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20 fevereiro 2016

A História do Samba


O samba foi introduzido no Brasil no período colonial pelos escravos africanos sendo portanto, um estilo que provém da fusão entre as culturas: africana e brasileira. Inicialmente, as festas de danças dos negros escravos na Bahia eram chamadas de "samba" e a manifestação durante muito tempo foi considerada um estilo de música e dança criminalizado e visto com preconceito, devido suas origens negras.

Há controvérsias sobre a origem da palavra "samba", mas provavelmente advém do termo africano "semba" que significa "umbigada". O samba está presente em todas as regiões brasileiras todavia, modifica-se conforme o local, sendo que os mais conhecidos são: samba da Bahia, samba carioca (Rio de Janeiro) e o samba paulista (São Paulo). Assim, dependendo do estado modificam-se os ritmos, as letras, o estilo de dançar e até mesmo os instrumentos que acompanham a melodia.

Com o passar do tempo, o samba foi conquistando o público em geral e adquirindo um lugar de destaque entre os principais elementos da identidade cultural brasileira.

O samba é uma dança e um gênero musical considerado um dos elementos mais representativos da cultura popular brasileira existentes em várias partes do país. Dependendo do tipo de samba, a música é feita com o violão, viola ou cavaquinho acompanhado de instrumentos de percussão (atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro).ber mais, acesse o link: Cultura Brasileira

Alguns subgêneros do Samba

Samba de roda: o samba de roda está associado à capoeira e ao culto dos orixás. Essa variante de samba surgiu na Bahia no século XIX, caracterizado por palmas e cantos, no qual os dançarinos bailam dentro de uma roda.

Samba-enredo: associado ao tema das escolas de samba, o samba-enredo é caracterizado por apresentar canções com temáticas de caráter histórico, social ou cultural. Essa variante de samba, surgiu no Rio de Janeiro na década de 30 com o desfile das escolas de samba.

Samba-canção: chamado também de "samba de meio de ano", o samba canção surge na década de 20 no Rio de Janeiro e se populariza no Brasil nas décadas de 1950 e 1960. Esse estilo é caracterizado por músicas românticas e ritmos mais lentos.

Samba-exaltação: o marco inicial desse estilo de samba é a música "Aquarela do Brasil" de Ary Barroso (1903-1964), lançada no ano de 1939. Caracterizado por letras que apresentam temas patrióticos e ufanistas.

Samba de gafieira: Esse estilo de samba é derivado do maxixe e surgiu na década de 40. O samba de gafieira é uma dança de salão cujo homem conduz a mulher acompanhados por uma orquestra com ritmo acelerado.

Pagode: Essa variante do samba surgiu no Rio de Janeiro na década de 70, a partir da tradição das rodas de samba. Caracterizado por um ritmo repetitivo com instrumentos de percussão acompanhados de sons eletrônicos.

Outras variantes do samba: samba de breque, samba de partido alto, samba raiz, samba-choro, samba-sincopado, sambalanço, samba rock, samba jazz, samba-reggae, bossa nova, e outras mais.

Em 1917 foi gravado no Brasil o primeiro samba com o título: "Pelo Telefone", com letra de Mauro de Almeida e Donga , cantado por Bahiano.

Grandes sambistas brasileiros: Noel Rosa, Cartola, Dorival Caymmi, Ary Barroso, de Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Chico Buarque, João Bosco, Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda, Nelson Cavaquinho, Demônios da Garoa, Elis Regina, Clara Nunes, Wilson Moreira.
todamateria

22 dezembro 2014

O "Samba Jazz" - Um jeito Mais Refinado de Fazer Samba



Lendo uma excelente matéria sobre a história do Samba Jazz, de autoria do produtor, escritor e crítico musical José Domingos Raffaelli, achei por bem compartilhar o assunto que vem a complementar o conteúdo sobre teoria musical no blog.

Segundo Raffaelli, "a princípio aparentemente distantes e separados, o jazz e a música brasileira têm muito em comum, a começar pelas próprias origens africanas. O que aconteceu após a chegada dos escravos no Brasil e nos Estados Unidos, seu desenvolvimento e onde suas origens musicais se reencontraram são aspectos históricos importantes.

O que existe relacionando a música brasileira com o jazz? Nossa música foi influenciada pelo jazz e pela música americana? E nossos músicos influenciaram os jazzmen americanos? Uma abordagem sobre esse palpitante e fascinante assunto, sob diversos ângulos, permite observações e esclarecimentos sobre as ocorrências que se verificaram através dos tempos, as preferências dos brasileiros em relação aos músicos americanos, nossos músicos que brilham ou brilharam no exterior e outros aspectos ligados ao desenvolvimento das duas linguagens chegando nessa mistura que resultou no estilo denominado samba-jazz, jazz-samba, como preferem os americanos.

As relações entre o jazz e a música brasileira são muito mais íntimas do que possam aparentar. É uma intimidade que surpreende após a sua constatação. Suas origens são exatamente as mesmas, provenientes da cultura negra trazida pelos escravos africanos originários das mesmas regiões da costa ocidental do continente africano. O destino separou os irmãos africanos pelos hemisférios das duas Américas, porém suas raízes foram as mesmas.

No Brasil, foram os ritmos da música folclórica portuguesa os primeiros sintomas alienígenas a influenciarem as raízes africanas. Essas mudanças processaram-se lentamente e possivelmente muita coisa perdeu-se na poeira do tempo.

No lado americano, o ragtime, de caráter fortemente sincopado, foi um prolongamento natural da mistura entre a música dos escravos, a quadrilha francesa e a música de uma dança conhecida como cakewalk.

O pianista Scott Joplin (1868-1917) foi o mais famoso compositor de ragtime, influenciando incontáveis músicos. Por alguma razão aparentemente misteriosa até hoje não detectada, a música de Ernesto Nazareth (1863-1934), um dos precursores do chorinho, da polca e da valsa em nosso país, soa como parente muito próximo do ragtime. Essa constatação levou alguns musicólogos e tentarem desvendar o vínculo entre o ragtime e o chorinho, antecessores legítimos do jazz e da música popular brasileira, porém, foram frustrados todos os esforços nesse sentido.

Afinal, como o jazz influenciou a música brasileira ? No início dos anos 20 do século passado, o fox-trot chegou ao Brasil interpretado por grupos americanos que tocavam no Teatro Assyrio, na época a principal casa noturna do Rio de Janeiro. Os músicos brasileiros acotovelavam-se para ouvir os americanos, aprendendo as melodias, assimilando os ritmos, o fraseado e os maneirismos da execução do fox-trot, absorvendo uma influência que se acentuaria nas décadas seguintes. Esta influência foi se acentuando cada vez mais. Nossos músicos – com exceção dos intérpretes de choro, da música tradicional e dos ritmos nordestinos – foram influenciados pelos músicos de jazz.

Afinal, quando, como e onde começou a mistura do jazz com o samba que resultou na música instrumental brasileira moderna? A semente que germinou essa fusão foi plantada em abril de 1953 pelo violonista Laurindo Almeida e o saxofonista Bud Shank quando gravaram o seminal disco "Brazilliance", em Los Angeles. Nesse disco experimental, o violonista brasileiro e o saxofonista de jazz apresentaram uma novidade revolucionária: as improvisações de Shank tocando repertório brasileiro em linguagem jazzística. Em grande forma, Shank adaptou-se inteiramente ao contexto, assentando as bases do que na década seguinte chamariam de jazz-samba, que no Brasil ficou conhecido por samba-jazz. O impacto daquele disco em nosso meio musical foi extraordinário, abrindo as portas para um estilo até então inimaginável. Curiosamente, na época um conhecido saxofonista brasileiro declarou enfaticamente que era impossível improvisar sobre música brasileira, porém, posteriormente, ele adotou a improvisação jazzística na temática brasileira dos seus discos. "Brazilliance" foi editado no Brasil e conquistou imediatamente uma nova geração de músicos que vieram a ser figuras de relevo na bossa nova e, posteriormente, no samba-jazz.

Outro fator importante precursor do samba-jazz no Brasil foi o revolucionário disco "Turma da Gafieira", com Altamiro Carrilho (flauta), Zé Bodega e Maestro Cipó (saxes-tenor), Raul de Souza (trombone), Sivuca (acordeão), Baden Powell (violão), José Marinho (baixo) e Edison Machado (bateria). Além das improvisações nos solos, a atuação de Edison Machado incorporou uma inovação que causou surpresa, desagrado e controvérsia entre os renitentes cultores do samba: ele utilizou os pratos da bateria em seus estimulantes acompanhamentos, algo totalmente inédito e inconcebível para os músicos da época.

Mas, o que é improvisação jazzística? Para um músico, improvisar significa criar novas melodias sobre a estrutura harmônica de uma composição ao sabor da sua imaginação. Em outras palavras, ter total liberdade para expressar sua própria concepção explorando suas idéias melódicas num clima prevalecendo a espontaneidade e a originalidade, injetando variações de coloridos tonais, nuances rítmicas e inflexões. Por isso o jazz é a música do indivíduo e a improvisação é um elemento essencial da sua linguagem. Para avaliar esses elementos inseridos pelos solistas, é suficiente comparar as inúmeras gravações das mesmas músicas por diversos músicos, constatando que todas diferem das demais porque cada músico improvisa à sua própria maneira.

A partir de 1958, a bossa nova conquistou imediatamente a juventude brasileira ocasionando uma radical transformação melódico-harmônico-rítmica na nossa música popular, inaugurando o período moderno da MPB.

Com o sucesso do rock & roll em todo o mundo nos anos 60, a bossa nova e o samba-jazz deixaram de ser a música da juventude brasileira porque ganhava força e popularidade a Jovem Guarda, invadindo como um tsunami os meios de comunicação do pais. Foi quando Mauricio Einhorn declarou sua famosa frase: "A saída para o músico brasileiro é o Aeroporto do Galeão", que alguns mal-informados atribuem a Tom Jobim. Muitos deixaram o país em busca de outras paragens para tentar a sorte. Alguns foram bem-sucedidos, outros nem tanto. Vale ressaltar que vários desses músicos tocam com freqüência em festivais de jazz europeus e americanos.

Enquanto no Brasil a bossa nova e o samba-jazz estavam em recesso forçado devido às preferências do público roqueiro, em outros países continuavam sendo apreciados e cultuados, valorizando nossos artistas, que ganharam novos mercados internacionais solidificando suas carreiras. Essa valorização no exterior, inclusive com a edição de centenas de discos de bossa nova e samba-jazz nos Estados Unidos, Europa e, principalmente, Japão, ocasionou uma reviravolta no Brasil com o retorno do samba-jazz no repertório dos músicos mais jovens. Daí aconteceram três grandes eventos que movimentaram as duas maiores cidades do país e as novas gerações de músicos surgidas a partir dos anos 80/90 trouxeram uma injeção de sangue novo ao samba-jazz.

Agora o samba-jazz chegou para manter uma relevante posição na música brasileira. Apesar de combatido pelos renitentes xenófobos de plantão, que desdenhosamente insistem em afirmar tratar-se de música americana, continua conquistando novos talentos e adeptos no Brasil e em vários países do mundo. A despeito desses handicaps, o samba-jazz resiste bravamente, nossos músicos prosseguem espargindo sua música em concertos, casas noturnas, bares, quiosques, espaços oficiais e alternativos, com boa afluência de público, além de continuar sendo grande atração no Japão, onde tem público cativo, nos festivais europeus e americanos." Cá pra nós..., o samba jazz é a forma mais refinada e audível de se curtir um samba!
Clique aqui para ler a matéria na íntegra

10 outubro 2014

Jovem Guarda - A Versão Brasileira do Rock Internacional



A história começa especificamente com a expressão "Jovem Guarda", que era o nome de um programa da TV Record de São Paulo em 1965, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, que passou a definir um gênero musical, também conhecido como iê-iê-iê, a versão brasileira do rock internacional.

A Jovem Guarda foi a cristalização de uma tendência bem anterior, pois o rock’n’roll da década de 1950 já havia criado no Brasil um mercado de consumidores e aficionados. Desde 1957 os primeiros cantores e compositores brasileiros do gênero já tentavam reproduzir o ritmo por aqui com letras em português ou mesmo cantando originalmente.

Entre os maiores expoentes desse período estavam os irmãos Tony e Celly Campelo, Sérgio Murilo, Ed Wilson e, em fase pouco posterior, Ronnie Cord e os grupos The Jordans, The Jet Blacks e The Clevers. O trio central – Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia – entrou em cena justamente quando começava a se acentuar a queda de popularidade desses primeiros artistas brasileiros do rock’n’roll.

Em 1961, Celly Campelo decidiu afastar-se da vida artística, enquanto as atenções já se voltavam para a bossa nova. A turma do rock já sobrevivia em poucos espaços no meio de comunicação contando apenas com os programas "Hoje é Dia de Rock", de Jair de Taumaturgo, na Radio Mayrink Veiga carioca, o "Clube do Rock", de Carlos Imperial, na TV-Rio, e "Crush em Hi-Fi", na TV Record, de São Paulo.

Em discos lançados, os sucessos rareavam cada vez mais e Roberto Carlos optou, então, por algum tempo, pela bossa nova, mas Erasmo Carlos e Wanderléia decidiram insistir, tentando divulgar um tipo de musica que, nessa época, já tinha muito de bolero e samba-canção, misturado ao rock’n’roll. No Rio de Janeiro, Ed Wilson, Cleide Alves, Renato e seus Blue Caps também esperavam sua oportunidade.

E foi então o repentino sucesso de um compositor e intérprete paulista que abriu a brecha para o que seria a tal Jovem Guarda, em 1963, com Ronnie Cord, que conseguiu bons índices de venda e popularidade com o rock "Rua Augusta", chamando a atenção do publico e da mídia para os roqueiros, principalmente para as figuras de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, autores de "Parei na contramão". Logo em seguida já veio "É proibido fumar" e "Festa de arromba", da mesma dupla, confirmando assim a existência do mercado nacional para o rock. Foi dessa música que surgiu a idéia do programa de televisão concretizado pela TV Record paulista, na época, grande investidora em musica popular.

Com o nome definitivo de "Jovem Guarda", o programa foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1965, reunindo Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, os cantores Eduardo Araújo, Sérgio Murilo, Agnaldo Rayol, Reynaldo Rayol, Martinha, Cleide Alves, Meyre Pavão, Rosemary e os grupos The Jordans, The Jet Blacks, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis e Golden Boys.

Rapidamente, a Jovem Guarda tornou-se uma das grandes atrações da emissora, reunindo grandes platéias de adolescentes no Teatro Record, mas foi a partir de 1966, com o grande sucesso de Roberto e Erasmo Carlos: "Quero que vá tudo pro inferno", que o programa tomou proporções nacionais e passou a ser sinônimo de movimento ou tendência musical.

Outros artistas se juntaram ao grupo inicial: Ronnie Von, Vanusa, De Kalafe, Deny e Dino, Leno e Lilian, Antônio Marcos, Os Vips, Os Brasões, The Pops, entre outros. Vários compositores de outras áreas começaram então a se interessar pelos ritmos da Jovem Guarda, como Jorge Ben, que passou a frequentar o programa, e os baianos Gilberto Gil e Caetano Veloso, que, aconselhados pela cantora Maria Bethânia, incorporaram ao seu trabalho elementos do iê-iê-iê, como as guitarras que acompanhavam "Domingo no parque" e "Alegria, alegria" no III FMPB, da TV Record, em 1967.

Segundo Erasmo Carlos, foi justamente a "Tropicália" – movimento que Gil e Caetano fundaram nesse período - uma das principais causas do esvaziamento da Jovem Guarda. "A Tropicália – diz ele - era uma Jovem Guarda com consciência das coisas, e nos deixou num branco total". Mas, antes de se extinguir totalmente no inicio de 1969, diluída pela superexposição ao consumo, pelo cansaço e pelo esgotamento criativo de seus participantes, a Jovem Guarda deixou sua contribuição, alimentando vários programas semelhantes na televisão e algumas publicações especializadas.

Além de projetar nacionalmente alguns de seus ídolos, o movimento foi em grande parte responsável pela posterior assimilação de instrumentos eletrônicos na musica brasileira de todas as tendências e pela fusão de informações estrangeiras e dados nacionais que caracterizou a produção musical na década de 1970. No inicio da década seguinte, Léo Jaime, os Titãs, a Blitz e outros interpretes e grupos roqueiros retomaram a musicalidade simples e direta da Jovem Guarda, constituindo a Nova Jovem Guarda.

Em 1995, remanescentes da Jovem Guarda se reúnem para comemorar os 30 anos do movimento e gravam um box de cinco CDs onde recriam os antigos sucessos e fazem uma série de shows com êxito nacional. Fizeram parte deste show: Wanderléia, Erasmo Carlos, Ronnie Von, Bobby de Carlo, Os Vips, Os Incríveis, Martinha, Leno e Lilian, Golden Boys e outros. Ainda em 1995, a Paradoxx lançou dois CDs com vários artistas da Jovem Guarda gravados ao vivo nos shows comemorativos; e, no ano seguinte, a revista Caras colocou no mercado uma coleção de seis CDs e fascículos, contando a historia da Jovem Guarda e com remasterizações das gravações originais.
Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira 

07 maio 2014

VA - Hits Again (1999) 4CDs
Os Anos 70 e os Cantores Brasileiros que Cantavam em Inglês


Nos anos 70, a maior parte da programação das rádios brasileiras eram de canções estrangeiras. Os Disc-Jockeys, hoje chamados de Djs, repetiam em seus programas o grande fenômeno que acontecia no mercado fonográfico brasileiro - artistas brasileiros fazendo grande sucesso ao compor e cantar em inglês usando pseudônimos.

Que eu me lembre agora, cantores como Terry Winter, Malcolm Forrest, Pete Dunaway, Mark Davis (Fábio Júnior), Uncle Jack (Fábio Júnior), Tony Stevens (Jessé), Christie Burgh (Jessé), Morris Albert, Dave Maclean, Michael Sullivan, Patrick Dimon, Don Elliot (Ralf, da dupla Cristian e Ralf), Chrystian (da dupla Cristian e Ralf), Steve Maclean, foram alguns deles, além dos grupos Harmony Cats, Light Reflections, The Clocks, Sunday, Lee Jackson, Pholhas, entre tantos outros. Ainda hoje encontramos cantores e bandas com essas características, porém, cantam em inglês por motivos bem diferentes, como por exemplo, terem o seu mercado e a grande maioria dos fãs no exterior.

Na época, ninguém imaginava que aquelas lindas canções que conquistavam a todos e invadiam as rádios, as famosas "brincadeiras", os bailes e os temas das novelas, eram criadas, produzidas e cantadas por nós mesmos. Eram brasileiros cantando em inglês, uma exigência de consumo da época, quando a música estrangeira tomava conta do mercado brasileiro e a própria preferência do público pendia para a música internacional naquele momento.

E as gravadoras, para manter os lucros em alta, embarcaram nessa onda. Além do mais, pagar direitos autorais aos artistas estrangeiros onerava muito mais as gravadoras do que as despesas com cantores tupiniquins. A grande maioria desses artistas já eram músicos e cantores experimentados. Uns eram profissionais de estúdios de gravação; outros cantavam em bares e bailes, mas, praticamente todos, profissionais anônimos.

O sucesso das primeiras trilhas internacionais das novelas certamente contribuiu para difundir este fenômeno musical. Somando-se a isto, ainda temos o baixo custo dos artistas nacionais. Foram quase uma década de mistério e pouco se sabia sobre eles. Dos vários artistas que embarcaram nessa onda, alguns se deram muito bem, e outros, sumiram completamente da mídia após o fim do movimento. A mania dos cantores made in Brazil começou a decair no início dos anos 80, quando a música brasileira ganhou mais espaço nas rádios. Texto: Kika Teixeira - Arquivo pessoal de RSTONE.

Esta é a capa de uma ótima coletânea que saiu no Brasil em 1999, "Hits Again". São 4 CDs com as seguintes canções:
Vol 1:
01. Dave Mclean - Me And You (3:43)
02. Mark Davis - Don't Let Me Cry (4:06)
03. Pete Dunaway - I'll be fine (4:37)
04. Dave Dee & Mea Cat - Do You Love Me (3:23)
05. Steve Maclean - True Love (2:57)
06. Patrick Dimon - Pigeon without a dove (4:03)
07. Lee Jackson - Hey Girl (3:23)
08. Excelsior - Superman (2:35)
09. Morris Albert - She's my girl (2:56)
10. Peter Mc Green - Girl of the past (3:24)
11. Harmony Cats - Every Night Fever (4:01)
12. Family Unlimited - Hey Hey (2:19)
13. Brothers - Tenderness (3:28)
14. Don Elliot - My love for you (3:05)
15. Sunday - Paloma (3:46)

Vol 2:
01. Terry Winter - Summer Hollyday (4:02)
02. Paul Jones - Those Shadows (3:55)
03. Paul Denver - Rain and Memories (4:05)
04. Bandits of Love - Deixa (3:56)
05. Water Proof - Shine Shine (2:12)
06. Chrystian - Lies (4:04)
07. Edward Cliff - Nights Of September (3:22)
08. Uncle Jack - My Baby (3:24)
09. The Victoria Project - You're The One That I Want (2:37)
10. Dave Maclean - We Said Goodbye (3:09)
11. Charles Marx - So Lucky (3:09)
12. Julian - Angel (4:07)
13. Tony Valdez - Love me like a stranger (3:57)
14. Bruno Carezza - Piano (4:47)

Vol 3:
01. Christian - Don´t Say Goodbye (2:45)
02. The Light Reflections - Tell Me Once Again (4:10)
03. Christie Burg - Flying (6:13)
04. Malcom Forest - Ecstasy (4:42)
05. Paul Bryan - Listen (2:52)
06. Terence Stample - Puff The Magic Dragon (3:27)
07. Memphis - Sweet Daisy (2:30)
08. Wheels Of Fire - Baby Face (3:23)
09. Tobi Chris - Gaye (3:18)
10. Steve Maclen - Places (3:54)
11. Cinthia - Drops (3:34)
12. The Buttons - Whispering (3:02)
13. Napoleon - The Funninest Joke (3:02)
14. Glenn Michael - Spring (3:26)

Vol 4:
01. Sunday - I'm Gonna Get Married (3:34)
02. Morris Albert - Feelings (3:44)
03. Tony Stevens - If You Could Remember (4:21)
04. Don Eliot - One Day In Your Life (4:08)
05. Lee Jackson - Choo Choo Choo (3:24)
06. Kompha - Beacher (3:20)
07. Manchester - My Dear (3:30)
08. Pholhas - She Made Me Cry (3:14)
09. All Together - He (4:26)
10. Terry Winter - Our Love Dream (3:39)
11. Michael Sullivan - My Life (3:34)
12. Geminis - Mexican Divorce (3:26)
13. Susan Quacker - 48 Crash (3:43)
14. Komendaylee - She Loves You (2:23)

03 fevereiro 2014

Saiba Mais Sobre O Rock Progressivo Brasileiro!

                                                                                         Foto: desenho de Dean

O que é rock progressivo?


Você já escutou Rock Progressivo em algum momento de sua vida? Bom este é um estilo de musica escutado por muitas pessoas no mundo inteiro. É um estilo musical que surgiu na Inglaterra, na segunda metade dos anos 60, buscando uma fusão da música pop e do rock com outros gêneros de harmonia mais complexa e madura. "As composições misturavam música clássica, jazz e até folclore celta, explorando ao máximo a revolução tecnológica que ocorria nos estúdios de gravação na época com os teclados eletrônicos e sintetizadores", afirma o jornalista Leonardo Nahoum, autor do livro Enciclopédia do Rock Progressivo.

Na sua essência, o som progressivo extrapolava o formato conhecido das canções, convertendo-as em músicas com longuíssimos trechos instrumentais, muitas vezes compondo os chamados "álbuns conceituais", discos que contavam uma história ou possuíam alguma ligação temática entre as suas faixas.

Tudo isso já estava presente no rock psicodélico de Sgt. Pepper’s (1967), obra-prima dos Beatles com suas ousadas experiências com orquestras sinfônicas, toques indianos e influências de compositores da vanguarda eletrônica como Stockhausen. Outro precursor importante foi o grupo Moody Blues, cujo álbum Days of Future Passed (1967) também usava orquestra sinfônica para uma versão rock da Sinfonia do Novo Mundo, do erudito Dvorák. Vale lembrar também a ópera-rock Tommy (1969), do grupo The Who, outro marco dos "álbuns conceituais". Tudo isso contribuiu para a proliferação de bandas progressivas na primeira metade dos anos 70, o auge do gênero (1973), representadas por seus expoentes mais populares: Pink Floyd, Yes, Genesis e Emerson, Lake & Palmer (ELP).

A decadência do Rock Progressivo, porém, foi rápida, provocada por seu inimigo número 1, o Punk, surgido em 1976, com o ideal de resgatar a crueza básica do rock"’n"’roll e acabar com o que consideravam masturbação musical, egolatria e frescura de classe média, o que não concordo.

O Rock progressivo, também conhecido por prog rock ou prog, foi um subgênero do rock muito popular na década de 70, mas que ainda hoje possui uma enormidade de bandas e adeptos. O Punk não conseguiu verdadeiramente acabar com o prog! Da música em geral é o meu estilo preferido. Ao longo dos anos apareceram muitos sub-gêneros deste estilo tais como o rock sinfônico, o space rock, o krautrock, o R.I.O, o metal progressivo, o metal sinfônico, o neo progressivo e outros; todos eles, apresentando inúmeras novas variantes. Praticamente todos os países desenvolveram músicos ou agrupamentos musicais voltados para esse gênero. O estilo inglês recebeu influências da música clássica e do jazz fusion, em contraste com o americano, historicamente influenciado pelo Rhythm and Blues (R&B) e pela música Country.

Discografia básica do Rock Progressivo

Apresento a vocês o básico do básico; uma seleção das bandas progressivas mais populares e suas obras mais representativas. Posso afirmar categoricamente que quem não conhece esses discos não conhecem o gênero!

1971 - Nursery Cryme - Genesis
Canções que compõem verdadeiras peças teatrais, interpretadas com maestria pelo vocalista Peter Gabriel (substituído em 1975 pelo baterista Phil Collins)

1972 - Close to the Edge - Yes
Contém apenas três faixas. Uma delas, And You and I, foi reduzida especialmente para tocar nas rádios americanas e obteve grande sucesso

1969 - Thick as a Brick - Jethro Tull
Álbum conceitual de uma única faixa. O grupo liderado por Ian Anderson já havia obtido grande sucesso em 1969 com uma versão de Bach (Bouree)

1972 - Per un Amico - Premiata Forneria Marconi
Esse álbum do trio italiano chamou a atenção dos ingleses do Emerson, Lake & Palmer, cujo apadrinhamento ajudou a ganhar fãs no mundo inteiro

1973 - Hamburguer Concerto - Focus
O terceiro álbum desse grupo holandês vendeu mais de 7 milhões de discos no mundo todo - feito surpreendente para um trabalho quase sem vocais inglês.

1973 - Brain Salad Surgery - Emerson, Lake & Palmer
O tecladista Keith Emerson e o baterista Carl Palmer estavam entre os mais extravagantes músicos de sua geração. É só ouvir esse disco para saber por quê

1973 - The Dark Side of the Moon - Pink Floyd
O quarto disco mais vendido da história do rock, ficou 741 semanas na parada americana. Foi inspirado no fundador da banda, Syd Barrett, que teve de deixá-la ao ficar esquizofrênico

1973 - In a Glass House - Gentle Giant
Grupo menos conhecido dos progressivos ingleses, mas talvez o mais sofisticado instrumentalmente. Com forte influência da música renascentista, soa muitas vezes como um quarteto de câmera de outro planeta

1974 - Red - King Crimson
O último disco gravado em estúdio na década de 70 pela banda, liderada pelo cultuado guitarrista Robert Fripp. O grupo retornou modernizado em 1981, conquistando até fãs da geração new wave

1975 - Snowgoose - Camel
Álbum conceitual inspirado em livro homônimo do escritor americano Paul Gallico. Conta a história de um corcunda que se isola da sociedade e cuida de aves feridas. Seu melhor amigo é um ganso

Sim, O Brasil possui grandes bandas de Progressivo


Vejam este documentário sobre o gênero musical "Rock Progressivo" e saibam mais sobre o desenvolvimento do estilo aqui no Brasil . O vídeo aborda a diversificada e surpreendente gama de bandas, músicos e estilos, que atuam ou atuaram na cena do rock progressivo nacional, onde falam do grandioso trabalho desses músicos, muitas vezes desconhecidos do público brasileiro, por conta da rejeição da mídia nacional que não dão o devido valor. Documentário produzido para a disciplina "Projeto em TV", da Facha - Faculdades Integradas Hélio Alonso.


           


03 novembro 2013

Os Estilos Musicais Brasileiros



Foram várias as influências que deram origem à música brasileira. Além dessas influências, surgiram também alguns estilos próprios que se desenvolveram e acabaram se tornando nossa identidade musical.

MÚSICA INDÍGENA
Na época do descobrimento do Brasil as músicas das muitas tribos eram executadas em solos e coros, acompanhados pela dança, batidas de palmas, dos pés, flautas, apitos, cornetas, chocalhos, varetas e tambores.

MÚSICA AFRICANA
Em 1538 chegaram os primeiros escravos trazidos da África e com eles vieram suas músicas, danças, idiomas, a macumba e o candomblé – criando a base primordial de uma nova etapa fundamental na história inicial da música brasileira. Em 1630 a cultura musical dos africanados escravos negros era, não só preservada, mas desenvolvida continuamente através dos Quilombos. Surgem então as primeiras novas formas da música afro-brasileira, que desenvolveria o afoxé, jongo, lundu, maracatu, maxixe, samba e outros gêneros futuros.

MÚSICA CATÓLICA
Em 1549 chegam os primeiras missões dos jesuítas portugueses no Brasil e os padres passam a introduzir as noções elementares da música européia aos índios, apresentando-lhes seus instrumentos musicais, num primeiro contato importante de fusão e influência na nascente história da música brasileira. A partir dos rituais religiosos das missões jesuítas nascem os primeiros cultos folclóricos populares dos habitantes locais como o "reisado" e o "bumba-meu-boi". A música sacra, as melancólicas baladas e as modas portuguesas certamente contribuíram para aformação da música brasileira.

MÚSICA DOS BARBEIROS
Em meados do século XVIII, surgem, no Rio de Janeiro e Bahia, as lendárias e divertidas músicas de barbeiros. Segundo estudiosos, essa seria a primeira verdadeira manifestação de uma música popular brasileira instrumental de entretenimento público. Eles interpretavam – muito à sua maneira livre – fandangos, dobrados, quadrilhas, lundus e polcas num repertório bem diverso. Da música desses deselegantes mas charmosos barbeiros descalços, nasceriam os "ternos", as bandas de coreto, as militares e o choro. Elas existiriam até meados do século seguinte.

MODINHA
Em 1750 surge até então, o mais importante gênero musical, a modinha, criado em Portugal, e responsável pelos aspectos melódicos e românticos que caracterizam a música brasileira, de grande influência até a Nova República, no início doséculo XIX.

LUNDU
Em 1780, surgiu um dos elementos embrionários na formação do futuro samba, gênero musical trazido com os escravos bantos do Congo e Angola.

POLCA
No dia 3 de julho, é apresentada no Rio de Janeiro pela primeira vez, a polca, dança rústica da Boêmia. Depois da apresentação brasileira, a polca vira a nova febre carioca. Além de dança de salão, o gênero invade teatros e ruas, tornando-se popular através dos próximos grupos de choro e grupos carnavalescos.

RANCHO CARNAVALESCO
Em 1870 surgiu no Rio de Janeiro o primeiro rancho carnavalesco. A partir de então, esboça-se os primeiros traços do samba através de um diferente batuque de origem africana.

ÓPERA
O maestro-compositor brasileiro, o paulista Carlos Gomes (1836-1896) compõe a ópera "O Guarani" baseado no famosos romance de José de Alencar. Com ela, pela primeira vez, nascia o Brasil para o grande mundo musical. Carlos Gomes foi, sem dúvida, o maior compositor das Américas no século XIX.

CHORO
Em 1880 Surge o choro (chorinho), no Rio deJaneiro, através de pequenos grupos instrumentais. As festas das quais os chorões participavam já eram chamadas de pagodes. Esta é também a época das serenatas de fins de noite.

MAXIXE
Em 1875 nasce o maxixe – a primeira dança de par e gênero musical modernos genuinamente brasileiros. Ele surge da mistura do lundu com o tango argentino, a habanera cubana e a polca. O maxixe foi considerado tão escandaloso e polêmico quanto o lundu.
Em 1914, durante a Primeira Grande Guerra e pela primeira vez em sua história, a música brasileira chama a atenção da Europa com este estilo embrionário e provocativo do samba – o maxixe –, que se torna um dos maiores sucessos de dança no velho continente até 1922.

FREVO
Em 1890 Surge o frevo em Recife, Pernambuco. Um dos mais importantes gêneros musicais e danças do país. O frevo nasce da polca-marcha, com um ritmo frenético e contagiante, de coreografia individual improvisada e inspirada na capoeira, apoiada no uso de sombrinhas e guarda-chuvas.

MARCHA CARNAVALESCA
Em 1899 a pioneira compositora carioca de classe média Chiquinha Gonzaga (1847-1935) – a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil (em 1885) –, compõe a primeira marcha carnavalesca da história da música brasileira chamada "Ô Abre Alas", um enorme sucesso e de grande influência na consolidação das bases iniciais da música popular brasileira.

CANDOMBLÉ E UMBANDA
Em 1900 os ritmos do candomblé e umbanda são oficialmente aceitos como parte integrante da cultura brasileira. Preservam-se as músicas, escalas musicais, instrumentos como agogô, cuíca, atabaque, e suas ricas bases polirítmicas.

SERTANEJO
Em 1914 canções sertanejas se popularizam entre as classes média e alta, música sertaneja poderia também compreender o xaxado, o baião e toda manifestação musical das regiões Norte-Nordeste.

SAMBA
Em 1917 Considerado o nascimento oficial do samba. Este típico samba carioca, que misturava maxixe com frases rítmicas do folclore baiano, mais tarde espalha-se pelo Brasil e domina o carnaval.

SAMBA-CANÇÃO
De 1920/50, já acontecendo a bossa nova, surge o samba-canção, um tipo mais lento, melancólico e romântico, orquestral e introspectivo do gênero, também conhecido como samba de meio de ano, ou seja, aquele lançado depois dos sambas de carnaval. Sob forte influência do bolero, o samba-canção se firmaria mesmo a partir de 1930.

MÚSICA ERUDITA
Em 1938/45, período em que o compositor e regente Heitor Villa-Lobos (1887-1959) compõe a "Bachiana no. 5" – da célebre série de 9 – para canto e orquestra de violoncelos, sendo esta a mais admirada e tocada de todas, tendo sido, por vários anos, um dos discos mais vendidos nos Estados Unidos, Villa-Lobos é considerado o mais importante gênio musical do continente, no século XX.

BAIÃO
Em 1946 a música "baião", do pernambucano Luiz Gonzaga (1912-1989) – com letra de Humberto Teixeira –, desponta de norte a sul do país com a força de um novo estilo musical revolucionário urbano derivado da música de raízes rurais e folclóricas nordestinas.

ROCK & ROLL
Em 1955 com fortes ecos dos Estados Unidos e Inglaterra, o rock'n'roll aterrisa incipiente no país através de versões, quando Nora Ney grava a versão "Rock Around The Clock". A primeira grande estrela do gênero foi Celly Campelo (1942-) com os hits "Estúpido Cupido" e "Banho de Lua", já no início dos anos 60. E o rock'n'roll popularizava-se com outras versões de sucessos norte-americanas.

BOSSA NOVA
Em 1958, com a canção "Chega de Saudade" (Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes), gravada por Elizeth Cardoso, é inaugurado oficialmente o surgimento da bossa nova, apesar de sua existência já a uma década.

MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
Em 1960 surge o termo MPB – Música Popular Brasileira, dedécada a década, o termo MPB mudaria sua abrangência de estilos, ampliando assim o seu significado.

JOVEM GUARDA
Em 1965, o cantor Roberto Carlos é o rei da juventude nacional na liderança do movimento Jovem Guarda, apresentando um programa semanal homônimo de televisão, ao lado de Erasmo Carlos, Wanderléa e convidados como Eduardo Araujo, Martinha, Rosemary, Ronnie Von, Antonio Marcos e outros. Enquanto gênero musical, a Jovem Guarda, que surge em1963, também ficou conhecida como yê-yê-yê – a versão brasileira do rock mundial.

MÚSICA DE PROTESTO
Em 1965, com a repressão e a censura instauradas pelo regime militar, configura-se o espírito para o surgimento das músicas de protesto, Geraldo Vandré atingiu o ponto máximo de sua carreira com a então clássica e polêmica canção "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores", ou "Caminhando" (1968).

FUNK
Em 1970, surge no Rio de Janeiro um fenômeno que se caracterizaria como tipicamente carioca – os bailes funk. Os "bailes da pesada", como eram conhecidos, foram espalhando-se para os clubes do subúrbio. Com a proliferação de uma multidão de dançarinos populares, os adeptos do movimento, trajavam roupas black de ocasião, cabelos afro e sapatos plataforma coloridos.

ROCK POP
Em 1980/87, em busca de novas alternativas musicais parte da elite da juventude brasileira de classe média provoca uma nova onda de rock e pop apoiada no movimento pós-punk new wave, que domina totalmente o cenário musical nacional. Daí, surgemTitãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, RPM, Ultraje a Rigor, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Lobão, Biquini Cavadão, Ratos de Porão, Inocentes, e muitos outros.

LAMBADA
Em 1984/90, antecedendo o surgimento da axé music, a lambada baiana torna-se um dos mais populares estilos de dança brasileira atual a misturar samba, maxixe e dança erótica. O maior sucesso foi do grupo Kaoma com "Lambada", uma versão do tema latino "Llorando Se Fue", do grupo Los Kjarkas. Por falta de substância musical e limitação coreográfica, o gênero teve breve período de tempo, mas ainda provoca uma onda de escolas temporárias da dança por todo o país.

HIP HOP
Em 1985, dentro ainda da grande década do rock brasileiro, e pela primeira vez em toda América Latina, a grande novidade norte-americana do movimento hip hop com o rap, grafite e a breakdance, A partir daí, com a aceitação gradual do novo movimento pela mídia, o hip hop cresceria firmemente em importância e novos nomes, atingindo um de seus apogeus nos anos 90.
 
AXÉ MUSIC
Em 1985, a música "Fricote", do baiano Luiz Caldas, inaugura oficialmente o movimento axé music. O estilo é caracterizado pelo forte uso da percussão baiana como repique, timbau e surdos. Em geral, as letras falam da sensualidade do corpo, do requebrar dos quadris e de danças, cheias de ironia e um segundo sentido.
 
SERTANEJA
No final dos anos 80 surge a nova música sertaneja de sotaque country americano – nessa ordem.

ROCK
Surge uma nova geração de bandas de rock dos anos 90 como o Pato Fu, Skank, Raimundos, O Rappa, Jota Quest, o polêmico Planet Hemp, o grupo soul Fat Family, e outras. Há espaço para ritmos africanos, latinos e jamaicanos – como o reggae e o ska, que dão a base para grupos como Cidade Negra, Tribo de Jah, ex-Nativus e outros.
 
MPB
Em 1997, afirma-se mais uma brilhante geração intermediária de novos nomes na música popular brasileira, de diferentes regiões e com algumas novas propostas de fusões da música nordestina e folclórica, com a do Sul-Sudeste e a do mundo pop internacional. Estamos falando de nomes como Carlinhos Brown (BA), Arnaldo Antunes (SP), Chico César (PB), Zeca Baleiro, e outros.
 
POP ELETRÔNICO
Quase no final dos anos 90, presencia-se uma certa corrida à chamada música pop eletrônica, mas, novamente mais como efeito de arranjos musicais, uma vez que ogênero tecno não admite vocal. A exemplo do que ocorre nas grandes capitais do mundo, já há algum tempo o Brasil começa a viver o auge do culto aos DJs, que produzem as grandes festas ao ar livre chamadas de 'raves', ou em casas noturnas, e lançam CDs com remixagens e temas de suas preferências. A remixagem (o remix) é uma das manifestações musicais do momento.

01 julho 2013

O Tango De Carlos Gardel



O Tango é o resultado de diferentes culturas musicais da Europa e da América. A Polca européia, a Havaneira cubana, o Candombe uruguaio e a Milonga espanhola firmaram o nascimento do Tango argentino. No seu início, no século XIX, o Tango era dançado por dois homens, daí o fato dos rostos virados, sem se fitarem, como é o Sirtaki, dança tradicional grega. Levou mais de 20 anos até que o Tango fosse dançado com uma mulher, o que só aconteceu em 1910.

O Tango era formado por um trio musical que executava ritmos acelerados e os passos de dança tinham muita sensualidade. Foi só mais tarde que o Tango ganhou as primeiras letras. Fazendo jus ao seu local de origem, as primeiras letras descreviam situações libidinosas sobre os prostíbulos e as meretrizes. Por isso, durante algum tempo, o Tango foi sinônimo de imoralidade. Lembramos que o Tango foi basicamente uma evolução da Milonga, que na verdade era uma disputa de cabaré no Porto em La Boca, uma espécie de briga onde só os homens brigavam ou dançavam.


As pessoas de “boa índole” tinham verdadeira aversão à prática desse tipo de música dançante. No entanto, os imigrantes que voltavam para a Europa acabaram popularizando o estilo, principalmente na cidade de Paris.


              


O Tango alcançou sua máxima popularização com o estrondoso sucesso do cantor Carlos Gardel, um dos mais famosos cantores de Tango. Ele mostrou sua música nos palcos e internacionalizou sua arte com a gravação do filme “El Dia Que Me Quieras”. Ainda hoje, o Tango é uma das expressões artísticas mais conhecidas na Argentina e seus espetáculos atraem turistas de todo o mundo. Existem várias coletâneas do cantor na internet para download fácil.


10 junho 2013

Renato Teixeira - Amanheceu, Peguei A Viola

            

Essa música me faz lembrar das manhãs de domingo de uns bons anos atrás. Na época ela tocava na abertura de um programa espetacular, que eu adorava e que falava das coisas da roça e valorizava o homem do campo, seus costumes e trabalho.

Era um enorme prazer para mim, nos fins de semana, lidar no meu quintal, cuidando de uma horta, um pomarzinho com umas vinte variedades de frutas, além das galinhas, angolas e perus. Nossas manhãs eram como na roça. E ainda havia o gado que chegava até os fundos do quintal e um curral mais embaixo onde se tirava o leite. Isto tudo a cinco minutos do centro, à pé... Era um sonho!

Ainda continua um dos melhores lugares para se viver em São João, tirando, é óbvio, a semana da Exposição Agropecuária, que é um sofrimento para quem passa o ano inteiro escutando somente grilos, passadas de cachorro na calçada e algum carro perdido, vez por outra.

Era um tempo bom!.. Me lembro que, ao amanhecer, depois do programa, íamos para o quintal para vivermos mais um dia de roça. E então, dávamos início à viagem. Aguávamos os canteiros, catávamos as ervas daninhas, colhíamos as frutas maduras, fazíamos as podas necessárias e ainda plantávamos alguns alimentos de estação, como fava, milho, quiabo, mandioca, etc. Depois dessa movimentação toda pendurávamos uma rede nas goiabeiras e lá ficávamos até mais tarde, apreciando a paisagem e batendo um longo e gostoso papo com as nossas crianças. Que saudade!..

02 julho 2012

O Maior Evento Mundial Do Rock Em Todos Os Tempos


















     O festival de rock mais famoso de todos os tempos  rolou em agosto de 1969, em uma  fazenda  na  cidadezinha  americana de Bethel, de 2.300  habitantes, a cerca de 120 quilômetros de  Nova York. Woodstock  era o nome  da cidade que  foi  escolhida originalmente  para  abrigar os shows,  mas  acabou  não rolando e, depois de  idas e vindas, os organizadores desistiram da cidade e alugaram  uma  fazenda  em  Bethel, a menos de um mes antes da abertura do festival.

    Para não criar mais confusão, o nome original, Festival de Música e Artes de Woodstock, permaneceu. Realizado nos dias 15, 16 e 17  de  agosto  de 1969,  ficou conhecido como o maior dos festivais,  tendo como lema  "Três  Dias de Paz, Amor e Rock and Roll". Os quatro rapazes que organizaram o evento tentaram, sem sucesso, levar John Lennon, Bob Dylan,  The Doors,  Led  Zeppelin  e  Frank Zappa ao palco da fazenda, mas isto não tirou o brilho do festival. Reuniram consagrados nomes do rock and roll, como Janis Joplin, The Who, Jimmy  Hendrix, Joe Cocker, Jefferson Airplane, Santana,  dentre outros que  aceitaram  o  convite,  fazendo shows  históricos e que, por se apresentarem no evento, acabaram se consagrando músicos de renome.

    Com o festival  da  contra  cultura,  contra  a  ingenuidade e a utopia,  marcou-se  a liberdade dos jovens, numa  apologia à diversão e ao estilo  musical  que  extrapola as regras e os limites impostos pelos mais conservadores da época.



















      Nova Iorque de repente se viu  num dos maiores  engarrafamentos de sua  história, mas como a paz era um dos principais  elementos que  figuravam  no  movimento, não aconteceram acidentes ou manifestações de violência. O festival, que  estava  previsto para durar três dias, acabando à meia-noite do domingo, entrou pela semana seguinte. Hoje o festival ainda  é  tido como  modelo  para  tantos   outros  shows  de  rock  que reúnem vários artistas e grupos musicais, além de servir como exemplo aos jovens de hoje que utopia e idealismo podem  ser colocados  no plano da realidade.

     O festival, tendo sido um evento de sucesso, teve  também o lado da  precariedade. A estrutura montada  não foi  suficiente  para  atender à  multidão  presente no local, o que  fez  surgir  problemas de  higiene,  falta d’água,  alimentação, etc. Além  disso, as drogas   tomaram   conta  do  lugar,  sendo   idolatradas  naquele  momento.  Como a organização esperava apenas 60 mil pessoas, somando-se o  público dos três dias, a saída foi improvisar postos de alimentação gratuita, pois se depararam com uma população sete vezes maior. Cidades vizinhas doaram  frutas, enlatados, sanduíches, etc. Cercas delimitavam a área reservada ao acampamento,  mas, na  prática,  com a superpopulação,  isto  não  funcionou.  Haviam  centenas  de  barracas, colchonetes  e trailers espalhados pelos quatro cantos da fazenda e até nas propriedades vizinhas.
























     Foram trinta e duas  atrações,  entre  cantores e bandas se apresentando  no  palco, que ficava na parte mais baixa de uma pequena colina,  formando um anfiteatro  natural. As chuvas do fim de semana detonaram a grama que cobria o local, formando enormes piscinas de lama, onde a galera mais chapada  e  nua, se lambuzava à vontade. Apesar destes e outros  contratempos,  pode-se afirmar que Woodstock  imbolizou os valores da juventude da  década de  60,  protestando  contra  a  guerra, o capitalismo e criando um conceito de liberdade ao amor,  às  mulheres,  à vida  em  sociedade e priorizando a paz  e a  alegria em  todos os sentidos, etc. A verdade  é que o  mundo  não  foi  mais o mesmo depois deste festival, pois revolucionou os costumes, expandiu a cultura, e jogou por terra as  tradições.  È  evidente que trouxe com ele, também, o lado negativo, como por exemplo, as expansão do uso das drogas, mas eu só sei que aquele  festival  mudou a vida das pessoas para sempre, irreversivelmente!


07 junho 2012

Discos De Vinil. Seguramente, Uma Das Melhores Mídias Fonográficas!



     O nosso velho conhecido disco de vinil, ou  bolacha ou apenas  vinil, é  um  tipo  de mídia  de  reprodução  sonora  feito de  um  material  plástico muito delicado  chamado polivinil,  geralmente  de cor  preta,  que  foi  desenvolvido  em  1948,  substituindo  os obsoletos  discos de  goma-laca  de  78  rotações.  Esse  material  é  prensado,  dando origem a  incontáveis  micro-sulcos ou  ranhuras de forma espiralada, que conduzem  a agulha do toca-discos da borda  externa  para o centro, no sentido horário. Trata-se de uma  gravação  analógica,  pois o processo  é  totalmente  mecânico. Esses sulcos são microscópicos  e  fazem  a  agulha  vibrar,  se  transformando  num  sinal   elétrico  que,
amplificado e convertido em som audível, se transforma em música.

     Caracterizado pela sua  excelência em qualidade sonora, os discos de vinil  são mais leves,  maleáveis  e  resistentes  a  choques, quedas,  porém o manuseio deve  ser  feito sempre pelas bordas, além do extremo cuidado com  ranhuras e poeiras, que danificam os sulcos e as agulhas. Sem sombra de dúvidas, o vinil é um meio de armazenamento muito mais fiel que o CD. Para um ouvido comum,  esta  superioridade  não se mostra, mas para quem  possui  ouvido e percepção musical, a diferença  torna-se  gritante.

     Para atender às várias necessidades, o vinil foi produzido em diferentes formatos: Single ou Compacto Simples: abreviatura do inglês  Single  Play. A sua  capacidade era   de cerca de 4 minutos em cada lado. O single era geralmente empregado para  difusão   das músicas de trabalho de um álbum completo a ser lançado posteriormente. - EP ou Compacto Duplo: abreviatura do inglês Extended Play. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos em cada lado e normalmente continha em torno de 4 faixas.
- Máxi: abreviatura do inglês Maxi  Single. Sua capacidade era de cerca de 12 minutos em cada lado.
- LP: abreviatura do inglês Long Play. A sua capacidade normal de armazenamento era de cerca de 20 minutos em cada lado. Esse formato era  utilizado normalmente para a comercialização de álbuns completos.

     Para se produzir um  vinil, pega-se um disco de alumínio  liso e dá-lhe  um  banho de acetato de celulose. Em seguida ele é colocado em um torno de gravação. Enquanto ele roda, uma  agulha  minúscula  de  diamante  vai  cortando as  faixas  em  espiral  na  sua superfície. O movimento do braço da agulha é dado pelos impulsos elétricos da  música já gravada no estúdio, em fitas magnéticas ou arquivos digitais, fazendo vibrar levemente e marcando as  irregularidades  microscópicas  no disco.

      O  produto  resultante é chamado de  Disco Master, pois já contém as faixas com as músicas gravadas. Ele ainda é muito frágil para ser lido por uma agulha  normal de toca-discos. Então, o Master de Acetato é  metalizado com  um  banho de cloreto de estanho. Na sequência vem um banho de prata e um mergulho num banho de níquel que fundindo com a prata,  forma  uma camada de metal  muito  resistente,  que depois de  resfriada é separada do Master de Acetato.

      O que se formou  neste  processo contém as faixas de músicas que irão fazer parte do disco, porém, invertidas, em alto-relevo. E já está  pronta a fôrma, que será  colocada em uma prensa. Já na prensa, esta aperta o disco de metal contra o vinil  aquecido, com cerca de 100  toneladas de força e a 193 ºC. As faixas em  alto-relevo do disco de metal transferem as  informações para o vinil, que, depois de prensado, seca  e se transforma em um disco! Cada forma prensa milhares de cópias. O excesso de  vinil  das  bordas é cortado e o produto final  já  está  pronto para seguir  na  linha de produção.

     A partir de 2008  nos Estados Unidos  e  Europa  e, de  2009  no Brasil,  a  indústria fonográfica restaurou os maquinários da antiga produção de vinil  para  atender a grande demanda do mercado atual.

     Diante da complexidade deste processo de  fabricação do vinil,  fico só  imaginando o desenrolar  inicial  desta  criação; de como uma cabeça pensante consegue organizar e dar a sequência certa aos procedimentos necessários, colocandos-os numa ordem  tal, de modo a conseguir chegar a um resultado final favorável!  A criação do vinil foi tão bem sucedida, que até hoje não encontraram um substituo à altura; tanto que, voltaram com a sua fabricação novamente.


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