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quinta-feira, 5 de março de 2026

Lanterns: 1º Trailer



 "- I trained my entire life for this."

"- You're not ready to get up in front of the class until the ring says you are."

                                                                     ―John Stewart and Hal Jordan


Depois de ter sido anunciada em 2023, saiu há horas o 1º trailer desta série de 8 episódios, que irá para o pequeno ecrã em Agosto deste ano de 2026.

Terei todo o gosto em facultar aqui no LBD o trailer legendado, fica já por baixo deste parágrafo.
Quem me conhece sabe que os meus super-heróis favoritos são os Lanterna Verde, então fico muito feliz com este trailer, que me pareceu dar um bom sinal para a série.
E como disse a um amigo ainda agora, por causa da malta que já anda a dizer mal por ser na Terra, Green Lantern é de temática espacial, mas eles existem também para resolver problemas na Terra, e eu não tenho nada contra uma boa história na Terra 💁🏻‍♂️
Trailer 👇🏻


Lanterns acompanha o recruta novato John Stewart e o maior de todos os Lanternas Verdes: Hal Jordan. 
Eles são polícias intergalácticos e envolvem-se em algo sombrio durante a investigação de um assassinato nos Estados Unidos.

Temos aqui no trailer Kyle Chandler como Hal JordanAaron Pierre como John Stewart. Presumo que Guy Gardner (Nathan Fillion) fará a sua aparição na série também, depois de ter entrado como Green Lantern no filme do Superman.

A DC está on fire!

Boas leituras

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Séries TV: Doctor Who - Vincent and the Doctor
Temporada 5 - Episódio 10


O problema de escrever sobre estas coisas, sobretudo quando se gosta delas, é saber onde começar, por onde passar e onde acabar.

Hoje revi este episódio do Doctor Who. Recomecei a ver tudo desde a fase do Christopher Ecclestone (o 9º Doutor - 2005) até este episódio de 2010, e achei que poderia escrever algo sobre ele. O problema é… começo pelo princípio em 1963? Conto a história da série desde o 1º Doutor para no final chegar até este episódio? Bah… isto daria para um post gigante ou não fosse a série Sci-Fi mais antiga (e longa – 39 temporadas) de sempre transmitida na televisão.

Assim, farei apenas uma pequena introdução, e depois falarei deste episódio e deste Doutor (o 11º).

Como disse atrás, o primeiro episódio foi para o ar na BBC em 1963, a 23 de Novembro com William Artnell personificando o 1º Doutor. Esta série clássica durou até 1989 com 26 temporadas e episódios de 25 minutos. Durante todo este tempo tornou-se uma série de culto, embora no final a BBC tenha interrompido por baixas audiências. Estávamos com o 7º Doutor – Sylvester McCoy.

Houve uma tentativa de recuperação em 1996 com o 8º Doutor – Paul McGann – mas que não funcionou, então a série entra de novo em hiato.

Em 2005 a série foi recuperada, mas com um formato diferente, mais actual, o número de episódios por temporada foi reduzido e o tempo de cada episódio aumentou para 45 minutos. Isto na generalidade, pois existem os especiais de Natal que são maiores. Cada temporada tem vários episódios “soltos”, por vezes existindo arcos de dois ou três episódios. De qualquer modo existe sempre pequenos eventos que ligam todos os episódios para algo que só se irá resolver no final da temporada. Ou seja, um formato moderno para o Doctor Who.

Neste momento a série vai para o 14º Doutor – Ncuti Gatwa.

Resta-me dizer que o conceito desta série é fascinante, e é incrível que ao longo de tantos anos consiga contar histórias complexas de uma maneira simples em menos de uma hora. Maravilhoso. Aliás, o conceito de regeneração é das coisas mais inteligentes que vi fazer numa série, temos um Doutor novo sempre que necessitamos que nunca é um buraco no argumento porque é uma particularidade que faz parte da personagem. Ponto! Claro… depois há a desvantagem da qualidade dos actores, da empatia do público com um ou com outro, mas já lá vou a esse assunto.

Pronto. Agora sobre o episódio que dá título ao post.


Vou contar spoilers porque o episódio em questão tem 12 anos, quem viu viu, quem não viu paciência. Até porque a razão de eu falar deste episódio particularmente não tem a ver com notícias sobre a série ou histórias em desenvolvimento.

Já vos disse que o conceito desta série é fascinante para mim? 

O Doutor anda a passear a sua acompanhante devido a problemas de consciência pelo desaparecimento e esquecimento da memória de Rory – namorado da acompanhante Amy Pond (Karen Gillen – Guardiões da Galáxia, Nébula), e nestes passeios de “charme” acabam por visitar uma exposição de Van Gogh.

Os olhos do Doutor fixam-se no quadro com uma Igreja, “A Igreja de Auvers”, onde vê um monstro desenhado na janela. E com a frase “I know evil when I see it” resolve voltar ao passado, ao dia anterior em Van Gogh iria pintar esse quadro.


Aqui vou abrir um parêntesis. Penso que o produtor Steven Moffat gosta bastante deste tema da “visão”. Neste episódio vamos ter um Van Gogh perturbado, não reconhecido como pintor, escorraçado pela população. E assim foi na sua vida até se suicidar. Mas neste episódio ele possui uma visão especial, e este é o tema que Moffat gosta. Já tivemos no 1º episódio desta temporada (The Eleventh Hour) alienígenas com filtros de percepção que só podiam ser vistos “pelo canto do olho”, tivemos por duas vezes os “Anjos Chorões” que atacavam quando se fechava os olhos, e tivemos os Vashta Nerada no episódio da biblioteca – Silence in the Library – que se movimentavam apenas nas sombras. Neste episódio é Van Gogh o único a conseguir ver a olho nu o monstro.

Basicamente estou a escrever isto tudo porque este episódio acabou por me emocionar e fazer “suar dos olhos” as duas vezes que o vi. A cena final em que eles resolvem trazer Van Gogh ao presente para ele ver os seus quadros serem admirados por toda a gente é admirável Acho a cena muito bonita e de uma empatia brutal por aquele artista escorraçado no seu tempo. 

E é nisto que esta série é fascinante, todo o conceito! Quem nunca pensou em trazer pessoas do passado, um passado sofrido por não terem sido entendidas na altura, e depois para poderem ver que tudo o que criaram é algo prezado pela Humanidade. São imortais e nunca o souberam. É uma situação que me comove e traz a minha empatia à tona.

E para escrever este pequeno parágrafo tive de escrever tudo o que está acima… :D

E já agora vou escrever mais qualquer coisa. O episódio seguinte foi o último que vi na altura em que a série estava em exibição porque sinceramente não gostei, e não gosto, deste actor como Doctor Who. Na minha opinião não tem nem nunca teve o carisma necessário para o papel, e a minha empatia foi zero. Ainda por cima vem depois do talvez melhor Doutor de sempre, o incrível neste papel David Tennant (10º Doutor). 


Agora estou-me a obrigar a ver a série toda e vou ter de ver este Doutor até ao fim. Porquê? 

Porque esta série é fascinante!

(Já agora… o Doutor desta temporada que eu não gosto é estrelado pelo actor sem sal Matt Smith.)


Boas leituras


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Séries TV: Dark Matter



Esta série está em exibição (2ª temporada) no canal Syfy aqui em Portugal.
Foi criada por Joseph Mallozzi e Paul Mullie, dois excelentes criadores de argumentos para ficção-científica (Stargate SG-1, Stargate Atlantis e Stargate Universe). Primeiramente tinham pensado Dark Matter para uma série televisiva, o que não aconteceu, e então criaram uma mini-série de comics pela Dark Horse em 2012 com esta ideia. O desenhador foi Garry Brown, e a série teve sucesso dentro do público a que se destinava, saindo mensalmente em quatro números.

Mais tarde, em 2014, a série aconteceu mesmo, baseada na BD de 2012. Foi desenvolvida pela Prodigy Pictures associada com o Space Channel e o canal Syfy.
A 1ª temporada iniciou a sua exibição televisiva em Junho de 2015, durando 13 episódios, e penso que acabou por ter sucesso visto que foi contratada uma 2ª temporada iniciada em Julho deste ano, que ainda está a decorrer faltando apenas o último episódio (dia 16 deste mês). De qualquer modo, uma 3ª temporada foi contratada este mês, com início previsto para 2017.


Agora como eu conheci esta série? Bom, o ano passado vi uns trailers e o conceito pareceu-me interessante! Gravei os primeiros cinco episódios mas aquilo maçou-me um pouco... não desenvolvia muito. Fiquei com o 5º episódio por ver.
Este ano andava à procura de uma série para me entreter, e dei com os tais cinco episódios. Resolvi ver o episódio em que tinha desistido da série, e bolas... aquilo "desemburrou" brutalmente! A diferença que um episódio pode fazer... lol

Gravei o resto da 1ª temporada e fiz uma autêntica maratona de Dark Matter até ao final da temporada. E que final! Adorei aquele cliffhanger brutal, e felizmente tinha ali à disposição para gravar os primeiros 7 episódios da 2ª temporada. Foi mais uma maratona! :D


Falando do conceito da série e tentando não fazer spoilers.
Uma nave espacial espectacular, a Raza, com seis habitantes em câmaras de êxtase. Este é o início.
À medida que vão acordando verificam que não têm memória, então renomeiam-se com números de 1 a 6 pela ordem em que acordaram. Um pouco mais tarde junta-se a esta tripulação o Androide de serviço à nave que estava desactivado (é difícil não fazer spoilers...).

O início é um pouco confuso, devido à perda de memória e à entrada de personagens que se vão tornando recorrentes ao longo da série, mas que ainda não sabemos qual o jogo que irão jogar.
Aos poucos vai-se sabendo partes daquilo que eles eram, ou por terceiros, ou por gravações. E descobrem que não gostam muito muito daquilo que faziam.


O desenvolvimento da série em torno desta falta de memória, do descobrir pequenos pormenores deles em situações de grande tensão, e acção, está muito bem feito nesta série. O foco afinal é mesmo a sobrevivência. Cada aventura/episódio traz sempre algo de novo, aos pouco, mas sempre subindo a tensão, ora entre os elementos da tripulação, ora a tripulação versus  Autoridade Galáctica, Reinos Espaciais, mercenários, ou as empresas de Exploração Espacial. O universo contra a Raza!

Os actores principais são:

Um - Marc Bendavid (1ª temporada)
Dois - Melissa O'Neil
Três - Anthony Lemke
Quatro - Alex Mallari Jr.
Cinco - Jodelle Ferland
Seis - Roger Cross
Androide - Zoie Palmer
Devon Taltherd - Shaun Sipos (2ª temporada)
Nix - Melanie Liburd (2ª temporada)



Aconselho vivamente a quem gosta de Sci-Fi misturada com muita aventura e suspense. Está perfeita para mim neste moldes! Sempre com muitas voltas, cliffhangers e surpresas. E sim, é raro uma série surpreender-me nos com alguma coisa nos dias que correm, visto eu já ter visto e lido tanta série deste género...

Boas leituras




segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Séries TV: Major Alvega


O Major Alvega foi uma das melhores séries de produção Nacional, a qualidade técnica desta série em conjunto com um bom argumento e um excelente elenco, deu-nos algo que não ficava nada atrás de muita série estrangeira.

As aventuras televisivas seguiam a linha da BD, muita acção, suspense e doses maciças de humor enquanto enfrentava e vencia alguns dos maiores nomes da história do lado inimigo. Para além disso os cenários da série eram sempre ilustrações à lá BD, numa inovação que contribuiu muito para o sucesso da série junto do público que se rendeu à qualidade desses cenários e das interpretações dos actores do elenco.

Major Alvega tinha sido uma banda desenhada que retratava as aventuras de um herói Anglo-Português da RAF (a força aérea Britânica) e que fez furor nas décadas de 60 e 70 na revista "O Falcão". O herói criado em 1956 por Mike Butterworth e Geoff Campion, sofreu uma alteração no tempo da censura e ganhou um teor mais Nacionalista sendo rebaptizado de Major Jaime Eduardo de Cook e Alvega, ribatejano por via paterna e Inglês por via materna.



Ricardo Carriço (Major Alvega) teve uma das melhores interpretações da sua carreira, o seu visual dava o ar jovial e "engatatão" necessário a este herói enquanto que António Cordeiro (Coronel Helmut Von Block) roubava as cenas onde aparecia, com a personificação de um militar maléfico e megalómano que fervia em pouca água. Os seus gritos "Schnell!" ficaram lendários, assim como o tratamento para com a sua ajudante, Rosa Bela (Fraulein Schmidt), que vivia dividida entre o seu dever e os sentimentos que nutria pelo nosso herói. O mito vivo que era Fernando Pessa, narrava as aventuras do Major como se tratasse de notícias da guerra como o que já havia feito para a rádio da BBC.

Lembro-me de seguir isto atentamente e de me deliciar com o humor da série, era algo que fugia ao comum da nossa Televisão e os cenários desenhados garantiam a minha total atenção. Aqueles cenários transportavam-nos para uma época distante e fizeram um melhor serviço que se fossem simples cenários fabricados. Fiquei ainda mais fã de António Cordeiro com o trabalho que este desenvolveu nesta série.

Eis alguns dados desta excelente série Portuguesa que já merecia uma edição em DVD.


FICHA TÉCNICA
Ano: 1998 / 1999
Canal: RTP
Estúdios: Miragem
Elenco:
Ricardo Carriço - Major Alvega
Rosa Bella - Fräulein Schmidt
António Cordeiro - Coronel Helmut Von Block
Fernando Pessa - Narrador
Outras personagens:
Canto e Castro - Sir Hugh
Júlio Cardoso - Churchill
José Wallenstein - Professor Strudell
Alexandre Falcão - Hitler
Cristina Homem de Mello - Makelove

Ficha técnica:
Realização – Henrique Oliveira
Assistente de realização – Maria Pires Pereira
Produção – Margarida Santos
Produção executiva – José Luís Vieira
Assistente de produção - Alexandre Vale, Miguel Guía
Secretária de produção – Sandra Coelho, Margarida Ramos
Guião – Henrique Oliveira, António Cordeiro, José de Pina, Filipe Homem Fonseca



Episódios:
1ª Série
01: Objectivo Berlim
02: Intriga em Lisboa
03: Operação Águia
04: Duelo de Gigantes
05: Rumo a Tarento
06: Missão: Branca de Neve
07: O Ceptro de Akhnaton
08: O Segredo de Peenemunde
09: O Agente X
10: Notas Falsas
11: O Sósia
12: Nome de Código: Komet
13: Uma Noite em Casablanca
2ª Série
01: Traição Fatal
02: Milagre de Dunquerque
03: O Ninho da Águia
04: Missão no Tibete
05: Outubro Vermelho
06: S.O.S. Titanic
07: Destino Nova Iorque
08: Sob o Sol de Creta
09: Operação Vampiro
10: A Grande Fuga
11: O Enigma da Antárctida
12: Allo, Mona Lisa
13: O Dia da Libertação





Este texto foi adaptado do meu blog Ainda sou do tempo






quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Séries TV: Demolidor - 1ª Temporada


A primeira série da parceria entre a Netflix e a Marvel não podia ter corrido melhor, Demolidor foi um sucesso entre a crítica especializada e o público e deu assim mais ânimo aos futuros projectos entre as duas companhias. Boas cenas de acção, um elenco consistente e episódios bem conseguidos fizeram desta primeira temporada um dos melhores programas baseados em super heróis.

Marvel's Daredevil é uma criação de Drew Goddard, e a primeira numa série de programas que culminará numa temporada dos Defensores. Uma co produção entre a Marvel e a ABC, esta primeira temporada de 13 episódios estreou na Netflix a 10 de Abril de 2015, sendo que aqui em Portugal é possível ver a mesma desde a estreia deste distribuidor de conteúdos no nosso país.

Nos primeiros episódios vamos assistindo aos primeiros passos de uma dupla de advogados, Matt Murdock (Charlie Cox) e Franklin "Foggy" Nelson (Elden Henson), que são intercalados por flashbacks que mostram as origens dos poderes do nosso herói, do seu treinamento e da relação com o seu pai.

A primeira pessoa que defendem, Karen Page (Deborah Ann Woll), acaba por se tornar uma peça importante nesta temporada, ficando como secretária deles e sendo uma das principais instigadoras para a acusação do principal vilão da história. Foi ela a que mais puxou pelo repórter Ben Urich (Vondie Curtis-Hall) e que fez com que este investigasse mais pelo assunto.


A produção da série não se poupava a esforços, tudo está feito e idealizado da melhor maneira possível, parece sempre que estamos a ver um filme. Para além disso, há um crescendo nas coisas, só vemos o uniforme nos últimos episódios, mas nem por isso perdem impacto as cenas que ele vai lutando só com um lenço na cabeça e todo vestido de preto. Vão aparecendo aos pouco referências a personagens importantes como a Elektra, e pequenas aparições de outras que fazem parte da vida do herói, como Melvin Potter.

O genérico do programa é curto mas fantástico, e é espantoso ver como algumas das personagens são fisicamente similares às da BD.

Vincent D'Onofrio rouba a cena como Kingpin, quer como homem de negócios, quer como líder criminoso ou ainda como homem apaixonado, e como o seu amor por Vanessa (Aylet Zurer) o vai mudando aos poucos e provocando receio nos seus parceiros do crime. Nesses era o génio financeiro Leland Owlsley (Bob Gunton) que mais expressava esses sentimentos, apesar de só no final expressar esse descontentamento a Kingpin, ficando quase sempre pelas queixas ao seu braço direito Wesley (Leonard Moore), alguém sério e ponderado mas sempre leal ao seu patrão.

Vemos lutas com ninjas, o treinamento com Stick, uma relação do herói com a enfermeira Claire Temple (Rosario Dawson), que é uma fusão entre duas personagens de BD, e a evolução das relações entre o trio principal. Uma série com poucos defeitos a apresentar e que deve ser vista por qualquer fã do género que se preze.














segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Séries TV: Arrow - Temporada 4 (início)



Arrow iniciou em Outubro a sua 4ª temporada. E claro, todos os geeks com tremores de felicidade (eu incluído).
:)

Depois de um final que eu achei fraco na 3ª temporada, a entrada da série neste novo ciclo foi também um pouco estranha, só podia…
O início foi titubeante, procurou dar a “cor” para o que se tinha passado anteriormente mas finalmente Arrow passou a ser Green Arrow, e o arranque para o 2º episódio esteve a bom nível.



Descobrimos um bom vilão, Damien Darhk, com recursos mágicos (sobrenaturais) e um Quentin Lance apanhado numa teia muito cinzenta. Aliás, a família Lance é pródiga em drama, e neste arranque faz jus a isto mesmo.

Penso que Quentin Lance anda a provocar alguns problemas na escrita dos argumentos, visto ser isso mesmo, uma personagem cinzenta que não é boa nem má, mas que ao mesmo tempo é um contraponto à figura do Green Arrow.

Já vi os 6 episódios e sinceramente gostei. Acho que está a subir em adrenalina e irá continuar assim até ao clímax da mid season. Muito dificilmente chegará às 5 estrelas da 1ª temporada, mas se ficar nas 4 estrelas será muito bom!

E agora os spoilers. A partir daqui é por vossa conta e não me venham chatear que eu vos estraguei a surpresa… :P



Como se tinha visto no season finale, Oliver e Felicity partiram de Starling City e foram viver em paz e sossego para longe, deixando a cidade ao cuidado da Black Canary, Speedy e Diggle.
Mas para um vilão do calibre de Damien Darhk a coisa torna-se difícil…

Oliver acaba por descobrir que afinal Felicity continuava a ajudar os seus amigos, colocando algum stress na relação, e perante o pedido de ajuda lá voltam a cidade que agora se chama Star City (YaY).

O regresso trouxe atritos, visto que Oliver saiu com assuntos inacabados sobretudo com Diggle… mais, Thea (Speedy) começa a ter efeitos colaterais por ter usado o Poço de Lázaro, surgindo em frenesins de violência.


Darkh mostra várias vezes o seu potencial malvado usando artes negras para os seus fins, mas é ainda mostrado que de algum modo tinha o chefe da polícia (Quentin Lance) na mão.
Descobre-se que a HIVE, que Darkh comanda, foi responsável pela morte do irmão de Diggle, e também se fica a saber que este afinal também não era flor que se cheirasse… (para tristeza de Diggle).

Laurel acaba por dizer que vai levar Thea para um spa, para tratar da sua agressividade, mas o destino é Nanda Parbat, e a encomenda é Sara Lance com objectivo Poço de Lázaro.
As duas exumam o corpo de Sara e Thea convence Malcolm Merlyn a usar o Poço em Sara. Apesar de todas opiniões adversas, visto que Sara estava morta fazia tempo e poderia sair do Poço completamente diferente, a situação acaba por se dar, com Nyssa à beira de um ataque de nervos…


A cena da saída de Sara do Poço foi espectacular, diga-se…!
Como resultado disto temos uma Sara que não é Sara mas sim apenas um animal sedento de sangue de quem a tinha morto. E Nyssa destrói o Poço…

Oliver acaba por saber que Lance está comprometido com Darkh virando a situação ao contrário, pois sempre foi Lance o moralista, agora invertem-se os papéis!
Sara consegue fugir da “prisão” que Laurel tinha arranjado para ela, iniciando um rampage de fúria assassina da ex Canário à procura de quem a tinha morto, acabando por atacar pessoas inocentes.

Claro que Oliver acaba por saber o que Laurel e Thea tinham feito no “spa”…
É explicado que a fúria das pessoas que usam o Poço é direccionada para quem os feriu, e que só acalma de vez se matarem essa mesma pessoa. No caso de Thea não há hipótese porque Ras al Ghul está morto, então ela tem de matar de vez em quando para acalmar durante uns tempos. No caso de Sara é diferente…

Sabe-se que Ray Palmer afinal não está morto, mas sim aprisionado em modo minúsculo por Darkh! Sim, vemos pela 1ª vez o Atom em tamanho pequeno. Claro que a equipa Green Arrow consegue resgatar este herói.


E para falar em aparições… quem é que Oliver contacta para lidar com o caso de Sara? Nada mais nada menos que o nosso amigo do sobrenatural John Constantine! Isso mesmo!
Mas apesar de eu ter gostado da cena da sua aparição em Arrow, achei que o resgate da alma da Sara foi demasiado fácil.

Relativamente à 2ª linha de história, o passado de Oliver, ainda não tenho opinião formada sobre isso. Pode sair uma coisa boa, ou pode ser uma grande cagada… :D

Claro que faltam aqui muitos pormenores, mas bolas, não dava para estar aqui a escrever tudo! Gostei deste início de série, sim!

De qualquer modo posso adiantar que uma personagem importante vai morrer mesmo, que Zatanna e Damian Wayne entrarão, e que o horrível capacete do Diggle também desaparece :D
Fiquem com o trailer do 7º episódio....





Aceitam-se apostas para quem vai morrer. Eu aposto em Felicity Smoak! ;)

Boas leituras



sábado, 4 de julho de 2015

Séries TV: Espaço 1999



Acho que todas as crianças sonham com as estrelas (leia-se Espaço)!
Deve ser um dos principais motores da imaginação de um jovem normal, o que será que existe para além do negrume profundo do céu estrelado nocturno?
Outras espécies sencientes?
Mistérios fantásticos à espera de serem descobertos?
Viagens espaciais?
Seremos capazes um dia de viajar à velocidade da luz, ou usarmos wormholes?
Colonizar outros planetas?
Monstros?

A série Espaço 1999 caiu que nem uma pedra na minha juventude por isso tudo. Havia um espaço vazio neste tipo de registo, e Star Trek ainda não tinha sido exibido em Portugal! Sim, internacionalmente o Espaço 1999 veio ocupar a lacuna do término da série original Star Trek uns anos antes, mas aqui funcionou ao contrário… O Caminho das Estrelas veio ocupar o vazio deixado pelo Espaço 1999… enfim, Portugal!



O Espaço 1999 começou a ser exibido na RTP1 a preto e branco em 1977 e foi um êxito imediato por mexer muito com a nossa imaginação. Para mim ainda hoje foi das melhores premissas para uma série de FC puro: a Lua afastar-se da Terra com humanos “a bordo”! E aí começa a saga, com efeitos especiais muito bons para altura.

A série teve duas temporadas de 24 episódios cada uma, imaginados por Gerry Anderson e Sylvia Anderson para a ITV. Os cenários da série foram muito baseados no filme de Stanley Kubrik 2001: Odisseia no Espaço, mas nós crianças nem sabíamos que esse filme existia. Eu tinha 12 anos, portanto uma idade muito impressionável pelo fantástico, e a série bateu-me que nem um pedregulho. A primeira temporada teve episódios bastante mais complexos que a segunda, por vezes bastante filosóficos, e sobretudo provocava-me medo e calafrios… nunca mais me hei-de esquecer do episódio “Dragons Domain”! Tive pesadelos durante vários dias…

A segunda temporada foi mais virada para a acção, por vezes bastante mais infantil, em que surgiram bastantes novas personagens (incluindo uma transmorfa), e assistiu-se ao desaparecimento de outras que não se coadunavam com o novo rumo da série. Os fãs hardcore detestaram esta segunda temporada… eu por mim, e com a idade que tinha, foi um alívio! Mais acção e humor em vez do terror latente que muitos episódios da primeira me provocavam!

A acção andava sempre à volta do Comandante John Koenig, da médica Helena Russel, do piloto Alan Carter e do professor Victor Bergman. Na segunda temporada este último desapareceu, e foi feita a inclusão de Maya (a trás referida transmorfa). Na segunda temporada alguém resolveu colocar romance na série e passamos a ter dois casalinhos… o Comandante e a médica (casados na vida real), e o chefe de Segurança (Tony Verdeschi) e a transmorfa. Mais uma vez os fãs hardcore da série ulularam de fúria e repulsa!

A Terra decidiu colocar o seu lixo atómico e radioactivo na Lua para não contaminar mais o planeta. Mas todos os exageros levam à catástrofe, e após uma explosão nuclear em cadeia do lixo atómico a Lua é expulsa da órbita terrestre a grande velocidade. A partir daí a imaginação é o limite!
Raças estranhas, planetas diabólicos, eventos a roçar o paranormal e uma “deliciosa” aparição da sonda terrestre Voyager, que tinha destruído uma raça quase por completo, e vindo atrás dela os sobreviventes em naves de guerra procurando vingança…

Ainda hoje sonho com os Eagles. O que eu adorava aquelas naves espaciais!
Para a série foi inclusivamente feito um Eagle à escala! Delicioso!
Ainda não perdi a esperança de conseguir um dia ter uma miniatura de uma nave destas, é um dos meus sonhos geeks.



Podem ver todos os episódios no Youtube, de vez em quando vejo um, eu por catarse já vi o “Dragons  Domain” várias vezes!

(Ninguém me oferece um Eagle?)
:D











Este texto foi escrito por mim originalmente  para o blogue do Hugo Silva:


Boas leituras



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Séries TV: Lois & Clark as novas aventuras do Super-Homem



Hoje vou lembrar de uma série bem divertida relacionada com super heróis. Lois & Clark, que tornou Dean Cain e Teri Hatcher os símbolos destas duas personagens para toda uma geração. Abordando todo este universo de uma forma diferente da habitual, o programa acabou por conquistar público e conquistar audiências, chegando inclusive a influenciar o que acontecia nos comics do Super-Homem.

Vi esta série pela primeira vez na televisão Portuguesa, na TVI, e fiquei vidrado na mesma, adorando toda aquela interacção entre as personagens e a forma como eram retratados aqueles que eu conhecia da BD. Foram 4 temporadas de 12 de Setembro de 1993 a 14 Junho de 1997, num total de 87 episódios, que foram transmitidos por cá na segunda metade da década de 90 na sua versão original e legendada em Português.

Dean Cain foi o actor escolhido para o duo Clark Kent/Superman, enquanto que Teri Hatcher foi a beldade rebelde conhecida como Lois Lane e juntos conseguiram uma química dentro do ecrã que fez com que todo o mundo se interessasse por esta série. Cain era um galã com o físico ideal para interpretar este herói, tendo ainda uma jovialidade e um à vontade que nos cativava e ajudava a suplantar a sua pouca experiência numa série de televisão.

O elenco também ajudou muito ao sucesso que esta atingiu, afinal quando se tem um Lex Luthor interpretado pelo talentoso John Shea, as coisas só podem ser interessantes. Foi uma visão diferente deste conhecido vilão da banda desenhada, aqui ele era charmoso, cabeludo mas continuava maquiavélico, ganancioso e obcecado tanto pela Lois como pelo Super-Homem.

Alguns dos melhores episódios envolveram este vilão, que desapareceu durante algum tempo mas voltou em força e fez com que ele fosse de facto o maior inimigo do herói.

A primeira temporada mostra muito de Lex Luthor e dos seus planos para a cidade e com o passar do tempo, com os seus planos para derrotar o Super-Homem. Mas o destaque era para a relação entre Lois e Clark e com o desenrolar dela ao longo dos episódios, foi uma coisa gradual e que demorou temporadas até culminar num casamento que foi tão importante que a DC decidiu repetir o feito mas desta feita na BD.

O engraçado era ver que aqui Lex era também um inimigo do alter ego de Super Homem, mas desta feita devido a ser um vértice no triângulo amoroso que envolvia todos nesta série.

Aqui Luthor tinha a companhia de um mordomo, que era peça útil em todos os seus esquemas e era também bastante maquiavélico.

Os pais de Clark tinham um perfil aproximado ao da BD, eram uns idosos com uma mentalidade aberta, jovial e sempre prontos a ajudar o seu filho adoptivo. Martha (K Callan) e Jonathan (Eddie Jones) Kent foram uma presença constante e ajudaram à construção da personagem e ao torná-la mais humana aos nossos olhos.

No trabalho era Lane Smith que roubava a cena no papel de Perry White, o editor chefe do Planeta Diário que era também um amigo da dupla que protagonizava a série e um mentor para Jimmy Olsen (Justin Whalin) o jovem faz-tudo da redacção que motiva todos com a sua juventude e entusiasmo.

Curiosamente na primeira temporada o papel de Jimmy Olsen pertenceu a outro actor, Michael Landes, que foi afastado pelos produtores por este parecer ser da mesma idade de Clark Kent/Superman e até ter algumas parecenças. Concordo plenamente com esta decisão assim como o afastar do elenco regular da personagem Cat Grant (Tracy Scoggins) já que esta não se adequava muito ao espírito do programa e ficavam também muitos personagens em cena.



A Intergangue marcou presença em muitos episódios, assim como vilões surreais mas interessantes que por vezes representavam perigo quer para a Lois quer para o Super-Homem. Os efeitos especiais eram interessantes e nada "ridículos", ele voava de uma forma credível e muitos dos seus feitos também eram apresentados dessa forma. Andei a rever a série e afirmo que as primeiras três temporadas ainda são boas para se poder assistir, a coisa começa a piorar a meio da terceira e piora por completo no começo da quarta quando decidiram mostrar sobreviventes do planeta Krypton...

Os efeitos sci fi de classe B e o facto de se afastar do espírito inicial do programa, o relacionamento entre Lois e Clark, fizeram com que o público se fosse afastando e as audiências fossem desaparecendo. Em todo o caso é inegável o impacto da série, chegou inclusive a influenciar o destino dos comics com os escritores a terem que fazer coincidir acontecimentos, para atrair assim o público que via apenas o programa na televisão.

Acção quanto baste, alguns efeitos interessantes, diálogos corny mas com piada e uma atitude descontraída fizeram com que a série ainda hoje seja bem agradável de se ver, revi há pouco tempo os dvd's das três primeiras temporadas e pude comprovar isso.

Alguém aí fã do programa?











quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Série TV: The Flash (2014)



A personagem Flash já teve direito a uma série de TV nos anos 90 (de alguma qualidade), e em 2014 a DC decidiu apostar de novo na personagem para abrilhantar um programa num canal televisivo, desta feita na CW. Ao contrário da sombria e dramática Gotham, Flash destaca-se por ter outro aspecto tanto no visual (muito mais colorido e brilhante) como nas histórias (mais leves e menos dramáticas).

A personagem Flash já tinha sido abordada na outra série baseada em personagens da DC, a Arrow, como um CSI vindo de Central City chamado Barry Allen, lançando assim a semente que iria dar a origem à série se bem que noutro canal. Foi a CW que agarrou neste conceito desenvolvido por Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns (que escreveu durante muito tempo a personagem nos comics), a este grupo junta-se David Nutter como produtor e realizador do episódio piloto que bateu os recordes de audiência da estação.

Por estar no canal que está, a série é muito mais leve do que as outras duas que estão em exibição e baseadas em personagens da DC, a personagem também é mais dada a esse lado colorido e animado do que algo soturno e dramático. Eu neste momento posso dizer que é uma digna sucessora de Smallville, tem apresentado algumas semelhanças com ela e isso não é mau de todo, podendo melhorar um ou noutro aspecto.

As personagens com poderes que têm aparecido são todas originadas, ou com algo que envolve, pelo mesmo raio que criou o nosso herói, ou seja o mesmo conceito dos Meteoros em Smallville. É tudo malta nova, há ali abordagens a romances, há algumas piadas e apesar de um elenco um pouco "grande", não caíram no erro de alguém passar despercebido ou de ter demasiado tempo de antena (a não ser o principal claro). Ou seja tudo coisas que já vi em Smallville, mas feito de uma forma agradável e por isso não podemos levar isso a mal, esta é uma série para a família toda, e não apenas só para um ou outro elemento.

O elenco não tem grandes nomes, tem alguns actores experientes e um veterano que é ao mesmo tempo um piscar de olhos e homenagem à antiga série do Flash, John Wesley Shipp (que foi o Flash nesse show) que faz de pai de Barry Allen que se encontra preso pela morte da sua mãe (de forma injusta já que vemos que é alguém num relâmpago que comete o crime).

Barry é então criado pelo Detective Joe West (Jesse L. Martin) que é um polícia com grande sentido do dever e de honra que cria de forma exemplar Barry e também a sua filha Irís West (Candice Patton) que é uma aspirante a jornalista que sabe o que quer, apesar de não perceber que Allen é totalmente apaixonado por ela e namorar o parceiro do pai, Eddie Thwane (Rick Cosnett), um jovem polícia dinâmico.

Depois vem então a "equipa Flash" constituída pela super inteligente Dra. Caitlin Snow (Danielle Panabaker) que viu o seu namorado Ronnie Raymond desaparecer aquando do incidente que originou o raio que deu os poderes a Flash e outros, o jovem Cisco Ramon (Carlos Valdes) que é um expert em construir aparelhos úteis no combate ao crime (ou para cometer crimes) e o líder de todos, o cientista Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh) que apesar de servir de mentor e aparentar ter boas intenções, esconde algo porque sabe bastante sobre o presente e futuro do flash. Todos eles trabalham nos bem conhecidos Star labs.

Ao contrário de Gotham, que nos tenta dar um enorme número de nomes que conhecemos da BD e de uma forma intensa, aqui a coisa é mais suave e só quem conhece o mundo dos comics percebe que o nome da Snow é o mesmo da vilâ Killer Frost, que o Raymon pode vir a ser o Nuclear, o Cisco é o Vibe ou o Eddie Thwane pode vir a ser o Zoom. Já para não falar dos West que são homenagem a Wally West, que foi o Flash durante anos.

Em todos os episódios vemos ele a usar os poderes, a combater o crime da melhor forma possível e nestes últimos começamos a ver a aparição dos Rogues de uma forma mais coesa e a ver com o que conhecemos do mundo da banda desenhada. Os primeiros vilões (como logo no 1º episódio) também eram rogues, mas apareciam como alguém que ganhou os poderes de repente e sem saber bem o que fazer, e pior eram logo mortos e assim descartando a possibilidade de virem a aparecer de novo. Isso muda com a entrada em cena do Capitão Frio aka Leonard Smart (Wentworth Miller de Prison Break) que mostra ser uma ameaça séria para o herói e um ponto de viragem na série. Volta e meia aparece alguém de Arrow para lembarmo-nos que existe outra série de heróis, e dar caminho a futuras colaborações entre as duas.

Aconselho todos a verem isto, é uma série divertida, leve e feita para quem gosta de super heróis e que pode ver sozinho ou com os seus filhos. É um conceito diferente das outras que estão a ser transmitidas de momento e por isso também se destaca, tendo sido já encomendados mais episódios pelo canal CW, provando que a mesma está a ser um sucesso de audiências.






Se quiserem nostalgia já sabem, podem visitar o meu blog em http://aindasoudotempo.blogspot.pt/

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Séries TV: Gotham



Presumo que já muitos começaram a ver Gotham, afinal é mais uma série baseada em comics e por norma a DC costuma sempre apresentar material de qualidade no (já não tão) pequeno ecrã. Por cá ainda não estreou, mas a FOX já anuncia, e por isso tem que se recorrer a outros meios para podermos ver se isto está a ser algo de jeito ou não. Segue então a minha opinião depois de já ter visto alguns episódios, pouco ainda para poder avaliar a série no geral mas o suficiente para ter uma ideia do que nos espera.

No dia 5 de Maio de 2014 a FOX deu luz verde para a série que estreou a 22 de Setembro, um programa que se iria basear no universo de Batman mesmo que o herói não fosse ser o protagonista da história, mas sim a origem de muitas das personagens que conhecemos mas que podemos assim ver um olhar diferente mais focado no início de alguns aliados e inimigos do morcego, centrando o núcleo de personagens num jovem detective Gordon e o seu começo na polícia de Gotham.

Bruno Heller começou a desenvolver a história e começaram então a surgir os nomes de quem iria fazer parte do elenco, e como em todas as produções de comics começaram as primeiras manifestações de fãs em relação a algumas das escolhas, nomeadamente do actor que iria interpretar James Gordon, Ben McKenzie, o antigo Ryan da série juvenil O.C. ou também conhecido de alguns do policial Southland. Infelizmente (e pelos primeiros 4 episódios) o receio veio-se a justificar, já que é de longe o calcanhar de aquiles deste programa. Ele não é um péssimo actor, mas tem uma falta de variedade de expressões faciais que estragam muito o seu desempenho, e pior, a forma como a cena deveria decorrer e por isso estragando um pouco a mesma apesar do bom trabalho dos companheiros.

Por vezes usa uma voz muito "Batman Bale", ou seja uma voz grossa e agressiva, que nem sempre se coaduna com o que se quer transmitir no texto, mas pode ser já também alguma da embirração que ganhei para com ele.

É até agora a única escolha que não me tem agradado, tudo o resto tem feito um trabalho aceitável ou bastante agradável, com o destaque pela positiva a pertencer sem dúvida a Robin Lord Taylor como Pinguim, que tem sido sem dúvida a personagem que se destaca junto do público e que tem tido a preferência deste.

Já sabia que como isto se ia focar nos vilões, que fossem aparecer alguns logo no começo mas os autores exageraram um pouco e despejaram um camião de personagens logo no episódio piloto. Quem vê esse episódio não pode deixar de perceber a intenção deles de "olhem olhem, conhecem este nome? Pertence à BD do Batman, vá fiquem a ver isto que vão aparecer mais".

A cada x minuto aparecia alguém, ou algo, que sabemos que pertence àquele universo e que ficámos assim curiosos para ver como eles seriam apresentados nesta série. Ao mesmo tempo sabia a pouco aquelas aparições de duas ou três falas, que desapareciam logo de seguida e não sabíamos quando os veríamos de novo.

Em todo o caso isso até se aguenta bem, e volta-se para o segundo que é bastante melhor e dá-nos logo outro ânimo para ver os outros logo de seguida. Aliás isso comprovou-se quando a estação decidiu encomendar mais episódios, passando esta primeira temporada de 16 para 22 episódios. Esperemos que isso ajude a desenvolver mais a história e menos a encher chouriços.

Até agora vimos o jovem rapaz Bruce Wayne (David Mazouz), que viu os seus pais serem mortos por um misterioso ladrão enquanto que uma jovem Selina "Cat" (Camren Bicondova) observava de perto, escondida nas sombras. Esta aliás tem tido algum destaque nestes primeiros episódios, uma jovem cheia de garra e que gosta de arriscar, agindo sempre de uma forma muito atlética e elegante.

Seria então o primeiro caso da dupla James Gordon e Harvey Bullock (Donal Logue), dupla essa que tem apresentado de uma forma aceitável a tensão entre duas personalidades distintas como são o honesto Gordon e o corrupto e amoral Bullock. Isso levou a alguns problemas com uma das maiores criminosas da cidade, Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), que tem sido uma vilã algo anos 80, com o exagero típico dessa altura e a vontade de eliminar o criminoso acima dela, o mafioso Carmine Falcone (John Doman).


Esta vilã foi a primeira criação original para a série, e até agora aquela que não foi baseada nos livros e que tem tido bastante destaque. Ela ajudou a dar alguma profundidade a Oswald "Penguim" Cobletpott que foi bastante maltratado como subalterno dela até conseguir escapar de uma forma bastante atribulada.

O mordomo da família Wayne tem tido uma presença mais agressiva do que muitos de nós estão habituados, Alfred Pennyworth (Sean Pertwee) mostra-se bastante preocupado com algumas atitudes do jovem Bruce que após a morte dos pais tem reagido de uma forma bastante peculiar, o que o faz perder a cabeça e gritar com ele algumas vezes, e procurando a ajuda de Gordon que tem tido um papel apaziguador junto do rapaz.

Fiquei surpreendido por terem introduzido já na história a detective Montoya (Victoria Cartagena) que faz parte de uma unidade de crimes especiais com o seu parceiro, Crispus Allen (Andrew Stewart-Jones) e mostrou já ter tido uma relação lésbica com a noiva de Gordon, Bárbara (Erin Richards), uma personagem que não me tem apaixonado muito.

Uma das maiores surpresas foi ver o conhecido actor cómico Richard Kind como o Mayor Aubrey James, tem sido uma actuação sóbria e apresentado um outro tipo de realidade que fazia falta no meio de tanto exagero que povoa alguns episódios.

É daquelas coisas que parecem que vão ficar mal, mas que até acabam por correr bem, a série tem apresentado muitas cenas como se estas tivessem sido escritas para a BD, o que pode parecer um pouco estranho na TV mas tem funcionado bem e por vezes dá um ar kitsch à coisa.

Ainda pudemos ver uma jovem rapariga chamada Ivy (que nos faz perceber que pode ser a Poison Ivy), um chefe da máfia de uma família rival chamado Maroni, um jovem belo e elegante chamado Harvey Dent que trabalha como procurador assistente ou aquele cameo estranho mas apelativo que foi o de Edward Nygma (Cory Michael Smith) que é um membro da equipa forense e gosta de apresentar as suas informações em forma de enigmas.

A capitã Sarah Jessen (Zabrina Guevara) termina este rol de personagens principais, que ainda promete muitas mais o que nos deixa ao mesmo tempo entusiasmados e receosos, que não saibam depois colocar tantas personagens juntas e todas terem algum tempo de destaque.

Vamos aos aspectos positivos e negativos:

Positivos -

O ambiente todo da cidade, relembra muito a Gotham de Burton, é apresentada de uma forma clássica, sombria e gótica mas sabe-se que está em tempos muito modernos apesar de esperarmos a qualquer instante que apareça uma jovem criança a vender jornais na esquina.

Bullock e Pinguim, ambos roubam todas as cenas em que aparecem e são sem sombra de dúvida o destaque da série, bons actores e que capitalizam ao máximo o texto que lhes é dado.

Negativos -

Detective Gordon, um exageradamente honesto policia que tem uma falta de expressões faciais atroz que nos impede descobrir se ele está a sofrer, triste, contente, preocupado ou aquilo que a cena pede de momento.

Excesso de personagens, isso não é problema se for dedicado cada episódio apenas a algumas delas, o problema é quando tentam que todas apareçam em todos os episódios. Isso tem sido um pouco corrigido e espero que assim continue.


Em última instância é uma série que devem seguir, está a prometer bastante e é uma daquelas que agrada todos os fãs da personagem porque apresenta vários elementos da rica história deste herói.

A FOX Portuguesa devia começar a transmitir isto rapidamente, devia receber o tratamento de outras séries e dar logo na semana a seguir ou assim, de modo a captar e conquistar um público que anda ávido de programas deste tipo. E este tem todo o potencial para se tornar uma série do agrado de todos, a sua nota no conhecido Rotten Tomatoes comprova isso, já que apresenta um 90% sólido em muitas reviews positivas.

E é sempre divertido ver os easter eggs que apresentam em cada episódios, aqueles pequenos pormenores que passam despercebidos a muito do público mas é do agrado dos fãs de comics em geral.




quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Palavra dos Outros - Série TV: Arrow - 1ª e 2ª Temporadas


A rubrica "A Palavra dos Outros" continua viva, e temos a primeira colaboração de Manuel Jesus!
É também a primeira entrada a sério de produtos televisivos no LBD, o que não deixa de ser interessante!

Vejam vocês o que o Manuel Jesus tem para dizer sobre a série Arrow cuja popularidade não pára de aumentar. Para mim a melhor série TV de sempre com foco num super-herói!


Arrow

O Arrow vai recomeçar no dia 8 de Outubro.
Nas vésperas de se iniciar a transmissão da 3ª temporada, acabei de ver em modo maratona as duas primeiras temporadas da série e na opinião de alguém que não perde tempo a assistir à parte das cenas dos próximos capítulos e tem já pouca paciência para esperar pelas emoções da semana que vem, esta é a forma ideal para se ver uma série tão empolgante como Arrow.

É sem dúvidas das melhores se não talvez a melhor série que já se fez sobre um personagem ou personagens dos universos DC/Marvel. O argumento não se deixa prender à mitologia tradicional do herói Oliver Queen ou o Arqueiro Verde e mistura elementos do personagem num cenário de realidade adaptada aos dias de hoje com ingredientes de ficção científica, intriga política, corporativismo económico e ameaças terroristas e tudo isto muito bem temperado com o dissecar de relações complexas que se vão desenvolvendo entre os vários personagens.



A história balanceia-se entre os acontecimentos em tempo real e um passado misterioso ocorrido num período de 5 anos que coincide com o tempo em que Oliver Queen ou o Arrow esteve desaparecido e dado como morto. Cada temporada desenvolve assim um ano no presente e um ano no passado dando a entender que esta será, assim não seja prematuramente cancelada, uma série com a duração de 5 anos onde os argumentistas querem contar uma história com princípio, meio e fim.

Nas duas primeiras temporadas podemos assistir a episódios fechados em si mesmo e a arcos de histórias ao mesmo tempo que se vão desenrolando as tramas da acção principal da temporada quer no presente quer no passado. O tempo que vai passando ao longo dos episódios na temporada é muito bem marcado pelos argumentistas com o cuidado por exemplo de referir festividades como o Natal ou de referenciar acontecimentos ocorridos em episódios anteriores com a sua devida etiqueta temporal.

Não é necessário conhecer o universo DC para se gostar de Arrow, aliás penso que os argumentistas fizeram questão em escrever histórias capazes de ser sobretudo apreciadas por leigos ou por neófitos nestas andanças dos super heróis mas não se privam ainda assim, de rechear os episódios com ovos de Páscoa e piscadelas de olho aos gourmets e coca-bichinhos dos Comics e mesmo aos Geeks em geral indo ao ponto de aproveitar a presença da actriz Summer Glau no elenco para recriar uma cena famosa de Serenity e relembrar que há coisas que envelhecem bem como um bom vinho do Porto.


Não deixa de ser notável que os produtores tenham apostado num personagem completamente afastado do mainstream do universo DC e aparentemente terem conseguido construir com ele uma plataforma de lançamento para outras séries com outros personagens bem maiores e populares, alguns confirmados, como o Flash que é introduzido como um personagem secundário num par de episódios do Arrow e agora com direito a uma série autónoma com o episódio de estreia anunciado para o próximo dia 7 de Outubro, ainda antes de Arrow e já com crossovers planeados entre as duas séries. Outros aparentemente se estão a perfilar e coscuvilha-se nos bastidores na possibilidade de uma série do Suicide Squad que também apareceram num par de episódios e de Ted Kord o Escaravelho Azul que tantas vezes foi referenciado nas duas primeiras temporadas e que dizem as más-línguas terá um papel de pleno direito na terceira.


Arrow está longe de ser uma história para o público juvenil, aliás a classificação para maiores de 15 dos DVD’s da primeira temporada é generosa. Há violência explicita e sexo implícito quanto baste e na segunda temporada até escapam um ou dois palavrões que lhe devem fazer valer a classificação para maiores de 18, isso ou um certo beijo tórrido dado pela herdeira do demónio e mais não posso dizer para não me chamarem de spoiler



Nem tudo é perfeito na história, nalguns momentos dá ideia de que os argumentistas vão puxando por um fio sem saberem muito bem ainda onde é que aquilo vai dar e depois lá dão a volta à coisa e a coisa acaba por se compor sem se dar muita conta da trapalhada. Por outro lado não é um exagero dizer que o verdadeiro poder de Oliver Queen em Arrow não é ser um Arqueiro vestido de verde que dá porrada na malta que se porta mal mas sim a capacidade de conseguir dormir com todos os personagens femininos da série, um poder que é tão usado que às tantas se torna ridículo. Depois há ainda o desperdício na utilização de alguns personagens com imenso potencial como Shado, Moira Queen ou Roy Harper e este último até dá dó de tão mal tratado que tem sido, vamos ver o que o espera nesta nova temporada.

Curioso é também perceber que os argumentistas tiveram o cuidado de no final da segunda temporada deixarem todos os personagens em situações e espaço para poderem justificar o seu desaparecimento da série sem beliscar a história. Afinal isto de renegociar contractos com os actores também tem a sua arte…

Resta-me agora a dúvida se vou começar a ver a terceira temporada de Arrow já em Outubro ou se vou esperar pelo final para mais uma maratona. Estou muito inclinado pela segunda que a idade não perdoa e o coração tem de ser poupado para emoções menos ficcionadas.


Texto de Manuel Jesus



Já agora vou só colocar alguns pormenores sobre a série para completar informação técnica sobre Arrow:

  • Stephen Amell - Oliver Queen
  • Katie Cassidy - Laurel Lance (novo Black Canary?)
  • Caity Lotz - Sara Lance (Black Canary)
  • David Ramsey - John Diggle
  • Willa Holland - Thea Queen
  • Susanna Thompson - Moira Queen
  • Paul Blackthorne - Detective Quentin Lance
  • Emily Bett Rickards - Felicity Smoak
  • Manu Bennett - Slade Wilson (Deathstroke)
  • Colton Haynes - Roy Harper
  • John Barrowman - Malcolm Merlyn

Claro que isto não foi uma lista exaustiva...
:)
Os criadores da série foram: Andrew Kreisberg, Greg Berlanti e Marc Guggenheim para a CW Television Network.
Foram exibidos 46 episódios divididos por duas temporadas, e como o Manuel Jesus diz logo no início, a 3ª temporada está aí à porta e com muitas surpresas!

Boas leituras

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