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10 junho 2015

O Rock Psicodélico Brasileiro e Suas Particularidades



A psicodelia se fez presente no rock nacional com suas guitarras distorcidas e letras lisérgicas desde a segunda metade dos anos sessenta, desdobrando-se em vários subgêneros e incorporando as sonoridades regionais, especialmente a nordestina. Essa febre durou até meados dos anos setenta.

Enfrentando toda sorte de preconceito, o gênero contribuiu para alargar os horizontes da música brasileira, cujas estruturas conservadoras haviam sido abaladas pouco tempo antes pelo som de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rogério Duprat e Os Mutantes, num movimento chamado "Tropicalismo". Sem apelo comercial, o som psicodélico ficou restrito a grupos mais radicais, ao público mais descolado e sintonizado com o movimento hippie, concretizados em poucas gravações de raros e valiosos lps e compactos.

As primeiras manifestações psicodélicas ocorreram em São Paulo, por meio de grupos como The Beatniks, Os Baobás e The Galaxies, que introduziram em seus repertórios clássicos do gênero produzido nos Estados Unidos, especialmente. The Beatniks, grupo de palco do programa Jovem Guarda (Roberto Carlos) na TV Record, aliado ao agitador cultural e artista plástico Antônio Peticov, produziu ótimos compactos, com covers de Gloria (Them), Fire (Jimi Hendrix) e Outside Chance (The Turtles). Os Baobás, que teve Liminha entre seus membros, também destacou-se por meio de cinco ótimos compactos e um LP, onde registraram sua paixão por Doors, Jimi Hendrix e Zombies, entre outros. Enquanto The Galaxies, misto de paulistas, americanos e ingleses, deixaram um raro e clássico álbum gravado em 1968, contendo canções originais e covers para Love, Donovan e outros ícones da geração flower power.

Ainda nos anos sessenta, outras bandas como The Beat Boys, Os Brazões e Liverpool produziram obras geniais que ficaram na memória de quem viveu a época. The Beat Boys, depois de acompanhar Caetano Veloso em Alegria Alegria e Gilberto Gil em Questão de Ordem, gravou um excelente álbum, lançado em 1968, que contém alguns clássicos da psicodelia nacional, como Abrigo de Palavras em Caixas do Céu. Os Brazões também gravaram apenas um ótimo e ultra-tropicalista lp, que contém Gotham City (regravada pelo Camisa de Vênus, nos anos oitenta), Pega a Voga Cabeludo (de Gil), Momento B8 (Brazilian Octopus) e Planador (Liverpool), entre outras pérolas sonoras. Já o grupo gaúcho Liverpool é responsável por um dos melhores álbuns gravados nos anos sessenta, o LP Por Favor, Sucesso, que contém as clássicas Impressões Digitais, Olhai os Lírios do Campo e Voando, entre outras.

Menos conhecidos, grupos como Spectrum, Bango, Módulo 1000, Equipe Mercado e A Tribo também marcaram com suas misturas sonoras o início dos anos setenta. O grupo Spectrum, de Nova Friburgo, com a trilha sonora do filme Geração Bendita, produziu um dos mais raros e desconhecidos discos de psicodelia dos anos setenta, com qualidade internacional, e ainda atual. O carioca Módulo 1000, por sua vez, marcou o início da década de setenta com seu som psicodélico-progressivo, registrado no disco Não Fale Com Paredes, outro clássicos do rock nacional de todos os tempos, relançado em CD. A Tribo, com Joyce, Toninho Horta e outros músicos que depois brilharam na MPB, e Equipe Mercado, tendo à frente a dupla Diana e Stull, transitaram entre a influência roqueira e as sonoridades regionais, deixando algumas poucas gravações.

A partir dessas primeiras experiências, e incorporando o som progressivo, inúmeros grupos transportaram a juventude brasileira para espaços mais livres e criativos, além dos limites impostos pela censura ditatorial. Apoiados na riqueza musical nacional, os grupos misturaram rock, tropicalismo, barroco, jazz, erudito, som oriental, música regional e tudo o mais disponível para criar um dos universos sonoros mais criativos do planeta, naquele momento. Grupos como A Barca do Sol, Som Nosso de Cada Dia, Moto Perpétuo, Som Imaginário, Terreno Baldio, Recordando o Vale das Maçãs, Soma, Veludo, Vímana e Utopia - uns mais conhecidos, outros ainda obscuros para a grande maioria - deram a sua contribuição de ousadia e de inventividade sonora e poética para a história do rock brasileiro.

Ainda, em meados dos anos setenta, Lula Côrtes, Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Paulo Raphael, especialmente, deixaram a marca de uma nova e delirante mistura, que resultou na posterior invasão nordestina. Em 1972, com participação do maestro Rogério Duprat, Alceu Valença e Geraldo Azevedo produziram um disco em parceria, que trazia influências pós-tropicalistas, rock and roll e sonoridades nordestinas, que antecipou o clássico Paêbirú, O Caminho do Sol - raro e ultrapsicodélico álbum duplo, gravado em 1974, sob o comando de Lula Côrtes e Zé Ramalho. Na seqüência, transitando para a afirmação dos ritmos mais regionais, Alceu Valença, Zé Ramalho e o grupo Ave Sangria (de Paulo Raphael), especialmente, ainda produziram peças com viés psicodélico, como Vou Danado Pra Catende (Alceu Valença), A Dança das Borboletas (Zé Ramalho) e Momento na Praça (Ave Sangria).

AS BANDAS E ARTISTAS QUE MAIS SE DESTACARAM NA ÉPOCA

Apresentamos aqui uma relação das principais bandas e intérpretes que fizeram a história da psicodelia brasileira, nos anos sessenta e setenta. Os verbetes são sintéticos, e alguns deles foram publicados originalmente na revista ShowBizz (de novembro/2000).



THE BEATNIKS - Complete Mocambo Singles 1968
Lenda do rock paulistano, The Beatnkis foi o grupo de palco do programa Jovem Guarda e, ao mesmo tempo, responsável por surpreendentes compactos garageiro-psicodélicos. Entre 67 e 68, gravou quatro disquinhos pelo selo Rozemblit contendo covers para Turtles (Outside Chance), Them (Gloria) e Jimi Hendrix (Fire), entre outros. Em suas diversas formações, o grupo contou com Bogô, Regis, Nino, Márcio, Mário e Norival. Antônio Peticov produzia as capinhas psicodélicas da banda.






CÓDIGO 90 - Single 1967
Banda paulistana formada em 67 pelo ex-Top Sounds e Loupha, Marcos 'Vermelho' Ficarelli (guitarra), Mário Murano (teclado), Pedro Autran Ribeiro (vocal), Sérgio Meloso (bateria) e Vitor Maulzone, além do guitarrista Tuca. Agitaram as domingueiras do Clube Pinheiros, em São Paulo, com apresentações psicodélicas, e deixaram apenas um raro compacto pelo selo Mocambo/Rozenblit - Não Me Encontrarás/Tempo Inútil (67).




SERGUEI - Singles 1966-1975
Com visual/postura rocker-hippie e uma discografia dispersa em raros compactos, Serguei é um ser psicodélico por natureza. Em 67, gravou Eu Sou Psicodélico, As Alucinações de Serguei e o mix de rock-Jovem Guarda-protesto chamado Maria Antonieta Sem Bolinhos. Em 69, com a banda The Cougars, gravou Alfa Centauro, um flerte com o tropicalismo, sem perder a 'acidez'. Ouriço e Burro-Cor-de Rosa também são clássicos de sua discografia e da psicodelia nacional.



Os Baobás - Os Baobás 1968
Grupo que antecipou a chegada do hit Light My Fire (The Doors) no Brasil, em gravação que contou com o futuro Mutantes e produtor Liminha no baixo. Inicialmente beat, enveredou pela psicodelia clássica "importada", que resultou na gravação do único álbum em 68, contendo diversos covers (entre eles, Oranges Skies, do Love), pelo selo Rozemblit. Também lançaram cinco compactos, com destaque para a versão de Paint It Black/Pintada de Preto (The Rolling Stones). O grupo tocou com Ronnie Von, com quem gravou um compacto (Menina Azul) e flertou com o tropicalismo, acompanhando Caetano Veloso em shows, em substituição aos Beat Boys. A primeira formação do grupo contou com Ricardo Contins (guitarra), Jorge Pagura (bateria), Carlos (baixo), Renato (guitarra solo) e Arquimedes (pandeiro). Também passaram pelas diversas formações da banda Rafael Vilardi (ex-O'Seis), Guga, Nescau, Tuca e Tico Terpins (depois Joelho de Porco).



BEAT BOYS - Beat Boys 1968
Um misto de brasileiros e argentinos radicados em São Paulo, o grupo Beat Boys ficou conhecido por acompanhar Caetano Veloso em Alegria Alegria, no Festival da Record e em disco. Integravam o grupo Cacho Valdez (guitarra), Willy Werdaguer (baixo), Tony Osanah (vocal e pandeiro), Marcelo (bateria). Toyo (baixo e teclados) e Daniel (outra guitarra). Gravou um único álbum pela RCA Victor, lançado em 68, contendo Abre, Sou Eu (Billy Bond) e covers radicais como Wake Me, Shake Me (The Blues Project).




THE GALAXIES - The Galaxies 1968
O garageiro The Galaxies era formado pelo inglês David Charles Odams (guitarra e vocal), pela americana Jocelyn Ann Odams (maracas e vocal) e pelos brasileiros Alcindo Maciel (guitarra e vocal) e José Carlos de Aquino (guitarra e bateria. Lançado pelo selo Som Maior, o álbum contém cover para Orange Skies (Love) e composições próprias, como Linda Lee, de David e Carlos Eduardo Aun, o Tuca, ex-Lunáticos, e depois Baobás, que também toca no
disco.





SUELY E OS KANTIKUS - Single 1968
Grupo formado pela ex-O'Seis (o pré-Mutantes), Suely Chagas, mais os guitarristas Lanny Gordin e Rafael Vilardi (também do pré-Mutantes). O grupo ganhou o Festival Universitário de São Paulo, em 1968, com a música Que Bacana. Na linha tropicalista, gravou um único compacto (Que Bacana/Esperanto), que traz Lanny em um dos seus melhores e mais radicais trabalhos de fuzz-guitar.




BRAZILIAN OCTOPUS - Brazilian Octopus 1969
Apesar da orientação jazística, com pitadas de bossa-nova, o grupo pincelava seu som com climas tropicalistas-psicodélicos (incluindo a logotipia do nome na capa do único álbum gravado). A distorção ficava por conta de Lanny Gordin e sua guitarra fuzz e seu wah-wah em canções como As Borboletas e Momento B/8 (parceria do grupo com Rogério Duprat) Integravam o grupo, entre outros, o multi-instrumentista Hermeto Paschoal e o guitarrista Olmir 'Alemão' Stocker.


LIVERPOOL - Por Favor, Sucesso 1969
Com atitutude e visual "Jefferson Airplane", e responsável por verdadeiras viagens sonoras nos palcos, transitou na fronteira do tropicalismo com a psicodelia universal, secundando os Mutantes em criatividade e, especialmente, qualidade instrumental. Integravam o grupo, Mimi Lessa (guitarra), Edinho Espíndola (bateria), Fughetti Luz (cantor), Pekos (baixo) e Marcos (base). Gravou o único álbum em 69, pelo selo Equipe, contendo elaboradas canções com fuzz-guitar no talo, a exemplo de Voando, Impressões Digitais e Olhai Os Lírios do Campo. No início dos anos 70, ainda gravou mais dois compactos, um (duplo) para a trilha do filme Marcelo Zona Sul, e outro, sob o nome de Liverpool Sound, com as músicas Fale e Hei Menina. Com o fim do grupo, seus integrantes, menos Pekos, juntam-se ao ex-A Bolha, Renato Ladeira, para formar o Bixo da Seda, que retornou ao rock and roll "stoniano" das origens da banda.


MUTANTES - Jardim Elétrico 1971
Um dos mais importantes grupos da história do rock, não apenas nacional, mas mundial, não ficando nada a dever aos grandes ícones da revolução musical dos anos sessenta, até mesmo aos Beatles, em vários momentos de sua obra. Deixaram pelo menos três discos clássicos da discografia brasileira e, outra vez, mundial, com uma riqueza de idéias, de arranjos e de soluções instrumentais, que surpreendem até hoje, e provocam uma "redescoberta" por parte dos mais importante músicos nacionais e estrangeiros. Apesar disso, permaneceram por um bom tempo ignorados, até serem relançados ainda em vinil pelo selo paulistano Baratos Afins, em meados dos anos oitenta. São donos de uma infindável coleção de hits e, também, de um baú de raridades, que, além do já lançado Tecnicolor (originalmente gravado em setenta, mas inédito até 2000), renderiam, pelo menos, um bom cd simples.


RONNIE VON - Ronnie Von 1968
Iniciou a carreira cantando Beatles, e com seu terceiro disco, que tem participação dos Mutantes, Beat Boys e arranjos de Rogério Duprat, acabou virando uma espécie de laboratório experimental do tropicalismo. Mas sua mais importante contribiuição a história da psicodelia nacional é o o disco lançado em 68, com arranjos de Damiano Cozzela, que traz os mais radicais experimentos sonoros daquela segunda metade de década, somente igualados ou superados pelos Mutantes. É neste disco que está a clássica Silvia, 20 Horas Domingo, recentemente regravada pelo grupo gaúcho Vídeo Hits, com participação do próprio cantor. Ronnie Von ainda gravou mais dois álbuns com essa orientação: A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais e A Máquina do Tempo, o último antecipando o rock progressivo, que chegaria ao Brasil um pouco mais tarde. Atualmente, Ronnie Von tem sido alvo de um revival que, definitivamente, resgata a sua verdadeira importância na história do rock nacional.


OS BRAZÕES - Os Brazões 1969
Grupo responsável por uma das melhores fusões de tropicalismo com psicodelia universal, festejada por Nelson Motta, na contra-capa do seu único álbum, lançado 70. Integravam os Brazões, Miguel (guitarra base), Eduardo (bateria), Roberto (guitarra solo) e Taco (baixo). Tornaram-se conhecidos por acompanhar Gal Costa em shows e defender Gothan City, de Macalé e Capinam, no IV Festival Internacional da Canção Popular, em 69 (a mesma que ganhou cover punk do Camisa de Vênus, nos anos oitenta). Lançaram um dos principais trabalhos da discografia psico-tropicalista, recheado de guitarras fuzz, contendo versões para clássicos como Pega a Voga Cabeludo, Volkswagen Blues e Modulo Lunar. Miguel, depois Miguel de Deus, entrou de cabeça na onda funk, gravando o álbum Black Soul Brothers (77).



O BANDO - O Bando 1969
Outra banda que misturou MPB, música regional e pitadas de psicodelia. Em 69, lançou seu único álbum, com arranjos dos maestros Rogério Duprat, Damiano Cozzela e Júlio Medaglia. Em clima tropicalista, cantam Jorge Ben, Caetano Veloso e os novatos gaúchos Hermes Aquino e Lais Marques. Integravam O Bando, Diógenes, a cantora Marisa Fossa (que depois gravou com Duprat), Américo, Dudu, Emílio, Paulinho e Rodolpho.




BLOW UP - Blow Up 1969
Nascido em Santos, com o nome The Black Cats, começou tocando rock instrumental, passou pela beatlemania e, no final dos anos 60, acabou na psicodelia. Inspirado no filme homônimo de Antonioni, trocou de nome e gravou dois álbuns com a nova orientação: o primeiro em 69, e o segundo em 71, chamado apenas Blow Up, mas também conhecido como Expresso 21. Integravam a primeira formação Robson (guitarra solo), Hélio (bateria), Tivo (baixo e vocal), Zé Luis (vocal), Nelson (teclado) e Adalberto (guitarra base).


OS LEIF'S - Os Leif's 1967-1970
Histórico grupo baiano formado pelo guitarrista Pepeu Gomes, seu irmão Jorginho, mais Carlinhos e Lico, que acompanhou Caetano Veloso e Gilberto Gil no show-disco Barra (69). Também foi responsável pelo acompanhamento psico-tropicalista em diversas faixas do primeiro álbum dos Novos Baianos - Ferro na Boneca (70), com destaque para a fuzz-guitar de Pepeu. Antes, formavam Os Minos, que gravou dois compactos, pelo selo Copacabana, em 67.



SOM IMAGINÁRIO - Som Imaginário 1970
Outro grupo que passeou com maestria nas fronteiras da psicodelia
e do progressivo com a moderna MPB e toques de jazz, produzindo clássicos do gênero como Morse, Super God, Cenouras (… "vou plantar cenouras na sua cabeça"). Integraram o grupo em suas várias formações mestres do instrumento, como Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão), Naná Vasconcelos (percussão) e, ainda, ocasionalmente, Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra). Gravaram os discos Som Imaginário (70), Som Imaginário - 2 (71) e Matança do Porco (73). Os três lps foram relançados conjuntamente em cd, em 98, pela gravadora EMI, enquanto a música Super-God (do primeiro lp) foi incluida na coletânea Love, Peace & Poetry - Latin American Psychedelic Music, lançada pelo selo alemão Q.D.K Media.


A BOLHA - Um Passo À Frente 1973
Legendária banda do rock nacional, formada em 65, no Rio de Janeiro, pelos irmãos Cesar e Renato Ladeira (guitarra e teclados), mais Lincoln Bittencourt (baixo) e Ricardo (bateria), gravou um único compacto nesta fase, com o nome The Bubbles, em 66. No final da década, assumiram o nome A Bolha e orientaram seu som para o hard rock, inicialmente, e depois para climas progressivos-psicodélicos. Em 1970, acompanharam Gal Costa na excursão a Portugal e assistiram ao festival da Ilha de Wight, na Inglaterra. Com nova formação - Renato (teclados), Pedro Lima (guitarra), Arnaldo Brandão (baixo) e Gustavo Schroeter (bateria), gravou o clássico compacto Sem Nada/18:30 (Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôôô ...), em 1971, e mais dois álbuns - Um Passo à Frente (73) e É Proibido Fumar (77). O primeiro álbum já ganhou reedição em cd, que traz ainda o segundo compacto.


O TERÇO - Criaturas da Noite 1975
Um dos mais expressivos grupos dos anos 70, O Terço transitou por todas as praias, indo do folk-rock ao progressivo, sempre com elementos psicodélicos. Originalmente formado por Sérgio Hinds, Jorge Amiden, Vinicius Cantuária, gravou dois álbuns com orientação psicodélica (o primeiro) e progressiva (o segundo). Em 75, depois de alguns compactos, e incorporando o folk e sonoridades regionais, o grupo gravou Criaturas da Noite, com arranjos de Rogério Duprat e capa de Antônio Peticov. Na mesma época, com as mesmas bases instrumentais, mas com vocais em inglês, o álbum foi lançado na América Latina e na Europa (no Brasil, saiu apenas um compacto com Criaturas da Noite/Queimada - Creatures of Night/Shining Days, Summer Nights). O Terço ainda gravou outro clássico da discografia roqueira nacional, o álbum Casa Encantada (lançado em um "dois em um" junto com Criaturas da Noite).


SPECTRUM - Geração Bendita 1971
Um dos mais raros grupos de psicodelia do Brasil, formado eventualmente pelos atores e participantes do filme Geração Bendita, dirigido por Carlos Bini e rodado em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 1971. Denominado Spectrum, o grupo integrado pelos músicos/atores Toby, Fernando, Caetano, Serginho e David gravaram o disco Geração Bendita, com letras falando do clima do filme e da época e guitarras distorcidades. Lançado no mesmo ano, o disco é uma das peças mais raras da discografia do rock nacional, com edição apenas no exterior.


EQUIPE MERCADO - Singles 1971 / Diana & Stull 1972
Liderado pela dupla Diana & Stull o grupo agitava a cena carioca com seu rock psicodélico no início dos anos 70. Também integravam o grupo, Leugruber e Ricardo Guinsburg (guitarras, violões e vocais), Carlos Graça (bateria) e Ronaldo Periassu (percussão e texto). Participaram do show 'Betty Faria, Leila Diniz e o Mercado Na Deles', dirigido por Neville D'Almeida, com texto de Luis Carlos Maciel (editor do Rolling Stone). Participaram de coletânea ao lado de Som Imaginário, Módulo 1000 e Tribo, com a música Marina Belair.


A TRIBO - Joyce & A Tribo 1969-1971
Outro grupo que transitou entre MPB, jazz e sonoridade regionais, com roupagem psicodélica. Integravam o grupo os músicos Toninho Horta, Joyce, Novelli, Hélcio Milito, Nelson Angelo e Naná Vasconcelos. O grupo gravou as músicas "Kirye" e "Peba & Pebó", presentes na coletânea lançada pela Odeon, ao lado dos grupos Módulo 1000, Equipe Mercado e Som Imaginário.




BANGO - Bango 1971
Um dos raros grupos contemporâneos que demonstrou explícita influência dos Mutantes, que pode ser conferida em seu único álbum (Musidisc, 71). Som pesado, fuzz-guitar e letras viajandonas produziram um som com qualidade internacional. Seus integrantes - Aramis, Sérgio, Elydio e Roosevelt - eram oriundos do grupo carioca de Jovem Guarda, Os Canibais, autor de um ótimo disco (68), contendo covers de Turtles, Outsiders (EUA) e Turtles.



MÓDULO 1000 - Não Fale com Paredes 1970
Grupo de hard-psicodélico-progressivo formado no início dos anos setenta, considerando internacionalmente um dos melhores do gênero, ao lado do também carioca Spectrum. Integravam o grupo Luis Paulo (órgão, piano, vocal), Eduardo (baixo), Daniel (guitarra, violão, vocal) e Candinho (bateria). Gravou um único lp chamado Não Fale Com Paredes, pelo selo Top Tape, em 71, e alguns poucos compactos. O lp original, incluindo a capa em três partes, foi relançado quase anonimamente pelo selo Projeto Luz Eterna (98). Em setembro de 2000, o álbum também ganhou reedição em vinil na Alemanha, novamente com reprodução integral da arte original. A música Lem Ed Êcalg (Mel de Glacê, ao contrário) ainda foi incluída na coletânea de bandas psicodélicas latinas Love, Peace & Poetry, ao lado do Som Imaginário.




MATUSKELA - Matuskela 1973
Grupo brasiliense liderado por Anapolino (Lino), mais Didi, Toninho Terra, Zeca da Bahia e Vandão, que fez grande sucesso local no início dos anos setenta. Gravaram um lp chamado Matuskela, pelo selo Chantecler, com sonoridade folk-psicodélica, destacando-se a canção A Idade do Louco, de Zeca da Bahia e Clodo, que depois fez parte do trio Clodo, Clésio & Climério. A capa do álbum, com o grupo sentado em uma gigante mão de pedra, é outra raridade da iconografia nacional.



DAMINHÃO EXPERIÊNCIA - Planeta Lamma 1974
Autodefinindo-se como "doidão" e influenciado por Jimi Hendrix, produziu raros e surpreendentes discos, misturando psicodelia, blues, sons afro-orientais, guitarras "Frank Zappa" e letras absurdas e incompreensíveis. Lançou seu primeiro disco em 74, intitulado Damião Experiência no Planeta Lamma, que abriu caminho para outras clássicas raridades, como Damião Experiença Chupando Cana Verde no Planeta Lamma e Em Boca Calada Não Entra Mosca, Só Felicidade.


LULA CÔRTES & ZÉ RAMALHO - Paêbirú 1975
Em parceria, a dupla produziu a síntese mais alucinada do que se poderia chamar de psicodelia brasileira: o álbum duplo Paêbirú (O Caminho do Sol), que mistura sonoridades regionais, experimentalismo tropicalista e influência do rock internacional. Solo, Lula Côrtes gravou em 73, o também clássico Satwa, com participação de Lailson e do guitarrista Robertinho de Recife, onde repete a explosiva mistura em canções com nomes como Valsa dos Cogumelos ou Alegro Piradíssimo. Zé Ramalho, por sua vez, cinco anos depois, também lançou Avohay reverberando a já fora de moda psicodelia em canções como A Dança das Borboletas. Um álbum clássico, ainda por ser devidamente incluido entre as principais manifestações da mais radical psicodelia nacional e mundial. Exceto Avohay, os dois discos foram lançados de forma alternativa, por selos regionais.



FLAVIOLA E O BANDO DO SOL - Flaviola e o Bando do Sol 1974
Outro representante da geração nordestina pós-tropicalismo, que teve em Paêbirú, de Lula Côrtes e Zé Ramalho, sua expressão mais radical. Também pernambucano, Flaviola e o Bando do Sul gravou apenas um álbum, lançado pelo selo local Solar, em 1974. Com base em ritmos regionais, produziram um raro mix de folk-rock-psicodelia, que permanece com extrema atualidade. Instrumental rico, na base de violões, violas, guitarras, flautas e percussão.


GRUPO SOMA - Singles 1971-1974
Trio formado pelo ex-The Outcasts, Bruce Henry (baixo), mais Jaime Shields (guitarra), Alírio Lima (bateria e percussão) e Court (vocal e flauta) - ou seja, Richard Court, o futuro Ritchie. Participaram do lp O Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo em 1974, em comemoração dos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com a música P.F., com letras em inglês. O grupo ainda gravou mais quatro músicas, que integram a obscura coletânea Barbarella, lançada em 1971.



A BARCA DO SOL - Durante O Verão 1976
Em meados dos anos setenta, a Barca do Sol botou pra quebrar na cena underground, produzindo uma refinada mistura de MPB, sonoridades progressivas/psicodélicas, instrumental quase barroco e poesia (Geraldinho Carneiro). A apresentação das músicas do lp Durante o Verão, em forma de cardápio, define o clima da Barca do Sol: O Banquete (sal de frutas, Sargent Pepper's, sopa de cabeça de bode) … Beladonna, Lady od The Rocks (cogumelos, candomblé, corações solitários) … Espécie de padrinho do grupo, Egberto Gismonti produziu o primeiro álbum, que introduzia o uso de sintetizador em duas faixas, novidade na época. A Barca do Sol gravou três discos: A Barca do Sol (74), Durante o Verão (76) e Pirata (79), os dois primeiros reeditados no formato dois em um. A Barca do Sol, entre 74 e 81, contou com Jacques Morelembaum, Nando Carneiro, os irmãos Muri Costa e Marcelo Costa, Beto Resende, Marcelo Bernardes, Alan Pierre e David Ganc, além de Stull e Richard Court, o Ritchie.



MOTO PERPÉTUO - Moto Perpétuo 1974
Liderado pelo ex-Brazilian Boys, Guilherme Arantes, que depois fez sucesso como compositor e intérprete solo, gravou um álbum com forte influência do psicodélico-progressivo na linha "Yes". Integravam o grupo, além de Arantes (teclados e vocal), Egydio Conde (guitarra solo e vocais), Diógenes Burani (percussão e vocais), Gerson Tatini (baixo e vocal) e Claudio Lucci (violão, violoncelo, guitarra e vocal). O disco tem produção de Pena Schmit.




PERFUME AZUL DO SOL - Nascimento 1974
Grupo paulista formado por Ana (voz e piano), Benvindo (voz e violão), Jean (voz e guitarra) e Gil (bateria e vocal). Com visual hippie e psicodelia derivada de ritmos e instrumental regionais, gravaram um único álbum - Nascimento -, pelo selo Chantecler, em 1974. O baixista Pedrão, depois integrou o Som Nosso de Cada Dia, ao lado do ex-Íncríveis, Manito.




CASA DAS MÁQUINAS - Lar das Maravilhas 1975
Transitando entre o glam e o hard rock, o grupo Casa das Máquinas gravou o álbum Lar das Maravilhas (75), um clássico do mix psico-progressivo nacional. Liderado pelo ex-baterista dos Incríveis, Netinho, o Casa contava ainda com o ex-Som Beat, Aroldo Santarosa, Pisca, Carlos Geraldo, Marinho, Marinho II, Simba.O futuro vocalista do Golpe de Estado, Catalau participava do grupo, dividindo a autoria de várias canções.



AVE SANGRIA - Ave Sangria 1975
Na onda da "invasão nordestina", o Ave Sangria foi uma das primeiras e mais radicais bandas, misturando sonoridades regionais, blues e rock com roupagem psicodélica. Formada por Marco Polo (vocais), Almir (baixo), Israel Semente (bateria), Juliano (percussão), contava ainda com a presença de dois grandes guitarristas: Ivson Wanderley (Ivinho), que também gravou um raro álbum de viola ao vivo no Festival de Montreaux, e Paulo Raphael, que depois tocou com Alceu Valença. A banda gravou apenas um luminoso e instigante álbum, destacando as faixas Dois Navegantes, Momento na Praça, Cidade Grande e a instrumental Sob o Sol de Satã. Lançado pelo selo Continental em 75, o álbum Ave Sangria foi reeditado em vinil em 90 (pela Baratos Afins), mas permanece inédito no formato digital. Ainda por ser redescoberto em toda sua beleza, o álbum tem uma das mais criativas capas da iconografia roqueira nacional (Sérgio Grecu e Equipe).



UTOPIA - Singles 197?
Legenda do rock rock gaúcho, que agitou a cena local em meados dos anos setenta. Misturando sonoridades regionais, músicas árabe e folk rock, realizou shows memoráveis na capital gaúcha. Integravam o grupo Bebeto Alves - que desenvolveu carreira solo - (guitarra, viola de 12 e flauta), Ricardo Frota (violino) e Ronald Frota (violões). Deixaram apenas registros radiofônicos (na legendária rádio Continental), tendo um deles - Coração de Maçã, resgatado no cd A Música de Porto de Alegre.




SOM NOSSO DE CADA DIA - Snegs 1974
Liderado pelo multi-instrumentista Manito, ex-integrante do grupos Os Incríveis (antes, The Clevers), o Som Nosso de Cada Dia foi um dos expontes do som psicodélico-progressivo dos anos setenta. Ao lado de Manito estavam Pedrinho (baterial e vocal), Pedrão (baixo, viola e vocal). Além de Marcinha (coro), ainda participaram do grupo Egídio (guitarra), Dino Vicente (teclados) e Rangel (percussão). O grupo gravou dois lps, Snegs (1975) e Som Nosso de Cada Dia (1976).




VELUDO - Ao Vivo 1975
Uma das legendas do hard rock-progressivo nacional, formado por volta de 1974 por Nelsinho Laranjeiras (baixo), Elias Mizrahi (teclados), Paul de Castro (guitarra) e Gustavo Schroeter (bateria). Responsável por fantásticas e longas jams instrumentais, teve um desses momentos resgatado recentemente, com o lançamento de cd contendo o show realizado no festival Banana Progressiva, realizado em São Paulo, em 1975.




VÍMANA - Zebra - On The Rocks 1977
Espécie de ponte entre os anos setenta e oitenta, o Vímana brilhou na cena carioca com seu hard-progressivo. Formado em 1974, contava com Lulu Santos (guitarra), Lobão (bateria), Fernando Gama (baixo) e Ritchie (vocais). Deixaram gravado um compacto, contendo a música Zebra e participaram de discos de outros artistas, destacando-se Luiza Maria e Fagner (nas músicas Riacho do Navio e Antônio Conselheiro, do disco Ave Noturna).



MARCONI NOTARO - No Sub-Reino dos Metazoários 1973
Contemporâneo de Lula Côrtes, Zé Ramalho e Lailson, Marconi Notaro gravou o LP 'No Sub Reino dos Metazoários', na linha de obras clássicas como 'Paebirú' e 'Satwa'. Lançado em 1973, e um dos mais raros da discografia nacional, o disco contém peças da mais radical psicodelia nordestina pós-tropicalista. Participam do disco Zé Ramalho, Lula Côrtes, Robertinho de Recife e outros músicos da região.
Escrito por Fernando Rosa e divulgado no blog "A Horse No Name", de Minduim Mateus; com os nossos agradecimentos


11 novembro 2014

Conversão de Arquivos de Audio Menores para Formatos de Maior Qualidade



Por esses dias recebemos um email nos solicitando ajuda para encontrar um programa que converta Mp3 ou CDDA para FLAC. Hoje, complementaremos a matéria anterior, esclarecendo o assunto de forma rápida e bastante elucidativa, pois acreditamos que o tema ainda é uma grande dúvida de boa parcela dos internautas.

Antes de converter qualquer arquivo de áudio você deve compreender que a conversão de arquivos é uma forma de comprimí-los para tamanhos menores, como a própria palavra exprime. Compressão é o procedimento de apertar, diminuir ou encolher esse arquivo, suprimindo dele algumas frequências do áudio original, principalmente os não audíveis para o ouvido humano, para que o arquivo fique menor e ocupe menos espaço no seu HD.

Num exemplo grosseiro, seria como se você, maestro, retirasse de sua orquestra um pouco de violinos; outro tanto de violoncelos; reduzisse pela metade o número de intrumentos de sopro; e mais alguns outros, para que a orquestra se encaixe no orçamento e no espaço onde irá tocar. Certamente o público ouvinte continuará escutando a execução desses instrumentos nas músicas, porém, não temos como fazer essa nova orquestra (menor) executar partituras com a mesma sonoridade e qualidade da anterior, pois falta-lhe membros, espaço e instrumentos. Assim acontece com os arquivos já comprimidos, que nunca mais voltarão a ter mais qualidade do que pode oferecer aquele nível de compressão em que ele se encontra.

Trocando em miúdos essa conversa toda, queremos dizer que é impossível alguém pegar um arquivo Mp3, por exemplo, e convertê-lo para CCDA ou mesmo para FLAC (ou qualquer outro formato de áudio maior), achando que está melhorando sua qualidade. Na realidade, o que aumentou foi só o tamanho do arquivo; o resto continua do mesmo jeito. Portanto, nunca queira melhorar qualidade de áudio convertendo-o para um formato maior, pois assim você somente perderá espaço no seu HD, nada mais.

Se quiser arquivos de qualidade você terá que já encontrá-los num formato não comprimido na internet, ou, pelo menos, com pouca compressão como os formatos CDDA (CD) e FLAC que citou, além de outros como WAV, M4A, APE, AIFF, etc; ou então ripar o vinil ou o CD já no formato desejado, aí sim! E, como me foi perguntado, para isto, sempre usei o excelente programa "Easy CD-DA Extractor" que cria (grava), ripa (extrai) e converte praticamente qualquer formato de arquivo de áudio em outro. Ele é pago, mas deve existir versões crackeadas na internet para baixar. Mas existem outros, não tão completos.

09 outubro 2014

A Importância de um Bom Antivírus Instalado e Sempre Atualizado em seu PC



Atendendo ao pedido de um leitor, o assunto de hoje será sobre a importância de se instalar um bom antivírus em seu PC. Uma coisa é óbvia. O antivírus pode não ser (e não é) o único responsável pela segurança do computador, mas, com certeza, é um dos principais e indiscutivelmente o primeiro passo a ser tomado para quem deseja proteger sua máquina. Quanto ao questionamento de você ter pego vírus mesmo com um antivírus instalado e atualizado, tentaremos esclarecer no decorrer do assunto.

É possível encontrar bons softwares de proteção - os pagos que existem no mercado são sempre superiores aos gratuitos, já que oferecem amplo suporte. Os antivírus são como os anticorpos no nosso organismo e as atualizações são como vacinas. O antivírus deve ser atualizado constantemente para que possa se defender dos novos vírus que surgem todos os dias.

Qual o melhor antivírus?


Existem opções excelentes e gratuitas como: AviraAvast, AVG, e outros. Atualmente estou usando o Microsoft Security Essentials, não tendo nada a reclamar. Se quiser, também é possível investir e comprar um antivírus, que sempre é mais avançado que a versão gratuita, nos trazendo mais vantagens como alguns recursos extras, além de vir com um banco de vírus mais completo.

Além dos citados acima, uma boa dica neste caso é o bem conceituado e recomendado antivírus Kaspersky. Já fiz uso de todos eles sem nenhum problema. Mas, caso prefira continuar com as versões gratuitas podem usar qualquer uma das opções acima tranquilamente.

Técnicas alternativas que aumentam a proteção dos antivírus


A maioria dos técnicos de informática não concordam muito com o que vou dizer, sendo esta uma opinião muito particular, mas, existem antivírus que são compatíveis com outros, podendo rodar juntos na mesma máquina, pois a prática já me provou que nenhum antivírus cerca 100% dos malwares (pelo menos que eu saiba). Mas, não tente fazer isto sem a opinião do seu técnico, pois correrá o risco de não acertar nas escolhas e seu PC ficar totalmente desprotegido mediante os conflitos que surgirão.

Atualmente não, mas, já usei essa técnica por um bom tempo e notei que malwares não encontrados por um antivírus instalado eram bloqueados pelo segundo, e vice-versa. Como toda pesquisa sempre me fascina bastante, já experimentei também uma segunda situação: a de dois antivírus instalados na mesma máquina, porém com um só rodando. O outro era mantido desabilitado até a hora de usá-lo, quando então desabilitava o primeiro.

Essas maluquices experimentais realmente funcionam, mas, alguns técnicos tendem a não aceitá-las, por quê motivo ainda não consegui descobrir. Quanto ao Kaspersky, mesmo sendo o melhor deles na minha humilde opiniãoeste não aceita essas alternativas de forma nenhuma, tendo que funcionar de forma exclusivaBom, dentre várias outras, estão aí as opções. O resto fica a critério de cada um. Espero ter ajudado.
Dados: Segurança Uol e Guilherme Kuceki
Foto: tecnologia.culturamix
Complementação: Renê

26 julho 2014

Como Resolver, Sem Formatar, O Problema De "Tela Preta" Num PC Que Não Inicializa

            


Você mesmo poderá consertar seu PC em casa sem nenhuma despesa extra; ou pelo menos tentar antes de enfiar a mão no bolso! São várias as causas de tela preta, mas esta técnica resolve uma boa parte delas. Quem sabe o seu problema não está aí incluído?..

Veja o vídeo com atenção e verá como, em algumas situações, é fácil e possível resolvê-lo. Você deverá ter uma cópia do Windows que está instalado em seu PC; cópia esta que deveria ter vindo juntamente com os outros CDs de instalação quando compramos um computador. Então, mãos à obra e boa sorte!

18 julho 2014

Como Localizar E Remover Manualmente Um Vírus Do Seu PC

            

Esta é uma técnica muito eficiente para casos quando o antivírus identifica o vírus persistente, retira-o ou coloca-o em quarentena e, quando o PC é novamente inicializado, notamos que ele ainda continua por lá.

Já passei esta situação por duas vezes e a solução dada na época foi restaurar o sistema para um dia antes da infectação do PC. Não sabemos quando essas coisas irão nos acontecer; por isso, procuro criar pontos de restauração no sistema de maneira contínua, diariamente, logo após iniciar as atividades e livrar o PC dos lixos que nele acumulam diariamente. Isto nos resguarda de muita dor de cabeça.

07 maio 2014

VA - Hits Again (1999) 4CDs
Os Anos 70 e os Cantores Brasileiros que Cantavam em Inglês


Nos anos 70, a maior parte da programação das rádios brasileiras eram de canções estrangeiras. Os Disc-Jockeys, hoje chamados de Djs, repetiam em seus programas o grande fenômeno que acontecia no mercado fonográfico brasileiro - artistas brasileiros fazendo grande sucesso ao compor e cantar em inglês usando pseudônimos.

Que eu me lembre agora, cantores como Terry Winter, Malcolm Forrest, Pete Dunaway, Mark Davis (Fábio Júnior), Uncle Jack (Fábio Júnior), Tony Stevens (Jessé), Christie Burgh (Jessé), Morris Albert, Dave Maclean, Michael Sullivan, Patrick Dimon, Don Elliot (Ralf, da dupla Cristian e Ralf), Chrystian (da dupla Cristian e Ralf), Steve Maclean, foram alguns deles, além dos grupos Harmony Cats, Light Reflections, The Clocks, Sunday, Lee Jackson, Pholhas, entre tantos outros. Ainda hoje encontramos cantores e bandas com essas características, porém, cantam em inglês por motivos bem diferentes, como por exemplo, terem o seu mercado e a grande maioria dos fãs no exterior.

Na época, ninguém imaginava que aquelas lindas canções que conquistavam a todos e invadiam as rádios, as famosas "brincadeiras", os bailes e os temas das novelas, eram criadas, produzidas e cantadas por nós mesmos. Eram brasileiros cantando em inglês, uma exigência de consumo da época, quando a música estrangeira tomava conta do mercado brasileiro e a própria preferência do público pendia para a música internacional naquele momento.

E as gravadoras, para manter os lucros em alta, embarcaram nessa onda. Além do mais, pagar direitos autorais aos artistas estrangeiros onerava muito mais as gravadoras do que as despesas com cantores tupiniquins. A grande maioria desses artistas já eram músicos e cantores experimentados. Uns eram profissionais de estúdios de gravação; outros cantavam em bares e bailes, mas, praticamente todos, profissionais anônimos.

O sucesso das primeiras trilhas internacionais das novelas certamente contribuiu para difundir este fenômeno musical. Somando-se a isto, ainda temos o baixo custo dos artistas nacionais. Foram quase uma década de mistério e pouco se sabia sobre eles. Dos vários artistas que embarcaram nessa onda, alguns se deram muito bem, e outros, sumiram completamente da mídia após o fim do movimento. A mania dos cantores made in Brazil começou a decair no início dos anos 80, quando a música brasileira ganhou mais espaço nas rádios. Texto: Kika Teixeira - Arquivo pessoal de RSTONE.

Esta é a capa de uma ótima coletânea que saiu no Brasil em 1999, "Hits Again". São 4 CDs com as seguintes canções:
Vol 1:
01. Dave Mclean - Me And You (3:43)
02. Mark Davis - Don't Let Me Cry (4:06)
03. Pete Dunaway - I'll be fine (4:37)
04. Dave Dee & Mea Cat - Do You Love Me (3:23)
05. Steve Maclean - True Love (2:57)
06. Patrick Dimon - Pigeon without a dove (4:03)
07. Lee Jackson - Hey Girl (3:23)
08. Excelsior - Superman (2:35)
09. Morris Albert - She's my girl (2:56)
10. Peter Mc Green - Girl of the past (3:24)
11. Harmony Cats - Every Night Fever (4:01)
12. Family Unlimited - Hey Hey (2:19)
13. Brothers - Tenderness (3:28)
14. Don Elliot - My love for you (3:05)
15. Sunday - Paloma (3:46)

Vol 2:
01. Terry Winter - Summer Hollyday (4:02)
02. Paul Jones - Those Shadows (3:55)
03. Paul Denver - Rain and Memories (4:05)
04. Bandits of Love - Deixa (3:56)
05. Water Proof - Shine Shine (2:12)
06. Chrystian - Lies (4:04)
07. Edward Cliff - Nights Of September (3:22)
08. Uncle Jack - My Baby (3:24)
09. The Victoria Project - You're The One That I Want (2:37)
10. Dave Maclean - We Said Goodbye (3:09)
11. Charles Marx - So Lucky (3:09)
12. Julian - Angel (4:07)
13. Tony Valdez - Love me like a stranger (3:57)
14. Bruno Carezza - Piano (4:47)

Vol 3:
01. Christian - Don´t Say Goodbye (2:45)
02. The Light Reflections - Tell Me Once Again (4:10)
03. Christie Burg - Flying (6:13)
04. Malcom Forest - Ecstasy (4:42)
05. Paul Bryan - Listen (2:52)
06. Terence Stample - Puff The Magic Dragon (3:27)
07. Memphis - Sweet Daisy (2:30)
08. Wheels Of Fire - Baby Face (3:23)
09. Tobi Chris - Gaye (3:18)
10. Steve Maclen - Places (3:54)
11. Cinthia - Drops (3:34)
12. The Buttons - Whispering (3:02)
13. Napoleon - The Funninest Joke (3:02)
14. Glenn Michael - Spring (3:26)

Vol 4:
01. Sunday - I'm Gonna Get Married (3:34)
02. Morris Albert - Feelings (3:44)
03. Tony Stevens - If You Could Remember (4:21)
04. Don Eliot - One Day In Your Life (4:08)
05. Lee Jackson - Choo Choo Choo (3:24)
06. Kompha - Beacher (3:20)
07. Manchester - My Dear (3:30)
08. Pholhas - She Made Me Cry (3:14)
09. All Together - He (4:26)
10. Terry Winter - Our Love Dream (3:39)
11. Michael Sullivan - My Life (3:34)
12. Geminis - Mexican Divorce (3:26)
13. Susan Quacker - 48 Crash (3:43)
14. Komendaylee - She Loves You (2:23)

28 março 2014

Colecionadores De Discos - Maníacos Incorrigíveis Ou Pessoas Normais?




Independente do gênero musical que prevalece em sua coleção, ou do jeito que você prefere arquivar seus vinis ou CDs,  nós colecionadores acabamos por adquirir certos comportamentos que nos identifica uns com os outros, que denunciam prontamente a nossa paixão, e porque não dizer, a nossa obsessão pelos discos. Pela música na verdade! Quando nos encontramos para conferenciar o ambiente muda completamente. É quando temos a oportunidade de conhecer raridades e colocar em dia as constantes novidades que surgem nesse meio tão vasto e apaixonante.

Num desses descontraídos encontros resolvemos listar as manias e obsessões de cada um, no seu modo de interagir com o próprio acervo; e foi hilário quando descobrimos as loucuras que criamos durante esses quase 40 anos acumulando discos e conhecimentos. E chegamos a uma curiosa lista colhida nestas conversas com os amigos, que lhes apresentaremos agora.

- Dedos engordurados não combinam com CD e LP. As mãos devem estar devidamente lavada com sabão ou similar, desengordurada e seca Manuseie-os com cuidado, com atenção para mantê-los sempre limpos.

- as capas não existem apenas como componente estético. É nelas que o disco deve ficar, sempre. Jamais deixe um item fora de sua capa, pois ele pegará pó e outros resíduos que prejudicarão não apenas a sua qualidade, mas, sobretudo, a sua vida útil

- discos não foram feitos para serem emprestados, mas sim para serem ouvidos

- se um amigo insistir muito, leva uma cópia em CD-R, mas nunca o disco original para sua casa

- os CDs ou LPs são guardados na vertical, com as informações escritas em sua face alinhadas, retinhas, para dar para ler

- os discos são organizados por bandas, em ordem cronológica ou alfabética, variando entre crescente e decrescente, mas nunca sem ordem alguma

- as novas aquisições ficam em um lugar separado da estante, e só são encaixadas no acervo depois de serem devidamente digeridas e assimiladas

- os discos devem ser ouvidos até o final antes de serem sacados do CD player ou da pickup. Nada de ouvir apenas uma música e já tirar a peça dali

- alguns separam suas coleções em estilos, o que deixa mais fácil encontrar o que se procura, mas isso só vale para acervos com itens de vários gêneros distintos, como metal, blues, jazz, pop, classic rock, etc

- outros, mais neuróticos - ou malucos mesmo - não mexem nos encartes de jeito nenhum e, quando isso é indispensável, usam luvas para não deixar suas digitais marcadas no papel

- quando estamos atrás de discografias que pretendemos completar, deixamos o espaço vago para o item que ainda não temos na estante, para lembrar que está faltando um disco ali

- quando estamos em uma loja garimpando novos itens, andamos com os que nos interessam embaixo do braço para não correr o risco de alguém pegar o item que queremos, mesmo que, na hora de efetivar a compra, daqueles vinte itens que carregamos levemos para casa apenas três ou quatro.

- perdemos o sono e o bom humor ao ver uma caixa de CDs com os dentes de acrílico quebrados ou um vinil riscado

- CDs comprados em sebos precisam, necessariamente, ter a sua caixa de acrílico trocada por uma nova

- LPs antigos devem, antes de ser rodados em nossas vitrolas, passar antes por um banho revigorante

- digipacks, boxes e embalagens especiais são guardados separados dos outros discos

- em dias em que estamos meio de saco cheio, deprimidos, não existe terapia melhor do que olhar para a estante e ver quantos discos legais temos em casa. Isso levanta a moral de qualquer um

- no CD player do carro não entram discos originais, apenas cópias que fazemos em casa

- todos os CDs são guardados dentro de um saquinho plástico, para ficarem melhor conservados. O mesmo vale para os LPs, que devem sempre possuir um plástico protetor externo e interno

- adesivos que vem na embalagem externa, colados no plástico, são recortados e guardados dentro do encarte, afinal eles fazem parte daquela edição e jamais devem ser jogados fora

- quando uma banda lança um disco ruim - como, por exemplo, itens como St. Anger, Virtual XI e Nostradamus -, toda a discografia do grupo é colocada de cabeça para baixo, de castigo, até a raiva passar

- e, por fim, arrumar a coleção de tempos em tempos, para ver o que temos e sentir o enorme prazer que só uma coleção de discos pode proporcionar

E você, o que acha disso tudo? Somos todos malucos, loucos e desequilibrados, ou não passamos de gente normal mesmo? Quais são as suas manias?

Deixe o seu comentário e nos ajude a entender, cada vez mais, como funciona a cabeça desses seres compulsivos por natureza: nós, os colecionadores de discos!
Texto de Ricardo Seelig
Adaptação: Renê


12 março 2014

Quer Baixar Livros De Graça?



Antigamente, para se ter bons livros era necessário dispor de um dinheiro que certamente faltaria no final do mês para fazer frente a outras prioridades mais urgentes. Pois agora isto não é mais problema. Para os amantes da boa leitura, aqui estão 4 dicas maravilhosas de Sites para baixar livros gratuitamente na Internet. Aproveitem! São eles:

PROJETO GUTENBERG :
Mais de 38mil títulos em várias línguas.
LINK: http://www.gutenberg.org/

BIBLIOTECA DIGITAL CAMÕES :
Diversas obras em português, dos mais variados gêneros.
LINK: http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes.html

PORTAL DOMÍNIO PÚBLICO :
Site do Governo, que disponibiliza várias obras nacionais.
LINK: http://www.dominiopublico.gov.br/

BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL :
Do Site da Unesco, que possui milhares de livros, documentos e manuscritos de diversas bibliotecas do mundo todo.
LINK: http://www.wdl.org/pt/
Dica de Julinho Bertolini

11 março 2014

Como Excluir Arquivos Do Seu PC Usando A "Limpeza De Disco" Do Windows 7



Se você deseja reduzir o número de arquivos desnecessários no seu disco rígido (HD) para liberar espaço em disco e ajudar a tornar mais rápida a execução do computador, use a "Limpeza de Disco" do Windows 7. Ela remove todos os arquivos temporários e inúteis dos seu PC, além de esvaziar a Lixeira e remover vários arquivos do sistema e outros itens que você não precisa mais. Isto, feito com frequência, seguramente aumenta o espaço livre no seu HD e agiliza o funcionamento da sua máquina.

Excluindo arquivos usando a "Limpeza de Disco"


O procedimento a seguir apaga arquivos associados à sua conta de usuário. A "Limpeza de Disco" também pode ser usada para limpar todos os arquivos do computador, caso queira.
  1. Para abrir "Limpeza de Disco", clique no botão "Iniciar". Na caixa de pesquisa, digite "Limpeza de Disco" e, na lista de resultados, clique em "Limpeza de Disco".
     
  2. Na lista "Unidades", clique na unidade de disco rígido ( na letra do HD) que você deseja limpar (isto, caso você tenha mais de um, ou o seu HD particionado); e clique em "OK".

  3. Na caixa de diálogo "Limpeza de Disco", clique na guia "Limpeza de Disco", marque as caixas de seleção referentes aos tipos de arquivos que deseja excluir e clique em "OK".

  4. Na mensagem que é exibida, clique em "Excluir arquivos" e pronto. Agora você já possui um espaço maior no seu HD para usar como bem lhe convier.
    Fonte: Microsoft

03 fevereiro 2014

Saiba Mais Sobre O Rock Progressivo Brasileiro!

                                                                                         Foto: desenho de Dean

O que é rock progressivo?


Você já escutou Rock Progressivo em algum momento de sua vida? Bom este é um estilo de musica escutado por muitas pessoas no mundo inteiro. É um estilo musical que surgiu na Inglaterra, na segunda metade dos anos 60, buscando uma fusão da música pop e do rock com outros gêneros de harmonia mais complexa e madura. "As composições misturavam música clássica, jazz e até folclore celta, explorando ao máximo a revolução tecnológica que ocorria nos estúdios de gravação na época com os teclados eletrônicos e sintetizadores", afirma o jornalista Leonardo Nahoum, autor do livro Enciclopédia do Rock Progressivo.

Na sua essência, o som progressivo extrapolava o formato conhecido das canções, convertendo-as em músicas com longuíssimos trechos instrumentais, muitas vezes compondo os chamados "álbuns conceituais", discos que contavam uma história ou possuíam alguma ligação temática entre as suas faixas.

Tudo isso já estava presente no rock psicodélico de Sgt. Pepper’s (1967), obra-prima dos Beatles com suas ousadas experiências com orquestras sinfônicas, toques indianos e influências de compositores da vanguarda eletrônica como Stockhausen. Outro precursor importante foi o grupo Moody Blues, cujo álbum Days of Future Passed (1967) também usava orquestra sinfônica para uma versão rock da Sinfonia do Novo Mundo, do erudito Dvorák. Vale lembrar também a ópera-rock Tommy (1969), do grupo The Who, outro marco dos "álbuns conceituais". Tudo isso contribuiu para a proliferação de bandas progressivas na primeira metade dos anos 70, o auge do gênero (1973), representadas por seus expoentes mais populares: Pink Floyd, Yes, Genesis e Emerson, Lake & Palmer (ELP).

A decadência do Rock Progressivo, porém, foi rápida, provocada por seu inimigo número 1, o Punk, surgido em 1976, com o ideal de resgatar a crueza básica do rock"’n"’roll e acabar com o que consideravam masturbação musical, egolatria e frescura de classe média, o que não concordo.

O Rock progressivo, também conhecido por prog rock ou prog, foi um subgênero do rock muito popular na década de 70, mas que ainda hoje possui uma enormidade de bandas e adeptos. O Punk não conseguiu verdadeiramente acabar com o prog! Da música em geral é o meu estilo preferido. Ao longo dos anos apareceram muitos sub-gêneros deste estilo tais como o rock sinfônico, o space rock, o krautrock, o R.I.O, o metal progressivo, o metal sinfônico, o neo progressivo e outros; todos eles, apresentando inúmeras novas variantes. Praticamente todos os países desenvolveram músicos ou agrupamentos musicais voltados para esse gênero. O estilo inglês recebeu influências da música clássica e do jazz fusion, em contraste com o americano, historicamente influenciado pelo Rhythm and Blues (R&B) e pela música Country.

Discografia básica do Rock Progressivo

Apresento a vocês o básico do básico; uma seleção das bandas progressivas mais populares e suas obras mais representativas. Posso afirmar categoricamente que quem não conhece esses discos não conhecem o gênero!

1971 - Nursery Cryme - Genesis
Canções que compõem verdadeiras peças teatrais, interpretadas com maestria pelo vocalista Peter Gabriel (substituído em 1975 pelo baterista Phil Collins)

1972 - Close to the Edge - Yes
Contém apenas três faixas. Uma delas, And You and I, foi reduzida especialmente para tocar nas rádios americanas e obteve grande sucesso

1969 - Thick as a Brick - Jethro Tull
Álbum conceitual de uma única faixa. O grupo liderado por Ian Anderson já havia obtido grande sucesso em 1969 com uma versão de Bach (Bouree)

1972 - Per un Amico - Premiata Forneria Marconi
Esse álbum do trio italiano chamou a atenção dos ingleses do Emerson, Lake & Palmer, cujo apadrinhamento ajudou a ganhar fãs no mundo inteiro

1973 - Hamburguer Concerto - Focus
O terceiro álbum desse grupo holandês vendeu mais de 7 milhões de discos no mundo todo - feito surpreendente para um trabalho quase sem vocais inglês.

1973 - Brain Salad Surgery - Emerson, Lake & Palmer
O tecladista Keith Emerson e o baterista Carl Palmer estavam entre os mais extravagantes músicos de sua geração. É só ouvir esse disco para saber por quê

1973 - The Dark Side of the Moon - Pink Floyd
O quarto disco mais vendido da história do rock, ficou 741 semanas na parada americana. Foi inspirado no fundador da banda, Syd Barrett, que teve de deixá-la ao ficar esquizofrênico

1973 - In a Glass House - Gentle Giant
Grupo menos conhecido dos progressivos ingleses, mas talvez o mais sofisticado instrumentalmente. Com forte influência da música renascentista, soa muitas vezes como um quarteto de câmera de outro planeta

1974 - Red - King Crimson
O último disco gravado em estúdio na década de 70 pela banda, liderada pelo cultuado guitarrista Robert Fripp. O grupo retornou modernizado em 1981, conquistando até fãs da geração new wave

1975 - Snowgoose - Camel
Álbum conceitual inspirado em livro homônimo do escritor americano Paul Gallico. Conta a história de um corcunda que se isola da sociedade e cuida de aves feridas. Seu melhor amigo é um ganso

Sim, O Brasil possui grandes bandas de Progressivo


Vejam este documentário sobre o gênero musical "Rock Progressivo" e saibam mais sobre o desenvolvimento do estilo aqui no Brasil . O vídeo aborda a diversificada e surpreendente gama de bandas, músicos e estilos, que atuam ou atuaram na cena do rock progressivo nacional, onde falam do grandioso trabalho desses músicos, muitas vezes desconhecidos do público brasileiro, por conta da rejeição da mídia nacional que não dão o devido valor. Documentário produzido para a disciplina "Projeto em TV", da Facha - Faculdades Integradas Hélio Alonso.


           


24 novembro 2013

Como Aumentar A Velocidade De Download De Seus Torrents


Fazer downloads via torrent pode ser a maneira mais rápida de baixar arquivos na internet, desde que as configurações do programa usado para fazer essas transferências estejam adequadas à sua conexão.

Contudo, nem sempre uma velocidade baixa durante o download acontece devido a configurações erradas: também é preciso escolher bem os torrents que você baixa.

Neste guia, você verá algumas dicas que podem te ajudar a conseguir uma velocidade melhor quando for baixar arquivos usando o uTorrent.

Pré-requisito: Ter o programa "uTorrent" instalado.

uTorrent: como melhorar a velocidade dos downloads


Faça você mesmo

A configuração-padrão do uTorrent não estipula limites para a velocidade de upload de arquivos, o que pode comprometer a taxa de transferência dos downloads. Os mais “espertinhos” deixarão esse valor no mínimo, porém isso faz o programa identificar você como um peer ruim, diminuindo sua prioridade na hora de receber arquivos de outras pessoas. Para evitar isso, basta deixar um valor mediano.

Em Opções > Guia de Configuração, clique no menu suspenso ao lado de “Sua velocidade de upload” e escolha um valor equivalente a 80% da velocidade máxima de upload da sua conexão (use este serviço para descobri-la). Clique em “Salvar & Fechar” para sair.


uTorrent: como melhorar a velocidade dos downloads


Agora é hora de alterar as preferências do programa. Acesse Opções > Preferências > Controle de Banda: na parte inferior da janela, mude o número máximo de conexões para “450” e o número máximo de peers conectados por torrent para “200”.


uTorrent: como melhorar a velocidade dos downloads


No menu “BitTorrent”, encontre o campo “Criptografia de Protocolo” e altere o valor de saída para “Ativado”.


uTorrent: como melhorar a velocidade dos downloads


Nas configurações avançadas do uTorrent, altere para “80” os valores de “bt.auto_dl_sample_average”, “bt.auto_dl_sample_window”, “bt.ban_threshold”, “bt.connect_speed”, “rss.update_interval” e “net.max_halfopen”.


uTorrent: como melhorar a velocidade dos downloads


Quando um download estiver em andamento, clique com o botão direito sobre ele; selecione “Forçar Início” (somente em torrents com várias fontes) e Alocação de Banda > Alta.


uTorrent: como melhorar a velocidade dos downloads


Finalmente, em Preferências > Conexão, marque a opção “Liberar no Firewall do Windows” para evitar problemas como o programa ser impedido de realizar downloads.


uTorrent: como melhorar a velocidade dos downloads


Além dessas configurações, é interessante sempre prestar atenção no número de Seeds (pessoas compartilhando) e de Leechers (gente baixando) num torrent. Quando o número de pessoas querendo baixar é maior do que quem está apenas distribuindo um arquivo, a velocidade de download tende a ser muito baixa.

O mesmo acontece quando o torrent for muito novo, pois ainda são poucas as pessoas que possuem o arquivo inteiro para compartilhar – ou seja, embora você consiga velocidade boa até determinado ponto, depois dele ela baixa consideravelmente.

Por isso, ao fazer uma pesquisa em sites de torrent, sempre organize os resultados por número de seeders: quanto maior ele for, melhores são suas chances de conseguir uma boa velocidade.
Os nossos agradecimentos a Allan Valin, do site Tecmundo
Foto: www.websonic.com.br

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