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11 junho 2008

Electronic # 3 - Jimi Tenor – “Intervision” (1997 Warp)

Se não conhecem o trabalho de Jimi Tenor, não estejam à espera do perverso “techno” muito usual nos discos da Warp.
De uma forma notável Tenor rouba maldosamente de todos os quadrantes da música “pop”, “funk” e “jazz” anglo-saxónica. E as suas influências são bem visíveis, de Stan Getz a Gary Numan, passando por Gary Glitter ou Barry White. Se juntarmos a tudo isto uma confessa fascinação pelas bandas sonoras dos “film noir” dos anos 60 e 70, e graças a uma virtuosidade de camaleão, este finlandês, conseguiu um conjunto de linguagens musicais originalmente diferentes e múltiplas.
Estamos perante uma verdadeira, ecléctica e divertida aventura. Temos a ritmada “Wiping Out” como as suas vocalizações “vocoded” e ritmos “jazzy”, a cativante “Sugardaddy” com as suas impuras e ásperas matrizes rítmicas, a personificação de Barry White em “Downtown” ou “”Can´t Stay With You Baby”. Em “Outta Space” somos rapidamente transportados para um mundo de “esmagadores” baixos, e melodias penosas. E somos surpreendidos pela forma como conduz o clássico de Duke Ellington, “Caravan”, para o século XXI.
O melhor deste disco é o facto que melhora a cada audição, e é o melhor lugar para se começar a acompanhar a obra de Tenor.
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08 maio 2008

DVD # 2 “Warp Vision 1989-2004” (2004 Warp)

Uma compilação para os fanáticos da editora Warp, que ao completar quinze anos de actividade, resolveu editar os vídeos que acompanhavam a promoção dos seus artistas.
A editora ficou conhecida por tentar incorporar a sua inovativa sonoridade também na imagem gráfica dos seus discos e vídeos.
Aqui encontramos desde os pioneiros da electrónica experimental como Sweet Exorcist, L.F.O. ou Nightmares on Wax, passando pelos seguidores como Autechre, Plaid ou Squarepusher, mas também todos os outros artistas que foram passando pela eclética editora como Jimi Tenor, Broadcast, Luke Vibert ou Prefuse 73.
E é interessante assistirmos à evolução da qualidade dos vídeo, desde o primeiro, absolutamente básico que é “Testone” dos Sweet Exorcist (curiosamente realizado por Jarvis Cocker) em 1990, até aos notáveis trabalhos dos Autechre que complementam visualmente a música, como “Gantz Graf” de 2002.
Nestes 32 vídeos o destaque obvio vai para os realizados por Chris Cunningham para Aphex Twin, Squarepusher e Autechre, onde o universo bizarro do primeiro encaixa perfeitamente na electrónica disfuncional dos segundos. Em especial essa deliciosa parodia aos vídeos de hip-hop que é “Windowlicker”.
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29 junho 2007

Jimi Tenor & Kabu Kabu – “Joystone” (2007 Sahko)

Ao longo dos anos Jimi Tenor foi um dos músicos mais aventureiros na área da música electrónica no seu desejo de experimentação, ao criar um som caracteristicamente único em editoras como a Warp, a Kitty-Yo, e na sua Sahko.
Ao reunir-se com o colectivo africano Kabu Kabu (que inclui nas suas fileiras Nicholas Addo Nettey, ex-percussionista de Fela Kuti), Jimi Tenor conseguiu a liberdade de realmente explorar-se e expandir-se, e assim regressa com um dos seus melhores discos.
Com “Joystone” Jimi Tenor simultaneamente consolida o seu som electrónico particularmente “kitsch”, ao mesmo tempo que o expande ao incorporar os ritmos terrenos dos Kabu Kabu. O resultado é uma experiência musical imaginativa e calorosa.
Existe uma mudança de rumo, e assistimos a um regresso aos anos 70, que servem de inspiração na forma brilhante como é efectuada a interligação ente a música electrónica, o afro-beat, o soul-jazz, o funk e a pop.
Os teclados e os sintetizadores de Tenor mantém-se como o ponto central das composições, no entanto as percussões africanas dão uma contribuição notável conduzindo-as numa direcção única. É um cocktail funk, com temas extremamente alegres, que nos relembram o verão.
Excepcionalmente contagiante e único.