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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Máquina do Tempo: O Fantasma (The Phantom)


Lee Falk está por seu próprio direito na história da BD, isto por causa de duas das suas criações se terem tornado das personagens mais míticas de sempre, tornando-se clássicos intemporais. Hoje não falarei de Mandrake mas sim do Fantasma, um herói que esteve presente em inúmeras gerações e continuará a encantar outras tantas quer seja no papel, quer seja na Televisão ou até mesmo no cinema.

O Fantasma começou a ser publicado em tiras de jornais a 17 de Fevereiro de 1936, estando ainda em publicação, prova da longevidade da personagem. Lee Falk foi o criador e o autor dessas histórias, enquanto que a arte ficava a cargo de Phil Davis, mostrando assim as aventuras do primeiro super-herói em uniforme, passando rapidamente a ser publicado também em revistas de Banda Desenhada, primeiro com a republicação das tiras de jornais, e depois com histórias completas e originais.

Eu tive algumas dessas revistas, as publicadas pela RGE, e não eram poucas, existiam as mensais, os Almanaques, as edições especiais, tudo mostrando as aventuras do herói de uniforme vermelho.. ou Roxo, já que o vi com ambas as cores e não sabia qual seria a verdadeira. Foi assim que o vi pela primeira vez, depois nos desenhos animados e logo depois no jornal, conhecendo 3 universos distintos deste herói que existe há mais de 75 anos.

Mais tarde percebi que era a Roxa, e que a Vermelha era a utilizada em alguns Países, como a Itália, Espanha e o Brasil onde o herói era muito popular e foi publicado por várias décadas, com destaque para as revistas da Rio Gráfica Editora.

O constante uso de uma caveira tornava a personagem apetecível para os mais novos, o uniforme tinha uma caveira na fivela de um cinto, o herói usava um anel como caveira e vivia numa caverna em forma de Caveira. Isto tudo em conjunto com as duas pistolas que ele utilizava (Calibre .45) e a sua atitude aguerrida e corajosa, fazia com que fosse fácil gostar deste herói.

O Fantasma não tem poderes, apenas uma força acima da média e uma grande agilidade física, e assim como outras personagens baseadas um pouco nele, como o Batman, vive do receio que provoca nas pessoas, do misticismo em torno da sua identidade. Ele é conhecido como o Espírito-que-caminha, por causa de ser visto por várias gerações de tribos que acham que ele é sempre a mesma pessoa, e não sabem que se trata de várias gerações de combatentes ao crime.

O mais conhecido de todos é o 21º, Kit Walker, é casado com Diana Palmer, tem um cão chamado Lobo e um cavalo chamado Herói, seus fiéis parceiros no combate ao crime. Vivendo no país Africano de Bangalia numa caverna em forma de caveira, protege todos os seus habitantes e todos sabem da lenda deste homem que nunca morre, do espírito que anda, sem saberem que se trata de um conjunto de gerações de combatentes ao crime.

Sempre que um deles assume, tem que repetir o juramento:

"I swear to devote my life to the destruction of piracy, greed, cruelty, and injustice, in all their forms, and my sons and their sons shall follow me"

No Brasil a demanda pela personagem era tanto que a dada altura eram publicadas regularmente revistas que traziam histórias de todo o mundo, desde os Estados Unidos à Suécia, de Holanda à Dinamarca e até a ter algumas criadas no Brasil por artistas como Walmir Amaral. Foi publicado pela RGE e Editora Globo, mas também foi editado pela EBAL, Saber, L&PM, Livraria Civilização, Opera Graphica, Editora Activa (selo da Opera Graphica), Nova Sampa e Mythos Editora.


Nos Estados Unidos foram várias as editoras, em 1940 era a David McKay que mostrava as tiras compiladas, enquanto que nos anos 50 foi a Harvey Comics a publicar a personagem. Gold key, King Comics e Charlton Comics asseguraram que as gerações das décadas de 60 e 70 conhecessem este herói, enquanto que nos anos 90 foi a vez das duas grandes editoras, a DC e a Marvel enquanto que recentemente a Dynamite publicou umas quantas revistas do herói.

Nos anos 80 teve grande destaque no desenho animado Defenders of the Earth, onde aparecia aliado a outros heróis como Mandrake e Flash Gordon, para além de ter uma filha do seu lado. Em 1994 apareceu uma das versões mais bem aceites da personagem, o Fantasma 2040, criado por David J. Corbett e Judith e Garfield Reeves-Stevens.

Teve um filme que ganhou estatuto de culto,saindo em 1996 e com Billy Zane no principal papel e fala-se de uma nova produção cinematográfico devido às boas vendas em dvd e blu ray. Um herói que parece mesmo imortal, acompanhando gerações e que não mostra sinais de isso deixar de acontecer.



























terça-feira, 16 de setembro de 2014

Hagar o Terrível


Hagar o Terrível, ou Hagar o Horrível para os nossos amigos do Brasil, faz parte do panteão das personagens de tiras de jornais. Um clássico intemporal que nos acompanha desde 1973 e nos diverte com a sua forma de estar, um Viking bruto mas de coração mole e que por vezes nos faz pensar com algumas das suas tiradas.

Dik Browne criou a personagem Hägar the Horrible em 1973, baseando o nome numa alcunha que os seus filhos haviam lhe colocado, Hägar the Terrible. Curiosamente quem vive em Portugal conheceu as personagens pelos dois nomes, ficou Hagar o Terrível nas tiras de jornais Portugueses e nos livros que saíram por cá, enquanto que as importações Brasileiras que tínhamos acesso nos apresentavam o herói como Hagar, o Horrível. Mais recentemente uma alma brilhante lembrou-se de criar o nome Hagar, o Horrendo e foi assim que uma nova geração conheceu as aventuras deste simpático Viking e de todo o seu elenco de apoio.

Hägar the Horrible é publicado em mais de 1.900 jornais um pouco por todo o mundo, sendo editado em mais de 58 países e 13 idiomas diferentes sendo sem sombra de dúvidas um dos maiores sucessos da King Features Syndicate. Barrigudo e com uma farta barba ruiva, Hagar não passa despercebido a ninguém, sempre vestido com uma túnica e o seu típico capacete Viking, vai vivendo suas aventuras tentando sempre se afastar da sua casa e da sua mulher e tentando pilhar os países que invade (por norma Inglaterra e França).


Maior parte do contacto que tive com esta personagem foi com livros que reproduziam as tiras de jornais, ou nas tiras de jornal que saíram no Correio da Manhã se não me engano, Sempre a preto e branco mas nada que atrapalhasse a leitura, ou estragasse a diversão, curiosamente foram pelas edições provenientes do Brasil que conheci toda as personagens que povoam este universo "medieval". Existem alguns anacronismos na série, mas não é algo comum e por norma segue bem aquela linha de retratar algo da Idade Média, numa vila costeira da Noruega. As tiras seguem o ritmo próprio normal deste formato, com piadas diárias e uma sequência colorida com maior destaque ao Domingo. Como outras tiras de jornal, por vezes existe uma "História" nas piadas diárias que se pode desenrolar por vários dias até a sua conclusão.

Quando está por casa, maior parte das tiras mostram a sua relação com a sua esposa Helga ou o seu filho Hamlet, sendo que a filha Honi aparece em menor destaque. O seu parceiro de aventuras é por norma o Eddie Sortudo (Lucky Eddie), uma espécie de braço direito quando parte em pilhagens no seu navio e que o acompanha também nas visitas à taverna local, onde Hagar gosta de passar muito tempo a beber sem parar.

Aliás é impossível não gostar da personagem por esses traços tão "humanos", ele bebe bastante, não gosta da sua sogra, discute frequentemente com a mulher, tem problemas no trabalho e acontecem-lhe daqueles azares que só nos apoquentam as ideias. Sempre gostei das visitas dele ao Dr. Zook, um druida charlatão que tem sempre as piores notícias para Hagar.


Há piadas que funcionam por atravessar os Séculos, o não querer a visita da sogra, o não querer ir ao dentista, colocar o lixo na rua, etc. Coisas que conhecemos de diversas sitcoms ou tiras cómicas ao longo de várias décadas. A dada altura Hagar teve inclusive um especial para a TV, com os estúdios Hanna Barbera a produzirem o filme que foi transmitido pela CBS. Não teve uma grande aceitação e por isso não seguiu o caminho de outras propriedades da King Features Syndicate e não foram produzidos episódios animados baseados nas tiras de sucesso.

Dik Browne teve desde muito cedo a ajuda dos seus filhos na produção de material, e em 1988 decidiu se aposentar entregando ao seu filho Chris Browne a responsabilidade de seguir em frente com o legado. Algo que ele fez (e com alguma qualidade) até 1995, altura em que decide dedicar-se apenas aos desenhos e deixando o roteiro por conta de outros. Foi publicado por várias editoras no Brasil, que colocaram nas bancas vários "O melhor de.." que puderam ser apreciados por várias gerações de Portugueses e Brasileiros.

Vamos conhecer um pouco melhor o elenco principal destas aventuras

Hagar, o Terrível/Horrível - Apesar de ser considerado um dos Vikings mais perigosos da Escandinávia, na sua vida pessoal não tem o mesmo respeito, o que o leva a estar muitas vezes frustrado e sem muita vontade de ir para casa. É conhecido por gostar de comer muito, beber bem e não ser muito dado à higiene,

Helga - A sua esposa, que discute constantemente com ele para que seja mais asseado e principalmente que ajude com as coisas lá em casa. Tem conversas frequentes com a sua filha Honi para que esta siga os ensinamentos de outros tempos, mas nem sempre isso resulta e ela acaba por desistir.

Hamlet - O filho de Hagar é o seu oposto, calmo, inteligente e bem educado, Hamlet não quer seguir a carreira do pai e quer ser antes um médico ou algo do género.

Honi - A filha mais velha e uma Valquíria linda e moderna, apenas vai namoricando e continua sem marido aos 16 anos, o que para a época é algo inusitado.

Snert e Kvack - Os animais da família, Snert é o cão preguiçoso de Hagar, que percebe sempre o que o seu dono lhe pede mas opta sempre por não fazer isso. Já Kvack é uma pata alemã que funciona como uma espia para Helga, sempre que Hagar se demora mais na taverna e afins, ela corre a "avisar" a sua dona.

Eddie Sortudo - Tem uma espécie de funil na cabeça, ou um coador, e é como se fosse o braço direito de Hagar no Drakkar Viking, isto apesar de Eddie não dever muito à inteligência e ser inclusive um pouco desastrado. É um guerreiro fraco e baixo, o contrário de um viking o que não ajuda muito à coisa.

Acho que todos devem ler os livros de Hagar, existem piadas muito interessantes ao longo de toda a história da personagem e é mesmo um marco nas tiras cómicas de jornais.





Espero que tenham gostado, e já sabem se quiserem mais nostalgia é só dar um salto ao http://aindasoudotempo.blogspot.com/ e ver o que escrevo por lá.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Calvin & Hobbes vai ser totalmente reeditado em português!


Grande notícia esta.
Os livros estavam mais do que esgotados, eu próprio procurei alguns e não havia em lado nenhum.

Assim... a Gradiva vai reeditar tudo integralmente!
E reedição da obra de Bill Watterson vai iniciar-se já este mês com "O Essencial de Calvin & Hobbes"


Os livros da série que a Gradiva publicou no passado foram estes:

Páginas de Domingo
Calvin & Hobbes
Há Monstros Debaixo da Cama?
Plácidos Domingos
Viva o Alasca!
Monstros de outro Planeta
A Noite da Grande Vingança
Progresso Científico... uma Treta!
O Ataque dos Demónios da Neve
Que Dias tão Cheios!
O Tigre Assassino Ataca de Novo
Parabéns, Calvin & Hobbes
Há Tesouros por Toda a Parte
É um Mundo Mágico
O Essencial de Calvin & Hobbes
O Indispensável de Calvin & Hobbes
Calvin & Hobbes a Última Antologia

As tiras desta série de banda desenhada foram publicadas entre 1985 e 1995 em centenas de jornais de todo o mundo, incluindo o jornal Público e actualmente no Correio da Manhã.
Gostaria que fossem reeditados noutro formato (adoraria ter a obra de Watterson em capa dura), mas parece que não.

De notar que  Bill Watterson venceu o grande prémio do Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, em França este ano!



Boas leituras







quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Webcomics: Um Sábado Qualquer...


Da esquerda para a direita:

Caim (no berço), Adão, Eva, Luciraldo, Planeta Terra e ....    DEUS!

Vou iniciar aqui uma nova rubrica: Webcomics.
E vou iniciar com um dos Webcomics que eu acompanho há mais tempo, "Um Sábado Qualquer..." do artista Carlos Ruas!
Desculpem-me todos os autores de Webcomics, mas este é o meu Webcomic favorito. O humor tanto é inteligente, como é directo; e quando um autor de tiras online recebe ameaças por parte de leitores, e porque é bom e mexe com alguma coisa.


A aventura começou no final 2008, e a adesão do público foi imediata.
Convido os leitores deste blogue a lerem este Webcomic desde o início, pois tem história por trás. Ruas traz-nos muitas personalidades famosas a interagir com Deus, como Einstein, Freud, Darwin entre tantos outros.O seu traço simples não perdoa ninguém (nem a ele próprio...)

Trás-nos os problemas existênciais de Deus (lol), mas não só de Deus... existe uma rubrica chamada "O Buteco dos Deuses" onde podemos ver várias Divindades a interagir umas com as outras, desde bullying, gozo puro, tristeza e alguma crítica social.


Neste Buteco podemos encontrar o Deus Maia, Zeus, Rá, Odin... e até o mais contemporâneo: Google!!!
:D


A crítica social por vezes é bem incisiva. Ruas não perdoa a ninguém... heterossexuais, homossexuais, ateus, cristãos, igrejas cristãs, consumismo (até Deus quer um I Phone), estupidez natural, política, enfim... Ruas faz aquilo que qualquer cartoonista gostaria de fazer, com um fino recorte humorístico e tem público!


As tiras estão acessíveis para "free download" no próprio site, embora Ruas tenha conseguido o sonho de muitos autores de Webcomics... ou seja, publicou o seu livro, e penso que irá para o segundo! A edição foi feita pela Devir Brasil.


As tiras que trouxe para este post são recentes, mas algumas têm a particularidade de terem sido escritas por fãs deste Webcomic. Uma espécie de "A Palavra dos Outros"! Desta vez Deus anda "à pesca".
ahahahah


Convido-vos a visitar aquela família disfuncional que está descrita no topo do post, vão-se divertir com certeza.
Humor certeiro e inteligente a maior parte das vezes. O sucesso ninguém o tira a Carlos Ruas, sendo que por vezes fiquei abismado com a quantidade de gente online ao mesmo tempo! Neste momento que escrevo estão 380 pessoas online nesta página, mas já cheguei a ver mais de 500!

Para visitarem o site é só clicar neste link: Um Sábado Qualquer...



Boas leituras

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Van Dog: Tira 270


Hoje estou cansado... ia começar a fazer o post de hoje quando me deparei com esta tira do Van Dog.
Não resisti a publicá-la aqui no Leituras de BD, de tão actual e tão verdadeira.
 
Os cães não são perigosos, os donos é que são!


Sou a favor do castramento dos donos perigosos!

Podem acompanhar estas tiras online no VD Cartoons, e se clicarem no link terão acesso a muitas mais tiras deste cão (mais precisamente  269). Por vezes são geniais.
:D

Boas leituras

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um Sábado Qualquer: O Livro!


Um dos sites de sucesso de tiras online é este: Um Sábado Qualquer
Quem seguir o link acima tem centenas de tiras de fino humor, e aconselho a ler pela tira nº1.
O autor, o brasileiro Carlos Ruas, teve um sucesso estrondoso que lhe permitiu editar em livro estas tiras que brincam com Deus, Deuses, Adão, Eva, Luciraldo e mais uns quantos personagens. Mas no fundo, ele brinca mesmo é connosco, os comuns humanos!
O site tem acessível o download das primeiras 600 para quem quiser, portanto é aproveitar.
Vale a pena!
Por isso hoje quando me liguei estavam mais 1025 online! Para tiras online acho um número excelente.
O livro é da Devir brasileira.



Boas leituras!

sábado, 1 de março de 2008

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