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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Goth


Goth, originalmente é uma novela de Otsuichi composta por várias pequenas estórias. Foi adaptada para Manga, tipo Seinen, pelo próprio Otsuichi e desenhada por Kendi Oiwa.
Já li uma definição para gótico, (estou a falar da chamada “onda gótica” e não a arte gótica) que me pareceu excelente:
"Ser gótico é um estilo, uma fascinação pela escuridão, enquanto nos encontramos na segurança da luz”.
Neste livro, dois dos protagonistas (Morino e Itsuki) “passeiam” entre os limites do mórbido e as fronteiras do terror. O livro é bastante brutal nalgumas imagens, onde algumas atrocidades são reproduzidas bastante cruamente!
Otsuichi, é um profícuo autor japonês de novelas de terror … contam-se às dezenas. Já foram feitas seis adaptações para cinema de novelas suas (incluindo este Goth) e para Manga, mais umas quantas. Quanto a Kendi Oiwa, não tem muitas obras publicadas (apenas três), mas gostei bastante do seu estilo, aliás, tem o que eu gosto mais nos artistas japoneses: grandes detalhes alternados com vinhetas muito simples. Este livro, como é lógico “arrasta-se” num registo muito lento, nada de grandes cenas de velocidade típica dos Manga.
Os dois jovens conhecem-se na escola, onde onde o narrador (Itsuki) ganha uma fixação pelas mãos da pálida Morino, isto ao mesmo tempo em que ocorriam crimes envolvendo o corte de mãos. Não existia rigor nesses crimes… tanto podiam ser animais como bonecos, e é por aqui que Itsuki consegue apanhar o seu professor! Então prepara uma armadilha com vista ao corte das mãos de Morino, mas não correu bem… esta defendeu-se! A partir daí começa uma amizade estranha entre um rapaz e uma jovem, ambos obcecados com a morte, ela atraindo toda a espécie de lunáticos e ele estando lá sempre para ver como acaba! Morino descobre a agenda de um serial killer e claro que não entregaram a respectiva agenda à polícia, ambos querem ver o que aconteceu num crime já escrito na agenda, mas ainda não noticiado!
As várias estórias no livro estão todas interligadas, levando a um twist final muito bom!
Boas leituras.

Tankobon
Criado por: Otsuichi e Kendi Oiwa
Editado em 2008 por Tokyopop
Nota: 8 em 10

sábado, 12 de abril de 2008

Singularity 7


Ben Templesmith é um daqueles artistas de que eu sinto sempre uma séria resistência a comprar o que quer que seja. A sua arte não me entra logo, não me provoca grande prazer inicial... só depois de ler umas quantas páginas é que o leitor (neste caso eu) sente que aquela arte joga a 100% com a estória! Templesmith faz aqui a sua iniciação como escritor, ou seja, este livro é todo dele! Depois da colaboração com Steve Niles em "30 Days of Night", que teve direito a filme, Templesmith cria a estória dentro do género que gosta mais... um filme negro, que mistura terror com ficção ciêntifica.
Durante uma noite, viajando junto com um meteoro, as microscópicas Nanites chegam à Terra. Fundem-se com o cérebro do primeiro homem que encontram, Bobby Hennigan, que aqui passa a ser Singularity (Singularidade)...
Ao princípio foi tudo uma maravilha! Bobby descobre que pode fazer coisas... então, idealisticamente dirige-se às Nações Unidas dizendo que podia construir máquinas para purificar a atmosfera, acabar com as doenças ou acabar com todas as guerras! E assim foi! Depois foi o pesadelo... A Singularidade torna-se Deus, um Nexus absorvente de tudo quanto é vivo! Começa a transformar toda a atmosfera do planeta, tornando-a venenosa para todos os seres vivos, as Nanites alimentam-se imediatamente de qualquer ser vivo que apanhem, criações aberrantes da Singularidade patrulham a superfiície, à procura de Humanos, que agora se escondem em abrigos subterrâneos! Mas (há sempre um "mas"), sete humanos são resistentes às Nanites, tornando-se assim os únicos seres vivos a poder passear na superfície. É sobre este grupo de seres que recai a responsabilidade de lutar contra a Singularidade!
A estória demonstra ser sólida e imaginativa. A arte de Templesmith... bem... não é uma arte fácil de assimilar! Ele usa um traço rude e "grosso" ao mesmo tempo que por vezes parece infantil, tudo isto com um grande grau de abstracionismo em que os tons predominantes são o negro e o cinzento, oscilando com cores extremamentes quentes e fortes e inserindo por vezes algumas figuras que parecem desenhadas a partir de fotos! É uma arte estranha, mas que assenta como uma luva neste tipo de estória. Quando lhe foi pedido para descrever a estória, ele respondeu: "It's like fried lamb brains chased down with 3 shots of vodka". Acho que isto diz tudo ...

Softcover (TPB)
Criado por: Ben Templesmith
Editado em 2005 por IDW Publishing
Comprado na Amazon
Nota : 8,5 em 10

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