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15 setembro 2015

Speedy Gonzales "O filho de Aproximadamente Sete Irmãos" [Finlândia] Especial Brasil

Speedy Gonzales "O filho de Aproximadamente Sete Irmãos" - Brasil
Speedy Gonzales - Noin 7 Veljeksen Poika - Finlândia
Speedy Gonzales, Son of About Seven Brothers - USA
Speedy Gonzales, le Fils de Sept Frères - França


Produção: Finlândia 28 de Agosto de 1970
Direção: Ere Kokkonen                
Escrito: Ere Kokkonen, Vesa-Matti Loiri e Spede Pasanen
Produção: Spede Pasanen
Duração: 85 minutos
Música: Jaakko Salo      
Fotografia: Kari Sohlberg
Cor: Preto e Branco       
Edição: Taina Kanth e Irma Taina             
Direção de Arte: Kirsti Toivainen e Ensio Suominen
Locações em: Porin mlk, Yyteri, Finlândia
Co Produção: Filmituotanto Spede Pasanen

Spede Pasanen - Speedy Gonzales/Mooses Gonzales
Tarja Markus - Rita
Olavi Ahonen - Barman
Esko Salminen - Manolito
Ville-Veikko Salminen - Bat Masterson
Simo Salminen - O mais lento
Leo Jokela - Xerife
Pertti Melasniemi - Clyde
Leena Brusiin - Rosa
Leo Lastumäki - Rudolf
Juhani Kumpulainen - Hoss
Jukka Virtanen - Bêbado
Pia Hattara - A mãe de Clyde
Pentti Irjala - Diretor do Banco
Risto Palm - Tom - Construtor caixão
Paavo Piironen - Jesse
Heikki Huopainen - O mais lento do mundo
Kaarlo Juurela - Barbeiro (cenas cortadas)


Speedy Gonzales chega à pequena cidade de Nova York para investigar a morte suspeita e misteriosa de seu irmão Mooses. No caminho ele é surpreendido em uma emboscada por Rita, que tenta matá-lo, mas logo se percebe que são antigos amigos de aventuras e a partir do encontro, ela será sua ajudante em mais esta, novamente em um ambiente hostil aos quais já estão acostumados.

No saloon, Speedy familiariza-se com as pessoas mais influentes da cidade: O xerife, o proprietário da funerária, o fracassado e frustrado ladrão de bancos Clyde, o mais lento pistoleiro do oeste, o jogador Bat Mastersson, Hoss, que comemora a morte do pai pagando bebidas no saloon, um mexicano arrogante conhecido como Manolito, bem como a cantora Rosa, a ex esposa de Mooses.

Speedy aproveita um momento certo para mostrar a sua superioridade com sua habilidade com as armas a todos estes personagens da cidade. Todos estão tentando afastá-lo da sua investigação da morte de seu irmão, mas ele é astuto e bem ajudado por Rita. Rosa o reconhece e ao vê-lo e pensou ser um gêmeo de seu marido Mooses, mas Speedy não acredita na conversa dela e ela também para ele é uma suspeita.


Em meio as várias situações engraçadas destacam-se, Clyde, um assaltante que assalta todo dia o mesmo banco e sempre é reconhecido pelo banqueiro que o trata com gentileza, mas um certo dia Clyde mata o banqueiro e com isso é organizado um julgamento pelo xerife, que tem Hoss e Bat Masterson como promotores.

Com base no depoimento das testemunhas concluem que o banqueiro cometeu suicídio por ter pena de Clyde que o deixou matá-lo e Clyde é liberado considerado inocente. Foi o julgamento mais engraçado que já vi em um filme. Clyde a partir daí começa a ter auto confiança praticando tiro e forçando outros aldeões a reconhecê-lo como um novo líder.

Percebendo que as tentativas de matá-lo estão ficando cada vez mais perigosas, Speedy então decide encenar a sua própria morte com a ajuda de Rita. Em seu funeral, dentro do caixão, Speedy ouve os homens conversando e passa a compreender toda a história e descobre todos os envolvidos e culpados da morte de seu irmão, Mooses.

Ele dá um tratamento especial ao agente funerário que é forçando a confessar que seu irmão Mooses estava na linha do trem comendo morangos quando presenciou alguns homens roubarem um carregamento de ouro de um trem. Tiveram que matá-lo pra não denunciá-los.


Os bandidos tentam em mais uma vez explodirem uma cabana com Speedy e Rita, mas eles conseguem escapar salvando os moradores da explosão, mas são obrigados a fugir.
Durante a caçada, Speedy e Rita escolhem seus adversários a serem abatidos um a um: Hoss, "o pistoleiro mais lento do oeste", o agente funerário, Manolito, Bat Mastersson e o xerife. Até mesmo Rita tenta matar Speedy, a quem ela tem rancor pelo seu noivo morto por Speedy, mas ele a convence de que não teve escolha em mattá-lo. "Era um de nós dois."

Eventualmente surge Jesse, um pistoleiro com velocidade superior e desafia Speedy em um duelo e após a troca de tiros Speedy cai no chão, então Jesse pergunta-se a si mesmo: Como? O herói não pode morrer!, e repentinamente Speedy o surpreende, acertando-o.

Mooses então aparece, revelando a Speedy que estava escondido no porão da casa de sua esposa Rosa. Mooses e Rosa então voltam para casa e Speedy e Rita desaparecem no horizonte. Uma cena bem interessante e curiosa é a em que "O mais lento pistoleiro do Oeste" vence "O mais lento pistoleiro do mundo" que após o duelo agonizando diz: Eu venci. Hilário também presenciar a tabela de cobranças e taxas estipuladas para as mortes pelo dono da funerária e o trabalho árduo do seu carpinteiro que não para nunca de confeccionar caixões.


O ator e diretor Spede Pasanen mais uma vez inovou em todos os sentidos de como se fazer uma boa comédia utilizando o oeste americano e novamente propositalmente em preto e branco.

Mais uma vez bem elogiado nas opiniões da crítica e imprensa mundial. Pasanen mais uma vez é "Speedy Gonzales" que com uma grande equipe de apoio, fez esta obra da comédia dizia a imprensa na época. O público mais jovem adorou este filme singular e que provavelmente garantiu o sucesso do personagem "Speedy Gonzales."

Até mesmo o prólogo com uma abertura muito inspirada e criativa que tem o nome dos atores creditados escritos em placas de sepulturas com a câmera plainando sobre elas com música marcante e a poeira do deserto soando. Sensacional. Algumas passagens podem ser vistas sugerindo referências ao Espaghetti Western, mas no conjunto geral, Speedy tem o seu lugar distinto no Velho Oeste


Mais uma vez o oeste americano é trazido para a paisagem finlandêsa com atores finlandeses com até mesmo um Manolito finlandês muito engraçado.
É mesmo mais uma comédia inesquecível e em qualquer que seja o seu tempo, continuará a divertir a todos. O filme contou com a colaboração dos Riders Tuusula e os Cavaleiros da polícia de Helsinki.

Infelizmente a ator Simo Salminen veio a falecer em 2 de setembro de 2015 aos 82 anos de idade em Salo, Vanaja, Finlândia. Ele aqui interpretou o engraçadíssimo pistoleiro “O mais lento do Oeste” e em Hirttämättömät [Maluquices no Oeste Selvagem - 1971] interpretou outro personagem muito engraçado, o índio Tonto alem de músico deixou outros 59 trabalhos para o cinema e televisão.
Inédito e desconhecido dos cinemas, cinéfilos e televisão no Brasil.

13 agosto 2015

Maluquices no Oeste Selvagem [Hirttämättömät] Finlândia 1971

Maluquices no Oeste Selvagem - Brasil
Hirttämättömät - Finlândia
Pähkä-Länsi - Finlândia
Pähkähullu Villi Länsi - Finlândia
Pähkävilli hullu länsi - Finlândia
The Unhanged – Países de Língua Inglêsa

Produção: Finlândia 27 de Agosto de 1971
Direção: Vesa-Matti Loiri (Loiri) e Spede Pasanen (Pasanen)
Escrito: Spede Pasanen (Pertti Pasanen)
Musica: Jaakko Salo      
Duração: 85 minutos
Fotografia: Kari Sohlberg            
Edição: Taina Kanth
Direção de Arte: Reijo Puttonen
Camera: Jaakko Talaskivi e Juha-Veli Äkräs
Produção: Spede Pasanen
Locações: Porvoo (Caixa de Areia) e Tuusula, Finlandia.
Co Produção: Filmituotanto Spede Pasanen
Cor: Preto e Branco

Vesa-Matti Loiri - Lonely Rider/Cavaleiro Solitário
Simo Salminen - Tonto
Spede Pasanen - Speedy Gonzales
Pirjo Laitila - Margareta Smith
Evita Wager - Índia
Heli Lehtonen - Índia    
Olavi Ahonen - Xerife   
Jaakko Talaskivi - Homem Alto no poço de água
Pentti Taivainen - Homem velho no poço de água
Heikki Kuvaja - Popular de Njetponimajstadin (Slow City)

"Eu sou o cavaleiro solitário!" diz o mascarado a Speedy Gonzales que responde com uma pergunta: "Mas você não usa desodorante?". A partir daí começa uma incrível viagem a uma das mais incríveis comédias realizadas no gênero Western que deixaria até mesmo Enzo Barboni [E. B. Clucher] o criador e diretor de Trinity "Terence Hill" de queixo caído com a impressionante criatividade de Spede Pasanen, o diretor do filme.

O filme mais visto na Finlândia em 1971, com um considerável e pequeno orçamento de $ 132.000 FIM [Marcas Filandêsas] e que foi mundialmente apelidado de "Hyvät, pahat ja hirttämättömät" [O Bom, O mau e o Maluco]. Uma boa história, um roteiro rico com piadas inteligentes, um pequeno elenco de grandes atores e comediantes, filmado propositalmente em peto e branco para enfatizar o calor do deserto no qual 90% da história é contada.

Uma dupla de implacáveis bandidos, The Lonely Rider e o índio Tonto, capturam (pelo menos eles pensam que o fizeram) Speedy Gonzales, outro pistoleiro implacável na cidade de Njietponimaistadi [Slow City] e pretendem transportá-lo para a cidade de Três Moedas onde as autoridades pagarão a recompensa de $ 10.000 dólares pelo prisioneiro, vivo.


Speedy Gonzales, o prisioneiro no entanto, sendo transportado o tempo todo pelo deserto encima de uma carroça, com suas más intenções também tem como objetivo, ficar com a recompensa também de $ 10.000 dólares oferecida por Lonely Rider e Tonto, também vivos na cidade de Três Moedas.

Eles começam a viagem para Três Moedas através do deserto sem água e um território infestado de índios e de muitos perigos e descobrirão ao final da jornada que estiveram andando em círculos por semanas voltando ao seu local de partida.

Chegam várias vezes em conclusões de que devem se matar uns aos outros pelos extremos de sobrevivência no deserto, mas não conseguem pelo fato do premio pela recompensa que só pode ser recebido como a entrega do prisioneiro "Vivo". As alucinações de Lonely Rider em virtude da sede; O jogo de futebol com um cantil; A dança da chuva de Tonto para iludir as duas índias; O duelo entre Tonto e Lonely Rider; A bandeira branca para negociar água com mercenários; A miragem de uma cachoeira de areia, são algumas das situações mais engraçadas que presenciei em um Western dentre tantas outros no filme.

As coisas ficam ainda mais engraçadas quando o prisioneiro Speedy Gonzales se recusa a andar sem receber dinheiro para isso, então Lonely Rider e Tonto são forçados a puxarem a carroça, após o cavalo ter sido levado para o jantar dos índios.

Quase ao final da viagem os três solitários encontram na estrada uma bela jovem "Margareta Smith" (Pirjo Laitila) em que os três tentam seduzi-la, antes que ela continue a viagem para aula de violino em Slow City. Eles também ficam sabendo através da jovem que a viagem deles seria um só dia de caminhada e só assim conseguem descobrir que estavam viajando em círculos por semanas, perdidos no deserto.

Lonely Ryder e Tonto chegam a atravessar um rio verdadeiro mas acostumados às miragens, atravessam-no ignorando-o recusando-se a acreditar em seus sentidos quanto a veracidade da água dizendo que não quer estragar a sua sede. É realmente hilário.

Não quero me comprometer em revelar o final deste filme que também é curioso, inteligente e muito engraçado. Eu particularmente sabia da existência deste filme, mas somente recentemente com a força da internet consegui adquiri-lo e assisti-lo e desfrutar de uma das melhores obras europeias realizadas em um Western, originária da Finlândia, um pais sem tradição no assunto.

Produzido pela Spede-produtora, dirigida pelo artesão Pasanen, juntamente com Vesa-Matti Loiri faz com que seja impossível alguém assistir a esta memorável comédia filmado em uma região inóspita da Finlândia com situações muito engraçadas entre os seus três protagonistas e não gostarem do resultado.

Será inesquecível após assisti-lo. Ao princípio pensa-se em estar presenciando uma sátira do Zorro e Tonto americanos, mas com a evolução dos fatos a ideia vai se distanciando quanto ao personagem Zorro original americano e percebe-se que não há uma ligação afetiva ao personagem.

O Lonely Rider aqui é um caçador de recompensas inescrupuloso com ideais anti herói que pensa em até mesmo junto com seu amigo índio Tonto, convencer duas índias nativas perdidas no deserto a fazerem sexo com eles em uma moita em meio o deserto.

Para conseguirem seduzi-las criam várias situações divertidas com resultados frustrantes a eles. É interessante ver como o escritor e o diretor de “Hirttämättömät” lançam luz sobre a angústia existencial e a vaidade de empreendimento humano e como ele lida com o mito do herói e anti-heroísmo e tendo como resultado muitas gargalhadas sobre situações sombrias e de fracassos. A cena final onde o diretor deixa a câmera ligada e filma os atores Vesa-Matti Loiri (Lonely Rider) e Simo Salminen (Tonto) rindo espontaneamente comemorando o final das filmagens no set desértico é contagiante e faz com que todos riem sem mesmo saber do que estão rindo. Cena Inesquecível e fora do roteiro.

Pena não existirem muitas pessoas para que possa compartilhar mais informações e discussões sobre este grande filme, pois pouca gente nos dias de hoje teve acesso a ele. É hora desse filme ser trazido ao conhecimento dos fãs do Western porque considero um clássico imperdível para quem gosta de um bom western comédia e de alguma coisa nova e diferente.

Um filme recomendado a todo amante, apaixonado e colecionador por clássicos perdidos no tempo e que faz até esquecermos um pouco de Sergio Leone, John Huston e tantos outros infinitamente explorados na mídia. Um filme com um requinte de produção e adaptação bem humorado que deve ser visto periodicamente por cinéfilos que procuram por novas alternativas dentro do gênero quase que esgotado nos dias de hoje. Presto aqui a minha homenagem a estes artistas finlandeses pela bela obra.
Ainda inédito no cinema e na televisão brasileira.

As músicas do filme
1. Lonely Rider (Tema)
Composição e Arranjo: Jaakko Salo, e Spede Pasanen
Intérprete e Orquestra: James Salon
Música Inicial e Final
2. Paljon onnea vaan (Happy Birthday)
Composição: Mildred J. Hill, Sauvo Puntila
Interprete: The Prodigy e Simo Salminen
3. Elefanttimarssi (A marcha do elefante)
Dominio Público Traicional
Intérprete: The Prodigy e Simo Salminen
4.Muuan yksinäinen kostaja hän lähti kostamaan (Um dos vingador solitário)
Composição: Vesa-Matti Loiri e Spede Pasanen
Intérprete: The Prodigy, canto de Simo Salminen
5. Saluunaan, saluunaan, saluunaan" (Saloon)
Composição: The Prodigy, Simo Salminen e Spede Pasanen
Intérprete: The Prodigy e Simo Salminen


Fotos e texto de:
http://www.elonet.fi/fi/elokuva/117815
Compilação: E. Sanches