Mostrar mensagens com a etiqueta Serge Gainsbourg. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Serge Gainsbourg. Mostrar todas as mensagens

28 setembro 2009

Covers # 11 - Jon Auer - “6 1/2” (2001 Pattern 25)

Fico sempre desconfiado com os supostos discos de “versões”, pois na maioria das vezes, nem sempre conseguem entender, nem igualar a intenção das mesmas, e ficam muitas aquém das expectativas criadas. Felizmente neste caso, a mestria como Jon Auer reinventa radicalmente os originais, apropriando-se dos mesmos e moldando-os ao seu estilo faz o disco funcionar na perfeição.
Não sei se na altura da sua edição, este disco funcionou como uma resposta ao excelente disco a solo – “Touched” - que Ken Springfellow editou no mesmo ano, mas o outro Posie apresentou-nos esta pequena maravilha de seis versões e meia (daí o titulo). Pois para além do exercício experimental que é o tributo a “Bonnie & Clyde” de Serge Gainsbourg, temos versões dos The Chameleons, dos Swervedriver, dos Ween, dos Hüsker Dü, dos Psychedelic Furs, e até de Madonna. E se a escolha dos temas é fantástica, os resultados são surpreendentes. As canções contêm o característico estilo rancoroso de Auer e evocam o “pop” delicioso que caracterizava os The Posies.
E realmente o único pecado deste disco é ser tão pequeno.
_

15 junho 2009

Classic # 21 - Serge Gainsbourg - “Histoire De Melody Nelson” (1971 Philips)

Se bem que Gainsbourg já tivesse determinado para si próprio, uma vida recheada de provocações e comportamentos semi-proibidos, como adição à de estrela musical, as partes nunca encaixaram tão perfeitamente como em “Histoire De Melody Nelson”, que pode ter só 28 minutos, mas que 28 minutos. Uma hábil e intrigante história baseada no brusco romance do narrador com a jovem ninfa Melody do título, de apenas 14 anos. E onde Serge exercitou uma orquestra de 50 elementos com uma destreza que faz com que as obras contemporâneas grandiosamente propensas como “Tommy” dos The Who, pareçam imensamente deselegantes.
Seguindo o seu impulso para chocar, a história é Gainsbourg no seu método tipicamente atenuante: conheceu Melody depois de a derrubar na sua bicicleta com o seu Rolls Royce, depois planeia transporta-la bizarramente para Sunderland, mas entretanto ela morre numa acidente de aviação.
Melody é bem representada no disco e na sua capa pela grávida, no entanto ainda púbere Jane Birkin (sua companheira de vários anos), enquanto a música (criada em colaboração com Jean-Claude Vannier, e que foi samplado por Massive Attack e Portishead, entre outros) alterna desde a resolutamente cinemática “Melody”, passando por várias ritmadas baladas, pelo interlúdio orgiástico “En Melody”, com os risinhos despropositados de Birkin, antes de concluir com o imperioso e trágico “Cargo Culte”.
Uma obra-prima inundada com delicadas guitarras, luxuriantes arranjos de cordas e impetuosos coros, que continua a atrair atenção, pelo numeroso numero de admiradores famosos (Air, Beck), e que serviu de planta para obras como “This Is Hardcore” dos Pulp.
_