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terça-feira, 20 de agosto de 2024

Brigantus Vol.1- Banido

 


- Lá, estará uma jovem de olhos claros à minha espera. Ela aquecer-me-á o coração com o seu sorriso.

 Mais um livro de Hermann, mais uma série de Hermann, e novamente escrito pelo seu filho Yves H.

Não vale a pena falar de Hermann, de como ele influenciou o meu gosto pela BD desde pequeno, com a série Jugurtha (o que eu adorava essa série), e depois de outras como Comanche, Bernard Prince ou Jeremiah que eu tenho no coração.

Muitos outros livros ele desenhou e pintou, uns melhores que outros, mas houve características que se foram ganhando e outras perdendo. A sua capacidade para grandes cenários com excelentes ambiências foi-se tornando mais rica com a idade, na minha opinião, em contrapartida a figura humana foi ficando mais feia, sendo que neste livro as faces das personagens por vezes roçam o grotesco. Esta também é a minha opinião.

Neste Brigantus, publicado em Portugal pela Arte de Autor, e analisando a sua arte, acho que é isso que acontece. Os cenários enevoados e pantanosos estão maravilhosos, mas alguns legionários romanos e habitantes Pictos poderiam fazer parte da minha colecção de personagens de pesadelos. Para dar um pouco de cor a estes soturnos cenários escoceses usa o sangue, e a cor dos uniformes romanos para contrastar com os mortiços  cinzentos.

E dito isto, não tenho nada a apontar à sequência gráfica aplicada à narrativa. É fluida e bem executada por um mestre extraordinariamente experiente neste mister.

Quem se lembra da última personagem (masculina ou feminina) bonita que Hermann desenhou? 😏  Não é que seja obrigatório haver “gente gira” a salpicar toda e qualquer história, mas é muita gente feia junta nos últimos livros Hermann.

Pronto, ele queria mostrar fealdade humana nesta série, em que pela primeira vez Hermann e Yves H. se cruzam com o mundo Romano, digamos que conseguiu… tanto na fealdade física, como a fealdade da alma.

Quanto à história propriamente dita é apenas uma apresentação simples do legionário Brigantus, denominado pelos seus “companheiros” como O Picto. Neste aspecto está mesmo um pouco básico.

Yves H. nunca escreveu histórias de renome ou excelência que me lembre, na minha opinião é competente e acompanha o seu pai Hermann já há muito tempo, o que lhe dá visibilidade no mundo da BD. Neste Brigantus faz apenas uma apresentação, uma bastante violenta por sinal, da principal personagem, a única que é minimamente trabalhada é Brigantus, sendo as outras meramente coadjuvantes para esse efeito.

O cenário geral é a tentativa de Roma conquistar toda a ilha Britânica, o que nunca conseguiu, e neste caso a Centúria de Brigantus estava a caminho dos fortes romanos mais a norte, já na Caledónia (Escócia), para os reforçar.



Mas não é fácil… existe o tempo adverso, a paisagem pantanosa, com a sua névoa típica e existem…  os Pictos que são uns chatos! 😋

Há muito a fazer pela história ainda, e o Leituras de BD espera que o segundo volume seja mais trabalhado por Yves H., porque na realidade um cartão de visita de 54 páginas sabe a pouco como apresentação.

 

Autores: Hermann & Yves H.
Edição: Cartonada
Número de páginas: 56 a cores
Impressão: a cores
Data de Edição: Março 2024
ISBN: 978-989-9094-43-7
 PVP: 18,50€
Editora: Arte de Autor

 

Desde já as minhas desculpas pela qualidade das digitalizações. Infelizmente não consegui fazer melhor, não fazem justiça às páginas de onde saíram.


Boas leituras

sexta-feira, 1 de março de 2019

Lançamento Arte de Autor: Duke Vol.3 - Sou uma Sombra



A Arte de Autor vai lançar mais um volume de Duke, série com desenho de Hermann e história pelo seu filho Yves H, por altura do Coimbra BD.

Fiquem com a nota de imprensa da Arte de Autor:



DUKE – TOMO 3
SOU UMA SOMBRA

Odgen, Colorado, 1868.
Depois do final do volume 2, Clem, o irmão de Duke, não é encontrado em lado nenhum. A diligência que transporta os 100 000 dólares, que Duke deve escoltar, rola há apenas algumas horas, quando o seu irmão reaparece, acompanhado por três bandidos. Detêm a diligência, apoderam-se do dinheiro e fogem para um lugar que apenas Duke parece conhecer.


Nesta aventura, Duke aceita ser aquilo que é: uma sombra à espreita na noite, um predador, um assassino.


Autores: Hermann & Yves H.
Edição: Cartonada
Número de páginas: 56
Data de Edição: Março de 2019
ISBN: 978-989-99936-9-3
PVP: 15,50€



Hermann Huppen
Nasceu na Bélgica em Julho de 1938. Após uma permanência de 3 anos no Canadá, regressa a Bruxelas e casa-se. Em 1966 Herman começa a ilustrar Bernard Prince, uma série escrita por Greg e que é publicada na revista Tintin. Depois de uma incursão na série Jugurtha (1967), da qual desenha os dois primeiros tomos, Hermann retoma a colaboração com Greg em Comanche, série que surge em Dezembro de 1969.
Hermann, que recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, foi em 2016 distinguido com o Grande Prémio do Festival de Banda Desenhada de Angoulême.

O 1º álbum da série DUKE foi publicado em Portugal em Outubro 2017, estando neste momento a trabalhar no 3º volume, com data de publicação a anunciar.


Yves H.
Nasceu sob o signo da 9.ª arte, precisamente um ano após o seu pai Hermann ter iniciado a carreira prestigiosa que conhecemos. Muito atraído pelo ofício fabuloso do contador de histórias, o jovem Yves vira-se primeiro para o cinema, e devora as obras de Terry Gilliam, Woody Allen ou dos irmãos Coen. Mas Yves H. sonha com histórias «de género», do género que exige os meios faraónicos de Hollywood para serem convenientemente postas em cena, um entrave que não existe na banda desenhada. É então, em 1995, que se lança nas pranchas com Le Secret des hommes-chiens, que realiza sozinho, embora o seu pai assuma responsabilidade pela cor. Mas longe de ser um simples «apadrinhamento», esta colaboração vai reforçar-se ao longo dos anos. Considerando-se mais narrador do que desenhador, volta-se exclusivamente para o argumento, e escreve principalmente para Hermann, que arrasta para os seus universos variados, que vão da pirataria ao filme negro dos anos 30, passando pelo mito de Drácula. Juntos, os dois alcançam uma «nova osmose», encontrando uma narração que só a eles pertence, e de que Bernard Prince desde então beneficia, no seu regresso resultante da conjugação das plumas de ambos.







Boas leituras





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