, da tendência "terrir" do diretor Stephen Sommers (da série A Múmia) e, principalmente, do plágio visual descarado em cima do personagem Solomon Kane, criado pelo escritor Robert E. Howard e presença esporádica nas páginas das HQs do Conan (também cria dele).

Reassisti a esse trailer recentemente, durante a sessão de A Paixão de Cristo, e conferi uma reação bem interessada do povo que lá estava. Os sustos, a princípio óbvios, parecem funcionar melhor na tela grande. A maior prova disso é a última seqüência do trailer, naquela hora que Helsing e Anna (a deliciosa Kate Beckinsale) olham pra dentro do poço. O susto é previsível, mas totalmente funcional... Por quê nós somos assim? :D


É isso aí que sai do poço...


Helsing e um Mr. Hyde sem um braço


Vampirinha dando uns rasantes

Van Helsing já está na boca do forno, com estréia mundial prevista para 7 de maio. Pode ser arrasador (65%) ou uma bomba daquelas (35%).

Todos esses trailers estão disponíveis para download bem aqui, em formato Quicktime. No próximo post, uma olhada mais "de perto" no último trailer de Homem-Aranha 2...

Post ao som de A Garage Dayz Nite, do Beatallica

Fui!!