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24 agosto 2019

Desafiando o Oeste (1968) [Un Buco in Fronte] Subtitle/Legenda Português


Desafiando o Oeste - Brasil
Un Buco in Fronte - Itália
Ein Loch in der Stirn - Alemanha
Quand je Tire, C'est Pour Tuer - França
O Horos ton Epikirygmenon - Grécia
Un Agujero en la Frente - Espanha
Son Kursun - Turquia
Hole in the Forehead - USA
A Hole Between the Eyes - USA


Produção: Itália 25 de Maio de 1968
Direção: Giuseppe Vari (Joseph Warren)
Escrito: Adriano Bolzoni
Duração: 84 minutos
Música: Roberto Pregadio
Fotografia: Amerigo Gengarelli
Edição: Giuseppe Vari
Produção e Arte: Giulia Mafai
Co Produção: Tigielle 33


Dragomir Bojanic-Gidra  (Anthony Ghidra) - Billy Blood
Robert Hundar - General Munguya
Rosy Zichel - Adelita
Gianni Brezza (Jhon Bryan) - Miguel
Giorgio Gargiullo - Tedder
Giuseppe Addobbati (Jhon Mac.Douglas) - Monge Superior
Elsa Janet Waterston - Encarnacion
Gino Marturano - (Luigi Marturano) - Garrincha
Mario Dardanelli (Mario Darnell) - Epifan
Bruno Cattaneo - Murienda
Corinne Fontaine - Placida
Giuseppe Castellano - Monge de barba Vermelha
Amerigo Castrighella -    Membro gangue de Munguya
Enrico Chiappafreddo - Membro de Gangue
Alberigo Donadeo - Capataz
Rocco Lerro - Membro de gangue

A tradução do título ao pé da letra seria "Um buraco entre os olhos ou Um buraco na Testa" é um Western Espaguete e tem muitas boas referências no que diz respeito ao estilo. É sombrio, inclusive o título.

A direção de Giuseppe Vari aqui demonstra a sua experiência com o Western. Anthony Ghidra está um pouco desfocado nessa história e aparece como um pistoleiro contratado anonimamente em vez de um verdadeiro herói dos oprimidos.

Robert Hundar, que interpreta um vilão meio que mexicano, tenta, mas não convence muito, sabendo-se que ele na maioria dos Westerns sempre aparece do lado do bem.


Aqui ele é um bandido que mata implacavelmente homens e mulheres, além de torturar brutalmente seus oponentes e peões chegando ao ponto de até mesmo afogar cruelmente uma garota.

No início de sua carreira, Robert Hundar atuou como um extra, mas nos Westerns italianos conseguiu se destacar em uma freqüente aparição em uma infinidade deles.

Um problema do diretor Vari é que às vezes ele peca em algumas cenas fazendo o filme ficar lento e conseqüentemente com isso enfraquece a ação. Poderia haver muito mais ação, portanto o filme se move em um ritmo um pouco lento. É um filme apenas para estudiosos, entusiastas, afecionados do gênero e seus colecionadores.


Contém ação barulhenta, brigas, tiroteios e violência, mas aceitável e divertido o suficiente para entreter. Dragomir Bojanic-Gidra, nascido na Iugoslávia, apelidado sob o pseudônimo de Anthony Ghidra, que interpretou muitos filmes Europeus, aqui com Claudio Undari, dirigidos por Giuseppe Vari.

É um tradicional Espaghetti com um número elevado de mortes, zooms de câmeras, situações excêntricas e reviravoltas.

Sabendo-se que na Sierra Paolo há um tesouro mexicano escondido a fim de ser redescoberto é necessário a união de três cartas de baralho que juntado-as forma-se um mapa para a localização da fortuna.
Um que possui uma carta é Munguja, um desertor; o segundo é um bandido desocupado conhecido como Murienda e o terceiro é Garrincha um outro fora-da-lei.
Partem então para o Convento de San Juan onde começam os desentendimentos e culminam na cidade de Cerritos, onde a disputa para possuir as três cartas chegam a muitas mortes.



Em meio às disputas, Billy Blood (Anthony Ghidra) é capturado pelo general Munguya (Robert Hundar), mas ele explode usa fortaleza com uma metralhadora fazendo um verdadeiro massacre. Billy Blood ainda arruma tempo para ajudar algumas donzelas mexicanas em perigo contra os bandidos do Munguya.

Nossos dois pistoleiros decidirão a situação em uma disputa final que ocorre no pátio de um mosteiro. Este filme é um faroeste obsceno, cheio de ambição, ganância, vingança e poder em que, Anthony Ghidra, parecia estar no auge de sua forma física e podemos ver isso com ele pulando, saltando, atirando, correndo; além de receber socos violentos e chutes.


“Carne para Abutres” [Unter Geiern] 1964, "Balada para um Pistoleiro” [Balatta Per um Pistolero] 1967, “Django, o Último Matador” [L'ultimo killer] 1967, “Peça Perdaõ a Deus, Nunca a Mim” [Chiedi perdono a Dio... non a me] 1968, Chegou o Tempo de Matar (Tequila Joe) “...E Venne il Tempo di Uccidere” são alguns dos Westerns estrelados por Ghidra.

Sabe-se que Ghidra perdeu um papel em um Western de Franco Nero porque sua altura fazia Franco Nero parecer muito pequeno. Atuou em vários outros gêneros do cinema europeu, interpretando vários papeis. “Desafiando o Oeste” foi rodado em maravilhosas locações em Lazio (Roma).


Uma trilha sonora barroca bem elaborada por Roberto Pregadio que funciona perfeitamente às locações escolhidas, ao roteiro e fortalece a atmosfera da aventura. Emotiva e triste, a trilha sonora é um dos pontos fortes do filme, com muitas harmonias atraentes, principalmente elaborados com a guitarra. Os trompetes e o violão definem o tom adequado para esse Espaghetti.

O filme foi medianamente dirigido por Giuseppe Vari, apelidado sob o pseudônimo Joseph Warren. Vari era um bom profissional, um bom artesão que dirigiu vários filmes de todos os tipos, como: ficção científica, guerreiros urbanos, Guerra. Épicos Romanos [Peplum] entre vários outros. Em 1971 dirigiu “Il Tredicesimo è Sempre Giuda”, em 1967 dirigiu também o Cult “Con Lui Cavalca la Morte”, em 1967 “Um poker Di Pistole” e 1966 “Deguello”. Todos Westerns Espaghettis memoráveis.


Elaborei uma legenda em idioma português para uma versão com áudio 
italiano para uma Editora e que agora foi disponibilizada no Youtube.


 

01 maio 2019

Deserto di Fuoco (1971) Deserto de Fogo [Subtitle/Legenda ptbr.str.] Exclusiva Especial Brasil


Deserto di Fuoco - Itália
Deserto de Fogo - Brasil
Último Reduto-Deserto de Fogo - Brasil
Le Désert de Feu - França
Desert of Fire - USA
Spirit of Death - Alemanha
Kafti Sarka sti Flogismeni Ammo - Grécia
I Flegomeni Erimos - Grécia
Desert of Fire - Filipinas
Melodie des Todes - Alemanha
Dolanie's Melodie-Melodie des Todes - Alemanha


Produção: Itália, 28 de Agosto de 1971
Direção: Renzo Merusi
Escrito: Renzo Merusi e Leandro Lucchetti
Música: Franco Bixio/Roberto Pregadio
Fotografia: Sergio Salvati
Locações: Elios Studios, Roma, Lazio, Itália.
Co Produção: Nuova Films Story
Edição: Maurizio Mangosi
Duração: 85 minutos (TV)
Distribuido no Brasil: VMW Vídeo Ltda


Edwige Fenech - Johanna
George Wang - El Marish
Pietro Martellanza (Peter Martell) - Bill/Hans Fisher
Giuseppe Addobbati - Cyril/John
Zohra Faiza - Nilesh
Carla Mancini - Mulher Cabana com El Marish
Fatma Bentali - Fatma
E com Ettore Marcello


Também lançado no Brasil como o "Último Reduto-Deserto de Fogo" pela VMW Vídeo Ltda em VHS. Este filme é especialmente interessante devido a presença no elenco da bela atriz Edwige Fenech após ter realizado os seus filmes de assassinos maníacos e inescrupulosos, os "Giallo", reaparece. Seus papéis dramáticos são muito bons. Participou também de muitas comédias eróticas inferiores. Seus filmes geralmente de orçamento baratos nos quais ela se esforçou muito para dar o seu melhor.


Aqui, pouco ela mostra de sua exuberância em mais uma produção barata, Edwige interpreta a filha de mãe árabe nativa e de um pai inglês, contrária a sua vontade em viver na África. Este filme é um entretenimento de ação, muito mal executado e a qualidade da única cópia (VHS) disponível têm contribuído para isso e que facilmente é encontrado no Youtube com legendas/subtitles em grego.

A história se desdobra em algum lugar no deserto do Saara, mas filmado na Itália e que consegue passar o calor das areias italianas do deserto ao espectador mesmo assim. Sobre sol escaldante, o ator chinês George Wang que atuou em dezenas de Espaghetti Westerns, desempenha o vilão, "El Marish".

Aqui no papel principal de um saqueador do deserto, que assalta carros pagadores da construção e estradas e carregamento de armas, é atormentado por um fantasma conhecido como "McKar", uma lenda que o tortura constantemente após os seus saques.

Um tesouro escondido no deserto é caçado por muitos pretendentes. Após 4 anos de caçada ao tesouro, um contrabandista de armas sabe que o tesouro é um carregamento de armas contrabandeadas para uma revolução de independência em um país na África e que está desaparecido e tenta junto a um um velho pesquisador inglês estudioso e fixado na região, juntos a encontrá-lo e claro dividindo-se os ganhos.


A ação é bastante fraca, as performances, exceto a de Wang são fracas. Talvez o quesito mais marcante nesse filme seja a música vocal de Franco Bixio com a Orquestra Roberto Pregadio e interpretada por Edda Dell Orso "Deserto di Fuoco/Desert of Fire".

O veterano ator italiano, Renzo Merusi, dirigiu apenas três filmes sendo: um na década de 50, um nos anos 60 e outro em 1971 e mostra sua total inexperiência. O cenário seria deslumbrante se fosse melhor explorado.


Perseguições frenéticas em Jeeps e caminhões blindados, rifles de lentes telescópicas muito usado na época em filmes de espionagem são constante; explosões no deserto e até guitarras são os ingredientes dessa aventura com Peter Martell de cabelos loiros como o contrabandista de armas, e que tem poucas aparições e as mulheres são o destaque por sua sensualidade na década de 70.

Lançado numa época em que havia muito público para este seguimento. Um Cult italiano somente para os mais fanáticos que tem tempo disponível a perder.


Estou disponibilizando uma legenda/subtitles no idioma português do Brasil para que outros fãs de outros países possam fazer o download e traduzi-la para o seu idioma e conhecer um pouco desta história confusa e sem muita inspiração nos desertos da África.

Capa de VHS distribuida no Brasil

Link:
https://www.youtube.com/watch?v=ZikAje672pA&ab_channel=Vintage1970s%26Giallo
  Youtube áudio Inglês

14 maio 2015

Oklahoma John - Brasil [Il Ranch Degli Spietati] Especial Brasil


Oklahoma John - Brasil
Il Ranch Degli Spietati - Itália
Oklahoma Colt - Grécia
O Homem de Oklahoma - Portugal
Alçaklar Affedilmez - Turquia
Ranch of the Ruthless - USA
The Man from Oklahoma - USA
Der Sheriff von Rio Rojo - Alemanha


Produção Espanha, Itália e Alemanha - 11 de Março de 1965
Direção: Jaime Jesús Balcázar e Roberto Bianchi Montero (Robert M. White)
Escrito: Alfonso Balcázar, Helmut Harun e Giuseppe Maggi
Musica: Francesco De Masi  interpretada por Cantori Moderni de Alessandro Alessandroni     
Fotografia: Giuseppe La Torre  
Edição: Rosemarie Laudin
Co Produção: Balcázar Producciones Cinematográficas,
Cinematografica Associati (CI.AS.), International Germania Film


Richard S. Hornbeck (Rick Horn) - Oklahoma Dan/John 
José Calvo (Joseph Calvo) - Rod Edwards
Sabine Bethmann - Georgina White
Giuseppe Addobbati (John McDouglas) - Ken Hogg
Tom Felleghy - (Tom Felleghi) - Watson
Karl-Otto Alberty - (Charles Alberty) - Hondo
George Herzig -  (George Herzig) - Jim Edwards
Carmen Gallen - Proprietária do Saloon
Jesús Puche - Cruck
Remo De Angelis - Michael
Anton Geesink - Xerife
Eduardo Lizarza - (Edward Lewis) - Criado
Leontine May - Senhora Hogg
Fernando Rubio  (Ted Ruby) - Mexicano
Giovanni Ivan Scratuglia - Randy
Juan Torres - Amigo de Michael


Este foi um dos Eurowesterns mais obscuros e enigmáticos da história. É um dos primeiros exemplos do gênero, mas ninguém tinha informações seguras sobre o elenco e havia também um monte de confusão sobre quem roteirizou e dirigiu, e quem esteve estrelando nele.
Alguns pensaram que o ator Rick Horn era holandês, outros pensavam que fosse um campeão olímpico de judô, Anton Geesink. Horn parecia um grande e forte companheiro, mas não grande e forte o suficiente: Geesink pesava 130 quilos em seus tempos áureos e era todo músculo.

O pesquisador Scherpschutter entrou em contato com o escritório do Sr. Geesink e seu filho confirmou que seu pai nunca tinha feito um Eurowestern. Então, quem é esse Rick Horn? Aparentemente é um fisicultor conhecido como Samson Burke, que foi bastante ativo no gênero Peplum [Épico Romano], que ficou de fora da fase Espaghetti Western também.

Geesink tinha feito o personagem bíblico Sansão em outra co produção europeia, e, aparentemente, os nomes se confundiram gerando uma confusão em torno do nome Rick Horn e que agora está esclarecido por sua viúva.

O filme conta uma história bastante básica de um novo xerife que chega para restaurar a lei e a ordem na cidade fronteiriça de Rio Rojo, onde as pessoas são espancadas na rua e homens da lei são mortos em seu escritório. Há também uma subtrama sobre petróleo e envenenamento de gado por um fazendeiro assassinado, oferecendo muito trabalho ao novo xerife, Oklahoma John (Dan para os amigos) além de ser atraído amorosamente, é claro, pela filha do falecido, Georgina White.

Assim, enquanto Dan Oklahoma faz limpeza na cidade, (John para os vilões) também ajuda a pobre moça a descobrir quem matou seu pai anos atrás. Quem é o responsável por todos esses crimes? O rico proprietário de terras, Rod Edwards (José Calvo), seu filho, Jim Edwards, um bêbado e seu amigo e capataz, Hondo, ou o noivo de Georgina White.


Qualquer um que goste de histórias de detetive vai gostar do resultado, mas ainda assim o filme muitas vezes funciona melhor como um thriller do que como um Western, e não seria surpresa se ele originalmente foi concebido para ser um thriller. Enquanto fontes espanholas listam Roberto Bianchi Montero ou Alfonso Balcazar como o único diretor do filme, outras fontes geralmente listam os dois, e é uma Coprodução Espano Ítalo e Alemã inclusive os nomes mencionados dos roteiristas.

Foi lançado na Itália em 1964, mas por algum motivo não liberada até 1965. O tom geral do filme parece sugerir uma produção muito precoce (pré-64, pré-Leone). Sugere-se que o novo xerife é um agente secreto do governo e não espere ver nada de Leone neste aqui.


Há um pouco mais de sangue do que em outros europeus, violência até o final, mas a única parte do filme que sente-se a sensação real do Espaghetti, é na parte final. Será que Pepe Calvo, que está no filme, disse às pessoas sobre como filmar o final de um Espaghetti corretamente após ele ter tido uma experiência com Leone?

O filme parecia ter sido desaparecido por completo, mas pode-se conseguir boas cópias com áudio em Espanhol na internet, não sendo um clássico memorável e ainda assim é surpreendentemente e agradável. Rick Horn com físico de Sansão consegue locomover-se bem e cavalgar muito bem. Pepe Calvo e Tom Felleghy sempre foram muito bons nestes filmes e deram segurança aos outros atores mais novos no neste aqui.

Há indícios de "Rio Bravo" nos personagens da cidade, um bêbado redimido pelo apoio do Xerife, um carcereiro idoso, um gentleman desempenhando papeis talvez paralelos desempenhados por Dean Martin e Walter Brennan no clássico de Howard Hawks.

O domínio da cidade por Rod Edwards lembra também outro clássico americano como "Dodge City" ou "My Darling Clementine". Há um pouco de falta de entusiasmo genuíno, mas alguns elementos, especialmente o Gran Finale Leonesco, foi bem sugerido.

E como curiosidade Dan ou John (ou simplesmente Oklahoma), é também chamado Thomas Hunter em algumas versões. Para os fãs mais fervorosos conferirem e apreciarem mais uma página desta curiosa e fantástica história do Espaghetti Western.

Rick Horn - R.I.P.

05 dezembro 2011

O Dólar Furado - Brasil


“Un Dollaro Bucato”
“Blood for a Silver Dollar – USA ”
Produção: Itália – França 1966
Direção: Giorgio Ferroni (Kelvin Jackson Padget)
Escrito: Giorgio Ferroni e Giorgio Stegani
Fotografia: Antonio Secchi
Produção: Adriática Film, Dorica Films e Explorer Film ‘58
Duração: 92 Minutos
Música: Gianni Ferrio e Fred Bongusto
Distribuição VHS Brasil Cinearte – Omni


Giuliano Gemma (Montgomery Wood) - Gary O'Hara
Ida Galli (Evelyn Stewart) - Judy O'Hara
Pierre Cressoy - (Peter Cross) - McCoy
Giuseppe Addobbati (John Mac Douglas) - Donaldson
Franco Fantasia (Frank Farrel) - Sheriff Anderson
Tullio Altamura (Tor Altmayer) - Peter
Massimo Righi (Max Dean) - Brad
Nazzareno Zamperla (Nicholas St.John) - Phil O'Hara
Benito Stefanelli (Benny Reeves) - James
Franco Lantieri (Frank Liston) - Slim
Gino Marturano (John Martin)
Nello Pazzafini (Peter Surtess)
Bernard Farber (Benny Farber)
Andrea Scotti (Andrew Scott)
Pedro Sanchez - Viajante que socorre Gary pós o tiroteio no Saloon.
Salvatore Borgese (Sal Borgese)
Luigi Tosi e Alfredo Rizzo
Atendendo a centenas de pedidos dos fãs de Giuliano Gemma que chegaram a mim via Contato Blogger, E-mail e Facebook do Brasil e de várias partes do mundo, elaborei um trabalho especial sobre este ator e seu filme de maior sucesso no Brasil; O Dólar Furado.
Segundo Western de Giuliano Gemma e o primeiro Ringo de Duccio Tessari.
Um Espaghetti Western de co-produção Italo-Francêsa, um dos pioneiros e todos os atores com pseudônimos americanos. Gemma ainda com pseudônimo de Montgomery Wood.
O diretor Giorgio Ferroni (Calvin Jackson Padget) aqui em sua estréia no spaghetti com pouca influência de Leone produz um bom melodrama com historia emocionante no seu primeiro dos quatro westerns feitos ele, uma obra-prima dos Spaghetty Westerns já realizados. Um clássico conforme descrito pelo escritor Alberto Moraiva.
Phil O´Hara (Nazzareno Zamperla) e Gary O´Hara (Giuliano Gemma) são dois irmãos oficiais que lutaram pelo exército do Sul e ao terminar e perderem a Guerra Civil Norte-Americana foram ridicularizados com as suas honras de guerra pelos soldados do norte tendo seus revólveres inutilizados por causa dos canos cortados e se separam para voltar as suas vidas de cidadãos normais. Enquanto Phil vai para a fronteira Gary vai à cidade de Yellowstone rever sua esposa Judy O´Hara (Ida Galli) deixando suas economias com ela sugerindo-a para que venda o rancho e encontre-se com ele em alguns meses em Yellowstone.
Partindo em viagem com apenas um dólar de prata para procurar trabalho em Yellowstone, Gary depois de demonstrar suas habilidades como pistoleiro é contratado e convencido pelo banqueiro local “McCoy”, um homem sem escrúpulos para prender um bandido chamado “Black wilde” afirmando-lhe este ser o líder de uma quadrilha que vem interferindo em seus negócios “sujos” na região aterrorizando a cidade.
Dentro do Saloon no momento da execução, Gary reconhece o homem que na verdade é seu irmão Phil alvejado pelas costas.
Após a morte de Phil, Gary é morto pelos homens de McCoy como ele planejara, porém é salvo pelo dólar de estimação que carregava em seu bolso impedindo que a bala o atingisse mortalmente no coração. Muitas surpresas e reviravoltas em um enredo eletrizante.
Foi grande o sucesso no Brasil inclusive com ajuda da música tema.
Apesar da pobreza na realização e na qualidade das cores borradas da cópia disponível no Brasil, este sempre será um filme memorável.
Carregado por um casal de camponeses e após sua recuperação, Gary retorna a Yellowstone para começar sua vingança, porém torna-se difícil após sua mulher Judy tornar-se refém de McCoy.
O xerife revoltado por ter participado do plano sem saber, rebela-se também contra McCoy e junto com Gary preparam o plano para eliminar todos os bandidos para trazer a paz na cidade e Gary reiniciar uma nova vida com Judy.
Gary surge repentinamente e aparentemente como a um fantasma, usando uma lanterna nas escuras executando suas vítimas uma a uma causando pânico entre os envolvidos nos crimes. Será levado para o duelo final com o cavalheiro que ameaçou sua vida e sua esposa ao instalar-se em Yellowstone.
Ele acaba entregando sua arma rendendo-se a McCoy, mas Gary com a lanterna na mão parece ser mesmo um fantasma e balas disparadas parecem passar por entre ele mas é na verdade a arma com o cano cortado que dificulta atingir o alvo.
A arma que no início tem seu cano cortado e serviu para humilhá-lo tem afinal sua finalidade precisa a seu favor.
O senhor todo poderoso do local acaba nas mãos dos cidadãos de Yellowstone e a vingança é passada a limpo.
Pierre Gressoy como McCoy e Nello Pazzafini sempre bem em seus personagens.
O diretor na época conseguiu mesmo fazer o público sentir o gosto do sal que foi colocado na boca de Gary O´Hara em um dos fortes momentos do filme quando era torturado por bandidos. Mais um bom clássico dirigido por Giorgio Ferroni sempre convincente nas coreografias de lutas e tiroteios.
Outra grande interpretação de Giuliano Gemma, em um Ringo um pouco mais sério do que os Ringos de Tessari.
Elenco e personagens que seriam conhecidos em outros vários Spaghettis com a mesma receita de trama e ação.
Ida Galli (Evelyn Stewart) sempre bela com seu rosto de mocinha indefesa que consegue fazer qualquer mocinho se vingar do bandido que a molestou.
A película original não teve um material de boa qualidade e muitas imperfeições de cores e a ma qualidade da iluminação prejudicaram um pouco o resultado, mas nada que não deixe de colocar este entre um dos mais cultuados Westers Europeu.
O filme foi exibido pela última vez na TV Brasileira (Bandeirantes) em 28 de Abril de 1988.
Foi exibido na Seção Bang Bang à Italiana da TV Record em 12 de Agosto de 1985 e em 28 de Janeiro de 1982.
Lembro-me que na semana que este filme estreou na TV (Rede Globo) nos anos 70, o sucesso foi tanto que ela teve que reprisá-lo na semana seguinte. No cinema também teve uma presença um tanto que tímido no lançamento e viria ganhar fama mesmo na TV.
Música soberba dirigida por Gianni Ferrio, que compôs um tema principal de grande impacto com “One Silver Dollar” ou “Un Dollaro Buccato” e outra versão vocal "The man...the Story" interpretada por Fred Bongusto na versão em italiano com o título de "Se tu non fossi bella come sei” (Se você não fosse tão bonita como você é).
Com uma trilha sonora instrumental com o famoso título (O dólar Furado) foi tão marcante que chegou a entrar nas paradas de sucesso do Rádio Brasileiro, disputando os primeiros lugares com Elton John e outros artistas de sucesso na época.
A música na versão vocal não pegou forte no Brasil na época do lançamento do filme e agora consegui encontrá-la e disponibilizá-la aqui para os colecionadores e apaixonados por este filme.
Grandiosa também a animação de início do filme produzido por Roberto Gavioli com desing de Adelchi Gallone que deram vida a uma série de outras animações coloridas dos prólogos do Western Spaghetti.
Gianni Ferrio está presente também em “Bastardos Inglorius” (2009) de Quentin Tarantino o qual o diretor lhe presta uma homenagem.
Estamos aguardando as notícias das filmagens de “Shuna, a Lenda” filme de ação com participações de Enzo G. Castellari e rumores da presença também de Giuliano Gemma. Segundo informações só será concluído em 2012. Com locações em Abruzo na Itália com orçamento aproximado em $E 500.000.

Link Disponível na Web:
https://mega.co.nz/#!xVQmWAzB!SJXDcC4PyFnGSS5ueJ2P-Qkw5GYt4VdG9c_UR3jj9IA 
Áudio Português Brasil

21 junho 2010

TEMPO DE MASSACRE


“Le Colt Cantarono la morte e fu...Tempo di Massacro”
“Massacre Time - USA”
Produção Itália 1966
Locações: Elios Studios - Roma - Lazio
Direção: Lucio Fulci
Música: Lallo Gori (Coriolano Gori)
Interpretada por Sergio Endrigo “Man Alone”
Fotografia: Riccardo Pallottini
História: Fernando Di Leo
Duração: 95 min
Produtora: I.F. Produzioni Cinematografiche
Distribuição no Brasil: Cinearte - Century Vídeo

Franco Nero – Tom Corbett
George Hilton – Jeffrey Corbett
Linda Sini (Lynn Shane) – Brady
Giuseppe Addobbati (John MacDouglas) – Sr. Scott
Nino Castelnuovo – Jason “Juinor” Scott
Tom Felleghy – Murray
Rina Franchetti – Mercedes
Tchang Yu – Chinês atirador de dardos
Aysanoa Runachagua – Sonko
Roberto Alessandri – Capanga de Scott
Gino Barbacane – Capanga de Scott (roupa branca)
John Bartha – Carradine
Salvatore Borghese (Sal Borghese) – Capanga de Scott
Franco Cobianchi – Barman
Mario dionisi – Filho do fazendeiro
Franco Gulà - Velho Fazendeiro
Enrico Pagano - Barman
Romano Puppo - Capanga de Scott
Attilio Severini - Capanga de Scott e Franco Morici

Western Spaghetti violento que conta a história do pistoleiro Tom Corbett (Franco Nero) que após viver um ano em paz, tem que retornar para suas terras de origem com urgência a pedido de um amigo (Carradine). Ao chegar encontra seu rancho e suas terras dominadas pela família dos Scott.
Ao tirar satisfações com os Scott, um deles “Junior” (Nino Castelnuovo – esplendido neste papel) em represália, ataca sua modesta casa e mata sua mãe, porém seu irmão alcoólatra “Jeffrey Slim” (George Hilton) conta-lhe que o velho Tuckson Scott é seu pai. Corbett tenta então recuperar o que lhe pertence tendo que acertar contas com Junior, seu irmão adotivo que tem muita habilidade com o chicote, muitos capangas para lhe proteger e vive torturando os fazendeiros fazendo-os de presas para caçá-los com cães pela região. Uma boa atuação da dupla Franco Nero e George Hilton em seus papéis.
Cenas interessantes como a luta no Saloon na qual Tom Corbett é ajudado secretamente por um chinês atirador de dardos com uma sarabatana (Tchang Yu). A música de Lallo Gori é marcante no filme e fez muito sucesso na época. O filme teve grande sucesso de público em 1966 sendo comercializado na Europa como Django II (uma espécie de sequência de Django). Com a direção de Lucio Fulci em seu primeiro dos três westerns produzidos; Depois Viriam "Os 4 do Apocalipse" (I Quattro dell´Apocalisse - 1975) & "Sela de Prata" (Sella D’argento - 1978) ambos também na mesma linha de violência sendo o primeiro com Tomas Miliam e depois com Giuliano Gemma nos papeis principais audacioamente já no final de década de 70 onde o Western já estava extinto.
Este com a ajuda da boa história de Fernando Di Leo e a colaboração de Giovanni Fago como seu assistente de direção, registrou mesmo até um tímido “Retorno de Django” feito no mesmo ano por Sergio Corbucci, mas Fulci não quis roubar o nome do personagem de Corbucci. Só pegou o casaco de Clint Eastwood e vestiu Franco Nero. Não é de se estranhar a violência demasiada neste primeiro Grande Western de Fulci pois ele viria se tornar um mestre do Horror Italiano futuramente. Depois de tanta violência o fim é chegado com uma pomba branca voando deixando a mensagem de que a paz retornara para todos.