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29 outubro 2013

Esmeralda Barros Trilogia Espaghetti Western com Luigi Batzella - 1

Aquela Alma Maldita - Brasil
Quelle Sporche Anime Damnate 
Paid In Blood - USA
Itália – 14 de Novembro 1971 

Direção: Luigi Batzella (Paolo Solvay) 
Duração: 92 Minutos 
Música: Elsio Mancuso 
Escrito: Aldo Barni 
Fotografia: Giorgio Montagnani 


Edição: Piera Bruni 
Produção: Mario de Rosa Produção: Constution Film

Jeff Cameron – Tom Carter
Donald O´Brien – Lee Rastus (Rast)
Krista Nell - Cora
Alfredo Rizzo – Jack Buchman
Edílio Kim – Doutor Lassiter
Sophia Kammara – July
William Mayor – Bill Joeys
Gianfranco Clerici (Marco Davis / Mark Davis) - Shannon
Esmeralda Barros – Zelda 
Attilio Dottesio – Xerife
Franco Daddi – Killer
Gianclaudio Jabes (Jean Claude Jabes) – Ringo Brown
Lorenzo Piani - Jerry Carter
Giulio Baraghini – Slady
Mauro Mannatrizio, Xiro Papas, Alessandro Perrella, Laila Shed, Angelo Susani e Gino Turini.

O pistoleiro Tom Carter, chega a cidadezinha de Greenwaters para vingar a morte de Jerry, seu irmão assassinado e roubado, pouco depois de sacar todo o seu dinheiro do banco para se casar com Cora (Krista Nell), a garota do saloon.

Tom descobre que um rico e ganancioso proprietário de terras chamado Shannon, com a ajuda de seu braço direito Lee Rastus (Rast), e seu

bando vem forçando os fazendeiros locais a venderem suas terras para ele por uma ninharia e para isso causando o terror na região.

Tom é ajudado por um velho minerador de ouro, Jack Buchman, que também resiste a Shannon.

Tom é salvo e refugiado pelo velho Buchman em um atentado de Rast.

Tom é suspeito de Cora, mas ela também o ajuda a desmascarar o verdadeiro assassino de seu irmão. Shannon a todo custo tenta eliminar o velho Buchman para apoderar-se de suas terras, mas Tom consegue atrapalhar as inúmeras tentativas.
Tom é informado pelo médico, de que chega em Greenwaters um homem mortalmente picado por uma cobra e lhe confessa que o assassino de Jerry é o bandido Ringo Brown por ordem de Shannon.
Um ataque maciço é feito à pequena fazenda de Buchman.

Na sequência, Tom e o velho Buchman, juntos começam a exterminar o bando de Rast e Shannon é morto por Tom que após concluir sua vingança parte abandonando para sempre a cidadezinha de Greenwaters levando consigo sua mulher, Cora.

Os confrontos habituais e heroísmo acontecem o tempo todo embora Batzella dirigisse o filme sem muito entusiasmo.

As interpretações também são muito fracas e somente Donald O´Brien salva algumas cenas de crueldade.

Grande parte do elenco voltaria com Batzella em mais duas sequencias, acreditem se quiser.

Incrivelmente é um filme muito cultuado em todo o mundo hoje talvez pelo apelo do título que ficou muito marcante.

Boas sequências musicais também são notadas neste filme.

Exibido na TV Record no Brasil em: 25 de março 1982 – 12 de janeiro 1983 – 25 de julho 1986 e pela última vez em 27 de maio de 1987.

Clip “Aquela Alma Maldita – Entrevista com Paolo Solvay [Luigi Batzella]”

 
Agradecimentos à Marcos Maurício Lima - Belo Horizonte - MG - Brasil.

Esmeralda Barros Trilogia Espaghetti Western com Luigi Batzella - 2

Django Contra 4 Irmãos - Brasil
Anche Per Django Le Carogne Hanno Un Prezzo
Django´s Cut Price Corpses - USA Itália - 08 de maio 1971

Direção: Luigi Batzella (Paolo Solvay) Duração: 92 Minutos
Música: Vasco Vassil Kojucharov Escrito: Mairo De Rosa e Gaetano Dell´Era


Fotografia: Giorgio Montagnani
Edição: Luigi Batzella
Produção: Diego Alchimede
Co-Produção: Constution Film e Manuelli Italiana Film.


Jeff Cameron – Django
John Desmont – Pickwick
Esmeralda Barros – Pilar
Gengher Gatti – Xerife Fulton
Edilio Kim – Ramon
Willian Mayor – 1º. Irmão de Ramon Dominique Badou - Susan
Angela Portaluri – Donna Dolores Mario De Rosa – 3º. Irmão de Ramon Franco Daddi – 2º. Irmão de Ramon Laila Shed – Mulher da Pousada Gianfranco Clerici – Pedro Ramirez
e com El Meteco, Gennaro Masimo, Renato Zamperla, Wladimir Daddi, Franco Marletta, Fabio Garriba e Gianclaudio Jabes.

 “Até para Django os Cadáveres Têm Preço”, este deveria ser o título no Brasil se fosse ser considerado ao pé da letra mas foi lançado como “Django Contra Quatro Irmaõs”.


Segundo filme da trilogia dos Westerns de Batzella. Depois de um assalto ao Banco de Silver City nos EUA, os “Irmãos Cortez”, mexicanos atravessam a fronteira em direção a seu país, perseguidos pelo Xerife Fulton, por Django e pelo extravagante jogador Pickwick em busca de uma sela roubada.

Django Unchained, de Quentin Tarantino é apenas a mais recente imagem para invocar o sucesso mundial do filme Django original de Sergio Corbucci.
Após o primeiro, inúmeros Westerns da Djangomania seguiram-se a partir deste lançado em 1965. Aproveitando-se do fato de que o personagem "Django" é muito popular até hoje, poderia mais uma vez levá-lo às telas em 2013 contando mais uma vez as aventuras no oeste deste nome de influência e origem cigana.
Inevitavelmente, a ressurreição de Django no filme de Tarantino, tem atraído a volta dos outros Djangos às locadoras Americanas, embora não tanto quanto se poderia esperar.


Django Unchained reacendeu mais uma vez o Western e assumiu uma liderança na procura destes filmes conforme dados das empresas Home-Video é Timeless Media Group, uma empresa que está esculpindo um nicho para si mesmo colocando Westerns de TV em vídeo ao liberar uma digna coleção Spaghetti Western de volta em 2013.


A Editora Timeless colocou para fora dois DVDs duplos que estavam sepultados a um bom tempo na América. O filme comentado aqui, dirigido por Luigi Batzella sob o pseudônimo de Paolo Solvay, está desfrutando mais uma vez de audiência americana em DVD de estreia graças a Timeless e Tarantino.
Neste lançamento da Timeless, nota-se que a procura por Django, seja lá qual for o personagem ou o ano em que fora produzido e por mais fraco que seja, vende bem.

Foi filmado em locais de mais vegetação verde e terreno acidentado para uma história ambientada na fronteira EUA-México.

O destaque dado a John Desmont em seu papel no filme só conhecido como o jogador Pickwick, um grande, corpulento, bem ao estilo Bud Spencer bebendo leite, com socos e jogando seus oponentes sobre mesas em uma cantina, carrega uma sela o tempo todo, o que pode ter influenciado Tarantino a fazê-lo com Jammie Fox em seu Django.

Jeff Cameron aqui com Django em que algumas versões nem é citado o seu nome, também fez dois filmes como o personagem Sartana.


Vestido com um colete peludo que parece mais europeu do que o americano, Pickwick tem um slogan vazio (Pelo grande touro de Bashan!). Suas travessuras não letais reduzem instantaneamente ao nível humorístico, se ele está brigando interminavelmente na cantina ou então segurando um bando de homens armados a cavalo, a sua sela está sempre junto. Ele passa a ter um ódio contra os irmãos Cortez, após ser traído em um jogo de cartas, e ter sua sela roubada por eles e que sempre se lamenta por ser presente de seu avô.


Em um encontro na cantina, mostra-se disposto a juntar-se a Django em busca da recuperação da sua sela roubada pelos irmãos Cortez. Pickwick também tem problemas com sua memória de curto prazo.
Quando Django o ajuda em uma emboscada, e ele começa a lutar com o seu salvador, porque ele não tem ideia de quem seja Django, momentaneamente. Assim como em “Por um Punhado de dólares”, Django também ordena ao agente funerário para deixar quatro caixões prontos na cidade assim que toma conhecimento do sequestro da sua amada Susan.

Mas o agente bancário Fulton (Gengher Gatti) não quer que Django mate os irmãos Cortez imediatamente, ele está esperando que os bandidos de alguma forma mostre-lhe onde o saque do roubo ao banco está escondido para que ele possa recuperá-lo.
Após muitas reviravoltas descobre-se que Fulton é na realidade um agente federal procurando resgatar o dinheiro, mas com um grande prêmio pela cabeça dos Cortez.


Até mesmo Pedro e Dolores que são a proprietários da cantina, também se envolvem na trama com a intenção de se apoderarem do saque do banco.
Batzella/Solvay, nessa sequência de sua trilogia deixa evidente, que precisava de mais talento obviamente se pretendia mais uma vez resgatar o Espaghetti.
Sem inspiração, ele pareceu incapaz de estabelecer ou manter qualquer tipo de impulso dramático, como ele prova imediatamente numa luta interminável de Pickwick na cantina. O que pode ser destacado é que visualmente os locais certamente são diferentes do rotineiro.

Talvez o mais diferente elemento da história seja o fato de que os irmãos Cortez tenham uma irmã Cortez em seu bando e por isso pela lógica o titulo do filme deveria ser "Django Contra Cinco Irmãos".
Pilar, a brasileira Esmeralda Barros usa uma bandana em seu sombrero e é confundida com um menino por todos, até que alguém sacode os cabelos soltos mais tarde.
A voz dublada Inglês e mulata como ela de Ilhéus - Bahia – Brasil, retrata bem um bandoleiro mexicano.

Não era de costume ter bandidos femininos em Spaghetti Westerns, geralmente mulheres que lidavam com armas estavam sempre junto a revolucionários como em "Il Mercenário e Quien Sabe!”.

Pilar é só mais um bandido como a todos os seus irmãos, mas durante o tiroteio apoteótico final, Django é muito gentil e cavalheiro para matá-la.

Ela acaba sendo abatida por um de sua própria  gangue, por engano.
Ao final, desmembrando-se toda a desorganização
criada na edição;

Django fica com o amor de Susan, a jovem recém- tirada da escravidão, refém dos bandidos e recebe os prêmios das recompensas;
O agente Federal Fulton consegue reaver o dinheiro do banco;
Picqwicq por sua vez tem um bom motivo em alegrar-se ao ver sua sela recuperada na qual havia escondido nela um documento da herança da fazenda de seu avô deixada para ele.

A música com o melancólico trompete de Vassil Kojucharov lembra muito as trilhas de Coriolano “Lallo” Gori e dá a este Western Spaghetti realmente ainda algum crédito lembrando que Gori fez grande parceria com Fidani em seus filmes.
Foi lançado com áudio original em italiano ou dublado em português em versões para o cinema.

A edição em Blu-Ray e edição de DVD de filme completo fora relançado nos EUA em versão Inglês e Alemão.

Exibido na TV Brasileira em Bang Bang à Italiana da TV Record em 19 de Janeiro 1983.  

Clip “Django Contra 4 Irmãos”




Versão áudio Inglês disponível no Youtube

Esmeralda Barros Trilogia Espaghetti Western com Luigi Batzella - 3

O Colt Era o Seu Deus - Brasil
A Pistola Era Seu Deus - Brasil
La Colt era il suo Dio
God Is My Colt .45 - USA


Itália - Alemanha - 18 de Novembro
1972

Direção: Luigi Batzella (Dean Jones) e participação de Joe D'Amato (não creditado)


Duração: 87 minutos
Música: Vasco Vassil Kojucharov
Escrito: Luigi Batzella (Ivan Katansky) e Arpad DeRiso
Fotografia: Giorgio Montagnani
Edição: Paolo Solvay (Luigi Batzella)
Produção: Theo Maria Werner
Co-Produção: Produzioni Cinematografiche Internazionali Virginia e Regina Film.

Jeff Cameron (Goffredo Scarciofolo) - Capitão
Mike Jackson
Donald O'Brian - Chess
Krista Nell - Mary
Gino Turini (John Turner) - James Klinger
Attilio Dottesio - Xerife Brad Cohen
Alfredo Rizzo - Velho Ted
Sophia Kammara - Julie
Gianfranco Clerici (Mark Davis) - Manuel Esmeralda Barros – Paquita
William Major - Richard
Mauro Mannatrizio - Major
Giulio Bargaghini - Bart
Franco Daddi - Bandido que ouve fantasma
Xiro Papas - Pablo
Laila Shed - Mulher do saloon no piano
Angelo Susani - Careca da Taberna
Gian Caludio Jabes - Com bigode na Taberna
Alessandro Perrella - Pistoleiro roupa preta emboscada em Landford City e com Irio Fantini e Aniello Palladino (Nello Palladino).


Em mais este tributo à brasileira Esmeralda Barros em que recentemente tive o conhecimento de que ela ainda está viva e no anonimato, vou explorar um pouco de uma trilogia com toda essa equipe e elenco que aqui serão detalhados.
O prolífico cineasta Luigi Batzella que usou severamente diferentes vários pseudônimos nas produções de seus Spaghetti Westerns dirigiu essa trilogia entre 1971 e 1972.
A variação de pseudônimos neste aqui é um exagero. Batzella escreveu o filme como "Ivan Katansky", dirigiu-o como "Dean Jones", e editou seus créditos como "Paolo Solvay".
Ele gostava muito da atuação de Donald O'Brien, aqui como no mesmo personagem do primeiro “Aquela Alma Maldita” Chass é um dos cabeças de uma gangue de foras da lei que dominam a cidade de Landford City na divisa de Lameda na fronteira com o México apoderando-se de terras dos pequenos rancheiros e uma em especial, a mina de prata do rancheiro Burton Pryor, pai de Mary no valor de um milhão de dólares.



Krista Nell é Mary, uma dançarina do saloon  refém
destes bandidos liderados por Manuel, um líder local com mão de ferro que recebe ordens de James Klinger.


Klinger em poder do mapa estabelecesse no México escondido enquanto Mary é prisioneira refém de Chass e Manuel em Landford City.

Ela ajuda seu ex-namorado, o Capitão do exército, Mike Jackson recém-chegado a cidade até então incógnito com licença de cinco dias do exército para desbaratar esta gangue e descobrir o paradeiro do agente federal, James Klinger, enviado anteriormente a dois anos para investigar os crimes e desapareceu misteriosamente.


Uma trama muito interessante quando se percebe que de dois de seus Westerns produzidos e com a edição de mais vinte minutos de fita adicionais com outros personagens e atores, ele consegue tecnicamente na mesa de edição montar este que seria o terceiro e último de uma trilogia, basicamente com os mesmos atores e mesma equipe técnica de "Quelle Sporche Anime Dannate" (Aquela Alma Maldita - 1971) e “Anche Per Django Le Carogne Hanno Un Prezzo” (Django contra 4 Irmãos – 1971).


A edição do filme ficou um pouco complicada mas genial, tendo em vista que a edição fora feita pessoalmente por Batzella neste e no anterior “Django Contra 4 Irmãos”, parecendo que ele já previa criar um terceiro já premeditando situações na edição dos dois primeiros feitos em 1971.
Por isso percebe-se o esforço de montar um terceiro filme sem o uso do set.
Muito inteligente e econômico em misturar cenas de todos os três filmes.


Bom para a nossa brasileira, Esmeralda Barros que apareceria nos créditos dos três filmes. Este foi o terceiro e último Western de Batzella e por muitos foi considerado o melhor da trilogia.
Dois bons atores, Jeff Cameron e Donald O'Brien e uma humilde direção, foram suficientes para concretizar estas três fracas mas cultuadas sequencias.


Esmeralda Barros na primeira metade do filme compartilha com os bandidos o domínio da região como a mulher do chefe Manuel e sendo obrigada a fugir com Manuel para o México e caçados por Mike Jackson, ela se disfarça de um peão mexicano para escapar e nota-se perfeitamente em cenas sem cortes que ela montava e cavalgava de verdade o seu cavalo e inclusive em galopes acelerados pelas estradas acidentadas. Situação difícil para mulheres nestes filmes.


Houveram alguns rumores de que Gordon Mitchell ajudou nas despesas deste último. O herói favorito de Batzella e o único que aceitou o papel para seu Django foi Jeff Cameron, o ator de nariz achatado e cabelos compridos médio, que começou como um extra em (Arizona Colt) antes de fazer seu primeiro Western com Demofilo Fidani.
Neste filme, vemos Donald O'Brien, fazendo sua segunda participação neste Western dirigido por Batzella, e aqui não foi muito feliz em seu desempenho.

A trilha sonora de Vasco Vassil Kojucharov é muito boa e acompanha o ritmo da ação nos três filmes.

Uma combinação dos outros dois é claramente notada nas cenas repetidas introduzidas neste.

Tenho os três filmes e chego à conclusão de que não são filmes ricos em roteiro, ação e violência, mas são apreciáveis pela ambientação e esforço do diretor em se fazer filmes sem dinheiro assim como a audácia de Fidani.

Este filme nunca fora exibido na TV brasileira e sua cópia legendada em português para o cinema brasileiro se perdeu no tempo.

São cultuados e indicado somente para colecionadores saudosistas e pouco exigentes com grandezas.

Muito bom assistir na sequencia estes três filmes curiosos.  

Clip “O Colt Era Seu Deus”