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30 julho 2021

“Os Super-Homens Contra as Amazonas” (Superuomini, Superdonne, Superbotte) 1974 Subtitles/Legendas PTBR SRT, EXCLUSIVA BRASIL



Os Super-Homens Contra as Amazonas - Brasil/Portugal
Superuomini, Superdonne, Superbotte - Itália
Super Stooges vs the Wonder Women - UK/USA/ Canadá
Los Locos Superhombres del Karate - Espanha
Amazonernes Kamp mod Supermændene - Dinamarca
Amatzonit - Finlândia
Fantastiset Taistelijat - Finlândia
Supermen Contre les Amazones - França
Supermänner Gegen Amazonen - Alemanha
3 katapeltes ta Kanoun Limpa - Grécia
Antipaloi ston Erota kai ti Grothia - Grécia
Amazons and Supermen - Hong Kong/Noruega
Supermen Against the Amazons - Hong Kong
San chao ren yu nu ba Wang - Hong Kong
アマゾネス対ドラゴン 世紀の激 - Japão
Amazons Against Superman - Nova Zelândia
Las 'Amazonas' Contra los 'Superman' - Espanha
Sie Hauen alle in die Pfanne - Alemanah
Barbarian Revenge - English
Return of the Barbarian Women - English


Produção, 11 de Abril de 1974, Itália, Hong Kong, USA.
Direção: Alfonso Brescia (Al Bradley)
Escrito: Aldo Crudo e Alfonso Brescia
Duração: 101 minutos
Música: Franco Micalizzi              
Fotografia: Fausto Rossi
Co Produção: A Erre Cinematografica e Shaw Brothers
























Elenco: 
Aldo Canti (Nick Jordan) - Aru/Pupilo de Dharma
Marc Hannibal (Mark Hannibal) - Moog/Super-herói Africano
Hua Yueh - Chung - Super-herói Asiático
Malisa Longo - Mila - Rainha Amazona
Aldo Bufi Landi - Dharma/O Mágico
Magda Konopka - Beghina/Comandante Amazona
Genie Woods - Amazona
Kirsten Gille (Kirsten Gilles) - Guerreira Superior
Riccardo Pizzuti - Philones/Líder dos Tigres da Floresta
Lynne Moody (Lynn Moody) - Maira/Namorada de Moog
Karen Yeh - May May Wong/Namorada de Chung
Giacomo Rizzo - Canicula/Ajudande de Philones/Tigre da Floresta
Almut Berg - Amazona
Rita Botti - Amazona
Omero Capanna - Homem na tribo
Patrizia Cianfanelli - Amazona
Sybilla Barbara Hubner - Amazona
Domenico Cianfriglia - Tigre da Floresta
Giovanni Cianfriglia - Tigre da Floresta
Nadia Russeau - Amazona
Carla Mancini - Amazona
Nicoletta Santovito - Amazona
Brigitte Meyer - Amazona
Edith Shock - Amazona
Angelika Mühzdonfer - Amazona
Pina Pietronigro - Amazona no rio
Franco Ukmar - Artemio
Rosanne Ratcliffe - Amazona
Nello Pazzafini (Giovanni Pazzafini) - Matador de Aluguel
Dolores Calò - Mulher na Multidão
Alba Maiolini - Mulher na Multidão
Aldo Valletti - Cameo
E com Luigi Ciavarro, Rosato Canti, Paolo Magalotti, Rocco Lerro, Marco Stefanelli, Alessandro Perrella, Pietro Torrisi, Gudrun Gundband e Jean-Pierre Clarain. 

Nunca antes exibido no Brasil.

Três homens com poderes sobrenaturais interferem em uma guerra tribal para combater o mal: Uma tribo de Índias Amazonas Guerreiras e Selvagens que surgem escravizando os habitantes de aldeias pacíficas.

 
Uma mistura de tudo que se possa imaginar para convergir em muita ação, aventura, comédia, ficção, fantasia no estilo super-heróis dos quadrinhos, incluindo até mesmo poderes sobrenaturais em meio a espadas e feitiçarias.
 

Sem dúvidas é um filme muito ruim e até tenho a sensação de que todos os envolvidos nele não sabiam realmente o que estavam fazendo. Uma história com diálogos ridículos e que por esse motivo torna-o engraçado. mas ao que parece, o objetivo principal são as acrobacias de circo e as maravilhosas mulheres europeias semi nuas nas roupas das Amazonas vestidas com apenas duas peças. A qualidade da imagem não é boa, mas ainda consegue-se assistir.



O diretor aparentemente seguindo rigorosamente uma das leis das Amazonas de guerrearem somente na mudança da lua, fez que a grande batalha final ficasse escura por ter sido filmada ao anoitecer e realmente percebe-se a falta de iluminação nas tomadas e o excesso de poeira nos set de filmagens também parece prejudicar em várias cenas, mas felizmente já existe uma cópia com áudio em inglês recuperada com imagens bem melhores. Acredito que foi uma realização europeia de orçamento baixo, e tudo foi aproveitado logo na primeira tomada e assim foi editado.
 

Aqui, as Amazonas são consideradas guerreiras do mal com o objetivo de conquistarem a imortalidade do mestre Dharma e se apoderarem do fogo da chama eterna. Não é mencionado a data e nem local em que se dá a história, mas imagina-se que seja em algum lugar ao sul da Europa, pelas roupas e cabelos loiros com semelhança a uma época viking. Embora a simplicidade de tudo como foi feito, é mais uma relíquia de uma época em que esses filmes faziam sucesso na matinê dos cinemas.
 
Nos primeiros 10 minutos de filme, sentimos a sensação que desfrutaremos de um épico no estilo romano, vendo um exército de mulheres amazônicas lutando entre si por liderança das tribos e aos poucos descobriremos o porque do título com o surgimento de um herói chinês, um africano e o Dharma, um branco. Você certamente pode testemunhar a influência dos grandes produtores de Hong Kong no cinema italiano daquela época em um filme produzido em colaboração com os poderosos estúdios Shaw Brothers.


Um elenco enorme, mas o foco são sempre cinco ou seis personagens em cenários selvagens, com figuras exóticas e malucas com sequências de lutas violentas e armas estranhas como arco e flecha, espadas, pedras e granadas tudo meio que fora de contexto, mas devemos levar em consideração que é uma fantasia e uma ficção. 
 
Nem tudo está perdido se apreciarmos alguns ótimos trabalhos de acrobacias, lutas de kung fu bem ao estilo dos anos 70, com músicas de ritmo frenético.
 


A estrela dos Shaw Brothers, Yueh Hua, "Chung" o Super-herói asiático parece estar se divertindo do mesmo jeito em que estivesse em um de seus filmes em Honk Kong.
 
"Os Super-Homens Contra as Amazonas", é um filme de ação cômico que abriu espaço para as mulheres. O herói negro Moog (Marc Hannibal), não gosta de ser interrompido quando está comendo e há o garoto branco Aldo Canti (Nick Jordan), Aru, vaidoso que tem um templo e um trono entre duas montanhas e tem prazer em fazer acrobacias quando está em combate.
 

Os tanques de guerra blindados primitivos são bem originais e engraçados visto que conseguem intimidar e reprimir alguns grupos de Amazonas. Embora a impressão de ser um filme de "ação" sério e vibrante, com lutas sangrentas e produção humilde, o tom e a coreografia das sequências de tudo tende à comédia pastelão. 

Há uma bela música dramática nas batalhas. Uma mistura do tema de “Navajo Joe e God’s Gun.” Há também em meio a tudo, insinuações românticas entre os três heróis e suas namoradas. 
 
O roteiro parece até ter sido inspirado em Zorro, o espadachim, que passava a sua herança de herói de pai para filho. Torna-se mais um filme épico pela sua má execução.
 

Esta é mais uma pérola do cinema em que me interessei voluntariamente em traduzir e elaborar uma legenda/subtitle SRT no idioma português para que outros interessados possam conhecê-lo e estou disponibilizando com exclusividade aqui neste nosso blog para download.
 

Link:
https://www.youtube.com/watch?v=L8KoVqGB4BQ&t=3218s 

 

Ilustração Fantasia

23 agosto 2011

Vou, Mato e Volto (Any Gun Can Play)

Terra Sem Lei (Brasil)
O Assassino De Olhos Frios (Brasil)
“Vado... L´Ammazzo É Torno”
“Voy Lo Mato Y Vuelvo”
“Go Kill And Come Back - USA”
“Any Gun Can Play - USA”

Produção: 1967 - Itália
Direção: Enzo Girolami Castellari
Música: Alessandro Alessandroni e Francesco De Masi
Composição: Giulia De Mutiis "Stranger" interpretada por Raoul
Fotografia: Giovanni Bergamini
Escrito: Tito Carpi, Romolo Guerrieri, Sauro Scavolini e Giovanni Simonelli
Duração: 105 Minutos
Distrib. Brasil VHS: Edt E Wks – Century Vídeo
Estudios de Cinecittà - Roma

Edd Byrnes – Clayton o Banqueiro
George Hilton – O Estranho/Django/Caçador de Recompensas, Estrangeiro
Gilbert Roland – Monetero/Um celebre Fora-da-lei
Stefania Careddu (Kareen O´Hara) – Guapa/Marisol
Ivano Staccioli – Capitão
José Torres – Guangue de Monetero
Gérard Herter – Lawrence Blackman (Agente da Seguradora)
Ignazio Spalla (Pedro Sanchez) – Pajondo
Adriana Giuffrè – Taberna – Conchetta
Valentino Macchi – Charro Ruiz
Riccardo Pizutti – Paco (Guangue de Monetero)
Rodolfo Valadier – Pablo
Salvatore Borghese (Sal borghese) – Guarda da Prisão
Rocco Lerro – Guangue de Monetero
José Yepes – Guangue de Monetero

Após o encerramento do “77 Sunset Strip” uma fenomenal série de investigação criminal da TV americana em 1963, Edd Byrnes que tinha se tornado um lendário ídolo adolescente “Kookie” do show, estava tendo alguns problemas para manter seus 15 minutos de fama como acontecia com a maioria dos ídolos adolescentes. Em 1967 ele foi para a Europa para ver se o Spaghetti Western faria por ele o que fez por Clint Eastwood. Conseguiu fazer dois filmes até acima da média mas não alcançou tanta popularidade como Eastwood, mas tem mais de oitenta outros trabalhos como ator em sua carreira. Neste mesmo ano faria também “Profissionist per um Massacro” dirigido por Nando Cícero também atuando ao lado George Hilton. Aqui em “Vou, Mato e Volto” (Any Gun Can Play) especificamente, Byrnes e Gilbert Roland são os dois únicos nomes norte-americanos e nota-se que fica difícil saber qual é o ator principal entre eles além de contar com um experiente Pistoleiro Macarrone com nome americanizado de George Hilton, ator uruguaio com nome verdadeiro de Jorge Colina Acosta y Lara.
Gilbert Roland com mais de 140 filmes em sua carreira é outro ator americano com aquele seu bigodinho charmoso que também tentou fazer algum dinheiro na Europa e seu nome aparece em outros Espaghetti Westerns que complementaram sua experiente carreira. Três pistoleiros chegam a uma sinistra cidade do oeste e percebe-se obviamente que não estão a passeio e, com olhares ameaçadores, intimidando todas as pessoas moradoras do local escondidas em suas casas que já estão prevendo o que acontecerá nos próximos cinco minutos. Observando atentamente, notamos que destes três pistoleiros dois deles tem uma semelhança impressionante com personagens de Leone do filme “Por alguns dólares a mais”. Um deles com um poncho de Eastwood, um de terno preto que faz lembrar Lee Van Cleef até no olhar.
Durante uma viagem de trem os passageiros são surpreendidos por um assalto.
São 300.000 dólares pertencentes a um banco que estavam sendo transportados e são roubados pela gangue de um bandido conhecido como Monetero (Gilbert Roland). Em um típico assalto de trem bem planejado, os bandidos conseguem levar a grande quantidade de moedas em ouro, sob o olhar de um passageiro enigmático; ele é o pistoleiro conhecido como “O Estrangeiro” (George Hilton).
Após bem sucedido o roubo, Monetero é traído por Pajondo (Pedro Sanchez) que foge com o ouro e o esconde em um local secreto.
Em uma perseguição, Monetero se vê obrigado a matar Pajondo eliminando sua única possibilidade de encontrar o ouro, mas Monetero fica com um estranho medalhão que estava com Pajondo. Monetero acaba sendo capturado pelos soldados do Capitão do Exército (Ivano Staccioli).
O medalhão com a forma de um “brasão da família” agora é sua única pista para se chegar ao ouro.
“O Estrangeiro” agora tem a sua chance de ficar com todo o dinheiro do assalto e disfarçado de padre, ele se encontra com Monetero na prisão e ao ajudá-lo a fugir, os dois fazem um pacto para dividirem o dinheiro entres si. O medalhão é partido em duas partes e cada um fica com sua metade como garantia de sua parte do segredo onde está escondido o ouro, pois as duas partes unidas podem desvendar o segredo onde localizar o ouro. (Lembram-se de Paco e Blondie o Loirinho: Um sabia o nome do Cemitério e o outro da Sepultura – mera coinscidência?).
Aproveitando-se de tudo isso, Clayton (Edd Byrnes) executivo banqueiro corrupto que fazia a escolta do ouro no trem tem também seus planos para por a mão no ouro escondido e só ele sabe que pode estar escondido na antiga “Missão Cuenca” na fronteira mexicana tal qual brasão gravado no medalhão.
O filme consegue seguir um ritmo envolvente até o final da primeira hora e percebe-se que daí para frente toma um rumo mais para a comédia e muda de velocidade, parecendo que uma outra equipe de escritores terminariam a historia já iniciada.
O roteiro lembra uma cópia óbvia de Leone “O Bom, o Mau e o Feio”, três pistoleiros estão novamente disputando um tesouro escondido. Mais uma vez, há o caçador de recompensas, o bandido mexicano e um inescrupuloso aproveitador. Parece até uma homenagem que não desrespeita em nada o Trio de Leone. Até a cena do duelo final lembra mesmo o duelo de “Três Homens em conflito” mas o fechamento une os três em disparar tiros contra um velho órgão do monastério onde as moedas estavam escondidas provocando uma verdadeira chuva de ouro.
Castellari acrescenta muitos bons clichês de sua autoria como o reflexo no vinho derramado na mesa; entrada do “Estrangeiro” na taberna com o fundo na cor vermelho vivo, os flashes de luzes em seu rosto, refletindo o clarão dos tiros disparados de sua arma contra os bandidos, e a maneira lúdica de mostrar o ouro que é descoberto no final. Embora inacreditável, muitas das cenas de luta foram bem encenadas e dirigidas. Duas cenas de luta em particular (a luta do mercado e a da luta na casa de banhos) foram muito bem feitas. O diretor também não teve medo de tentar efeitos diferentes com a câmera em Close-ups e Stare-Downs (Jogos de Olhar).
Pode-se dizer que esse filme tornou-se Cult porque passou pelas mãos de Tatiana Casini Morigi que através do toque feminino conseguiu uma edição perfeita nas cenas.
A bela atriz Stefanie Careddu aparece muito pouco mas vale a pequena presença desta mulher que todo bandido gostaria de ter para ele. O filme é divertido, violento e frio; Um Spaghetti Western tradicional, pois nele não há regras, não há lealdades duradouras, e não há certo ou o errado, apenas fazer o que for preciso para se obter o tesouro custe o que custar e, embora o filme não seja um clássico, o final certamente é diferente. Uma trilha sonora digna de um clássico mais uma vez neste o cantor Raoul foi o escolhido para interpretar uma simples e pequena letra de música que se tornaria inesquecível para quem ouviu dentro da sala do cinema.
O meu amigo Zé Carlos (extinto Projeto-Isbumplace) fez uma cortesia em me enviar a música tema deste filme que também é considerado um dos mais cultuados no Brasil exibido também em nossos cinemas em sua época, em Setembro de 1967, a exatamente 44 anos atrás com o título de “O assassino de Olhos Frios” Este filme não é tão bom quanto aos filmes de Leone, é claro, mas como diz Monetero:
“E quando eu morrer, alguém me enterrará. Se não me enterrarem que diferença faz?
Quem vai se importar?”
É isso... Quem se importa? 

                                                                Dublado em Português