E no
Plantão Especial de Sábado 13: a
Vampirella do mestre Rodolfo "Rudy" D. Nebres!
Quando fiz um
merecido tributo ao quadrinhista, já havia atentado para a vasta produção do pequeno gigante das Filipinas. Mas foi num dos divertidos (e viajantes) papos com o
VAM! que percebi sua proficiência nas aventuras da
vampira do espaço sideral mais adorada da cultura B. E com uma qualidade digna dos melhores trabalhos do artista - o que não é pouco.
Pra quem é fã de quadrinhos de terror dos anos 60 e 70, só uma palavra:
essencial.
Tecnicamente, não é a primeira vez que menciono a longeva, libidinosa e lasciva Vampirella por aqui. Mas a
bombshell sanguessuga certamente merecia uma ocasião especial só pra ela.
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“Vampirella – She's so sexy!”
(Rudy D. Nebres) |
Antes, uma dose de contexto pra viagem: no longo período entre 1980 e 1996, Nebres colaborou sazonalmente nos títulos da Vampirella. Com isso, acabou estabelecendo uma das únicas pontes de continuidade entre a
Warren Publishing (editora das cultuadíssimas
Eerie e
Creepy, além da Vamp) e a
Harris Publications - que adquiriu o catálogo órfão da Warren em 1983, criando assim a
Harris Comics.
Vampirella foi a estrela dessa retomada e vislumbrou parte do antigo sucesso com o início dos anos 90, quando encontrou um público já, digamos,
fidelizado por supergarotas curvilíneas em trajes mínimos.
O timing era perfeito. Faltou oportunismo.
Tivesse Vampirella caído nas garras fominhas da
Marvel, Nebres hoje seria famoso, cheio de grana, mulheres e iates.
Ou não - e ao menos seria convidado para as premieres dos filmes
live-action da diva vampiresca pela Marvel Studios.
Conheci o trabalho do
VAM! na Batdeira pelas suas interações e colaborações no
Submundo HQ - o melhor periódico sobre o mercado nacional de quadrinhos que você vai encontrar por aí. É um mix muito bem dosado de expertise em design gráfico com exercício de estilo que faz qualquer leitor de gibis sair por aí sonhando acordado. Principalmente aqueles das "velhas escolas" - leia-se EBAL, RGE e Abril, entre outras.
Já havia visto algo nessa linha em blogs como o
Super-Team Family, mas nunca com uma pegada tão abrangente e profissional. E adaptado à nossa realidade editorial, com direito a pesquisas históricas cuidadosas, do tipo que não se vê em qualquer lugar. E aí que papo vai, papo vem, surge a ideia de juntar o útil ao agradável: a Batdeira com o BZ; a Vampirella com o Nebres; e, enfim, a
Vampirella do Nebres.
Os projetos da Batdeira, com as
devidas exceções, são pautados em sua viabilidade real e impacto de mercado. Com as
sucessivas compilações da Vampirella pela Mythos, por que não um material
genuinamente clássico da sanguinária heroína? Francamente não consigo pensar em química mais natural, prontinha pra embalar e vender.
As capas e a diagramação produzidas pelo VAM!, sozinhas, já são vendedoras de alto nível.
Design, arte-finalização, títulos e diagramação por VAM! - Texto por dogg! - Arte por Nebres! - E clique para ampliar!
Fabulosas! Ou nas palavras da Vamp:
Satyr and Circe!
A seleção do compilado seria moleza. Começaria com
Vampirella #92-#95 (Warren, 1980-1981), da série clássica...
...e seguiria com a fase mais recente -
Vengeance of Vampirella ½ (Harris, 1994) e
Vampirella Strikes #4, #5 e
#7 (Harris, 1996), já incluindo o crossover/quebra com
Eudaemon, o Etrigan da
Dark Horse.
Tentador como um pescocinho indefeso diante de uma vampira faminta.
Nos extras -
é claro que tem que ter extras! - nada melhor que uma galeria de pinups e sketches da morceguinha (ou seria
Coelhinha®?) escolhida a dedo - mas gentilmente - dos volumes
Vampirella Pin-Up Special 1995 (Harris, 1995) e
The Art of Vampirella (Dynamite, 2010).
Depois dessa dá até pra sonhar com aquele
longa da Vamp pela Hammer Films (
!) que nunca saiu do papel.
Tem jeito aí, VAM!?