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26 fevereiro 2015

Capas/Cover Original VHS Video Tape Westerns no Brasil



Deguejo - Brasil
Deguello - Espanha
Für Dollars ins Jenseits - Alemanha

Produção: Itália - 1966
Direção: Joseph Warren (Giuseppe Vari)
Música: Alexander Derevitsky e Trompete solo de Michele Lacerenza
Duração: 90 minutos
Fotografia: Stephen Sunter (Silvano Ippoliti)
História: Willy Regan (Sergio Garrone), Roberto Amoroso
Produção: Gar Films - Roma
Locações: Cinecittà Studios, Cinecittà, Roma, Lazio, Itália
Distribuição Original Brasil: Reserva Especial e Globo Vídeo

Jack Stuart (Giacomo Rossi-Stuart) - Norman Sandel
Dan Vadis - Ramon
Rosy Zichel - Rosy
Ghia Arlen (Dana Ghia) – Jenny Slader
José Torres - Logan
Rosy Zichel – Rosy

Dick Regan - Foran
Giuseppe Addobbati (John MacDouglas) - Coronel Clark/Cook
Erika Blanc (Arika Blanck)- Loira da cidade de Danger City
Daniele Vargas (Dan Vargas) - Frank
Aurora Bautista (Aura Batis) - Woman of Danger City
Loris Loddi - Boy
Riccardo Pizzuti - Tom
Riccardo Garrone (Dick Regan) - Foran    
E com Mauro Mannatrizio, Giuseppe Mattei, Lucio Rosato,        
Rocco Lerro, Silvana Jachino (Susan Terry), Mirella Pamphili (Mary Pomphili), Dasy Joakim,           
Vana Jorki, Eve Neill, Mila Stanic, Fernanda Borsatti e Gino Marturano.

Na região da fronteira Mexicana, na cidade de Danger City, um jovem vê o pai ser morto por dois pistoleiros do bando de Ramon, um fora da lei sanguinário, que vem aterrorizando os fazendeiros e os moradores de toda a região de Danger City.
Para ficar com o dinheiro destinado à compra de armas para os confederados, o violento Ramon mata quase todos os homens do local, seqüestrando uns poucos sobreviventes.


O jovem cowboy Norman Sandel sabe que o mexicano é o responsável pela morte do pai e quer se vingar.
Com a ajuda de dois amigos do Coronel Clark  e das viúvas da vila, ele se prepara para enfrentar a quadrilha e evitar também que o bandido fique com a pequena fortuna roubada do Corornel.

Dan Vadis sempre foi um bom ator como maldoso tanto nos Westerns, quanto em outros gêneros como por exemplo nos Puplum [Épicos Romanos] semelhante a Klaus Kinski.


Giuseppe Mattei esteve também envolvido como assistente de diretor com o pseudônimo de John Matius. Um super elenco que apareceriam nos anos seguintes em dezenas de outros Espaghettis Westerns.
Um Western cheio de ação, culminando com o dia em que a vila é atacada, travando-se uma luta sem trégua, até a morte. Apesar da má qualidade de película utilizada nas filmagens, tem uma boa fotografia e base musical firme e convincente de um grande maestro italianao que poucos trabalhos fez para o cinema mas todos memoráveis dentre eles "Deguejo" com a participação do mito do Trompete, Michele Lacerenza.
Um dos pioneiros da época. Pra relembrar.



Download disponíveis na Web
Áudio Português:
https://www.youtube.com/watch?v=SLETrd0L5B0
Áudio Ingês:    
https://www.youtube.com/watch?v=o-d1K2F4ImE&list=PLYf0nDoV8eEHegMFHYtK6hknxgU5V05qv  
ou em 3 partes áudio Português, idem Youtube:
http://www.filefactory.com/file/35eb9gtnmazt/n/1256_Degueyo_%281966%29%28DUBLADO%29_.part1.rar
http://www.filefactory.com/file/6lt51ij9iq3b/n/1256_Degueyo_%281966%29%28DUBLADO%29_.part2.rar
http://www.filefactory.com/file/23pv9znel52b/n/1256_Degueyo_%281966%29%28DUBLADO%29_.part3.rar

29 julho 2014

4 Dólares De Vingança - Brasil [4 Dollari Di Vendetta]


4 Dólares De Vingança - Brasil
4 Dólares De Vingança Para Ringo - Brasil
4 Dollari Di Vendetta
4 Dolares De Venganza - Espanha
Four Dollars For Vengeance - USA

Produção: Itáia e Espanha em 4 de Setembro de 1967
Direção: Jaime Jesús Balcázar
Duração: 84 minutos
Fotografia: Victor Monreal  e Tino Santoni
História: Bruno Corbucci e Giovanni Grimaldi
Letra da Música: Benedetto Ghiglia e M. Russo e
Tema: "Let Him Go"
intérpretes: 4+4 de Nora Orlandi
Regência: Angelo F. Lavagnino
Produção: Alfonso Balcazar e Paolo Moffa
Edição: Juan Luis Oliver               
Mestre de Armas: Giulio Maculani/Xerife
Co Produçõa: Balcázar Producciones Cinematográficas e
Compagnia Ambrosiana Cinematografica de Roma


Robert Woods - Capitão Roy Dexter
Ghia Arlen (Dana Ghia) - Mercedes Spencer
Angelo Infanti - Barry Haller/Haller
Antonio Casas - Coronel Jackson
José Manuel Martin - Manuel De Losa
Gérard Tichy - Frank Hamilton/Governador/Major
Antonio Molino Rojo - Dave Clifford/Griffin
Tomás Torres - Pedro
Giulio Maculani - Xerife Sullivan
Osvaldo Genazzani - Barnaby/Barney/Editor
Juan Torres - Mexicano/Olho
Ángel Lombarte - Doutor Johnson
Luis Del Pueblo - Thompson
Carlos Ronda - Sr. Spencer
Francisco Nieto - Proprietário Da Loja
Miguel De La Riva - Advogado De Defesa,
Sergio Doré - Juiz Do Tribunal Militar
e com Lucio Rosato, Gardenia Polito, Gianluigi Crescenzi, Gustavo Re, Renato Baldini, Robert Hoot e Eleanora Bianchi.


Lembrando muito o filme “O Retorno de Ringo” de Duccio Tessari, vemos aqui Robert Woods condenado injustamente a prisão perpétua que após fugir, volta para vingar os seus conspiradores.

Embora o conceito de "vingança" seja um dos temas mais populares no Espaghetti Western, existem infinitas variações sobre como ela é mostrada nas planícies áridas de Almería na Espanha e Tirrenia na Itália.
Aí está o seu misterioso estranho costume surgindo aparentemente do nada e gerando uma grande história de suspense, intriga e vingança. 


Mais uma Co Produção ítalo-espanhola, de 1966, dirigido por Jaime Jesús Balcázar e produzido por seu irmão Alfonso Balcázar, aqui em seu primeiro contato com o Espaghetti.

Jaime Jesús Balcázar convidou aqui o ator americano Robert Woods para interpretar o Capitão Roy Dexter, um herói da cavalaria dos Estados Unidos na Guerra Civil que após retornar a sua cidade pretende concorrer ao cargo de Governador,  mas tem um outro concorrente, um também Major aposentado Frank Hamilton,  que pretende a todo custo o cargo de poder.

Hamilton e seu amigo, Barry Haller, outro militar que juntos cortejam uma senhorita da nobreza local chamada Mercedes Spencer (a bela Dana Ghia), que dentre eles, escolhe ficar noiva de Roy Dexter.


Inesperadamente às vésperas de seu noivado, antes de se aposentar definitivamente, ele recebe mais uma missão a partir de seu comandante, o Coronel Jackson interpretado pelo grande ator neste gênero, Antonio Casas. A missão é a de escoltar um carregamento de vinte mil moedas de ouro confederado confiscadas e devolve-las a Washington.
No entanto, ele e seu destacamento de nove homens são atacados por uma gangue de bandidos mexicanos liderados por um homem chamado Manuel de Losa (José Manuel Martin) e todos são aniquilados, exceto o Capitão Roy Dexter.
Quando Roy ferido, finalmente consegue chegar à cidade, ele descobre que tudo o que está acontecendo é uma conspiração para culpá-lo do roubo do carregamento das moedas de ouro pelo seu primo Dave Clifford.


Dave articula um plano junto com Hamilton e Barry conseguindo uma condenação em um tribunal militar com pena de trabalhos forçados perpétuos em prisão federal, mas ele consegue escapar tomando o lugar do cadáver de outro prisioneiro que fora assassinado ironicamente em seu lugar. Em sua fuga ele faz amizade com um mexicano fugitivo chamado Pedro, que ao início ameaça até algum momento comédia como Eli Wallach em “Três Homens em Conflito - 1966”, mas não dá continuidade e tudo continua sério, e Pedro era de quem Dexter precisava para ajudá-lo a começar a sua trajetória de vingança.

De volta à cidade a muitos anos, disfarçado como um mexicano, iniciar o rastreamento na vida de todos os seus traidores e começa se vingando de seu primo Dave que no tribunal testemunhou contra ele e do Major Frank Hamilton que também como promotor do tribunal adoçou a sua condenação.


O último a ser vingado é seu ex melhor amigo Barry Haller que o queria vê-lo morto para conseguir ficar com Mercedes e através de uma confissão de Manuel de Losa, o Coronel Jackson consegue provar a sua inocência limpando o seu nome.
Curioso final que ao invés do clássico duelo com revólveres, os dois militares desembainham as suas espadas e resolvem suas diferenças na lâmina tipicamente como em Zorro.

Um filme acima da média como um bom entretenimento e seu maior trunfo foi o enredo de conspiração, que foi bem construído o suficiente para mantê-lo interessante e preso a tela.
As atuações no geral são muito boas, com performances sólidas de Robert Woods, Manuel Martin e Antonio Casas que dispensam comentários como bons atores espanhóis que foram. Embora a trama de vingança tenha sido um pouco diferente, algumas vezes, lembram-se os clássicos Ringo de Tessari principalmente quando Woods usa a sua barba longa e está disfarçado como um mexicano assim como Ringo de Giuliano Gemma, parecendo-se muito com ele.


Entre os destaques no filme, é a demonstração de pontaria de Roy Dexter, e as quedas de Robert Woods nas pedras quando é perseguido e a queda na escadaria quando na luta de espadas dentro da mansão. Robert Woods me disse em entrevista exclusiva ao blog que nestas quedas ele não usava dublês. Ele fazia tudo sozinho como bom cowboy que sempre foi nos Estados Unidos.
A trilha sonora de Benedetto Ghiglia e Angelo Francesco Lavagnino e a fotografia de Victor Montreal e Tino Santoni estão em sincronia com a fita e isso valoriza muito o conteúdo no geral.
Em muitas partes do filme percebe-se bem uma influência de câmera alá Leone executadas pelo olhar de Tino Santoni conseguindo captar bem o desertico e árido oeste de Almeria como em “Por um Punhado de Dólares”.
Tino Santoni foi um mestre na fotografia na década de 60 fotografando os Pepluns e Épicos Romanos e em outros Espaghettis dom em “Sangue Chiama Sangue” de 1968 com Fernando Sancho e Stephen Forsyth.


Trilha sonora bem movimentada e competente, embora, uma música tema que comece com um assovio bem ao estilo italiano, mas aos poucos ganha a forma de um hino militar americano clássico anunciando que o filme terá o envolvimento de heróicos militares da Guerra Civil.
Ficou interessante e a maioria das 24 trilhas seqüenciais musicais seguem harmoniosamente as variações ao tema inicial. Outras influências além da música é a dança clássica tipicamente dos Westerns americanos [muito usado por John Ford] e aqui bem executada e dirigida em cenas muito curtas, mais ricas em detalhes.


Talvez este roteiro tenha mesmo ficado diferente pela participação de Bruno Corbucci, Giovanni e Aldo Grimaldi, mas pode ter alguma ligação com o grande romance de Alexandre Dumas "O Conde de Monte Cristo", e se fossemos comparar, veríamos uma adaptação pois aqui o protagonista é também injustamente acusado de um crime com a participação de seu melhor amigo, que por sua vez envolve o amor de uma mulher e ele é condenado em um presídio de trabalhos forçados fugindo após anos de reclusão, voltando para se vingar de tudo e de todos satisfazendo o seu desejo de vingança, reconquistando sua honra e sua amada.

Infelizmente cópias existentes hoje não apresentam uma qualidade digna para o filme, mas com o recurso da internet, muitas cópias consideradas extintas estão ressurgindo do nada para o deleite dos fãs. Esta é mais uma das que estamos aguardando. Um filme divertido para os fãs e um pouco diferente das tradicionais vinganças da mulher e familiares do cowboy solitário.

Não é excepcional e nem tão pouco memorável, mas um filme para relembrar bem o escurinho do cinema. Com um pouco mais de capricho e cuidado de produção este poderia ter sido mais um clássico do Espaghetti Western.
Nunca exibido na Televisão Brasileira.

03 abril 2014

Um Homem Chamado Sacramento [Sei Jellato Amico, Hai Incontrato Sacramento] Especial Brasil



Um Homem Chamado Sacramento - Brasil
Com a Morte no Olhar - Brasil
Sei Jellato Amico, Hai Incontrato Sacramento
You're Jinxed, Friend, You've Met Sacramento - USA

Produção: Itália/Espanha 13 de Abril de 1972
Direção: Giorgio Cristallini          
Musica Composta: Franco Micalizzi
Regência: Ginafranco Plenizio            
Harmônica: Franco De Gemini
Voz Solo: Edda Dell'orso
Coral 8+8 De Nora Orlandi
Cantores Modernos de Alessandroni
Música: “Jesus We Love You” – King e Micalizzi – Canta: David King "Annibale"
Música: “The Story of a Girl” – King E Micalizzi – Canta: Dana Ghia
Produção: Canadian International Film
Duração: 99 minutos
Fotografia: Fausto Rossi              
Edição: Amedeo Giomini            
Produtores: Luigi Sportelli e Ferdinando Poggi
Locações:  Almeria/Elios
Elios Estudios – Roma


Ty Hardin - Jack Thompson/Sacramento
Christian Hay - Jimmy/Jim Thompson
Jenny Atkins - Maggie Thompson  
Giacomo Rossi Stuart - Tom Murdock
Krista Nell - Evelyn
Stelvio Rosi (Stan Cooper) - Hike/Ike
Dana Ghia – Rosy/Rosie
Silvano Tranquilli – Banqueiro Doc/O'donnell
Giovanni Cianfriglia (Ken Wood) – Braço Direito De Murdock
Salvatore Furnari – Barman Anão
Pietro Torrisi – Kid Dynamite
Carla Mancini – Massagista de Hernandez
Ferdinando Poggi (Nando Poggi) - Xerife
Domenico Cianfriglia – Capanga de Murdock
Rocco Lerro – Capanga de Murdock – Tolby
Martina Orlop – Mulher do Mexicano Hernandez
Alessandro Perrella – Capanga de Murdock com barba
Clemente Ukmar – Capanga de Murdock – Chapéu branco
E com Roberto Fizz (Robert Fiz) e com Gianni Fanelli, Kathrin Asimus, Enrico Casadei, Raffaele Fanelli, Milla Johansson, Lucia Mancini, Renato Pietrini e Virgilio Pont.



Jack Thompson (Ty Hardin) é um fazendeiro respeitado também conhecido como Sacramento, vive com seus filhos Jim e Maggie e seu capataz e namorado de Maggie, Ike em sua fazenda. No entanto, além disso, é um bom pugilista amador, charmoso, canastrão e exibicionista que está sempre se metendo em encrencas e lutas de bares dando prejuízos a dona do saloon local, dando pouca atenção a sua fazenda.
Tom Murdock é o seu inimigo que perdeu muito dinheiro envolvendo apostas em lutas contra Sacramento em São Francisco e Dallas ha alguns anos atrás além de atrapalhar seus golpes sujos de roubos e jogos.


Na primeira tentativa de vingança, Murdock tenta armar uma cilada para Sacramento em uma pedreira e tem quase todo o seu bando dizimado por Sacramento que acaba sendo capturado e é salvo pelos filhos no momento de ser enforcado e Murdock consegue fugir. Em seguida, tentando mais uma vez sua vingança contra Sacramento, Murdock assalta o banco de O´Donnell, onde estavam depositadas todas as economias de Sacramento e não se contendo com isso além da confusão que arrumou na região e os preparativos para uma grande luta de boxe prestes a acontecer entre Sacramento e Dynamite, Murdock sequestra Maggie, a filha de Sacramento que pede um resgate de $ 20.000 dólares que alega ter sido parte de seus prejuízos causados por Sacramento.


Após receber a notícia de sequestro durante a luta de boxe, Sacramento planeja entrar de surpresa na fortaleza de Murdock para libertar a filha Maggie. Um velho Monastério muito bem guardado pelo bando de Murdock. Pede ao seu filho Jim, seu capataz Ike e o banqueiro da cidade O'Donnell (Silvano Tranquilli), para ficarem encarregados de arrecadarem o dinheiro do resgate e encontrá-lo no local designado por Murdock no Passo do Diabo. O que se segue é uma infinita batalha entre Sacramento e o bando de Murdock. São várias situações de Sacramento para eliminar os bandidos um a um até encontrar a filha.


Filme com ação, mas não tão vibrante dirigido por Giorgio Cristallini. A fotografia de Fausto Rossi e a trilha sonora composta por Franco Micalizzi realizada para este Western Espaghetti tem como atração, a luta de boxe na época do pioneirismo da América. Ty Hardin, um ator de destaque nos filmes B e série como em “Bronco” dos anos 70; Giacomo Rossi Stuart, e Stelvio Rosi (Stan Cooper) nos seus principais e adequados papéis .


A presença da bela austríaca Krista Nell neste filme com cabelos negros interpretando Evelyn, mestiça cigana que trabalha na fazenda e é a namorada do patrão Jim Thompson (Christian Hay), filho de Sacramento. Ela faz uma discreta cena de nudez com Christian Hay, mas que pouco pode se ver de seu corpo nu em um celeiro da fazenda.
Dana Ghia (Rosy) é a proprietária do saloon que promove curiosamente lutas noturnas no interior do saloon onde é montado o ringue com juiz oficial, apostas e tudo o que exigia-se de uma luta na época.
Jenny Arkins aqui em seu segundo e último Espaghetti Western.
O primeiro foi "Il giorno del giudizio” [O Dia do Julgamento – 1971 – Brasil] como a garota do circo.



Aqui ela é Maggie Thompson, filha de Sacramento que está muito bonita, hábil com chicote, e até doma cavalos selvagens provando ser fazendeira de verdade, mas com pouca expressão. Maggie na verdade é a mulher que tem a casa, a fazenda e o controle de tudo nas mãos.
Uma curiosidade divertida é ver o cavalo de Sacramento muito talentoso chamado de “Ringo” que demonstra muita inteligência e obediência a Sacramento bem parecido ao Jolly Jumper de Lucky Luke com Terence Hill.
E Ringo tem algum papel fundamental para o desfecho de algumas situações: Finge-se de morto e consegue até buscar ajuda para Sacramento quando está prestes a ser enforcado. Outra situação é quando entra na cidade conduzindo um barril de madeira em uma carroça como isca para os bandidos para que Sacramento consiga concluir seu plano e logo em outra sequencia, empurra sozinho outra carroça de fogos de artifício para dentro do saloon colocando os bandidos em pânico.


Um filme notoriamente perceptível realizado nos anos 70, pela influencia de um figurino extravagante e cabelos ainda pertencentes a uma era Hippie. Uma paisagem com um verde mais acentuado na vegetação típica da época e lugar das locações na Espanha.
A história é simples, meio confusa e não se guarda muita coisa dela.
Outras curiosidades que poderiam ser lembradas são: Um hino gospel louvando Jesus executado com trompete por um mexicano em meio a todos os aldeões chegando da lavoura para o descanso na fazenda, enquanto Krista Nell se entrega em uma dança muito estranha para o tema.


As lutas de boxe, as quais presenciamos no filme são duas: uma no deserto entre Jim e Ike sem luvas e outra no saloon entre Sacramento e Kid Dynamite (Pietro Torrisi), o campeão de Salt West. Elas poderiam ter sido melhores executadas. A primeira luta com os movimentos em Slow-motion definem muitas falhas de golpes que não atingem o seu objetivo e isso prejudica um pouco o resultado, apesar de os lutadores procurarem evitar o combate por se tratar de um capataz e seu patrão forçados a lutarem pelo dono da fazenda, Sacramento.

Com o elenco escalado para o filme e talvez um roteiro mais sólido, Sacramento poderia ter sido um Clássico inesquecível porque a trilha sonora e a direção garantem o seu trabalho, mas mesmo assim ainda é definitivamente acima do nível de outros europeus desta época.
Ironicamente o filme fez muito sucesso por que o Box e as lutas Marciais Asiáticas estavam em evidência no mundo e muitos produtores investiram nesse seguimento e tudo o que aparecia no cinema ligado ao assunto, fazia sucesso.


Giorgio Cristallini começou sua carreira no cinema nos anos 40. iniciou como assistente de direção de Goffredo Alessandrini. Nesta função, ele trabalhou até meados dos anos 60, mas atuou também em alguns filmes como o diretor principal responsável. Sua estreia como diretor foi em 1948 com o drama (Giudicatemi !) com Roldano Lupi no papel principal.
Juntamente com o diretor Ferdinando Baldi encenou em 1954, a comédia musical (Assi Alla Ribalta), do histórico com Ugo Tognazzi, Tino Taranto, Alfredo Rizzo e Carlo Croccolo, era um elenco soberbo . Seguindo como considerável e discreto diretor já nos anos 70, fez “I Quattro Pistoleri di Santa Trinità” com Peter Lee Lawrence, este “Sei Jellato Amico, Hai Incontrato Sacramento” (Eles o Chamam Sacramento) com Ty Hardin no papel principal.



Em ambos os filmes, respira-se claramente o ar dos anos 70 solidificando o seu estilo por influencia desta época e em ambos teve o privilégio de trabalhar com bons elencos.
O velho agitador Sacramento interpreta o barbudo e sempre bem-humorado ator americano Ty Hardin, que fez aqui o seu último, de um total de cinco participações nos Espaghetti Westerns.
Talvez o melhor dos cinco seja um dirigido por Mario Gariazzo “Il Giorno Del Giudizio”, menos confuso e muito bem em seu papel de divertido e brincalhão, também com atmosfera dos anos 70.
Em “Sei Jellato Amico, Hai Incontrato Sacramento” Hardin interpreta o fazendeiro, que mesmo com idade avançada, não consegue parar de fazer bobagens e se diverte usando seus punhos no ringue.


Hardin, que protagonizou o seu Espaghetti Western de estréia em 1964 em “L' Uomo Della Valle Maledetta” do diretor Primo Zeglio, não teve com o diretor Cristallini uma relação muito boa.

De acordo com seu assistente, Ferdinando Poggi, a opinião de Hardyn não era aceita pelo diretor e se conversavam e se comunicavam somente através de um intermediário.

Hardin também fundou em 70 um grupo racista e anti-semita chamado “Patriots Arizona”, trabalhou como, um pregador fundamentalista cristão e teve, portanto, problemas com o FBI. Provavelmente não foi uma agradável peregrinação em prol do “Senhor”.

Divorciou-se de Jenny Atkins depois de quase três anos de casamento, de 1971 a 1974. Ela aqui neste filme como sua filha "Maggie".  Uma das mais lindas atrizes da época. No entanto, Hardin pareceu-se muito bem humorado e confortável em fazer “Sacramento”. Divertido e gentil mas talvez já estivesse em uma provável crise conjugal com Jenny durante as filmagens.

Murdock é interpretado por Giacomo Rossi-Stuart , que teve outras participações no gênero e, provavelmente, teve seu melhor desempenho em “Deguejo” do diretor Giuseppe Vari. Em Deguejo, Giacomo Rossi-Stuart é filho de um agricultor que vinga seu pai e tem que enfrentar Dan Vadis .
Aqui, ele assume o papel do vilão que tenta emboscar e eliminar Sacramento por várias vezes, em vão. Entre os homens de seu bando encontramos Giovanni Cianfriglia (Ken Wood), outro rosto conhecido nos Espaghettis que interpreta o braço direito de Murdock.

Uma cena engraçada é quando Sacramento desafia Murdock para um duelo na rua somente entre os dois, de homem a homem sem envolver o resto do bando e Murdick não tem como não aceitar, e é obrigado a sair para o duelo mas consegue fugir do duelo dizendo: "Você é muito rápido Sacramento mas isso não quer dizer que eu perdi", obviamente, fazendo-nos rir.
Outro clichê que pode ter saído de um filme da trilogia de Sabata ou Sartana é a arma camuflada na cabeça de uma cobra no cabo da bengala do banqueiro que chega até a salvar a vida de Sacramento em uma briga no saloon provocada pelo próprio banqueiro.




Uma situação meio que confusa é a cena em que Sacramento vai a fronteira para pedir ajuda a um amigo, um bandido mercenário mexicano “Hernandez” para ajudá-lo a encontrar sua filha e para isso Sacramento deve fazer um favor ao mexicano conversando com o governador do México para que Hernanedez possa voltar ao México com um salvo conduto do governardor.
Hernandez diz estar cansado de matar xerifes e não conseguir nunca sair da miséria. Sacramento promete a ele tentar fazer isso, mas esta situação não é concretizada no filme.

Outra cena aparentemente sem finalidade alguma é o encontro de Sacramento a caminho da fazenda onde faz uma parada com seus cowboys em volta a uma fogueira na madrugada, cuidando de um gado que não existe e não se ouve um mugido de boi. Coisas de um roteiro que Cristallini poderia ter sido melhor aproveitado. Sacramento também força seu filho Jim a boxear contra Ike e o considera muito covarde, pois ele tem uma paixão artística em desenhar cavalos que para ele são mais valiosos do que mulheres.
O capataz é Stelvio Rossi, (Pochi Dollari per I McGregor - La Muerte Busca un Hombre) de José Luis Merino.



Silvano Tranquilli é Doc O'Donnell, um banqueiro que ainda tem contas pendentes com Sacramento envolvendo relação amorosa com a mesma mulher. Pietro Torrisi, musculoso ator de Pepluns, aqui
é  Kid Dynamite, lutador profissional que vem para um desafio de box contra Sacramento.


A luta parece não ter fim, mas é envolvente.
Salvatore Furnari é o anãozinho barman com presença discreta e já visto e inesquecível em outros Espaghettis como em “I Quattro Pistoleri di Santa Trinita” do próprio Cristallini.

Interpretou o barman e desta vez não ficou escondido porque instalaram um trilho por traz do balcão em que ele pudesse se deslizar sobre um dispositivo com rodas e ser visto durante uma cena em que serve cerveja ao banqueiro O´Donnell.
Muitas vezes não conseguimos entender perfeitamente o que o diretor pretendeu transmitir em algumas cenas, mas deixou um filme divertido e até gostoso de assistir.

Você fica esperando a próxima cena te surpreender com empolgação, mas ela não vem com intensidade. Isso talvez traga algumas frustrações a alguns fãs dos Espaghettis.

Tecnicamente, Cristallini dirigiu o filme com competência e obteve um bom resultado técnico, mas sem as estruturas que tornam o gênero muito mais interessante.


Mas há pelo menos duas belíssimas cenas de destaque:
O Rancho Thompson que lhe dá a sensação de que você estivesse realmente no México, o que não é verdade, e especialmente as grandes ruínas do Monastério, em que o desfecho final ocorre e é realmente um cenário grande e incomum.
Como já descrito, o filme é um desfile da moda dos anos 70, muita gente de barbas, bigodes, costeletas, roupas coloridas e uma trilha sonora recheada de muito jazz pop, composta por Franco Micalizzi.
Além da "música título" e empolgante, parece ter sido elaborada para Sacramento e Ringo, seu cavalo.
Temos uma Edda Dell´Orso executando “ Il Cielo Negli Occhi”, uma sublime canção vocal para o casal romântico Jim e Evelyn durante um encontro no celeiro [espionado por Sacramento pela fresta da madeira].


O Sincronismo da trilha sonora também está em ordem musical com a edição e isso enriquece o filme.
A trilha sonora original mesmo, só foi lançada em 2007 pela Digitmovies em um CD duplo incluindo também a trilha sonora de “I due volti dela Paura” também de Franco Micalizzi.
Assisti a uma versão de Sacramento dublada em português para TV brasileira exibida três vezes na TV Record na série “Bang Bang à Italiana”.
Foi em 27 de Julho de 1983, 30 de Maio de 1984 e pela última vez em 27 de Abril de 1988. Interessante é que nesta versão da TV havia um final diferente no filme. Havia um casamento triplo de Sacramento com Rosie, a dona do saloon, Jim com Maggie e Ike com Evelyn e hoje ainda não obtive informações da existência desta rara versão. Ainda estou procurando-a.


CD realizado usando um tape master estereofônico do original de 33 rpm preservado pela RCA em um álbum produzido por Luca di Silverio em 1972.

Criador da trilha Sonora de "Lo chiamavano Trinità", Franco Micalizzi, foi também o responsável desta maravilhosa trilha sonora que certamente ficaria bem em até mesmo qualquer filme de Sergio Leone.

Como músico, considero uma das 10 melhores do Espaghetti Western.

Filme On Line na versão Alemã. 
http://www.videovalis.tv/videos/1169-man-nennt-ihn-sacramento-western-video 

Sacramento – Tema - Youtube  
Sacramento – Il Cielo Negli Occhi – Edda Del´Orso - Youtube

17 junho 2010

TRINITY AINDA É MEU NOME


“...CONTINUAVANO A CHIAMARLO TRINITÁ”
“TRINITY IS STILL MY NAME - USA”
Produção: Itália 1971

Direção: E. B. Clucher (Enzo Baraboni)
Música: Guido e Maurizio de Angelis e Gene Roman
Direção Musical: Gianfranco Plenizio
Fotografia: Aldo Giordani
História: E. B. Clucher
Duração: 124 min.
Produtora: De Paolis – De Laurentis – Roma

Terence Hill – Trinity
Bud Spencer – Bambino
Harry Carey Jr. - Pai de Trinity
Jessica Dublin – Mãe de Trinity
Franco Ressel – Metríê do Restaurante
Puppo de Lucca – Líder dos Monges
Dana Ghia – Fazendeira da Carroça
Enzo Fiermonte – Fazendeiro da Carroça
Enzo Tarascio – Xerife
Emilio Delle Piane – Sr. Parker
Tony Norton (Alfio Caltabiano) – Wildcat
Yanti Somer – Namorada de Trinity
Benito Stefanelli – Pistoleiro Stingary Smith
Riccardo Pizzuti – Líder da gangue no acampamento dos feijões
Gilberto Galimberti – Jogador de Baralho com tapa-olho
Fortunato Arena – Bandido Bobão do acampamento dos feijões
Girald Landry, Jean Louis, Gigi Bonos, Gild de Marco e Adriano Micantoni.

Neste segundo filme com o preguiçoso e fabuloso herói e seu meio irmão, o grandalhão e comilão “Bambino”, estão mais divertidos ainda que no primeiro “Meu nome é Trinity”. Trinity (Terence Hill) e Bambino (Bud Spencer), encontram-se mais uma vez na casa dos pais para o “banho anual” e um pacífico jantar em família, comprometendo-se com o pai (Carey Jr.) a beira da morte que continuarão trapaceiros, mas de primeira classe e terão um belo prêmio por suas cabeças. Ansiosos para provar que são ilustres e garantir o último desejo de seu pai, a dupla começa atacando uma carroça de pioneiros e fracassam acabando por ajudá-los. Em seguida já na cidade de San José, Trinity dá uma lição em um jogador trapaceiro ensinando-lhe também de como dar as cartas e atirar corretamente, impressionando os habitantes da cidade o suficiente para serem confundidos como respeitáveis agentes federais. São subornados pelo bandido local “O Sr. Parker”, um contrabandista de armas que explora os monges rabinos de um mosteiro. Lutam contra falsos padres e ainda criam tumulto em um fino restaurante francês e em pouco tempo mudam de posição resolvendo auxiliar os religiosos e acabam descobrindo uma operação de contrabando de armas envolvendo-se também na busca de US$ 50.000 implantando a desordem por todo o oeste.
O filme é assistido na televisão mundial a mais de trinta anos e é comparado as exibições de Titanic e Bem Hur, sobretudo na Alemanha e Japão.
Em 1979 na Alemanha, Bud Spencer recebeu o prêmio Júpiter por sua popularidade como Bambino, o irmão de Trinity na série e continuam sendo homenageados na Europa, e quem diria que em 1967 Enzo Barboni faria dois episódios. Um western Spaghetti sem mortes que continua sendo incansável.
Em 1969 Enzo encontrou o diretor Ítalo Zingareli que propôs “A volta de Trinity” e o resto é história.