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16 fevereiro 2013

O Procurado - Minha Lei é Matar ou Morrer

Daniele Vargas e Tulio Altamura - sempre presentes nos filmes de Ringo

O Procurado (Brasil) 
Minha Lei é Matar Ou Morrer (Brasil)
Wanted - USA
Produção: Itália - 1967
Direção: Calvin Jackson Padget (Giorgio Ferroni)
Música Gianni Ferrio e Alessandro Alessandroni
Duração: 100 Minutos
Fotografia: Antonio Secchi (Tony Secchi)
Escrito: Augusto Finocch, Massimiliano Capriccioli, Fernando Di Leo e Remigio Del Grosso 
Produção: Gianni Hecht Lucari - Estudios Cinecittá
Distribuição Original no Brasil VHS: A.B.Video - New Line

Giuliano Gemma - Gary Ryan
Germán Cobos - Martin Heywood
Teresa Gimpera - Evelyn
Serge Marquand - Frank Lloyd
Daniele Vargas - Gold - Prefeito
Gia Sandri - Cheryl
Nello Pazzafini - Padre Carmelo
Benito Stefanelli - Billy Baker
Carlo Hinterman - Juiz Anderson
Tullio Altamura - Ellis
Franco Balducci - Cuzack
Carlo Pisacane – Velho fazendeiro
Umberto Raho - Concho Diaz
Pietro Tordi - Collins - Barman
e com Nino Vingelli, Furio Meniconi, Riccardo Pizzuti, Rosella Orr, Marco Bogliani, Pietro Capanhna, Osiride Pevarello, Giovanni Ivan Scratuglia (Ivan Scratuglia), Alberto Dell'Acqua (Cole Kitosch).

Faroeste puro sangue italiano da mesma equipe de “O Dólar Furado”.
Western Spaghetti que agrada a todos os apreciadores do gênero, protagonizado por Giuliano Gemma, um dos astros de maior sucesso dos faroestes europeus (cujo maior êxito no Brasil foi sem dúvida nenhuma “O Dólar furado”, produzido em 1967 quando Gemma ainda usava o pseudônimo de Montgomery Wood. Em “O Procurado” ele faz o papel de Gary Ryan, um aventureiro que é nomeado xerife da cidade de Greenfield, recebendo como missão, pôr fim ao roubo de gado na região.
 Teresa Gimpera e Giuliano Gemma 

Uma importante personalidade local, Gold  e seu sócio Lloyd, responsáveis pelos roubos, procura tirar o xerife de seu caminho e tenta afastá-lo do cargo, acusando-o de um assassinato que não cometeu.
A ponto de ser enforcado, Gary reage e consegue a fuga e pra triunfar a sua justiça com a ajuda de sua namorada Evelyn, principal colaborada em descobrir os delitos e o responsável pelo assassinato, ele consegue provar sua inocência.
Teresa Gimpera é hoje a esposa de Craig Hill e o casal apareceu  recentemente no Almeria Festival para serem homengeados por seus filmes na europa.
A trilha Sonora ficou por conta da regência de Alessandro Alessandroni (parceiro e responsável pelos assovios nas músicas de Ennio Morricone e Bruno Nicolai) e o tema principal "When You Are Wanted" foi composta e interpretada  por Carol Danell e os “Cantores Modernos de Alessandroni”.
Um dos filmes mais reprisados em Bang Bang à Italiana da TV Record Brasileira nos anos 80 e sempre com grande audiência.

Saiba mais em Giuliano Gemma - Marcadores

07 outubro 2011

Quatro Pistoleiros Para Trinity

Os Quatro Pistoleiros De Santa Trinità
I Quattro Pistoleri Di Santa Trinitá
Four Gunmen Of The Holy Trinity - USA
Four Pistols For Trinity - USA

Produção: Itália 1971
Direção: Giorgio Cristallini
Duração: 97 minutos
Música: Roberto Pregadio
Fotografia: Alessandro D´Eva
Escrito: Giorgio Cristallini & Ted Rusoff
Produção: Buton Film – Russo di Pagliara
Distribuição Original Brasil: Reserva Especial

Peter Lee Lawrence - George Shelley
Evelyn Stewart (Ida Galli) – Julia/Lulie
Raf Baldassarè (Ralph Baldwin) – Líder dos Bandidos
Valeria Fabrizi - Adeline Martinez - Cantora
Salvatore Furnari - Ned - O Anão
Philippe Hersent - Xerife Thomas
Daniela Giordano - Sarah Baldwin
Antonella Murgia - India Ana
Daniele Vargas - Gomez/Thompson
Umberto Raho - Quinn Palladine
Raymond Bussières - Dr. Johnson/Gordon e com Tonino Pierfederici, Paul Oxon, Filippo Antonelli, Antonio Buonomo, Katia Cardinali, Bernadette Frank, Giglio Gigli, Mimmo Maggio, Luigi Mannoia, Alessandro Perrella, Aldo Sala e Marcello Tamborra.


Escapando por acaso do massacre de sua família por bandidos que desejam apossar-se dos documentos de suas propriedades inclusive de sua mina de ouro, Sarah Baldwin recebe a ajuda de um ex-soldado disfarçado de jornalista George Shelley (Peter Lee Lawrence) e do xerife Federal Thomas (Philippe Hersent) que viajam juntos para poder desmantelar um bando de traficantes de armas liderados por um certo "francês" conhecido como Quinn Palladine e seu sócio Gomez, além de estarem envolvidos também em outros negócios obscuros em uma região tomada por sangue e violência. Unindo-se a eles, Sarah carrega consigo os documentos preciosos de suas propriedades e chegam a um amigo dono de uma pousada “Papa Martinez” próximo a uma reserva indígena e através dele chegam aos culpados dos crimes. Presenciam contrabando de armas com os índios e são feitos prisioneiros, mas George reage e acaba descobrindo toda a trama. Isto faz com que os criminosos alterem seus planos desencadeando uma série de acontecimentos que levam a um final sangrento onde George e Quinn travam uma luta desesperada pela vida, antes de encontrarem a traição e a morte pelo caminho.
Um dos dois Westerns italianos dirigidos por Giorgio Cristallini, o outro “Sei jellato amico...hai incotratto sacramento - 1972” (You’re Jinxed, Friend you´ve met Sacramento - USA) estrelado por Ty Hardin conhecido no Brasil com o título de "Com a morte no Olhar".
Neste aqui percebe-se claramente a intenção em vender-se o personagem Trinity tanto afamado ainda no início dos anos setenta que nada tem a ver com Terence Hill e muito menos na história, onde não se ouve nem comentários sobre o personagem.

Após este filme ainda foram feitos alguns até melhores mas o Espaghetti Westerns começava a contar seus dias de glória. Um roteiro muito fraco, edição pouco cuidadosa, personagens negligenciados em suas atuações. O filme parece que quando começa a ganhar tensão, joga-se um balde d´água gelada e começa-se tudo novamente. Fica parecendo realmente um filme B ou seria C?
Algumas cenas condenam o roteiro do filme como pôr exemplo, quando a jovem Sarah é perseguida por cinco homens e um simples jornalista consegue matar dois deles com uma Winchester-cano-curto logo na primeira cena. Com aquela eficácia daria para o Xerife ou até mesmo Sarah perceber que George ganha a vida matando e não escrevendo para jornais e todos presenciam e aceitam naturalmente aquela cena sem qualquer comentário.
Um oficial do exército que faz escolta a diligência avisa aos viajantes na parada da Pousada que "os índios estão prontos para atacar desde a noite de ontem". Ora se os índios vão atacar, não poderiam anunciar antecipadamente. Seria uma idiotice. Em outra situação Gomez diz que os índios atacam durante o dia. Dia ou noite? Um corte de edição de 5 segundos em uma cena em que Sarah, George e Thomas saindo do local do primeiro encontro seguem rumo a pousada não seria necessária já que não altera em nada a sequencia da história. Um médico pianista? Enfim... se assistirmos com atenção vamos perceber muitos outros erros que um “Leone” abominaria.
Os scripts parecem caminhar em marcha lenta no andamento dos acontecimentos, sem uma lógica direcionada a ação. Faltou capricho do roteirista, faltou um diálogo mais envolvente, edição e montagem negligenciadas e descuidadas. Neste, um Peter Lee Lawrence fora de sintonia. Acho que o filme passa-se muito tempo parado na Pousada de “Papá Martinez” e seus arredores e como agravante tornando-o um pouco monótono na evolução das sequencias. Demofilo Fidani conseguia resultados até melhores em um Único Set.
Ao lado de Lawrence no papel principal feminino está Ida Galli (sob seu pseudônimo de Evelyn Stewart) desempenha Julia, uma antiga paixão, cuja relação ainda não se resgatou, e em relação a esse relacionamento o final do filme torna-se até surpreendente.


Raff Baldasarrè sob o pseudônimo de Ralph Baldwin em um de seus papéis habituais como um fora da lei corrupto sem escrúpulos em que um de seus principais objetivos é o de “não deixar pistas ou testemunhas”.
Uma aparição constrangedora de Daniele Vargas, (‘Will Rogers’ - Cemitério sem Cruzes - 1969) com uma peruca estranha em um western, é Gomez, um dos conspiradores em possuir as propriedades dos pobres. Infelizmente todos estes atores bem sucedidos no Western Europeu não conseguiram um efeito e um resultado muito positivo neste filme. Não foi por culpa deles e sim de inexperientes produtores por trás das claquetes.
Um pistoleiro maldoso vestido de preto, uma jovem ingênua e íntegra, o elegante líder, um aproveitador mulherengo e corrupto, todos com problemas de relacionamento formam uma quadrilha secreta que fora intitulada pelo diretor de "Os franceses".



Aos fãs e adeptos do Western Espaghetti vale somente pela presença de Peter Lee Lawrence em mais um de seus poucos filmes e a trilha sonora inovadora.
As referências destes filmes mais fracos deste seguimento devem ser analisados também e merecem o respeito de diretores inexperientes como Cristallini de tentarem inovar e construir algo diferente e independente de ser um filme bom ou ruim ficam registradas aqui nossas homenagens a todos que fizeram parte desta história hoje considerados Cult que vem conquistando também as novas gerações.
A trilha sonora é algo que gosto de tratar à parte. Esta é de Roberto Pregadio, bem sucedido maestro do Espaghetti Western por exemplo nas composições feitas para os filmes (O Pistoleiro da Ave Maria - 1968 e o Último Matador - 1969). Consideradas músicas inovadoras para o gênero, temos um Jazz Pop tradicional para época em filmes de “007, o James Bond” hoje muito rara que intitúla-se “It was a Joke” interpretada magistralmente pela bela voz da cantora Valeria Fabrizi que em alguns momentos da execução da música, assemelha-se muito à voz da recentemente falecida cantora Amy Winehouse.Infelizmente a música não acrescenta nada a trama, completamente fora do contexto acompanhada em um órgão pelo “médico pianista” com uma grande orquestra de fundo que não existe e causa muita estranhesa na cena. Enfim vamos considerar somente o contexto artístico do brilho da composição em execução.Outra faixa que marca o filme é “Julie” com letra de Cássia Umiliani e Roberto Pregadio interpretada pela voz forte e marcante do cantor Peter Boom. No início do filme Peter Lee Lawrence está tocando um violão dublando um trecho desta música com a voz de Peter Boom. Outra coisa estranha é ver Lawrence tocando violão e cantando com a voz de Peter Boom; Nada a ver.
São curiosidades que conseguimos hoje após tantos anos redescobrir e divulgar a uma grande massa de fãs e adeptos deste seguimento artístico.
Exibido em Bang Bang à Italiana da Rede Record de Televisão em 23 de Setembro de 1982 e 06 de Novembro de 1985.

Bang Bang à Italiana Vol 1 RCA Ripped LP 1966

23 agosto 2010

CEMITÉRIO SEM CRUZES [Cimitero Senza Croci]

“Cimitero senza croci”
“Une corde, un colt”
“Cemetery without crosses”
“The hope and the colt - USA”

Produção: 1969 Itália–França
Direção: Robert Hossein (Paris-France 30-12-1927)
Música: André Hossein – “Rope and the Colt”
Duração: 90 min.
Fotografia: Henri Persin
Escrito: Dario Argento & Claude Desailly
Co-Produção – Fono/Roma & Loisirs do Monde/Paris
Robert Hossein - Manuel
Michélle Mercier – Maria Caine
Daniele Vargas (Daniel Vargas)Sr. Will Rogers
Anne-Marie Balin - Diana
Serge Marquand - Larry Rogers
Philippe Baronnet - Bud Rogers
Pierre Hatet – Frank Rogers
Guido Lollobrigida (Lee Burton) – Thomas Caine
Michel Lemoine – Eli Caine
Pierre Collet – Xerife Ben
Ivano Staccioli - Valle
Charly Bravo – San Valee
Béatrice Altariba – Mulher do Sallon
Angel Álavarez - Barman
Chris Huerta - Proprietário do Hotel
Lorenzo Robledo – Capanga de Will Rogers
Benito Stefanelli - Ben Caine (Também creditado como
Assistente técnico e Mestre de Armas do filme).

A história é toda uma trama de vingança com atenção principal voltada ao seqüestro de Diana, única filha do Sr. Rogers, o poderoso empresário da região. O filme inicia-se já com uma perseguição implacável do Sr. Will Rogers (Danielle Vargas) e mais sete capangas aos irmãos “Caine” no deserto acompanhada de uma música forte “Rope and the Colt” interpretada por Scott Walker. Esta cena inicial é filmada em um tom amarelado, dando a impressão de que a poeira irá sufocar até o espectador.Ao terminar o prólogo, o filme começa então em um tom colorido. Acho que o diretor queria causar algum efeito inovador de alguma forma. O bando consegue capturar “Bem Caine” (breve aparição de Benito Stefanelli) e enforca-lo na frente da esposa Maria (Michelle Mercier) e tudo isso acontece em dez minutos de fita sem qualquer diálogo significante tal qual como nos filmes de Sergio Leone a quem o filme é dedicado. Este é um dos verdadeiros motivos do filme ter existido. Maria deseja vingar a qualquer preço a morte de seu marido e pede ajuda a um amigo e ex-amante Manuel (Robert Hossein), um hábil ex-pistoleiro que vive em paz refugiado em “Ghost City” uma cidade fantasma. Eete personagem tem até uma semelhança com Anthony Steffen em “Django o Bastardo”. Por “Ben” ter sido um significante e fiel amigo, ele aceita o pedido de Maria, e seu plano é infiltrar-se na fazenda do Sr. Rogers e seqüestrar sua única filha Diana.
Bem sucedido em seu plano, o resgate que Maria pede ao Sr. Rogers é por incrível que pareça que a família Rogers reze por seu marido em um enterro público para humulha-los. Ela a´te consegue o seu objetivo mas algo sai errado quando Diana foge do cativerio.Uma produção Ítalo-Francesa, mas filmado em Almeria em Andalucía-Espanha, um deserto onde fôra rodado dezenas de westerns europeus. Dirigido e estrelado por Robert Hossein e escrito por Dario Argento, autor de sucessos do terror italiano nas décadas de 60 e 70.
Muita ação e suspense numa história com ingredientes explosivos. Algumas figuras lendárias estão no filme como o Barman (Angel Alvarez) que ficou mundialmente conhecido como “Nathanael” o Barman e melhor amigo de Django-Franco Nero.As variações da trilha sonora de André Hossein (pai de Robert Hossein) marcam bem as cenas de ação, emoção e perseguição. Mesmo sendo um filme muito bem executado, consegui achar uma falha na cena em que “Ben Caine” é enforcado por 8 homens e ao se retirarem do local só aprecem 7 homens. (detalhes imperceptíveis, só para fanáticos). Único western de Hossein que nos créditos finais deixa sua mensagem na tela:
“ROBERT HOSSEIN DEDICA QUESTO FILM ALL´AMICO SERGIO LEONE”.Não sei se Leone gostou do final, acho que poderia ter sido melhor mas surpreendeu.No Brasil já existita uma cópia dublada e foi exibido em cinemas brasileiros, agora a Ocean Pictures resgatou este filme em Fullscreen legendado. Parabéns mais uma vez. Recomendável aos fãs do Western Ítalo-Francês-Europeu.