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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Guardiões da Galáxia: Vingadores Cósmicos


Iniciei a leitura deste livro com sentimentos contraditórios, e acabei de o ler com sentimentos contraditórios… Isto fez-me lembrar porque não comprei o livro na língua original em 2013. Mas agora que saiu em português não resisti!

Quem me conhece sabe que eu sou um fã de aventuras cósmicas, e tornei-me fã dos Guardiões da Galáxia em Annihilation.
Foi uma fase incrível que durou até Thanos Imperative.

De repente a Marvel num acesso de arrojo decide fazer um filme com este grupo pouco conhecido do grande público, e aí necessitavam de um relaunch do grupo. Quando soube que isto tudo iria acontecer fiquei com um sorriso nos lábios, mas ao mesmo tempo com um bocado de medo… sobretudo quando soube quem iria ser o argumentista: o Todo-poderoso, Omnipotente e Omnipresente Brian Bendis, que se substitui a qualquer Deus naquela editora. Para que conste não gosto deste argumentista.

Outro dos medos que eu senti foi a presumível ingerência da Disney num título que à partida não é para criancinhas pequenas. E tinha razões para isso, porque se este relaunch seria para preparar o público para o filme, então Gamora seria penalizada visto que é uma personagem que sempre andou quase despida e com uma aparência muito sexualizada.

E assim foi. Ficamos com uma Gamora vestida com uma armadura ridícula até ao pescoço, e de CAPACETE!!! Isto chama-se desvirtuar uma personagem com quase 40 de história.
É que Gamora tem um factor de cura superior ao Wolverine, para quê o WTF de uma armadura. Pior, por vezes metem-lhe uma arma de fogo (ou laser) nas mãos quando ela apenas usava armas brancas e as próprias mãos! O estúpido do Bendis não sabe que ela é a mulher mais perigosa do universo?? Para que é que ela precisa de uma pistolinha?

E claro, o anormal do careca (Bendis) tinha de colocar um herói conhecido no meio do grupo: Homem de Ferro. Qualquer leitor mais atento verifica que ele está completamente deslocado ali!
E claro… para quê explicar como dois mortos aparecem do nada assim sem mais nem menos? Estou a falar de Peter Quill (Star-Lord) e Drax.


Bom, agora que já desabafei vamos ao livro sem falar destas anormalidades.
Bendis tenta fazer uma “origem” do Star-Lord, não está mal mas é muito pouco original…
O pai de Peter Quill tem uma avaria na nave espacial e cai no quintal de uma moça engraçada com quem se enrola amorosamente. Depois, claro, deixa a moça grávida e sozinha (Isto é uma cena muito original... certo?).

E pronto… o rapaz cresce, vêm os inimigos do pai que afinal é um Imperador, matam a mãe, tentam matar o rapaz (claro que não conseguem, certo?) e este explica ao Tony Stark como chegou a Star-Lord.

Como disse atrás, o pai do nosso herói é de linha Real, do Império Spartax. E também não é grande coisa como pessoa. A relação pai filho neste livro é sempre de afronta e desprezo de Star-Lord pela postura do pai, havendo aqui alguns diálogos engraçados.
A grelha destes Guardiões contém Star-Lord, Gamora, Drax, Rocket Racoon e Groot (para além do Homem de Ferro). A ligação e interacção destes seres únicos está bem feita e o livro tem mais acção do que é normal nas histórias do Bendis (graças a Deus), sendo certo que é aqui nesta mecânica que se sente que o Homem de Ferro está a mais.

A história em si, e não a ligando ao passado destas personagens, não está mal e se me abstrair de ser um geek deste grupo, consigo perfeitamente gostar da história apresentada por Bendis, sem ser nada do outro mundo, claro. Falta-lhe aquele toque de magia cósmica com que Abnet e Lanning envolviam as suas histórias, mas pronto, não foi tão mal quanto eu poderia pensar.

A arte de McNiven está ao seu nível normal, nem é bom nem é mau, cumpre perfeitamente com o que lhe é pedido. Nada a dizer de especial. Mas no final do plot principal é-nos apresentada uma série de quatro histórias, cada uma delas com um elemento do grupo individualmente (excepto Peter Quill e Tony Stark, óbvio). Detestei o desenho da história do Drax. Ponto. Imitações de Mignola? Épah… paguem ao Mignola bem que ele até fazia aquela pequena história (e nem quero saber o nome do tipo que desenhou aquilo, a ignorância é uma bênção!).
Para quem não conhece os Guardiões este livro não fará qualquer confusão. Podem comprar sem medo.

Irei ver o filme de mente aberta. A única coisa que espero do filme é mesmo um bom momento de diversão, e que não subvertam as personagens envolvidas. De resto é esperar por Agosto.

Boas leituras

TPB
Criado por: Brian Michael Bendis e Steve McNiven (entre outros)
Editado 2014 pela Panini
Nota: 7,5 em 10

sábado, 17 de novembro de 2012

Wolverine: Velho Logan (Heróis Marvel nº5)


Este era um livro pelo qual eu ansiava.
Já o tinha tentado comprar no original em capa dura, mas os preços eram proibitivos…
Quando sair, também por esta colecção, o “Arma X” fico com três das melhores histórias do Wolverine em português: Inimigo do Estado (Devir), Velho Logan (Levoir) e Arma X (Levoir)!

Depois de ler Velho Logan (Old Man Logan no original) fica-se mesmo com a sensação de ter lido uma excelente história de BD.

Mark Millar e McNiven estão em alto nível aqui, e acho que este será mesmo o melhor trabalho de Steve McNiven. Bem pelo menos daqueles que eu conheço…

Mark Millar assina alguns dos melhores livros que eu possuo (Authority, The Ultimates, Kick-Ass, Wanted, Wolverine: Inimigo do Estado, etc…), e este é mesmo um argumento “à Millar”. Futuro completamente distópico, violento e feio! Mas contrabalançado pela arte de McNiven… Este consegue páginas monumentais que ficam na memória de um leitor. Pelo menos a mim ficaram quando eu li uma revista desta série online. Aquela imagem do esqueleto gigante do Hank Pym no meio de nenhures ainda com parte do uniforme agarrado ficou na minha cabeça e foi aí que comecei a minha demanda por este livro.

Ainda bem que não consegui comprar no original, esta é uma bela publicação da Levoir em português com a vantagem da capa estar bem, apesar de tudo… comparada com as outras é belíssima!
:P

Há 50 anos os vilões organizaram-se a sério e exterminaram quase todos os heróis e super-heróis dividindo em seguida o território dos EUA.
Logan vive no Estado governado pelo Hulk e recusa a violência, e apesar de ser espancado por várias vezes nunca riposta. Aqui o leitor fica agarrado. Wolverine “é o melhor naquilo que faz” e vê-lo assim amorfo faz confusão a um leitor que conheça bem a personagem. Está sem dinheiro para pagar a renda da casa onde habita com a mulher e filhos! (Imagem estranha…) Para conseguir dinheiro vai acompanhar o Gavião Arqueiro como guia, ou co-piloto (como preferirem) pois este encontra-se cego!
Aqui iniciam uma viagem pelo continente norte-americano de uma costa até à outra, passando por diversos estados governados pelos vilões mais poderosos. É um continente retalhado e destruído… o objectivo da viagem do Gavião fica para vocês descobrirem.
O destino do Demolidor e do Justiceiro também fica para vocês descobrirem!
;)

Os diálogos são curtos, logo há a tendência para acelerar a leitura. Não façam isso. A narrativa gráfica e a qualidade que McNiven pôs em cada vinheta é precisamente para suprir a falta de texto, e foi bem sucedido. Tentem “ler” a narrativa de Steve McNiven!
Millar começa devagar mas sempre num crescendo que acaba num clímax final bem à bruta.
Também consegue algumas cenas bem viscerais de Wolverine, como quando ele conta ao Gavião o porquê da “não-violência”, ele o Wolverine, aquele que “é o melhor naquilo que faz”!
Essa cena está mesmo muito boa, mesmo! Não estava à espera daquele desenlace.

Este é um livro de nota máxima, na minha opinião, e recomendo a todos!

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Mark Millar e Steve McNiven
Editado em 2012 pela Levoir
Nota: 10 em 10

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