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21 setembro 2021

“Condenados a Vivir” (Condenados a Viver) (Espanha 1972) Subtitles/Legendas Ptbr, Inglês e Alemão SRT Inédita e Exclusiva Brasil DOWNLOAD


Condenados a Viver - Brasil 
Condenados a vivir – Espanha/Itália 
Katadikoi me Hryses alysides - Grécia 
Condenados a Vivir - Japão 
Bronson's Revenge - USA 
Приговорённые к пожизненному - Rússia 
カットスロート・ナイン - Japão 
Cutthroats 9 - USA 
Cut-Throats Nine - USA/Canadá 
Todesmarsch der Bestien - Alemanha 


Produção: Espanha/Itália 10 Julho de 1972 
Direção: Joaquín Luis Romero Marchent 
Escrito: Joaquín Luis Romero Marchent e Santiago Moncada 
Música: Carmelo A. Bernaola 
Fotografia: Luis Cuadrado 
Edição: Mercedes Alonso 
Duração: 90/83 minutos 
Locações: Aragonese Pyreneo, Huesca, Aragón, Espanha 
Co Produção: Films Triunfo S.A 


Robert Hundar - Sargento Brown
Emma Cohen - Sarah/Cathy Brown
Alberto Dalbés - Thomas Lawrence/Dandy Tom
Antonio Iranzo - Ray Brewster/The Torch
Manuel Tejada - Dean Marlowe
Ricardo Díaz - Joe Ferrell/El Comanchero
José Manuel Martín - John McFarland/Weasel
Carlos Romero Marchent - Slim
Rafael Hernández - Dick Patterson
Eduardo Calvo - Sargento Taylor
Lorenzo Robledo - Soldado
Emilio Rodríguez - Caldwell
Xan das Bolas (Tomas Ares) - Buddy
Francisco Nieto - Bandido
Antonio Padilla - Guarda da Carroça
Simón Arriaga - Soldado
Juan Antonio Elices - Grampa Bandido
Mabel Karr - Sra. Brown
Dan van Husen - Lackey


Este também parece ter influenciado Tarantino a fazer "Os 8 Odiados"..
Uma tropa de cavalaria está escoltando uma carroça cheia de condenados a caminho da prisão pelas montanhas quando são atacados por uma gangue de bandidos. Apenas um sargento, sua bela filha e um grupo de sete prisioneiros sádicos e assassinos sobrevivem e ficam sem cavalos ou carroça. 
O sargento deve encontrar uma maneira de levar seus prisioneiros ao seu destino enquanto protege sua filha e escolta os bandidos, tentando também determinar qual dos prisioneiros é o homem que estuprou e assassinou sua esposa enquanto uma teia de mentiras, ganância e traição se desenrola durante a dura viagem no gelo da neve. 


O pôster em inglês do filme dizia: "Devido às cenas violentas, ninguém será admitido sem a máscara do terror”. Curioso no filme e saber que uma corrente de ouro maciço deveria ter sido quebrada facilmente sem a necessidade de ser cortada por um trem. 

Os homens deveriam ter sido capazes de quebrá-la facilmente com uma possível pedra. É um filme de exploração à violenta mas este filme é na verdade um faroeste bem produzido e caprichosamente bem executado dentre inúmeros faroestes espanhóis feitos em meados dos anos 1960 e início dos anos 1970. 


Visto nessa tradição, como o ponto terminal de uma narrativa de gênero que começou muito antes em filmes como "El Sabor de la Venganza" (1963), de Joaquin Marchent, é um filme comovente e fascinante. 

A violência é um contágio que consome tudo e todos ao seu redor. Os foragidos são retratados em termos demoníacos e inescrupulosos. Em uma viagem insólita pelas montanhas isoladas no deserto e na neve a brutalidade emerge e cada membro do grupo está empenhado em matar ou morrer. 

Sarah Brown (Emma Cohen) é a única personagem que se opõe a esse efeito de alguma forma, embora presencie e viva os conflitos do grupo não vê esperança de salvação. Este filme tem uma espécie de ressurreição do herói morto à maneira do faroeste italiano, mas aqui ocorre nos delírios de um fugitivo insano. 

Para mim é mais um Triller do que um western, pois há um suspense envolvente nele e não há os tiroteios em exagero como de costume do Espaghetti, mas é dramático. 


Elaborei uma subtitle/legenda no idioma português/Inglês e Alemão no formato SRT para as novas versões remasterizadas em bluray [24 fps] que estão disponíveis na Web para o deleite dos fãs. 

 

Ilustração Fantasia
 
 Link Youtube dublado:
https://youtu.be/PZC1keJfeok

19 junho 2012

Duas Cruzes para o Diabo (Due Croci a Danger Pass)

Due Croci a Danger Pass
Dos cruces en Danger Pass - Espanha
Two Crosses at Danger Pass - USA
Duas Cruzes para o Diabo – Brasil
Passageiro para o Inferno - Brasil
Um Passo da Morte - Brasil

Produção: 1967 - Espanha/Itália
Diretor: Rafael Romero Marchent
Duração: 90 minutos
Escrito: Enzo Battaglia e Eduardo Manzanos Brochero
Fotografía: Sergio Martinelli e Emilio Foriscot
Música: Francesco De Masi, Alessandro alessandroni e The Mutiis.
Produção: Copercines, Cooperativa Cinematográfica, United Pictures
Produtores: Fulvio Lucisano
Locações: Colmenar Viejo, Madrid , Espanha.

Pietro Martellanza (Peter Martell) – Alex Mitchell (Adulto)
Mario Novelli (Anthony Freeman) - Charly Morane
Nuccia Cardinali - Edith
Luis Gaspar - Mark/Marty
Armando Calvo - Morane
July Ray - Graçonete
Mara Cruz – Judy Mitchell (Adulta)
Jesús Puente – Xerife T. Mitchell
Dyanik Zurakowska (Dianik Zurakowska) - Gloria
Antonio Pica - Doc
Miguel Del Castillo - Powell
Xan das Bolas - Bartender
Cris Huerta – Homem gordo morto no saloon por Charly
Eduardo Coutelenq e Emilio Rodríguez.

Mais um bom western dirigido por Marchent que tem um bom argumento e um Peter Martell em esplendida forma teatral. Uma história de vingança e justiça que é levada ao extremo e chega a ser superior a outros westerns produzidos naquele ano.
O protagonista é Alex Mitchell, um jovem que carrega a sede de vingança dentro de si.
Obscuro e violento que quando criança presencia o assassinato de sua mãe e seu pai, um xerife local (Jesús Puente) por tentar evitar o linchamento de um prisioneiro da justiça até então inocente.

O verdadeiro responsável pelo assassinato de uma criança é Morane (Armando Calvo), um dos poderosos latifundiários da região e tem como cúmplices a sua gangue de desalmados.
Após o ocorrido, Alex é adotado por uma família de ‘Quaquers’, uma religião que abomina a violência.
Em meio a isso é criado com seu meio-irmão Marty com uma profunda obsessão: Liquidar com todos os envolvidos na chacina dos pais.
Inescrupulosamente, após matar os rancheiros, Morane ainda apodera-se de sua irmã Judy Mitchell (Mara Cruz) ainda criança e a mantém como uma escrava em suas dependências.
Após oito anos de sofrimento traumatizado pelo fato, em uma de suas paradas de nômade Quaquer, Alex vendo-se próximo à cidade de Danger Pass sente que é chegado o momento de agir e tirar o peso da consciência.

Um argumento com reviravoltas e ambos os irmãos desejam a vingança da morte dos pais a todo custo.
Um filme de reflexão às conseqüências negativas de uma vida totalmente vivida por sentimentos de ódio e de vingança por Alex, o pistoleiro que é envolvido em um misto de mau e sofrido desde jovem.
Interessante é que toda uma cidade depende do desfecho entre as famílias Mitchell e Morane para continuarem suas vidas em paz, pois Morane é um senhor supremo e martiriza a todos no loca por anos.
Interessante é ver também o seu meio irmão Marty, com seus fortes princípios de “pacífico” que é, juntar-se a Alex e Judy acreditando que a justiça pode ser feita o uso de armas tal como a promessa que fizera ao pai para poder ajudar a proteger Alex em sua trilha de vingança e ao mesmo tempo tentar convence-lo que pela violência nada se consegue de bom.
Ao final, depois de muitos cadáveres pelas ruas da cidade de Danger Pass, Alex olhando nos olhos da jovem viúva Glória (a estonteante Dyanik Zurakowska) [Navajo Joe - 1966, Quem Grita Vingança -1968, Bang Bag Kid – 1967, Matarei um por um – 1968], recém casada com o xerife Doc (Antonio Pica), também morto consegue finalmente refletir e concluir que as armas só servem para a desgraça.
Romero Marchent dirigiu com conhecimento e experiência este western com grande elegância.

Ele usa muito neste filme os planos bem amplos que dão sensação de grandeza nas paisagens, um grande artesão e conhecedor dos rumos da história clássica.
Uma das cenas que provam a boa utilização dos planos largos é no tiroteio no rancho dos pais de Alex, destacando-se as belas panorâmicas.
A cena que envolve o tiroteio e o açoitamento de Judy por Chalie, o filho de Morane na rua, também tem um ponto alto mostrando belos e bem acentuados planos, pois se percebe que Marchent colocava a sua câmera no lugar mais adequado possível para captar a ação.
Cenas com câmeras objetivas também com bons resultados foram utilizadas como por exemplo: As cenas luta no Sallon e na cena em que Alex enfurecido tenta violentar Glória (a filha de Morane) no rancho e é impedido pelo irmão Marty que sofre golpes violentos de Alex.


Alex carrega consigo a arma que pertencera a seu pai e é com ela que define o desfecho da história em um grande duelo final com Charlie Morane. Escrito e produzido por Enzo Battaglia e Eduardo Manzanos Brochero, conseguem alem disto manter em todo momento um ritmo forte sem provocar o desinteresse de quem está assistindo, esperando sempre a cena seguinte.
Acho que no tiroteio final que envolve à todos na cidade após o duelo final, ou seja dezenas de corpos caídos dos telhados, dos cavalos, dentro dos cochos de água - sofre um corte abrupto, levando os protagonistas ao silêncio e as lamentações finais tirando um pouco os créditos das cenas de tiroteio no início do filme no Rancho dos pais de Alex.
Pena o filme ter alguns pequenos cortes por motivo de censura na época como por exemplo: Quando nos tiros de execução dos pais de Alex no Rancho mas não prejudica em nada a história.
Esse corte repentino na edição era muito costumeiro no espaghetti mas aqui deixou uma estranha impressão que acabara o elenco de mortos ou acabara o rolo de filme, mas enfim, coisas do Espaghetti.

Um filme feito com cuidado e uma boa direção de fotografia de outros célebres fotógrafos: Emilio Foriscot e Sergio Martinelli, com cores tênues árida do deserto causando sensação de local mórbido e desértico.
Atores muito bem postados em seus papeis. Um Peter Martell que atormentado e violento convencendo totalmente a atuação.
Jesús Puentes também é perfeito como o xerife honrado e justo e Armando Calvo, o impiedoso, sádico e ambicioso Morane.
Charlie (Mario Novelli), o filho de Morane, é perfeito no papel do filho mau e arrogante, lembrando muito Nino Castelnuovo como Jason “Junior” Scott em (Tempo de Massacre – 1966).
No geral um grandioso filme que merece estar na coleção de um fã.

Francesco de Masi mais uma vez caprichou alem do tema principal “Without Name” interpretada por Raoul usando a mesma base orquestrada de “Cuanto custa Morire” com outra letra e com parceira de Alessandro Alessandroni e o grupo vocal “The Mutiis” (que pertencia à esposa de Alessandroni), inclui mais duas músicas marcantes que são ouvidas no saloon com participações de July Ray (Garçonete) interpretando-as graciosamente: “What do you Think” e “Brings us joy and happiness” que você poderá fazer o download desta versão ripped do filme e relembrar pela primeira vez na Internet, um show à parte na maravilhosa voz de July Ray.!

 
 Versão áudio Espanhol