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02 dezembro 2014

4 Tiros Sem Perdão [3 Pistole Contro Cesare] Especial Brasil


4 Tiros Sem Perdão - Brasil
3 Pistole Contro Cesare
Death Walks in Laredo - USA

Produção: Itália e Argélia 1966

Direção: Enzo Peri
Escrito: Carmine Bologna, Enzo Peri e Piero Regnoli (Dean Craig)
Duração: 95 minutos 
Musica: Marcello Giombini
Fotografia: Otello Martelli
Produção: Carmine Bologna
Edição: Adriana Novelli Produção
Design: Giorgio Giovannini
Set Decoração: Giulia Mafai Assistente
Diretor: Moussa Haddad
Mestre de Armas: Rinaldo Zamperla
Locações: Argélia
Co Produção: Dino de Laurentiis Cinematografica e Casbah Film


Thomas Hunter - Whity Selby/Whittaker
James Shigeta - Lester Kato
Nadir Moretti - Etienne Devereaux
Enrico Maria Salerno - Julius Cesar Fuller
Gianna Serra – Debbie – Deborah Smith
Delia Boccardo – Mady/Louise - Cantora
Umberto D'Orsi - Stanford
Femi Benussi - Tula
Ferruccio De Ceresa - Professor
Vittorio Bonos - Bronson
Adriana Ambesi – Mulher no início
Gino Bardi - Popular
Gianluigi Crescenzi - (Gian Luigi Cresscenzi) - Popular
Nicola Di Gioia - Pistoleiro
José Galera Balazote – Capanga de Fuller


Um inescrupuloso bandido é conhecido como Juliu Caesar, “O Fuller”, obsecado por Cesar veste togas romanas, vive em um palácio tipicamente romano com suas várias escravas, em sua enorme piscina de água quente, com vapor, sauna e tem sob suas ordens está um exército de bandidos que vestem roupas pretas como a guarda Pretoriana de Cesar na antiga Roma e tem como objetivo descobrir o ouro de uma mina abandonada na região de Laredo.

O americano Thomas Hunter é Whittaker Selby, o herói aqui com suas armas infalíveis e cheias de truques e que tem a companhia do japonês James Shigeta que possui a prática do kung fu e um terceiro é o francês Etienne Devereaux [Nadir Moretti] que tem poderes magnéticos mágicos e de hipnotismo.


Os três descobrirão em breve que eles são meio-irmãos, ou seja um filho de cada mãe diferente. Mais um Espaghetti Western exótico e um tanto quanto bizarro.
Poderia até ser confundido com um episódio perdido da série de TV Batman que nesta década de 60 fazia um sucesso enorme.

A trama começa com Whity Selby (Thomas Hunter) é procurado por um velho advogado, enquanto vai deixando um saloon dentro do qual ele acaba frustrando um ataque, matando quatro adversários de um jogo de cartas com apenas um tiro com sua pistola de quatro canos, uma do seu arsenal de truques.


O advogado informa a Selby através de uma carta em mãos que seu pai, que morreu há dez anos atrás e que ele nunca conheceu, tinha deixado a sua mina de ouro como parte de uma herança.
O documento é acompanhado de uma foto de uma jovem. Selby viaja para Laredo para recuperar o legado de seu pai, e para tentar identificar a identidade da garota da foto.

Ao chegar na mina de ouro, Selby encontra dois homens em uma missão semelhante - Etienne Devereaux (Nadir Moretti), um homem de origem francesa com poderes mágicos de magnetismo e hipnotismo e Lester Kato (James Shigeta), um japonês especialista e kung-fu.

Durante uma discussão entre os três em considerarem seus direitos à mina, eles são abordados por um velho homem no local, e logo fica claro a partir das explicações do velho que os três são irmãos improváveis, pois seu velho pai, o “Velho Henry Landon” que é muito citado mas não aparece no filme, gostava da companhia de mulheres, e muitas delas e de várias nacionalidades.


Os três irmãos são informados de que seu pai lutou amargamente para manter a sua terra, mas fora obrigado a sair de Laredo pelo poderoso latifundiário "Julius Cesar" Fuller (Enrico Maria Salerno), um homem obcecado pela história do grande líder romano, comparando-o ao poder que ele mesmo possui.

 Fuller é muito possivelmente um dos personagem mais estranhos dos westerns espaghetti que eu já vi. Ele vive em uma réplica de um palácio romano, cercado de escravas seminuas de todo o mundo. Entre elas, Femi Benussi é “Tula” a qual em meio as vaidades de Cesar executa uma dança estranha; uma mistura de Ula-Ula havaina com dança do ventre. Os pistoleiros de preto lembram muito o bando do Major Jackosn em Django se bem que esse é anterior a ele.

O ritmo em que segue o roteiro é alucinante já com a música tema no início "Death Walks em Laredo" em que os três irmãos viajam para Laredo disparando seus revólveres para o ar cavalgando em alta velocidade em uma ação ridícula e desnecessaria. Enrico Maria Salermo aqui em seu segundo Espaghetti, após ter filmado “Bandidos” como Julio Cesar lembra um sósea de Jack Nicholson.

Thomas Hunter é até convincente em algumas situações de violência. O pistoleiro Whittaker Selby interpretado por ele, já visto e apreciado em “The Hills Run Red” [Sangue nas Montanhas - Brasil] (Un Fiume di Dollari), em um certo momento, entra em um saloon, e novamente com outras armas cheias de truques [os disparos saem pela coronha do revólver] faz de um só golpe, sete adversários mortos, e em seguida, sai tranquilamente depois de pagar a conta, inclusive os transtornos causados no estabelecimento.


Há também o curioso personagem “Bronson” (Vittorio Bonos), braço direito de Cesar que veste um terno totalmente branco e que em sua primeira aparição, surge comendo bananas, jogando as casas no decote de uma escrava que lustra os seus sapatos.

História interessante e diferente, com suas muitas reviravoltas e existem também alguns momentos de grande humor como no diálogo entre Selby e o advogado explicando por que levou dez anos para encontrar os três irmãos.
Uma luta feminina em uma cabana entre as beldades Gianna Serra e Delia Boccardo mostrando suas pernas é muito agradável de se ver.


Poderia considerar como um dos Espaghettis mais loucos de todos os tempos, mas lembro-me ter visto outros ainda mais loucos ainda. Belas locações na Argélia que lembra muito bem as pradarías nos estúdios em Almería na Espanha e em certos momentos, o Grand Canyon ameircano.

O surpreendente é que, apesar de todos os excessos no visual da antiga roma e um tom até meio que psicodélico dos anos 60, com visuais multi coloridos, o filme funciona muito bem e também tem um bom ritmo. Além disso, o orçamento disponível para o diretor, Enzo Peri, em seu primeiro e último filme, não estava entre os piores e também tecnicamente o filme é bastante agradável, com uma boa fotografia de Otello Martelli e belas cenas de externas.


A bela trilha sonora de Marcello Giombini contribui e muito para que o filme não fique monótono.
Alguns dos temas lembra mesmo o estilo Giombini como a guitarra em “Sabata, O Homem que Veio para Matar”(Brasil) [Sabata] e belas cenas de externas.
Outra curiosidade é que os animais utilizados no filme faziam parte da guarda presidencial argelina e até mesmo para quem não é fanático e profundo observador, poderá perceber alguns calavos puro-sangue desfilando em algumas belas cavalgadas.
O filme é o único Western filmado na Argélia (se não em toda a África na época) e foi co produzido por Dino De Laurentiis e Casbah Films da Argélia.
Os mesmos que produziram o Cult de Guerra “A Batalha de Argel”.


Só mesmo Dino de Laurentiis para abraçar um desafio destes na época, sair da Itália e ir filmar um Wester na África em meio a Oásis e palmeiras em que o resultado final não se percebe nada diferente dos demais filmados na Europa, mesmo o diretor Enzo Peri citando uma típica festa regional americana muito conhecida, a “Cedar Gap Park Bell Coutry, Texas” onde o japonês Lester Kato desfila seus golpes de kung fu em um grupo de provocadores.


O filme foi mesmo considerado à frente de seu tempo pela audácia de Direção e Produção e para a contaminação em seguida de Westerns com outros gêneros que seriam enchertados como filmes de artes marciais e até mesmo do espionagem de James Bond e podemos citar aqui Sartana e Shangay Joe para comparar.







 

Outra desagradável notícia é a do falecimento do ator hawaiano
James Shigeta em 28 de Julho de 2014 em Beverly Hills, California,
USA, aos 88 anos de idade por falência pulmonar.




Dentre os seus 88 trabalhos para o cinema e a TV americana, presto
aqui a minha homenagem de sua participação em seu único Western
Espaghetti.

27 agosto 2012

Quatro Tiros Sem Perdão

Tre Pistole Contro Cesare
Tre Ragazzi D´oro
Death Walks in Laredo
Three Golden Boys

Produção: Italia/Argélia - 1966
Director: Enzo Peri
duração: 95 minutos
Escrito: Piero Regnoli e Enzo Peri
Fotografia: Otello Martelli
Música: Marcello Giombini
Produção original: Max Hirsh

Thomas Hunter - Whity Selby
James Shigeta - Lester Kato
Nadir Moretti - Etienne Devereaux
Enrico Maria Salerno - Poderoso Julius Cesar
Gianna Serra - Debbie
Delia Boccardo - Mady
Umberto D'Orsi - Bronson
Femi Benussi - Tula
Ferruccio De Ceresa - Professor
Vittorio Bonos - Stanford
Adriana Ambesi - Mulher
Nicola Di Gioia - Pistoleiro
José Galera Balazote - Servidor de Cesar
Gino Bardi, Gianluigi Crescenzi (Gian Luigi Cresscenzi)

Três meio-irmãos: Whitaker Selby (Thomas Hunter), Lester Kato ( James Shigeta), e Etienne Devereaux (Nadir Moretti) são três personagens que em meio ao oeste possuem suas armas excêntricas.
Um é pistoleiro profissional, um japonês especialista em kung-fu e um hipnotizador francês com poderes magnéticos. O destino fará com que os três se encontrem e descubram que são meio-irmãos e deverão se unir para combater um vilão que é obcecado pelo imperador romano Júlio César, o "Julius Cesar Fuller" que apossou-se de uma mina de ouro deixada como herança aos três meio-irmãos em Laredo, Texas pelo seu pai.
Cesar (Enrico Maria Salermo) é tão fanático a ponto de ter construído um palácio completo vestindo sua toga com escravas, súditos, uma enorme banheira para seus banhos romanos. Tem também sua própria "Guarda Pretoriana" que veste preto, e que se apoderou da cidade e da mina dos três irmãos e está tentando enganá-los a ponto de tentar eliminá-los de seu caminho.
A missão dos três é a de se apoderarem da mina e vingar o pai.
Parece que o filme foi feito no auge da série Batman dos anos 60 e se percebe grandes influências nos heróis e nos vilões. Um Espaghetti Western um tanto quanto exótico e bizarro.
O pistoleiro Whitaker Selby tem várias armas em especial é o seu colt de quatro canos e muitos outros truques e habilidades como Sartana e nunca perde um desafio.
A música com o tema "Laredo" no Texas nome da cidade onde se dá os fatos na voz de Don Powell foi e é ainda marcante.
Nota-se claramente que o diretor não tinha experiência alguma em western e logo no prólogo onde vemos os três cavaleiros cavalgando em disparada ao que parece com destino à Laredo dando tiros ao ar sem nenhum sentido.
O filme serve apenas como documento histórico para o seguimento e é um desprezo ver Thomas Hunter neste filme sabendo-se que neste mesmo ano fez um clássico: "Un Fiume di Dollari" [Sangue nas Montanhas - Brasil] ao lado de Nicholetta Machiavelli e Henry Silva.
Outra curiosidade é que a atriz Gianna Serra, a miss itália 1963 esteve presente nestes dois filmes ao lado de Thomas Hunter.
Coisas do Espaghetti!

12 fevereiro 2011

Sangue nas Montanhas 1966


Un fiume di dollari
The Hills Run Red - USA
Rio de Dólares - Brasil

Produção 1966 Itália - Espanha
Direção: Carlo Lizzani (Lee W. Beaver)
Duração: 88 minutos
História: Piero Regnoni (Mario Pierotti)
Música: Ennio Morricone (Leo Nichols)
Maestro Regente: Bruno Nicolai
Fotografia: Antonio Secchi (Toni Secchi)
Estúdios: C.B. Films S.A., Dino de Laurentiis Cinematografica
Locações: Colmenar Viejo, Madrid, Espanha

Thomas Hunter - Jerry Brewster / Jim Houston
Henry Silva - Garcia Mendez
Dan Duryea - Coronel Winny Getz
Nicoletta Machiavelli - Mary Ann
Gianna Serra - Hattie Gardner
Nando Gazzolo - Ken Seagull / Ken Milton
Loris Loddi - Garoto Tim Brewster
Geoffrey Copleston - Brian Horner
Paolo Magalotti - Stayne
Vittorio Bonos - Jogador 1
Jeff Cameron-Randall (loiro-bando de Mendez)
Pietro Ceccarelli-Careca-bando de Mendez
Guido Celano - Blacksmith
Gianluigi Crescenzi - Carson
Lucio De Santis - Juan
Mauro Mannatrizio - Soldado Mitch
Tiberio Mitri-Sargento da Cavalaria da União
Renzo Pevarello (Ostride Pevarello)-Barbudo do bando de Mendez
Guglielmo Spoletini - Pedro
Goffredo Unger - Coronel da União
Mirko Valentin - Sancho
Sandro Dori, Fiorella Ferrero, Paolo Figlia, John M. Gaskins,
Goffredo Matassi, Piero Morgia e Luigi Scavran

Ex-presidiário Jerry Brewster (Thomas Hunter) em busca de vingança contra o tirano responsável pela
morte de sua esposa. No pós-Guerra Civil Texas, Brewster e Ken Milton (Tom) (Nando Gazzolo) fugindo em uma carroça com um carregamento de dinheiro roubado dos soldados da União, identificados como ladrões, são perseguidos pelos soldados ianques. Decidindo nas cartas de baralho em se separar: Tom tira a carta da sorte e ganha a oportunidade de saltar da carroça com o valor do saque, prometendo cuidar da família de Jerry Brewster se for capturado. Os soldados da União capturam Jerry que paga sua pena de cinco anos na rigorosa fortaleza do Fort Wilson. Após sua pena cumprida e agora em liberdade, ele descobre que sua esposa morreu, e que Tom, agora é um fazendeiro poderoso e corrupto que não cumpriu sua promessa em ajudar sua família. Tudo isso acontece no prólogo do filme. O restante é pura aventura.Brewster não mede esforços para derrubar seu ex-parceiro no crime e com a ajuda do estranho e misterioso Getz (Dan Duryea), que começa ajudando a afastar um grupo de homens de Ken Seagull que teria sido enviado para eliminar Brewster. Quando Jerry fica sabendo que Seagull tem planos para dominar a cidade de Austin, ele ajuda os habitantes da cidade sitiada a lutar. Seagull contrata o repugnante e impiedoso assassino Mendez (Henry Silva) para localizar e iniciar o domínio da região. Jerry Brewster infiltra-se no bando de Mendez conseguindo sua confiança (mais ou menos como Blondie no bando de Índio) conseguindo informações importantes para sabotar os ganhos de Mendez e
ao mesmo tempo vai organizando a revolta da cidade de Austin contra Ken Seagull. Jerry também é perseguido por elementos da sua antiga e precoce vida: O seu filho órfão Tim (Loris Loddy) – (aquele menino loirinho que fez diversos westerns espaghettis) com o qual faz amizade, apaixonando-se por sua bondosa irmã. Mary Ann (Nicoletta Machiavelli), deslumbrante mais uma vez aqui que compartilha do mesmo nome de sua falecida esposa. Depois da identidade de Jerry ser comprometida, ele e Getz acabam com a maioria dos capangas de Seagull em um tiroteio cheio de dinamite definido nas ruas de Austin. Brewster mata Mendez, bem como seu inimigo Ken, após o qual Getz (que na verdade é um agente do governo encarregado de derrubar Ken) nomeia Jerry como novo xerife de Austin, que termina com Mary Ann e Tim ao seu lado.
Outro detalhe interessante é que mais uma vez vemos neste filme seus dublês também atuando como atores reais; Paolo Magalotti, Osiride Pevarello e Guglielmo Spoletini, como era de costume no Western Espaghetti. Nota-se também um pouco mais de vegetação (mais verde) em virtude das locações em Colmenar Viejo na Espanha, onde também fora filmado grande parte da trilogia dos dólares de Leone. The Hills Run Red, originalmente intitulado Um rio de Dólares e Sangue nas Montanhas (Brasil) é notável por ser o primeiro western europeu de um produtor, premiado com o Oscar, Dino De Laurentiis. Filmado na Itália e Espanha, o filme é verdadeiro para o formato do gênero, com um tema de vingança, com muito sangue e violência, e o destaque melodioso de Ennio Morricone que aqui aparece novamente sob pseudônimo anglicizado-Morricone que foi creditado como Leo Nichols (como em Navajo Joe, outra produção De Laurentiis ), enquanto o diretor Carlo Lizzani passou por Lee W. Beaver, que já cansado, estava tentando mudar um pouco os clichês do gênero e após o lançamento do filme, a resposta da crítica foi positiva.
O filme compensava a falta de originalidade com um ritmo implacável, o desempenho de amplo cenário; Henry Silva como Mendez, tudo bem editado dentro do curso da música de Morricone. Tudo gira em torno de várias peças que estão continuamente reorganizadas para atender às várias cenas e contextos.
Morricone sentiu como principais características para a elaboração da música, a fome de Jerry por vingança, suas assombrações, seus lamentos solitários sem palavras por perder a família.
Uma canção de amor agridoce, "Home to my Love” (Casa de Meu Amor), é interpretada pelo cantor italiano Gino Spiachetti creditado simplesmente como "Gino" para representar a falecida esposa de Jerry. Outra grande e raríssima música é ”Quel Giorno Verrá”. Gino gravou esta versão em italiano de "Casa de Meu Amor" para o single de Alexander Kaplan. Morricone além de compor a música decidiu envolver muita gente de peso no projeto como o Maestro Bruno Nicolai, Os Cantores modernos de Alessandro Alessandroni e a grande voz feminina de Gianna Spagnulo. Um grande filme indicado a todos os fãs deste gênero.