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04 janeiro 2018

A Morte de Ty Hardin [Especial Brasil]


Mais um dos meus heróis cowboys da infância que consegui um breve contato através facebook e veio a falecer em 03 de Agosto de 2017 em Huntington Beach, California, USA aos 87 anos de idade.
O ator Ty Hardin, conhecido por estrelar grandes faroestes e também conhecido como "Bronco Lane" da série de TV americana (1958-1962) que conquistou o coração de toda uma geração de mulheres americanas.

Um veterano e verdadeiro patriota que viria interpretar um papel marcante em "Os Mortos Caminham" (1962), um clássico da Segunda Guerra Mundial e reapareceria na série de TV australiana, Riptide, em 1969.

Nascido em Nova York em 01 de janeiro de 1930, foi criado no Texas e serviu no exército americano durante a Guerra da Coréia e logo após o seu serviço militar, inscreveu-se numa das melhores escolas de arte dramática texana, a A&M.
Terminado o curso, mudou-se para a Califórnia e sob o pseudônimo de Ty Hungeford estreou no cinema em 1958 com alguns filmes B de ficção científica.


Depois chegava à TV onde assumiu a série Cheyenne com Clint Walker e logo após a série Bronco, volta-se ao cinema e se dedica aos Espaghetti Westerns após alguns westerns americanos como em o herói "Custer do Oeste" de Robert Siodmak, e “O Círculo de Sangue” de Jim O'Connolly e de 1962 a 1966 trabalhou em cinco longas bem sucedidos.

Existem boatos em que Sergio Leone teria mantido um contado e interesse para Ty protagonizar "Por Um Punhado de Dólares" que seria futuramente a vaga de Clint Eastwood. Ele era loiro, alto, atlético, bom ator e assim como Clint tinha na época os requisitos básicos de galã para o Western Espaghetti.
A partir dos anos 70, passou a dedicar-se à luta livre.

Na Europa, ao lado dos atores americanos Henry Fonda, Telly Savalas, Robert Shaw, Pier Angeli e Robert Woods, atuou no grande Clássico de guerra "La Battaglia dei Giganti" (Battle of the Bulge) [1965] dirigido por Ken Annakin, rodado na Espanha.

O seu primeiro Western Espaghetti foi "Pistoleiro do Vale Maldito" (L'uomo Della Valle Maledetta) [1964] de Primo Zeglio e Siro Marcellini e em seguida deixou a barba crescer para atuar em outros Espaghettis.

Fez "Acquasanta Joe" de Mario Gariazzo com Lincoln Tate, "Um Homem Chamado Sacramento"  (Sei Jellato, Amico Hai Incontrato Sacramento) [1972] do diretor Giorgio Cristallini o qual sabe-se que teve uma boa discussão durante as filmagens.
Assim como "Vingança Até o Fim/Django Tag Der Abrechnung" (Quel Maledetto Giorno Della Resa dei Conti) [1971] de Sergio Garrone foram filmes onde o dinheiro nem sempre era recompensável para pagar suas contas.

"O Dia do Julgamento/Olho por olho Dente por Dente" (Il Giorno Del Giudizio) [1971] de Mario Gariazzo foi o que melhor rendeu.

Em "O Último Rebelde" (The Last Rebel) [1971] dirigido por Denis McCoy, filmado na Itália protagonizado por Joe Manath, um campeão do futebol americano, além de um elenco de peso com Joe Namath, Jack Elam e Woody Strode, não foi tão bem aceito pela crítica. 
O rock de Tony Ashton em parceria com Jon Lord do Deep Purple era a trilha sonora. Muito radical para o seguimento.

Após essa derradeira decepção, Ty Hardin, de volta à América, fica totalmente perturbado, torna-se um militante de direita e um lutador fanático da liberdade que resultou em fundar "Os Patriotas do Arizona", uma espécie de organização neonazista atacando judeus e católicos fanáticos em todo o Arizona.


Em 1986 acaba envolvendo-se com o FBI que põe fim às suas convicções, sua fundação e seus associados. Sua carreira como ator foi encerrada em 2011 onde atuou em filmes sem importância e após isso adquiriu a doença de Alzheimer. 

Teve oito esposas, incluindo uma Miss Universo de 1962, e vivia atualmente com Carolyn Pampu Hardin [foto] e teve sete filhos em seus casamentos.
Como todo ser humano não era perfeito, mas conquistou seu espaço no cinema e na TV por um longo tempo.

A última homenagem foi prestada no Memorial Huntington Terrace Clubhouse, Florida St. em Huntington Beach Califórnia em 11 de Agosto 2017. R.I.P. Ty Hardin


 https://ok.ru/video/26647071435
Versão áudio Inglês Disponível 
 https://www.youtube.com/watch?v=m5WpXIy7nIU

07 setembro 2010

ERA UMA VEZ NO OESTE

Após 42 anos de existencia, volta "Em Cartaz" nas salas dos cinemas brasileiros no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília na Mostra de Cinema Western Spaghetti com parcerias do Centro Cultural Banco do Brasil, Instituto de Cultura Italiano do Rio de Janeiro, Instituto Italiano de Cultura de São Paulo e Segunda-feira Produções sob a Produção Executiva e Curadoria de Alexandre Sivolella. Orgulhosamente revivendo momentos memoráveis do cinema em sua sala original de exibição merecidamente.

O Bang Bang Italiana Blogspot presta esta homenagem aos realizadores deste evento.

“C´era una volta il west”
"There Was Once the West - USA"
Produção Itália / Espanha / EUA – 1968
Direção: Sergio Leone (1929-1989)
Duração: 190 min. (Original) 144 min. (Cinema) 159 min.(TV).
Música: Addio a Cheyenne - Ennio Morricone - Start Player N.13 deste Blog
Fotografia: Tonino Delli Colli
Co-Produção Rafran Productions – San Marco (Roma) - Paramount (Hollywood))
Prdutor: Fúlvio Morsella
Roteiro: Sergio Donati
Editor: Nino Baragli
História: Dario Argento – Bernardo Bertolucci e Sergio Leone
Custo: 5 Milhões de dólares
Distribuição no Brasil: Parbr – CIC
Elenco:
Henry Fonda (1905-82)- Frank
Claudia Cardinale (15-04-1938)– Jill McBain
Jason Robards (1922-2000)– Manuel “Cheyene” Gutierrez
Charles Bronson (1921-2003) - Harmonica
Gabriele Ferzetti – Mr. Morton (Barão da Ferrovia)
Paolo Stoppa - Sam
Woody Strode (1914-1994)- Stony – Membro do Bando de Frank (Estação de Trem)
Jack Elam (1920-2003)– Snake –Membro do Bando de Frank (Estação de Trem)
Al Mulock (1926-1968)- Knuckles – Membro do bando de Frank (Estação de Trem)Aldo Berti (Jogando Poker), Spartaco Conversi, Michael Harvey, Antonio Molino Rojo, Benito Stefanelli, Fabio Testi, Frank Braña, Claudio Scarchilli – “Pistoleiros do Bando de Frank”
Keenan Wynn – Xerife de Flagstone
Frank Wolff – Brett McBain
Simonetta Santaniello - Maureen McBain
Enzo Santaniello – Timmy McBain
Marcos Zuanelli - Wobbles
Linonel Stander (1908-1994)- Taverneiro
Luigi Ciavarro – Assistente do Xerife
John Frederick - Jim
Aldo Sambrell (1931-2010), Salvatore Basile – “Pistoleiros de Cheyene”
Claudio Mancini – Irmão de Harmônica
Luana Strode – Índia Squaw
Tullio Palmieri - Carpinteiro
Rentao Pinciroli - Leiloeiro
Riccardo Palacios (1940)- EngenheiroDino Mele – No enforcamento do irmão de Harmônica
Robert Spattord, Bill Crawley – Trabalhadores da Ferrôvia
Francesca Leone e Raffaella Leone – Garotas da Estação de Flagstone
Livio Andronico, Marilu Cartnev, Bruno Corazzari, Paolo Figlia, Stefano Imparato, Frank Leslie, Luigi Magnani, Umberto Morsella, Enrico Morsella, Sandra Salvatori, Conrrado San Martin, Giovanni Ivan Scratuglia e Dino Zamboni.Outra prova de Sergio Leone, o cineasta italiano que conseguiu fazer westerns tão bons quanto aos produtores americanos. Claudia Cardinale é uma prostituta de Nova Orleans que, ao voltar para casa, encontra o marido e filhos massacrados. Alem disso sofre a ameaça dos donos de uma estrada de Ferro que deverá passar pelo local. Com a ajuda de dois pistoleiros (Bronson e Robarts), ela tenta encontrar os assassinos da família.
Violência e humor pra ninguém botar defeito. Segundo Leone este filme é “Um balé da morte” em que todos os personagens sabem no começo, que poderão não chegar vivos até a cena final. Ele tentou capturar o que seria através de uma história bem convencional, a vida na América dos pioneiros na conquista do Oeste. O filme seguinte do diretor Leone, depois da trilogia de Western Spaghetti (Definido por ele) “Por um Punhado de Dólares -1964)”, “Por uns Dólares a Mais -1965” e “Três Homens em Conflito – 1967”. Com um custo total de 5 milhões de dólares, o filme foi rodado no Arizona e Utah nos Estados Unidos, em Guadix na Espanha e nos estúdios de Cinecittà em Roma na Itália. O Canion americano tinha que aparecer em alguma cena para justificar a América. A metragem total é de 190 minutos. A versão original nos Estados Unidos foi de 165 minutos e no Brasil com 144 minutos tendo 46 minutos de corte, e assim o público não conheceu por exemplo a cena do encontro inicial entre Frank e Morton (Gabriele Ferzetti) quando os dois combinam o massacre de Cheyene, bem como diversas passagens desenroladas nas reservas indígenas de Utah. A versão para a TV ficou com 159 minutos.
Como sempre Leone usou toda sua criatividade; Movimentos de câmeras originais (O Travelling como foi criado e batizado por ele) que por exemplo ficou marcado em uma cena de “Traveling Vertical” em que é mostrado a câmera viajando por cima do telhado da Estação de Trem terminando em uma panorâmica da evolução da cidade. As músicas envolventes com muito estilo por Morricone que dispensam comentários.
Leone faz ainda homenagem a atores europeus que atuaram em dezenas de Westerns Spaghetti de pouco sucesso e trouxe alguns deles para se consagrarem neste filme como Aldo Sambrell, Spartaco Conversi, Frank Wolff, Frank Braña, Lionel Stander, Fabio Testi e outros com humilde participação que aparecem nos créditos e ajudaram a fazer deste filme um clássico. Pouca gente sabe mas Leone, com os ensinamentos que aprendeu com John Ford fez um estágio na Biblioteca Nacional de Washington e realizou pesquisas nos arquivos da America Railways (Ferrovia) para se aprimorar nos detalhes.
Violento e realista, personagens sem a mínima moral, o filme traz uma das raras aparições de “Fonda” como o vilão, fascínora e mercenário homenageando o Clássico western de Nicholas Ray, “Johnny Guitar” e Charles Bronson quase sempre em trajes de vilão, surge como um forasteiro amistoso e simpático.Leone disse ter aversão a violência: “Creio que há uma importante lição nos faroestes realistas; quando alguém recebe um tiro, fica realmente coberto de sangue. Não se pode mostrar apenas aquele furinho antiséptico da bala na camisa. E quando é baleado, ele morre. Há portanto alguma coisa que deve apavorar, e eu devo transmitir aos outros o medo que tenho da violência... O western é uma forma de libertação do meu complexo de medo”. Um episódio muito triste foi o suicídio de Al Mulock saltando de uma janela em um hotel local em Guadix. Ironicamente ligado ao pensamento de Leone sobre o medo da morte, saltou para a morte vestindo as roupas que estava usando neste que seria seu último filme.Curiosamente há ainda a participação no roteiro Dario Argento nada mais nada menos do que Bernardo Bertolucci, o favorito ao prêmio Oscar 88 pelo “O último Imperador Da China”. Mesmo prejudicado pela metragem reduzida (que tira o sentido de algumas sequencias e referências de personagens e pelos enquadramentos perdidos na pequena tela da TV), é indispensável para qualquer público. Exibido pela primeira vez na TV (Globo) brasileira em 1985. Um filme mundialmente famoso que orgulhosamente voltou em cartaz no Brasil prestando homenagem a este genero cinematográfico que continua cada vez mais vivo no mundo inteiro.