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11 outubro 2016

Vaya Con Dios Gringo [Vá Com Deus Gringo] Especial Brasil


Vá Com Deus Gringo - Brasil
Vaya Con Dios Gringo - Itália e Espanha
Vete Con Dios, Gringo - Itália e Espanha
Good Luck Gringo - USA
Go With God, Gringo - USA
Brug Næverne, Gringo - Dinamarca
Käytä Nyrkkejäsi, Gringo - Finlândia
Dyo Aghones Gia Ton Gringo - Grécia
Iyi Sanslar Gringo - Turquia

Produção: Itália e Espanha, 12 de Agosto 1966
Duração: 79 minutos
Direção: Edoardo Mulargia (Edward G. Muller)
Escrito: Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) e Vincenzo Musolino (Glenn Vincent Davis)
Produção: Amerigo Antolini e Vincenzo Musolino
Música: Felice Di Stefano    
Fotografia: Ugo Brunelli    
Edição: Enzo Alabiso    
Decoração do Set: Alfredo Montori




Glenn Saxson - Gringo
Lucretia Love - Carmen
Ignazio Spalla - (Pedro Sanchez) - México
Aldo Berti - Bill Jackson [Perkins]
Livio Lorenzon - Don Pedro Soares
Pasquale Simeoli (Mark Stevens) - Bud Smith [Perkins]
Dino Strano (Dean Stratford) - Al Foster [Perkins]
Spartaco Battisti - Jack Stewart [Perkins]
Vincenzo Musolino - Ramon Criss
Armando Guarnieri - Xerife de Wachita              
Giovanni Ivan Scratuglia - Ajudante do Xerife
Tom Felleghy - Inspetor da Walles Fargo
Nino Musco - Gerente do Posto da Walles Fargo
Alfredo Rizzo - Inspetor da Walles Fargo
e Com Bill Jackson           


Assim como no bom "Non aspettare Django, spara" [Django não espera, Mata] de 1967, aqui o também diretor, produtor, roteirista e ator Vincenzo Musolino, tem uma história de vingança e justiça com as próprias mãos. Na cidade de Wachita, Gringo tem seu irmão assassinado pelo bando de Criss e é acusado e preso por isso.
Ele é levado para a prisão, mas com seu amigo, México [Pedro Sanchez] e preso junto a um grupo de criminosos conhecido como os Perkins. Simulando o enforcamento por México, conseguem escapar da prisão. A fuga é realizada horas antes de suas execuções. Aproveitando-se da situação, Gringo foge com eles. Para a fuga do grupo destes seis bandidos, tomam uma diligência que estava de saída da cidade.

Gringo está entre os fugitivos da prisão e percebe-se que ele não faz muita amizade com Bill [Aldo Berti], um dos mais perigosos e frios do bando e que tem interesse em liderá-los durante a fuga. O xerife da cidade reúne um grupo e com mais três voluntários e saem à captura do grupo. Durante a fuga, o grupo Perkins é obrigado a parar em uma grande fazenda mexicana, a de Don Pedro Soares [Livio Lorenzon], o qual os recepciona em uma grande festa em virtude da realização de uma feira.


Recebem hospitalidade generosa e ficam para a festa, mas as circunstâncias durante a festa causam muita tensão e suspense, ao mesmo tempo em que Bill tenta pegar uma mexicana a força e no momento em que Foster [Dino Strano] executa um mexicano inofensivo e bêbado pelas costas.
Don Pedro os cerca na fazenda e deseja o assassino para do velho para ser vingado. Os parceiros de Foster, para poderem se salvar, o entregam aos homens de Don Pedro que o executam imediatamente.

Don Pedro concorda em deixar o restante do grupo sair da fazenda, mas Bill novamente começa o tiroteio e pega uma dançarina mexicana órfã e a leva como refém. Durante a fuga da fazenda, Gringo tenta proteger a mexicana e é traído pelos parceiros de fuga que o deixam para trás. O xerife junta-se aos homens de Don Pedro e assim saem em caçada aos bandidos.

O grupo ao parar em uma estação de diligências da Walles Fargo, executa outro grupo de bandidos e assaltam outra diligência com uma grande quantidade de ouro e dinamite que seriam destinados a cidade de San Juan, na fronteira.

Uma disputa pela bela mexicana refém Carmen [Lucretia Love] entre os bandidos começa a colocá-los uns contra os outros, mas Gringo aparece no acampamento durante a noite e começa a sua vingança matando Bill. Com a alucinada fuga do grupo para a fronteira, são perseguidos pelo xerife e Don Pedro em campo aberto, e Gringo tem a ideia de usar a dinamite, e pulveriza quase todos os seus perseguidores conseguindo escapar.

Durante um jogo de cartas e tiroteio dentro da diligência em fuga, apenas Gringo, México e Carmen sobrevivem e Gringo muda seus planos de fuga voltando para a cidade para devolver o dinheiro e a diligência roubada pelo bando ao qual estava junto, mas os Criss o esperam para a luta.
Com a ajuda de Carmen e México, a batalha final entre Gringo e os Criss se transforma em uma guerra nas ruas de Whichita e o duelo final entre Gringo e Ramon Criss é inevitável.


Gringo ao derrotá-lo, devolve o dinheiro ao xerife que já tem a inocência de Gringo comprovada e parte com México e Carmen da cidade, felizes para sempre.

A última frase do filme dita pelo xerife dá-se o título do filme nas despedida aos três amigos. As imagens de fotografia de Ugo Brunelli sob a direção de Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) são sempre boas para os olhos.

Os duelos finais de rua de Mulargia também sempre foram clássicos e cheios de suspenses e situações interessantes para o fã que gosta de apreciar o estilo barroco através da boa decoração do Set de Alfredo Montori.

Sempre admirei as tomadas de cenas realizadas nas cidades e nas fazendas mexicanas captadas através da direção de Edoardo Mulargia (Edwar G. Muller) mas percebo também um toque de Vincenzo Musolino (Glenn Vincent Davis) comparando-o às cenas de "Quintana" [1969].

Pedro Sanchez mais uma vez está deslumbrante como mexicano desengonçado e forma uma boa dupla junto com Glenn Saxson interpretando um personagem apenas conhecido como Gringo e não Ringo. O filme só acaba pegando um bom ritmo após a primeira meia hora, até então as cenas de dança flamenca, bebedeiras, comelanças e abusos de mulheres são as situações que iriam gerar a ação principal do enredo.

O ator e produtor Musolino desta vez ainda aparece no início da história em um personagem perturbado e alucinado por violência como o líder do grupo Criss; é Ramon Criss, assassinando a sangue frio um bêbado na rua. Seu personagem dá uma boa atmosférica, mas, em seguida, ele só aprece novamente no final, quando deverá enfrentar Gringo em seu desfecho final.
É uma história simples, mas que prende do começo ao fim com uma música típica e agradável ao estilo. Não há muito o que acrescentar de especial, no entanto, sou atraído e gosto de assisti-lo de vez em quando. Nunca exibido na TV brasileira.

Qualidade do vídeo: VHSRip
Resolução: 672 x 304 pixels
Extensão do vídeo: AVI
Formato: MPGE-4
Codec de áudio: MP3
Tamanho: 1.47 Gb
Duração: 79 minutos
Áudio Espanhol
Legendas Português Brasil

”Links do Filme Disponíveis na Web”

                                                             Versão com áudio espanhol

17 abril 2014

A Paciência Tem Limite... Nós Não! [La pazienza ha un limite... noi no!] Especial Brasil



A Paciência tem Limite... Nós não! [Brasil – Inédito]
La pazienza ha un limite... noi no!
Patience Has a Limit, We Don't - USA
¡Caray, qué palizas! - Espanha


Produção: Italia/Espanha: 27 de Setembro de 1974
Direção: Franco Ciferri (Frank Farrow)
Escrito: Fabio Carboni, Armando Morandi e Amando de Ossorio
Duração: 95 minutos
Produção Francesco Campitelli, Armando Morandi e M.F. Pérez Pareja
Música: Bixio-Frizzi-Tempera (aqui como: Leonerbert)
Fotografia: Alessandro Careillo e Miguel Fernández Mila
Edição: Giancarlo Venarucci
Set Decoração: Cruz María Baleztena
Locações: Colmenar Viejo, Madrid, Espanha
Co Produção: Ancla Century Films e Pantherfilms


Pietro Martellanza (Peter Martel)- Pupo/Bill McDonald
Salvatore Borghese - 'Pistoleiro' Duke McDonald
Rita Di Lernia - Sra. McDonald/Mamãe/viúva
Marisa Medina - Rosie/Isabel
Luis Barboo - Mancha Negra/Blacksmith
Manuel Zarzo – Tenente Pollock
Ramón Lillo (Ray Nolan) – Acombar
e com Carla Mancini, Bruno Boschetti, José Luis Chinchilla, Luciano De Ritas, Luigi Antonio Guerra, Armando Morandi , David Venancio Muro, Francisco Nieto (Paco Nieto), Javier de Rivera e Pepe Ruiz.

Fazendo parte de uma guarnição, um cabo irlandês do exército americano conhecido como McDonald aproveitando-se de uma batalha em meio ao ataque aos índios, rouba e esconde uma caixa forte contendo uma fortuna de 30.000 dólares em ouro pertencente à Sétima Cavalaria dos Estados Unidos.

Passam-se vinte anos e sua viúva vive perseguida pelo Tenente Pollock, tentando fazer com que ela confesse alguma informação sobre o ouro desaparecido e escondido pelo seu marido, a fim de recuperá-lo para o Exército por ordem de seu Coronel.

Após muita resistência, ela acaba cedendo a seus dois filhos vagabundos que recebem dela uma parte de um mapa cada um, que fora deixado pelo pai.



Os McDonald, são uma família de miseráveis que vivem em uma área desértica no meio do Arizona e para melhorarem de vida tentam agora em sua jornada localizarem o ouro, um necessita da parte do mapa do outro, mas existem muitas desavenças entre os dois irmãos que acabam até por comerem as suas partes do mapa para que um não roube o outro.

Duke que é um hábil, mas desastrado pistoleiro e Bill que se julga o esperto da família, são também perseguidos por um tal de "Mancha Negra", uma espécie de investigador colocado a serviço de um latifundiário e negociante de cavalos e seus capangas conhecido como “Acombar” para também localizar o tesouro.

Neste mapa tem como única pista deixada pelo Cabo McDonald: "A Rocha Partida" e "O Vale do Coiote e números que se referem a contagem de alguns passos que indica a localização do esconderijo.

Durante vinte anos todos na região procuram por este tesouro, mas ninguém sabia com certeza da sua existência. Do começo ao fim, o diretor Franco Ciferri com ajuda de seus roteiristas, não conseguiram arrancar tanto riso quanto pretendiam.


São situações forçadas e mesmo com alguns efeitos especiais, não
causam efeito engraçado.
A impressão que se tem ao assisti-lo é de que, a equipe envolvida neste filme não teria assistido a nenhum dos filmes de Trinity de Enzo Barboni.

Eram os últimos Espaghettis que estavam sendo produzidos e a onda era adaptá-los em comédias.

Nota-se muitas situações exageradas e mesmo assim naquela época ainda atraiam espectadores.

Vemos um tenente que por vinte anos a pedido de seu Coronel, perturba a viúva McDonald com interesse no ouro e que acaba também ao final se apaixonado e casando com ela.


Muitas pessoas estão à caça do tesouro do exército, pois foram vinte anos de rumores de seu desaparecimento na região de Denver City e quando os irmãos resolvem sair do rancho, todos desconfiam de que eles estão agora com o mapa em suas mãos.

Muitas lutas envolvendo os dois irmãos atrapalhados, com correrias, quebra-quebra no saloon, jogos de cartas malucos e até um burrinho que não coopera com Bill.


Ocasionalmente uma explosão revela a existência de petróleo nas terras dos McDonald que após tanta luta na procura do ouro, após encontra-lo, acaba por tê-lo confiscado pelo exército. A descoberta da caixa forte lembra até momentos de "Três Homens em Conflito", em uma cena focada de cima, após tanta escavação na região do Vale do Coiote.


Acostumado a ver Peter Martell em Espaghettis Westerns com roteiro sérios, fica muito estranho vendo-o atuar todo maltrapilho e desajeitado e com pouca expressão para o humor. Fica a impressão de que está sendo forçado a fazer as cenas.


Sal Borgese mais a vontade talvez por maior experiência em papéis humorísticos como a saga dos "Três Supermans" de Cinecittà e outros.

A calça vermalha, camisa cor-de-rosa e colete preto também é surreal para o Velho Oeste, mas chega a ser mesmo engraçado quando crianças o chamam de Pécos Bill.

Ele acha que é mesmo um grande pistoleiro e imaginariamente ele narra todo o seu plano durante o momento da ação que nunca tem resultado positivo.

É o personagem principal desta comédia, mas não espere aquela cena hilariante, pois ela nunca virá.

Alguns truques de filmagens são tão grotescos que possa fazer com que alguns não queiram assistir ao filme até o seu final como exemplo:
Duke dá um soco em um homem no bar e faz com que ele role de baixo para cima em uma escada. "Aquele truque de retroceder a cena".

É visivelmente uma produção muito pobre e de pouco investimento e da inexperiência da direção de um desconhecido Franco Ciferri, dirigindo aqui o seu único filme, embora já sido mencionado em trabalhos com Antonio Margheriti.
A paciência tem limites... Nós não! é o que o espectador também poderá pensar em começar assisti-lo.

O cavalo de Duke chamado Horácio, na fuga de um assalto na porta do banco leva um tiro no traseiro e começa a vazar como a um pneu furado.
Duke sai do plano da cena e volta com um curativo para tapar o vazamento de ar das nádegas do cavalo.
Muitas outras aberrações podem ser presenciadas e talvez por esse motivo desperta a curiosidade em assisti-lo.
Um filme inédito no Brasil, mas hoje pode ser encontrado facilmente na Web.
Colecionadores adoram estas relíquias que acabam se tornando Cult por sua obscuridade e curiosidade.


Na tentativa dura de salvar este filme os dois irmãos Duke e Bill são representados por Peter Martell e Salvatore Borgese, e conseguem até mesmo serem realmente simpáticos e harmonizam muito bem como parceiros.
Bill e Duke foram obviamente modelados após surgimento de Bud Spencer e Terence Hill.

Bill (Martell) é o bonito, charmoso e mais inteligente dos dois, e bem sucedido com mulheres apesar de sua aparência de maltrapilho. Duke (Borgese) no entanto, é um caipira que se julga pistoleiro sério, esperto e importante mas após uma pancada na cabeça por "Mancha Negra" ele perde a memória e complica ainda mais a localização do ouro por que esquece de lembrar as coordenas da sua parte do mapa.

Passa boa parte do filme tentando provar a si mesmo o quanto é bom em seus planos, mas falha miseravelmente em suas conclusões.
É divertido ver como Bill tem seu dedo polegar alvejado por Duke em uma demonstração frustrada de tiro e Bill andando sobre um burrinho em perseguição ao irmão Duke.

 "Você é um pistoleiro! Chapéu de combate! Concentrado! Observe seus reflexos! Passos firmes! O pistolero é para matar." (Duke McDonald).
Mancha Negra é elegante, refinado e submisso, fisicamente um pouco semelhante a Lee Van Cleef e é um personagem interessante do filme.
No final, ele tem um duelo complicado com Duke, que, no entanto, nunca tinha ouvido falar de regras tradicionais de duelo.



Mancha Negra apresenta-lhe sua pistola de um único tiro, de precisão, mas o duelo acontece em meio a muitas confusões de Duke.
É bom podermos ver brevemente a presença deste grande ator, Luis Barboo como Mancha Negra.

Uma história relativamente sem muita inspiração e sem ideias significativas.
É um Espaghetti Western típico e um pouco monótono.
Nos anos 70 foram feitos ainda vários e melhores que este.

A música do trio "Bixio, Frizzi e Tempera", fica escondida no filme e ainda sob o pseudônimo estranho de "Leonerbert". O tema da dupla "The Ballad of Bill Duke" é muito bom, mas só se ouve umas poucas frases e parece mesmo refletir agradavelmente a personalidade e as atitudes da dupla de irmãos.

Se este filme tivesse alcançado um relativo sucesso e tivessem mais alguma sequência, certamente já teriam um bom tema musical para eles.


Há uma versão em Inglês com legendas em hebraico que é muito ruim, especificamente à qualidade da imagem e os personagens ficam muitas vezes a esquerda da tela. Existia uma versão em Espanhol, mas os fãs que cultuam o subgênero agora já conseguem encontrar esta versão Espanhola com uma imagem de melhor qualidade. Infelizmente, não é um filme que será inesquecível para quem assisti-lo, mas o que talvez ainda torne o filme interessante e suportável é a dupla simpática e bem harmônica entre Martell e Borgese.

Eles promovem ao menos umas poucas cenas muito engraçadas. Se você não for um fã muito exigente e levar pelo lado histórico do cinema europeu para sentir de perto os seus altos e baixos, pode dar uma espiada e tirar suas conclusões. Talvez possa se divertir ao seu modo. É uma homenagem a estes dois ícones do Espaghetti Western, Peter Martell e Salvatore Borgese.

25 março 2014

O Longo Dia da Vingança - I Lunghi Giorni Della Vendetta



I Lunghi Giorni Della Vendetta
Dias De Vingança - Brasil
Os Longos Dias da Vingança - Brasil
Long Days of Vengeance – USA

Produção: Espanha/Itália/França - 23 de Fevereiro de 1967
Direção: Florestano Vancini (Stan Vance)
Duração: Versões em 105, 123, 118 e 90 minutos
Locações: Almería, Andalucia - Espanha
Fotografía: Francisco Marín
Música: Armando Trovaioli & Ennio Morricone
História: Mahnahen Velasco, Augusto Caminito e Fernando Di Leo
Produtores: Luciano Ercoli, Alberto Pugliese
Co-Produção: Produzioni Cinematografiche Mediterranee (PCM), Mingyar P.C., Rome Paris


Giuliano Gemma - Ted Barnett
Francisco Rabal - Xerife Joe Douglas
Gabriella Giorgelli - Selvagem  Dulcy
Conrado San Martín - Sr. Cobb
Franco Cobianchi d'Este (Franco Cobianchi) - General Porfirio
Nieves Navarro - Dolly
Manuel Muñiz (Pajarito) - Doutor Pajarito
Teodoro Corrà (Doro Corrà) – Morgan, Capanga De Cobb
Carlos Otero - Gomez, O Barbeiro
Milo Quesada – Novo Xerife de Charlestown e ou Carltown City
Giovanni Ivan Scratuglia (Ivan Scratuglia) – Guarda Do Campo De Prisioneiros
Pedro Basauri 'Pedrucho' – Mike, Chefe da Estação Ferroviaria
Moises Rocha – Homem Que Tem Os
Dentes Extraídos Pelo Doutor No Saloon
e Com Omán De Bengala, Carlos Hurtado, Jesús Puche, Juan Antonio Rubio e Bill Farbert. 



Após fugir de uma colônia penal Federal de trabalhos forçados em motim ajudado por outro presidiário que morre durante a fuga, Ted Barnett, (Giuliano Gemma) é um ex- xerife que fora condenado  e cumpria de três anos pena de um total de trinta anos, acusado de assassinado de um certo Coronel Staigher.

Agora se dirige à sua cidade natal, Charlestown para tentar provar sua inocência, descobrir quem assassinou Staigher e realizar sua vingança contra os seus conspiradores.


Existem vários envolvidos na conspiração que o levou a prisão e todos estão de alguma forma enriquecendo e ligados uns aos outros.

Todos tem uma parcela de culpa em acusá-lo injustamente para apoderarem-se da ferrovia de seu pai e de toda a fortuna da família Barnett.



O xerife Douglas e Cobb, um rico fazendeiro que possui uma grande quadrilha de bandidos que usam a ferrovia para o tráfico de armas aos mexicanos revolucionários na fronteira são também auxiliados por Gomez, o barbeiro, o principal informante da organização e Dolly, a ex- mulher de Barnett agora mulher do xerife que assumiu o seu posto após ter
sido condenado pelo xerife Kim Kate pelos trinta anos com provas falsificadas pela quadrilha.

Todos agora são perseguidos por Barnett. Hábil e astuto pistoleiro com sede de vingança sem piedade, vem a Charlestown para ajustar contas com seus traidores. 
 
Cobb e Gomez logo de início preparam uma recepção a Barnett no desfiladeiro no caminho da entrada de Charlestown e enviam quatro cruéis pistoleiros mexicanos, mas não são páreo para Barnett que deixa um deles vivo para seguí-lo até o seu chefe, o barbeiro Gomez.
Ted Barnett sabe perfeitamente que irá encontrar muitos problemas em sua jornada de vingança e sabe que não deve confiar em ninguém mas após salvar "Pajarito" o dentista e sua sobrinha Dulcy
(Gabriella Giorgelli) de um linchamento no saloon, em retribuição é convencido por Ted à ajuda-lo.


Agora o seu esconderijo passa ser a carroça do dentista até que aos poucos vai desmembrando a quadrilha e para isto o seu principal plano é roubar um trem carregado de armas de Cobb colocando-o contra a os seus compradores: A quadrilha de mexicanos, negociadores das armas.


Quando os mexicanos ficam sabendo que as armas foram roubadas e parte delas já tinham sido pagas pelo seu chefe o “General Porfirio”, Começa uma verdadeira batalha entre os dois bandos e Ted  avisa o xerife Kim Kate da negociação tentando com isso conseguir provas e convencer o juiz de sua inocência e voluntariamente se entrega a lei.
Em um encontro de Ted com o xerife Douglas (Francisco Rabal), Ted é forçado a matá-lo e fica com sua estrela guardada no bolso do paletó e esta por coincidência será o seu trunfo no encontro final com Cobb.

Aproveitando o sucesso de Ducio Tessari em "Uma Pistola para Ringo" onde Ringo era chamado de “Cara de Anjo”; Em alguns países o filme recebeu parte deste titulo. 
No Chile, o filme foi mesmo batizado de "Cara de Angel" e na Alemanha de "Angel Face - Der lange tag der Rache". 

Uma Co Produção hispano, franco e italiana de 1967 que conta com um time de primeira linha e já bem experimentado em suas interpretações.

Dirigida por Florestano Vancini, aqui com pseudônimo de Stan Vance, um prestigiado diretor em temas políticos do cinema e neste tem como em "Quien Sabe" de Damiano Damiani, a Revolução desfilando discretamente ao fundo da história com o tráfico de armas para o México por um suposto "General" nomeado por um bando de desocupados da fronteira, típico dos Westerns com roteiros Zapatistas.

Nieves Navarro que teve seu pseudônimo batizado de Susan Scott pelo seu marido e também diretor de grandes  "Terror Europeus”, Alberto Plugiese, participa também neste filme curiosamente como assistente de direção e mostra que além de boa atriz no gênero ainda participava dos bastidores.

Percebe-se uma leve adaptação do “Conde de Monte Cristo”, onde o protagonista, após anos de sofrimento
encarcerado, retorna para fazer a justiça contra seus inimigos. Por isso, toda a primeira parte do filme torna-se um pouco lenta mas é preciso mostrar toda trama, a elaboração e o planejamento de vingança pelo seu executor, Ted Barnett.

Giuliano Gemma, graças aos sucessos obtidos com os dois Ringos, comentou certa vez em entrevista que após fazer "O Dólar Furado" e "Arizona Colt", sentiu-se confortável no papel de Ted Barnett.
O seu papel típico de ter sido enganado e traído por várias pessoas.

Um personagem que evolui ao longo da história, pois à medida que prepara a sua vingança, o público vai sentindo nele um ser vingativo e frio de se fazer justiça. 
O confronto final entre Ted e Cobb nas ruas de Charlestown é decidido ironicamente com a própria estrela, símbolo da lei e da justiça, cravada fatalmente no pescoço de Cobb.

Em meio à trama de vingança e justiça, estão duas personagens femininas de destaques que tem participações discretamente bem distintas, mas as duas interessadas por Ted.
Gabriella Giorgelli, que eu já vi em outros westerns, aparece sempre rebelde.   
Aqui Dulcy dá vida a uma personagem forte e destemida, meio cigana e meio índia, enquanto o Nieves Navarro, [Susan Scott], aqui, desempenha Dolly, a típica mulher vestida de “Preto Fatal” ainda com amor a Ted Barnett. Ela será fundamental para provar sua inocência, mas pagando um preço muito caro no final.

Francisco Rabal, em uma de suas raras participações neste gênero no papel do pérfido xerife Douglas, que agora está casado com Dolly.
Conrado San Martín como Sr. Cobb, em excelente performance é um magnata maníaco que chega a pronunciar a frase "Eu faço a lei" e seu ramo de atividade é traficar armas e escravos. Ele é o cérebro destas operações e que levou a morte do pai de Barnett e a sua condenação por trinta anos.
A parte pouco cômica ficou como sempre à Manuel Muñiz "Pajarito" como dentista e médico da vida, um  típico charlatão do Oeste, com sua sobrinha Dulcy, e os dois juntos apoiam a Barnett  em sua busca para descobrir a verdade.


Ao que se sabe, Vancini foi o diretor escolhido pelos produtores a substituir Duccio Tessari e seguindo um roteiro de primeira linha, podemos desfrutar de cenas antológicas aproveitando muito as acrobacias que Gemma explorava em suas cenas e também outras situações dignas de Sergio Leone, como a cena antológica da barbearia entre Giuliano Gemma, Carlos Otero (Gomez, o Barbeiro) e cenas de suspense como no momento do enforcamento de Ted Barnett em que podemos ver toda a população da cidade reunida em um único plano mostrando-se os dois ângulos de visão dos principais protagonistas: A de Ted para Cobb e a de Cobb para Ted.
São momentos fantásticos que devem ser apreciados refinadamente.

As cenas do confronto final entre a quadrilha de Cobb e os homens da cidade também são bem editadas e filmadas de ângulos interessantes.

O combate entre as quadrilhas de Cobb e a do revolucionário mexicano, General Porfirio (Franco Cobianchi d'Este) na Garganta do Passo do Coelho é mostrada de forma diferente.
Ao invés de se ver a batalha, é mostrando somente o áudio dela e ao final é mostrada em uma panorâmica os cadáveres espalhados,  e pode-se presumir que Cobb fez uma verdadeira matança aos mexicanos não deixando ninguém vivo.
Uma forma bem criativa econômica e inteligente que mostra o resultado ao público sem acrescentar mais ação em fita.
Percebi também na locação de uma cena com a câmera na mesma posição usada para outro filme, "Pelo Prazer de Matar" [Per il Gusto di Uccidere], onde podemos comparar as tomadas com Giuliano Gemma e Craig Hill, no alto da mesma colina em Andalucia.



Algumas cenas também não agregam muito valor à história como a cena divertida da extração de dentes no saloon pelo Dr. Pajarito que poderia ter conhecido Barnett em outra situação qualquer.

A trilha sonora de Armando Trovajoli, também com atribuições de Ennio Morricone, é forte e tensa, explorando muito os timbres de guitarras, trompetes e o clarinete, instrumento preferido de Morricone.
No geral, é um bom filme que não decepcionará os fãs do Espaghetti.
Exibido pela última vez na TV brasileira em 19 de Maio de 1986 no programa "Oscar" da TV Record.

Giuliano Gemma é garantia de bons westerns e neste aqui ele teve a oportunidade de mostrar ainda mais suas qualidades físicas e atléticas em boa forma, mostrando também que a vingança pode ter momentos de diversão mostrando-se até mais amigável e simpático nesta sua jornada de sangue. 

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