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13 outubro 2015

Le Due Facce del Dollaro/Poker d'as Pour Django [As Duas Faces do Dolar - Brasil] Especial

As Duas Faces do Dolar - Brasil
Le Due Facce del Dollaro - Itália
Poker d'as Pour Django - França
Two Faces of the Dollar - USA
Two Sides of the Dollar - USA
Ola Gia Ola - Grécia
Django - Sein Colt Singt Sechs Strophen - Alemanha
Stinkende Dollar - Alemanha


Produção: Itália e França, 28 de Dezembro de 1967
Direção: Roberto Bianchi Montero
Fotografia: Stelvio Massi
Musica: Giosy Capuano e Mario Capuano
Duração: 95 minutos
Escrito: Alberto Silvestri e Franco Verucci
Produção: Francesco Giorgi, Antonio Lucatelli e Max Pécas
Co Produção: Les Films du Griffon e Tigielle 33
Edição: Graziella Fedeli
Produção de Design: Giulia Mafai
Decoração do Set: Giulia Mafai
Segundo Diretor: Giuliano Carnimeo
Mestre de Armas: Bruno Ukmar

Elenco
Maurice Poli (Monty Greenwood) - Django /Miele/Honey
Jacques Herlin - Matheus/Matemático
Gérard Herter - Coronel Blackgrave
Mario Maranzana (Mano Maranzana) - Sargento Lodge
Andrea Bosic - Coronel Talbert
Gabriella Giorgelli - Janet
Tom Felleghy - Major Tate/Stein
Andrea Scotti - (Andrew Scott) - Tenente Joseph Sinclair do Forte Henderson
Valentino Macchi - Tenente Laffan
Giovanni  Ivan Scratuglia  - Bandido com o Mexicano
Calisto Calisti - Gerente do Banco
Claudio Ruffini - Sargento/Chefe de Segurança do Forte Henderson
Ennio Balbo – Loja de Armas
Fortunato Arena - Bandido Mexicano que fica tonto
Spartaco Conversi - Bandido de barba na Capela em Ruínas
Osiride Pevarello - Bandido de bigode com o Mexicano
Pietro Torrisi - Bandido com o Mexicano -  Acende o Cigarro
Ferruccio Viotti - Capitão Mulligan            
Artemio Antonini - Guarda da Limpeza no Carrinho de Mão
e com Alberico Donadeo, Dony Baster e Nello Riviè.



No prólogo do filme enquanto ouve-se a maravilhosa música tema, surge um minerador guardando areia colorida em seus sacos preciosos que serão depositados no banco. É um professor inglês, Matthew ou "Matemático" como é chamado, que planeja por dois anos o roubo de 470 mil dólares e ou o equivalente a 200 quilos de ouro que pertence e encontra-se sob custódia do Exército americano no Forte Henderson.

Planejado e minuciosamente elaborado, o seu plano deve ser executado como um relógio, preciso e sincronizado com suas peças fundamentais e importantes para um funcionamento perfeito. Sempre preciso em seus cálculos, ele escolhe suas peças “do relógio” rigorosamente para o arriscado e ousado roubo nas dependências do forte bem protegido e guarnecido pelo Exército.


Mathew, em seu relógio, terá como ajuda, o jovem e irreverente pistoleiro Miele, ou Django (Maurice Poli) como foi nomeado em algumas versões, como na francesa.

Blackgrave, (Gérard Herter) [Barão Von Schulemberg em “O Dia da Desforra - La Resa Dei Conti], um ex- Coronel aposentado do Exército e profundo conhecedor de armas, e Jane (Gabriella Giorgelli), uma bela, sedutora e audaciosa jovem prostituta.

Com uma estratégia bem elaborada, o grupo penetra no forte. Miele infiltra-se no forte como um mexicano maltrapilho, bêbado e renegado e é posto em cárcere enquanto Matthew consegue entrar como um minerador atormentado que acredita que toda a sua carga de areia é ouro verdadeiro, mas na realidade a sua carga de areia será trocada dentro do forte pelo ouro verdadeiro dos federais.


O plano sugere em que as quatro peças de seu relógio devam agir juntos dentro do forte para que dê certo. Jane entra no forte em uma carroça de suprimentos do Exército, seduzindo guardas e ela será a responsável de fazer a troca dos sacos de areia por ouro dentro do galpão de suprimentos. Blackgrave, com seu “tic tac”, pega carona em uma diligência do Exército que caminha ao forte para uma inspeção de rotina e por oficiais em sua primeira viagem ao forte Henderson.

Toma de assalto a diligência executando o condutor e o Tenente Laffan, passageiro da diligência. Em um duelo com regras regídas do Exército, ele mata o Major Stein (Tom Felleghy) e disfarça-se com seus trajes e assume o seu posto para entrar no forte. 
Esta é uma de suas missões no plano de Matthew.


Após todos estarem dentro do forte, Mathew, Django, Jane e Blackgrave, tudo começa a funcionar realmente como um relógio, como fora planejado, mas alguns detalhes como a arma usada por Blackgrave, um Colt Navy, causa a desconfiança do Tenente Sinclair (Giovanni Ivan Scratuglia) conhecido do Coronel Blackgrave através de notícias de jornais e uma suposta investigação dele como mercenário do pós-guerra civil. Black grave consegue com o plano ousado e ferramentas precisas infiltradas no forte, tirar o ouro da caixa forte e passar para Django, que escapa de sua sela fazendo que com que chegue às mãos de Jane no depósito de suprimentos para que ela coloque em sacos e faça a troca pela areia.


Alguns imprevistos acontecem e quase o plano é descoberto, mas Blackgrave, no disfarce de Coronel, tem o domínio do forte sob suas ordens e consegue resolver estes imprevistos e os três homens conseguem sair do forte, com o ouro, ilesos.

A fuga exige muito esforço dos três homens com o ouro, tendo em vista a perseguição do Exército a eles além de aos poucos eles começarem a demonstrar interesse em quererem apoderar-se do ouro para si. A ganância e a ambição dos três, começa a por o plano em xeque.

Além das desconfianças e atritos entre eles, existe ainda a perseguição do Tenente Sinclair e uma gangue de mexicanos também atrás do prêmio o que causa também mais trabalho e enfrentamentos para eles ficarem o ouro.


Jane fora abandonada no forte por Mathew e traída por ele, refém dos mexicanos, ela é libertada por Django e fatalmente morre protegendo Django de ser alvejado por Sinclair que escapa do tiroteio, ileso.

Após solucionarem todos os problemas durante a fuga, ao chegarem na travessia do rio [Canal de Monterano Vecchio/ Roma] na fronteira onde teriam o passe livre de perseguição do Exército, a carroça acidentalmente quebra uma das rodas dentro do canal e ao descarregarem o ouro pra transferirem para os cavalos eis que é escolhido como o momento crucial do desafio de Blackgrave a Django para ficar com todo o ouro.

No duelo, Blackgrave mata Django achando que ele tivesse disparado contra ele, mas Django na verdade salva a vida de Blackgrave acertando Sinclair que lhe mataria pelas costas.


Uma bela produção Franco-Italiana do diretor Roberto Bianchi Montero em um filme com um ritmo lento para o gênero, mas um elenco muito bom e uma boa trama.
A estratégia elaborada para roubar o ouro do forte é muito inteligente e divertida, mesmo porque o mestre Matthew consegue reunir um grupo que não se conhecem entre si e o plano só vai sendo desvendado pelo espectador durante o filme.

Os personagens são fortes, como Django experimentando revólveres com o armeiro [lembra Tuco, experimentando revólvers, revólveres...] e Blackgrave tem um personagem intenso, cruel e sinistro. O seu olhar é impressionante e frio.


Matthew é um personagem bastante interessante, simpático mas sarcástico, seu interesse é só o ouro não se importando com quem viverá ou morrerá. É difícil saber durante o filme quem ficará com o ouro, mas da pra fazer conclusões antecipadas pela ganância e ambição de todos eles, que não acabará bem pra alguém.

Acho que até eu fui traído pelo final inesperado do filme, mas fico feliz em ver mais uma vez um belo trabalho de fotografia [câmera] do mestre Stelvio Masi e uma direção notável de Roberto Bianchi Montero.


A trilha sonora de Giosy Capuano e Mario Capuano encaixa-se perfeitamente ao filme com sincronia similar a Leone-Morricone. Umas poucas sequências musicais, mas todas elas especiais em cada momento, como a música “Duello” literalmente usada no duelo de Blackgrave e o Coronel Talbert que lembra alguns duelos dirigidos por Leone.

Existe uma versão francesa em DVD disponível pelo Studio Canal muito boa, mas existe também uma versão em inglês copiado de um velho VHS que tem uma qualidade razoável. Como muitos outros Espagehttis, este é mais um bem acima da média e vale ter na coleção para assistir de vez em quando.


A presença e a exuberância de Gabriella Giorgelli em “As Duas Faces do Dólar” dão a este filme um toque especial. Logo ao início você perceberá em seu "decote", qual será a sua missão no fabuloso plano do roubo ao ouro da fortaleza militar [Sedução].

Você ficará esperando pela próxima cena e torcer para que ela apareça novamente. O título francês “Poker d'as Pour Django” não tem nada a ver com o Django tradicional que conhecemos e o nome Django só vem mesmo a ser mencionado por Jane uma vez e por último, por Blackgrave quando na sua morte.



O assalto é emocionante e cheio de suspense com muitas mentiras, surpresas, enganos e tudo fica interessante com cenas muitas boas, como a em que o protagonista Maruice Poli, aqui sob o pseudônimo Monty Greenwood (Django), veste-se como padre para colocar sete bandidos ao chão em uma igreja em ruínas [Igreja e Convento di San Bonaventura e Fontana com fonte octagonal em sua praça - Monterano Vecchio/ Roma] mostrando sua habilidade e porque faz parte da equipe de Matthew.

Os duelos são bem elaborados e inesperados com os close-ups que começavam a surgir no Espaghetti e mesmo com um final inesperado, a obra no geral é visualmente muito boa e agradável tendo em vista que o segundo diretor por trás das câmeras era nada mais e nada menos do que Giuliano Carnimeo, outro mestre do Espaghetti Western.


Giulia Mafai foi a artesã capacitada em proporcionar rico cenário e ambientação bem como as roupas de todo o elenco. 
Após o final do filme vêm ainda uma dúvida; Será que Blackgrave não era na verdade, um verdadeiro militar encarregado de recuperar o ouro que ele mesmo tinha acabado de ajudar a roubar?

E como ele foi o único sobrevivente, não poderia usufruir de sua patente para justificar a sua inocência no roubo? Essas são dúvidas que ficam após o término do filme, coisas do Espaghetti.





Tema Musical

23 agosto 2011

Vou, Mato e Volto (Any Gun Can Play)

Terra Sem Lei (Brasil)
O Assassino De Olhos Frios (Brasil)
“Vado... L´Ammazzo É Torno”
“Voy Lo Mato Y Vuelvo”
“Go Kill And Come Back - USA”
“Any Gun Can Play - USA”

Produção: 1967 - Itália
Direção: Enzo Girolami Castellari
Música: Alessandro Alessandroni e Francesco De Masi
Composição: Giulia De Mutiis "Stranger" interpretada por Raoul
Fotografia: Giovanni Bergamini
Escrito: Tito Carpi, Romolo Guerrieri, Sauro Scavolini e Giovanni Simonelli
Duração: 105 Minutos
Distrib. Brasil VHS: Edt E Wks – Century Vídeo
Estudios de Cinecittà - Roma

Edd Byrnes – Clayton o Banqueiro
George Hilton – O Estranho/Django/Caçador de Recompensas, Estrangeiro
Gilbert Roland – Monetero/Um celebre Fora-da-lei
Stefania Careddu (Kareen O´Hara) – Guapa/Marisol
Ivano Staccioli – Capitão
José Torres – Guangue de Monetero
Gérard Herter – Lawrence Blackman (Agente da Seguradora)
Ignazio Spalla (Pedro Sanchez) – Pajondo
Adriana Giuffrè – Taberna – Conchetta
Valentino Macchi – Charro Ruiz
Riccardo Pizutti – Paco (Guangue de Monetero)
Rodolfo Valadier – Pablo
Salvatore Borghese (Sal borghese) – Guarda da Prisão
Rocco Lerro – Guangue de Monetero
José Yepes – Guangue de Monetero

Após o encerramento do “77 Sunset Strip” uma fenomenal série de investigação criminal da TV americana em 1963, Edd Byrnes que tinha se tornado um lendário ídolo adolescente “Kookie” do show, estava tendo alguns problemas para manter seus 15 minutos de fama como acontecia com a maioria dos ídolos adolescentes. Em 1967 ele foi para a Europa para ver se o Spaghetti Western faria por ele o que fez por Clint Eastwood. Conseguiu fazer dois filmes até acima da média mas não alcançou tanta popularidade como Eastwood, mas tem mais de oitenta outros trabalhos como ator em sua carreira. Neste mesmo ano faria também “Profissionist per um Massacro” dirigido por Nando Cícero também atuando ao lado George Hilton. Aqui em “Vou, Mato e Volto” (Any Gun Can Play) especificamente, Byrnes e Gilbert Roland são os dois únicos nomes norte-americanos e nota-se que fica difícil saber qual é o ator principal entre eles além de contar com um experiente Pistoleiro Macarrone com nome americanizado de George Hilton, ator uruguaio com nome verdadeiro de Jorge Colina Acosta y Lara.
Gilbert Roland com mais de 140 filmes em sua carreira é outro ator americano com aquele seu bigodinho charmoso que também tentou fazer algum dinheiro na Europa e seu nome aparece em outros Espaghetti Westerns que complementaram sua experiente carreira. Três pistoleiros chegam a uma sinistra cidade do oeste e percebe-se obviamente que não estão a passeio e, com olhares ameaçadores, intimidando todas as pessoas moradoras do local escondidas em suas casas que já estão prevendo o que acontecerá nos próximos cinco minutos. Observando atentamente, notamos que destes três pistoleiros dois deles tem uma semelhança impressionante com personagens de Leone do filme “Por alguns dólares a mais”. Um deles com um poncho de Eastwood, um de terno preto que faz lembrar Lee Van Cleef até no olhar.
Durante uma viagem de trem os passageiros são surpreendidos por um assalto.
São 300.000 dólares pertencentes a um banco que estavam sendo transportados e são roubados pela gangue de um bandido conhecido como Monetero (Gilbert Roland). Em um típico assalto de trem bem planejado, os bandidos conseguem levar a grande quantidade de moedas em ouro, sob o olhar de um passageiro enigmático; ele é o pistoleiro conhecido como “O Estrangeiro” (George Hilton).
Após bem sucedido o roubo, Monetero é traído por Pajondo (Pedro Sanchez) que foge com o ouro e o esconde em um local secreto.
Em uma perseguição, Monetero se vê obrigado a matar Pajondo eliminando sua única possibilidade de encontrar o ouro, mas Monetero fica com um estranho medalhão que estava com Pajondo. Monetero acaba sendo capturado pelos soldados do Capitão do Exército (Ivano Staccioli).
O medalhão com a forma de um “brasão da família” agora é sua única pista para se chegar ao ouro.
“O Estrangeiro” agora tem a sua chance de ficar com todo o dinheiro do assalto e disfarçado de padre, ele se encontra com Monetero na prisão e ao ajudá-lo a fugir, os dois fazem um pacto para dividirem o dinheiro entres si. O medalhão é partido em duas partes e cada um fica com sua metade como garantia de sua parte do segredo onde está escondido o ouro, pois as duas partes unidas podem desvendar o segredo onde localizar o ouro. (Lembram-se de Paco e Blondie o Loirinho: Um sabia o nome do Cemitério e o outro da Sepultura – mera coinscidência?).
Aproveitando-se de tudo isso, Clayton (Edd Byrnes) executivo banqueiro corrupto que fazia a escolta do ouro no trem tem também seus planos para por a mão no ouro escondido e só ele sabe que pode estar escondido na antiga “Missão Cuenca” na fronteira mexicana tal qual brasão gravado no medalhão.
O filme consegue seguir um ritmo envolvente até o final da primeira hora e percebe-se que daí para frente toma um rumo mais para a comédia e muda de velocidade, parecendo que uma outra equipe de escritores terminariam a historia já iniciada.
O roteiro lembra uma cópia óbvia de Leone “O Bom, o Mau e o Feio”, três pistoleiros estão novamente disputando um tesouro escondido. Mais uma vez, há o caçador de recompensas, o bandido mexicano e um inescrupuloso aproveitador. Parece até uma homenagem que não desrespeita em nada o Trio de Leone. Até a cena do duelo final lembra mesmo o duelo de “Três Homens em conflito” mas o fechamento une os três em disparar tiros contra um velho órgão do monastério onde as moedas estavam escondidas provocando uma verdadeira chuva de ouro.
Castellari acrescenta muitos bons clichês de sua autoria como o reflexo no vinho derramado na mesa; entrada do “Estrangeiro” na taberna com o fundo na cor vermelho vivo, os flashes de luzes em seu rosto, refletindo o clarão dos tiros disparados de sua arma contra os bandidos, e a maneira lúdica de mostrar o ouro que é descoberto no final. Embora inacreditável, muitas das cenas de luta foram bem encenadas e dirigidas. Duas cenas de luta em particular (a luta do mercado e a da luta na casa de banhos) foram muito bem feitas. O diretor também não teve medo de tentar efeitos diferentes com a câmera em Close-ups e Stare-Downs (Jogos de Olhar).
Pode-se dizer que esse filme tornou-se Cult porque passou pelas mãos de Tatiana Casini Morigi que através do toque feminino conseguiu uma edição perfeita nas cenas.
A bela atriz Stefanie Careddu aparece muito pouco mas vale a pequena presença desta mulher que todo bandido gostaria de ter para ele. O filme é divertido, violento e frio; Um Spaghetti Western tradicional, pois nele não há regras, não há lealdades duradouras, e não há certo ou o errado, apenas fazer o que for preciso para se obter o tesouro custe o que custar e, embora o filme não seja um clássico, o final certamente é diferente. Uma trilha sonora digna de um clássico mais uma vez neste o cantor Raoul foi o escolhido para interpretar uma simples e pequena letra de música que se tornaria inesquecível para quem ouviu dentro da sala do cinema.
O meu amigo Zé Carlos (extinto Projeto-Isbumplace) fez uma cortesia em me enviar a música tema deste filme que também é considerado um dos mais cultuados no Brasil exibido também em nossos cinemas em sua época, em Setembro de 1967, a exatamente 44 anos atrás com o título de “O assassino de Olhos Frios” Este filme não é tão bom quanto aos filmes de Leone, é claro, mas como diz Monetero:
“E quando eu morrer, alguém me enterrará. Se não me enterrarem que diferença faz?
Quem vai se importar?”
É isso... Quem se importa? 

                                                                Dublado em Português

26 abril 2011

Sabata Adeus [Subtitles English and Porutuguese Str]


Indio Black (USA)
Adiós Sabata, sai che te dico...sei un gran figlio di...
Produção: Itália - Espanha 1970
Direção: Frank Kramer (Gianfranco Parolini)
Música: Bruno Nicolai
Duração: 106 minutos
Produzioni Europee Associati
Fotografia: Sandro Mancori
Estudios de Cinecittà - Roma

Elenco
Yul Brynner – Sabata/indio black (Vladivostok-Russia 1920-1985)
Dean Reed – Ballantine (Denver–Colorado 1938-1986)
Ignazio Spalla (Pedro Sanchesz) Escudo Siena-Itália 1924-1995)
Gérard Herter – Coronel Skimmel - (Hamburgo-Alemanha 20 Junho1928)
Salvatore Borghese (Sal Borghese) – Septiembre (Roma 1937)
Franco Fantasia – Sr. Ocaño
Andrea Scotti – José (Napolis-Itália 1931)

Nieves Navarro (Susan Scott) – Dançarina no Saloon de Kingsville-Texas
Joseph P. Persaud - Chitano
Luciano Casamonica – Juanito – Garoto do Vilarejo
Salvatore Billa – Manuel Garcia Otello (Catania-ITália 1936-2006)
Vittorio Fanfoni – Barman
Massimo Carocci – Juan de Los Angeles
Vittorio Caronia – Tenente Steiner
Omar Bonaro – Jesus Rivalta
Franco Marletta – Mexicano
Bruno Corazzari – Hertz
Elio Angelucci – Velho barbduo na vila
Andrea Aureli – Ajudante do Sr. Ocaño
Antonio Gradoli – Major Metternich
Calisto Calisti – Chefe “Eagle Pass”

Thomas Rudy – Luis Miguel Cortejo – traidor da morte
Frederico Boido (Rick Boyd) – Geroll (Itália-1940
Furio Pellerani – Garcia (mexicano informante)
Gianni Siragusa (Johhny Natino) – Perdido
Stefano Rizzo – Mexicano Revolucionário
Gianni Rizzo – Folgen “Autoridade Local” (Brindisi-Itália 1925-1992)
Giovanni Cianfriglia – Agente Austríaco
Lina Franchi – Mulher mexicana no espelho
José Galera Balazote - Apostador de cartola
Furio Menicone - Murdock
José Canalejas – Irmão Murdock
Fortunato Arena – Irmão Murdock e Armando Bottin.

Com a tradicional fotografia de Sandro Mancori dos filmes do diretor Gianfranco Parolini (Frank Kramer) e sempre a grande produção de Alberto Grimaldi. No elenco Yul Brynner em uma das raras aparições no cinema italiano, Dean Reed um pop estar dos anos 60, Pedro Sanchez interpretando "Escudo" um dos mercenários mexicanos que participa de toda a trilogia do personagem Sabata. Gerard Herter interpreta o general Skimmel que tambem fez boa interpretação do Barão Von Schulemberg em "O Dia da Desforra” (La Resa Dei Conti).

Após a criação de Sartana, Parolini criaria o novo personagem a seu modo "Sabata" neste o terceiro e último filme da trilogia. A história narra a luta de cinco figuras místicas do oeste europeu "Sabata" Yul Brynner, vencedor do oscar em "Sete homens e um Destino" usando as mesmas botas do personagem Cris; Pedro Sanchez, o simpático mexicano vagabundo que ganha a simpatia de todos facilmente, Salvatore Borgese é "Setiembre" que lança suas bolas de aço através da habilidade com suas botas, e Chitano, um acrobata mexicano interpretado por Joseph P. Persaud que também é o protagonista da Dança da Morte através de um Flaminco com o seu sapateado.

Este ator também aparece em “Queimada – 1969” e em “Franco e Ciccio sul sentiero di Guerra – 1969” interpretando um chefe índio.


Dean Reed é Ballantine, um ladrão profissional, pintor, apostador e pistoleiro, que juntos tentam se apoderar de um carregamento de ouro pertencente ao exército Austríaco que tem no comando Gerard Herter (Coronel Skimmel) que engana a todos pretendendo ficar com todo o ouro para si.

Sabata precisa do ouro para a compra de armas para a revolução do General Juarez contra as tropas de Maximiliano.
Um roteiro interessante e bem movimentado com motivos de sobra para a ação e o humor negro de seus personagens bem ao estilo Parolini, um dos inovadores em tomadas de efeito Shoulter (ação rápida com efeito de câmera).


Parolini foi um dos principais criadores de Clichês interessantes no western italiano: tomamos como exemplo a cena inicial do filme onde Sabata aparece com sua Winchester com carregador adaptado de Pente horizontal com 10 cartuchos (e um adicional para o seu cigarro) para enfrentar os Irmãos Murdocks. Se a cena não for vista com muita atenção, este detalhe pode passar desapercebido.

O título seria somente "Indio Black" mas para dar sequência a trilogia (que tinha Lee Van Cleef no papel do personagem) nos dois anteriores e em um último momento resolveram adicionar "Sabata Adiós" ou "Adiós Sabata" como aparece em versões de alguns países, mas foi uma excelente forma de dizer adeus a Sabata. A trilha sonora de Bruno Nicolai é inesquecível, faz lembrar o escuro do cinema.

Na Itália e USA o filme fez até discreto sucesso mas estourou mesmo foi no Japão.
Sergio Leone fez até um elogio à Parolini concluindo que ele deveria investir mais em humor em seus westerns e não somente ao Western Político e sério, assim como Leone fez "Meu nome é ninguém" e outros. Tem-se informações também que durante os trajetos da cidade e o set de filmagem pela região de Almería na Espanha, Yul Brynner sofrera um acidente de carro, tendo que ficar sem atuar por uma semana nas gravações deste filme.

Mais uma curiosidade aos colecionadores e aficionados; Sabata Adeus foi exibido na televisão brasilira pelas duas últimas vezes em 25 de fevereiro de 1982 na Record em Bang Bang à Italiana em 19 de março de 1984 no Corujão da Rede Globo.

Para quem curte o bom western, aconselho adiquiri-lo e te-lo em casa para assistir de vez em quando.

Até poucos anos só existia cópia em VHS no Brasil distribuída pela Reserva Especial e agora podemos encontrar em DVD com reautoração no Brasil.

Aproveitei esta postagem para prestar uma homenagem a estes atores os quais se tem muito poucas informações e muitos deles, os seus nomes nem nos créditos ficaram registrados, mas merecem o seu espaço e suas considerações aqui neste blog pelo que fizeram ao Western Espaghetti e serão sempre lembrados por quem os cultuou.



Para Download do filme veja em comentários.

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