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domingo, 28 de junho de 2015

Cantinho do Artista: Marc Silvestri



Voltamos ao Cantinho do Artista, para recordar um pouco o trabalho de Marc Silvestri, que conheceu a fama a desenhar os mutantes da Marvel, antes de fazer parte da fundação da Image Comics e ser a principal figura da Top Cow.

Marc Silvestri nasceu a 29 de Março na Flórida, conhecendo o mundo da banda desenhada através do seu primo que era fã e coleccionador. Ganhando gosto pelo desenho, começou a sua carreira na DC Comics e na First Comics, antes de ingressar na Marvel no final dos anos 80.

Começou a ficar conhecido quando desenhou os X-Men, tendo passado também dois anos como responsável pela arte da revista do Wolverine. Em 1992 fez parte dos sete artistas que revolucionaram o mercado dos comics criando uma editora para rivalizar com as grandes duas.a Image Comics, que tinha diversos selos associados a ela, sendo o de Silvestri a Top Cow.




Cyberforce, Codiname Strike Force, Darkness, e Witchblade tornaram-se alguns dos títulos mais bem sucedidos da companhia, todos com a colaboração de Silvestri de uma forma ou de outra.

Voltou a desenhar os X-Men em 2004 e 2007, sempre com muito boa aceitação por parte dos fãs que foram sempre muito fiéis ao seu trabalho. Conhecido por criar poses sugestivas e de um traço muito particular, Silvestri hoje em dia trata apenas de assuntos relacionados com a Top Cow, deixando a arte em segundo plano.

Para ver as imagens noutro tamanho, clicar nelas.












sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Top Cow - Fathom [23]


Duas falhas minhas. O post seria para ser ontem, esta é a primeira falha.
Segunda falha, hoje não seria isto, era para ser Sin City, mas a Cidade do Pecado merece um post bastante cuidado e hoje estou muito cansado... fica para o meu post seguinte nesta rubrica.


























Fathom foi uma série criada por Michael Turner (infelizmente falecido anos atrás) para a Top Cow em 1998.
Esta série foi a primeira creator-owned feita por Turner, embora tenha havido alguns problemas entre Turner e a Top Cow sobre quem seria o detentor de direitos desta série/personagem, quando alguns anos depois o desenhador criou a sua própria editora, a Aspen MLT Inc. e levou para lá este material...



Michael Turner teve vários problemas problemas de saúde, e devido a um cancro interrompeu o seu trabalho na série. Quando o cancro que o atacou entrou em remissão foi quando decidiu criar a Aspen. Mesmo após a morte de Turner esta série continuou a ser publicado com outros autores até aos dias de hoje.

























A popularidade desta série foi grande na altura, e inclusivamente devido a esse facto teve direito a um filme em 2002! A arte era muito apelativa e o estilo de Michael Turner casava completamente com as tendências gráficas da época, embora sem os exageros comuns a alguns artistas já aqui aflorados.


 Como curiosidade o nome da futura editora de Turner veio precisamente da protagonista da série: Aspen Matthews!

Aspen é uma jovem obcecada pelos oceanos, e sem memória. Foi encontrada, e adoptada, pelo oficial da Marinha, o Capitão Matthews. Encontrada num barco de cruzeiro dado como desaparecido por 10 anos. A jovem apenas se lembrava do seu nome próprio! Aspen.


Digamos que Fathom é uma história de civilizações, uma acima da superfície oceânica, outra por baixo...
Juntamos a isto muita fantasia, ficção-científica, aliens e Michael Turner em plena forma e temos uma agradável série que a editora Aspen continuou a publicar, mesmo depois da morte do seu criador.

























Estou a focar-me apenas na história que saiu nos anos 90, e aqui o grande defeito da narrativa é mesmo a protagonista. Demasiado manipulada, pouco reactiva a situações... enfim, um pouco insonsa. Só no final do primeiro TPB é que Aspen faz ouvir um pouco da sua voz!


A reter nesta série, e foi isso que lhe deu sucesso com certeza, é o conceito.
Uma arte muito atractiva, sobretudo no que toca ao ambiente marinho e também aos aliens, que têm poderes magníficos, graficamente falando.


Também é de notar que o desenhos de Turner vai subindo de qualidade ao longo da série. Todas as imagens deste post correspondem aos dois primeiros comics desta série.
Este foi um post bastante light... também são necessários!
:D

Podem ver todos os artigos desta rubrica do Leituras de BD clicando nos links abaixo:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens
Os Comics e os Anos 90: Swimsuit Editions
Os Comics e os Anos 90: As Sagas que toda a gente quer esquecer...
Os Comics e os Anos 90: Novos universos de super-heróis

Boas leituras

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Twitch, ou se preferirem: Teen Witchblade


A Top Cow prepara-se para criar uma nova linha num universo tipo "Ultimate", em que consagra as aventuras de uma adolescente com o poder da Witchblade.

Foi uma brincadeira de Stjepan Sejic que parece que vai avante! É uma tentativa de dar um ar fresco ao universo Top Cow, mostrando Twitch (ainda não é título definitivo) mostrando como seria uma adolescente com todo aquele poder.

Mostra também as entidades Darkness e Angelus no início dos tempos quando conceberam o seu filho Witchblade. Pelas imagens apresentadas parece que vão ser feitas várias retrospectivas desde a primeira portadora do Witchblade.

Vejam as imagens que já foram "largadas" para o público:








Não há garantias de que o título avance, mas parece que a Top Cow está bastante interessada neste conceito de Stjepan Sejic!
De notar a mudança do estilo hiper-realista de Sejic, para um estilo mais "abonecado".
;)

Boas leituras

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade [14]


No princípio existiam duas forças primordiais, a luz e as trevas.
Guerrearam-se desde o início do universo, mas houve uma altura que fizeram tréguas e amaram-se.
Tiveram um filho: Witchblade!

O primeiro post desta rubrica versou sobre o aparecimento da Image como uma editora diferente e concorrente das duas grandes, Marvel e DC Comics.
Como foi dito, os vários artistas que fundaram a Image criaram debaixo dela vários estúdios. Um deles chama-se Top Cow, e foi fundada por Marc Silvestri.

O início da Top Cow foi tudo menos famoso… o título inicial nunca conseguiu arrebatar o público. Este título chamava-se Cyberforce e estávamos em 1992. Como o resultado inicial não foi grande coisa, a Top Cow apresentou um relançamento da Cyberforce: Strikeforce!
Continuou a não convencer… seguiram-se inúmeros spin-offs de Cyberforce com o mesmo resultado.

Em 1995 a Top Cow recebeu na sua equipa alguns elementos que lhe vieram dar mais força e estrutura. Estamos a falar de Garth Ennis e David Wohl. A estes juntaram-se David Finch e uma pedra preponderante para aquilo que iria acontecer: Michael Turner!
As autores Brian Haberlin e Christina Z juntou-se o desenhador Michael Turner para criarem Witchblade, com a bênção de Marc Silvestri e David Wohl.

Este título teve a atenção do público e tornou-se num produto bem comercial, que a Top Cow tanto precisava para singrar! Mas não ficaram por aqui.
Em 1996 Marc Silvestri, David Wohl e Garth Ennis criaram The Darkness. Um anti-herói por natureza que também agradou ao público! Mais… em 1997 é criado The Angelus pelos mesmo criadores de Darkness, e dá-se início ao universo Top Cow!

Foram criadas mais personagens para este universo, como a Aphrodite IX (David Finch e David Wohl – 1996) e a Magdalena (Joe Benitez, David Wohl e Malachy Coney – 1998).


Esta foi a base para um universo muito rico e consistente que temos hoje em dia, com arcos bem estruturados, crossover perfeitos e emoção a rodos. Mas isso é hoje…
Na altura, e apesar do sucesso comercial destas personagens foram feitas muitas críticas á pouca consistência das histórias, e que a Top Cow só se preocupava com o aspecto gráfico relegando para segundo plano o resto.

Apresento-vos a Witchblade e The Darkness!

Como disse atrás, a Witchblade é o filho dos dois poderes primordiais: The Darkness (escuridão) e The Angelus (luz). Um dos seus nomes é “Equilíbrio” (Balance), visto que essa é uma das suas funções, fazer com que nunca o Darkness ou o Angelus consiga sobrepor-se ao seu adversário.
Como a Wichblade é masculina na sua natureza, apenas concede o seu poder a figuras femininas. Toma a forma de um artefacto em forma de luva, e a partir do momento em que encontra uma portadora entra em união física e mental com ela. Embora haja várias histórias do passado em que se conta as aventuras de outras portadoras, no nosso tempo é a polícia Sara Pezzini que acidentalmente consegue unir-se ao artefacto! Numa operação policial com o seu colega, Sara Pezzini entra em casa do vilão todo-poderoso Kenneth Irons. Este tinha encontrado o artefacto na Grécia, e o seu sonho era usar o seu poder. Mas o problema é que a Witchblade recusava portadores masculinos, castigando-os severamente, assim como figuras femininas que não lhe agradassem. Durante uma destas sessões os dois polícias entram no apartamento de Irons, mas acabam por se dar mal. Ian Nottingham (um dos homens de Irons) não é uma pessoa normal e Sara mais o seu colega são mortalmente atingidos por este ex oficial da RAF.

Mas a Witchblade sentiu a força desta agente da polícia e une-se a ela provocando o caos no salão. A Witchblade deu-lhe a força e curou as suas feridas…
A partir daqui começa uma relação de amor/ódio entre Sara Pezzini e a Witchblade. E no meio desta relação temos um Kenneth Irons fazendo jogo duplo para se apoderar do artefacto e poder usá-lo. Para isso serve-se de Ian Nottingham e muita magia!


No final, Sara acaba por aceitar o seu artefacto. Este tenta sobrepor-se à vontade dela, mas Sara tem uma personalidade muito forte e acabam por viver numa relativa harmonia… e Irons… bem… não acaba lá muito bem no final do arco “Origens”, publicado no nosso país em dois volumes pela Devir (2002).
























Não referi isto, deveria ter sido logo no início mas ainda vai a tempo. Este artefacto dá força e agilidade sobre-humana à sua portadora, inclusivamente torna possível o voo. Consoante o perigo forma um exosqueleto que protege a portadora, quanto maior o perigo mais fechada se torna esta protecção. Deste exosqueleto podem sair excrescências, tipo tentáculo rígido, com que ataca os seus adversários.

Sara é polícia. Logo investiga criminosos… e isto leva-nos ao mafioso Jackie Estacado!
E quem é Jackie Estacado? É apenas o portador da força primordial The Darkness!
As relações entre os dois são sempre tensas, mas existe algo que os atrai um no outro. Os crossover são mais que muitos, e normalmente como aliados.


A entidade Darkness é passada de pai para filho, mas existe um problema… a partir do momento em que o portador da entidade concebe um filho, imediatamente morre passando a entidade para a criança ainda no útero.

Pois é! Ironia do destino, o playboy mafioso Jackie Estacado quando sabe desta situação entra em pânico! Afinal o hobby dele são mulheres bonitas! Preservativos? Será que vale o risco e morrer? Tantas perguntas para Jackie Estacado quando é informado, por uma irmandade tenebrosa dedicada a esta entidade, destes problemazitos… Estes aparecem quando os poderes se começam a manifestar quando faz 21 anos!

Esta entidade negra sempre submeteu os portadores da família Estacado ao seu poder. Com Jackie encontra um problema! O mafioso continua com vontade própria e comanda o seu destino! Isto amedronta a tal Irmandade da Escuridão, tornando-se inimiga da pessoa que deveria proteger!

Jackie Estacado foi entregue ao “Padrinho” Frankie Franchetti por Sonatine (o big boss da Irmandade), dizendo que com aquele rapaz ele se iria tornar um mafioso importante. E assim foi! Jackie Estacado perdeu a virgindade aos 14 durante um interrogatório da polícia, e matou pela primeira vez aos 16. Mafioso playboy violento, e controlado pela família Franchetti!

Depois de vários acontecimentos Jackie Estacado afasta-se da sua vida de mafioso (acaba por se voltar contra FranchettI), sobretudo depois de ter falado com Batman.
A partir daqui passa a ser o anti-herói perfeito. Tentando fazer coisas certas, mas com muitos defeitos na personalidade. Para mais, com os ataques do Angelus ele tinha de estar em paz com boa parte da sua vida…

Com isto tudo, a entidade Darkness pela primeira vez não está satisfeita com o seu portador!
Isto dá azo a muitos arcos na história desta personagem.

A entidade Darkness cria um exosqueleto completo ao seu portador, força e agilidade sobre-humana, factor de cura elevado e cria, para além disto tudo, os Darklings! Esta foi uma excelente criação dos autores desta personagem. Os Darklings criados pelo Darkness são seres monstruosos, mas com vida própria. Pensam e são completamente loucos de cómicos! São os grandes aliados do Darkness contra os seus inimigos!
O poder do Darkness não se consegue manifestar na luz, mas este consegue criar as suas sombras…

Tanto a Witchblade como o Darkness são muitas vezes aliados em batalhas contra inimigos comuns, e no futuro acabam por… er… não digo.
O grande inimigo (sobretudo do Darkness ) é mesmo a entidade feminina Angelus. E aqui se pode dizer que nem a Escuridão é tão má como parece, nem o Anjo da Luz é tão bom como poderia transparecer!

Entre as séries destas duas personagens, sobretudo ao início, Darkness tem histórias francamente melhores que a Witchblade. Mas no futuro ambas atingirão um bom patamar de qualidade (com uns arcos melhores e outros piores...) e acabarão por se mesclar em crossover contínuo.
Foram as duas primeiras séries de sucesso da Top Cow, e lançaram bons artistas para o mercado dos comics. São emblemáticos dos anos 90 com certeza.


Posso dizer que actualmente a Witchblade já leva mais de 160 revistas on-going. O Darkness teve algumas interrupções, mas também penso que já passou das 100.

Espero que esta leve incursão pelo centro do universo Top Cow vos tenha agradado. Devido aos meus livros serem muito pesados como podem ver na foto (mais de 1000 páginas cada um), vou sacar imagens da internet em vez dos scans.

Podem ver os outros artigos desta rubrica nos seguintes links:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel


Boas leituras

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Entrevista exclusiva para o Leituras de BD: Stjepan Šejić
Exclusive Interview to Reading Comics Blog: Stjepan Sejic


Já falei sobre este autor croata na rubrica "Autores", isto para além de algumas ilustrações. Eu aconselho ler primeiro Autores: Stjepan Šejić (Stephan Sejic), para conhecerem um pouco da bio deste artista, isto para além de terem lá todos os links para as ilustrações dele expostas neste blogue, excepto este link: Conan por Stjepan Šejić.
Decidi traduzir/adaptar para português esta entrevista, embora não goste de o fazer pois gosto mais de pensar em inglês. De qualquer modo, mal e porcamente, a tradução portuguesa está a seguir ao original em inglês.
Peço também a quem comentar para o fazer em bilingue se souber fazer em inglês, porque este artista com certeza virá aqui espreitar, e gostará de saber o que vocês dizem.

Interview with Stjepan Šejić (Stephan Sejic)

Your career is already full of successes and promising many more. What made you choose to be an illustrator, and how did your passion for comics, and art, born?

Funny thing is initially I wanted to be a movie designer. My biggest influence at the time was Stan Winston. It was only when I saw a comic art exhibition in the city where I went to school that my love for comics had been truly ignited. That was coincidentally the first time I ever heard of Witchblade as the cover of that comic was displayed as one of the pieces.
As far as passion goes, that was a weird one. I was never that particularly skilled. Never took it all too seriously, I did enroll into an art school but we weren't taught how to draw really, more, what to draw with. So that hasn't helped me want to improve. What really did it was my best friend at the time. He was insanely skilled. So for my own amusement I tried to match him. It was an okay endeavor, until my teacher said... you know, you are good, but no matter how hard you try you will never be as good as him.
No, the teacher wasn't a massive douche, that man was smart. He saw in my everyday progress that I was competitive. And boy did that make me nuts.
I took it seriously, a personal challenge from there on. If my friend used photo references, then I’m going to learn to draw it all without them. And so I drew, and drew, and drew, on average 10 hour a day, every day. The real kicker is that comics have proven themselves the ultimate training tool. I was lucky; in the end I had two best friends to measure the skills against for a while. But then came a point where our interests became different, and so I went my own way. I kept on drawing comics till my chance appeared, and I haven't regretted it since.

Can you make a small summary of your artistic career until the present day?

Well, I guess it all started with Sean O'Reilly and his comic Kade. I started that comic gig as a colorist and then took over as full artist. At that time I also did a lot of trading card game illustrations for Warhammer with Imaginary Friends Studios. Then one day I got contacted by then Top Cow artist Tyler Kirkham asking if I could color a few of his pieces. I did that, he had shown them around the office, and the next thing I knew I was asked to do a paint over on Darkness/Wolverine. The real kicker was when I actually sent my own digital paintings to my editor back then Renae Geerlings.
She was shocked to realize I wasn't just a colorist. From there on I was given my first gig on Darkness Levels issue 1. And after that I went off to mostly do Witchblade, along some event comics such as First Born, Broken Trinity, and miniseries like Angelus. Most of my work has been with Top Cow, but I did do issues for Radical's Aladdin, a ton of covers for Dynamite Entertainment, Zenescope, some Marvel covers, and so far 1 Conan cover for Dark Horse.
I did concept work for some videogame projects that I'm still under “short for non disclosure agreement” for. And I did the designs and high poly modeling for a first person shooter game serious Sam bfe.
And on the side of all of that there is my own fantasy epic Ravine steaming up for publication as we speak.

If there is any, what are your biggest influences or references that you use in your works?

As far as influences go, it's a mix of Stan Winston, Marc Silvestri, Alex Ross, Adam Hughes, and Michael Turner... with a dash of Disney and a smidgeon of Manga. How’s that for a meal?
References aren't really my thing. I am known for my speed, any you just don't get this fast if you keep looking for references.

As an author, what are your goals for the future?

Publish Ravine. From there on honestly... pretty much do what I have been doing and enjoy it.

How do you initially prepare for a brief/job?

I drink coffee. That’s pretty much it.

Is the way you create art/illustration 100% digital or are you still active in the traditional way? (i.e. do you create backgrounds, textures, brushes etc..)

I always do traditional work on the side for my own amusement. It’s good to get your hands dirty sometimes. But digital is my primary work environment. I create my own brushes textures and backgrounds.

Of all the works of comics that you already have produced to date, which one gave you more pleasure in the final result?

Angelus, without a doubt. To me a comic needs interesting characters and environment, and that entire miniseries was bursting with both.

How can you define your association with Top Cow? It is ending, or will last for a lot more years?

I'm sticking around for as long as I'm paid on time lol. Nah... the truth is I love working with them. As a smaller company they are less editorially burdened, so there is the level of freedom you just don't get with the big guns. And I like my freedom.

If you had to advise a young talent, what would you say?

Do or do not, there is no try. A silly Yoda quote, I know, but perfectly true. If you want to make it in the professional artist business, you can, it takes hard work, and more hard work but you can make it. One thing you must never forget tho. as a professional you are hired to do what the client needs, not what you want. Never forget that, any aou will make it far.

Your favorite writer?

J.R.R. Tolkien.

Your favorite artist?

Too many to count.

Can you talk a little about your new projects?

Well for now I’m working on Top Cow's artifacts, and we plan on keeping that rolling for a while. Soon my own comic Ravine will be published, and that one is a behemoth of a series. On the side of that there are some tentative projects we are discussing at the cow, and some side stuff that I really can't get into for now.

If the world ended tomorrow for you, how you would like to be remembered?

I wouldn't XD, world ended! Honestly tho, I'm in this to provide amusement for people who like my work, as long as I achieve that, I'm happy!

Thank you Stjepan for your time!
:)

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Entrevista a Stjepan Šejić (Stephan Sejic)

A tua carreira já contém bastantes sucessos, e promete muitos mais. O que é que te fez escolher a carreira de ilustrador, e como nasceu a tua paixão pela Banda Desenhada?

É engraçado porque inicialmente eu queria ser designer no cinema. A minha grande influência dessa altura foi Stan Winston. Foi apenas quando eu vi uma exposição de Banda Desenhada na cidade onde eu estudava que o meu amor pela Banda Desenhada surgiu verdadeiramente. Por coincidência foi também a primeira vez que tomei contacto com a Witchblade, porque uma capa daquela heroína estava em exposição.
Quanto mais essa paixão crescia, mais estranho me parecia. Eu nunca fui particularmente talentoso. Nunca levei a Banda Desenhada muito a sério, entrei numa escola de arte mas nós não éramos ensinados a desenhar, nem o que desenhar! Portanto isso não me ajudou a melhorar. O que me levou realmente a querer melhorar foi o meu melhor amigo na altura. Ele era incrivelmente bom. Então como minha diversão particular eu tentei igualá-lo. Era um bom esforço, até o meu professor dizer… “tu sabes, és bom, mas não interessa o que esforças e tentas, nunca serás tão bom quanto ele!”
Não, o professor não era completamente parvo, ele era bastante esperto! Ele viu o meu progresso diário e reparou que eu era competitivo. E aquilo que ele disse fez ir-me à loucura.
Eu levei a aquilo sério, a partir dali passou a ser um desafio pessoal. Se o meu amigo usava referências fotográficas, então eu aprendia a fazer o mesmo trabalho sem essas referências. Assim eu desenhei, desenhei, desenhei e desenhei uma média diária de 10 horas todos os dias. A Banda Desenhada provou ser a ferramenta final para o grande empurrão. Eu tive sorte, no fim, eu tinha dois grandes amigos para medir habilidades por algum tempo. Mas então chegamos a um ponto em que nossos interesses
se tornaram diferentes, assim eu segui o meu próprio caminho. Eu continuei trabalhando na Banda Desenhada até que a minha chance apareceu e eu não me arrependi desde então.

Podes fazer um pequeno sumário da tua carreira artística até hoje?

Bom, eu acho que tudo começou com Sean O’Reilly e o seu título, Kade. Eu comecei nessa revista como colorista, passando depois a fazer todo o trabalho artístico. Naquela altura eu também fazia ilustrações para card games da Warhammer com o Imaginary Friends Studios.Então, um dia eu fui contactado pelo artista da Top Cow Tyler Kirkham, perguntando se eu podia dar cor nalguns dos seus trabalhos. Eu fiz esse trabalho e ele mostrou aos colegas de trabalho, e de repente perguntaram-me se eu poderia dar a cor no Darkness/Wolverine. O grande empurrão aconteceu quando eu mandei as minhas pinturas digitais para o meu editor, na altura Renae Geerlings, e ela ficou chocada quando percebeu que eu não era só colorista! A partir daí foi-me dado o meu primeiro título, Darkness Levels #1. Depois disso fui para o título Witchblade, em conjunto com alguns eventos da Top Cow como First Born, Broken Trinity, e a mini-série Angelus. A maior parte do meu trabalho tem sido feito para a Top Cow, mas eu fiz algumas revistas para o título Alladin da Radical, e uma montanha de capas para a Dynamite Entertainment, Zenescope, algumas para a Marvel, e até agora apenas uma para a Dark Horse no título Conan.
Fiz trabalho conceptual para projectos de vídeo-jogos dos quais não posso falar para já devido a um contrato de “short for non disclosure agreement”. E fiz os desenhos e modelos para o jogo Sam BFE.
E ao lado disto tudo eu tenho a minha série de fantasia “Ravine” a todo o vapor para publicação, enquanto estamos a falar!

Quais são as tuas grandes influências, ou referências, que usas nos teus trabalhos, se é que tens algumas?

Como influências, tenho um misto de Stan Winston, Marc Silvestri, Alex Ross, Adam Hughes, e Michael Turner... com uns traços Disney e uma pequena porção de Manga. Que pensam disto para uma refeição?
Não gosto muito de referências, não são a “minha praia”. Sou conhecido pela minha velocidade, e tu não consegues manter essa velocidade se andares à procura de referências.

Como autor, quais são as tuas metas para o future?

Publicar Ravine. De resto, honestamente… continuar a fazer o que faço e divertir-me com isso!

Como te prepares para um briefing de trabalho, e para esse mesmo trabalho?
Eu bebo café. Apenas isso!

Tu crias a tua arte/ilustração 100% digital, ou continuas activo nos métodos tradicionais? (Ou seja, tu crias os fundos, texturas, pincéis, etc..)

Eu faço sempre trabalhos por métodos tradicionais para minha diversão. É bom sujar as mãos de vez em quando. Mas para trabalhar uso o ambiente digital. Eu crio os meus próprios pincéis, texturas e fundos.

De todos os trabalhos que fizeste, qual foi aquele que te deu mais prazer pelo resultado final?

Sem dúvida Angelus. Para mim um título de BD precisa de personagens e ambientes interessantes, e essa mini-série tinha isso tudo.

Como defines a tua associação com a Top Cow? Está a cabar, ou durará muitos mais anos?

Eu vou ficar enquanto me pagarem (lol). Nah... a verdade é que eu adoro trabalhar com eles. Como são uma pequena editora o fardo editorial é mais leve, então nível de liberdade é bastante maior do que nos gigantes editoriais. E eu gosto da minha liberdade.

Se tiveres de dar um conselho a um jovem talento, o que lhe dirias?

Faz ou não faças, não tentes. É uma citação pateta do Yoda, mas eu sei que é perfeitamente verdadeira. Se queres entrar na carreira de artista profissional, tu podes, mas é preciso trabalhar arduamente, e cada vez mais arduamente, mas só assim podes conseguir. Uma coisa de que nunca te podes esquecer é que como profissional és contratado para fazer o que o cliente quer, ou precisa, não que tu queres. Nunca esquecer isto, assim podes chegar longe.

Escritor favorito?

J.R.R. Tolkien.

Artista favorito?

São demais para contabilizar

Podes falar um pouco dos teus novos projectos?

Bem, por agora estou a trabalhar no título Artifacts da Top Cow, e planeamos manter esse tíltulo a rolar durante mais uns tempos. Dentro de pouco tempo a minha Banda Desenhada Ravine será publicada e dará início a uma série brutal!
Por outro lado há alguns projectos experimentais em discussão com a Top Cow, e algumas coisas de que eu não posso falar por enquanto.

Se o mundo acabasse amanhã para ti, como gostarias de ser lembrado?

Não seria, o mundo tinha acabado! Honestamente estou nisto para dar diversão às pessoas que gostam do meu trabalho, e enquanto eu conseguir isso, eu sou feliz!

Stejepan, obrigado pela tua disponibilidade!
:)












Espero que tenham gostado, e...

Boas leituras

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