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10 junho 2016

A Morte de Marina Malfatti - Especial Brasil

Morreu em 08 de Junho de 2016 em Roma aos 83 anos de idade a atriz Marina Malfatti, Nascida em 25 de abril de 1933 em Florença, Itália, foi outra grande amada atriz do cinema e do teatro europeu.

Grande intérprete e protagonista dos anos dourados do cinema italiano, casou-se com o embaixador Umberto La Rocca e, no entanto não tiveram filhos.

Foi descoberta por Arnoldo Foa, e iniciou no cinema em 1959 em "Camareiras Indiscretas”.

A atriz encontrava-se a algum tempo debilitada e foi internada no Hospital Roman Sant'Andrea, mas nenhuma declaração oficial sobre as causas da morte fora divulgadas até então.

Deixou em sua carreira a sua contribuição ao cinema italiano que permanecerá como patrimônio nacional. 

A tela grande nos fará lembrar da atriz em vários papéis, quase todos unidos por um determinado "terrordemoníaco" como em "La notte che Evelyn uscì dalla tomba (1971)",  Felizes Para Sempre (1967), Sete Orquídeas Manchadas de Sangue (1972) "Sette orchidee macchiate di rosso", La dama rossa uccide sette volte "A Dama de Vermelho Mata Sete Vezes"(1972),Un fiocco nero per Deborah (1974) entre outros clássicos do Eurocine, alguns ainda inéditos no Brasil.


Uma estrela e intérprete altamente aclamada no cinema e no teatro, um rosto atraente e que sempre será lembrada por suas caracterizações principalmente no escuro do cinema por gerações.

Será sempre nostálgica por se lembrar que Marina Malfatti morrera aos 83. Deixou também sua contribuição no Espaghetti Western, alguns filmes de baixo orçamento mas com suas atuações soberbas apesar da precariedade de roteiros e histórias à altura ao seu talento.


Um dos Westerns que destaco é em "Una pistola per cento croci!" ainda com pseudônimo de Marina Mulligan, em que usou por muitos filmes, interpreta a jovem Jessica Dublin e o filme atinge o seu clímax quando ela enfrenta a sua oponente a atriz Monica Miguel, que interpreta Jenny, a líder de uma gangue de bandidos em um exótico duelo de chicotes inesquecível no gênero.

Il figlio di Zorro "O Filho de Zorro" (1974), Il ritorno di Clint il solitário (1972), "O Retorno de Clit" com direção de Alfonso Balcázar e Era Sam Wallash...lo chiamavano 'E così sia'! (1971) "Um Pistoleiro Mais Violento que Ringo" com direção de Demofilo Fidani com Robert Woods e Simone Blondell.

Marina Malfatti Espaghetti Western Filmografia 

Sartana - Uma Pistola e 100 Cruzes (1971) “Una pistola per cento croci!” Jessica Dublin
Trinity... Alguém Te Espera (1972) “Il ritorno di Clint il solitário” Norma Harrison
O Pistoleiro Mais Violento que ringo (1971) “Era Sam Wallash!... lo chiamavano... E Così Sai” Marge
O Matador Negro (1971) “Black Killer” Sarah Collins
O filho do Zorro (1974) “Il figlio di Zorro” Mathilda


Marina Malfatti Filmografia Completa

1996 A rischio d’amore (TV )
1992 Un posto freddo in fondo al cuore (TV )
1991 La signora Morlì, una e due (TV )
1988 Silvia è sola (TV )
1985 Teresa Raquin (TV mini-series)
1981 Anna Kuliscioff (TV mini-serie)
1979 Racconti di fantascienza (TV )
1978 Il prigioniero (TV )
1977 Il Fauno di marmo (TV mini-serie)
1977 L’ultimo aereo per Venezia (TV mini-serie)
1976 Per amore o per forza
1976 Lezioni di violoncello con toccata e fuga
1974 Malombra (TV )
1974 Un fiocco nero per Deborah
1974 Il venditore di palloncini
1973 Il figlio di Zorro
1973 Il prato macchiato di rosso
1973 Il clan del quartiere latino
1972-1973 Alexander Zwo (TV )
1973 La notte dell’ultimo giorno
1972 Il ritorno di Clint il solitario
1972 La dama rossa uccide sette volte
1972 Il decameron No. 3 – Le più belle donne del Boccaccio
1972 Tutti i colori del buio
1972 Sette orchidee macciate di sangue
1972 Testa in giù, gambe in aria
1971 Black Killer
1971 La notte che Evelyn uscì dalla tomba
1971 Una pistola per cento croci!
1971 In fondo alla piscina
1971 Doppio gioco (TV)
1971 Era Sam Wallash… lo chiamavano ‘Così Sia’
1969 I dannati della terra
1969 Dal tuo al mio (TV )
1968 Sherlock Holmes (TV mini-series)
1968 Più tardi Claire, più tardi…
1967 C’era una volta…
1967 Pronto… c’è una certa Giuliana per te
1966 Le inchieste del commissario Maigret (TV series)
1966 Io, io, io… e gli altri
1965 Una bella grinta
1963 I fuorilegge del matrimonio
1962 Un uomo da bruciare
1960 Une fille pour l’été
1959 Le cameriere

01 julho 2015

Os Dois Violentos [I Due Violent]



Dois Homens Violentos - Brasil
Os Dois Violentos - Brasil
I Due Violent - Itália
Two Violent Men - USA
Los Rurales de Texas - Espanha

Produção: Itália e Espanha  Produzido em 1964 e lançado em 23 de Abril de 1965
Direção: Primo Zeglio (Anthony Greedy)
Duração: 91 minutos
Música: Francesco De Masi
Fotografia: Franco Villa
Montagem: Enzo Alabiso
História: Jesus Navarro,
Marcello Fondato e Primo Zeglio
Produção: Alberto Grimaldi e Norberto Soliño - A Pea- Roma - Arturo Gonzales Productions.

Alan Scott - Cassidy
George Martin - Bob (Robert) Logan
Susy Andersen - Mary Sheridan
María Badmajew (Mary A. Badmayev) - Ann Kenny Mike Brendel - Hang
Paola Barbara - (Pauline Baards) - Mãe de Ann Andrea Scotti (Andrew Scott) - Bando de Barnes José Jaspe - Mortimer
Silvia Solar - Linda Ranson
Luis Induni - Barnes
Frank Braña (Francisco Braña) - Perkins
Aldo Sambrell - Bando de Barnes
José Nieto - Prefeito
Antonio Molino Rojo - Bando de Barnes
Agustín Bescos - Cidadão
Alfonso de la Vega - Bando de Barnes
Ignacio de Paúl - Amos Ranson
Francisco Diaz Puente - Barman
Antonio Gandía - Kirby
Cris Huerta - Burt Ranson
Luis de Luque - Pat Sheridan
Ángel Menéndez - Xerife
e com Jorge Ochando e Luis Vilar.

O sargento dos Texas Rrangers “Robert Logan” é encarregado de capturar um amigo seu chamado “Cassidy”. Este acusado injustamente de homicídio.

Confinado por Logan, consegue fugir a fim de tentar achar provas para provar a sua inocência.

Logan decide investigar uma quadrilha de bandidos que vem cometendo crimes na região e é capturado pelo bando.
É salvo da morte por Cassidy e juntos partem para eliminar o bando.

Após muitas reviravoltas, Cassidy consegue exasutivamente com a ajuda do amigo, provar sua inocência.
O filme é rico em ação, interessante ritmo apesar da trama ser um pouco fraca.

Uma aventura, que conta como dois personagens principais sendo de um lado, o xerife e encarregado da moralização local e do outro bandido canastrão e brincalhão.

Infelizmente, parecem terem sido projetados mais para o verdadeiro Texas da dupla John Wayne e Kirk Douglas, especialmente o musculoso Alan Scott como pistoleiro e George Martin já bem mais à vontade e costumado a este gênero.

Primo Zeglio é um diretor sólido que parece ter empregado meios adequados e esforçadamente consideráveis para esta produção de baixo orçamento conseguindo boa atmosfera em ação, suspensa, violência, vinganças e reviravoltas e também com boa dose de humor.

Com boa música de Francesco De Masi, o espírito da encenação e claro, tudo isso em um estilo Oeste Americanizado de 1964 resulta neste médio Espaghetti.

Sendo filmado em locações de Las Rozas, Manzanares, Navacerrada, Fraga Huesca.
Comenar Viejo, Madrid, nos proporciona boas paisagens texanas.

Exibidos na série Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil duas vezes em: 23 de Julho de 1986 e 12 de Dezembro de 1987.

Infelizmente esta é a única cópia em circulação no Brasil mas ainda assim merecidamente aguardamos o surgimento de uma cópia remasterizada com áudio em outros idiomas com legendas. 

Interessante rever George Martin e lembrar de suas grandes atuações em "Uma Pistola para Ringo", "O Retorno de Ringo", e que nas mãos do diretor e produtor Alfonso Balcazar, atuou em "Clint o Estranho", "O Retorno do Clint", "Oeste Nevada Joe", "Thompson 1880" e "Pelo Prazer de Matar".
  
Trailer

27 janeiro 2011

15 Forcas Para os Assassinos


“Quindici Forche Per Un Assassino"
“The Dirty Fifteen - USA”

Produção Itália/Espanha 1968
Direção: Nunzio Malasomma
Música: Francesco De Masi
“Will you be mine” Cantada por Ettore "Raoul" Lovecchio
Duração: 105 minutos
Fotografia: Stelvio Massi
Escrito: Mario Di Nardo e José Luis Bayonas
Co-Produção Film Eos – Roma e Centauro - Madrid

Craig Hill – Steve-Billy Mack - Sandy
Susy Andersen – Barbara Ferguson
George Martin – Capitão – Cassel
Tomás Blanco – Clark Benett
Eleonora Brown – Liz Cook
Álvaro de Luna – Parceiro de Sandy
José Terron – Condutor de Carroça
Andrea Bosic – Reverendo Andrew Ferguson
Aldo Sambrell – Lenny / Bud Lee
Ricardo Palácios – Barman – Juan
José Manuel Martin- Beny
Margarita Lozano – Viúva Cook
Aldo Berti, Frank Braña, Antonio Casas, Antonio Moreno, Giovanni Ivan Scratuglia, Umberto Raho (Umy Raho), Luis Durán, Maria Montez, Laura Redi, Enrique Santiago e Howard Ross.

Acusado injustamente de assassinato de uma família de três mulheres, em um rancho após roubo de cavalos, os bandos de Bill e Cassel (dois bandos rivais) são caçados pelo xerife e os populares da cidade desejando fazer justiça com as próprias mãos sem terem mesmo a certeza de que são os verdadeiros assassinos.
Billy Mack (Craig Hill) e Cassel (George Martin) liderando os dois bandos refugiam-se no Forte Tortuga na fronteira mexicana onde conseguem provisões para temporariamente esconderem-se. São encontrados pelo bando do xerife e são feitos reféns no Forte e aos poucos capturados e enforcados nas proximidades do Forte um-a-um; Da-se aí o nome “15 Forcas para os Assassinos”.
Por intermédio de duas testemunhas, uma delas o Sr. Clark Benett conseguem encontrar o verdadeiro assassino das mulheres e como não poderia de ser, Aldo Sambrell mais uma vez paga a conta. Uma trama bem armada por Mario Di Nardo e José Luis Bayonas que faz o espectador se ligar o tempo todo na tela. As paisagens de Almeria neste filme estão em destaque nas perseguições a cavalo.
Algumas falhas poderiam ter sido evitadas como por exemplo; Um pistoleiro de Bill disfarçado de peon mexicano sentado em uma pedra solitário no meio do deserto dando informações ao bando do xerife para onde os assassinos teriam seguido caminho; Mas isto é que faz do Spaghetti Western diferente.
Alguns cortes de edição bruscos também são sentidos como de costume mas ficam bem originais e não se perde a ação.
Craig Hill tinha mesmo sua característica de atuar com aquela mesma cara de cínico de sempre em que às vezes você não sabe realmente de que lado que ele está.
Descobrindo-se o verdadeiro assassino e após o enforcamento de alguns pistoleiros “inocentes” tendo em vista que eram ladrões de cavalos, sobram ainda 10.000 dólares de recompensa para os dois "mocinhos" nesta ação.
É um filme muito bom, mesmo não se tendo notícias de uma cópia boa no Brasil. É um filme que mereceria uma ressurreição à altura em uma nova edição. Um elenco muito bom para os quesitos da época e que se tornou mais um Cult no Brasil.
Uma música inconfundivelmente interpretada por Raoul em que sobe a tonalidade em um tom de voz no meio do segundo verso, (I want to spend my life, my life with you) dando um show de domínio vocal raramente visto nas músicas de hoje. Uma guitarra acústica natural de Alessandroni em que ela parece estar convidando Raoul pra cantar. Aqui você pode ouvi-la e conhecer a Letra Original do filme inédita.
Exibido em Bang Bang à Italiana da TV Record no Brasil em 21 de Janeiro de1982.
É continuamente procurado pelos fãs e meu amigo Clovis Arruda, um dos maiores batalhadores na recuperação e restauração destes filmes no Brasil http://sospaghettiwestern.com/ está batalhando um DVD deste filme com nova autoração. Estaremos aguardando anciosos Amico....

28 julho 2010

O RETORNO DE RINGO

Giuliano Gemma aos 72 anos com sua segunda esposa.

“IL RITORNO DI RINGO”
“THE RETURN OF RINGO”
“BLOOD AT SUNDOWN - USA”

Produção Itália / Espanha 1966
Direção: Duccio Tessari
Música: Ennio Morricone, conduzida por Bruno Nicolai
Interpretada por Maurizio Graf
Duração: 95 min.
Fotografia: Francisco Marín
História: Duccio Tessari, Fernando di Leo e Alfonso Balcázar
Assistente de Diretor: Fernando di Leo
Estúdidos: P. C. Balcázar/Barcelona
Lançado pela Ocean Pictures no Brasil
Giuliano Gemma (Montgomery Wood) - Capitão Montgomery Brown
Fernando Sancho - Esteban Fuentes
Lorella de Luca (Hally Hammond) - Helen Brown/Hallu Fitzgerald
Nieves Navarro - Rosita
Antonio Casas - Xerife Carson
Manuel Muñiz (Pajarito) - Hipoméia/Morning Glory
George Martin - Paco Fuentes
Mónica Sugranes - Elizabeth Brown
Víctor Bayo - Jeremiah Pitt (Taberneiro)
Tunet Vila - Mimbreno (Médico Apache)
Juan Torres - Mimbres (Barman)
Jose Halufi - Gravedigging bandido
Fernando di Leo

No fim da Guerra de Secessão, Montgomery Brown, conhecido como Ringo, ex-capitão sulista volta para casa e encontra sua terra ocupada e sua família vítimas de bandidos mexicanos. Para piorar a situação descobre-se ouro no local.
Em “O Retorno de Ringo”, Ducci Tessari inspirado claramente na Ópera “Omero” consegue outro grande sucesso em sua odisséia fazendo a continuação à altura do primeiro episódio. Neste podemos já notar claramente o deserto árido do oeste spaghetti com a tradicional poeira e o fêno rolando pelas planícies e pela cidade de Ninbrace. Bem mais barroco do que “Uma pistola para Ringo” neste percebe-se logo na primeira cena que Giuliano Gemma está bem sujo e já está tomando um drink e não é mais aquele Ringo que mata por dinheiro, mas neste é por justiça pessoal e por valores muito acima do social; o emocional e o sentimental.


Tessari começava a se desgarrar definitivamente dos Épicos Romanos e Capa e espada que tanto dirigiu. Uma história emocionante e envolvente. Antonio Casas neste como xerife Carson está melhor ainda do que no primeiro assim como Nieves Navarro com sua beleza latino-espano aqui cantando e dançando e a atuação de “Lorella de Luca” divina como ex-mulher de Gemma.
Neste que já é também bem mais melancólico e sombrío, utilizou-se praticamente quase todo o elenco do anterior, pois a receita era simples; “em time que está ganhando não se mexe”. Mas pode-se notar que todos os personagens do primeiro exercem papéis diferentes nesta continuação. Escolhido por Tessari para desempenhar Ringo, Giuliano Gemma nunca faria idéia de que seria tão desejado pelas garotas do mundo inteiro nas década de 60 tendo sua popularidade sido comparada a dos Beatles. Realmente foi uma década de surgimento de grandes ídolos que se tornariam mitos. Assim como John Garko para “Sartana” Giuliano Gemma sempre será o Ringo oficial original.
As lutas mano-a-mano são um dos pontos fortes do filme, coisa que os italianos sempre fizeram melhor que os americanos e temos como um bom exemplo as lutas acrobáticas de Trinity e Bambino.

Lorella de Luca (Hally Hammond) aos 70 anos

Neste filme Giuliano Gemma teve sua cicatriz no rosto reforçada pela maquiagem disfarçando-a como um ferimento real ficando muito melhor nos close-ups, aqui mais explorados. O diretor sabia que ele carregaria esta cicatriz para todas as telas do mundo antecipando sua imagem com ela em outros vários filmes. O que ninguém sabia é que aos, 12 anos de idade quando brincava com os amigos em uma área rural na cidade de Réggio Emília na Itália, achou uma granada aparentemente desativada e ignorando o perigo, começo a brincar e ela explodiu em suas mãos e esta foi a causa da existência da cicatriz em seu rosto e por pouco hoje não teriamos o nosso Ringo.

Manuel Muñis (Pajarito), Giuliano Gemma, Hally Hammond e Tunet Vila

Neste segundo filme a trilha sonora é enorme, mas de todas elas a inesquecível mesmo acho que é a música tema do filme. Tudo neste filme é melhor que o primeiro. A história, a fotografia com ângulos mais bem elaborados com a mão de Fernando di Leo e Francisco Marín, a edição melhor planejada, as paisagens desérticas de Almería foram mais destacadas, um maior colorido nas roupas, e Morricone inovando sempre convidando pela segunda vez o cantor Maurizio Graf para interpretar a música tema assim como em “Uma Pistola para Ringo” que revelou a sua inesquecível e inconfundível voz.
Não é um filme perfeito, mas suas imperfeições e a falta de recurso aumenta o encanto do filme para o fã. Exibido na Brasil também com o título de “Ringo não discute... Mata!”. Recomendado a todos que gostam de uma boa e inocente aventura cult.

O ator Giuliano Gemma e esposa chegam para assistir à Kineo Diamanti al Cinema Award no Hotel Des Baines, durante o 65o Festival de Veneza em 31 de agosto de 2008 na Itália onde houve tambem um tributo a Sergio Leone exibindo vários westerns remasterizados com tecnologia de última geração.

22 julho 2010

UMA PISTOLA PARA RINGO


“UNA PISTOLA PER RINGO”
“A GUN FOR RINGO - USA”

Produção: 1965 Itália / Espanha
Direção: Duccio Tessari
Música: “Angel Face” de Ennio Morricone
Conduzida sob a direção de Bruno Nicolai
Interpretada por Maurizio Graf
Duração: 97 min.
Fotografia: Francisco Marin
História: Duccio Tessari e Alfonso Balcázar
Estúdios de Almería – Andalucía – Espanha
Co-Produção: Mediterranee (Roma) e Barcelona Films
Distribuição no Brasil: Ocean Pictures

Giuliano Gemma (Montgomery Wood) - Ringo
Fernando Sancho - Sancho
Hally Hammond (Lorella de Lucca) - Ruby
Nieves Navarro (Susan Scott) - Dolores
George Martin – Xerife Ben
Antonio Casas – Major Clyde
José Manuel Martin - Pedro
Tunet Vila – Índio
Monica Sugranes, Victor Bayo,
Juan Torres - Henry (bancário)
Manuel Muñis - Pajarito
Juan Cazalilla – Sr. Jinkenson – Dir. Banco
Pablito Alonso – Chico
Nazzareno Zamperla – Membro do Bando de Sancho
Francisco Sanz (Paco Sanz) – Coronel
Jose Halufi – Membro do bando de Sancho
Murriz Bramdarriz – Prefeito TIM
Franco Pesce – Quemada - Carregador
Duccio Tessari - Bandido


Os Spaghetti Westerns de Duccio Tessari foram superiores à média das produções italianas do gênero pelo olhar bem-humorado que o diretor costumava lançar sobre as convenções do gênero. Isso não basta para elevá-lo ao plano de um Sérgio Leone, mas aqui em seu primeiro western garante hora e meia de movimentada diversão.
O jovem Ringo “Cara de Anjo” (Gemma), - o ator do melhor filme de Tessari “Os filhos do Trovão” é um incrível pistoleiro do Texas que atendendo ao pedido do xerife local “Ben” (George Martin) em ajudar a salvar uma família de aristocratas das mãos de uma quadrilha de bandidos mexicanos lideradas por “Sancho” (Fernando Sancho), que invadem sua fazenda após um assalto ao banco da pequena cidade.
A história se passa na fronteira entre México e EUA a qual o xerife fica entre ela aguardando a ação de Ringo o qual sem sua interferência e infiltração no bando não teria chances de vencer os bandidos e libertar o major “Clyde” (Antonio Casas) e sua adorável filha “Ruby” (Hally Hammond) noiva do xerife. Para isso o cínico, anti-herói e oportunista Ringo negocia a quantia de 30 por cento do dinheiro roubado para libertar os reféns.


Ringo contra os Bensons e Duccio Tessari observando o duelo

O sucesso deste filme se deu no mesmo ano em que (Por um punhado de dólares – A Fistful of Dollars) havia sido lançado. Tessari aproveitou o embalo já conhecendo o trabalho de Leone.
Atuações memoráveis como a de Nieves Navarro sempre linda casada com o co-produtor deste filme ”Luciano Ercoli”. Os papéis de Gemma e Sancho convincentes com um diálogo descontraído e divertido com frases clássicas de Ringo como; “Deus criou os homens iguais, foi o revólver que os fez diferentes”.
Ringo é um pistoleiro limpo e não é alcoólatra, prefere tomar leite talvez por isso o apelido “Cara de Anjo” e Sancho (Fernando Sancho) que atuou em mais de 230 filmes e só em Westerns foram 35) entretanto sempre cruel querendo neste aqui assassinar um refém ao nascer e outro ao pôr-do-sol. Uma das situações irônicas do filme é que logo no início, Ringo que havia sido acusado de matar um dos irmãos Benson mas fora inocentado das acusações de assassinato, é procurado por eles para executarem a vingança por conta própria e encontram-no jogando amarelinha (scoth-hop) com um grupo de crianças em uma vila mexicana aparentando ser um “anjinho” mas Ringo não respeita nem as crianças que presenciam executar os irmãos Benson com tiros certeiros, mostrando a elas que a violência é um “mal necessário”.
Um grande sucesso. Este filme que foi um pioneiro do Western Spaghetti no Brasil. Um dos faroestes mais cultuados no Japão.

 Scaner de foto original de um original de época no Brasil.

12 julho 2010

PELO PRAZER DE MATAR


“Per Il Gusto di Uccidere”
“Taste of Killing - USA”
“Lanky Fellow - Der Einsame Râcher - Alemanha”

Produção Itália/Espanha 1966
Locação: Tabernas, Almeria, Andalucia/Espanha
Direção: Tonino Valerii
Música: Nico Fidenco “Il Gusto di Uccidere”
Interpretada por Nico Fidenco e
“Yankee Fellow” Composta por Giuseppe Cassia
E performance de John Ireson & Wayne Parham “The Wilder Brothers”.
Direção Musical: Willy Brezza
Duração: 94 min
Fotografia: Stelvio Massi
História: Victor Auz (Castro) e Tonino Valerii
Co - produção:Hercules Cinematográfica (Roma) e Montan films (Madrid)












TONINO VALERII - DIRETOR

Elenco
Craig Hill - Hank “Lanky” Fellows
George Martin - Gus Kennebeck
Fernando Sancho - Sanchez
Peter Carter (Piero Lulli) - Collins
Diana Martin – Molly/Peggy Kennebeck
Frank Ressel - Arons - Haranz
Rada Rassimov - Isabelle/Isabel
Virginio Gazzolo - Coronel Jefferson (espelho)
George Wang - Mingo
José Marco - John (Jhonny) Kennebeck
Lorenzo Robledo - Xerife
Sancho Gracia – Bill Kilpatrick (pistoleiro do saloon)
José Canalejas – Peter (Tenente Disfarçado)
José Manuel Martin - Rodrigo
Dario de Grassi – Isaque
Manuel Bermudez – Wally
Franco Pesce (Graham Sooty) e Francisco (Frank)Braña


Lanky Fellow (Graig Hill) é um caça-recompensas que ao contrário de seus colegas pensa que não se deve perseguir bandidos, e sim apenas comboios transportando dinheiro de um banco para outro a espera de homens que os atacam para tomar posse dos bens transportados. Nesse ponto, entra em ação eliminando todos os bandidos com sua Carabina (Winchester 44 mm 1873 com anel selador de reforço no cano equipada com mira de visor telescópica adaptada para o filme), resgatando o dinheiro e devolvendo ao respectivo banco roubado recebendo uma percentagem pelo trabalho.
Em uma destas ações, Lanky chega a cidade de Omaha para devolver o ouro que os bandidos tinham roubado a pouco tempo de um vagão blindado.

Winchester 1873 de repetição original usada por Lanky Fellow

Aqui Collins, um rico proprietário de Minas propõe a Lanky que aceita investir os US$ 10.000 que acabara de ganhar para assegurar um depósito de ouro, mas se o banco for atacado e roubado por bandidos, Lanky perderá os seus US$ 10.000, caso contrário, o valor deverá duplicar. Quando os bandidos chegam a omaka para se apossar do ouro. Entram na câmara blindada e não encontram nada para roubar. Está armada a confusão. Todos querem saber onde está o ouro, mas não é só pelo dinheiro que Lanky aceitou o emprego, mas também porque o líder dos bandidos é Gus Kennebeck, o homem que matou o seu irmão.

As 3 vítimas da mira de Lanky



Fernando Sancho e José Manuel Martín

O que pode se dizer deste filme, basta prestar atenção na direção e entende-se que é um belo filme, inclusive que revelou Graig Hill à fama. Tonino Valerri que já havia trabalhado com Sergio Leone como segundo assistente do diretor em “Por uns dólares a mais - 1965” agora juntamente com o roteirista Victor Auz esboçaram uma história incomum, envolvente e cruel (lembrando um pouco Sabata). Valerii faria em seguida “O Dia da Ira - 1967” e a consagração em 1973 com “Meu nome é ninguém – com Terence Hill e Henry Fonda”.
Aqui o personagem principal é um homem frio, cínico e sem escrúpulos, testemunhando até o massacre de inocentes pobres. Gus Kennebeck “George Martin” passa ao espectador a sua verdadeira imagem de
“mau”. Magistral fotografia de Stelvio Massi, bela música de Nico Fidenco e excelente direção que se inicia com a cena do pistoleiro solitário a galope ao pôr-do-sol e termina com o solitário pistoleiro a galope em pleno dia. Em resumo Valerri está muito longe do estereótipo pistoleiro americano: Ele não mata para fazer justiça, mas apenas para seu próprio benefício, exceto no duelo final. Uma obra prima do Spaghetti Western e raro no Brasil ao que parece somente em VHS legendado.