Provàvelmente por estar afastada do meu nicho, por estar envolvida em outras atividades que não aquelas que já havia estabelecido como essenciais, e não com aquelas que de fato me trazem felicidade e prazer, tenho pensado demais na questão das palavras, da linguagem. Não só pelo aspecto filosófico, os jogos de linguagem, Wittgenstein, Austin, mas principalmente no aspecto sensível e pessoal, como as palavras nos prendem, controlam. Como usadas como metáforas, são esvanescentes, inconstantes.Como são, na verdade cruéis, mesmo quando utilizadas sem maldade. Como servem às vaidades. E aí ao dar uma passada pelo orkut (é, a velhinha ao redescobrir os instrumentos da contemporaneidade resolveu também experimentar esta ferramenta), numa comunidade sobre Literatura Indígena, da Eliane Potiguara e assinada por "Loira" encontrei o que transcrevo:
"Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos o que
prometemos, o fio de nossa ação, que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar, fica solto ao nosso lado.
Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente...
Ficamos amarrados às nossas próprias palavras.
Por isso os nativos têm o costume de"pôr-as-palavras-a-andar" que significa agir de acordo com o que se fala;
isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais."
E nós, nos achando civilizados, insistimos em impor nossa cultura.
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
Aprendizagem
Agora que supero parte do preconceito contra "a máquina" descubro que mesmo ela traz em si, ou para utilização dos recursos que disponibiliza, lições que ultrapassam o simples domínio de uma técnica. Traz na interação humano-máquina reflexos das dificuldades que "o" humano em interação carrega na sua existência. No meu caso trata-se de trabalhar a impaciência, que me faz clicar e clicar para resultados imediatos e produz uma imobilidade total. Trava tudo! Ou então publica, de repente, duas tres vezes, ou deleta além do pretendido. Isto está fazendo com que eu conte até tres... ou dez, ou quanto for necessário. Eu que sofro com a síndrome do coelho da Alice, e que produzi estresses nos filhos, com minha dificuldade, mesmo quando tentava controlar e eles sábios que são, notavam as mudanças do ritmo da respiração, olhares (des)velados. Bem, a êles já pedi perdão muitas e muitas vêzes, quanto a mim, quero uma máquina instantânea, quero o mundo no meu ritmo, quero aprender depressa, depressa! A vida é curta, mesmo o tempo bem administrado é insuficiente e a real questão não é da pressa, mas de adaptação aos ritmos e não de fazer com que tudo e todos adaptem-se ao MEU.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Continuação : Desnudamento
uma pequena lista
Preconceitos: computador, redes, tecnologias em geral, as mídias no
geral
Mêdos: submissão ao Grande Irmão, qualquer submissão, preconceito.
Ignorancia: não aceitação do inevitável, aversão a mudanças.
Descobertas: o novo mundo, fluidez, dispersão
Temor: ficar (m)idiotizado, não ter como escapar de uma história pessoal.
Preconceitos: computador, redes, tecnologias em geral, as mídias no
geral
Mêdos: submissão ao Grande Irmão, qualquer submissão, preconceito.
Ignorancia: não aceitação do inevitável, aversão a mudanças.
Descobertas: o novo mundo, fluidez, dispersão
Temor: ficar (m)idiotizado, não ter como escapar de uma história pessoal.
desnudamento
Gosto de contar sôbre os caminhos que percorro. Revelar, descrever.Talvez seja isso que somos. Nossos caminhos. Os percorridos e aqueles a percorrer. Somos este instante que é a sintese de tudo isto. Isto é o ser.
Em algumas andanças atravesso mundos distintos, embora eventualmente entrecruzem-se ou interpenetrem-se. E quando me refiro a mundos, não estou me referindo a modelos culturais, não .Trata-se do movimento entre os mundos da matéria, a possibilidade do mundo espiritual e a nova dimensão de existência, o mundo virtual. Então, entre as minhas andanças recentes, que sempre envolvem andar onde tenha poeira, minhas trilhas e ruas, viajo agora tambem neste mundo blogueiro (qual a palavra em portugues para isso? só neologismos?)
e tenho encontrado uma réplica bastanta fiel daquele onde o Logos se fez Matéria (e emoções), neste, onde o Logos só se faz Palavra ( e conceitos).
Encontrei então nessas andanças, Mr Fart que me indicou um..."espaçoidéia-pessoa virtual" , um Blog, o Im-posturas, que em sua sub página, a de comentários - que eu continuo achando que deveria ter a apresentação da principal,uma exposição de pensamentos ou idéias que me obrigaram a aprofundar o que sabia de superficial e num mergulho de snorkel me deparasse com algumas respostas ao que procurava e que como tais, incitam outras perguntas, outras questões. E cheguei a uma frase de Roland Barthes " toda recusa numa linguagem é uma morte". E aí encontrei uma chave, que me abriu e me fez entrar sùbitamente na sala da descoberta de preconceitos insuspeitados. E estou sacudindo-os, tirando poeira, vendo o que são, de fato, já que jogar fora, sem investigação é só produzir lixo. Eu acredito em reciclagem para sustentabilidade.
Enquanto isso tambem estou elaborando listas de Ano Novo, para agora mesmo, pois todo dia é um ano novo iniciando. Listas de, por exemplo, coisas que ontem eu não sabia e hoje aprendi, de coisas para mudar de compartimentos. Adorei!
Em algumas andanças atravesso mundos distintos, embora eventualmente entrecruzem-se ou interpenetrem-se. E quando me refiro a mundos, não estou me referindo a modelos culturais, não .Trata-se do movimento entre os mundos da matéria, a possibilidade do mundo espiritual e a nova dimensão de existência, o mundo virtual. Então, entre as minhas andanças recentes, que sempre envolvem andar onde tenha poeira, minhas trilhas e ruas, viajo agora tambem neste mundo blogueiro (qual a palavra em portugues para isso? só neologismos?)
e tenho encontrado uma réplica bastanta fiel daquele onde o Logos se fez Matéria (e emoções), neste, onde o Logos só se faz Palavra ( e conceitos).
Encontrei então nessas andanças, Mr Fart que me indicou um..."espaçoidéia-pessoa virtual" , um Blog, o Im-posturas, que em sua sub página, a de comentários - que eu continuo achando que deveria ter a apresentação da principal,uma exposição de pensamentos ou idéias que me obrigaram a aprofundar o que sabia de superficial e num mergulho de snorkel me deparasse com algumas respostas ao que procurava e que como tais, incitam outras perguntas, outras questões. E cheguei a uma frase de Roland Barthes " toda recusa numa linguagem é uma morte". E aí encontrei uma chave, que me abriu e me fez entrar sùbitamente na sala da descoberta de preconceitos insuspeitados. E estou sacudindo-os, tirando poeira, vendo o que são, de fato, já que jogar fora, sem investigação é só produzir lixo. Eu acredito em reciclagem para sustentabilidade.
Enquanto isso tambem estou elaborando listas de Ano Novo, para agora mesmo, pois todo dia é um ano novo iniciando. Listas de, por exemplo, coisas que ontem eu não sabia e hoje aprendi, de coisas para mudar de compartimentos. Adorei!
Diversão
Estou adorando este brinquedinho. Não só porque estou aprendendo a usar e quase controlar uma máquina, sem cursinhos, o que está fazendo um bem enorme à minha auto estima - e quem não gosta de cafuné no ego, mas também porque estou descobrindo coisas sobre mim mesma que ignorava, por exemplo o tal do preconceito. A negação de uso de mídias na verdade mascarava idéias preconceituosas que eu não me atrevia a esmiuçar, ou a por em movimento, para promover mudança. Estava entocada, achando que sem contato avançava mais, pois que contatos com o medíocre poderiam afetar, e não percebia que a imobilidade estava sendo agente da mediocridade. Ora viva, um remelêxo! ( Sem contar que, escrevendo com o risco de que alguem leia, vou ter que me atualizar em gramática, alem de informática...)
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Pronto! Já está a tal auto-estima arranhada! esta confissão era para o outro blog o sem hífen e escrevi neste, e não consegui copiar/colar para transferir. Antes que 'delete', o que sou especialista, vai aqui mesmo e vou a uma nova sessão de 'êrros até um acêrto'.
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Pronto! Já está a tal auto-estima arranhada! esta confissão era para o outro blog o sem hífen e escrevi neste, e não consegui copiar/colar para transferir. Antes que 'delete', o que sou especialista, vai aqui mesmo e vou a uma nova sessão de 'êrros até um acêrto'.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
aprendizado
Nada mais dificil para uma velha bichodamata do que entender e aplicar novas tecnologias. Eu que nem sequer aprendi a programar um videocassete -sabem o que é isso, ou, era isso? Dirigir? só automóveis básicos. Fotografia? ainda uso filmes em máquinas semi pro.E, de medo de sair da toca, resolvo trazer coisas novas para a toca. Como será possivel isto? Só não estou tremendo de medo, porque há muito tempo deixei de sentir medo, de tanto medo que senti,das coisas que a vida me aprontou. Ou será que fui eu quem aprontou e ainda não percebi.Como na caverna , ainda me recuso a olhar para fora, deleitando-me com as sombras.As vezes saio, mas no escuro...
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