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28 janeiro 2010

Vampire Weekend - “Contra” (2010 XL)

Os atípicos Vampire Weekend desde o seu disco de estreia que cativaram uma boa quantidade de fãs e antipatias.
Isso deveu-se essencialmente e simultaneamente pelo facto de ao terem extraído toda a permutabilidade das melodias e ritmos instituídos nos principais elementos da música Africana, com uma jovialidade e um aparato habilidoso, fez com que o mesmo fosse considerado como um acto pretensioso realizado por um bando de miúdos universitários privilegiados.
Mas a sua música - executada com precisão e inspiração - é meritória do “hype” que geram.
Mais uma vez produzido pelo teclista Rostam Batmanglij, “Contra”, é mais complexo e variado, mas menos imediato do que o seu antecessor. Aqui o quarteto liderado por Erza Koenig inventou novas formas de recriar o que tinham feito anteriormente. Existem menos guitarras, e mais “samples”, muitos sintetizadores, várias espaçosas orquestrações e mais efeitos de estúdio que realçam o seu som. As influências africanas ainda estão presentes, mas agora incorporam o “dancehall”, “reggae”, e o “ska”. E assim, cada impecavelmente meticulosa composição é uma inventiva experiência rítmica cultural.
Seja no sereno matraqueado piano, evocativo dos Konono Nº1 de “Horchata”, no ruído arrastante de “White Sky”, na incorporação do “ska” em “Holiday”, no cintilante piano e nas luxuriantes orquestrações de “Taxi Cab”, na frenética “Cousins”, no “electro-rock” presente em “Giving Up The Gun” ou na delicada e melancólica “I Think Ur A Contra”, o exótico “Contra” confunde e encanta, e os “antipatizantes” estão a perder algo brilhante.
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09 maio 2008

DeVotchka - “A Mad & Faithful Telling” (2008 Anti)

Já não é de agora (David Byrne ou Peter Gabriel, entre outros, já por lá passaram), mas a globalização tem uma participação cada vez mais acentuada na música “pop”/“rock”. Existem cada vez mais bandas a buscar inspiração em temas globais (podemos referir Beirut, A Hawk and a Hacksaw, Gogol Bordello, M.I.A., Vampire Weekend, como os mais recentes).
No entanto ninguém cultivou o seu multiculturalismo como os intrigantes DeVotchka.
Originários de Denver, é certo que os DeVotchka nunca foram estritamente uma banda “indie-rock”, sempre navegaram por outros territórios, onde as influências ciganas, eslavas ou gregas, ajudaram a criar este “global gypsy folk” caracteristicamente único. Mas é certo que o seu ecletismo instrumental sempre criou canções épicas e emocionais, que oscilam entre um tipo de “cabaret” teatral e as confissões pessoais.
A fantástica vibração produzida pelo violino, pelo acordeão, pelo “bouzouki”, pelos trompetes, ou pelo “sousaphone”, desembainha uma esfera musical sem limites, desde a introdução com “Basso Profundo”, que mistura “folk” da Europa de Leste com influências Morricone, ou no subtil e luxuriante “Along The Way”, com a impetuosa secção de cordas e as cornetas “mariachi”. E assim como “Head Honcho” se diverte com a “polka”, o bolero está presente em “Undone”e a música cigana em “Comrade Z”. Se a todo isto juntarmos o trautear de Nick Urata, temos o som de um novo mundo global.