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15 outubro 2013

NORMA BENGELL - A Morte de Norma Bengell no Brasil


O corpo da atriz Norma Bengell foi cremado às 14h40 desta quinta-feira 10 de Outubro de 2013, no Memorial do Carmo, no Cajú, Zona Portuária do Rio, após breve cerimônia reservada a amigos e parentes, iniciada às 14h.
Norma morreu aos 78 anos na madrugada de quarta-feira (9) após complicações causadas por um câncer no pulmão. As cinzas da atriz e cineasta serão jogadas da Pedra do Arpoador, em Ipanema, na Zona Sul, ainda sem data marcada.
Segundo o primo da atriz, Egberto Guimarães Costa, esse era o desejo de Norma.
O velório foi realizado na noite de quarta (9) no Cemitério São João Batista, em Botafogo, também na Zona Sul.
Entre os amigos e parentes que foram se despedir da artista, estiveram presentes o ator Ney Latorraca e os cineastas Luiz Carlos e Lucy Barreto, Silvio Tendler e Carla Camurati.
Luiz Carlos Barreto e Carla Camurati se despedem de Norma Bengell no São João Batista (Fotos de Gabriel Barreira / G1).

                                                                     "FREDA WEST"
"Vai ficar saudade. Era insubstituível.
Ela que abria todas as passeatas contra a ditadura.
Foi revolucionaria", disse Ney Latorraca, citado por Luciane Marques, amiga, cuidadora e procuradora da atriz, com um dos poucos que ligava e procurava notícia, disse que Norma se queixava do sumiço dos amigos.
 "Ela era a cara do Rio", acrescentou. "Era um exemplo de atriz e militante", disse Luiz Carlos Barreto.

A presidente Dilma Rousseff enviou uma nota de pesar pela morte da atriz, a quem disse considerar uma das principais do país. "Foi com pesar que soube da morte de Norma Bengell, uma das principais atrizes do cinema brasileiro.
Norma reunia talento e coragem em doses únicas. Ninguém que ainda hoje assiste filmes como 'Os Cafajestes', 'O Homem do Sputnik' e 'A idade da Terra' fica imune ao seu magnetismo. Neste momento de tristeza, compartilho meus sentimentos com sua família, amigos e admiradores", disse a presidente.

Musa do cinema A atriz foi uma das maiores musas do cinema e do teatro brasileiros nas décadas de 50, 60 e 70. Atriz, vedete, cineasta, cantora e compositora, Norma começou a carreira na música no início dos anos 50.
Em 1959 lançou o primeiro disco, com músicas de Tom Jobim e João Gilberto. No cinema, participou de 64 filmes.
 Estreou nas telas aos 23 anos, no longa metragem o "Homem do Sputnik", estrelado por Oscarito, onde fez sucesso parodiando a famosa atriz francesa Brigitte Bardot.

Norma Bengell fez história em 1962 ao exibir o primeiro nu frontal do cinema brasileiro aos 27 anos, no filme Os Cafajestes, de Ruy Guerra.
Nos anos 80, lançou-se diretora de cinema com "Eternamente Pagu".
Norma também participou de várias novelas como "Partido Alto" e "Sexo dos Anjos", na TV Globo.
O último trabalho foi como Deise Coturno, em 2009, no programa humorístico Toma Lá, Dá Cá. Egberto Costa contou que está recebendo muitas ligações de amigos e artistas, como o ator Stephan Nercessian e o apresentador Faustão.
"Ela deixou um legado muito importante para o Brasil. Sempre foi uma mulher de vanguarda. Vai deixar saudades em todos nós", disse.

"OS CRUÉIS" [THE HELLBENDERS]

09 outubro 2013

NORMA BENGELL - A Morte de Norma Bengell no Brasil

Mais uma grande perda para a história do Cinema e televisão.

Através de cogitações durante a madrugada nas redes sociais, foi confirmada a notícia da morte da atriz e cineasta Norma Bengell.

Nesta quarta-feira (9 de Outubro 2013). Aos 78 anos, Norma morreu por volta das três horas da madrugada, informação que veio através de um familiar.

Ela estava internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Rio-Laranjeiras, unidade Bambina, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Norma foi hospitalizada no último sábado (5 Out 2013).
Ela enfrentava problemas respiratórios há seis meses, desde quando médicos diagnosticaram um câncer no pulmão direito.

Dentre os grandes sucessos em sua trajetória do cinema e TV deixou também aos fãs, dois grandes
Westerns Espaghetti em que ela rouba a cena de seus protagonistas.

São eles: "Os Cruéis" (O Crudeli - 1967) e "Eu não perdo-o... Mato!" (Freda West - 1968)
Saiba tudo sobre estes dois filmes editados em Dezembro de 2012 aqui neste blog acessando:

Norma Bengell - Especial Brasil [Espaghetti Western]


Outras informações:

Norma Bengell - Entrevista "Isto É"  
Norma Bengell - Diversão Terra.com

21 dezembro 2012

NORMA BENGELL - BRASIL NO ESPAGHETTI WESTERN - NORMA BENGELL - ESPECIAL


Nem todos os filmes de Norma foram exibidos no Brasil.
A série "The C.A.T" (é assim mesmo) durou de 1966 a 1967.
Foi uma breve temporada com Robert Loggia (Salvattore Loggia).
Ela trabalhou somente em um episódio: To Kill a Priest (1966) dirigida por Boris Sagal, com Robert Loggia e R.G. Armstrong (trabalhou na Itália).

Foto da antiga Revista "Clube dos Artistas"  Nº 01 ano 01 de 1957 quando trabalhava com Carlos Machado. (foi ele quem a lançou no cinema).
                                                            GALERIA NORMA BENGELL
                                                                       I Cuori Infranti (1963)
                                                  Una Bella Grinta (Vigarice à Italiana - 1965)
                                                      La violenza e l'amore (Il mito) 1965

15 dezembro 2012

NORMA BENGELL - BRASIL NO ESPAGHETTI WESTERN - NORMA BENGELL - ESPECIAL

O que ninguém sabe no Brasil é que a nossa grande atriz Norma Bengell fez em sua carreira além de quase uma centena de filmes, dois grandes Westerns Espaghettis na Europa e que merecidamente será homenageada aqui.

Vou começar com uma pequena Biografia que fora elaborada através de uma incansável pesquisa para obter maiores informações sobre sua vida artística dentro e fora do Brasil.


NORMA BENGELL – Mini Biografia 
Por Edelzio Sanches - Brasil



Nascida (Birth) 21 de Fevereiro de 1935 no Rio de Janeiro, Brasil.
O nome completo de Norma Bengell é Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães D' Áurea Bengell.
Atriz, cantora, compositora e cineasta. Já aos 16 anos entrou para o mundo da moda desfilando para a Casa Canadá no Rio de Janeiro. Destacando-se por sua beleza, logo foi contratada e lançada no meio artístico pelo empresário da noite Carlos Machado, produtor de shows musicais, atuando, como vedete do teatro rebolado, trabalhando em vários shows na boate Night and Day, uma das melhores casas noturnas do Rio de Janeiro. Começou em 1950. Logo gravou um disco em 78 rpm, com as versões de "A Lua de Mel na Lua"; "E Se Tens Coração", essa última incluída na trilha sonora do filme:"Mulheres e Milhões". Dirigida por Abelardo Figueiredo. Norma apresentou um programa semanal de música popular brasileira na TV Tupi. Recebia no programa personalidades, como: Francis Hime e outros. Participou também do programa "Carrossel", da TV Rio e do programa "Noite de Gala". Além desses programas de televisão, Norma Bengell trabalhou em várias boates e casas noturnas, como o "Beco das Garrafas". Em 1959 consagrada como sex-symbol,  gravou seu 1º LP durante o surgimento da Bossa Nova: "OOOOO! Norma". Na capa do LP, a foto da artista chamou muita atenção, pois ela já era conhecida do público, pois estrelara o filme: "O Homem do Sputinik", de Carlos Manga. Era uma fotografia sensual.


Aquilo foi idéia do Aluizio de Oliveira. Cheguei a fazer show com o João Gilberto no Beco das Garrafas [Copacabana] cantando músicas dele e de João Gilberto. Mas, com o tempo, o cinema foi me afastando da música (lembra).

Presa várias vezes durante a ditadura militar, o que a obrigou a se exilar em 1971, Norma diz não guardar mágoa do passado. Muito pelo contrário (diz).

Estréia nos cinemas em 1959, como cantora, satirizando Brigitte Bardot, no filme “O Homem do Sputnik”.
Este gênero lhe proporciona participação em outros três filmes.
Em 1961, Anselmo Duarte contrata-a para interpretar a prostituta no filme “O Pagador de Promessas”. No ano seguinte Anselmo leva-a ao Festival de Cannes, onde o filme ganha a “Palma de Ouro”. O enorme sucesso desse filme e a magnífica atuação de Norma chamam a atenção de produtores italianos que acabam por contratá-la, levando-a direto para Roma. Com passagens pela Itália, França e até Hollywood.
Foi a  primeira atriz a protagonizar uma cena de nu frontal no Brasil que causou enorme furor na época, no filme “Os Cafajestes” de Ruy Guerra contracenando com Jece Valadão em 1962.

Viúva do ator italiano Gabriele Tinti (Roma-1932-1991) tendo também 137 trabalhos creditados em sua carreira atuando também em dois westerns (O filho de Django (1967) e Canhões para Córdoba (1970), com quem esteve casada durante 3 anos.

O casamento foi feito dentro do Estúdio da Vera Cruz em São Bernardo do Campo, em São Paulo, por não terem tempo disponível de irem até um cartório para celebrar a união.


Segundo citado no livro de Anselmo Duarte, "ADEUS CINEMA" (vida e obra de Anselmo Duarte), de Oséas Singh Jr. 1993, não foi bem um casamento e sim "um caso" de Norma Bengell.
Diz a lenda, que a queda artística de Norma, deu-se devido a este casamento.

Em 1960, Norma fez o filme: "Conceição". Em 1961, fez: "Mulheres e Milhões", "Carnival of Crime"; "Sócia de Alcova"; em 1962 fez:" Os Cafajestes". No mesmo ano fez ainda: "O Pagador de Promessas", e "O Mafioso". Em 1963, fez:"Il Mito"; "Il Cuori Infanti"; "La Ballata Dei Mariti"; em 1964, fez:"Noite Vazia;"La Costanza della Ragioni".  Em 1965, fez: "Una Bella Grinta"; "Mar Corrente', "Terrore nello Spacio". E continuou fazendo filmes praticamente todos os anos. Ela fez mais de 60 filmes, sendo que os principais, além destes aqui citados, foram também:"Rio Babilônia";"As Cariocas"; "A Casa Assassinada";"As Confissões de Frei Abóbora";"Assim Era a Atlântica"; "Capitão Bandeira contra o Doutor Moura Brasil";"Verão de Fogo";"Maria Bonita";"Eros, o Deus do Amor"; "A Idade da Terra"; "Eternamente Pagu"; "Vagas Para Moças de Fino Trato"; e vários outros.
Em 1965, Norma participou do disco:"Meia Noite em Copacabana", dirigido por Dick Farney. Em 1962, ela gravou a canção;"Tristeza', para o filme:"Copacabana Palace". Norma Bengell atuou em Holywood no filme de Boris Segal "Cat Burgler". Atuou também na Itália onde fez alguns filmes, dentre eles 2 Westerns Spaghettis que se tornariam Cultuados pelos fãs te todo o mundo, mas desconhecidos até pocuo tempo pelos brasileiros sendo: em 1967 “I Crudeli” e em 1968 “Fedra West”. 


Mais tarde foi contratada pela Rede Globo de Televisão, para apresentar o programa: "Shell em Show Maior". Em 1977, lançou o LP "Norma Canta Mulheres", com músicas de várias autoras. A partir daí foi dando prioridade à carreira de atriz e cineasta, só esporadicamente como cantora. Mas em 2001, a Sony Music lançou o disco de Norma:"Groovy".
Norma Bengell foi também diretora cinematográfica. Dirigiu: "O Guarani", "Eternamente Pagu"; "Magda Tagliaferro"; "Infinitamente Guiomar Novaes"
Acostumada às polêmicas que sempre cercaram sua vida de atriz e até de diretora como em 1996 que fora acusada de desviar dinheiro público na prestação de contas do filme “O Guarani”, que produziu e dirigiu.
Isso lhe custou o bloqueio de seus bens até hoje. Norma, que afirma inocência, é taxativa:
- Podem falar o que quiser de mim, eu não ligo. Eles falam porque não têm outro assunto.
Questionada na época por ser uma atriz difícil, respondeu:
- Eu não me meto no filme dos outros. Mas se me botar dez horas esperando no sol quente, eu reclamo mesmo. Tem de reclamar. Eu disse sim ao que era certo e não ao que estava errado. 

Norma não gosta de lembrar dos falatórios sobre suas duas últimas peças.
Em 2007, “O Relato Íntimo de Madame Shakespeare” precisou ser tirada de cartaz porque a atriz esqueceu o texto, por conta de “problemas de saúde”.
Em 2008, no Festival de Curitiba, com a sua participação em “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, com o grupo Os Satyros, sofreu problemas técnicos que comprometeram a estréia. Sobre o acontecido ela justificou:
- Eu não tenho culpa se o departamento de som não fez a sua parte bem feita. 


 

Norma Bengell é um dos mais conhecidos nomes do cenário artístico nacional e esteve em 2008 atuando na Série “Toma lá, da cá”, comédia Brasileira da TV Globo na personagem “Dayse Coturno” ao lado de Miguel Falabella e Adriana Esteves.
Na segunda temporada de “Toma Lá, Dá Cá” o nome da atriz Norma Bengell era creditado na abertura do programa. Neste ano, a intérprete da divertida “Dona Deise Coturno”, acabou sendo creditada apenas como “participação especial” após o título do programa. A dúvida do motivo do sumiço do devido crédito para a artista foi tamanha, que até a revista Minha Novela publicou um questionamento da mídia e dos fãs.
Pois no dia 16-06-2009, um programa depois de ser abordado o preconceito que a personagem vivida por Norma enfrentava de todos no condomínio Jambalaya (onde se passava a série da Rede Globo) por ser lésbica; o nome da atriz voltou a aparecer nos créditos de abertura. Ninguém esclareceu o motivo do sumiço e reaparecimento do nome de Norma Bengell, mas pelo menos ficou registrada nossa reclamação e tudo fora solucionado.
E segundo prévias da audiência, o episódio de 16-06-2009, “A Tal da Metalinguagem”, deu 25 pontos de audiência em São Paulo, recorde da atual temporada ganhando ainda mais força pelo fato de Norma Bengell, intérprete da lésbica, deixar de ser creditada na abertura do programa. E também o fato de que em um dos primeiros programas de 2009, foi feita uma ação de merchandising que começou com Adriana Esteves apresentando uma salada que preparou com maionese Hellmann´s, para em seguida, outros personagens disputaram espaço na propaganda, para também receberem cachê, provando mais uma vez que a atriz ainda é acompanhada pelos fãs.

I CRUDELI (1967)
Os Cruéis (Brasil)
Hellbenders (USA)
Los despiadados (Espanha)
The Cruel Ones (USA)
The Hellbenders (USA



Direção: Sergio Corbucci
História: Albert Band, Louis Garfinkle, Virgil C. Gerlach,
José Gutiérrez Maesso, Ugo Liberatore,
Produção: Albert Band
Música: Ennio Morricone - Nunzio Rotondo (Trumpet solo)
Fotografia: Enzo Barboni
Coordenador de Dublês: Benito Stefanelli



Elenco
Joseph Cotten - Coronel Jonas
Norma Bengell - Claire/Sra. Ambrose Allen
Al Mulock - Mendigo
Aldo Sambrell - Pedro
Julián Mateos - Ben
Ángel Aranda - Nat
Gino Pernice - Jeff
Julio Peña - Sargento Tolt
Claudio Gora - Reverendo Pierce
Ennio Girolami - Tenente Soublette (Comandante do Fort Brent
José Nieto - Xerife
María Martín - Kitty/Sra. Ambrose Allen
Giovanni Ivan Scratuglia - Jogador no Denton Saloon
Rafael Vaquero - Bandido Mexicano
Simón Arriaga - Bandido Mexicano
José Canalejas - Bandido Mexicano
Álvaro de Luna - Bixby
Claudio Scarchilli - Chefe Indio
Benito Stefanelli - Slim, O jogador
Gene Collins - Soldado da União contando dinheiro
William Conroy - Soldado da União

 

Direção de Sergio Corbucci, nada mais que o criador do lendário Django. 
Uma co-produção Ítalo-Espanhola. 
Neste filme ela faz a personagem “Claire” uma mulher pega como refém de uma família de bandidos (Pai e três filhos) que passa a ser também cúmplice de seus atos. No papel de uma mulher audaciosa ao lado de Joseph Cotten, Al Mulock, Aldo Sambrell, Julián Mateos, Angel Aranda, Gino Pernice, enfim; um elenco de super-conceituados atores no gênero. 
Com música de Ennio Morricone e fotografia de Enzo Barboni que mais tarde se tornaria o criador e diretor dos filmes do personagem “Trinity” original com Terence Hill.
Este foi considerado para a época um dos mais violentos Westerns produzidos na Europa.
O cartaz da época dizia o seguinte:..."Na epopéia do Oeste, homens selvagens como animais, lutavam por ideais diferentes".
Produzido pela Embassy Pictures, teve cenas filmadas em Madrid, Alberche, Castile, Almeria, Granada e Anzio.
Estreou em Roma em junho de 1967, e em Madrid, novembro de 1967.
Trilha sonora de Ennio Morricone (com participação da cantora lírica Edda Dell' Orso e do Coral dos Cantores Modernos de Alessandroni).
No Brasil o filme já pode ser encontrado em DVD e sem dúvida nenhuma os brasileiros agora poderão conhecer e ver o trabalho de Norma Bengell no meio deste bando de mexicanos sanguinários e pervertidos em uma atuação deslumbrante e marcante neste que também pode ser considerado um clássico neste seguimento.

IO NON PERDONO...UCCIDO!  (1968)  
Eu Não Perdo-o...Mato! (Brasil)
I Do Not Forgive... I Kill! (USA)
Phaedra West (USA)
Ballad Of A Bounty Hunter (USA)
Fedra West (USA)


Direção: Joaquín Luis Romero Marchent
Escrito: Víctor Auz, José Luis Hernández Marcos,
Bautista Lacasa, Joaquín Luis Romero Marchent e Giovanni Simonelli
Música: Piero Piccioni
Fotografia: Fulvio Testi
Edição: Mercedes Alonso

Elenco 
James Philbrook - Don Ramon
Norma Bengell - Wanda
Simón Andreu - Stuart
Luis Induni - Irmão de Wanda
Alfonso Rojas - Julio Alvarez
Giancarlo Bastianoni - Bandido
Alfonso de la Vega - Bandido
Álvaro de Luna - Bandido
Emilio Gutiérrez Caba - Jose (as Emilio Gutierrez Cava)
Javier Maiza - Sbirro de Don Ramon
Carlos Romero Marchent - Bandido
María Silva - Isabel Alvarez
Ángel Ortiz, Joaquín Solís, Angelo Angeloni, Ángel Aranda, Clementina Cumani,                   
Rafael Hernández, Antonio Padilla, Juan Antonio Rubio e Maria Cumani Quasimodo.

 

Outro western Europeu de Co-Produção Ítalo-espanhola.
Licenciado para exercer medicina, o jovem Stuart, filho de Ramon, um rico fazendeiro mexicano, retorna para a casa de seu pai, que está casado com Wanda, uma mulher de origem humilde.
Ramon, é submetido a roubos freqüentes de seus rebanhos de gado por ladrões cruéis.
É um fazendeiro que procura evitar a violência até memso contra quem insulta o seu filho.
Um dia, durante uma tempestade, Wanda, apaixonada por Stuart, trai Ramon.
Arrependido, o jovem se recusa a continuar a enganar seu pai e decide deixar a fazenda, para se dedicar-se à sua profissão.
Wanda, para vingar-se, em seguida, revela Ramon que ela o traiu com seu próprio filho.
Ramon, em um acesso de raiva sai a caça do filho e acaba por matar os dois em um final trágico.
É um grande Western Dramático que lembra um pouco outro neste estilo; "Homem, Orgulho e Vingança" (L'uomo, l'orgoglio, la vendetta - 1968) com Franco Nero, Klaus Kinski e Tina Aumont.
Outra curiosidade é que a edição do flme ficou por conta de outra grande e belíssima atriz, Mercedes Alonso.
Norma Bengell é a protagonista principal deste Drama e merecidamente deixa sua marca dentro da história, com atuação firme e com seu olhar sempre compenetrante frente a câmera.
Sem dúvida nenhuma será lembrada pleos fãs do Espaghetti Western no Brasil e no mundo por ter sido mais uma aventureira em atuar pelos desertos áridos da Espanha e na Itália.

 
Diva do cinema nacional de uma era. 
A atriz Norma Bengell, 75 anos, que recentemente viveu a dona Deise de Toma Lá Dá Cá (Globo), afirma odiar quem lhe diz “Norma, você era tão linda...”. Aos indelicados, responde:
-Ainda sou uma mulher bonita. A beleza apenas muda com a idade.
Norma Bengell  fez sua última atuação no teatro aos 75 anos em 27 de março de 2010 em “Dias Felizes”  de Ruy Guerra, com a montagem  de Samuel Beckett, dirigida pelo amigo Emílio Di Biasi , no Teatro do Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo (SP)
- Minha personagem era uma otimista e eu também. Senão, já tinha morrido. (disse)
Hoje aos 77 anos atravessa graves problemas de saúde e financeiros tendo, poucos amigos para ampará-la.
O reconhecimento do Brasil por seus artistas é mesmo lamentável. Enquanto todos estão em plena fase de produção e atuação,  são idolatrados e explorados pela mídia, mas depois que passa-se o tempo, são esquecidos e abandonados  por  todos.
Deixo aqui registrada a minha homenagem a está grande artista internacional que deixou dois Westerns em sua carreira: Dois grandes filmes e que sempre serão lembrados por todos os fãs.
Sua última entrevista mencionando suas dificuldades estão gravadas neste vídeo em que suas revelações são surpreendentes.
CURIOSIDADES - RARIDADES
 
 

Vídeo da Lamentável reportagem com Norma Bengell 
Abaixo-assinado - Por uma velhice digna à Atriz Norma Bengell - Governo Federal  
Trecho/Parte do filme “Os Cruéis” no Youtube  
Trecho/Parte do filme “Fedra West” no Youtube  
Filmogrfia Completa – IMDB.NET
Agradecimentos Especiais ao amigo Marcos Maurício Lima – BH /MG pelo material de seu acervo cedido para concluir este mais completo trabalho de pesquisa sobre a carreira de Norma Bengell agora disponível aos fãs somente aqui através deste blog.
Edelzio Sanches - Editor

19 agosto 2012

Joaquín Luis Romero Marchent - Morre na Espanha

Morre Joaquín Luis Romero Marchent, Diretor, Escritor, Roteirista, Segundo Diretor e Assistente de Diretor.
Nasceu em 26 de Agosto de 1921 em Madrid e faleceu aos 17 de Agosto de 2012 aos 91 anos de idade.
Diretor de uma filmografia de aproximadamente 41 filmes deixou em sua obra 16 Westerns Espaghettis até hoje cultuados por todo o mundo dentre eles vários em Preto e Branco.

A RTVE criadora da série de sucesso "Curro Jiménez" está novamente de luto. Perdeu o seu personagem principal, morreu Sancho Gracia em 10 de Agosto aos 75 anos, vítima de câncer de pulmão e agora morre após muito sofrimento, Joaquín Luis Romero Marchent, diretor de 12 capítulos desta produção, vítima do mesmo mal.

O diretor e roteirista do cinema espanhol, morreu em Madri, sua cidade natal, aos 91 anos. Arquiteto de muitos westerns filmados em Espanha como "Antes llega la muerte" (A morte vem antes - 1964), é também o autor dos dois primeiros filmes sobre o herói de "El Coyote - 1955".

Ele estava sempre ligado ao cinema, já que grande parte da sua família estava nele. Seu pai, Joaquim Romero Marchent Gómez de Avellaneda, foi diretor e proprietário da revista "Rádio Cinema" e também o produtor da "Films Intercontinental." Enquanto seus irmãos Rafael e Carlos, dedicaram-se ao mundo da atuação e desempenho, e sua irmã decidiu tornar-se assembler. A incursão da família no cinema não pára, alcançando a terceira geração com sua filha Nuria Romero, herdeira desta vocação também enfoca o papel importante do script.
O diretor deixou sua marca, apostando em introduzir pela primeira vez, na Espanha, o gênero Western. O diretor de Madri é considerado por muitos como um dos precursores do Spaghetti Western. Um subgênero que foi produzido na Espanha, geralmente era em Almería, na Itália, principalmente no complexo do estúdio de cinema em Roma, Cinecittà. Alem disso Marchent é cultivado também por outros gêneros, como a comédia presente no filme "Despido improcedente" (Demitido sem justa causa - 1980).

"El crimen de Pepe Conde" (O crime de Pepe Conde - 1946), produzido por seu pai e dirigida por José López Rubio, é o começo de Joaquín Luis Romero no filme como experiência, depois de tentar a sua sorte em outras profissões, como o futebol.
Mais tarde, ele tentou a sorte como assistente de direção sob o comando de Luis Lucía, Francisco Rovira Beleta e José Diaz Morales, até que em 1953 começou como diretor, curiosamente num thriller em "Juzgado Permanente" (Tribunal Permanente - 1953).

Em 1955, quando ele teve a oportunidade de entrar no mundo do western espanhol para executar trabalhos antes feitos pelo diretor mexicano Fernando Soler com o Zorro, Marchent criou "El Coyote" e "Justiça do Coyote", criado a partir do romance do escritor, natural de Barcelona José Mallorqui.
A partir de então ele foi reconhecido por praticar a direção do gênero Western Espaghetti com maestria.
Exemplos são: "La venganza del Zorro" (Revenge of Zorro - 1961), "Tres hombres buenos" (Três homens bons , [Implacable Three] - 1963) e "El sabor de la venganza" (Taste of Revenge - 1963). Dentre os melhores de sua obra no Oeste estão: Garringo, Fedra West (participação de atriz brasileira Norma Bengell no papel de Wanda), 100.000 dollari per Lassiter, Condenados a vivir, Un par de Asesinos entre outros.
Infelizmente mais uma grande perda para o cinema e para os fãs de seus trabalhos.