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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade [14]


No princípio existiam duas forças primordiais, a luz e as trevas.
Guerrearam-se desde o início do universo, mas houve uma altura que fizeram tréguas e amaram-se.
Tiveram um filho: Witchblade!

O primeiro post desta rubrica versou sobre o aparecimento da Image como uma editora diferente e concorrente das duas grandes, Marvel e DC Comics.
Como foi dito, os vários artistas que fundaram a Image criaram debaixo dela vários estúdios. Um deles chama-se Top Cow, e foi fundada por Marc Silvestri.

O início da Top Cow foi tudo menos famoso… o título inicial nunca conseguiu arrebatar o público. Este título chamava-se Cyberforce e estávamos em 1992. Como o resultado inicial não foi grande coisa, a Top Cow apresentou um relançamento da Cyberforce: Strikeforce!
Continuou a não convencer… seguiram-se inúmeros spin-offs de Cyberforce com o mesmo resultado.

Em 1995 a Top Cow recebeu na sua equipa alguns elementos que lhe vieram dar mais força e estrutura. Estamos a falar de Garth Ennis e David Wohl. A estes juntaram-se David Finch e uma pedra preponderante para aquilo que iria acontecer: Michael Turner!
As autores Brian Haberlin e Christina Z juntou-se o desenhador Michael Turner para criarem Witchblade, com a bênção de Marc Silvestri e David Wohl.

Este título teve a atenção do público e tornou-se num produto bem comercial, que a Top Cow tanto precisava para singrar! Mas não ficaram por aqui.
Em 1996 Marc Silvestri, David Wohl e Garth Ennis criaram The Darkness. Um anti-herói por natureza que também agradou ao público! Mais… em 1997 é criado The Angelus pelos mesmo criadores de Darkness, e dá-se início ao universo Top Cow!

Foram criadas mais personagens para este universo, como a Aphrodite IX (David Finch e David Wohl – 1996) e a Magdalena (Joe Benitez, David Wohl e Malachy Coney – 1998).


Esta foi a base para um universo muito rico e consistente que temos hoje em dia, com arcos bem estruturados, crossover perfeitos e emoção a rodos. Mas isso é hoje…
Na altura, e apesar do sucesso comercial destas personagens foram feitas muitas críticas á pouca consistência das histórias, e que a Top Cow só se preocupava com o aspecto gráfico relegando para segundo plano o resto.

Apresento-vos a Witchblade e The Darkness!

Como disse atrás, a Witchblade é o filho dos dois poderes primordiais: The Darkness (escuridão) e The Angelus (luz). Um dos seus nomes é “Equilíbrio” (Balance), visto que essa é uma das suas funções, fazer com que nunca o Darkness ou o Angelus consiga sobrepor-se ao seu adversário.
Como a Wichblade é masculina na sua natureza, apenas concede o seu poder a figuras femininas. Toma a forma de um artefacto em forma de luva, e a partir do momento em que encontra uma portadora entra em união física e mental com ela. Embora haja várias histórias do passado em que se conta as aventuras de outras portadoras, no nosso tempo é a polícia Sara Pezzini que acidentalmente consegue unir-se ao artefacto! Numa operação policial com o seu colega, Sara Pezzini entra em casa do vilão todo-poderoso Kenneth Irons. Este tinha encontrado o artefacto na Grécia, e o seu sonho era usar o seu poder. Mas o problema é que a Witchblade recusava portadores masculinos, castigando-os severamente, assim como figuras femininas que não lhe agradassem. Durante uma destas sessões os dois polícias entram no apartamento de Irons, mas acabam por se dar mal. Ian Nottingham (um dos homens de Irons) não é uma pessoa normal e Sara mais o seu colega são mortalmente atingidos por este ex oficial da RAF.

Mas a Witchblade sentiu a força desta agente da polícia e une-se a ela provocando o caos no salão. A Witchblade deu-lhe a força e curou as suas feridas…
A partir daqui começa uma relação de amor/ódio entre Sara Pezzini e a Witchblade. E no meio desta relação temos um Kenneth Irons fazendo jogo duplo para se apoderar do artefacto e poder usá-lo. Para isso serve-se de Ian Nottingham e muita magia!


No final, Sara acaba por aceitar o seu artefacto. Este tenta sobrepor-se à vontade dela, mas Sara tem uma personalidade muito forte e acabam por viver numa relativa harmonia… e Irons… bem… não acaba lá muito bem no final do arco “Origens”, publicado no nosso país em dois volumes pela Devir (2002).
























Não referi isto, deveria ter sido logo no início mas ainda vai a tempo. Este artefacto dá força e agilidade sobre-humana à sua portadora, inclusivamente torna possível o voo. Consoante o perigo forma um exosqueleto que protege a portadora, quanto maior o perigo mais fechada se torna esta protecção. Deste exosqueleto podem sair excrescências, tipo tentáculo rígido, com que ataca os seus adversários.

Sara é polícia. Logo investiga criminosos… e isto leva-nos ao mafioso Jackie Estacado!
E quem é Jackie Estacado? É apenas o portador da força primordial The Darkness!
As relações entre os dois são sempre tensas, mas existe algo que os atrai um no outro. Os crossover são mais que muitos, e normalmente como aliados.


A entidade Darkness é passada de pai para filho, mas existe um problema… a partir do momento em que o portador da entidade concebe um filho, imediatamente morre passando a entidade para a criança ainda no útero.

Pois é! Ironia do destino, o playboy mafioso Jackie Estacado quando sabe desta situação entra em pânico! Afinal o hobby dele são mulheres bonitas! Preservativos? Será que vale o risco e morrer? Tantas perguntas para Jackie Estacado quando é informado, por uma irmandade tenebrosa dedicada a esta entidade, destes problemazitos… Estes aparecem quando os poderes se começam a manifestar quando faz 21 anos!

Esta entidade negra sempre submeteu os portadores da família Estacado ao seu poder. Com Jackie encontra um problema! O mafioso continua com vontade própria e comanda o seu destino! Isto amedronta a tal Irmandade da Escuridão, tornando-se inimiga da pessoa que deveria proteger!

Jackie Estacado foi entregue ao “Padrinho” Frankie Franchetti por Sonatine (o big boss da Irmandade), dizendo que com aquele rapaz ele se iria tornar um mafioso importante. E assim foi! Jackie Estacado perdeu a virgindade aos 14 durante um interrogatório da polícia, e matou pela primeira vez aos 16. Mafioso playboy violento, e controlado pela família Franchetti!

Depois de vários acontecimentos Jackie Estacado afasta-se da sua vida de mafioso (acaba por se voltar contra FranchettI), sobretudo depois de ter falado com Batman.
A partir daqui passa a ser o anti-herói perfeito. Tentando fazer coisas certas, mas com muitos defeitos na personalidade. Para mais, com os ataques do Angelus ele tinha de estar em paz com boa parte da sua vida…

Com isto tudo, a entidade Darkness pela primeira vez não está satisfeita com o seu portador!
Isto dá azo a muitos arcos na história desta personagem.

A entidade Darkness cria um exosqueleto completo ao seu portador, força e agilidade sobre-humana, factor de cura elevado e cria, para além disto tudo, os Darklings! Esta foi uma excelente criação dos autores desta personagem. Os Darklings criados pelo Darkness são seres monstruosos, mas com vida própria. Pensam e são completamente loucos de cómicos! São os grandes aliados do Darkness contra os seus inimigos!
O poder do Darkness não se consegue manifestar na luz, mas este consegue criar as suas sombras…

Tanto a Witchblade como o Darkness são muitas vezes aliados em batalhas contra inimigos comuns, e no futuro acabam por… er… não digo.
O grande inimigo (sobretudo do Darkness ) é mesmo a entidade feminina Angelus. E aqui se pode dizer que nem a Escuridão é tão má como parece, nem o Anjo da Luz é tão bom como poderia transparecer!

Entre as séries destas duas personagens, sobretudo ao início, Darkness tem histórias francamente melhores que a Witchblade. Mas no futuro ambas atingirão um bom patamar de qualidade (com uns arcos melhores e outros piores...) e acabarão por se mesclar em crossover contínuo.
Foram as duas primeiras séries de sucesso da Top Cow, e lançaram bons artistas para o mercado dos comics. São emblemáticos dos anos 90 com certeza.


Posso dizer que actualmente a Witchblade já leva mais de 160 revistas on-going. O Darkness teve algumas interrupções, mas também penso que já passou das 100.

Espero que esta leve incursão pelo centro do universo Top Cow vos tenha agradado. Devido aos meus livros serem muito pesados como podem ver na foto (mais de 1000 páginas cada um), vou sacar imagens da internet em vez dos scans.

Podem ver os outros artigos desta rubrica nos seguintes links:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel


Boas leituras

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Capas: Darkness - Origins Vol.2


Áh, pois é...!
:D




Foi daí que saiu o meu avatar faz muitos anos...
Esta capa é originalmente da revista Darkness #7, e foi aproveitada para esta compilação, apenas diferindo um pouco na luz, esta é um pouco mais clara no TPB.

O autor foi Marc Silvestri, um dos grandes desenhadores do Darkness e talvez o que mais influenciou este anti-herói!

Acho esta capa muito boa, todos os protagonistas ficaram muito bem retratados, desde o Darkness aos Darklings!

Até parece que me estou a ver ao espelho, depois de quase 8 anos a usar sempre este avatar...
:D

Aqui ao lado o original de Marc Silvestri.

Boas leituras

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Entrevista exclusiva para o Leituras de BD: Stjepan Šejić
Exclusive Interview to Reading Comics Blog: Stjepan Sejic


Já falei sobre este autor croata na rubrica "Autores", isto para além de algumas ilustrações. Eu aconselho ler primeiro Autores: Stjepan Šejić (Stephan Sejic), para conhecerem um pouco da bio deste artista, isto para além de terem lá todos os links para as ilustrações dele expostas neste blogue, excepto este link: Conan por Stjepan Šejić.
Decidi traduzir/adaptar para português esta entrevista, embora não goste de o fazer pois gosto mais de pensar em inglês. De qualquer modo, mal e porcamente, a tradução portuguesa está a seguir ao original em inglês.
Peço também a quem comentar para o fazer em bilingue se souber fazer em inglês, porque este artista com certeza virá aqui espreitar, e gostará de saber o que vocês dizem.

Interview with Stjepan Šejić (Stephan Sejic)

Your career is already full of successes and promising many more. What made you choose to be an illustrator, and how did your passion for comics, and art, born?

Funny thing is initially I wanted to be a movie designer. My biggest influence at the time was Stan Winston. It was only when I saw a comic art exhibition in the city where I went to school that my love for comics had been truly ignited. That was coincidentally the first time I ever heard of Witchblade as the cover of that comic was displayed as one of the pieces.
As far as passion goes, that was a weird one. I was never that particularly skilled. Never took it all too seriously, I did enroll into an art school but we weren't taught how to draw really, more, what to draw with. So that hasn't helped me want to improve. What really did it was my best friend at the time. He was insanely skilled. So for my own amusement I tried to match him. It was an okay endeavor, until my teacher said... you know, you are good, but no matter how hard you try you will never be as good as him.
No, the teacher wasn't a massive douche, that man was smart. He saw in my everyday progress that I was competitive. And boy did that make me nuts.
I took it seriously, a personal challenge from there on. If my friend used photo references, then I’m going to learn to draw it all without them. And so I drew, and drew, and drew, on average 10 hour a day, every day. The real kicker is that comics have proven themselves the ultimate training tool. I was lucky; in the end I had two best friends to measure the skills against for a while. But then came a point where our interests became different, and so I went my own way. I kept on drawing comics till my chance appeared, and I haven't regretted it since.

Can you make a small summary of your artistic career until the present day?

Well, I guess it all started with Sean O'Reilly and his comic Kade. I started that comic gig as a colorist and then took over as full artist. At that time I also did a lot of trading card game illustrations for Warhammer with Imaginary Friends Studios. Then one day I got contacted by then Top Cow artist Tyler Kirkham asking if I could color a few of his pieces. I did that, he had shown them around the office, and the next thing I knew I was asked to do a paint over on Darkness/Wolverine. The real kicker was when I actually sent my own digital paintings to my editor back then Renae Geerlings.
She was shocked to realize I wasn't just a colorist. From there on I was given my first gig on Darkness Levels issue 1. And after that I went off to mostly do Witchblade, along some event comics such as First Born, Broken Trinity, and miniseries like Angelus. Most of my work has been with Top Cow, but I did do issues for Radical's Aladdin, a ton of covers for Dynamite Entertainment, Zenescope, some Marvel covers, and so far 1 Conan cover for Dark Horse.
I did concept work for some videogame projects that I'm still under “short for non disclosure agreement” for. And I did the designs and high poly modeling for a first person shooter game serious Sam bfe.
And on the side of all of that there is my own fantasy epic Ravine steaming up for publication as we speak.

If there is any, what are your biggest influences or references that you use in your works?

As far as influences go, it's a mix of Stan Winston, Marc Silvestri, Alex Ross, Adam Hughes, and Michael Turner... with a dash of Disney and a smidgeon of Manga. How’s that for a meal?
References aren't really my thing. I am known for my speed, any you just don't get this fast if you keep looking for references.

As an author, what are your goals for the future?

Publish Ravine. From there on honestly... pretty much do what I have been doing and enjoy it.

How do you initially prepare for a brief/job?

I drink coffee. That’s pretty much it.

Is the way you create art/illustration 100% digital or are you still active in the traditional way? (i.e. do you create backgrounds, textures, brushes etc..)

I always do traditional work on the side for my own amusement. It’s good to get your hands dirty sometimes. But digital is my primary work environment. I create my own brushes textures and backgrounds.

Of all the works of comics that you already have produced to date, which one gave you more pleasure in the final result?

Angelus, without a doubt. To me a comic needs interesting characters and environment, and that entire miniseries was bursting with both.

How can you define your association with Top Cow? It is ending, or will last for a lot more years?

I'm sticking around for as long as I'm paid on time lol. Nah... the truth is I love working with them. As a smaller company they are less editorially burdened, so there is the level of freedom you just don't get with the big guns. And I like my freedom.

If you had to advise a young talent, what would you say?

Do or do not, there is no try. A silly Yoda quote, I know, but perfectly true. If you want to make it in the professional artist business, you can, it takes hard work, and more hard work but you can make it. One thing you must never forget tho. as a professional you are hired to do what the client needs, not what you want. Never forget that, any aou will make it far.

Your favorite writer?

J.R.R. Tolkien.

Your favorite artist?

Too many to count.

Can you talk a little about your new projects?

Well for now I’m working on Top Cow's artifacts, and we plan on keeping that rolling for a while. Soon my own comic Ravine will be published, and that one is a behemoth of a series. On the side of that there are some tentative projects we are discussing at the cow, and some side stuff that I really can't get into for now.

If the world ended tomorrow for you, how you would like to be remembered?

I wouldn't XD, world ended! Honestly tho, I'm in this to provide amusement for people who like my work, as long as I achieve that, I'm happy!

Thank you Stjepan for your time!
:)

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Entrevista a Stjepan Šejić (Stephan Sejic)

A tua carreira já contém bastantes sucessos, e promete muitos mais. O que é que te fez escolher a carreira de ilustrador, e como nasceu a tua paixão pela Banda Desenhada?

É engraçado porque inicialmente eu queria ser designer no cinema. A minha grande influência dessa altura foi Stan Winston. Foi apenas quando eu vi uma exposição de Banda Desenhada na cidade onde eu estudava que o meu amor pela Banda Desenhada surgiu verdadeiramente. Por coincidência foi também a primeira vez que tomei contacto com a Witchblade, porque uma capa daquela heroína estava em exposição.
Quanto mais essa paixão crescia, mais estranho me parecia. Eu nunca fui particularmente talentoso. Nunca levei a Banda Desenhada muito a sério, entrei numa escola de arte mas nós não éramos ensinados a desenhar, nem o que desenhar! Portanto isso não me ajudou a melhorar. O que me levou realmente a querer melhorar foi o meu melhor amigo na altura. Ele era incrivelmente bom. Então como minha diversão particular eu tentei igualá-lo. Era um bom esforço, até o meu professor dizer… “tu sabes, és bom, mas não interessa o que esforças e tentas, nunca serás tão bom quanto ele!”
Não, o professor não era completamente parvo, ele era bastante esperto! Ele viu o meu progresso diário e reparou que eu era competitivo. E aquilo que ele disse fez ir-me à loucura.
Eu levei a aquilo sério, a partir dali passou a ser um desafio pessoal. Se o meu amigo usava referências fotográficas, então eu aprendia a fazer o mesmo trabalho sem essas referências. Assim eu desenhei, desenhei, desenhei e desenhei uma média diária de 10 horas todos os dias. A Banda Desenhada provou ser a ferramenta final para o grande empurrão. Eu tive sorte, no fim, eu tinha dois grandes amigos para medir habilidades por algum tempo. Mas então chegamos a um ponto em que nossos interesses
se tornaram diferentes, assim eu segui o meu próprio caminho. Eu continuei trabalhando na Banda Desenhada até que a minha chance apareceu e eu não me arrependi desde então.

Podes fazer um pequeno sumário da tua carreira artística até hoje?

Bom, eu acho que tudo começou com Sean O’Reilly e o seu título, Kade. Eu comecei nessa revista como colorista, passando depois a fazer todo o trabalho artístico. Naquela altura eu também fazia ilustrações para card games da Warhammer com o Imaginary Friends Studios.Então, um dia eu fui contactado pelo artista da Top Cow Tyler Kirkham, perguntando se eu podia dar cor nalguns dos seus trabalhos. Eu fiz esse trabalho e ele mostrou aos colegas de trabalho, e de repente perguntaram-me se eu poderia dar a cor no Darkness/Wolverine. O grande empurrão aconteceu quando eu mandei as minhas pinturas digitais para o meu editor, na altura Renae Geerlings, e ela ficou chocada quando percebeu que eu não era só colorista! A partir daí foi-me dado o meu primeiro título, Darkness Levels #1. Depois disso fui para o título Witchblade, em conjunto com alguns eventos da Top Cow como First Born, Broken Trinity, e a mini-série Angelus. A maior parte do meu trabalho tem sido feito para a Top Cow, mas eu fiz algumas revistas para o título Alladin da Radical, e uma montanha de capas para a Dynamite Entertainment, Zenescope, algumas para a Marvel, e até agora apenas uma para a Dark Horse no título Conan.
Fiz trabalho conceptual para projectos de vídeo-jogos dos quais não posso falar para já devido a um contrato de “short for non disclosure agreement”. E fiz os desenhos e modelos para o jogo Sam BFE.
E ao lado disto tudo eu tenho a minha série de fantasia “Ravine” a todo o vapor para publicação, enquanto estamos a falar!

Quais são as tuas grandes influências, ou referências, que usas nos teus trabalhos, se é que tens algumas?

Como influências, tenho um misto de Stan Winston, Marc Silvestri, Alex Ross, Adam Hughes, e Michael Turner... com uns traços Disney e uma pequena porção de Manga. Que pensam disto para uma refeição?
Não gosto muito de referências, não são a “minha praia”. Sou conhecido pela minha velocidade, e tu não consegues manter essa velocidade se andares à procura de referências.

Como autor, quais são as tuas metas para o future?

Publicar Ravine. De resto, honestamente… continuar a fazer o que faço e divertir-me com isso!

Como te prepares para um briefing de trabalho, e para esse mesmo trabalho?
Eu bebo café. Apenas isso!

Tu crias a tua arte/ilustração 100% digital, ou continuas activo nos métodos tradicionais? (Ou seja, tu crias os fundos, texturas, pincéis, etc..)

Eu faço sempre trabalhos por métodos tradicionais para minha diversão. É bom sujar as mãos de vez em quando. Mas para trabalhar uso o ambiente digital. Eu crio os meus próprios pincéis, texturas e fundos.

De todos os trabalhos que fizeste, qual foi aquele que te deu mais prazer pelo resultado final?

Sem dúvida Angelus. Para mim um título de BD precisa de personagens e ambientes interessantes, e essa mini-série tinha isso tudo.

Como defines a tua associação com a Top Cow? Está a cabar, ou durará muitos mais anos?

Eu vou ficar enquanto me pagarem (lol). Nah... a verdade é que eu adoro trabalhar com eles. Como são uma pequena editora o fardo editorial é mais leve, então nível de liberdade é bastante maior do que nos gigantes editoriais. E eu gosto da minha liberdade.

Se tiveres de dar um conselho a um jovem talento, o que lhe dirias?

Faz ou não faças, não tentes. É uma citação pateta do Yoda, mas eu sei que é perfeitamente verdadeira. Se queres entrar na carreira de artista profissional, tu podes, mas é preciso trabalhar arduamente, e cada vez mais arduamente, mas só assim podes conseguir. Uma coisa de que nunca te podes esquecer é que como profissional és contratado para fazer o que o cliente quer, ou precisa, não que tu queres. Nunca esquecer isto, assim podes chegar longe.

Escritor favorito?

J.R.R. Tolkien.

Artista favorito?

São demais para contabilizar

Podes falar um pouco dos teus novos projectos?

Bem, por agora estou a trabalhar no título Artifacts da Top Cow, e planeamos manter esse tíltulo a rolar durante mais uns tempos. Dentro de pouco tempo a minha Banda Desenhada Ravine será publicada e dará início a uma série brutal!
Por outro lado há alguns projectos experimentais em discussão com a Top Cow, e algumas coisas de que eu não posso falar por enquanto.

Se o mundo acabasse amanhã para ti, como gostarias de ser lembrado?

Não seria, o mundo tinha acabado! Honestamente estou nisto para dar diversão às pessoas que gostam do meu trabalho, e enquanto eu conseguir isso, eu sou feliz!

Stejepan, obrigado pela tua disponibilidade!
:)












Espero que tenham gostado, e...

Boas leituras

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Capas: The Darkness #100

É um dos meus "anti-heróis" preferidos e acumula sucesso! Chega ao excelente número 100 no fim deste mês. Para comemorar o comic irá ser lançado ao mesmo tempo que o video jogo The Darkness II e irá ter 4 ou 5 capas.
Apresento aqui quatro capas deste lançamento que a Top Cow irá comemorar com a compilação de mais um Compendium: Darkness Compendium Vol.2!
























Boas leituras

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

First Born / Broken Trinity Deluxe Edition


Voltando à divulgação de BD…
A Top Cow decidiu, e bem, editar os seus dois primeiros grande “crossovers” num único livro! E que edição! Para além de ter um formato tipo “Absolute” contêm ainda um extraordinário poster no seu interior.
Antes de falar desta obra recomendo os links:
Top Cow
The Darkness Compendium Vol. 1
Witchblade Compendium Vol.1
Estes primeiros dois grandes “crossovers” abrangentes de todo o universo Topo Cow estão bem contidos, dentro dos limites possíveis, podendo ser lidos sem problemas por leitores não muito experientes no conhecimento destas personagens. São uma lição para a DC, e sobretudo para a Marvel, de como se faz um “crossover”! Não temos de comprar dezenas de livros para conseguir fazer o puzzle da estória… claro que esses dois grandes eventos passam também um pouco pelas revistas Witchblade, Darkness e Cyberforce, mas só ao nível de pormenores que não afectam a leitura dos eventos principais. Ambos os “crossovers” estão compilados em TPBs individuais, para quem não queira comprar esta edição de luxo.
A Top Cow tem tido o cuidado de se rodear de excelentes artistas, e diga-se, eles explodem em páginas magníficas nestas duas estórias. Destes eu destaco o Croata Stjepan Šejić, que nos planos exteriores é simplesmente incrível!
Ron Marz assina os textos destes dois eventos e consegue duas estórias muito boas, que provocam o interesse por parte do leitor pelo que vem a seguir. E a seguir vem “The War of the Witchblades” e “Artifacts”. A narrativa está bem cadenciada, deixando os seus momentos “mais baixos” para explicações importantes sobre o que se passou, o que se vai passando e por vezes o deixando pistas para o futuro. Nos momentos de clímax, bem, a “Trindade” e mais dois possuidores de artefactos de poder enchem completamente as páginas!
Em “First Born” Sara Pezzini está grávida de uma emanação do “Darkness”, que se serviu do corpo de Estacado, sem o conhecimento deste e aproveitando-se da detective estar em coma para o efeito. Para quem não sabe, a Witchblade é o “balanço” entre o “Angelus” e o “Darkness”, duas forças primordiais que se batem desde o princípio dos tempos. A “Witchblade” é filho de ambos e é do sexo masculino, por isso apenas procura como portadores elementos femininos (e o filho da mãe tem bom gosto…). Este gesto por parte do “Darkness” de engravidar a portadora do equilíbrio foi uma tentativa de ficar com mais poder que o “Angelus”. Assim tanto o Darkness como o Angelus lutam pela posse do filho de Sara. Esta quando descobriu que estava grávida passou a Witchblade a Danielle Baptiste, assim encontra-se completamente desprotegida perante estas duas forças extraordinariamente poderosas… Conta com a ajuda da nova portadora da Witchblade, com Estacado (portador do Darkenss) que sem o saber foi pai e da última Magdalena (a portadora da Lança do Destino): Patience. Esta já tinha combatido algumas vezes ao lado de Sara Pezzini.
Sara dá à luz em plena batalha, ficando seriamente debilitada depois do parto. Só há uma maneira de a reabilitar fisicamente, mas eu não vou dizer!
Em Broken Trinity começa a busca e a luta pelos 13 artefactos de poder e são dados a conhecer mais três: “The Blood Sword”, “The Glaciar Stone” e a “Ember Stone”. A lista fica composta por:
- Angelus
- Darkness
- Witchblade
- Spear of Destiny
- Blood Sword
- Glaciar Stone
- Ember Stone
- Pandora´s Box
- Rapture
- Wheel of Shadows
- Heart Stone
- Coin of Solomon
- O 13º artefacto ainda é desconhecido
Tudo isto foi revelado em Broken Trinity (e outras coisas mais), e não revelo o nome dos possuidores nem do que se passa em Broken Trinity para não estragar surpresas a quem possa estar interessado na leitura.
Apenas posso dizer deste livro o seguinte:
- Excelente edição
- Boas estórias
- Mega arte
Depois disto só me resta dar uma nota!
:)
A imagem de topo é da caixa expandida!
Boas leituras

Hardcover
Criado por: Ron Marz, Phil Hester, Stjepan Sejic entre outros
Editado em 2009 por Image/Top Cow
Nota : 9 em 10

____________________________________________________________________
Back to the comics review...
Top Cow decided, well, edit their first two big "crossover" in one book! And what a book! Besides having a format such as the "Absolute" editions also contain a special poster inside.
Before talking about this book I recommend the following links:
Top Cow (not translated)
The Darkness Compendium Vol. 1 (not translated)
Witchblade Compendium Vol.1 (not translated)
These first two big "crossovers" cover the whole Top Cow universe are well contained, within the possible limits, and can be read without problems for readers not too experienced in the knowledge of these characters. They are a lesson for DC, especially for Marvel, how to make a crossover! We do not have to buy dozens of books to get to the puzzle of the story ... of course that these two major events are also slightly revised by the Witchblade, Darkness and Cyberforce, but only at the level of details that do not affect the reading of the main events. Both "crossovers" are compiled into individual TPBs, for who doesn't want to buy this deluxe edition.
Top Cow has been careful to surround themselves with great artists, and I have to say that they explode into beautiful pages in these two stories. Of these artists I would highlight the Croatian Stjepan Sejic... what an amazing art, especially on the exterior plans!
Ron Marz signs the texts of these two events and get a pair of very good stories, that cause continuous interest on the reader for what comes next. And next comes "The War of the Witchblade" and "Artifacts."
The narrative is well cadenced, leaving their "lower" moments for important explanations about what happened, what comes through and sometimes leaving clues for the future. In moments of climax, well, the "Trinity" and the other two owners of artifacts fill the pages completely!
In "First Born" Sara Pezzini is pregnant by an emanation of "Darkness", which used the body of Estacado, without his knowledge and taking advantage for that purpose that the detective was in a coma . For those who are unaware, the Witchblade is the "balance" between the "Angelus" and "Darkness," two primary forces that are fighting since the beginning of time. The "Witchblade" is the offspring of both. Is a male entity and because of that only demand feminine carriers (and the son of a b**** choose always well ...). This action of the "Darkness" was an attempt to get more power than the "Angelus". Thus both the Darkness and the Angelus are fighting for possession of the son of Sarah. This when she discovered she was pregnant now Witchblade Danielle Baptiste, so is completely unprotected against these two forces ... extraordinarily powerful account with the help of the new bearer of the Witchblade, with Estacado (holder of Darkness) that without knowing is the father, and the last Magdalena (the bearer of the Spear of Destiny): Patience. The Magdalena had sometimes fought alongside with Sara Pezzini.
Sara gives birth in full battle, being seriously weakened after childbirth. There is only one way to rehabilitate her physically, but I will not tell!
In Broken Trinity begins the search and struggle for the 13 artifacts and now three more are reported: "The Blood Sword, The Glacier Stone" and "Ember Stone. The list is composed by:
- Angelus
- Darkness
- Witchblade
- Spear of Destiny
- Blood Sword
- Glacier Stone
- Ember Stone
- Pandora's Box
- Rapture
- Wheel of Shadows
- Heart Stone
- Coin of Solomon
- The 13th artifact is still unknown
All this was revealed in Broken Trinity (and other things) and I will not reveal the name of the owners, or what is happening in Broken Trinity because I don't want to spoil the surprises for who might be interested in reading.
I can only say this about this book:
- Excellent edition
- Good story
- Mega Art
After this I can only give one rate!
The image on top is from the slipcase expanded!
Good readings!

Hardcover
Created by: Ron Marz, Phil Hester, Stjepan Sejic and many others.
Published in 2010 por Image/Top Cow
Nota : 9 em 10

domingo, 19 de abril de 2009

Witchblade Compendium Vol.1


A detective nova-iorquina Sara Pezzini entra na possessão de uma antigo artefacto, a Witchblade, quando se introduziu com o seu colega na luxuosa "penthouse" do magnata Kenneth Irons. Este descobriu o artefacto durante umas escavações arqueológicas na Grécia, e resolveu estudar o seu poder para de algum modo o poder usar. Mas este sensível artefacto destruía a mão de quem o ousasse usar, e descobriu isso na 1ª pessoa, ficando ele, Irons, sem a sua mão direita! Irons estudou a história da Witchblade e chegou à conclusão de que o artefacto já tinha sido possuído por personagens como Joana d’Arc e Cleópatra. Esta relíquia de poder destrutivo imenso, era o filho e a balança entre o Darkness (The Darkness Compendium Vol. 1 ) e o Angelus. Irons não o sabia na altura, e saiu-lhe caro, que a Witchblade apenas se ligava naturalmente a personagens femininas. Assim, Pezzini, atrai imediatamente a atenção da manopla durante a confusão instalada por mais uma tentativa de possessão falhada, e pela entrada dos dois detectives na sala. Toda esta parte da origem da Witchblade está editada em dois volumes, na nossa Língua, pela Devir.
Depois de toda esta primeira experiência de Sara com a Witchblade, esta começa a ter problemas em conter o terrível poder do artefacto. Apesar da relação ser simbiótica, Sara nunca quis realmente ser a possuidora de tal poder. Daí os seus problemas de uso, em que inclusivamente a perde para um homem, Ian Nottingham, que consegue numa altura ser o possuidor do Darkness e da Witchblade, o que ia provocando a sua morte. Apesar de tudo Sara, começa a utilizar todos os poderes que necessita, como por exemplo o voo e grandes descargas de energia… Gostei especialmente dos arcos com possuidoras do passado da Witchblade, além dos crossovers com o Darkness.
Os arcos de estória não são todos da mesma qualidade, alternam entre o bom e o sofrível, a arte está com uma qualidade mais sólida, sendo por vezes muito boa mesmo. Estou a falar desta compilação, ou seja, as primeiras 50 revistas (1280 páginas…), porque para o fim deste volume já tudo estava mais consistente. Mas dá bastante prazer poder ler tudo seguido sem esperar pelo próximo! Sendo eu um apreciador do “The Darkness”, e gostando dos personagens do universo Top Cow , teria sempre de obter este Compendium, pois para a compreensão de algumas passagens do The Darkness Compendium Vol. 1 era necessário este… isto para além dos excelentes eventos que surgiram ultimamente no mundo Top Cow ! Estou a falar de “First Born” e “Broken Trinity”. Por isso estou também à espera que seja editado o Witchblade Compendium Vol.2, pois trará os episódios que antecedem a mini-série First Born.
É um livro que cumpre as suas funções: reunião histórica de meia centena de revistas e entretenimento prolongado!
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Christina Z, David Wohl, Brian Haberlin, Ron Marz, Michael Turner, Keu Cha e Marc Silvestri.
Editado em 2009 por Image/Top Cow
Comprado em A1 Books
Nota : 8 em 10

quinta-feira, 9 de abril de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

The Darkness Compendium Vol. 1


A primeira aparição deste personagem criado na Top Cow, surgiu na revista Witchblade nº10. Como estória principal, esta série conta como o poder primordial "The Darkness" afectou os seus portadores masculinos. Como curiosidade, este poder sempre pertenceu à família Estacado devido a um simples pormenor... o portador engravida alguma mulher e nesse mesmo instante "The Darkness" abandona o seu portador para se instalar no recente embrião. Isto causa a morte do portador... e faz com que todos os Estacado sejam orfãos. O seu poder apenas se manifesta na escuridão, aí consegue fazer com que a força do caos e também de criação, surja, aumentado-lhe exponencialmente a sua força, criando uma armadura mística da qual pode fazer sair tentáculos e garras. Pode também, e é um dos seus grandes poderes, criar seres conscientes, os "Darklings", que são tão eficazes como ele em batalha. Como inimigo principal tem a sua némesis, "The Angelus", cujos poderes são parecidos, mas "trabalha" na luz... isto não quer dizer que seja "boazinha" (o Angelus é sempre uma mulher), pois quer apenas reinar sózinha como poder predominante. Parece transparecer do princípiuo deste livro que Jackie Estacado, o actual portador, foi o primeiro Darkness a conseguir derrotar o Angelus... mas ao contrário do Darkness, que se o portador for morto desaparece, o Angelus apenas se desincorpora e procura outra portadora. A sua relação com o terceiro elemento primordial, a Witchblade, é dúbio... como Darkness tendem a antagonizar-se, sendo por vezes aliados à força; como Jackie Estacado e Sara Pezzini (portadora da Witchblade) tendem para a amizade... embora saibam perfeitamente das forças que cada um tem dentro de si.
A arte é bastante boa ao longo das 1280 páginas que tem este Compendium, sendo por vezes bastante acima da média. É o livro perfeito para quem quer seguir o Darkness! Todo o chamado Volume 1 (desde o início até ao fim da primeira fase, 2002) está compilado (39 revistas), mais a série paralela "Tales of the Darkness" e o primeiro número do Volume 2, ou seja, a revista nº40. É nesta série que surge pela primeira vez outro personagem bastante popular, a Magdalena, embora esta tenha um final infeliz às mãos do Darkness. Mais tarde este anti-herói há-de aliar-se à sucessora desta Magdalena para lutar contra o Angelus.
Ao nível da estória própriamente dita, tem arcos bastante bons e os "Darklings" são um autêntico achado! Apesar de horriveis e sedentos de sangue, são completamente fieis ao seu criador e por vezes extremamente cómicos! Eu já sabia que a Witchblade iria meter o nariz nestas estórias do Darkness, por isso (e também porque é o caracter principal da Top Cow) também adquiri o Witchblade Compendium. São apenas duas as estórias que têm fim, ou princípio noutro livro deste dois personagens. De qualquer maneira "fui enganado" por um cross-over existente que eu não sabia tão importante para algumas transformações no caracter de Jackie Estacado: o seu encontro com Batman! Jackie Estacado continuou a ser um hitman da máfia, mas de vez em quando lá fazia algumas boas acções... aliás as transformações na actuação de Estacado vão-se fazendo lentamente, mas o personagem está sempre a evoluir! Como curiosidade, Jackie sabe por um dos seus inimigos (Sonatine) que tem de se deixar de grandes actividades sexuais, pelo que já foi explicado no princípio deste post... agora imagine-se um verdadeiro playboy a ter que viver na abstinência sexual! Inclusivamente vai a sessões de terapia em grupo tipo Alcoólicos Anónimos, mas para pessoas que em vez de álcool são viciadas em sexo... e existem as personagens femininas da Top Cow, lindas e muitas vezes com pouca roupa. É um dos tipos de ataque que por vezes acontece à Top Cow... as meninas são lindas de morrer, grandes poderes mas... não têm uniforme como qualquer heroína da Marvel ou da DC! Têm armadura tipo mística, que umas vezes as cobre mais do que outras. O que se diz é apenas hipocrisia! O que é que são os uniformes das meninas Marvel ou DC? Apenas corpos nús, mas pintados para não ferir a susceptibilidade do povinho super conservador e cristão norte-americano...
E estou farto de escrever...
Podia ter feito montes de spoilers sobre a estória, mas contive-me bem! Tou orgulhoso de mim próprio! :D
E boas leituras!

Hardcover
Criado por: Garth Ennis, Marc Silvestri, Joe Benitez, Dale Keown, David Finch, Billy Tan, etc.
Editado em 2009 por Image/Top Cow
Comprado em A1 Books
Nota : 9 em 10

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