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terça-feira, 16 de março de 2010

Lançamento Qual Albatroz: Celacanto 2 - O Lobo


Vai acontecer no dia 18 de Março o lançamento deste livro, e inauguração da exposição "Lobos para Todos", pelas 18 horas debaixo da barriga da Baleia Azul,no Museu Nacional de História Natural. É o segundo "ecozine" patrocinado pela editora "Qual Albatroz" e visa chamar a atenção para espécies em perigo de extinção no nosso território.
Segue o press release da "Qual Albatroz":

Um livro para ajudar a salvar o lobo

No ano passado a Qual Albatroz largou o seu primeiro Celacanto e dedicou-o, como
não podia deixar de ser, ao Albatroz. Foi assim que começou a série de Ecozines
dedicada a ajudar espécies em perigo e baptizada em homenagem ao peixe préhistórico
que regressou da extinção.
Para este número 2 do Celacanto, o animal escolhido foi o Lobo e a Editora Qual
Albatroz colaborou com o Grupo Lobo com o fim de alertar para as ameaças que
este animal enfrenta, nomeadamente o lobo ibérico, e angariar fundos para a sua
conservação. Actualmente, pensa-se que na Península Ibérica existam cerca de
2500 lobos, dos quais 300 em território português (Pimenta et al., 2005).
A participação no projecto excedeu as expectativas e os organizadores estão muitíssimo satisfeitos com o resultado final. Marc Parchow, da Qual Albatroz, refere que “Para nós, o primeiro número já tinha sido um sucesso quando 37 pessoas aceitaram
participar. Relembro que participa quem quer, quem acha que vale a pena. Este
novo Celacanto sobre o lobo soma ao todo 80 participações na sua maioria oriundas
de Portugal, mas também algumas do Brasil. É o dobro dos participantes do
ano passado, o que nos alegra muito e nos mostra como há muita gente disposta a
participar neste tipo de causas, só precisam de uma boa ideia para as fazer agir. Para nós é também um sinal de que é necessário prosseguir com o Celacanto e, por isso, já temos o próximo animal escolhido, que será revelado na sessão de lançamento
do livro no dia 18 de Março.”
O conjunto de trabalhos apresenta uma grande diversidade de motivos e géneros
- poesia, banda desenhada, conto, desenho, pintura, fotografia - todos eles em
defesa desta espécie ameaçada e que, no seu conjunto, acabam por criar uma graciosa
rapsódia artística. A capa é um trabalho original de Miguel Rocha desenhada
especialmente para esta edição.
Para o representante do Grupo Lobo, “a proposta de colaboração na edição do
segundo número do ecozine Celacanto é mais uma oportunidade de contribuirmos
para a divulgação da nossa visão deste carnívoro. É nossa convicção que este é mais
um contributo válido para a conservação do lobo ibérico e que as diversas expressões
da percepção deste animal reflectem a importância e a riqueza do mesmo na
nossa cultura.”
Este ano, o Celacanto apresenta ainda uma novidade face ao número anterior. No
mesmo dia da apresentação do livro, será inaugurada a exposição “Lobos para
Todos” que incluirá vários dos trabalhos dos participantes. A exposição terá um
carácter itinerante, podendo ser exibida em escolas, bibliotecas e centros culturais.
“É uma forma de dar a conhecer este projecto a mais pessoas e aumentar o seu
valor formativo, especialmente entre os mais jovens”, comenta Marc Parchow da
Editora Qual Albatroz.
Da experiência do número anterior, a Editora e os seus parceiros aprenderam que o
Celacanto permite criar amizades, aproximando pessoas com sensibilidades e ideais
semelhantes, e ainda que as parcerias criadas não se encerram uma vez terminado
o projecto. A editora Qual Albatroz continua a colaborar com a sua primeira parceira,
a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, e “certamente continuaremos
a trabalhar com o Grupo Lobo no futuro, porque temos ideais em comum”, afirma
Marc Parchow.
O ecozine Celacanto pretende ser, acima de tudo, um projecto inspirador, uma ideia
que faça as pessoas acreditarem que a sua contribuição para o nosso planeta é
fundamental. Uma ideia que pode parecer banal e gasta mas que o Celacanto quer
revitalizar.

Sobre o projecto ecozine Celacanto
O Celacanto antes de ser livro, foi peixe, foi considerado extinto e regressou da
extinção. Veio dar-nos uma segunda hipótese e, assim, passou a ser a nossa inspiração
e o nosso Ecozine. O Celacanto é um livro, mas é também um desafio à nossa
participação numa das importantes causas do nosso tempo - a responsabilidade
ecológica perante o nosso planeta. Todos nós irradiamos quotidianamente uma
energia que nos dá vontade de fazer alguma coisa para ajudar mas que acaba por
desaparecer com a “resposta” apaziguadora “mas o que é que eu posso fazer? Tenho
aqui estas peúgas para lavar e os miúdos para mudar...” Ora, há aqui uma perda
energética que reduz a eficiência do sistema humano. O que o projecto Celacanto
faz é reparar esta fuga, reenviando esta energia vivencial, antes que ela se perca, e
colocando-a na justa forma de um livro onde se torna um contributo na luta contra
o empobrecimento do planeta. O Celacanto é, portanto, um íman de energia, um
desafio à criatividade e um convite para exercermos a nossa cidadania de uma
forma mais activa.
Funciona da seguinte maneira: todos os anos, escolhemos uma espécie em perigo e
largamos a ideia. Depois, na verdade, o livro vai-se fazendo sozinho da colaboração
voluntária de quem acredita que a sua participação pode fazer a diferença, ou regressando à nossa ideia de partida, daqueles a quem o Celacanto chegou a tempo
de resgatar a tal energia criadora. E este resgate tem a vantagem de ser altamente
contagioso, porque das 37 participações do primeiro número, passámos para 80.
Portanto, garantimos que vai haver mais Celacantos e mais pessoas a participar.



Estão todos convidados a participar, eu mais uma vez não posso ir por razões laborais... (os turnos estão contra mim!).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O Menino Triste - A Essência


João Mascarenhas faz um belo ensaio sobre o conhecimento, a arte e a essência desta. Por vezes parece que divaga, mas não! A dita divagação tem um propósito, um objectivo. O Menino Triste debate-se com o problema existêncial de todos os artistas, ou os que almejam a tal... o que é a arte? É a arte que cria o artista ou o contrário? Ou será que está tudo intrinsecamente ligado? Sim, será a natureza intrínseca da criação, a sua essência ou alma, que faz com que algo seja considerado arte?
Ehhehehe! Até eu já estou a divagar!
José Luis Peixoto faz um belo prefácio ao livro d´O Menino Triste e na contracapa temos pequenos comentários sobre este livro, como por exemplo de Geraldes Lino, Luís Louro ou António Vitorino de Almeida.
Não sei se devo, porque não sei se será assim, considerar o Menino Triste como o João Mascarenhas dentro de uma vinheta... mas se o quarto dele for assim tem muito bom gosto! Disco de vinil dos U2 (o Boy ou então o War), Blondie e Police nos seus primórdios; e para além disso modelos aeronáuticos... :)
Como podem ver, ou sentir, por esta pequena informação, a arte de Mascarenhas é bem detalhada... e para além do detalhe, que por vezes é genial, tem um estilo muito próprio do qual eu gosto bastante! Destaco em Veneza os passeios do Menino Triste na procura da inspiração, da essência, em que muitas vinhetas se passam sem uma única linha escrita, e no entanto dizem tanto sobre o que é belo...
Esta viagem ao interior de nós próprios começa em Coimbra, no quarto do Menino Triste onde se lê:"O que não se vê, apenas se revela, a quem saiba procurar dentro de si". Coimbra é descrita gráficamente num passeio inicial do Menino Triste, onde este se interroga sobre a arte, inspiração e criatividade, acabando por convidar um grupo de amigos para jantar em sua casa. Após alguns dialogos sobre o tema, e na tentativa de devolver ao Menino Triste a sua inspiração, estes convencem o Menino a fazer uma viagem, cujo destino acaba por ser Veneza na altura do célebre carnaval Veniziano... claro que é uma viajem introspectiva, ao seu interior, à sua alma!
Eu gostei! Foi uma boa surpresa, e recomendo. Penso que foi o primeiro lançamento do género da nova editora "Qual Albatroz", que está de parabéns porque a edição está com um bom nivel.
Boas leituras

Hardcover
Criado por: João Mascarenhas
Editado em 2008 por Qual Albatroz
Oferecido por um novo amigo
Nota : 8,5 em 10

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