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27 agosto 2018

Era - Divano (tradução)



Todos nós, possuímos a centelha da criação divina que Deus concedeu a cada um dos seres viventes. Os humanos mais desenvolvidos em consciência ainda são crianças perante a escalada da Evolução; mas cada um de nós, tem a inteligência e o poder criativo para entrar em sintonia com Deus! 

Erroneamente as pessoas ficam esperando por algo fantástico, sobrenatural, mágico, no Mundo e em suas vidas acontecer. Querem realizar seus sonhos individualistas, pois não conseguem se doar estando infelizes com seus projetos frustrados... Esperam em Deus e em Jesus, em Buda, Krishina, Alah... esquecendo-se que todo dia podem realizar pequenos milagres em suas vidas e na vida de outras pessoas. 

São pequenas ações, que unidas com os esforços de cada um se agigantariam num bem muito grande para o planeta Terra e para o Cosmo, transformando tudo!.. Somos pequenos Messias!
by TheRosa9611

28 março 2014

Colecionadores De Discos - Maníacos Incorrigíveis Ou Pessoas Normais?




Independente do gênero musical que prevalece em sua coleção, ou do jeito que você prefere arquivar seus vinis ou CDs,  nós colecionadores acabamos por adquirir certos comportamentos que nos identifica uns com os outros, que denunciam prontamente a nossa paixão, e porque não dizer, a nossa obsessão pelos discos. Pela música na verdade! Quando nos encontramos para conferenciar o ambiente muda completamente. É quando temos a oportunidade de conhecer raridades e colocar em dia as constantes novidades que surgem nesse meio tão vasto e apaixonante.

Num desses descontraídos encontros resolvemos listar as manias e obsessões de cada um, no seu modo de interagir com o próprio acervo; e foi hilário quando descobrimos as loucuras que criamos durante esses quase 40 anos acumulando discos e conhecimentos. E chegamos a uma curiosa lista colhida nestas conversas com os amigos, que lhes apresentaremos agora.

- Dedos engordurados não combinam com CD e LP. As mãos devem estar devidamente lavada com sabão ou similar, desengordurada e seca Manuseie-os com cuidado, com atenção para mantê-los sempre limpos.

- as capas não existem apenas como componente estético. É nelas que o disco deve ficar, sempre. Jamais deixe um item fora de sua capa, pois ele pegará pó e outros resíduos que prejudicarão não apenas a sua qualidade, mas, sobretudo, a sua vida útil

- discos não foram feitos para serem emprestados, mas sim para serem ouvidos

- se um amigo insistir muito, leva uma cópia em CD-R, mas nunca o disco original para sua casa

- os CDs ou LPs são guardados na vertical, com as informações escritas em sua face alinhadas, retinhas, para dar para ler

- os discos são organizados por bandas, em ordem cronológica ou alfabética, variando entre crescente e decrescente, mas nunca sem ordem alguma

- as novas aquisições ficam em um lugar separado da estante, e só são encaixadas no acervo depois de serem devidamente digeridas e assimiladas

- os discos devem ser ouvidos até o final antes de serem sacados do CD player ou da pickup. Nada de ouvir apenas uma música e já tirar a peça dali

- alguns separam suas coleções em estilos, o que deixa mais fácil encontrar o que se procura, mas isso só vale para acervos com itens de vários gêneros distintos, como metal, blues, jazz, pop, classic rock, etc

- outros, mais neuróticos - ou malucos mesmo - não mexem nos encartes de jeito nenhum e, quando isso é indispensável, usam luvas para não deixar suas digitais marcadas no papel

- quando estamos atrás de discografias que pretendemos completar, deixamos o espaço vago para o item que ainda não temos na estante, para lembrar que está faltando um disco ali

- quando estamos em uma loja garimpando novos itens, andamos com os que nos interessam embaixo do braço para não correr o risco de alguém pegar o item que queremos, mesmo que, na hora de efetivar a compra, daqueles vinte itens que carregamos levemos para casa apenas três ou quatro.

- perdemos o sono e o bom humor ao ver uma caixa de CDs com os dentes de acrílico quebrados ou um vinil riscado

- CDs comprados em sebos precisam, necessariamente, ter a sua caixa de acrílico trocada por uma nova

- LPs antigos devem, antes de ser rodados em nossas vitrolas, passar antes por um banho revigorante

- digipacks, boxes e embalagens especiais são guardados separados dos outros discos

- em dias em que estamos meio de saco cheio, deprimidos, não existe terapia melhor do que olhar para a estante e ver quantos discos legais temos em casa. Isso levanta a moral de qualquer um

- no CD player do carro não entram discos originais, apenas cópias que fazemos em casa

- todos os CDs são guardados dentro de um saquinho plástico, para ficarem melhor conservados. O mesmo vale para os LPs, que devem sempre possuir um plástico protetor externo e interno

- adesivos que vem na embalagem externa, colados no plástico, são recortados e guardados dentro do encarte, afinal eles fazem parte daquela edição e jamais devem ser jogados fora

- quando uma banda lança um disco ruim - como, por exemplo, itens como St. Anger, Virtual XI e Nostradamus -, toda a discografia do grupo é colocada de cabeça para baixo, de castigo, até a raiva passar

- e, por fim, arrumar a coleção de tempos em tempos, para ver o que temos e sentir o enorme prazer que só uma coleção de discos pode proporcionar

E você, o que acha disso tudo? Somos todos malucos, loucos e desequilibrados, ou não passamos de gente normal mesmo? Quais são as suas manias?

Deixe o seu comentário e nos ajude a entender, cada vez mais, como funciona a cabeça desses seres compulsivos por natureza: nós, os colecionadores de discos!
Texto de Ricardo Seelig
Adaptação: Renê


16 abril 2013

O Que É "Música" E Como Surgiu



Música é a combinação de sons e silêncios, dentro de um tempo calculado e organizado pelo seu criador. Sendo uma prática humana,  não se conhece nenhuma civilização que não faça o uso da música como manifestação de sua cultura, sendo a sua principal e mais difundida função.

O conceito de música varia de acordo com a cultura e o contexto social, dependendo de vários fatores. A música pode ser desde composições fortemente complexas e organizadas, às mais simples e rudimentares, além das improvisadas ou até mesmo as de forma aleatória, muito em uso ultimamente, pois menos exige de quem a executa. Na verdade, hoje em dia, surgiu o pensamento de que de tudo que produz som é possível criar música. É evidente que, quanto à qualidade desta ou daquela, não cabe discussão!

Podemos dividí-la em gêneros e subgêneros (estilos), à vezes diferenciados por limites tão sutis, que se tornam conflitantes, consequentes de uma interpretação mais pessoal. Uma questão de ponto de vista! A meu ver, existem atualmente cerca de uns quinhentos estilos musicais diferenciados e reconhecidos.

Ao longo dos anos, a música se desenvolveu e encontrou expansão em várias áreas, possuindo atualmente diversas utilidades, não só como arte, mas também na área militar, educacional e terapêutica (musicoterapia), além de marcar presença em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais. A musicoterapia, por exemplo, faz-se o uso inconsciente dela, a todo tempo, por todos e em todo lugar!..

Sabemos que a música é conhecida e praticada desde os primórdios da civilização. Provavelmente a observação dos sons agradáveis da natureza tenha despertado no homem a necessidade ou a vontade de organizar os sons de forma a alegrar o seu coração. Embora nenhum critério científico permita estabelecer o seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana.

Bem que Aristóteles disse certa vez que "a música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição". Quem sou eu para discordar!!!

01 março 2013

Os Cuidados Com O Seu Violão (pedido)


Esta semana recebi de um leitor uma inusitada questão a opinar e achei oportuno fazer uma matéria com o assunto, pois, além de interessante e útil, e conforme a mim foi perguntado, poderá resolver o problema de outras pessoas também. Espero que seja útil!

Respondendo à questão apresentada, eu não sei dizer com certeza o que fazer para remover mau cheiro de violão, mas posso afirmar que violão é que nem mulher, escova de dentes, cueca, disco de vinil e dinheiro..., não são coisas de se emprestar! Cada um com o seu!

De todas as alternativas usadas, notei que não foi tentado um lustra móveis "neutro" por fora e nem um spray "anti-fúngico" por dentro do instrumento. Deve-se ter muito cuidado ao escolher o produto para o uso externo, que deverá "não possuir" nenhuma substância cáustica para não danificar o verniz especial que normalmente é usado em violões e assemelhados. Tente isto, porém, sem muito exagero, mas antes, leia a bula com bastante atenção para se certificar de que o produto é adequado! Ou então, aguarde que, com o tempo, o cheiro sai, pode ficar tranquilo...

Se quiser conservar o seu violão sempre em bom estado e para a vida toda, siga as recomendações abaixo evitando assim maiores problemas, alguns até muito mais graves do que este. São eles:

* Nunca deixe seu instrumento no sol, mais precisamente em ambientes que se encontram a altas temperaturas, com muito calor. O calor irá empenar o braço e alterar irremediavelmente a afinação do instrumento, que provavelmente nunca mais será perfeita.

* Nunca deixe seu instrumento na chuva e se deixar, nunca seque-o ao sol. A chuva ou até mesmo o sereno irá prejudicar as partes elétricas, metálicas e as cordas. Sabe-se que em regiões com muita umidade, há uma grande dificuldade de afinação devido a isto.

* Mantenha seu instrumento sempre limpo e nunca deixe derramar nenhum liquido sobre ele.

* Use apenas uma flanela seca e limpa para limpar seu violão; nunca passe nele nenhum produto que não seja comprovadamente seguro.

* Nunca coloque nenhum peso ou objeto em cima do violão e procure sempre guardá-lo de pé.

* Nunca deixe seu violão cair ou bater em lugar algum. Quando for transportá-lo tenha muito cuidado e procure usar uma embalagem própria, se tiver.

* Se possível, não emprestá-lo a ninguém.

28 setembro 2012

Como Criar uma Pasta Pessoal Protegida por Senha
no seu Computador ou Pen Drive


No mundo virtual, esbarramos a toda hora com páginas, arquivos, textos e vários outros conteúdos de acesso restrito, os quais necessitam de senha especial para serem usados ou até mesmo visualizados por terceiros. E qualquer um de nós podemos também lançar mão deste recurso para guardarmos e  protegermos documentos, fotos, textos, vídeos, audios, ou qualquer outra coisa que seja de conteúdo mais pessoal, importante e que não pode ser perdido ou exposto às iniciativas imprevisíveis de qualquer curioso.

Os motivos para que as pessoas protejam pastas com senhas são os mais diversos. Você pode, por exemplo, usar um PC (ou Pen Drive) compartilhado e querer proteger informações confidenciais ou apenas resguardar-se da perca de dados fundamentais que você não pode se dar ao luxo de perder. Dentre algumas maneiras de se fazer isto, existem algumas bem fáceis de serem executadas.

O processo é simples. Crie uma nova pasta num lugar de sua preferência para organizar todos os documentos que deverão ficar longe dos olhos alheios. Ao juntar este documentos, selecione todos, aperte o botão direito do mouse sobre o que foi selecionado e no menu “Enviar para” escolha a opção “Pasta Compactada”. A pasta zipada será criada instantaneamente no mesmo lugar onde estão os arquivos originais.

Antes de determinar a senha para esta pasta zipada, vale um lembrete: caso os documentos sejam realmente necessários e importantes, seria sensato guardá-los em outra mídia também, pois frequentemente o usuário se esquece da senha definida. Além desta clássica instrução de se fazer este backup, outra opção é enviar a sua pasta compactada, sem qualquer senha ainda, para os serviços de armazenamento online ou ainda para seu próprio e-mail, se o tamanho do arquivo permitir.

Continuando a primeira opção, então dê um clique sobre a nova pasta compactada, que deverá ter todos os documentos selecionados, e, após clicar sobre o menu “Arquivo”, escolha a opção “Adicionar Senha”. Na nova janela que abrirá, o Windows pede que o usuário digite duas vezes a senha escolhida. Confirme o termo que você escolheu e aperte “Ok”. Pronto. Desta maneira, você criou uma pasta compactada que só pode ser acessada pelas pessoas que saibam a senha pessoal.

Para aumentar a segurança, o usuário pode criptografar os dados. Ainda que não seja absolutamente segura, a função impede que documentos sejam abertos fora do computador onde foram protegidos - o seu, no caso. Para isso, selecione os documentos e, com o botão direito, clique em “Propriedades”. Na aba “Geral”, clique em “Avançado” e selecione a opção “Criptografar o conteúdo para proteger dados”.

Agora, uma notícia ruim. Esta ferramenta do Windows não impede que um usuário mal intencionado delete a sua pasta zipada! Por isto, vale frisar o lembrete acima, de que, se os dados são realmente importantes, a definição da senha não assegura totalmente as informações guardadas e, portanto, reafirmo a necessidade de se fazer um backup.

É também por isto que eu prefiro esta opção que vou descrever agora! Existe uma outra maneira ainda mais fácil de você conseguir esta pasta com senha e ainda tirar esta possibilidade de alguém mal intencionado, simplismente deletá-la.

Com um simples programa chamado "MV Folder Protector" você conseguirá realizar esta proteção desejada. Existem alguns outros programas semelhantes, mas este eu já usei e indico. O endereço para download gratuito dele é este "aqui".  É um arquivo pequeno, que depois de descompactado é de simples e intuitiva instalação. É só seguir as instruções de instalação do fabricante, que aliás é brasileiro, mas se acharem complicado é só ler as instruções neste link "aqui".

"MV Folder Protector" protege pastas e ficheiros com uma senha, criando um ícone que se instala na barra de sistema e que, ao clicar com o botão direito sobre ele, as opções do programa aparecem. "MV Folder Protector" impede qualquer pessoa de apagar, alterar, criar ficheiro ou um diretório e evita a contaminação por vírus. Além do mais, ao colocarmos o cursor do mouse em cima da pasta, vizualizamos a informação de "pasta vazia" e as tentativas de acesso sem a palavra-chave (senha)  resultarão na frase "acesso negado". Façam bom proveito! Espero ter correspondido à espectativa do leitor que me perguntou à respeito.

25 agosto 2012

A Verdadeira História Sobre "O Toque De Silêncio" (?)


Há alguns dias atrás recebi por via e-mail, como contribuição de um amigo, um texto muito curioso sobre a origem do Toque de Silêncio. Se alguém já esteve em um funeral militar e ouviu a sua execução, provavelmente deve ter sentido uma sensação de tristeza profunda, aquele nó que não desata da garganta ou até mesmo algumas lágrimas reprimidas que, vez por outra, ameaçam se incinuarem. Subitamente acontece esta explosão interna de sentimentos, incapazes de serem retidas ou controladas. É óbvio que estamos falando sobre pessoas sensíveis e humanas! Mas, na verdade, o que ninguém conhece é a história desta canção.     

Tudo aconteceu em 1862, durante a Guerra Civil Americana e o país estava dividido entre a "União" e os "Confederados", do Sul, quando o Capitão do Exército da União, Robert Elly, estava com seus homens perto de Harrison’s Landing, no Estado da Virginia e o Exército Confederado estava próximo a eles, do outro lado do campo de batalha.

Durante aquela noite, o Capitão Elly escutou os gemidos de um soldado ferido no campo. Compadecido e sem saber de quem se tratava, se este era um soldado da União ou da Confederação, ele decidiu arriscar sua vida e trazê-lo até o acampamento para receber cuidados médicos. Com muita dificuldade e medo, arrastando-se por entre os disparos e as explosões, o capitão chegou ao homem ferido e começou a arrastá-lo até o seu acampamento. Quando ele chegou finalmente às suas próprias linhas, descobriu que na realidade era um soldado inimigo confederado, mas ele já estava morto e não havia mais nada a ser feito.

Sem um motivo aparente, o Capitão acendeu sua lanterna para, mesmo na penumbra, tentar ver o rosto daquele soldado e, de repente, ficou sem fôlego e paralisado. O motivo?  Tratava-se de seu próprio filho, que estava estudando música numa escola do Sul quando a guerra se iniciou. Sem dizer nada ao pai, o rapaz havia se alistado no exército confederado.

Na manhã seguinte, com o coração destroçado, aquele pai pediu permissão aos seus superiores para dar a seu filho um enterro com honras militares, apesar dele ser um soldado inimigo. Perguntou também se poderia contar com os membros da banda de músicos para que tocassem no funeral de seu filho, o que foi consentido com alguma reserva. Por respeito àquele pai, disseram-lhe que podiam fornecer um só músico. O Capitão então escolheu um corneteiro para que ele tocasse uma série de notas musicais que encontrou no bolso do uniforme do filho, nascendo assim a melodia inesquecível, que hoje conhecemos como "Taps" e que também possuia uma letra, que era a seguinte:

”O dia terminou, o sol se foi
Dos lagos, das colinas e do céu.
Tudo está bem, descansa protegido,
Deus está próximo.
A luz tênue obscurece a visão.
E uma estrela embeleza o céu, brilhando luminosa.
De longe, se aproximando,
Cai a noite.
Graças e louvores para os nossos dias
Debaixo do sol, debaixo das estrelas,
Debaixo do céu,
Enquanto caminhamos, isso nós sabemos,
Deus está próximo.”

Até hoje as pessoas ainda sentem calafrios de emoção, cada vez que ouvem o Toque de Silêncio, mas nunca souberam que ele possuía uma letra e nem sequer tinham idéia da sua história, inclusive eu. Este assunto nos faz lembrar com carinho dos soldados de todo o mundo, que não voltaram das guerras fratricidas e que entregaram suas vidas inutilmente.

Transportando esta história para o âmbito social atual, vemos isto acontecer diariamente, em todos os sentidos da vida humana. O pior é que, nestes dias de hoje, este comportamento se amplia, dia a dia, transformando irmãos em inimigos, onde o poder do dinheiro impera e as virtudes são preteridas, em favor dos respectivos comportamentos opostos a cada uma delas! Pensemos então bastante sobre isto!!!...

03 agosto 2012

As Diferenças De Som Analógico E Digital



     É muito comum as pessoas  ficarem com um ar de perplexidade quando alguém fala que importou um vinil... Ou que tem determinado cantor em vinil, e não em CD... Ou que prefere escutar vinis ao invés de CD’s.  A pergunta que vem é quase sempre a  seguinte: mas  “isso” não deixou de  fabricar?   Pois  é!   Percebe-se  como  a  mídia  comercial  é importante e determinante  no que diz  respeito ao acesso à  informação  sobre  bens de consumo,  ao que devemos crer ou não,  e até sobre a noção de custo-benefício desses mesmos bens, pois na maioria das vezes, ela se mostra de forma enganosa.

     Os vinis e toca-discos no Brasil tiveram sua morte decretada com a chegada do CD na década de 80, e consumada na década de 90, com o surgimento do "real", que reduziu drasticamente o preço dos novatos CD’s. A mídia comercial nos enganou a todos e pregou a total obsolência do LP e do toca-discos diante da nova tecnologia. Não se falava mais em LP; quem desconhecesse as vantagens do CD diante do LP estava fora de moda. Fato consumado.

      Porém, nos países de primeiro mundo, isso não aconteceu. Com classes sociais bem informadas, acostumadas a equipamentos sofisticados de áudio, incluídos aí os toca-discos, com tecnologias e práticas de prensagem de alta qualidade, inexistentes no Brasil, como LP’S de 160, 180 e 200 gramas (quando o normal por aqui eram LP’s de sulcos rasos - 125 gramas), essa sociedade não se vergou à tecnologia novata do CD: apenas a incluiu, como mais uma opção.




    As prensas brasileiras foram vendidas para o Chile, Argentina e Espanha. A Febre do CD se espalhava, assim como o desejo de consumo de um toca-CD. Fora daqui, as coisas iam a passos mais prudentes. Decobriu-se que o CD precisava se aperfeiçoar, que o som ainda não estava bom, embora não se negasse a sua praticidade, principalmente no seu uso em carros. E continuou-se a usar os vinis e os toca-discos. E está assim até hoje: o CD foi mais um aliado, e não um invasor, que expulsou um possível inimigo comercial. E é impressionante como no Brasil se acredita até hoje que vinil é peça de museu, assunto de saudosista ou gente bizzarra... Diga-se o mesmo para toca-discos.

     Nos países do primeiro mundo, o CD dividiu o mercado com o LP e com a fita cassette, cada um ocupando o seu lugar, com as suas vantagens técnicas, práticas e culturais. As bandas lá fora lançam seus álbuns, na sua maioria, em CD e LP e algumas em fita Cassette. Toca-discos e tape decks nunca deixaram de ser fabricados; muito pelo contrário: evoluíram e continuam evoluindo. O consumidor estrangeiro conhece bem as diferenças entre o analógico e o digital, sabe que o primeiro é sinônimo de fidelidade e o segundo, de pureza de som. Há os que entendem que a qualidade sonora só existe onde há fidelidade; e outros, que qualidade sonora é sinônimo de pureza de som. Enganam-se! Ainda há uma terceira corrente que entende que a arte é intocável e que dessa forma o sinal sonoro não poderia ser transformado jamais em informações digitais porque isso macularia fatalmente a sua essência, devido ao fato do processo digital binário de 0 e 1 ser incapaz de reconstruir, no final do processo, um sinal idêntico, mas apenas aproximado, porque este sistema não consegue interpretar as minúcias da sonoridade).

     De qualquer forma, as fábricas de toca-discos estão a todo vapor e evoluíram muito. Fora daqui, se fabricam muito, mas muito toca-discos! O mercado é largo. E quanto aos vinis? Onde são vendidos? No Brasil certamente não, a não ser as edições limitadas prensadas pela PolysomBrasil, encomendadas por bandas de Funk, Hip Hop e outros gêneros. Mas no exterior, principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra, Lp's podem ser encomendados pela internet sem imposto de importação (pasmem!), desde que escolhida a opção “encomenda simples”, vendendo-se também outras mídias, como o CD e, pasmem novamente, fitas Cassettes! É que nesses países não vigora a mentalidade da substituição tecnológica, mas a do acréscimo de outras tecnologias, como as do disco laser compacto (CD) e a do iPod. Por isso, lá, quem defende a praticidade como o principal objetivo de um aparelho de áudio, fica com a música processada ou informatizada, denominada digital (CD). Quem prioriza o ouvido e quer qualidade, fica com o vinil e as demais mídias analógicas, como as fitas magnéticas e os tape de gravadores de rolo. Quem coloca cada coisa no seu devido lugar, desfruta daquilo que cada sistema pode proporcionar. Mas também existem as posições politizadas sobre o assunto, que defendem a intocabilidade da arte, que o processo digital macula.




     Os tape-decks também não deixaram de ser fabricados. A fita magnética é uma mídia analógica tão ou até mais perfeita que os registros do vinil. Decks caros e famosos pela qualidade como os "Nakamichi" e os "Taskan", estão aí para provar, assim como outros. E os gravadores de rolo? Estes são os “Top” do som analógico, uma vez que o master-tape (a mídia que origina a matriz de prensagem de vinis no processo de sua fabricação) é registrado num carretel de fita magnética denominado “Tape”, com uma maravilhosa faixa dinâmica, resultado de suas várias pistas de gravação (qualidade de som). Com a palavra os produtores de estúdio da época do LP, que não se deixaram corromper pelo baixo custo (e duvidosa qualidade) do som extraído através de processamento digital. Enfim, o toca-discos, a vitrola, a radiola, a radiovitrola, os tape- decks e os gravadores de rolo, na realidade, são equipamentos de alta qualidade, não generalizando, é claro, pois existem vários níveis de qualidade de aparelhos!

     A paixão pelos toca-discos de "vinil" criou faixas sociais antes inexistentes na época áurea do LP: Hoje temos além da profissão, a “carreira” de DJ (disc-jóquei), aceitos pela sociedade como artistas, que na realidade, não deixam de ser, pois criam. E um fenômeno social, o “turntablism” ou “tocadisquismo”, como é chamado esse hobby composto de aficcionados por toca-discos e a exploração máxima que o som analógico transduzido pode proporcionar. "Transdução" é a técnica de analogizar um som real, replicá-lo na íntegra, ou, de um ponto de vista mais da física, transformar a energia mecânica das ondas sonoras em registros inertes, que, por sua vez, poderão restaurar o som neles gravado quantas vezes se quiser. E o "barato" dos amantes do som analógico do vinil é justamente esse: ouvir o som que a banda tocou, sem as perdas naturais que a codificação informatizada causa no seu processo de digitalização, uma vez que a quantificação binária limitada a 0 e 1 não consegue reproduzir a cadeia de microvoltagens que compõe a complexa e imensa onda senoidal elétrica, ou senóide analógica ou onda de áudio, que é o sinal que sai dos microfones num estúdio de gravação, antes de ser registrada em uma mídia, seja ela analógica ou digital.




     Então, é impressionante registrar como o Brasil se encontra à deriva dessa grande realidade, pujante e vigorosamente econômica lá fora. O mercado só tem crescido. A venda de LP’s só cesce, já que as bandas, na sua maioria, produzem os álbuns nas mídias LP, CDL e algumas também em cassette. Nota-se, portanto, que nem o vinil, nem o toca-discos morreram, como pensa o brasileiro, na sua maioria! Nem o som analógico! O que parece ter morrido foram todos estes anos que o brasileiro ficou privado de usufruir da beleza de um som com qualidade, por causa de barreiras comerciais "burras" que nunca entenderam que a música e os instrumentos que as tocam, são cultura e arte! Com isso, a indústria fonográfica nacional, que só pensou no lucro com o baixo custo da produção de CD's, agora geme de dor pelo tiro que deu no próprio pé, em face da pirataria, que se lastra pelo país e ameaça o seu reinado. Um país que se contrapõe ao desenvolvimento da arte e da cultura e permite o tolhimento da oportunidade de seus filhos usfruírem de bens de consumo de qualidade em favor do capital selvagem, nunca será um país sério, moderno e livre!..


06 abril 2012

Poluição Sonora. Não Só Ambiental, Mas Também Um Problema Social !























     Este  não é um  problema restrito à nós. A abrangência é global. Mais que um problema ambiental, a poluição sonora  é também um problema social. É originada pela produção de sons com elevada intensidade, às vezes se tornando insuportáveis, passando a ser considerado como ruído perturbador.

     Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o nível máximo de ruído que o ouvido humano pode agüentar sem que haja prejuízos é de 65 dB(decibéis). A partir daí podem ser causados problemas que vão desde o estresse e a  insônia por causa do barulho, até a perda irreversível da capacidade auditiva.

     No Brasil, as principais leis que regulamentam os níveis de ruído são as resoluções CONAMA 001/90, que adota os padrões estabelecidos na NBR 10.151 para avaliar os ruídos em áreas habitadas, e a  CONAMA 002/90  que criou o Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora – Silêncio. Outra norma  utilizada no controle deste tipo de poluição é NBR 10.152 que estipula limites em decibéis para a emissão de ruídos em determinados locais de acordo com o ambiente e o tempo  de exposição a que as pessoas ficam submetidas.

     Mas, de onde vem essa poluição sonora?  Ela se faz sentir com mais  intensidade nas grandes cidades, nas zonas com maior densidade populacional, onde as principais fontes estão nas máquinas da construção civil, no trânsito e no movimento caótico dos centros urbanos, nas atividades  industriais, no movimento de grande número de pessoas em espaços fechados, aviões, locomotivas, etc. Até dentro das igrejas, às vezes, num espaço de pequena metragem, colocam-se microfones e  amplificadores. Mas as pequenas cidades, como a nossa, também sofrem os seus efeitos maléficos.
Por ser um tipo de poluição impossível de se ver, a poluição sonora muitas vezes passa desapercebida, ou então, as pessoas acabam se acostumando a ela.

     Outras fontes também muito importantes são as discotecas, os  carros de  som (não sei para que tanto aparato, pois quem vai ouvir certamente ainda não é surdo, vai ficar) e os de propaganda volante, que não fogem à regra. Os shows musicais e eventos relacionados, que embora não sejam de longa duração, causam um grande sofrimento para as pessoas que moram nas proximidades, às  vezes, obrigando-as até a se mudarem temporáriamente, como é o meu caso e de alguns vizinhos que ainda têm esta opção para lançar mão. Segundo pesquisa, é atribuído à poluição sonora, a culpa pelo progressivo nível de ensurdecimento, principalmente da população jovem, pois esta barulhada   desnescessária, certamente é prejudicial. Amiúde, as pessoas confundem qualidade com volume de som.  Para se ter uma  idéia, aqui em São João, quando da esperada Exposição de Botequins que temos anualmente e que leva embora, todo ano, parte do esmirrado capital de giro da cidade, alguns  moradores do distrito de Roça Grande, por exemplo, segundo eles mesmos, com pouco esforço, escutam todo o desenrolar da grande festa. Já ouvi, também a título de reclamação, a mesma coisa de moradores dos bairros circunvizinhos e até mesmo dos mais distantes. Analizando com mais profundidade,  também é o resultado da falta de senso de cidadania das pessoas (e aí está incluído a  educação, a percepção de limites e a noção do direito do outro), falta de vontade das pessoas públicas, e um monte de outras coisas. Que me desculpem pelo desabafo, mas é um enorme sacrifício que todos nós fazemos todas as vezes que acontece alguma festa por lá! Fica impossível conversar, ver TV e, principalmente, dormir, enquanto não termina a baderna lá pelas quatro ou cinco horas da manhã.




     A poluição sonora pode trazer sérios problemas de saúde para a espécie humana, assim como para outras espécies. A exposição frequente a sons de alta intensidade pode provocar lesões auditivas graves, podendo mesmo levar à surdez. Além disso, a poluição sonora pode provocar stresse e  consequências que daí advém, como dificuldade de concentração e dificuldade em dormir. Este  problema é reversível, ou seja, através do uso de medidas de prevenção é possível evitá-lo. Algumas formas de fazer isto seriam: sensibilizar a população no sentido de evitar a poluição sonora e evitar  longas exposições a sons demasiado intensos; uso de protecções nos ouvidos em trabalhos que exigem exposição a ruído; evitar a ida com frequência a discotecas e locais públicos com sons intensos; elaboração de acordos que regulem a emissão de ruído, ou simplesmente fazer uso das regras que já existem regulamentadas em lei. Mas, sem fiscalização e punição nada funciona. É uma questão de querer resolver, pois as leis existentes já dão pleno amparo às ações.

     A poluição sonora é hoje um problema muito preocupante e cabe a todos fazer algo para evitá-la, pois as suas consequências vão ser cada vez mais intensas. Vamos fazer a nossa parte???...
dados: poluição.net


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