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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Lançamento Polvo: Tex - Patagónia



Pela primeira vez um Tex Gigante é editado em Portugal!
Tex, aquele cowboy de camisa amarela, tem uma legião de fãs enorme por esse mundo fora, e também em Portugal. Aliás, Portugal deve ter o maior fã do mundo: o José Carlos Francisco.
Foi ele que impulsionou o Clube Tex Portugal, e ele que está por trás de toda esta actividade de modo a dar a Portugal o seu primeiro livro do Tex.

Patagónia é um bom livro, eu tenho e já li, e sinceramente acho que foi uma escolha adequada para uma primeira publicação Tex Gigante aqui em Portugal. O livro terá um formato um pouco maior daquele a que os fãs estão habituados, e o papel é de certeza muito melhor que o habitual nas edições brasileiras do Tex. Aliás, este livro perdeu muito graficamente na edição brasileira exactamente por causa do papel!

Fiquem com a apresentação por parte da editora:

Tex: Patagónia

Nesta singular aventura, escrita de forma apaixonada por Mauro Boselli e esplendidamente desenhada por Pasquale Frisenda, Tex e o seu filho Kit Willer viajam até à Patagónia, nos confins da Argentina, ao pampa, para participarem numa missão que é, ao mesmo tempo, de resgate de prisioneiros e punitiva, na sequência de sanguinários ataques por parte dos índios. Trata-se de uma movimentada história, cheia de acção, que aborda com singular realismo o genocídio das tribos índias e onde assistimos à luta de um povo pela sua sobrevivência, à custa de muita tenacidade, determinação, heroísmo, vontade de liberdade, sacrifício, sangue e mortos.

O que dizem os especialistas em Tex:

(...) uma bela aventura, épica, histórica, muito bem documentada, com trabalho de casa e com uma grande prestação gráfica de Pasquale Frisenda.
-- Mário João Marques --

É, sem exageros, uma das melhores histórias de Tex de todos os tempos!
-- Pedro Bouça --

É, de muito longe, a melhor história de Tex que já li. (...) alia o exotismo de um cenário pouco habitual para um western, como as pampas argentinas, a um argumento muito bem construído por Mauro Boselli.
-- João Miguel Lameiras --

(...) apresenta páginas notáveis, passíveis de entrar em qualquer galeria de quadradinhos a preto e branco.
-- Pedro Cleto --

OS AUTORES:

PASQUALE FRISENDA (Milão, 1970)
Chega à Banda Desenhada guiado pelo destino, em passos incertos e até casuais. Depois de um curso de banda desenhada que frequentou em Milão e do contacto e troca de experiências com outros artistas do meio entra na equipa de desenhadores de “Ken Parker”. Quando esta série é adquirida pela Sergio Bonelli Editore, está finalmente na mítica editora italiana, desenhando “Mágico Vento”, com argumento de Gianfranco Manfredi e, a partir de certa altura, compondo também as capas desta série. Desejando confrontar-se com outras atmosferas, expressa essa sua vontade a Sergio Bonelli, que o convida a desenhar um “Tex Gigante”. O autor não desperdiça a oportunidade, única e irrecusável, e com argumento de Mauro Boselli desenha este “Patagónia”, em 2009, onde reflecte a sua visão do personagem. Voltará a ele mais tarde, já na série regular de “Tex”, com “Il Segreto del Giudice Bean”, novamente com argumento de Boselli.

MAURO BOSELLI (Milão, 1953)
Tem vindo a desempenhar várias profissões ao longo da vida: argumentista, redactor, tradutor, polígrafo... Trabalha há mais de trinta anos no campo da Banda Desenhada. Depois de uma experiência como assistente do criador de “Tex”, Gianluigi Bonelli, entra para a Sergio Bonelli Editore, em 1984, como redactor das revistas “Pilot” e “Orient Express”. Apesar de embrenhado numa série de misteres relacionados com a actividade, vai escrevendo histórias, entre as quais algumas de “Zagor”, personagem de que terá a curadoria editorial durante 10 anos. 1994 marca a sua entrada no reduzidíssimo staff de “Tex”. Em 2000 cria, com Maurizio Colombo, a série de horror “Dampyr”. Até hoje, Boselli já criou mais de 30.000 páginas de Banda Desenhada para a Bonelli e recebeu vários prémios do sector. É da sua pena “Tex Willer. La storia della mia vita”, autobiografia “oficial” de “Tex”.

FICHA TÉCNICA:
Edição da Polvo, com tradução de José Carlos Francisco, que assina também o texto introdutório, e legendagem de Hugo Jesus.
228 páginas a preto e branco, no formato 18,5 x 24,5 cm.
Capa a cores, brochada, com badanas.
PVP (IVA incluído): 16,99 euros.

De notar que o preço no dias de lançamento será de 15€ para os sócios do Clube Tex Portugal, e de 16€ para todas as outras pessoas que se deslocarem a esta 2ª Mostra do Clube Tex Portugal.

Boas leituras

segunda-feira, 20 de abril de 2015

2ª Mostra do Clube Tex Portugal



O Museu do Vinho Bairrada situado em Anadia vai ser palco da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal. Estarão presentes dois autores que trabalham nesta personagem, o que eu considero uma grande vitória para este Clube Tex, na pessoa do seu infatigável mentor: José Carlos Francisco. Os autores são Stefano Biglia e Pasquale Frisenda.

Passemos então ao programa:

PROGRAMA OFICIAL da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal

Data: 9 de Maio (sábado) e 10 de Maio (Domingo)

Horário: 11h00 – 19h00 horas

Local: Museu do Vinho Bairrada – ANADIA

Entrada: GRATUITA (com direito a entrada gratuita na Exposição Permanente, designada por Percursos do Vinho e exposta ao longo de seis salas temáticas, com peças de valor arqueológico, etnográfico e técnico, reunidas com a colaboração de diversos vitivinicultores, entidades locais e nacionais. Entrada gratuita também para outras duas exposições temporárias relacionadas com a fotografia:
“A arte da tanoaria – os últimos”, de José Fangueiro
"Bairrada, a musa do espumante”, de Pedro Nóbrega

Tema: Esta segunda Mostra do Clube Tex Portugal tem como ponto alto a presença de dois dos mais consagrados desenhadores italianos de banda desenhada: Pasquale Frisenda e Stefano Biglia que vêm expor trabalhos de sua autoria relacionados a Tex:

Stefano Biglia e Bad Hand - Uma dezena de pranchas do autor, selecionados pelo próprio, pretendem dar, aos visitantes da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, uma visão geral acerca da colaboração mais recente deste consagrado desenhador italiano para com a Sergio Bonelli Editore. Poderemos assim ver expostas, em antestreia mundial, pranchas da história (Bad Hand é o seu título provisório) ainda em produção e com lançamento previsto apenas para o Verão de 2016.

Pasquale Frisenda e o Tex Gigante “Patagónia” – Uma dezena de pranchas do autor, selecionados também pelo próprio, pretendem dar a conhecer, aos visitantes, no seu formato original, algumas da mais belas páginas de uma das mais épicas histórias de Tex e que complementam o lançamento desta obra em Portugal: Patagónia, através do selo da Polvo Editora.






Programa Oficial
Sábado, 9 de Maio

14:30 horas – Inauguração Oficial da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal (Auditório).
15:00 horas – Visita guiada por Pasquale Frisenda e Stefano Biglia às suas Exposições.
16:00 / 17:00 horas – Sessão de autógrafos com Pasquale Frisenda e Stefano Biglia.
17:00 / 18:00 horas – Conferência Tex em Portugal, no Brasil e na Itália, com a participação de Pasquale Frisenda, Stefano Biglia, Dorival Vitor Lopes e Carlos Moreira, sob a moderação de Pedro Cleto (Auditório)
18:15 / 19:00 horas – Desenho ao vivo com Pasquale Frisenda e Stefano Biglia
20:00 horas – Jantar/Tertúlia com a participação de Pasquale Frisenda e Stefano Biglia (Restaurante “Nova Casa dos Leitões”)





Domingo, 10 de Maio

11:00 / 12:00 horas – Aula desenho Tex com Pasquale Frisenda e Stefano Biglia. A partir dos 12 anos. Inscrições livres.
12:00 / 12:30 horas – Sessão de autógrafos com Pasquale Frisenda e Stefano Biglia
14:30 / 15:00 horas – Workshop com Pasquale Frisenda e Stefano Biglia, moderado por João Miguel Lameiras (Auditório)
15:15 / 16:00 horas – Desenho ao vivo com Pasquale Frisenda e Stefano Biglia.
16:00 / 16:30 horas – Sessão de autógrafos com Pasquale Frisenda e Stefano Biglia
16:45 / 18:00 horas – Sessão Cinema e BD: Como Tex ninguém jamais (no original: Come Tex nessuno mai), documentário (legendado em português) de Giancarlo Soldi. Com Sergio Bonelli. (Auditório)
18:00 / 18:30 horas – Sessão de autógrafos com Stefano Biglia.
18:30 horas – Festa de Encerramento.

Pasquale Frisenda
A ambição em seguir uma carreira como desenhador de banda desenhada esteve sempre presente, mas os passos dados para concretizar este desejo foram por vezes incertos e até casuais. As palavras são do próprio Pasquale Frisenda, milanês de 1970, e são reveladoras de um autor que chega à banda desenhada muito por vocação, mas também guiado pelo destino. E quis este que Frisenda frequentasse um curso de banda desenhada e ilustração de Castelo Sforzesco em Milão. Uma experiência que lhe permitiu contactar com outros nomes do meio e trocar experiências. Graças ao contacto mantido com o Studio Comix de Carlo Ambrosini e Giampiero Casertano, Frisenda começa a colaborar com a revista Cyborg e o seu primeiro trabalho é Tenebra, história que vai desenhar com texto de Michele Masiero. 

O grande salto chega com a entrada na equipa de desenhadores de Ken Parker, chegando à Sergio Bonelli Editore quando esta série é adquirida pela editora. Aqui desenhará Mágico Vento, estreando-se com a aventura La Bestia, escrita por Gianfranco Manfredi e a partir do número 32 vai herdar a composição das capas das mãos de Andrea Venturi, desenhando-as até ao número 75 da série. Depois de expressar a Sergio Bonelli a sua vontade em mudar de registo e de personagem, desejando confrontar-se com outras atmosferas, Frisenda é convidado a desenhar um Tex Gigante, uma ocasião que, apesar de não permitir mudar de género, surgirá como uma oportunidade única e irrecusável para o autor, desenhando a aclamada aventura Patagonia, com argumento de Mauro Boselli. Desenha ainda uma curta aventura para Dylan Dog e passa para a série regular de Tex com a aventura Il Segreto del Giudice Bean, uma vez mais com argumento de Boselli,

Na banda desenhada Frisenda parece ter o western como constante na sua carreira. Apesar de tudo, Ken Parker, Mágico Vento e Tex são séries com variantes diferentes, mas curiosamente Frisenda não se considera como um desenhador do género ou como um autor capaz de representar o velho Oeste na sua real dimensão ou com a sua verdadeira capacidade. Frisenda considera-se mais um emotivo, um autor que ama o western, toda a sua atmosfera e todas as suas características, factos que o ajudam no seu trabalho.
Mas Tex é o herói por excelência, um monstro sagrado que acompanha Frisenda desde sempre. Quando começou a desenhar Tex em Patagonia, a maior dificuldade para Frisenda veio com a gestão da narração muito própria das aventuras do ranger, aspecto que vai sendo moldado com a ajuda fundamental de Boselli, mas sobretudo com o próprio carácter de Frisenda, desenhador capaz de se documentar tanto ou mais que um argumentista. Tendo encontrado o ritmo certo, Frisenda considera que Patagonia acaba por reflectir a visão que o desenhador tem da personagem, a excelência narrativa de Boselli e a paixão que Sergio Bonelli colocava no seu trabalho, como também se constata ao descortinar as páginas expostas neste evento de Anadia.

Stefano Biglia
Nasce em Génova, em 3 de Março de 1969 e a sua paixão pelo desenho leva-o, duas décadas mais tarde, a ingressar na Scuola Chiavarese del Fumetto. Aqui conhece Renzo Calegari, seu primeiro mestre, entrando para o seu estúdio em 1990. Com este autor realiza duas histórias de ambiente negro que serão publicadas no Ken Parker Magazine e diversas histórias de western e aventura, algumas
escritas por Gino D’Antonio, para Il Giornalino. Em 1994 entra para a Sergio Bonelli Editore, desenhando La ballata di Zeke Colter, uma aventura de Tex escrita por Claudio Nizzi, com esboços a lápis seus e de Luigi Copelo e a arte final de Renzo Calegari. Depois desta curta experiência com o ranger, Biglia ingressa na equipa de Nick Raider, desenhando três aventuras. Mais tarde, em 1999, torna-se desenhador de Mágico Vento com a aventura La maschera del dio cannibale, escrita por Gianfranco Manfredi, permanecendo na série até 2010, quando começa a desenhar para a mini série Shanghai Devil ainda de Manfredi. Entre os seus mais recentes trabalhos, destaque-se ainda Atlantide Experiment e Lost Atlantide para a editora francesa Soleil.

Após ter concluído a sua participação em Shanghai Devil, Biglia manifesta ao editor Mauro Boselli, a sua vontade em desenhar Tex, mas este, depois de reunido com Mauro Marcheselli vai informar o desenhador que a candidatura não tinha sido aceite. A conversa decorreu ao telefone, mas tratou-se apenas de uma brincadeira, já que quando Boselli disse a Biglia que não era mesmo possível ele desenhar Tex, fez-se silêncio do outro lado da linha, após o que veio a excelente novidade. Afinal, a candidatura de Biglia a Tex tinha sido aceite e dali a pouco tempo iria ser contactado para desenhar uma história curta escrita por Gianfranco Manfredi. L’ultimo della lista, que acabou por ser publicada em 2014 no Color Tex 4, marca assim o regresso de Biglia a Tex. Biglia já tinha trabalhado com Manfredi em Mágico Vento e Shanghai Devil, já havia um conhecimento do trabalho e do estilo do autor, na precisão e na descrição que empresta aos seus argumentos, simplificando deste modo a tarefa do desenhador. Biglia tem liberdade para construir e compõe um Tex magnífico e fisicamente imponente. Daí até à série regular do ranger foi um passo.

Curioso que o percurso de Biglia em Tex tem vindo a ser gradual, já que se tudo começou a três mãos com La ballata di Zeke Colter, posteriormente Biglia assume sozinho o desenho da curta aventura L’ultimo della lista, até finalmente chegar a uma aventura de maior fôlego, em três partes, escrita por Mauro Boselli, com o título provisório de Bad Hand, aventura criada a partir de uma sugestão de Sergio Bonelli, e centrada na histórica figura de Ranald Slidell MacKenzie, um general da cavalaria dos Estados Unidos, com muitas cenas de batalhas e guerras índias, com lançamento previsto para o Verão de 2016 e da qual temos o privilégio de expor uma dezena de páginas em ante-estreia mundial nesta 2ª Mostra do Clube Tex Portugal.



Boas leituras

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Lançamento: Revista do Clube Tex Portugal #1



Vai ser publicada e distribuída em 29 de Novembro o primeiro número da Revista do Clube Tex Portugal.
José Carlos Francisco, o incansável fã português da personagem Tex Willer, deu o impulso inicial a todo este processo conseguindo o apoio da Sergio Bonelli Editore e da editora brasileira Mythos.

Toda a informação na nota de imprensa do Clube Tex Portugal:


Revista do Clube Tex Portugal

Criado em Agosto de 2013, o Clube Tex Portugal é o primeiro clube português dedicado exclusivamente a um herói de banda desenhada e o primeiro autorizado oficialmente pela Sergio Bonelli Editore em todo o mundo. Destinado aos fãs e colecionadores de Tex Willer, residentes em Portugal, tem como objetivos divulgar esta personagem mítica do fumetto italiano, criada por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, e promover o convívio entre os seus admiradores.
Nesse sentido, a criação da revista do Clube Tex Portugal representa um passo importante e um instrumento privilegiado que permite divulgar, aprofundar e sobretudo homenagear um grande herói e uma grande série que, década após década, tem sabido ultrapassar com êxito todas as vicissitudes do mercado e todas as exigências dos leitores, batendo recordes de venda e multiplicando as suas publicações.


De periodicidade anual, a revista será publicada em formato A4 e terá 32 páginas, impressas a cores em papel de qualidade, versando a temática da série e do western, contando neste primeiro número com artigos assinados por Carlos Moreira, José Carlos Francisco, Júlio Schneider, Sérgio Madeira de Sousa, Pedro Cleto, Jorge Magalhães, Paulo Guanaes, Mário João Marques e Jorge Machado-Dias, também responsável pelo grafismo. Tendo contado com o apoio, desde a primeira hora, da Sergio Bonelli Editore e da editora brasileira Mythos (responsável pelas edições brasileiras de Tex), a revista conta ainda com desenhos exclusivos de autores de Tex, nomeadamente Andrea Venturi (que assina a capa), Maurizio Dotti e Stefano Biglia, o que representa um feito ao alcance de muito poucas publicações, inclusivé em Itália, o que vem comprovar a importância e a curiosidade que a revista está a colher.

A revista será apresentada e distribuída no próximo dia 29 Novembro, durante um jantar convívio organizado pelo Clube Tex Portugal, sendo exclusiva para os sócios, que terão direito a um exemplar gratuito, podendo ainda adquirir apenas mais um, se assim o desejarem. A venda de um segundo exemplar não tem qualquer fim comercial ou lucrativo, antes ajudará o Clube nos seus objetivos de promoção e divulgação da série, nomeadamente na vinda de autores de Tex Willer a Portugal e na eventual alteração da periodicidade da revista, passando esta a semestral já em 2015.

Desde já os meu votos de sucesso!

Boas leituras

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Palavra dos Outros: Tex por José Carlos Francisco

Embora eu não seja fã do Tex, considero que existe uma larga base de leitores assíduos desta personagem. Assim o provam mais 27 milhões de cópias vendidas nos quase 4 anos da republicação das histórias a cores na colecção que encerrou recentemente na Itália.
Assim sendo, o Tex era uma lacuna neste blog e para falar deste cowboy ninguém melhor que José Carlos Francisco, grande coleccionador e amante confesso da personagem. Para mim seria difícil falar com propriedade de Tex, apenas tenho um "Tex Gigante", e esta rubrica "A Palavra dos Outros" vem ajudar-me também a tapar lacunas de BD que muito dificilmente eu conseguiria preencher neste blogue!
Sem mais delongas: TEX

TEX, o ranger sem fronteiras

A PERSONAGEM
Tex é uma personagem de Banda Desenhada, criada em 1948, pela dupla Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini na Itália, sendo hoje em dia uma das personagens de western, com maior longevidade na história da Banda Desenhada a nível mundial, sendo editado em diversos países do mundo, inclusive no nosso país, onde teve uma edição especial totalmente produzida em Portugal, que circulou junto ao jornal Correio da Manhã, no domingo 14 de Agosto de 2005, integrado na colecção da Série Ouro, Os Clássicos da Banda Desenhada.
Tex nasce por vontade de uma jovem empreendedora, a senhora Tea Bonelli (1911-1999), que no imediato pós-guerra havia herdado do ex-marido Gianluigi Bonelli a propriedade da pequena editora Audace. Em 1948, ao pretender modificar a sua linha editorial, criando novas séries e parando com as meras reimpressões de histórias antigas, que já haviam esgotado o seu público, chama a Milão o desenhador Aurelio
Galleppini e convidou-o para desenhar um novo herói que fizesse par com o velho Furio, personagem de ponta, até aquele momento, do título “L’Audace” e confia os textos ao seu ex-marido, G.L. Bonelli, notável argumentista. Juntos, ambos criam Tex, um western como muitos que se faziam naqueles tempos, mas que estava fadado ao sucesso.
Inicialmente o nome escolhido foi Tex Killer, porém, o nome Killer, que em inglês significa assassino, não agradava à senhora Tea Bonelli, que decide, então, substituir o K por um W. Já graficamente, Tex quanto ao rosto, era uma mescla de Gary Cooper e do próprio Galleppini.
E foi no dia 30 de Setembro de 1948 que surgiu a primeira história de Tex. Chamava-se “Il Totem Misterioso” e já no primeiro quadradinho vemo-lo decidido, pistola em punho: “Por todos os diabos, será que ainda estão nas minhas costas?”. Começava assim a saga de um dos mais famosos cowboys da Banda Desenhada.
No começo, as histórias eram publicadas no formato de tiras com o máximo de 3 quadradinhos. Cada semana saía nos jornais italianos uma tira, obrigando os leitores a comprar a próxima edição para chegar ao fim da aventura, o que acontecia após 32 páginas, ou 96 tiras. Essa estratégia culminou num sucesso incrível na Itália e o que inicialmente era para ser apenas mais uma
personagem entre tantas outras que apareciam naquela época, o ranger fez tanto sucesso que e editora decidiu pela publicação de uma revista. As tiras foram todas compiladas, sendo que em cada página da revista havia no máximo 3 tiras, como nos dias de hoje. Apesar de o público em geral poder considerar as histórias pouco apelativas devido ao facto do seu grafismo ser a preto e branco, os admiradores das aventuras de Tex salientam a riqueza de informações, referências e verosimilhança histórica.
Além de muita acção em todas histórias, com chumbo grosso a voar por todos os lados, o que torna a leitura interessante é o conhecimento que as histórias trazem. O leitor fica inteirado da cultura dos índios, da vida dos pioneiros, de episódios marcantes e reais na história dos Estados Unidos da América, dos hábitos da época… Detalhes mínimos foram pesquisados antes de se tornarem texto e desenhos, para que o leitor tivesse a noção exacta do ambiente em que se passavam as aventuras. Tex pretendia aliar cultura e diversão e isso pode justificar o seu sucesso em muitos países do mundo.

A HISTÓRIA
Outro factor decisivo para o sucesso é o bom humor, quase sempre presente nas histórias. A comédia acontece principalmente quando Kit Carson, o parceiro de Tex, começa com a sua onda de pessimismo e reclamações, mas não há dúvida que o principal motivo que faz de Tex um sucesso é a
acção constante das aventuras e o seu senso de justiça. Tex é um atirador preciso tanto com a espingarda como com a pistola e não nega ajuda a quem quer que seja para combater injustiças. Também é um óptimo cavaleiro e sabe usar muito bem a faca e o laço. Além disso, Tex também é um lutador exímio em diversas modalidades.
Tex fascina logo no primeiro contacto por ser uma personagem com carácter humanitário que, embora vivendo num ambiente hostil e selvagem, sempre luta para fazer triunfar a justiça.
Diferente dos heróis da época, Tex é um homem duro. Sem hesitações, julgando as pessoas com um único olhar, não é uma personagem destinada às crianças, mas a um público mais maduro. A linguagem de Tex é também bastante dura e violenta e mostra-nos um Tex mais “vil” que o dos dias de hoje. Na realidade, Tex é um justiceiro decidido, capaz de agir fora da lei se a situação assim o exigir.
Tex é um Ranger do Texas, é o representante da lei em qualquer lugar do Estado por onde passa. Além disso é o chefe dos Navajos com o nome de Águia da Noite, bem como seu agente indígena. Enfim, um homem temido e respeitado, no Oeste tido como uma lenda e que é também um defensor dos injustiçados, quer sejam eles índios ou brancos.
Apesar de no primeiro número da
versão original G.L. Bonelli fazer referência a 1898, e poucas edições depois falar da Guerra de Secessão (1860/1865), prova que na verdade, no início a documentação era praticamente inexistente e o autor escrevia sem muito rigor. Assim, relegando os primeiros álbuns que não são confiáveis para a cronologia de Tex, podemos datar as aventuras de Tex quando jovem por volta de 1860, pois é nesse período que o vemos no rodeio e durante a Guerra Civil Americana. Já o Tex quarentão e com o filho Kit Willer, bem como com Kit Carson de cabelos brancos, remonta ao período de 1880-1890 e tem o seu principal campo de actuação, o sudoeste americano, com os seus desertos ardentes e pequenos povoados de homens brancos.
Entretanto, nestes mais de 60 anos de vida editorial, devido à sua bravura e perícia, Tex por vezes é requisitado pelo comando dos Rangers a actuar em missões delicadas e especiais mesmo em outros Estados americanos, casos de cidades como São Francisco, New Orleans, Washington, ou mesmo fora dos limites territoriais dos EUA, percorrendo vários países e um sem número de povoados espalhados desde as terras geladas do Canadá e do Alasca até aos territórios mexicanos ou em casos extremos, na América do Sul e até mesmo na Oceânia, atrás de índios, traficantes, militares, políticos influentes, assaltantes e até mesmo mágicos, feiticeiros poderosos e extraterrestres,
sempre com o western como pano de fundo nas mais diversas missões, desde contrabandos de armas, assaltos a trens ou bancos, roubo de manadas inteiras, xerifes abusando da sua posição para explorar o povo são apenas casos mais comuns, dentre tantos que Tex tem que enfrentar.
Para isso, ele conta com a ajuda de seus pards (parceiros): Kit Carson, Kit Willer e o índio navajo Jack Tigre.

OS PARCEIROS

Tex, a personagem principal, entre os índios conhecido como Águia da Noite; Kit Carson, o ranger resmungão conhecido como Cabelos de Prata; Jack Tigre, o índio navajo que conhece todos os truques e tácticas indígenas; e Kit Willer, o jovem filho de Tex conhecido como Pequeno Falcão.
Na maioria das aventuras o companheiro inseparável é mesmo o ranger Kit Carson, que já salvou a vida de Tex inúmeras vezes, sendo também salvo por este em outras tantas. Pequeno Falcão e Jack Tigre são os pards que mais tempo ficam na aldeia navajo, cuidando dos interesses da reserva e zelando pela paz entre os indígenas e os homens brancos, mas não raramente são
chamados por Tex para ajudar a resolver os casos mais árduos.
Numa série tão longa, Tex fez no decurso das aventuras, grandes amizades nas mais diversas cidades americanas ou mesmo em outros países. Em São Francisco, o chefe da polícia Tom Devlin. Aqui e ali o desajeitado gigante Pat Mac Ryan, sempre em situações complicadas. Entre os Apaches, o irmão de sangue Cochise, chefe de todas as tribos apaches. E muitos outros, como o xerife de New Orleans, Nat Mac Kenneth, ou ainda Mac Parland, da Pinkerton.
No México, Montales, sempre envolvido nos cíclicos golpes de estado locais, e El Morisco, também conhecido como Bruxo Mouro, curandeiro, cientista e dedicado à “magia branca” nas horas vagas. No Canadá, Jim Brandon, oficial da Polícia Montada, e Gros Jean, trapper jovial e irascível, envolvido em mil problemas. Já em relação aos seus inimigos, Mefisto e o seu filho Yama, mestres da magia, foram os que mais fizeram Tex suar para conseguir derrotá-los. Podemos citar também: o diabólico Proteus, o bandido transformista capaz de se disfarçar de qualquer pessoa; a bruxa Zhenda, ex-squaw de Flecha Vermelha; Paul Balder, denominado “El Carnicero”, o coleccionador de escalpes; o genial cientista denominado O Mestre, o malaio Tigre Negro… E ainda há aqueles que se destacaram de modo particular, mesmo aparecendo numa única aventura,
entre eles: o homem de quatro dedos, o apache Lucero, ou o mestiço Ruby Scott, o único que conseguiu vencer Tex num duelo. Deve-se dizer, porém, que Ruby utilizava um coldre especial que lhe permitia usar o colt sem sacar, fazendo o próprio coldre girar sobre um pino central.

OS AUTORES
Tex como foi dito anteriormente, foi criado pelo escritor Giovanni Luigi Bonelli e pelo desenhador Aurelio Galleppini, também conhecido como Galep.
Giovani Luigi Bonelli nasceu em Milão em 22 de Dezembro de 1908. Começou a escrever profissionalmente na década de de 30, para o Corriere Dei Piccoli. Faleceu em 12 de Janeiro de 2001.
Aurelio Gallepini nasceu em 28 de Agosto de 1917, em Casal di Pari, tendo falecido em 10 de Março de 1994, tendo feito mais de 18000 pranchas e todas as capas de Tex até o número 400.
Com o sucesso da personagem e com o passar dos anos, vários artistas foram se unindo aos dois pioneiros. Os primeiros desenhadores foram Francesco Gamba, Mario Uggeri, Guido Zamperoni e Lino Jeva. Mais tarde, com o aumento da produção passaram a integrar a equipa de desenhadores do staff, Virgilio Muzzi, Guglielmo Letteri, Giovanni Ticci, Erio Nicoló, Fernando Fusco, Vitor de la Fuente, Jesus Blasco, José Ortiz, Carlo Raffaele Marcello, Vincenzo Monti, Fabio Civitelli, Alberto Giolitti, Claudio Villa, Raffaele Della Monica, Aldo Capitanio, Alfonso Font, entre outros. Sem contar os convidados para fazer as edições especiais gigantes, alguns dos grandes nomes mundiais da nona arte, casos de Joe Kubert, Colin Wilson, Jordi Bernet, Guido Buzzelli. Magnus, Ivo Milazzo e Manfred Sommer, só para dar alguns exemplos.
A equipa de escritores também teve que ser aumentada. Mauro Boselli, Guido Nollita (Sergio Bonelli), Decio Canzio, Antonio Segura, Michele Medda, Gianfranco Manfredi, Giancarlo Berardi, Pasquale Ruju e Tito Faraci foram dos que escreveram também histórias de Tex no decurso destes mais de 60 anos, coabitando com outro grande argumentista, Claudio Nizzi que foi considerado o “herdeiro” de G. L. Bonelli. Nascido em 1938 em Setif, na Argélia, começou a escrever Tex em 1981 tendo recentemente deixado de escrever histórias do ranger.




Espero que tenha agradado, e na realidade estou a gostar d'A Palavra dos Outros! Acho que é muito enriquecedor, tanto para mim como para o Leituras de BD. Diferentes visões, diferentes personagens.
Gosto!
De notar que um dos grandes artistas do Tex vai estar presente no Festival MAB Invicta: Fábio Civitelli. Quem desejar conhecer este autor, terá de rumar até ao Porto para o MAB Invicta!

Boas leituras

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