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07 julho 2020

A morte de Ennio Morricone. "Especial Brasil"


Ennio Morricone, maestro e compositor de trilhas sonoras que marcaram a história do cinema, morreu aos 91 anos, nesta segunda-feira, 06 de Julho de 2020, na Itália.
Ele estava internado há 10 dias em uma clínica em Roma após sofrer uma queda e fraturar o fêmur. Um comunicado divulgado por Giorgio Assuma, advogado e amigo do artista, informa que o maestro italiano morreu "nas primeiras horas de 6 de julho no conforto de sua família". 

De acordo com a nota, Morricone "permaneceu lúcido e com grande dignidade até o fim" e "se despediu de sua amada esposa Maria".
Ainda segundo Assuma, Ennio escreveu o próprio obituário. No texto, Morricone se despede de sua esposa, Maria Travia, a quem cita a "despedida mais dolorosa" de seus filhos, netos, amigos e do diretor de cinema Giuseppe Tornatore.



"Ennio Morricone está morto. Anuncio a todos os amigos que sempre estiveram próximos de mim e também aos que estão um pouco distantes e os saúdo com muito carinho", escreveu o maestro.
O funeral, organizado de forma privada para respeitar "o sentimento de humildade que sempre inspirou os demais", disse Assuma.
Morricone deixa a esposa, Maria, e quatro filhos, Andrea, Giovanni, Marco e Alessandra. 

Morricone nasceu em 10 de novembro de 1928, em Roma, e começou a compor aos seis anos. Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de "O Fascista", de Luciano Salce.
Ele escreveu para filmes, programas de televisão, canções populares e orquestras, mas foi sua amizade com o diretor italiano Sergio Leone que lhe trouxe fama. Ele se dedicou muito às canções para o gênero "Epaghetti Westerns" que consagraram Clint Eastwood na década de 1960.

Entre as mais de 500 trilhas sonoras para cinema e televisão em seu currículo, há composições para filmes como "Três Homens em Conflito", "A Missão", "Era uma Vez na América", "Os intocáveis", "Cinema Paradiso", “Era uma Vez no Oeste”, “Quando Explode a Vingança” “Meu nome é Ninguém”, “Trinity e seus Companheiros” entre outros.



"A música de 'A Missão' nasceu de uma obrigação. Tinha que escrever um solo oboé, se passava na América do Sul no século XVI, e tinha a obrigação de respeitar o tipo de música do período. Ao mesmo tempo, eu tinha que compor uma música que também representasse os índios da região. Todas as obrigações me prendiam. Mas também fizeram com que saísse algo claro", recordou o compositor à agência France Press em 2017.
De acordo com ele, a música dos filmes italianos era medíocre e sentimental. Ele desejava renová-la com um estilo mais próximo de Hollywood.
Ao longo da carreira, Ennio ganhou dois prêmios no Oscar e dezenas de outros prêmios, incluindo Globos de Ouro, Grammys e BAFTAs.

Em 2007, recebeu um Oscar honorário por sua carreira musical. Na ocasião, dedicou o prêmio à esposa Maria Travia, com quem era casado desde 1956 e considerava sua melhor crítica. "Ela não tem treinamento formal em música, mas julga meu trabalho como o público o faria. Ela é muito rígida."
Seu outro Oscar foi em 2016, com a trilha sonora de "Os Oito Odiados", de Quentin Tarantino. Inicialmente, Ennio recusou o trabalho, mas depois cedeu, exigindo que Tarantino lhe permitisse uma "ruptura total com o estilo dos filmes ocidentais".
Além de Leone e Tarantino, Ennio também trabalhou com nomes como Roman Polanski, Terrence Malick e os italianos Giuseppe Tornatore e Bernardo Bertolucci.



No início de junho, Morricone foi anunciado o vencedor, ao lado do também compositor John Williams, do prêmio Princesa das Astúrias das Artes na Espanha. A entrega do prêmio aconteceria em uma cerimônia, em outubro.
Nas redes sociais, famosos e autoridades lamentaram a morte de Ennio Morricone. "Sempre nos recordaremos, e com um reconhecimento infinito do gênio artístico, do maestro Ennio Morricone. Nos fez sonhar, nos emocionou e fez pensar, escrevendo notas inesquecíveis que ficarão para sempre na história da música e do cinema", escreveu o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.
A morte de Morricone "nos priva de um artista distinto e genial", lamentou o presidente italiano Sergio Mattarella.
O ator Antônio Banderas também lamentou a morte: "É com grande tristeza que nos despedimos do grande mestre do cinema. Sua música continuará tocando em nossas memórias. Descanse em paz."

Em 2007, ao lado de Clint Eastwood, o compositor italiano Ennio Morricone recebe o Oscar Honorário por sua contribuição à arte da música cinematográfica.
Ele ganhou duas estatuetas no Oscar e outros prêmios por músicas de filmes como “Três Homens em Conflito”, ”'Os Intocáveis”, “Cinema Paradiso”, “Ata-me!” e “Os Oito Odiados”. [R.I.P.]

DISCOGRAFIA WESTERN ENNIO MORRICONE

1963: “Duelo no Texas” (Duello nel Texas) de Giorgio Simonelli 
1964: ”As Pistolas não Discutem” (Le Pistole non Discutono) de Mike Perkins
1964: “Por um Punhado de Dólares” (Per un Pugno di Dolari) de Sergio Leone
1965: “Por uns Dólares a Mais” (Per Qualche Dollaro in Piu’) de Sergio Leone
1966: “Três Homens em Conflito” (Il Burono, Il Bruto, Il Cattivo) de Sergio Leone
1966: “Joe, o Pistoleiro Implacável” (Navajo Joe) de Bruno Corbucci
1966: “Sangue nas Montanhas” (Um Fiume di Dollari)    CARLO LIZZANI
1966: “O Dia da Desforra” (La Resa Dei Conti)  de Sergio Sollima
1966: “Sete Pistolas para os Macgregor” (Sette Pistole per i Macgregor de Franco Giraldi
1966: “Os Cruéis” (I Crudeli) de Sergio Corbucci
1967: “Os Longos Dias da Vingança” (I lunghi giorni della vendetta) de Florestano Vancini
1967: “Face a face” (Faccia a Faccia) de Sergio Sollima
1967: “Sete Mulheres para os Macgregror” (Sette Donne per i Macgregor) de Franco Giraldi
1967: “A Morte Anda a Cavalo” (Da Uomo a Uomo) de Giulio Petroni
1967: “Uma Bala para o General” (Gringo/Quien Sabe? de Damianao Damiani [Supervisor Musical]
1968: ”O Vingador Silencioso” (Il Grande Silenzio) de Sergio Corbucci
1968: “Era uma Vez no Oeste” (C'era una volta il West) de Sergio Leone
1968: “A Vingança de Ringo” (...E per Tetto um Cielo di Stelle/A Pistola é minha Bíblia) de Giulio Petroni
1968: “Os Violentos vão para o Inferno” (Il Mercenario) de Sergio Corbucci
1968: “Tepepa” (Tepepa) de Giulio Petroni
1968: “Corre Homem, Corre” (Corri uomo corri) de Sergio Sollima
1968: “Os Canhões de San Sebastian” (La bataille de San Sebastian) de Henri VErneuil
1969: “Um Exército de Cinco Homens” (Um Esercito di 5 Uomini) de Italo Zingarelli
1970: “Companheiros” (Vamos a Matar Companeros) de Sergio Corbucci
1970: “Os Abutres têm Fome” (Two Mules for Sister Sara) de Don siegel           
1971: “O Retorno de Clint/Trinity, Alguém te Espera” (Il Ritorno di Clint, Il Solitario de Alafonso Balcazar e George Martin
1971: “Sonny and Jed” (La Banda J & S, Cronica criminale del Far West) de Sergio Corbucci
1971: “Quando Explode a Vingança” (Giu La Testa) de Sergio Leone
1971: “O Dia do Julgamento” (Il Giorno Del giudizio/Olho por Olho, Dente por Dente) de Mario Gariazzo e Robert Paget
1972: “Meu Nome é Providence, Caçador” (La Vita, a Volte, e’ Molto Dura, Vero Provvidenza) de Alberto De Martino e Giulio Petroni
1973: “Providenza, o Magnífico” (Ci Risiamo, Vero Provvidenza” de Alberto de Martino
1973: “Meu Nome é Ninguém” (Il Mio Nome e´ Nessuno)     de Tonino Valerii e Sergio Leone
1973: “Que nos Importa a Revolução?” (Che C´ entriamo noi com La Revoluzione) de Sergio Corbucci
1976: “Trinity e seus Companheiros” (Un Genio, Due Compari, Un Polo) de Damianao Damiani e Sergio Leone
1981: “Buddy Vai ao Oeste” (Occhio Alla Penna) de Michele Lupo
2012: “Django Livre” (Django Unchained) de Quentin Tarantino
2015: “Os Oito Odiados” (The Hateful Eight) de Quentin Tarantino




Ennio Morricone e seu parceiro mestre nos assovios, o maestro e exímio 
violonista Alessandro Alessandroni

Principais Trilhas Sonoras de outros seguimentos

1966: "A Batalha de Argel" de Gillo Pontecorvo
1968: "Teorema" de Pier Paolo Pasolini
1969: "Os Sicilianos" de Henri Verneuil
1970: "O Pássaro das Plumas de Cristal" de Dario Argento
1971: "Quando Explode a Vingança" de Sergio Leone
1971: "Decameron" de Pier Paolo Pasolini
1971: "A Classe Operária vai para o Paraíso" de Elio Petri
1971: "Sacco e Vanzetti" de Guiliano Montaldo
1974: "Medo sobre a Cidade" de Henri Verneuil
1975: "Saló ou os 120 Dias de Sodoma" de Pier Paolo Pasolini
1976: "1900" de Bernardo Bertolucci
1978: "Cinzas no Paraíso" de Terrence Malick
1978: "A Gaiola das Loucas" de Edouard Molinaro
1981: "O Profissional" de Georges Lautner
1984: "Era uma Vez na América" de Sergio Leone
1986: "A Missão" de Roland Joffé
1987: "Os Intocáveis" de Brian de Palma
1987: "Busca Fenética" de Roman Polanski
1989: "Cinema Paradiso" de Giuseppe Tornatore
1989: "Ata-me!" de Pedro Almodóvar
1989: "Pecados de Guerra" de Brian de Palma
1991: "Bugsy" de Barry Levinson
1992: "A Cidade da Esperança" de Roland Joffé
1998: "A Lenda do Pianista do Mar" de Giuseppe Tornatore
2000: "Vatel, um Banquete para o Rei" de Roland Joffé
2000: "Missão: Marte" de Brian de Palma


Conheça mais de sua discografia:
http://enniomorricone-ilmaestro.blogspot.com/search/label/Alessandro%20Alessandroni

10 abril 2017

A Morte de Tomas 'Cuchillo' Milian

Morreu em 24 de março de 2017 em em Miami o mítico ator e escritor cubano Tomas Milian aos 84 anos de idade e que atuou em filmes com alguns dos maiores diretores italianos, foi um dos ícones dos filmes policias e Western italiano.
Tomas Milian, um ator americano nascido em Cuba; Romano por adoção, foi treinado nos Actors Studio. Apareceu em algumas das peças na Broadway, bem como em um show de Jean Cocteau em Spoleto. Mauro Bolognini o notou e foi o ponto de partida de uma rica carreira cinematográfica na Itália onde atuou em todos os gêneros em destaque na época.


Ele interpretou um psicopata louco em "Bounty Killer", O Pistoleiro Mercenário (Brasil 1966), um papel que ele melhoraria e diversificaria em uma impressionante galeria de assassinos neuróticos e sádicos, primeiro nos "Espaghetti Westerns" com o diretor Sergio Corbucci, e depois em ação violenta e thrillers policiais (muitos deles dirigidos por Umberto Lenzi).


No Brasil filmou “Rebelião dos Brutos”, [O Cangaceiro (Brasil 1970)] também conhecido como “Viva Cangaceiro” em que interpreta Expedito, um único sobrevivente de um massacre à sua vila por soldados e que em seguida recruta voluntários para montar o seu exército de cangaceiros para sua luta e vingança. Um grande elenco veio ao Brasil para este filme como Eduardo Fajardo [ Major Jackon de Django (Barsil 1966(] e Leo Anchóriz.


Seus filmes evoluíram gradualmente em comédias de ação, interpretando personagens recorrentes do ladrão "Er Monnezza" e o Inspetor Nico Giraldi [este último originalmente baseado no personagem principal de Serpico (1973)], dois personagens tipicamente romanos que gozavam de grande opularidade nos anos 70 e 80.

Nascido em Havana, Cuba, em 03 de Março de 1933, Tomás Quintín Rodríguez Milián, ficou conhecido no cinema como Tomas Milian. Para os fãs do Espaguetti Western se eternizaria com "Manuel 'Cuchillo' Sanchez", o Faca. Fez um único filme com Bud Spencer "Cão e Gato", em que o ator cubano sempre mencionava na honra que teve em trabalhar junto com ele e que gostou muito em fazê-lo, pois era uma de suas inspirações.


A morte foi causada por um acidente vascular cerebral. O ator foi encontrado morto em sua casa em Miami. Sua amiga Monica Cattaneo relatou a imprensa: "Na semana passada, na última vez em que nos falamos, ele me pediu para levá-lo de volta a Roma porque tinha decidido que queria viver lá os últimos anos de sua vida e morrer naquela cidade.”
“Ele tinha visitado pela última vez quando fora premiado no Festival de Cinema de Roma". Parece que ele queria ser cremado. Deixou um filho, Thomas, que vive em Nova York. Sua esposa faleceu em 2012.


Participou e eternizou-se no clássico Espaghetti "O Dia da Desforra" [Brasil (1966)] "La Resa Dei Conti" ao lado de Lee Van Cleef e Walter Barnes interpretando um pobre peão mexicano acusado injustamente de assassinato de um jovem mexicana.

Um filme com uma trilha sonora fantástica e surreal criada por Ennio Morricone para este Western com temática política. Em seguida estaria ainda com seus cabelos longos em "Quando os Brutos se Defrontam" [Brasil (1967)] "Faccia a Faccia" como “Solomon 'Beauregard' Bennet” ao lado do grande ator Gian Maria Volontè, ambos também dirigidos aqui por Sergio Sollima.

Muitos outros vieram para o deleite dos fãs deste seguimento, fazendo com que sua popularidade aumentasse cada vez mais e ainda hoje é um dos mais cultuados artistas de sua época inspirando muitas outras gerações de novos atores.

Teve creditados em sua extensa carreira, 120 trabalhos nos diferentes seguimentos como ator, escritor, sonorização, edição dentre outras atividades que puderam registrar o seu potencial artístico e que podem ser conhecidos mais detalhadamente em: http://www.imdb.com/name/nm0587401/?ref_=fn_nm_nm_2

FILMOGRAFIA WESTERN

1. Jeito de Cowboy (1994) EUA
2. Os Quatro do Apocalipse (1975)
3. O Dia da Desforra (1966)
4. Companheiros (1970)
5. O Pistoleiro das Balas de Ouro (Matar para Viver e Viver para Matar) (1967)
6. Corre Homem, Corre (1968)
7. Tepepa (1969)
8. O Último Samurai do Oeste (1975)
9. Quando os Brutos se Defrontam (1967)
10. Bounty Killer, O Pistoleiro Mercenário (1966)
11. Sonny & Jed (O Bando J & S) (1972)
12. Meu Nome é Providence - Caçador de Recompensas (1972)
13. Um Minuto para Rezar, Um Segundo para Morrer (1968)
14. Rebelião dos Brutos (1970)
15. Ci risiamo, Vero Provvidenza? (1973)

09 março 2016

O Especialista/O Vingador de Tombstone [Gli Specialist] "Hello Gringo" Letra/Lyric inédita


Gli Specialisti - Itália
Drop Them or I'll Shoot - USA
O Especialista - Brasil
O Vingador de Tombstone - Brasil
Seksløber-Specialisten - Dinamarca
El Especialista - Espanha
Lännen Spesialisti - Finlândia
Le Spécialiste - França
A Szakértő - Hungria
In het Voetspoor van Django - Holanda
Specialists - USA
The Specialist - Europa
Fahrt zur Hölle ihr Halunken – Alemanha

Letra: R. Dumas/J. J. Debout
Intérprete: Johnny Hallyday

“Hello gringo”

Hello gringo
Tu es là les bras en croix
Hello gringo
Oui mais c'était toi ou moi

Hello gringo
Cette fois-ci t'es pas si fier
T'es là gringo
Oui le nez dans la poussière

Lève un peu les yeux, gringo
Il y a déjà les corbeaux
Qui sous un soleil de plomb
Sur ta tête tournent en rond

Et ton âme, dis, gringo
Qui est-ce qui en voudra là-haut, hein ?
Même le diable
Même le diable en aura peur

Hello gringo
Oui c'est bien fini pour toi
Alors gringo
Comme j'ai pitié de toi

Dis-moi gringo
Oui juste avant de mourir
Quel est gringo
Oui ton tout dernier désir

Dis-moi gringo ton dernier désir c'est quoi
Un... un ricard ?
Salut gringo t'es mort heureux hein?

“Tradução Português Brasil”

Olá gringo, Você está lá com os braços estendidos
Olá gringo, Sim, era eu ou você
Olá gringo, Desta vez você não está  tão orgulhoso
Você está aqui gringo, Sim nariz com poeira
Um pouco os olhos também, gringo
Já há corvos, sob um sol escaldante
Em sua cabeça girando e giraando
E alma, dizendo, gringo
O que eles querem lá em cima, hein
Mesmo o diabo, Mesmo o diabo vai ter medo
Olá gringo, Sim, será para você
Então gringo, Como eu tenho pena de você
Diga-me o gringo, Sim, apenas antes de morrer
O gringo, Sim, seu último desejo
Diga-me gringo seu último desejo, o que é?
A ... um Ricard
Olá gringo você está feliz com a morte

A Trilha sonora original do filme “Gli Specialisti” é do maestro Angelo Francesco Lavagnino e a bela canção “Hello Gringo” não faz parte desta trilha.
Ela foi lançada independentemente em álbum próprio do cantor e ator Johnny Hallyday em homenagem ao filme de Sergio Corbucci ao qual foi protagonista em 1971 e pode ser ouvida em sua página oficial neste site:http://www.dailymotion.com/video/x2excsy_johnny-hallyday-hello-gringo_music


 Versão do filme por Angelo Francesco Lavagnino


07 setembro 2015

Eduardo Fajardo na Calçada da Fama - Homenagem Especial Brasil

Eduardo Fajardo

O extraordinário ator recebe seu nome com letras em ouro na história do cinema.

Eduardo Martínez Fajardo nasceu em 14 de agosto de 1924, em Mosteiro, Pontevedra, Espanha embora cresceu em La Rioja. Ainda adolescente mudou-se para Santander, onde estudou o ensino médio.

Em 1942 começou sua carreira de ator, inicianado como um dublador de voz até 1946.

Então logo em seguida estreou no cinema com “Héroes del 95”, de Raúl Alfonso (1947), inaugurando assim uma das filmografias mais numerosas do cinema espanhol, e porque não dizer do cinema europeu, superando abruptamente o número de 183 títulos, 75 peças teatrais, 2.000 participações na TV espanhola e mexicana, além de participar de produções de Itália, Alemanha, França, Grã-Bretanha e nos Estados Unidos e atingindo 167 computados no bando de dados do Imdb.

Como dublador nos primeiros anos da década de 40, era presença constante nos trabalhos da produtora CIFESA e sua voz já considerada e valorizada como galã em um segundo papel segundo criticas da imprensa.
Ator que ao longo de sua inacabável carreira tem sido capaz de se dividir em dois lados opostos, o homem líder elegante (moralmente ambíguo, muitas vezes), e do outro lado, vilão cruel e brutal. Ele também tem sido capaz de combinar ambos os papéis em várias modalidades de caráter refinado e cruel ao mesmo tempo, se necessário.

Eduardo Fajardo poderia dominar qualquer cena usando a sua voz bem modulada aos 91 anos de idade.

O grande ator que vive há mais de duas décadas em Almeria, Eduardo  faz jus com que seja o primeiro a ter uma estrela no "Paseo de las Estrellas” [Calçada da Fama] que a cidade de Almeria criou no entorno do Teatro Cervantes, Pablo Cazard e praça Marqués de Heredia no âmbito do projeto “Almería, Tierra de Cine”, no  qual o Departamento de Turismo tem como objetivo atrair a atenção de especialistas, cineastas, fãs, amadores, pesquisadores, artistas, enfim a todo o público amante do cinema além das grandes estrelas que ao longo dos anos têm filmado na região.

O evento foi realizado no dia 13 de abril de 2012 às 18 horas na Rua Poeta Villaespesa, onde o ator inaugurou a “Calçada da Fama” anexado ao Teatro Cervantes com a primeira estrela com seu nome inscrito em ouro.
Este foi anunciado oficialmente pelo prefeito, Luis Rogelio Rodríguez.
Fajardo, que estava "muito animado" por este reconhecimento, agradeceu ao prefeito "É uma honra em abrir este Paseo del Cinema, em homenagem a todos ligados à arte da província de Almeria".

Para o prefeito, a escolha de Eduardo Fajardo não foi casual.

“Eduardo é a história do cinema espanhol, mas também do cinema de Almeria, como muitos de seus filmes foram filmados em nossa província, onde anos atrás, ele decidiu residir e onde ele está fazendo um grande trabalho trazendo o teatro para as pessoas com deficiência".

O projecto “Almería, Tierra de Cine” começou em janeiro de 2011, com a abertura da Casa de Cinema, no bairro de Villablanca, um espaço cultural no município que recupera sua memória cinematográfica e parte de sua história recente e todos os fãs podem comparecer e descobrir o que esta fábrica de sonhos que é o filme passou a significar para uma terra longe de todos e quase tudo, e que na verdade, antecipadamente, já havia recebido mais de 8.000 visitas de várias partes do mundo.


Agora começa o “Paseo de las Estrellas”, um lugar onde eles poderão presenciar as estrelas dos mais ilustres atores e diretores que filmaram em Almeria ou que tenham feito anteriormente sua contribuição para a promoção da cidade e da província como uma terra de cinema que tem sido uma realidade.

O terceiro pilar desta iniciativa é a identificação e marcação de lugares na cidade [Set de filmagens] onde eles filmaram cenas de filmes famosos, como a Plaza de la Catedral, onde as cenas de “Patton”, ou a Escola de Artes e Ofícios, que serviu de cenário para os filmes de “Indiana Jones”, Era uma vez no Oeste, a trilogia dos Dólares de Leone e uma infinidade de outros filmes.

O objetivo é criar uma “Rota de Filmes”, colocando placas de informação, de modo que o visitante identifique-se com a cena do filme, mas também Almeria promoverá um translado ao redor do Centro Histórico e sua ligação com o cinema.




O Conselheiro para o Turismo, Juanjo Alonso diz que após a reabilitação e requalificação do Cortijo Romero e conversão da Casa del Cine, a cidade continua a se concentrar em resgatar o esplendor que há no mundo do cinema como a nossa ferramenta de recuperação mais recente, mas também de promoção cinematográfica da cidade e da “Calçada da Fama” e agora passado para a “Rota del Cine” são primordiais ao turismo.

Almería começou entrar para as telas de cinema de todo o mundo desde o final dos anos cinquenta em suas mais variadas experiências cinematográficas a céu aberto em locais acidentados e selvagens, local de batalhas, duelos no sol, cavalaria, ataques a diligências, caça ao tesouro e, claro, cenas de amor. 


“Desde de tiroteios, bons filmes, comerciais e videoclipes não pararam de ser produzidos e ter sucesso aqui até hoje.” complementou Juanjo Alonso.
“Eu sempre tive a idéia de viver em Almeria quando trminasse a minha carreira.” disse Fajardo.
Ele tinha todos os motivos para se estabelecer em nossa província e um deles era o seu conhecimento do clima e da terra experimentada ao longo dos muitos tiroteios realizados. Em Almeria ele reside há mais de duas décadas.
E este é o lugar onde ele fundou o "Teatro sem Barreiras", composta de pessoas com várias deficiências, que ano após ano são excedidos operar enquanto o seu amor pelo teatro. Em seu tempo livre, Eduardo Fajardo também está escrevendo disse o prefeito Luis Rogelio Rodríguez.

Com 33 Espaghetti Westerns catalogados no Imdb, talvez os que mais fizeram sucesso entre os brasileiros tenham sido o “Major Jackson” em “Djando” (1966) de Sergio Corbucci e Tilly em “Adios Hombre” [Sete Pistolas para um Massacre] de Mario Caiano de 1967.

 
Filmografia Espaghetti Western - Eduardo Fajardo [Imdb]

  1. Django (1966)
  2. Companheiros (1970)
  3. Os Violentos Vão Para O Inferno (1968)
  4. Duelo dos Homens Maus (1971)
  5. A Guerreira de Indiana Jones (1984)
  6. Uma Dupla de Mestres - Viva a Morte... Tua (1971)
  7. Uma Pistola para 100 Sepulturas (1968)
  8. Ringo... Era Seu Nome (1967)
  9. Sonny & Jed (O Bando J & S) (1972)
10. Viva Sabata! (1970)
11. Apocalipse Joe (1970)
12. Frente a Frente com os Pistoleiros (1965)
13. A Vingança de Ringo (1967)
14. A Outra Face da Coragem (1968)
15. Rebelião dos Brutos (1970)
16. Gentleman Jo... Mata (1967)
17. Shango (1970)
18. Tedeum, Um Homem Mais Duro que Trinity (1972)
19. O Pistoleiro do Inferno (1971)
20. Tutti per uno... botte per tutti (1973)
21. Que Faço no Meio de uma Revolução? (1972)
22. Matarei Um Por Um (1968)
23. O Pistoleiro de Passo Bravo (1968)
24. Uma Winchester Entre Mil (1968)
25. El aventurero de Guaynas (1966)
26. A Carga do 7o. de Cavalaria (1965)
27. A Grande Noite de Ringo (1966)
28. Uno, dos, tres... dispara otra vez (1973)
29. Das Tal der tanzenden Witwen "El valle de las viudas" (1975)
30. Em Torno Dele Rondava a Morte (1969)
31. Adios, Hombre (1967)
32. Verflucht, dies Amerika "La banda de Jaider" (1973)
33. Il lungo giorno della violenza (1971)

Eduardo Fajardo entrevista ao vivo Youtube 2010