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05 outubro 2022

“Desafio ao Lobo Branco” (Il ritorno di Zanna Bianca) [Itália, Alemanha, Canadá, 1974], Subtitle/Legenda Ptbr e Italiano SRT exclusiva


Desafio ao Lobo Branco - Brasil
O Retorno de Presas Brancas - Brasil
O Retorno de Caninos Brancos - Brasil
Il Ritorno di Zanna Bianca - Itália
Challenge to White Fang - USA
Valkohampaan Kosto - Finlância
Le Retour de Buck le loup - França
Le Retour de Croc Blanc - França
Fehér Agyar Visszatér - Hungrua
De Terugkeer van White Fang - Holanda

Produção: Itália, Alemanha, Canadá, 25 de Outubro de 1974         
Direção: Lucio Fulci        
Escrito:  Alberto Silvestri,  Roberto Gianviti e  Lucio Fulci
Duração: 98 minutos, (100 minutos na Itália), (89 minutos nos EUA )
Música: Carlo Rustichelli
Fotografia: Silvano Ippoliti
Edição: Ornella Micheli 
Locações: Northwest Territories, Canada (apenas exteriores), Cinecitta, Roma, Itália (estúdio)

Elenco:
Franco Nero: Jason Scott
Virna Lisi:  Irmã Evangelina
John Steiner: Beauty Smith / Charles Forth
Raimund Harmstorf:  Kurt Jansen
Yanti Somer: Liverpool's Sister
Werner Pochath: Harvey
Hannelore Elsner: Jane LeClerq
Renato De Carmine:  Tenente Charles LeClerq
Harry Carey Jr.: John Tarwater
Renato Cestiè : Bill Tarwater
Donald O'Brien: Liverpool
Rolf Hartmann: Carter
John Bartha: Sargento da Polícia Mountada
Paolo Magalotti: Capanga de Smith
Sergio Smacchi: Capanga de Smith
Ezio Marano: Jogador
Iolanda Fortini: Fotógrafa
Missaele: Índio Mitsah
Riccardo Petrazzi: Homem no Saloon
Pietro Torrisi: Homem no Saloon
Goffredo Unger: Briga no Saloon
E com Stanislaus Gunawan, Vittorio Fanfoni E Carla Mancini. 

Seqüencia de “Zanna Bianca” (Caninos Brancos de 1973 com 92 minutos também com Franco Nero). A história se passa no Norte do Canadá em 1899, quando Mitsha (Missaele), o garoto do primeiro filme White Fang, está trabalhando com seu cão-lobo e dois nativos comerciantes de peles quando Beauty Smith (John Steiner) e dois capangas aparecem e invadem o acampamento dos indígenas comerciantes atirando em todos eles, incluindo Mitsha, e escapam em uma canoa dos índios com todos os seus equipamentos. 

"Challenge to White Fang" ou "Il Ritorno di Zanna Bianca" (título original) é uma emocionante aventura ambientada no Alasca durante a Corrida do Ouro. O cão lobo, White Fang, ajuda um menino, um homem idoso, um escritor e uma freira, a livrar uma cidade de mineração de ouro de um inescrupuloso explorador do povo em Yukón, Klondike no Canadá.

O local abriga todos os tipos de aventureiros, mocinhos e bandidos e o mais temido do local é o rico e ambicioso Beauty Smith que tem tudo controlado em suas mãos malignas.



Várias horas depois após o roubo e assassinato dos nativos, o cão-lobo é encontrado por John Tarwater (Harry Carey Jr.), um velho comerciante grisalho que sepulta Mitsha no alto de uma árvore para evitar que os lobos devorem o seu corpo e leva o cão agora sem dono de volta para uma cidade próxima onde é a sua casa. 
 
O cão-lobo faz amizade com outro menino que é o neto órfão de John, de 10 anos, Bill Tarwater (Renato Cestiè). Depois de procurar um nome, Bill dá a White Fang seu nome mais uma vez “Caninos Brancos”. Em uma cantina local, Caninos Brancos ajuda John Tarwater a ganhar algum dinheiro em um jogo de cartas desmascarando um trapaceiro. 


Com o dinheiro do jogo, John então embarca em uma de suas expedições periódicas para descobrir ouro. Enquanto isso, Beauty Smith está vivo e bem, e novamente explorando as pessoas da cidade onde John e Bill vivem. Beauty Smith vive sob o pseudônimo de Charles Forth, um empresário local, e finge ser um aleijado, confinando-se a uma cadeira de rodas sempre protegido com seus dois capangas ao seu lado. 


A Irmã Evangelina (Virna Lisi) está agora administrando uma nova cabana Missionária na cidade para convertê-la em hospital e para isso ela decide consultar o Sr. Forth para um possível financiamento para melhorar seu hospital, apesar das advertências dos moradores de que o Sr. Forth é um empresário e não lhe dará dinheiro a menos que ela lhe dê garantias de que pagará o empréstimo, com juros, dentro de seu prazo estipulado. 


A Irmã Evangelina vai ao seu encontro, e ela reconhece o vilão imediatamente sobre os seus antigos golpes aplicados em Dawson City a algum tempo atrás. Ela entra em contato com o escritor Jason Scott (Franco Nero), que está em uma turnê de livros no sul e concorda em ajudá-la. Scott também encontra seu velho amigo Kurt Johnson (Raimund Harmstorf), agora trabalhando como inspetor de minas local.

Juntos, os quatro levam suas acusações ao chefe de polícia da cidade, o Tenente Leclerq (Renato de Carmine), que na verdade está na folha de pagamento de Beauty Smith e ele afirma ter conhecido o aleijado “Sr. Forth” a mais de seis anos. 

A esposa do Tenente Leclerq, Jane (Hannelore Elsner), está pressionando seu marido para ajudar nos planos nefastos de Smith em troca de mais dinheiro de suborno que ele lhes dá em troca de proteção, já que Smith é agora um fugitivo procurado. 


É uma bela aventura que pode ser encontrada disponível na Web e fiz uma tradução perfeita e definitiva para o idioma português elaborando uma Subtitle/Legenda no formato SRT e disponibilizá-la para os leitores e seguidores do blog. 

 
Link:
 https://rarbgproxied.org/torrent/1puimeb
 https://uloz.to/file/su4TI0jSPkpi/challenge-to-white-fang-1974-1080p-bluray-x264-aac-yts-mx-mp4#!ZGZlZGR1ATWzMJDkZwV2BTLkAwOznKOeHR5bDJ5fK3ySZTMu
 
Ilustração Fantasia
 
Trailer
 

30 outubro 2015

Capas/Cover Original VHS Video Tape Westerns no Brasil - “Un Genio, due Compari, un Pollo”


Trinity e Seus Companheiros - Brasil
Un Genio, due Compari, un Pollo
Produção: Itália, França e Alemanha, 19 de Dezembro de 1975
Direção: Damiano Damiani e Sergio Leone 
Musica: Ennio Morricone   
Fotografia: Giuseppe Ruzzolini   
Duração: 116 minutos
Escrito: Damiano Damiani, Ernesto Gastaldi e Fulvio Morsella
Produção: Jean Gontier, Claudio Mancini, Fulvio Morsella e Sergio Leone
Edição: Nino Baragli   
Produção de Design: Francesco Bronzi e Carlo Simi   
Decoração do set: Massimo Tavazzi   
Música "Glory, Glory, Glory" composta por Mills e executada por Ennio Morricone 
Locações: Monument Valley, Utah, USA
Estúdios Di Paolis Itália
Co Produção: Rafran Cinematografica, AMLF, Rialto Film Preben-Philipsen
Distribuição VHS no Brasil Poletel e NWL [New Life]


Terence Hill - Joe Thanks/Ninguém
Miou-Miou (Miou Miou) - Lucy
Robert Charlebois - Bill Locomotiva/Steamengine Bill
Patrick McGoohan - Major Cabot
Raimund Harmstorf - Sargento Milton
Piero Vida - Jacky Roll
Rik Battaglia - Capitão
Mario Valgoi - Thomas TraderMario Brega - Cocheiro
Frederick von Ledebur - Don Felipe, o pastor
Jean Martin - Coronel Pembroke
Klaus Kinski - Doc Foster
Clara Colosimo - La ruffiana
Ferdinando Cerulli - Her marido
Benito Stefanelli - Mortimer
Renato Baldini - Xerife no saloon
Roy Bosier - Jeremy
Gérard Boucaron - Idiota da cidadeMiriam Mahler - Filha de Pembroke
Pietro Torrisi - Mortimer Henchman      
Vittorio Fanfoni - Guarda da cadeia
Deogratias Huerta - Sargento da União
Karl Braun - Jogador de Poker
Lina Franchi - Mary Gomez/Prostituta
e com Edmondo Tieghi, Carla Cassola, Furio Meniconi, Armando Bottin e Valerio Ruggeri.

Uma divertida comédia do Espaghetti Western, uma das mais celebres!
Espécie de continuação de "Meu nome é Ninguém" (1973). Apesarda presença de Terence Hill não é um filme da série Trinity. Desta vez o nosso herói-vagabundo vai tentar salvar seus amigos de uma grande enrascada.

Impertinente que embora jogado para fora da diligência, continua dormindo. Acordado no Arizona no final de 1800, ele é Joe Thanks, um pistoleiro atrapalhado, Bill Locomotiva um mestiço vigarista e Lucy, uma garota endiabrada, formam o trio central dessa história.


Eles planejam um golpe para roubar $ 300.000 dólares destinados aos índios, porém são enganados pelo Major Cabot (Patrick Mcgoohan) que comanda um destacamento de fronteira criando falsos incidentes com os índios para poder elimina-los planejando ataques com bandidos disfarçados de índios, mas quando o plano é de gênio, tudo é possível!
Agora, tudo é uma questão de honra e Trinity vai lutar para ganhar, nem que tenha que colocar a cavalaria americana "de patas para o ar".

Uma das cenas interessantes e divertidas no inicio é um duelo de rua com a presença de Klaus Kinski (Nosferatu - O Vampiro da Noite), como o mais temido pistoleiro local (Doc Foster).
No elenco a francesa Miou-Miou (Corações Loucos, 1974; Loucuras de uma Primavera, 1989), símbolo sexual à época.
Terence Hill aqui, faz  perfeitamente a interpretação de “Ninguém”
  
A mão de Sergio Leone também está presente na parceira da direção e também com o seu fiel escudeiro Ennio Morricone em mais uma memorável e inesquecível trilha sonora.

VHS: Acervo E. Sanches

Link Disponível na Web:
https://depositfiles.org/files/hcwcrpqvr

Áudio Português disponível no Youtube

02 novembro 2011

Malisa Longo Entrevista Exlusiva - Brasil 2011

Orgulhosamente apresentamos a nossa primeira entrevista feminina com a atriz italiana Malisa Longo neste blog.

Mais um brinde para os fãs brasileiros e de todas as partes do mundo. Um contato que começou a ser feito em Julho de 2011 e com toda sua simpatia e respeito, concedeu-nos o privilégio de conhecer melhor essa inteligentíssima atriz e a sua vida profissional.
Iniciando sua carreira no final dos anos 60, por duas décadas entre 1970 e 1990, Malisa Longo esteve sempre entre as mais conceituadas estrelas do gênero “Cinema Fantástico Europeu” como ficou definido na época em que criou um novo legado de fãs principalmente no cinema italiano.

Muitos diretores italianos começavam a despontar e a investir neste gênero como Mario Bava, Ferdinando Baldi, Dario Argento, Francesco DEgli Espinosa, Michelle Soavi, Antonio Margheriti, Lucio Fulci, entre outros, que juntos ajudaram a lapidar esta atriz que deixaria um legado de obras hoje consideradas “Cults” em sua carreira
cinematográfica. Sua filmografia varia entre obras-primas e filmes de produções menores. Incrivelmente hoje ainda seus filmes são disputadíssimos pelos colecionadores do mundo via Internet.

Filmes com produções rústicas e efeitos especiais bruscamente elaborados é o que dá hoje a este estilo, um charme Especial, atraindo ainda hoje a atenção do cinéfilo colecionador e underground. Foram duas décadas em que o cineasta podia explorar de tudo um pouco, até o conhecido também Cinema Exploitation que variava de Capa-e-Espada nas galáxias, Guerra, Western Espaghetti, Horror e caminhando junto vinha o cinema Asiático com as intermináveis lutas de Artes Marciais.

Malisa Longo participou de toda esta história e com versatilidade atuou em inimagináveis papéis neste mundo maravilhoso que ficou entre a fantasia e a realidade.
Nascida em 13 de Julho de 1950, Maria Luisa Longo, natural de Veneza-Veneto-Itália trabalhou com uma diversidade impressionante de cineastas, como Frederico Fellini, Lucio Fulci, Tinto Brass e até Bruce Lee.



Entre a infinidade de ramificações deste gênero, Malisa esteve presente também em produções de ficção científica, peplums, nazi-exploitations, polizieschi e claro, filmes de horror.

Seu nome se perpetuaria com sua performace pela famosa aparição no filme “O Vôo do Dragão”, que ficaria mundialmente famoso e com recordes de bilheterias, onde fez o papel de uma italiana que conquista a paixão do personagem de Bruce Lee, momentos estes que ficaram marcados nas telas.


Nesta entrevista ela descreve um pouco sua carreira e conta um pouco de tudo para os fãs brasileiros. Alguns fatos ainda não revelados e fez questão de comentar filme-a-filme, os Espaghetti Westerns tão admirados pelos fãs cowboys do Brasil e do mundo em primeiríssima mão neste espaço.
Além de uma escritora, jornalista e pintora de sucesso fala sobre seu trabalho no cinema, narra curiosidades sobre o cinema da época e fala também de projetos futuros.

Então, vamos a nossa entrevista.

Edelzio: Malisa sabe-se que no filme “Perversion Story” (Uma Sull´altra - 1969) na perrsonagem de Elizabeth O´Neil você fora muito elogiada pela crítica por ter sido dirigida por Lucio Fulci. Em 1969 Fulci ainda era desconhecido. Qual foi sua reação em ser convidada para fazer “A Cat in the Brain” (Um gatto nel Cervello – 1990) no papel de Katya Swharz sabendo-se que vinte anos depois ele agora era um dos principais diretores do cinema Fantástico e após quase 3 décadas ele lhe convidaria novamente. Como foi trabalhar com ele?

Malisa: Fulci era uma pessoa legal, mas bem fechado consigo mesmo e rude no set. Eu não tinha muita confiança dos atores, que não me consideravam muito. “Perversion History” foi um dos meus primeiros filmes.
Engraçado que eu atuaria após vinte anos em “Un Gatto nel Cervello”, O último filme dele. Foi o Destino.


Edelzio: Como você poderia descrever o que sente hoje tendo feito ao lado de Bruce Lee e Chuck Norris (O Vôo do Dragão - 1972) um Clássico pioneiro das artes marciais e como foi a convivência com estes atores na época das filmagens?

Malisa: Minha cena foi apenas com Bruce Lee. Eu conheci Chuck Norris no set, mas de uma maneira formal. Lembro-me que naquele tempo, na Itália, Bruce ainda era totalmente desconhecido, o oposto frente a mim. Eu era uma estrela emergente.
Eu estava finalizando o filme “A Amazônia” de Terence Young e eu estava em todas as revistas italianas.

   
Malisa: Foi Bruce pessoalmente que me escolheu para o filme. Ele me viu na capa de uma revista. De qualquer forma as filmagens eram muito fáceis. Muito inferior esta foi uma de suas primeiras direções. Ele sabia explicar e passar muito bem o que ele queria aos atores. Ele estava muito envolvido nesse filme. Bruce foi muito disciplinado, em sua vida privada e profissional. Ele era o primeiro a chegar e o último a sair. Foi um filme de baixo orçamento e ele não gastou muito dinheiro.
Cada hora gasta em Roma era preciosa. Fiz cerca de 70 filmes na minha carreira, 30 no papel principal. Eu não acredito que o pequeno papel que fiz com Bruce, (um dos menores que eu fiz), tornou-se o filme em que o público viesse a me conhecer mundialmente.


Edelzio: Como foi trabalhar com o diretor francês Patrice Rondard em “Elsa Fraulëin SS” e o que achou do resultado?

Malisa: Eu amo tanto aqueles filmes (foram 2) Elsa é uma das minhas favoritas. Fiz muitos filmes na França, e eu gostei muito de trabalhar lá. Em cada filme, nós éramos como uma família, e as filmagens foram muito fáceis. Todo mundo colaborava com todos. Para mim foi muito difícil porque estava sendo filmada em áudio direto, mas eu estava sendo tão ajudada que eu não tive nenhuma dificuldade. Esse período foi incrível para mim, eu conheci muitas pessoas interessantes.

Edelzio: Houve época na década de 70 que você fez uma média de um filme por mês sendo alguns até de ficção científica, policiais, trillers e dramas. Como era o rítmo das filmagens, roteiros, custos, contratos, enfim, Como administrava o volume dos trabalhos?

Malisa: Não era realmente um filme por mês! Mas muitas vezes eu filmei três filmes juntos.
Meu agente planejava e programava as datas. Não foi tão difícil para mim.


Edelzio: Sendo considerada uma das mais belas e sensuais atrizes dentro deste gênero, como era fazer filme de nudez como em (Miranda – 1985), (Salon Kitty – 1976), (Snack bar Budapest – 1988) e Nazi-exploitations entre outros para uma época tão polêmica?

 
Malisa: Eu nunca tive problema para atuar nua. Eu acho que um bom ator deve fazer o papel que precisa em sua ascensão total que era o meu caso. Como estrela internacional, fotografar nua em filme com história e temas muito forte é bastante normal. Ninguém me forçava a fazer um papel deste. A escolha é sua. Então, se você não gosta do papel que lhe oferecem, você pode recusar.
Ninguém forçava nada. De qualquer forma, eu nunca tive problema com isso e sempre fiz com muito profissionalismo.

FILMOGRAFIA ESPAGHETTI WESTERN - MALISA LONGO

Vamos abordar agora um outro gênero em que você marcou muito nos 9 filmes Espaghetti Westerns que você participou e que os fãs leitores deste blog estão interessados em saber.

Edelzio: Ao lado do ator alemão Peter Lee Lawrence (Karl Hirenbach), Carlos Quiney e Dan Van Husen; Dirigido por José Luis Merino, você trabalhou em “Ancora dollari per i MacGregor” (Dólares para os MacGregors/Dólares de Sangue para os MacGregors – 1970) filmado na Itália e em Andalucia, Almería na Espanha. Como foi a experiência em trabalhar com Peter Lee Lawrence, Van Husen nesta cidade em mais este Clássico Cult do Western?
Malisa: Com certeza foi uma experiência agradável, mas não me lembro muito. Foi o meu primeiro filme western e acho que a cada um que filmava era uma experiência nova. Para esse filme lembro-me que eu tive que aprender uma postura nova para andar (caminhar) como as mulheres da época e eu gostei disso.
Mas, com José Luis Merino, Lee Peter Lawrence, Van Husen eu compartilho o conjunto desta obra, nada mais.

 
Edelzio: Califórnia Adeus - (1977) Com Giuliano Gemma, Raimund Harstorfe e William Berger – Direção: Michele Lupo. O que achou de trabalhar neste filme?

Malisa: Em Califórnia Adeus, eu fiz um papel pequeno, uma pequena aparição no quarto de um hotel ainda meio que no escuro da madrugada ao ser chamada por “Raimund Harstorfe” (Rope Whittacker) mas foi muito significativa.
Giuliano Gemma foi um ator que colaborou muito, e se tornou um amigo.
Michele Lupo foi um diretor muito bom.


Edelzio: Em “El macho” – (1977)Com George Hilton e Carlos Monzón – Direção: Marcello Andrei. Como foi neste filme?

Malisa Longo e George Hilton 

Malisa Longo e Carlos Manzon

Malisa: “El Macho” foi um dos meus preferidos. Filmando com Carlos Monzón foi muito difícil, porque ele não era um ator profissional, e em alguns momentos foi indisciplinado e violento. Mas, no final, todos acharam que o filme foi bem concluído. Edelzio: E em “Zanna Bianca e Il Cacciatore Solitário” (Caninos Brancos e o Caçador Solitário - Brasil -1975) Com Robert Woods, Robert Hundar e Pedro Sanchez – Direção: Alfonso Brescia. Como foi?
  Malisa: Eu amei esse filme. Fiz muitos filmes com Alfonso Brescia, e filmar com ele era muito fácil. Nós eramos como uma família. Robert Woods era um bom ator, muito profissional. Lembro-me que gravamos o filme em uma pequena vila ao norte da Itália, perto de Torino e estava muito frio. Nesse filme eu corri risco de vida. O idiota responsável pelos efeitos especiais preparou o efeito de fogo mas usando dentro da arma uma bala de verdade em vez de uma bala falsa. Naquela cena, eu estava parada em frente a janela, perto de Robert Wood. Alguém devia atirar na gente lá de fora. Robert foi tão preciso ao me empurrar para o chão no momento certo, que acabou salvando minha vida de verdade, caso contrário a bala teria me atingido. Eu fiquei chocada com aquilo.

Edelzio: C'era Una Volta Questo Pazzo Pazzo West (A Dupla Maluca do Oeste – Brasil - 1973) Com Gordon Mitchell e Vincent Scott – Direção: Francesco Degli Espinosa.

Malisa: Este foi muito divertido, foi um western comédia com o grande Gordon Mitchell mas eu não lembro muito bem.

Edelzio: O que achou deste filme? “I Bandoleros Della Dodicesima Ora" (Agora Eles o Chamam Sacramento – Brasil -1972) Com Michael Forest e Fernando Bilbao – Direção: Alfonso Balcazar.

Malisa: Bom filme e adorei ficar um tempo na encantadora Barcelona, onde foi concluído. Alfoso Balcazar era uma pessoa muito agradável e amigável.

Edelzio: Agora vamos lembrar o filme “Blindman” – (Preso na Escuridão/O Justiceiro Cego – Brasil - 1971) Com Tony Anthony, Ringo Starr e Lloyd Batistta – Direção: Ferdinando Baldi.

Malisa: Filmamos em Almeria/Espanha eu tenho boas lembranças de Tony Antony e Ferdinando Baldi.
Ringo Starr estava solitário. Eu acho que ele estava passando um período muito ruim da sua vida.
Nesse tempo o grupo “The Beatles” estava sendo dividido. Todos os outros Beatles recomeçavam o futuro tocando e cantando como solistas e estavam se dando bem, ao contrário, para ele, sendo um baterista, seria mais difícil continuar seu sucesso em um novo grupo.


Edelzio: Qual foi sua experiência em “Zorro, Marchese di Navarra” (Zorro, A Marca da Vingança – Brasil - 1969) Com Nino Vingelli, Nadir Moretti e Danielle Vargas. Direção: Franco Montemurro?

Malisa: Este filme foi o meu primeiro filme como protagonista. E fiquei muito orgulhosa de começar com um dos meus heróis favoritos. Desta vez eu tinha um herói mais jovem ao meu lado.

Edelzio: Aqui lembramos dois filmes de Merino. “Ancora Dollari Per I MacGregor” (Dólares para os MacGregors – Brasil - 1970) Com Peter Lee Lawrence e Carlos Quinei – Direção: José Luis Merino.
“Zorro Il Cavaliere Della Vendetta” (Zorro, O Cavaleiro da Justiça – Brasil - 1971) Com Carlos Quinei e María Mahor – Direção: Luigi Capuano e José Luis Merino.

Como foi trabalhar com esse diretor?
Malisa: Eu amei esse período. Os filmes foram rodados em torno de Madrid/Espanha. José Luis Merino foi muito bom diretor
e muito amigável nestes filmes em que fui dirigida por ele. Eu amo ele. Também todos os atores, alguns espanhóis, foram adoráveis e muito profissionais.


Edelzio: Você poderia fazer uma explanação destes filmes em que atuou e qual a experiência, complicações, fatos curiosos ou inusitados que passou ao lado destes grandes atores como Giuliano Gemma, George Hilton, Robert Woods entre outros?

Malisa: Eu não tenho outras histórias engraçadas ou lembranças memoráveis além das que eu disse antes. Já faz muito tempo.

Edelzio: Voltando a falar no filme muito cultuado não só entre os fãs no Brasil mas em todo o mundo: O filme “Preso na Escuridão” (Blindman – 1971) escrito, protagonizado e dirigido por Tony Anthony com participação do “alucinado” Lloyd Battista e o ex-Beatle Ringo Starr em que havia um elenco repleto de outras belas atrizes internacionais como a polonesa Magda Konopka, a italiana Marisa Solinas, a austríaca Krista Nell e tantas outras; Como foi trabalhar com Tony Anthony, Ringo Starr e as outras atrizes de nacionalidades diferentes?


Malisa: No set de filmagens, fomos todos somente amigos, nada mais. Não tivemos problemas com os vários Idiomas do elenco. Depois disso, após terminarmos o filme, fiquei deslumbrada apenas com o diretor Ferdinando Baldi e com o ator e produtor Tony Antony. 

Depois do filme, Tony chegou na Itália e nos encontramos novamente em Roma. Mas após esse período, Eu perdi o contato e a amizade deles. Agora eu sou uma boa amiga apenas de Solvi Stubing, uma das atrizes do elenco que atuou também em mais dois Westerns “Garringo – 1969” e “O Xerife Que Não Dispara de 1965”.


Edelzio: Ainda em “Blindman”, todas as mulheres ficaram nuas em algumas cenas como a do banho coletivo, coisa rara de se ver em um Western. Como foi pra você e todas as outras atrizes filmarem esta cena?

Malisa: Não, eu não me senti desconfortável. A cena de nudez era necessária para história. Nada mais.
Todas as meninas sabiam o que tinham que fazer como eu. E ninguém teve problemas.


Edelzio: Outra cena de violência incomum em “Blindman” foi a cena em que as mulheres são barbaramente atacadas no deserto escaldante e percebe-se que na cena não haviam Dublês (Stunt). Como era trabalhar num clima como aquele em que raramente mulheres eram expostas a situações de risco como neste filme?

Malisa: Nessa situação não era necessário ser substituído com dublês. Os diretores e assistentes nos ensinavam o que fazer em cada cena de perigo, com isso aprendíamos muito, e pôr em prática era fácil.
Nada de brutalidade contra as mulheres, eram apenas movimentos profissionais. O importante era registrar as ações que realmente parecessem realidade e neste filme Tony Anthony conseguiu registrar bem estas encenações.


Edelzio: Houve algum trabalho em que você teve alguma Decepção? Gostaria de comentar?

Malisa: Sim. Em “La Mondana Nuda! - 1980” do diretor Sergio Bergonzelli. Uma dor em meu coração. Fiquei muito decepcionada por esse filme. Eles usaram meu nome, para o papel principal em um filme “inferior” filmado em alguns poucos dias.
Mas a razão de eu ficar desapontada foi porque atuei em uma cena de amor e ao terminar a ação, eles deram seqüência à cena utilizando outra atriz em cenas picantes. A estupidez foi tanta que você vê a outra atriz e não a mim.


Edelzio: Fale um pouco de suas atividades além de escritora e o como se sente no que faz hoje?


Malisa: Hoje estou morando em Roma.
Agora eu gasto meu tempo viajando e escrevendo como jornalista em uma revista e um jornal de notícias.
Eu também escrevo livros e poemas. Eu amo fazer isso. Meus trabalhos anteriores foram três livros:
Un romance "Così Vêm Sono", Un Poema "Il Cantico Del Corpo" e, o último foi um livro entrevistas "Aggiungi Un Seggio Una Tavola". Agora estou escrevendo um novo livro, um romance, mas eu não posso revelar nada sobre ele, até que seja publicado. Será mais uma surpresa.




Edelzio: Quais são seus projetos para o futuro? Pensa em retornar ao cinema?
Você aceitaria propostas de trabalhos para interpretar papéis coadjuvante, com densidade e adaptado à sua personalidade?

Malisa: Meu futuro está na escrita. Mas continuarei sempre a ser uma atriz, e se alguém me oferecer um papel muito bom, eu estou pronta para voltar a atuar. E colocar-me em ação. Acho que isso é uma probabilidade remota, porque agora eu me tornei muito seletiva, e as condições não estão a meu favor.

Edelzio: Qual a perspectiva dos fãs verem-na novamente no cinema independente do gênero?

Malisa: Talvez .. Quem sabe... Mas, por agora, para você, e meus fãs do Brasil e de todo o mundo, deixo com amor o meu endereço e um milhão de beijos.
Muito Obrigado
Site Oficial Malisa Longo
Filmografia Completa Malisa Longo
Vídeo Musical desta Entrevista

Bem, muito obrigado pelas respostas, e esperamos que continue seu trabalho, seja no cinema, TV, ou seja, como escritora ou pintora. Muitas felicidades e obrigado por ter nos dado esta oportunidade em conhecê-la melhor e autorizar-me também exibir suas fotos aqui editadas.
Aceitando com humildade e respeito o meu convite em participar do tributo neste pequeno espaço dedicado a você Malisa que nos deixou boas recordações através das telas do cinema.

Esta é sem dúvida nenhuma mais uma página que ficará escrita na história do cinema.
Obrigado por sua atenção.
Saúde e Sucesso
Edelzio Sanches

Saiba mais de Malisa Lonso em entrevista realizada em 01 de Janeiro de 2019 para Antonello Altamura no: ”LFMAGAZINE-ITÁLIA”